domingo, 27 de junho de 2010 By: Fred

[livros-loureiro] [Ebook] A Vida Debaixo do Sol - Benne Den

A vida debaixo do sol
o mais extraordinário projeto de vida
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A vida debaixo do sol
o mais extraordinário projeto de vida
Benne Den
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Copyright©denisfrotapor 2007
Denis Frota
Revisão
Fátima Rios
Capa
BJ (Foco Editorial)
Projeto Gráfi co e Diagramação
B.J. (Foco Editotial)
1ª edição – Agosto de 2006
2ª edição – Agosto de 2007
Coodenador de produção
Denis Frota
Impressão e acabamento
Viena Gráfi ca e Editora
As citações da Bíblia neste livro foram extraídas
da Bíblia 98 – Freeware. Programa gratuito
disponível nos sites:
www.jesuslife.org - www.biblia.net
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Frota, Denis
F961c
Denis Frota (Benne Den)
A Vida Debaixo do Sol e O Mais Extraordinário Projeto de Vida -
2ª.ed. - Benneden.org – CE - 2007, 14 x 21, 176 páginas.
ISBN – 85-906141-5-8
1. Doutrina 2. Estudo Bíblico I - Frota, Denis
CDD-231
Índices para catálogo sistemático
1. Doutrina: Estudo Biblico 231
Direitos Reservados. Obra protegida
pela Lei dos Direitos Autorais.
Permitimos a cópia deste livro para
fi ns de evangelização, com distribuição
gratuita.
Contatos:
E-mail: email@benneden.org
Site: www.benneden.org
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• Agradeço ao Senhor Jesus pela capacidade de escrever este
livro;
• Jamais poderei me esquecer de uma célebre frase do grande
físico Isaac Newton:
"Se consegui ver mais longe, foi porque estive
apoiado em ombros de gigantes".
• Meus mais profundos agradecimentos aos meus professores de
Língua Portuguesa:
-Mestra Anísia (Colégio Sant'ana - Sobral);
-Maria das Graças - in memorian -
(Colégio Estadual Dom José – Sobral).
-Pe. Gonçalo e Ednardo (UVA - Sobral).
• Ao Cônego Sadoc pelas palavras proféticas nos dias de
Faculdade: você será um escritor!
• A todos que incentivaram e colaboraram, de alguma forma,
para a publicação de nosso 20º livro.
Agradecimentos

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Ao Senhor meu Deus, pela oportunidade de escrever algo que
sempre desejei;
Aos meus amados pais, Isaías e Eneida, pela boa educação e imenso
amor demonstrados, ao longo dos anos, a este primogênito;
À Fátima Rios, minha fi el e dedicada esposa;
Ao nosso fi lho Müller, herdeiro aprovado;
Aos meus professores e pastores, cujos ministérios são de
grande relevância evangélica e cujas vidas são testemunhos extraordinários
do poder de Deus.
Aos inúmeros colaboradores, intercessores, amigos e incentivadores
de nosso trabalho;
Aos irmãos da Comunidade de Nova Vida que patrocinaram
este trabalho;
Ao povo de Itapajé, cidade querida, motivo maior de nosso
trabalho!
Dedicatória

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O que você busca? ...................................................... 15
Em busca de algo mais ............................................... 21
Os que buscam sensação ............................................. 29
Os que buscam identidade ......................................... 39
Os que buscam segurança ........................................... 49
Os que buscam o conhecimento ................................. 57
Todos buscam o vento ................................................ 65
Por que buscamos e não achamos? .............................. 73
Por que o sentimento de angústia? .............................. 85
O que buscamos está em Jesus .................................... 97
Uma nova natureza ................................................... 111
Os dois caminhos ..................................................... 119
A natureza de Cristo em nós ..................................... 127
A reengenharia da alma ............................................ 137
Uma vida nova ......................................................... 145
Vida com propósito .................................................. 151
Uma missão de vida ................................................. 161
Epílogo .................................................................... 171
Bibliografi a ............................................................... 172
Sumário

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Prefácio

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Em todas as épocas o homem fez perguntas que se repetem:
Quem sou, de onde venho, para onde vou? Qual é o
meu lugar neste mundo? O que me aguarda no futuro?
Nem sempre anunciamos os nossos dilemas em alta voz. Fazendo
assim, evitamos que as pessoas ao redor se apercebam que temos as
perguntas e não as respostas. Calamos e fi ngimos que tudo está
sob controle, enquanto continuamos a jornada da vida debaixo do
Sol.
Em tempos conturbados, como os que vivemos, essas perguntas
existenciais deixam de ser simples indagações e transformam-se
em profundos questionamentos. Conscientes ou não, buscamos
respostas e soluções que satisfaçam nossas necessidades.
Na vida os problemas, desafi os e fracassos são inevitáveis.
O caminho que você escolher para lidar com eles é que fará a
diferença.
Este livro ilumina nossa compreensão sobre os anseios do homem
e as diferentes trilhas seguidas em busca da felicidade; mostra que
todas as propostas oferecidas pelo mundo são como correr atrás do
vento; por fi m apresenta o Plano de Deus para o homem, capaz de
trazer inúmeros benefícios aos diversos segmentos da vida, suprindo
Prefácio

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signifi cativamente nossas necessidades. O Projeto do Criador
restaura a vida espiritual no interior do homem, concedendo-lhe
a oportunidade de nascer de Deus e tornar-se um cidadão do Seu
Reino.
O Mais Extraordinário Projeto de Vida começa aqui e agora,
continua por toda a jornada terrena, adentrando no porvir de
eternidade a eternidade.
Este livro foi elaborado com muito carinho e dedicação para
que você possa conhecer o mais extraordinário plano de Deus para
a sua vida. O nosso desejo é que você, amado leitor, seja ricamente
abençoado com a leitura e o estudo desse livro.
Esteja aberto à voz de Deus em sua consciência e coração. Estude
um capítulo por vez, depois medite. Refl ita sobre as passagens
mais tocantes e, com o auxílio de uma Bíblia, leia as passagens
sugeridas.
Tenha uma ótima leitura e excelentes resultados!
Denis Frota, DD
A vida debaixo do sol Prefácio
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O que você busca?
capítulo 1

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A vida é uma grande jornada. Neste caminho, alguns
estão confusos e indecisos; outros correm em qualquer
direção e abraçam tudo pela frente. Corajosos,
audaciosos, medrosos e cautelosos, todos estão na grande jornada
da vida; caminhando ou correndo estão seguindo para
algum lugar.
Atualmente o mundo conta com mais de seis bilhões de
descendentes de Adão, cada um com sua individualidade, porém
todos imperfeitos e decaídos da glória de Deus, razão
pela qual estão sempre em busca de algo que possa dar-lhes
sentido à vida e plena satisfação. Grandes e pequenos, famosos
e anônimos, homens e mulheres procuram a felicidade,
algo que ninguém sabe ao certo o que é, mas que gera expectativas
e impulsiona o seguir em frente.
Todo homem está em busca de alguma coisa. Nada consegue
satisfazer plenamente o estado atual em que se encontra,
por isso vive numa constante busca de algo que possa dar sentido
a sua própria existência. Conquistas atrás de conquistas
e nada parece preencher ou satisfazer o âmago oco dentro do
homem.
O que você busca?

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A vida debaixo do sol O que você busca?
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k
A natureza humana busca signifi cado e valores em tudo
que faz. Essa busca existencial implica em termos uma vida
mais rica de sentido, adequado senso de fi nalidade e direção
pessoal. O homem tem necessidade de signifi cado, de propósitos
reais e valores mais elevados, que são as questões fundamentais
da vida. Quando não temos signifi cado, fi camos
abatidos e passamos a ter problemas existenciais, emocionais
e sociais.
A busca existencial está enraizada no âmago do nosso ser.
Há uma necessidade latente no mais íntimo de nossa natureza,
que clama no silêncio imperceptível de nosso inconsciente.
Às vezes essa necessidade recolhida pelo silêncio é guardada
nos recônditos mais profundos de nossa alma até o momento
de ser despertada por um sonho. Um sonho prazeroso é um
combustível psíquico que impulsiona a esperança, gera signifi
cado e movimenta a vida.
Toda necessidade existencial tem um interesse, um desejo
apaixonado ou mesmo uma ganância por algo que possa dar
sentido e prazer à vida. Partindo desta pulsão, capaz de implodir
o nosso interior, classifi camos a busca da felicidade em
quatro tipos básicos:
1. Os que buscam a sensação, o prazer, a diversão;
2. Os que buscam identidade, a compreensão,
auto-afi rmação;
3. Os que buscam o equilíbrio, a paz e a segurança.
4. Os que buscam o conhecimento, a fama e
o governo.
Tudo o que fazemos, seja lento ou rápido, tem como pano
de fundo uma busca: encontrar a felicidade. Ao fazermos uma
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opção profi ssional ou ao desejarmos maior aperfeiçoamento
educacional, a fi nalidade é sempre realização e felicidade. No
casamento, a nossa busca é também a realização e a felicidade;
se abraçamos uma causa buscamos a mesma coisa, enfi m em
tudo que fazemos temos o objetivo de alcançar: satisfação,
realização e felicidade. Mas, precisamos saber para onde estamos
indo, pois há o risco de corrermos por nada, de corrermos
inutilmente.
O que você busca? Qual tem sido a direção da sua corrida,
nesta busca?
Evidentemente que a queda espiritual resultou em perdas
extremamente signifi cativas para o homem, daí sua busca
existencial contínua (quase sempre inconsciente) de felicidade
ou de sentido para a vida. Todos, na verdade, buscam o
conserto interior, uma reengenharia da alma danifi cada pelo
pecado.
Nem sempre estamos cônscios de que seguimos o curso
certo da vida ou que trilhamos na direção de nossa felicidade.
Muitos atos inconscientes e espontâneos são indícios fortíssimos
de que buscamos signifi cado e realização. Nossos pensamentos
e dilemas também apontam para uma causa maior: a
conquista de algo que não sabemos ao certo; nossa essência
mais profunda, ou elevada, insiste em utilizar todos os recursos
da insatisfação para nos comunicar a falta de algo primaz
em nosso ser.
A insatisfação vivencial, refl etida nos diversos segmentos
da vida, social, profi ssional, afetivo, educacional e familiar, é
muito mais do que um simples desprazer ou frustração. Na
verdade a insatisfação existencial é mais um sério alerta de que
nossa realidade continua fora do caminho de Deus, de que
estamos seguindo por um caminho errado.
Um dos aspectos positivos do vazio da alma é que essa carência
existencial mostra que em nosso interior há um espaço
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que não pode ser preenchido por qualquer coisa. Nosso coração
sabe que não é a diversidade de caminhos que o mundo
oferece, nem o silencioso mecanismo de evitar pensar sobre
o assunto, que neutraliza o vazio e tira a angústia; no íntimo,
sabemos que precisamos descobrir uma grandeza que possa
dar sentido à vida.
Quando o vazio grita a ausência da felicidade, temos a
impressão de que existe algo lá fora, em algum lugar, capaz
de nos preencher com saciedade. Diante disso há explosões e
implosões de emoções; alguns se afogam nos prazeres carnais,
outros recuam e mergulham nos pensamentos e sentimentos
de uma vida interior, mas todas essas tentativas não conseguem
carregar o vazio por muito tempo; rapidamente tudo
continua como antes.
Quanto maior for o vazio na alma, maior será a possibilidade
do homem investir sua motivação, talentos e dinheiro
numa desenfreada busca de sentido. Conscientemente ou
não, as pessoas, nessa busca, desenvolvem pensamentos, sentimentos
e crenças que vão nortear suas ações.
Nos capítulos seguintes teremos uma descrição detalhada
de cada tipo de pessoa que vive debaixo do Sol. Identifi que
seu perfi l e saiba como vencer os desafi os existenciais e desfrutar
de uma vida prazerosa e encantadora.
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Em busca
de algo mais
[a busca existencial]
capítulo 2

"Desde os primórdios da humanidade, o ser humano
procura a felicidade como a terra seca chama pela água."
Augusto Cury
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A natureza humana carece de signifi cado e valores em
tudo que faz. Essa carência existencial implica em
termos uma vida mais rica de sentido, adequado senso
de fi nalidade e direção pessoal. O homem tem necessidade
de signifi cado, de propósitos reais e valores mais elevados, que
são as questões fundamentais da vida. Quando não temos signifi
cado, nós fi camos doentes.
O neuropsicólogo Michael Persinger e o neurologista Vilayanu
Ramachandran, da universidade da Califórnia, identifi
caram no cérebro um ponto chamado de "ponto de Deus"
que aciona a necessidade humana de buscar um sentido para
a vida. Essa região cerebral localiza-se entre as conexões neurais
dos lobos temporais. Uma experiência realizada com escaneamento
de tomografi a de emissão de pósitrons, mostrou
que toda vez que os pacientes discutiam temas espirituais, o
ponto de Deus se iluminava.1
Durante os nossos dezessete anos de ministério pastoral
temos observado que o homem sempre está em busca de alguma
coisa e que nada consegue satisfazer plenamente o estado
atual em que se encontra, por isso vive numa constante busca
de algo que possa dar sentido a sua própria existência.
Em busca de algo mais
[a busca existencial]

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A vida debaixo do sol Em busca de algo mais
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Conscientemente ou não, as pessoas, nessa busca existencial,
desenvolvem valores éticos, morais e crenças que vão
nortear suas ações. Existe uma infl uência recíproca entre busca
existencial e comportamento, porque agimos conforme
nossos pensamentos e pensamos de acordo com os atos que
praticamos.
Cada vez que agimos fortalecemos a idéia que está por trás
de nosso ato. Quando as pessoas agem conforme suas convicções,
estão confi rmando e fortalecendo suas crenças. (1)
Diante disso percebemos que o nosso comportamento também
é fruto de nossas aspirações mais profundas.
É o coração quem diz o que somos. Ele é a imagem, o refl
exo, a expressão exata do indivíduo. Não podemos ver esse
coração existencial, mas nossas atitudes refl etem a imagem e
a semelhança de nossa natureza. A essência mais profunda é
revelada através das aspirações, desejos, pensamentos, sentimentos,
palavras e atitudes. (Mt 12:34-35; Mc 7:20-23).
A busca existencial está enraizada no âmago do nosso ser.
Há uma necessidade latente no mais íntimo de nossa natureza,
que clama no silêncio imperceptível de nosso inconsciente.
Às vezes essa necessidade recolhida pelo silêncio é guardada
nos recônditos mais profundos de nossa alma até o momento
de ser despertada por um sonho. Um sonho prazeroso é um
combustível psíquico que impulsiona a esperança, gera signifi
cado e movimenta a vida.
A necessidade existencial tem em seu âmago um interesse,
que transita entre desejos e paixões, até a ganância por algo
que possa dar sentido à vida. Partindo desta pulsão existencial,
capaz de implodir o nosso interior, classifi camos as pessoas
em quatro tipos básicos:
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A vida debaixo do sol Em busca de algo mais
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1. Sensoriais – os que buscam a sensação,
o prazer, a diversão e a realização;
2. Existenciais - os que buscam identidade,
a compreensão, auto-afi rmação e a perfeição;
3. Diplomáticos – os que buscam o equilíbrio,
a paz e a segurança.
4. Direcionais - os que buscam o conhecimento,
a fama, a liderança e o governo.
Quando o vazio grita a ausência da felicidade, temos a
impressão de que existe algo lá fora, em algum lugar, capaz
de nos preencher com saciedade. Diante disso há explosões e
implosões de emoções; alguns se afogam nos prazeres carnais,
outros recuam e mergulham nos pensamentos e sentimentos
de uma vida interior.
Como mecanismo de defesa, a alma pode acionar a imaginação
porque ela é a única capaz de gerar sonhos e fantasias
a partir de um simples comando da vontade. Além disso, ela
também não trava diante do impossível. As probabilidades
lógicas são irrelevantes diante da multiplicidade de idéias que
conseguem superar mundos, espaço, tempo e razão. Mas até
os devaneios têm seus limites; o pensamento imaginativo ultrapassa
muitas grandezas, mas perde velocidade diante do
desconhecido, sendo obrigado a mudar de direção. De volta à
realidade a alma percebe que a viagem virtual não carregou o
vazio nem trouxe respostas; tudo continua como antes.
A vida debaixo do Sol é uma jornada em busca de uma felicidade
desconhecida, um desejo inalcançável de um coração
imperfeito.Todo homem está em busca de algo que lhe falta,
que possa lhe preencher, completar, realizar, satisfazer.
Quanto maior for o nível de consciência da falta de sentido,
maior será a possibilidade de canalizarmos nossa motivação,
energia e habilidades, nos diversos segmentos do caminho
a ser seguido.
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O conhecimento da natureza humana é o princípio de
uma grande descoberta. É claro que a essência humana não
é tão simples que possa ser resumida em poucas palavras.
Todavia, a experiência e a observação, psicológica e natural,
apontam para quatro principais necessidades existenciais no
homem.
Somos sabedores que cada tipo pode apresentar inúmeras
características e particularidades com variações em níveis de
domínio e intensidade, além das combinações entre si. Sintetizar,
porém, não signifi ca anular ou desconsiderar pontos
importantes, mas possibilitar uma visão global, demonstrando,
com inteligência e clareza, a síntese de um estudo mais
complexo.
Nossa intenção é mostrar a natureza humana, com base na
busca de sentido. E conhecendo um pouco de nossa essência
é possível fazermos os ajustes necessários para continuarmos
vivendo debaixo do Sol.
Virtudes e falhas
Cada pessoa tem o seu próprio jeito de ser, perfi l, humor e
estilo de vida, mas a verdade é que muitos problemas de comportamento
estão atrelados aos aspectos negativos inerentes
ao sentido da vida e aos valores existenciais.
Todos os tipos de personalidade apresentam virtudes e falhas,
não há um tipo melhor do que outro.
É responsabilidade de todo ser humano identifi car os pontos
negativos e positivos de sua personalidade. O que Deus
deseja é que cada pessoa saiba desfrutar o melhor de sua natureza
comportamental, destacando os pontos fortes, modulando
os fracos continuamente com os recursos da natureza
de Cristo.
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Pontos Fracos – aqueles que têm relações diretas e inconscientes
com as enfermidades da alma. Características que
afetam o comportamento, limitam nossas ações, afastam pessoas,
prejudicam negócios e contribuem para o pecado.
Pontos Positivos – aqueles que têm relações diretas e inconscientes
com a saúde da alma. Características que favorecem
o comportamento, aproximam pessoas, ampliam os
horizontes, ajudam nos negócios e contribuem para a santidade.
Notas:
1 BOLT, MARTIN – David G. Myers – INTERAÇÃO HUMANA – Edições
Vida Nova – 1ª edição – 1989
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Os que buscam
sensação
[os sensoriais, expressivos]
capítulo 3

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Aqueles que vivem debaixo do Sol em busca de situações
que promovem o prazer e a realização são chamados
aqui de Sensoriais ou Expressivos. São indivíduos
que buscam a sensação; afetivos emocionais e volitivos
espontâneos. Fazem suas escolhas baseados principalmente na
satisfação e realização pessoal. Emoções e desejos são as faculdades
anímicas mais destacadas nessas pessoas, além de serem
plenamente extrovertidas.
Os Sensoriais acreditam que a variedade é o tempero da
vida e que fazer coisas que não são divertidas ou excitantes é
simplesmente uma perda de tempo.
Os Expressivos têm sentidos agudos, são ativos e amam
trabalhar com as suas mãos. Têm uma grande afi nidade com
ferramentas, instrumentos e veículos de toda espécie e suas
ações têm como objetivo fazer com que cheguem o mais rápido
possível até onde pretendem ir. Assim, os que buscam
sensação seguem corajosamente caminhos que outros poderiam
considerar arriscados ou mesmo impossíveis, fazendo
o que for necessário, com ou sem regras, para atingir as suas
metas.
Os Que Buscam Sensação
[os sensoriais, expressivos]

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Quem é sensorial tem uma forma despreocupada, otimista e
desembaraçada com as pessoas e isso faz deles, com freqüência,
irresistivelmente charmosos com a família, amigos e colegas.
Os sensoriais sabem que a falta de sensação parece murchar
a alma, por isso desejam estar onde está a ação; eles procuram
aventura e anseiam por prazer e estimulação. São impulsivos,
adaptáveis, competitivos, ousados e acreditam que o próximo
lance dos dados será o lance vencedor. Eles podem ser também
incorrigivelmente generosos, sempre dispostos a repartir
com os amigos a riqueza da vida.
Acima de tudo desejam se sentir livres para fazer o que
desejam. Eles resistem em ser amarrados, restringidos, confi -
nados ou obrigados; eles prefeririam não esperar, economizar,
acumular ou viver para o amanhã. Na visão do expressivo, o
hoje deve ser vivido porque o amanhã pode nunca chegar.
Adaptáveis e despreocupados, são calorosos, amigáveis e generosos.
São extremamente sociáveis, participam de atividades
e jogos de forma entusiástica e cooperativa e estão normalmente
envolvidos em diversas atividades ao mesmo tempo.
Pontos Fortes (Aspectos Positivos)
O sensorial é:
Amável – Cordial – Alegre – Envolvente e Contagiante
– Bem humorado – Extrovertido e Estimulante – Anima as
pessoas – Bondoso – Emotivo e Expontâneo – Ingênuo – Faz
amizade com facilidade – Relaciona-se bem com as pessoas
– Mais coração do que razão – Gosta de crianças – Esquece
as coisas desagradáveis facilmente – Sincero – Participa com
entusiasmo de novos planos – Barulhento – Espalhafatoso
– Curiosidade Infantil – Sensível com as necessidades do próximo
– Desperta de bom humor – Otimista – Vive para o
presente – Não se sente temeroso pelo futuro – Não gosta de
estar só – Terno – Compassivo – Comunicativo – Desinibido
– Simpatico – Carismático – Voluntarioso.
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Os Sensoriais vivem debaixo do Sol, fascinados com novas
idéias e atentos a todas as possibilidades. Eles têm forte iniciativa
e operam com impulso criativo.
Quem é sensorial valoriza sua inspiração acima de tudo e
se empenha em tornar realidade as suas idéias originais.
Os que buscam sensação adoram excitação e desafi o. Entusiásticos
e engenhosos, eles são falantes, inteligentes, bons em
muitas coisas e constantemente esforçam-se para aumentar a sua
competência e poder pessoal. A maioria gosta de testar os limites
à sua volta e consideram que a maior parte das regras e regulamentos
deve ser distorcida ou mesmo infringida. São algumas
vezes pouco convencionais em sua abordagem e apreciam ajudar
os outros a desconsiderar o que é aceito e esperado.
Gostam de viver livremente e procuram por entretenimento
e variedade nas situações cotidianas. Eles lidam de forma
imaginativa com os relacionamentos sociais e, com freqüência,
têm um grande número e variedade de amigos e conhecidos.
Podem mostrar ótimo humor e otimismo.
Os Expressivos podem ser uma companhia estimulante e
encantadora e, com freqüência, inspiram os outros a se envolverem
em seus projetos através de seu entusiasmo contagioso.
Eles preferem tentar entender e ser receptivo às pessoas em
vez de julgá-las.
Aqueles que têm o perfi l do tipo sensorial são cheios de
entusiasmo e novas idéias. Otimistas, espontâneos, criativos
e confi antes. Têm uma mente original e um forte senso do
possível. Para o tipo expressivo a vida é um drama excitante.
Os Expressivos possuem habilidades sociais natas, ou seja,
têm a capacidade de se relacionar e empatizar com os outros,
mantendo uma comunicação efi ciente com as outras pessoas.
Os Sensoriais são curiosos, mas preferem entender em
vez de julgar. Imaginativos, adaptáveis e alertas, valorizam
a inspiração acima de tudo e são com freqüência inventores
engenhosos. Eles por vezes são inconformistas, e são bons
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A vida debaixo do sol Os que buscam sensação
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k
em ver novas maneiras de se fazer as coisas. Abrem novos
caminhos para o pensamento e a ação e os mantém abertos.
Ao implementar as suas idéias inovadoras, confi am em sua
energia impulsiva. Eles têm muita iniciativa e acham os problemas
estimulantes. Eles também obtêm uma infusão de
energia estando juntos das outras pessoas e podem combinar
com sucesso seus talentos com as forças dos outros.
O tipo expressivo é composto por pessoas encantadoras
e cheias de vitalidade. Eles tratam o próximo com simpatia,
gentileza, calor e estão prontos a ajudar qualquer um com um
problema. Podem ser marcadamente compreensivos e perceptivos,
e com freqüência se importam com o desenvolvimento
dos outros. Colocam mais energia em manter relacionamentos
pessoais do que manter objetos, e gostam de manter uma
grande variedade de relacionamentos vivos.
Áreas de Atuação Profissional
As pessoas do tipo expressivo fazem escolhas baseadas principalmente
na busca da satisfação e realização pessoal.
Todas profi ssões que tenham contato com público: vendas,
jornalismo, dramaturgia, publicidade, direito, cargos de coordenação/
direção ou educação. As pessoas do tipo sensorial
enriquecem o mundo. São bons comunicadores, vendedores,
professores, conferencistas, oradores e, ocasionalmente, bons
líderes e chefes.
Pontos Para Análise e Mudança
Pontos Fracos (Aspectos Negativos)
Age sem pensar – desorganizado – Tendência a lascívia -
Difi culdade para concentrar-se em leitura ou tarefas que exijam
atenção – Pouca produtividade – Indisciplinado – Começa
e não termina seus planos – Responde e se compromete
sem pensar. Não cumpre. Turbulento, não conhece suas
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A vida debaixo do sol Os que buscam sensação
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limitações. Não cumpre horários ou compromissos – Pode
alterar seus princípios morais devido ao ambiente que o cerca.
– Não é leal -Egoísta -Dominador da conversa. Não dá a vez
aos outros. -Instável emocionalmente. Desanima facilmente.
Tem explosões de ira e em seguida esquece afetando os outros.
– Se arrepende várias vezes pela mesma coisa. – Aversão
à rotina – Inseguro – Difi culdade com regras – Vontade fraca
o faz ceder a tentação. – Interesseiro – Inquieto – Fala antes
de pensar.
Os Sensoriais precisam aprender a monitorar e gerenciar
seus impulsos. Devem ter a capacidade de controlar e ter
domínio sobre as próprias pulsões e conseguir aceitar o adiamento
da satisfação de seus desejos quando necessário.

Não é bom agir sem refl etir; e o que se apressa com
seus pés erra o caminho.
Provérbios 19.2

Uma vez que os sensoriais acham tão fácil gerar idéias,
têm difi culdade em concentrarem-se em apenas uma coisa
por vez e podem ter problemas em tomar decisões. Eles vêem
tantas possibilidades que têm difi culdade em selecionar a melhor
atividade ou interesse para seguir. Algumas vezes fazem
escolhas ruins ou se envolvem em muitas atividades simultaneamente.
Escolher cuidadosamente onde concentrar sua
energia ajudará a evitar consumir seu tempo e a dissipar seus
consideráveis talentos.
Estão mais interessados em resolver os problemas de forma
rápida e sem esforço e tendem a saltar diretamente para a
próxima crise e a não concluir as partes menos excitantes dos
projetos atuais. Eles lucrariam em aprender a aplicar técnicas
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A vida debaixo do sol Os que buscam sensação
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de gerenciamento do tempo e planejamento de longo prazo
para ajudá-los a preparar e concluir responsabilidades. Reduzir
as atividades para desenvolver padrões para o seu próprio
comportamento e considerar as ramifi cações de suas ações
poderá torná-los mais efetivos.
Na busca existencial, o coração pulsante de profunda esperança,
de vez em quando, abraça até mesmo o que nada
vale, pela simples razão de alimentar a ilusão de um signifi cado
para viver. Inúmeras vezes a precipitação dos sensoriais e
as decisões erradas destroem os seus sonhos.

Há um caminho que ao homem parece direito, mas
o fi m dele conduz à morte.
Provérbios 14.12

Eles podem perder oportunidades pela falta de planejamento.
Algumas vezes assumem tarefas demais a um só tempo
e podem se encontrar sobrecarregados e incapazes de manter
seus compromissos. Preferem apreciar o momento presente
em vez de planejar o futuro.

Onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas
com a multidão de conselheiros se estabelecem.
Provérbios 15.22
Os projetos se confi rmam pelos conselhos; assim,
pois, com prudência faze a guerra.
Provérbios 20.18

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A vida debaixo do sol Os que buscam sensação
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k
O sensorial coloca uma prioridade tão grande em experimentar
e apreciar a vida, que às vezes permite que suas outras
responsabilidades sofram. Sua constante socialização pode interferir
e colocá-lo em difi culdades; primeiro porque é do tipo
facilmente infl uenciado e segundo, porque tem difi culdade
em se disciplinar.
A tendência deles em se distrair e não terminar as tarefas
que iniciam, pode levá-los a tornarem-se preguiçosos.
Os que buscam a sensação são líderes naturais, populares e
carismáticos. Eles tendem a ser ótimos comunicadores e normalmente
usam seus dons de expressão verbalmente.
Os Sensoriais são tão empáticos que podem se tornar excessivamente
envolvidos com os problemas ou sentimentos
dos outros.
Devido esse entusiasmo e pressa em prosseguir para seu
próximo desafi o, algumas vezes fazem suposições incorretas ou
tomam decisões muito rapidamente, sem reunir todos os fatos
importantes. Eles precisam diminuir o ritmo e prestar mais
atenção aos detalhes de seus projetos. Se esperarem até que informação
sufi ciente seja conhecida eles podem evitar erros.
Para um sensorial a parte divertida de um projeto é a solução
inicial de um problema e a criação de algo novo. Eles
gostam de exercitar sua inspiração nas partes importantes e
desafi adoras de um problema. Depois desse estágio, eles com
freqüência perdem interesse e carecem da autodisciplina necessária
para completar o que iniciaram. É provável que comecem
muitos projetos, mas concluam poucos. Eles produzem
melhores resultados quando concluem as partes tediosas e as
mais necessárias de um projeto até que esteja completo. Anotar
em papel fatos poderá ajudá-los a evitar que se distraiam.
Normalmente os sensoriais não são bem organizados. Podem
se benefi ciar em aprender e aplicar gerenciamento de
tempo e habilidades organizacionais pessoais. Lucram quando
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juntam forças com outras pessoas mais práticas e realistas.
Isso normalmente combina bem com eles de qualquer forma,
uma vez que os sensoriais não gostam de trabalhar só, especialmente
por períodos extensos de tempo.
Não são tão interessados em detalhes. Uma vez que são
mais entusiasmados em usar sua imaginação e criar alguma
coisa original, elas podem não se incomodar em recolher toda
a informação que necessitam de forma a executar uma atividade
particular.
Algumas vezes os que buscam sensação apenas improvisam
no ato, em vez de planejar e preparar antecipadamente.
Porque acham que o recolhimento de informação é tedioso,
correm o risco de nunca passarem do estágio da "idéia brilhante"
ou, uma vez que tenham começado nunca terminarem.
Sempre inquietos, eles prefeririam não ter que lidar com
detalhes cansativos e se deslocar para alguma outra coisa nova
ou incomum.
As pessoas sensoriais são mais efetivas quando conscientemente
observam o mundo a sua volta e recolhem impressões
mais objetivas tornando assim suas inovações aplicáveis.
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Os que buscam
identidade
[os existenciais, analistas]
capítulo 4

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Os existenciais estão em busca de afetividade, identidade
e perfeição. Suas escolhas são baseadas principalmente
nas suas relações intra-pessoais e familiares.
Para uma pessoa existencial é de suma importância ser
aceito e respeitado pelos amigos e familiares. Não as emoções,
mas os sentimentos mais profundos constituem a principal
marca daqueles que buscam identidade.
O mundo concreto e prático é apenas o ponto de partida
para os que buscam identidade e afeto; eles acreditam que a
vida está repleta com inúmeras possibilidades desconhecidas
e potenciais não explorados. Desta forma, os existenciais se
esforçam em descobrir quem são e como poderiam se tornar
pessoas cada vez melhores, do mesmo modo que esperam que
os outros se desenvolvam como indivíduos.
São analistas e perfeccionistas. Altamente éticos em suas ações,
os existenciais sempre se comprometem a um estrito padrão de
integridade pessoal. Eles precisam ser verdadeiros para consigo
mesmos e os outros, podendo ser bastante duros para com si
mesmos quando são desonestos ou quando são falsos ou insinceros.
Com mais freqüência, entretanto, as pessoas desse tipo de
personalidade são a expressão da mais genuína amabilidade.
Os que buscam identidade
[os existenciais, analistas]

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Particularmente, nos relacionamentos mais íntimos, os que
buscam identidade e afeto são repletos de amor: eles estimam
amizades íntimas e calorosas; esforçam-se por uma intimidade
especial com as suas crianças e, no casamento, desejam
encontrar uma "alma gêmea", alguém com quem eles possam
compartilhar os seus sentimentos mais profundos e seus complexos
mundos internos.
Quando a tristeza visita a alma do existencial, o mundo ao
seu redor torna-se uma extensão maior do seu sofrimento, por
isso recolhe-se em busca de um dinamismo psíquico no recôndito
mais profundo da alma, ruminando as boas lembranças.
Quando a alma é visitada pela melancolia, a idéia de uma dimensão
mística e espiritual da vida, o "não visível", conhecido
apenas através da intuição ou pela fé, torna-se mais importante
para os afetivos do que o mundo das coisas físicas ou factuais.
Os que buscam identidade e afeto são sensíveis, idealistas
e leais; têm um forte senso de honra com relação aos seus
valores internos e são, com freqüência, motivados por uma
profunda crença pessoal ou pela devoção a uma causa que
sintam ser valiosa.
Os existenciais são interessados nas possibilidades além do
que já é conhecido, por isso concentram a maior parte da sua
energia em seus sonhos e visões. Receptivos, curiosos e compreensivos,
eles freqüentemente têm uma excelente visão de
longo prazo. Em assuntos cotidianos são normalmente fl exíveis,
tolerantes e adaptáveis, mas eles são muito fi rmes acerca
das suas lealdades internas e estabelecem padrões muitos altos
– de fato, quase impossíveis – para si próprios.
Pontos Fortes (Aspectos Positivos)
Analítico – Abnegado – Talentoso/Perfeccionista – Apreciador
de Artes – Introvertido /Introspectiivo- É todo coração/
Gosta de agradar – Não desaponta os que dependem
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dele – Amigo fi el /Pessoa de confi ança – Bom diagnosticador
de problemas – Consegue prever os obstáculos de um projeto
– Tem confi ança em sua capacidade – Sensibilidade e talento
artístico – É correto na profi ssão – Sacrifi ca-se pessoalmente
– Esquiva-se de confl itos – Criativo – Sensível emocionalmente
– Cumpridor de suas responsabilidades – Cauteloso-
Pensador – Não ocioso – Evita fi car em evidência – Reservado
quanto a expor suas idéias.
Os existenciais têm um dinamismo psíquico interior, por
isso valorizam a vida interior acima de todas as coisas. Sensíveis,
idealistas e leais, eles têm um forte senso de honra com
relação aos seus valores internos e são, com freqüência, motivados
por uma profunda crença pessoal ou pela devoção a
uma causa que sintam ser valiosa.
Habitam um mundo de idéias. Eles são independentes,
pensadores originais com fortes sentimentos, princípios fi rmes
e integridade pessoal.
Confi am em suas próprias idéias e decisões mesmo em face
do ceticismo. Eles são motivados por uma visão interna que
valorizam acima de todos os outros fatores, incluindo opinião
prevalecente ou autoridade estabelecida. Eles freqüentemente
vêem signifi cados mais profundos e têm uma percepção intuitiva
das situações. Suas inspirações são importantes e válidas
para eles, mesmo que os outros não compartilhem do seu
entusiasmo.
Os existenciais tendem a ter personalidades profundas e
complexas e podem ser, ao mesmo tempo, sensíveis e intensos.
Eles podem ser reservados e difíceis de se conhecer, mas
são desejosos de compartilhar seus mundos internos com
aqueles em que confi am.
Eles tendem a ter um pequeno círculo de amizades profundas
e duradouras e podem gerar muita amabilidade e entusiasmo
nas circunstâncias apropriadas.
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Os que buscam identidade e afeto são interessados nas possibilidades
além do que já é conhecido e concentram a maior
parte da sua energia em seus sonhos e visões. Receptivos, curiosos
e compreensivos, eles freqüentemente têm uma excelente
visão de longo prazo. Em assuntos cotidianos eles são normalmente
fl exíveis, tolerantes e adaptáveis, mas eles são muito fi rmes
acerca das suas lealdades internas e estabelecem padrões
muitos altos – de fato, quase impossíveis – para si próprios.
Eles têm muitos ideais e lealdades que os mantém ocupados.
Eles são profundamente comprometidos com seja o que for
que escolham empreender – e eles tendem a empreender muito
– mas, de alguma forma, conseguem ter tudo terminado.
Os existenciais preocupam-se profundamente por dentro.
Eles são humanos, empáticos, compreensivos e muito sensíveis
aos sentimentos dos outros. Eles evitam confl ito e não
estão interessados em impressionar ou dominar ninguém, a
menos que os seus valores estejam em jogo. Com freqüência,
os afetivos sentimentais preferem comunicar os seus sentimentos
pela escrita, em vez de oralmente. Quando eles estão
persuadindo os outros da importância de seus ideais, podem
ser muito convincentes.
Os existenciais raramente expressam a intensidade de seus
sentimentos e com freqüência parecem reticentes e calmos.
Entretanto, uma vez que conheçam você, eles são entusiásticos
e calorosos. Os existenciais são amigáveis, mas tendem a
evitar a socialização superfi cial.
Áreas de Atuação Profissional
O existencial pode assumir posições de pequena ou grande
responsabilidade e atuar bem na área fi nanceira ou outra que
exija agilidade e intelectualidade. Tem habilidade com tarefas
detalhadas ou de improvisação rápida. Muitos dos grandes
gênios do mundo – artistas, músicos, inventores, fi lósofos,
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educadores, e teóricos, eram de temperamento que buscava
a identidade.
Pontos Para Análise e Mudança
Pontos Fracos (Aspectos Negativos)
Egocêntrico - Não faz amigos com facilidade - Não procura
as pessoas. Deixa que elas o procurem. -Revive acontecimentos
e decisões passadas - Inclinado a auto-análise complacente
- Interesse excessivo pela sua condição física - Fica alimentando
desejos de vingança- Hipocondríaco - Se ofende muito
facilmente - Desconfi ado - Dado a suposições desfavoráveis -
Difi cilmente perdoa - Dotado de autocompaixão - Pessimista
- Inseguro - Temeroso - Crítico infl exível - Depressivo - Varia
sua disposição de espírito conforme a situação- Foge da realidade
e entra em devaneio - Mau humorado - Deixa-se levar a
mórbidas condições mentais - Acha que sempre estão conspirando
contra ele - Tudo que o afeta é algo capital - Triste- Não
social- Pensamentos Negativos- Preocupados- Queixosos.
Os existenciais precisam aprender a monitorar e gerenciar
suas emoções e sentimentos. Devem ter a capacidade de reconhecer,
compreender e dirigir os próprios sentimentos e
estados de humor. Saber trabalhar com as emoções e sentimentos
de forma que eles tenham uma expressão apropriada;
perceber e compreender o que está por trás dos sentimentos;
encontrar caminhos para manejar a contento os medos, a ansiedade,
a raiva e a tristeza. Capacidade de dirigir as emoções
e sentimentos a serviço de seus objetivos.
Quando a lógica cede o domínio para os sentimentos, os
existenciais cometem erros factuais. Quando os seus sonhos
se tornam fora de contato com a realidade, os outros podem
vê-los como frívolos e místicos. Eles lucrariam se pedissem o
conselho de pessoas mais práticas para descobrir se suas idéias
são aplicáveis e úteis no mundo real.
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Uma vez que são tão comprometidos com seus próprios
ideais, os afetivos sentimentais têm a tendência de ignorar
outros pontos de vista e podem, algumas vezes, ter perdas na
gestão de relacionamentos.
Eles não estão particularmente interessados em seu ambiente
físico e, normalmente, por estarem tão ocupados no
mundo interior, falham em notar o que está acontecendo a
sua volta.
Os existenciais podem refl etir sobre uma idéia muito mais
tempo do que é realmente necessário para começar um projeto.
Suas tendências perfeccionistas podem levá-los a refi nar e
polir suas idéias por tanto tempo que eles nunca as compartilham.
Isto é perigoso, uma vez que é importante para o que
busca identidade encontrar formas de expressar as suas idéias.
Para evitar que fi quem desencorajados, eles precisam se esforçar
no sentido de se tornarem mais orientados para a ação.
Os existenciais são emocionalmente envolvidos em seus
empreendimentos e muito sensíveis às críticas. Para complicar
ainda mais as coisas, eles tendem a exigir muito de si mesmos
quando ambicionam pelos seus próprios padrões inatingíveis.
Isso pode levar a um sentimento de inadequação, mesmo que
eles sejam capazes de realizar muito. Quando os existenciais
estão frustrados, eles tendem a se tornar negativos acerca de
tudo a sua volta. Tentar desenvolver mais objetividade acerca
de seus projetos ajudará a mantê-los menos vulneráveis à crítica
e frustração.
Os existenciais não hesitam em criticar os outros interiormente
e têm uma grande difi culdade em dizer não. Quando
não expressam suas opiniões negativas sobre planos e idéias,
outros podem ser levados a acreditar que eles concordam com
eles. Os afetivos sentimentais necessitam desenvolver mais assertividade
e podem se benefi ciar em aprender como oferecer
crítica honesta aos outros quando necessária.
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Os existenciais precisam manter uma atitude de fé, realista
e positiva, mesmo nos momentos difíceis.
Aqueles que buscam identidade têm muitos ideais e lealdades
que os mantém ocupados. Eles são profundamente
comprometidos com seja o que for que escolham empreender
– e eles tendem a empreender muito – mas, de alguma forma,
conseguem ter tudo terminado.
Embora demonstrem uma fria reserva pelo lado de fora,
preocupam-se profundamente por dentro. Eles são humanos,
empáticos, compreensivos e muito sensíveis aos sentimentos
dos outros. Eles evitam confl ito e não estão interessados em
impressionar ou dominar ninguém, a menos que os seus valores
estejam em jogo. Com freqüência preferem comunicar os
seus sentimentos pela escrita, em vez de oralmente. Quando
eles estão persuadindo os outros da importância de seus ideais,
podem ser muito convincentes.
Os existenciais, apesar de serem profundamente sentimentais,
raramente expressam a intensidade de seus sentimentos e
com freqüência parecem reticentes e calmos. Entretanto, uma
vez que conheçam você, eles são entusiásticos e calorosos. São
amigáveis, mas tendem a evitar a socialização superfi cial. Eles
valorizam pessoas que se empenham em compreender seus
objetivos e valores.
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Os que buscam
segurança
[os diplomáticos, simétricos]
capítulo 5

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Há pessoas que transitam do mundo exterior para o
interior com extrema facilidade.Este tipo é composto
por aqueles que buscam segurança, proteção
e equilíbrio. São calmos, tolerantes e bons em promover a
harmonia em sua volta.
Podemos chamá-los de diplomáticos ou simétricos pela busca
de equilíbrio. Esse tipo faz suas escolhas pensando na segurança
e nas recompensas futuras, fi nanceiras e materiais. Razão
e afeição estão em harmonia; Seu ponto negativo é na decisão,
pois vacila entre o desejo de fazer e de não fazer alguma coisa.
Mais do que extrovertidos ou introvertidos, são simétricos.
Os diplomáticos têm a capacidade de gerenciar o equilíbrio
entre os impulsos e as necessidades em que vivem cotidianamente.
São pessoas sensatas e realistas. Formam a espinha dorsal das
instituições e os verdadeiros estabilizadores da sociedade. Eles
acreditam em seguir as regras e cooperar com as autoridades;
de fato, eles não se sentem nada bem em improvisar ou causar
difi culdades. Trabalham consistentemente com o sistema.
O simétrico acredita que, ao longo prazo, lealdade, disciplina e
cooperação realizam o trabalho de forma correta.
Os que buscam segurança
[os diplomáticos, simétricos]

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Eles acreditam que a cooperação amigável é a melhor forma
para que as pessoas atinjam os seus objetivos. Sempre sonham
em remover os muros de egoísmo e confl ito que dividem
as pessoas e têm um talento único para ajudar as pessoas
a resolver as suas diferenças e assim trabalharem juntas. Tal
harmonia interpessoal poderia ser um ideal romântico, mas
os diplomáticos são românticos incuráveis que preferem concentrarem-
se no que poderia ser em vez daquilo que é.
Os que buscam segurança têm um talento especial para
trabalhar com bens e serviços, produtos e suprimentos. Eles
são cuidadosos quanto aos prazos e têm uma visão perspicaz
para o excesso ou escassez. Eles são cautelosos quanto às mudanças,
mesmo embora sabendo que as mudanças podem ser
saudáveis. Melhor ir devagar, dizem, e olhar antes de saltar.
Os diplomáticos são provavelmente o mais social dos quatro
temperamentos, eles se divertem muito com a família e
amigos. Ao mesmo tempo são sérios com todos os seus deveres
e responsabilidades. Os que buscam segurança e proteção
sentem orgulho em serem confi áveis e trabalhadores.
São pacientes, fl exíveis e fáceis de se conviver e têm pouca
necessidade de controlar e dominar os outros. Eles são imparciais
e receptivos quanto ao comportamento dos outros de
uma maneira realista. São observadores de pessoas e coisas à
sua volta e não procuram encontrar motivos ou signifi cados.
Os Simétricos são naturalmente ordeiros, preferem um
mundo organizado e esperam que os outros façam o mesmo.
Eles gostam que as coisas estejam resolvidas, mesmo que outra
pessoa esteja tomando as decisões.
São conscienciosos e tradicionais, estão sempre comprometidos
pelo seu senso de dever e obrigações. Eles sustentam
as instituições estabelecidas e tendem a ser membros ativos e
cooperadores de comissões e organizações.
Os que buscam segurança também acreditam na lei e na
ordem e, às vezes, se preocupam que o respeito pela autoridade,
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e mesmo o senso fundamental do certo ou do errado, está sendo
perdido. Talvez esta seja a razão pela qual os diplomáticos
honram tanto os costumes e as tradições. São padrões familiares
que ajudam a trazer estabilidade para o nosso mundo moderno
e em rápida transformação.
Os que buscam equilíbrio são sérios, responsáveis e partidários
vigilantes da sociedade. Eles são confi áveis e honram os
seus compromissos. Sua promessa é seu juramento solene.
Práticos e realistas são efi cientes e cuidadosos. Os diplomáticos
são meticulosamente precisos e metódicos, com grandes poderes
de concentração. O que quer que façam, concluem com
ordem e confi ança. Eles têm idéias inabaláveis e bem fundadas
e são difíceis de se distraírem ou se desencorajarem uma vez que
tenham iniciado o que acreditam ser o melhor curso de ação.
Pontos Fortes (Aspectos Positivos)
Tranquilo, calmo – Leal, confi ável e equilibrado. É racional
– Controlado, mantém as emoções sob controle – Raramente
explode em raiva ou riso – Aprecia artes – Fino gosto pelas
coisas; Gosta do convívio social – Despreocupado com as circunstâncias
em redor – Sente mais emoções do que demonstra
– Prático e efi ciente – Provoca gargalhadas sem esboçar um
sorriso; Cérebro organizado, boa Memória – Trabalha bem sob
tensão – Pouco – Vida regrada e hábitos ordenados – Tende à
rotina e a tradição – É mais espectador do que modifi cador das
circunstâncias – Metódico. Suas coisas estão sempre arrumadas
– É de bom coração mas não deixa transparecer – Capaz, cumpridor
de suas obrigações e horários – Conciliador e negociador
– Pacifi cador nato – Sabe ouvir com paciência e atenção – Bom
conselheiro – Paciente, age por princípios.Prudente.
Caracteristicamente discretos e trabalhadores, os diplomáticos
têm um ótimo julgamento prático e memória para detalhes.
Eles podem citar evidências precisas para apoiar suas opiniões e
aplicar suas experiências passadas às suas decisões presentes.
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Os diplomáticos valorizam e usam a lógica e a análise impessoal,
são organizados e sistemáticos na sua abordagem para
levar as coisas até o fi m e concluí-las a tempo. Eles seguem
sistemas e procedimentos necessários.
Os que buscam segurança são honestos, curiosos e observadores.
Tendem a ser convencidos apenas por fatos sólidos e
inegáveis. Eles têm um grande respeito por fatos e podem ser
autênticos celeiros de informações sobre coisas que conhecem
e compreendem bem. Porque são realistas, eles são capazes de
tirar bom proveito dos recursos disponíveis, o que os torna
práticos e com um bom senso de oportunidade.
Discretos e reservados, tendem a parecer frios, distantes
e inclinados para a timidez, exceto quando com bons amigos.
Possuindo autodeterminação, são igualitários e justos.
Tendem a operar impulsivamente, de forma que são bastante
adaptáveis e reativos aos problemas e desafi os imediatos.
Porque eles prosperam na excitação e ação, eles normalmente
gostam de esportes e atividades ao ar livre.
Os diplomáticos geralmente têm a capacidade de se sentirem
bem apesar de condições externas adversas.
São cautelosos e tradicionais. Eles são atenciosos e gostam
que as coisas sejam baseadas em fatos e claramente formuladas.
Pode-se afi rmar que dizem, "fale o que pensa e pense o
que fala".
Reservados por natureza, parecem calmos mesmo durante
períodos de crise. Eles são compromissados com o dever e
confi áveis, mas abaixo da sua fachada calma eles podem abrigar
reações fortes ainda que raramente expressadas.
Áreas de Atuação Profissional
As pessoas diplomáticas fazem escolhas baseadas principalmente
na busca da segurança pessoal e fi nanceira.
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Essas pessoas têm maiores possibilidades em: diplomacia,
medicina, enfermagem, odontologia, salvamentos, educação,
arquitetura, engenharia, laboratórios, etc.
Pontos Para Análise e Mudança
Pontos Fracos (Aspectos Negativos)
Cético – Frio – Moroso – Indolente – Sem motivação
– Provocador – Distante e gélido – Obstinado – Egoísta – Indeciso-
Vacilante – Resistente – Avarento – Senso de humor
mordaz/satírico -Descompromissado – Quando se sente forçado,
torna-se mais vagaroso – Espectador da vida sem se envolver
– Acomodado – Usa seu humor contra outros – Conservador
por comodismo – Disfarça sua obstinação com seu
humor – Não se envolve – Vacila entre o desejo de fazer e de
não fazer alguma coisa – Procrastinador (sempre deixa tudo
para mais tarde) – Entediado – se envolve com as atividades
do próximo – Temeroso – Vício da retenção.
Os diplomáticos costumam fi car desmotivados, por isso
precisam apreender a rate da automotivação, ou seja, saber
encontrar meios para se motivar na conquista dos objetivos
de vida.
Um problema comum para os diplomáticos é a tendência
de se perderem nos detalhes e nas operações cotidianas de um
projeto. Uma vez imersos, eles podem ser rígidos e relutantes
em adaptar ou aceitar um outro ponto de vista. Eles tendem a
ser céticos de novas idéias se não vêem sua aplicação prática e
imediata. Eles necessitam se esforçar em olhar seus objetivos
gerais e avaliar outras alternativas que poderiam ter sido consideradas.
Reunir uma maior quantidade de informações e tentar
conscientemente antecipar as implicações futuras de seu comportamento
aumentará a efetividade em todas as áreas.
Os diplomáticos têm difi culdade em compartilhar suas reações,
sentimentos e preocupações com os outros porque para
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eles isso parece desnecessário. Eles precisam aceitar que outras
pessoas desejam e necessitam saber o que está acontecendo
em suas vidas e compreender que eles são os únicos que podem
fornecer uma explicação satisfatória.
Os que buscam equilíbrio são tão realistas que eles normalmente
podem ver formas de minimizar esforços em quase
todos os projetos. Por causa do seu desejo de ter tempo livre,
eles com freqüência não preparam mais do que é absolutamente
necessário. Não raramente podem não perseverar com
um projeto até a sua conclusão. Esboçar um projeto, com todos
os passos e detalhes, ajudará a controlar sua possível falta
de iniciativa e reduzir sua aparente indiferença.
Os que buscam equilíbrio estão constantemente atentos
para novas informações; preferem manter todas as suas opções
abertas, por isso podem ser indecisos e vacilantes. Sua
necessidade de excitação pode fazer com que se tornem imprudentes
e também facilmente entediados. Estabelecer objetivos
e compromissos sérios com coisas e pessoas os ajudarão
a evitar os perigos e frustrações mais comuns de um estilo de
vida potencialmente inconseqüente.
Os diplomáticos têm difi culdade em compreender as necessidades
dos outros, especialmente aquelas que são diferentes das
suas próprias. Às vezes correm o risco de impor seus julgamentos
aos outros e atropelar as opiniões de pessoas menos assertivas.
Eles podem exigir conformidade à sua forma de fazer as
coisas e desencorajar abordagens mais criativas e inovadoras. Ao
permanecer aberto a métodos não testados e não convencionais,
eles desenvolverão mais tolerância pelas diferenças nas pessoas e
também conseguirão alternativas e opções mais efetivas.
Porque eles mantêm as suas reações escondidas, podem ser
percebidos como sendo frios e insensíveis. Os diplomáticos
precisam expressar sua apreciação pelos outros diretamente,
em vez de mantê-las para si mesmos.
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Os que buscam
o conhecimento
[os direcionais, diretivos]
capítulo 6

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Há pessoas que buscam o conhecimento, projeção,
liderança e governo. Para eles o mais importante é
ser reconhecido e valorizado pelos outros. São extrovertidos,
com domínio da razão.
Os que direcionais ou diretivos têm dinamismo psíquico
exterior. São ótimos em conseguir realizar as coisas. Eles gostam
de comandar o espetáculo e fazer as coisas acontecerem.
O tipo Direcional tem uma busca interior que é a de ser
considerado o melhor naquilo que faz. Liderar, governar ou
ser famoso são alguns dos atributos mais importantes que
sempre acompanham as suas decisões.
Aqueles que pertencem a esse grupo têm um intenso desejo
de atingir os seus objetivos e trabalharão incansavelmente e com
determinação, em qualquer projeto que tenham decidido.
Os que buscam o conhecimento são rigorosamente lógicos
e muito independentes em seus pensamentos - são na verdade
céticos de todas as idéias, mesmo as suas próprias - e tentarão
clarifi car qualquer discussão com sua razão, desenvolvendo
uma teoria, modelo de negócios ou construindo algo. Eles valorizam
a competência e se orgulham da engenhosidade que
eles trazem para o seu trabalho.
Os que buscam
o conhecimento
[os direcionais, diretivos]

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São grandes líderes e tomadores de decisões. Eles facilmente
vêem possibilidades em todas as coisas e sentem-se felizes em
dirigir os outros na direção da realização das suas visões. São
pensadores engenhosos e ótimos planejadores de longo prazo.
Os direcionais são racionais, lógicos, analíticos e, normalmente,
bons em qualquer coisa que requeira raciocínio e inteligência.
Sistemáticos sobre o planejamento e pesquisa de
novos assuntos. Gostam de trabalhar com problemas teóricos
complexos e se esforçam na busca do domínio de quaisquer
coisas que achem interessantes. Eles estão muito mais interessados
nas conseqüências futuras das ações do que nas condições
presentes das coisas.
Líderes naturais com um estilo sincero e franco, tendem a
assumir o comando de qualquer situação na qual se encontrem.
Adotam uma abordagem lógica da vida, eles podem ser
duros, francos, impacientes e insensíveis para com as necessidades
e sentimentos dos outros quando não vêem a lógica
daqueles sentimentos.
São responsáveis, conscienciosos e fi éis aos seus compromissos.
Eles gostam de estrutura e podem se lembrar e organizar
muitos detalhes. Eles planejam sistematicamente atingir
suas metas no prazo e tão efi cientemente quanto possível.
Pontos Fortes (Aspectos Positivos)
Enérgico, dinâmico e ativo – Prático e efi ciente – Audacioso
– Auto sufi ciente, independente – Decidido e determinado
– Facilidade de tomar decisões – Vibra com muitas atividades
– Pouco infl uenciado pelo meio – Infl uenciador do meio
– Não se amedronta nas adversidades. Torna-as em desafi os.
– Não é dado a detalhes – Cérebro perspicaz – Não vacila
sob pressão – Cerimonioso – Objetivo – Apresenta sugestões,
idéias – Líder nato – Insistente e fi rme – Intuitivo – Capacitado
e organizado – Mais razão do que coração – Extrovertido
– Polido – Não se abala facilmente com críticas – Auto
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disciplinado – Geralmente otimista – Gosta do desafi o do
desconhecido – Se interessa pelo aspecto prático da vida.
Os direcionais são compelidos a tomar decisões. Com freqüência
eles baseiam suas decisões em suas próprias experiências
passadas. São lógicos, objetivos, analíticos e têm um
grande poder de raciocínio. De fato, é improvável que sejam
persuadidos por qualquer outra coisa que não a lógica.
Os direcionais são realistas, práticos e objetivos. Eles estão
mais interessados nas "coisas reais" do que nas intangíveis, tais
como idéias abstratas e teorias. Eles tendem a não estar interessados
por assuntos para os quais eles não vêem uma aplicação
prática. Eles sabem o que está acontecendo a sua volta e
estão preocupados principalmente com o aqui e agora.
Vivem de acordo com certo conjunto de regras, por isso são
coerentes e responsáveis. Eles tendem a ser tradicionais e interessados
em manter as instituições estabelecidas. Os diretivos
são consistentes em seus relacionamentos, embora a sua vida
emocional e social não seja tão importante para eles quanto outros
aspectos da vida. Eles se sentem à vontade em formar uma
opinião sobre os outros e podem ser disciplinadores rígidos.
Os direcionais quando têm administração de objetivos
conseguem estabelecer propósitos realistas em todas as áreas
da vida.
Os que buscam conhecimento são sociáveis, diretos, amigáveis
e fáceis de se conhecer.
Áreas de Atuação Profissional
Cargos de liderança (diretores, donos de empresas), gerentes,
direito (advogado, juiz), coordenação ou cargos de chefi a.
Muitos dos grandes generais foram do tipo diretivo. Quem tem
o temperamento que busca conhecimento pode vir a ser um
bom administrador, gerente, planejador, produtor ou ditador.
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Pontos Para Análise e Mudança
Pontos Fracos (Aspectos Negativos)
Insensível – Irado explosivo -Com impetuosidade danosa
– Infringe a lei ou direitos dos outros para atingir os seus
objetivos. – pouca compaixão cristã. – Indiferente aos anseios
das outras pessoas – Agressivo -Guarda rancor – Vingativo
– Tende a ter úlcera – Cruel – Mete-se em difi culdades pela
sua impetuosidade -Difi cilmente pede desculpas – Profere
declarações fortes, sarcásticas – Age tiranicamente sobre os
sentimentos dos outros – Orgulhoso – Arrogante – Frusta
os outros porque nunca o satisfazem – Impaciente – Tenso
– Busca reconhecimento – Prepotente – Valoriza a aparência
– Agitado.
Uma vez que os direcionais adotam um estrito código de
ética, tanto para eles quanto para os outros, podem ser vistos
como ditatoriais quando tentam impor seus padrões de comportamento
aos outros. Tentar ser mais fl exível e tolerante impedirá
um racional de se tornar rígido.
Os direcionais quase não têm sensibilidade pelos sentimentos
dos outros, difi cilmente compreendem a possibilidade
de tomar o lugar da outra pessoa, perceber com amplitude
a dor do próximo ou apreciar as diferenças de sentimentos em
situações também diferentes. Precisam aprender a gerenciar
os relacionamentos, ter competência social e habilidade nas
relações interpessoais, com uma dosagem de empatia e com a
capacidade de lidar com as emoções das outras pessoas, dando
ouvidos e coração.
Sendo analistas lógicos e impessoais, naturalmente não
consideram o impacto que as suas decisões têm sobre os outros.
Eles podem ser vistos como frios e indiferentes, e com
freqüência, necessitam tornar-se mais conscientes de seus
próprios sentimentos como também mais respeitosos dos
pensamentos e sentimentos dos outros.
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Por serem naturalmente críticos, os direcionais não demonstram
sua apreciação pelos atributos positivos ou contribuições
daqueles a sua volta. Eles necessitam tentar tornaremse
mais conscientes dos talentos e esforços dos outros, e então
oferecer seus cumprimentos e elogios.
Algumas vezes os direcionais estão tão absorvidos em seus
próprios planos que eles não param para ouvir o que os outros
têm a dizer. Eles naturalmente não perguntam "o que então",
e assim perdem possíveis signifi cados, implicações, conexões
e padrões. Uma maneira fácil de se proteger de ser intolerante
é esperar alguns segundos antes de falar, dando aos outros a
chance de oferecer sua contribuição.
Podem ter reações explosivas a situações aparentemente
insignifi cantes, e estas erupções podem ser dolorosas para
aqueles próximos a eles.
Os direcionais pensam demais e estão sujeitos à ansiedade
e ao stress, por isso precisam ter a capacidade de controlar as
tensões cotidianas a que se submetem, mantendo o controle
das mudanças que aconteçam.

Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em
tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de
Deus pela oração e súplica com ações de graças;
Filipenses 4.6
Lançando sobre ele (Jesus) toda a vossa ansiedade,
porque ele tem cuidado de vós.
I Pedro 5.7

Às vezes, são menos experientes e competentes do que o seu
estilo confi ante pode indicar. Uma pessoa diretiva aumentará
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seu poder pessoal e grau de sucesso se permitir alguma ajuda
sensata e valiosa dos outros.
Os que buscam conhecimento com freqüência saltam para
as conclusões sem recolher todas as informações necessárias ou
ter esperado tempo sufi ciente para entender uma situação completamente.
Os que buscam o conhecimento necessitam aprender
a conscientemente retardar o momento de tomar decisões
até que tenham levado em consideração mais informações, especialmente
as alternativas que possam ter ignorado.
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Todos buscam
o vento
capítulo 7

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Como indivíduos, os serem humanos são: Expressivos,
Diplomáticos, Diretivos e Analistas. Cada um deles,
além de suas características pessoais, vive debaixo do
Sol com uma marca predominante:
1- Os que seguem seus próprios
pensamentos e desejos pessoais
Aqui estão aqueles que seguem a vida por instinto e ambições
pessoais. É um grupo ambicioso, mas egoísta, que busca
apenas interesses pessoais, diversões, bens, conquistas ou
projeções.
Alguns se destacam porque são idealistas e conquistadores,
mas no fi m das contas percebem que edifi caram sobre a
areia:
• São aqueles que correm, mas ninguém sabe
para onde;
• São aqueles que ajuntam, mas ninguém sabe
para que ou para quem.
Todos buscam o vento

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2 - Os que sobrevivem
Este grupo é composto por homens que vivem por viver.
A vida é sem brilho ou muito difícil de ser discernida. Talvez
por não acharem nada interessante não avançam, são apenas
levados pelas circunstâncias que o tempo apresenta. Tornamse
simples espectadores e não participantes da vida. Os recursos
e talentos pessoais permanecem inativos, inibindo o
desenvolvimento e a realização pessoal.
Parar num mundo em constante mudança é sinônimo de
morte precoce.
3 - Os que têm dúvidas
O terceiro grupo é aquele que vive com um questionamento
de vida: Estou no lugar certo, fazendo a coisa certa?
É isto que Deus quer para minha vida? Esse grupo vive num
dilema: Ficar parado ou arriscar ir em frente sem saber o caminho?
A angústia maior é que esse grupo tem a consciência de
que é preciso discernir o caminho a seguir, e por não ter descoberto
sua vocação, todo o potencial humano fi ca latente,
com a opção de aquietar-se na jornada da vida, gerando seres
solitários insatisfeitos, adaptados, pelas regras da sobrevivência,
às rotinas que não satisfazem.
É estarrecedor saber que essa angústia, por vezes, não pára
na frustração, mas segue numa tentativa inconsciente de sair
do dilema, dirigindo o indivíduo a aventurar-se em busca de
novos rumos numa jornada completamente investida de insegurança.
O ser humano merece mais do que simplesmente completar
seus dias debaixo do Sol. Merece viver a perfeita vontade
de Deus, discernindo, dentre tantas vozes, aquela que vem do
Senhor.
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E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-
vos pela renovação da vossa mente, para que
experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita
vontade de Deus.
Romanos 12.2

Seja qual for o seu tipo existencial, saiba que a Bíblia Sagrada
proclama que todos os projetos humanos de busca de
sentido e felicidade, debaixo do Sol, terminam em decepção e
fracasso. Por quê? Por duas razões fundamentais:
• A marca do primeiro pecado deixou prejuízos
enormes na constituição da natureza
humana. Não existe uma personalidade perfeita.
Todos nós somos descendentes do primeiro
Adão e trazemos o registro da queda
espiritual em nosso DNA.
• A marca do primeiro pecado lançou o homem
para fora do Éden, perdendo o deleite
de uma vida prazerosa no Jardim de Deus,
na companhia do Criador.
Criação e Queda
Deus criou o primeiro homem à sua imagem e semelhança,
dotado, dentre outras maravilhas, de realização plena. O
primeiro homem possuía uma triunidade perfeita e funcional.
O sopro de vidas: espiritual, psíquica e biológica, mantinha
a ordem, equilíbrio e funcionamento saudável em todos os
aspectos.
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O primeiro homem foi criado perfeitamente saudável para
viver num paraíso, desfrutando diariamente da companhia
do próprio Criador. Pense um pouco: Um corpo perfeito,
habitando num lugar perfeito, mantendo um relacionamento
perfeito.
Mas, o pecado quebrou a comunhão perfeita. Quais as
conseqüências? Nada mais era perfeito, houve uma queda espiritual.
O homem foi expulso do Éden e perdeu o acesso ao
fruto da árvore da vida. Adão e Eva, após o pecado, estavam
sujeito às doenças, velhice e morte.
A humanidade continua sofrendo com a queda espiritual
do primeiro homem. A vida apesar de sua complexidade
espantosa é resultado de uma herança. A queda espiritual e
todo o esquema da arquitetura biológica de Adão e Eva foram
repassados às sucessivas gerações, motivo pelo qual estamos
sempre sujeitos às crises existenciais, às doenças e morte.
As difi culdades e o sofrimento tornaram-se inerentes à
vida humana. O corpo humano sofre mudanças negativas,
promovendo o envelhecimento, susceptibilidade de contaminação,
deformações genéticas e morte. Mas, independentemente
da idade do corpo, a alma tem os maiores registros de
insatisfação e sofrimento.
É evidente que o pecado adâmico não é o único responsável
pela condição de vida debaixo do Sol, do lado de fora do
Éden. O pecado praticado por cada ser humano reforça ainda
mais os efeitos de nossa natureza caída, aumentando o vazio,
o sofrimento existencial, o surgimento de doenças e a morte.
Seja quem for e onde estiver, você será um descendente
de Adão, vivendo debaixo do Sol, do lado de fora do Jardim
do Éden. O que cada pessoa sente é a perda, a ausência, o resultado
de uma queda espiritual. Este sentimento existencial
provoca uma eterna insatisfação porque o homem quer voltar
a ser o que era desde o princípio.
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Opção de Busca
O vazio denuncia a ausência, mas nem sempre vem de
um coração humilde capaz de desnudar a alma solitária, criar
expectativas e fazer um convite para ser preenchido. O coração
vazio de felicidade, mas cheio de orgulho, pode sentir-se
auto-sufi ciente e completo em si mesmo.
O autor de Eclesiastes (Ec 2:1-11) fala da decisão de correr
atrás da sabedoria humana, de riquezas, dos prazeres diversos
que o mundo oferece, mas chega a conclusão de que esta é
uma corrida inútil, que não satisfaz plenamente o homem,
pois está limitada aquilo que a traça e a ferrugem corroem e
que passa com o tempo. No fi nal dessa busca só há cansaço e
a sensação de ter corrido atrás do vento.
Deus colocou no espírito do homem o senso de eternidade,
por isso não consegue satisfação plena no que é passageiro
e perecível. Sua necessidade interior busca algo que seja real
para ser abraçado no tempo presente, mas que vá além disso;
algo espiritual que gere expectativas de segurança eterna e que
dê continuidade ao prazer de estar sempre avançando em direção
a Deus numa plenitude infi nita.
A Bíblia aponta o caminho de Deus para o homem. O
Criador, em sua infi nita misericórdia, não deixou o homem
abandonado e sem direção. Ele nos deu o Manual da Vida, o
livro santo que nos ensina sobre o mais extraordinário projeto
de vida. Deus tem um projeto de vida para o homem. Ele tem
um plano para seguirmos em busca de nossa realização e felicidade.
A Bíblia fala dessa outra opção de busca e corrida. Em
Filipenses 3:14, o apóstolo Paulo diz que está numa corrida
na direção de Cristo. Ele fala do prêmio da soberana vocação
em Cristo. Nessa corrida há perdas e abandonos de valores
enganosos, temporais e passageiros, para que avancemos em
direção ao que satisfaz plenamente e é eterno.
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Deus tem um projeto para o homem. Ele quer que você
entre em Seu Reino espiritual e torne-se um cidadão celestial.
Seu corpo continuará vivendo debaixo do Sol, mas seu
coração existencial estará noutra dimensão, incomparável em
todos os sentidos.
Enquanto vivemos a vida passageira aqui na terra devemos
buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e Sua justiça,
fazendo assim as coisas que necessitamos serão acrescentadas
por Deus, ao curso de nossa existência.
Este é o momento de avaliar sua busca existencial e corrida
em que está envolvido. Qual é o seu projeto de vida? O que
você busca? Atrás do que você tem corrido?
Corra para o que é eterno. Ponha o seu coração no mais extraordinário
projeto de vida. Ao seguir o que é eterno você não
fi cará decepcionado e com certeza sua recompensa não será o
vento, mas uma eternidade com Deus. 2 Coríntios. 4:5b.
Queremos lhe convidar a conhecer o Mais Extraordinário
Projeto de Vida: Seguir a Cristo. Estudaremos ricas e preciosas
lições que farão toda a diferença em sua jornada de vida.
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Por que buscamos
e não achamos?
[O pecado e as alterações
da percepção:
Física, Psicológica e Espiritual]
capítulo 8

"Há um caminho que ao homem parece direito,
mas o fi m dele conduz à morte.."
Livro de Provérbios 14:12
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O primeiro pecado limitou severamente as nossas faculdades
físicas, psicológicas e espirituais, produzindo
grandes falhas em nosso discernimento, afetando
substancialmente nossa capacidade de obter uma orientação
plenamente segura a partir das emoções e percepções.
No sentido existencial, temos sentimentos, aspirações e estímulos
latentes, mas a felicidade parece estar sempre do lado
de fora, em algum lugar desconhecido e inalcançável.

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas,
e perverso; quem o poderá conhecer?
Jeremias 17:9
Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos,
nem os vossos caminhos os meus caminhos,
diz o Senhor.
Isaías 55:8

Por que buscamos
e não achamos?
[O pecado e as alterações
da percepção:
Física, Psicológica e Espiritual]

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A vida debaixo do sol Por que buscamos e não achamos?
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Porque, embora em nada me sinta culpado, nem por
isso sou justifi cado; pois quem me julga é o Senhor.
I Coríntios 4:4

As faculdades do homem interior foram seriamente afetadas
com o pecado. Esta é a grande razão para a existência de
milhares de religiões, as quais expressam inconscientemente
o desejo espiritual do homem de voltar-se para Deus, sem
excluir as falhas terríveis no discernimento da verdade.
A busca pela felicidade é severamente prejudicada porque
as faculdades de percepção e discernimento do homem não
oferecem uma orientação segura.
Como Desfrutar de Orientação
Segura?
A Bíblia Sagrada funciona como Manual do Criador,
servindo de toda orientação segura para a vida. A Bíblia representa
um absoluto infalível; o padrão apresentado pelas
Escrituras deve ser projetado para governar e guiar todos os
casos da vida humana.
Todo sistema de medida requer um padrão. Por exemplo,
a distância entre dois pontos, só pode ser medida com exatidão
por um padrão estabelecido. Assim, a conduta, a atitude,
o pensamento, a ação, e a reação podem ser medidos somente
à luz de um padrão estabelecido. A Bíblia é o padrão de Deus
para o homem.
Sabemos que a atividade humana não pode ser medida por
meras normas sociais. As normas da sociedade variam de um
lugar para outro, sofrem alterações cronológicas constantes e
podem ser banalizadas. A conduta julgada anormal de uma
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A vida debaixo do sol Por que buscamos e não achamos?
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pessoa da sociedade pode ser vista como completamente normal
em outro contexto social.
As normas sociais se submetem às evoluções do tempo.
O absurdo de hoje pode ser a moda de amanhã. Estas evoluções
impedem a formulação de qualquer padrão social
absoluto por meio do qual o estado do homem possa ser
julgado.
As Escrituras Sagradas se apresentam como o único padrão
certo capaz de avaliar a situação do homem em todas
as épocas e em todas as culturas. Por este padrão o indivíduo
pode ser avaliado, analisado, e desse modo ser julgado.
Sem o estabelecimento de um padrão universal, a vontade
e o plano de Deus para a humanidade seriam sujeitas às mesmas
incertezas da sociedade.
O padrão absoluto de Deus é estabelecido e aplicado pela
autoridade de suas leis universais distribuídas em Sua Palavra.
Ninguém pode escapar da realidade das exigências da vontade
de Deus.
Nossa capacidade não deve ser avaliada somente pelos
nossos próprios critérios; a medida de Deus é sempre mais
confi ável.
Podemos ver com a alma o que os olhos não conseguem;
Podemos entender com o coração o que a razão não discerne.
Podemos compreender com a Bíblia o que seria impossível
de uma outra forma. A Bíblia é o lugar onde o homem deve
silenciar para ouvir Deus falar.
A Bíblia é o manual do criador, inerrante, infalível e absoluto.
Toda a Bíblia aponta para Jesus Cristo. A Fonte de toda
Sabedoria e conhecimento é Cristo. Colossenses 2:3.
O cristão tem o privilégio de aprender do Melhor, do
Mestre dos mestres, através da Bíblia Sagrada. Aprendendo
sempre de Cristo, o discípulo será um sábio por excelência.
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A vida debaixo do sol Por que buscamos e não achamos?
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O que a Bíblia Declara?
A Bíblia declara que a humanidade é culpável diante de
Deus e que todos os homens são pecadores e andam separados
do Criador. Cada um busca o seu próprio caminho, a
sua maneira de entender o que seja a felicidade. Mas, a Bíblia
Sagrada também proclama que não podemos encontrar sozinhos
a forma correta para cancelar a culpa do pecado, ter paz
interior e plena satisfação de vida.
Não há como ter felicidade estando em débito com Deus.
Qualquer pessoa que tenta vencer o pecado com seus próprios
esforços, sempre tropeça em algum erro e por isso continua
com o peso da culpa sobre sua vida. Mesmo aqueles que
praticam boas obras, jamais poderão fazer o sufi ciente para
cancelar seus pecados.
Concluímos que o maior problema do homem, em todas
as épocas, é o pecado. Fizemos avanços tremendos, progredimos
na ciência e na tecnologia, mas não conseguimos acabar,
dominar ou mesmo diminuir o pecado.
A Solução de Deus para
o Pecado do Homem
Após o pecado do primeiro homem, Deus colocou em ação
seu Plano Resgate. Em nossa linguagem podem dizer que Deus
estava num certo dilema. Por um lado Ele é um Deus justo,
e, por isso, seria obrigado a ser fi el à sua palavra de punir o
homem pecador com a morte (e morte eterna). Por outro lado
Ele é um Deus de amor, e precisava demonstrar uma solução
para o problema do homem. Se Ele deixasse de punir a Adão
e Eva, deixaria de ser justo. Se Ele não criasse uma alternativa
para a punição, deixaria de ser um Deus de amor.
Alguém já disse com profunda sabedoria que o Deus que condenará
o pecador não arrependido ao inferno é o mesmo Deus
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que antes de julgar o pecador, se fez homem, assumiu a culpa e o
lugar do pecador, morrendo numa cruz, para salvar o pecador da
condenação do inferno e lhe conceder a vida eterna.
O Plano Resgate de Deus foi esse: sendo justo, Deus se
tornaria homem, para assumir a culpa do injusto. E foi esta a
decisão que já havia sido tomada desde a eternidade. O primeiro
grande passo foi deixar a glória para assumir a forma
humana. "O qual, existindo na natureza de Deus ... esvaziou-se
a si mesmo, e assumiu a natureza de servo, transformando-se na
aparência humana". Ele não somente assumiu a forma humana,
mas também se rebaixou ao nível de servo.
Para poder assumir o nosso lugar, o segundo Adão, tinha
que ser justo e perfeito. (Hebreus 4:15; 9:28) Ao mesmo
tempo tinha que morrer. Como poderia morrer sendo justo?
Somente se fosse acusado e condenado injustamente. E foi
exatamente o que aconteceu. Devido às suas obras maravilhosas
que praticava, e suas palavras compassivas e convincentes,
as multidões o seguiam para ouvi-lo e por ele serem curadas.
Isto desagradou profundamente aos líderes religiosos judaicos
e eles então procuravam prendê-lo para matá-lo.
Jesus Cristo, o segundo Adão, não viveu somente para ser
um modelo a ser seguido, um mestre com verdades éticas, morais
e espirituais inigualáveis, um mártir de uma boa causa, mas
principalmente para assumir a nossa culpa e morrer em nosso
lugar. O texto sagrado diz que o castigo que nos traz a paz estava
sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Isaías 53:5)
A razão principal da vinda do Senhor Jesus Cristo foi a
sua morte substituta na cruz do calvário. Ele assumiu o nosso
lugar. Ele assumiu o meu lugar. Jesus morreu no seu lugar. Por
natureza somos pecadores, transgressores, inimigos de Deus
em pensamentos, palavras, atos e omissões. Não basta usar o
nome dele de vez em quando para querer agradá-lo, ou colocar
um adesivo Bíblico no carro, ou algum objeto que lembre
dele. Nada disso o impressiona.
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A vida debaixo do sol Por que buscamos e não achamos?
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É como se, após uma guerra, fosse realizada uma execução
pública, por enforcamento, pelos crimes de guerra praticados.
O bandido está para ser enforcado, mas o juiz ainda dá uma
última chance: "Se uma das mães presentes oferecer o seu fi -
lho para ser enforcado no lugar deste criminoso, o criminoso
sairá livre!" Quantas mães ofereceriam seus fi lhos? Provavelmente
nenhuma! Mas Deus ofereceu o Seu Filho Jesus Cristo.
É exatamente isso que diz o texto: "Mas Deus prova o seu próprio
amor para conosco, pelo fato de Cristo ter morrido por nós,
sendo nós ainda pecadores." O amor de Deus ultrapassou todas
as barreiras. É possível que uma pessoa humana deixe sua vida
por um amigo ou uma boa causa, mas deixar sua vida pelo
inimigo, só Deus é capaz de fazer.
Nesta mesma cruz foram defi nitivamente derrotados Satanás
e suas hostes malignas. Tendo desarmado os principados
e governos espirituais, fez deles um espetáculo público triunfando
deles na cruz.
Quem uma vez entendeu a obra da cruz e aceitou a obra
de Cristo como sendo válida para si mesmo, já teve desfeito
na sua vida qualquer infl uência destas forças, bem como não
precisa mais temê-las no futuro. Está livre e venceu em Cristo
de uma vez por todas o mundo das trevas.

Porque aquele que não conheceu pecado, ele o constituiu
pecado por nós, para que nele nos tornássemos
na justiça de Deus.
II Coríntios 5.21
... e que nos tirou do poder das trevas, e nos transportou
para o reino do seu Filho amado.
Colossenses 1:13

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Que amor divino impressionante! Jesus morreu pelos
nossos pecados! Ele não foi um reacionário político, nem
um idealista qualquer, nem alguém que não soube escapar
dos seus adversários, portanto surpreendido. Ele foi decididamente
em direção a Jerusalém, ciente de que morreria e
disposto a voluntariamente entregar sua vida por nós. Para
assumir a culpa das nossas transgressões Jesus foi pregado
na cruz.
Só que não seria o sufi ciente Jesus ter morrido pelos pecados.
Era necessário que ele ressuscitasse para sermos justifi
cados dos pecados. A ressurreição seria a prova fi nal de que
ele era Deus e de que ele tinha a autoridade para não somente
perdoar, mas também para justifi car.
A pessoa que aceita o sacrifício do Senhor Jesus Cristo em
sua vida está livre de todo e qualquer pecado do passado e se
tornou nova criatura, como um bebê recém-nascido. Quando
você recebe a justiça de Cristo, você é visto diante de Deus
como Cristo: puro, sem pecado, justo, e por essa razão, está
preparado para entrar na presença de Deus.
A salvação é por meio de Cristo
Uma das maiores preocupações do ser humano é a de não
chegar à morte sem antes ter sentido o signifi cado, a direção
e o propósito que somente Deus pode trazer à vida. O ensino
no Antigo Testamento de que nós, sem a ajuda divina, nos
afogamos mais e mais nas ondas do desespero, é apoiado pela
experiência daqueles que tentam viver sem Deus. Israel não
podia reconciliar-se com Deus seguindo seus próprios passos;
e muito menos nós. Seguindo outros deuses e fi losofi as, o ser
humano ofende a Deus. Apenas Deus pode nos perdoar e nos
levar de volta ao seu amor. Através da morte e ressurreição do
seu Filho, Deus fez por nós aquilo que não podíamos fazer
por nós mesmos: Ele cancelou nossa culpa!
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A vida debaixo do sol Por que buscamos e não achamos?
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Na morte de seu próprio Filho, Deus tornou possível nossa
reconciliação com Ele: "Porque Cristo, quando ainda éramos
fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios" Romanos 5.6.
Não podemos nos reconciliar com Deus através de boas
obras. Somente Cristo pode nos reconciliar com o Pai: "... a
saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo..."
II Coríntios 5.16-20.
Estamos longe de Deus e não podemos, por nossa própria
inteligência ou esforços, encontrar o caminho de retorno. Mas,
aquilo que não podemos fazer, Deus já fez através de Cristo:
"Aquele que não conhece pecado, ele o fez pecado por nós, para
que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus'' II Coríntios 5.21.
Portanto, Cristo é a resposta para a solução da culpabilidade
humana. Cristo é a esperança do mundo (Colossenses 1.27).
E como nosso mundo necessita de uma autêntica esperança!
A vida nova em Cristo é que Deus nos ama e quer nos perdoar
do pecado; a morte e a ressurreição do seu Filho são a prova
disso. Mas Deus não nos perdoa automaticamente. Temos de
fazer nossa parte.
Quando aceitamos seu amor, obedecendo aos seus mandamentos,
somos livres da culpa! Nossa aceitação do amor
de Deus nos traz uma nova perspectiva de vida, pois fomos
novamente aceitos por nosso Criador. Imagine só! O Criador
do universo pessoalmente perdoa a nossa culpabilidade, apesar
da nossa fraqueza e rebeldia contra ele. É por isso que a
Bíblia nos diz:

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura;
as coisas antigas já passaram; eis que se fi zeram
novas
II Coríntios 5.17

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A vida debaixo do sol Por que buscamos e não achamos?
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Em Cristo Jesus podemos nascer espiritualmente, entrando
em uma nova vida baseada na aceitação e no amor de Deus
(João 3.3-5). Em Jesus, somos libertados de ansiedades, culpas
e pecados (João 8.11). Podemos nascer do alto, recomeçando
a vida debaixo do Sol (João 3.3-5). Quando nascemos
de novo, no Reino de Cristo, existimos para fazer a vontade
de Deus, nosso próprio Criador e Pai.
Há um outro fato de que devemos estar cientes: é essencial
entregar a vida a Deus, através de Cristo, apesar do custo pessoal
deste passo. Ainda sofreremos decepções, dores, enfermidades, a
velhice e a morte, mesmo quando somos cristãos. Cada cristão
está sujeito a confl itos, sofrimentos e, às vezes, a perseguições
por causa da sua fé em Cristo (João 16.33; 2 Timóteo 3.12).
Apesar destas difi culdades, a nossa vida em Cristo pode trazer
um prazer profundo e durável:

Meus irmãos, tende por motivo de toda a alegria o
passardes por várias provações
Tiago 1.2

"A quem (Cristo), não havendo visto, amais;no qual, não
vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia
de glória, obtendo o fi m da vossa fé: a salvação da vossa alma"
1 Pedro 1.8-9. "Mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe
disso; antes, glorifi que a Deus com esse nome"1 Pedro 4.16.
Nas palavras de Jesus, cujo sacrifício nos reconciliou com
Deus, somos exortados a ouvir a sua Palavra e crer Nele para
ganhar a vida eterna e passar "da morte para a vida" João 5.24.
Lembre-se de que Cristo não nos prometeu uma vida fácil e
livre de problemas. Ele nos disse que ainda teríamos difi culdades;
porém também disse que sempre estaria com seus autênticos
discípulos (João 16.33). Hoje, a tristeza e o sofrimento são
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A vida debaixo do sol Por que buscamos e não achamos?
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nossos companheiros; amanhã, receberemos além da graça, a
glória da vida eterna.
A glória da vida eterna
Temos esperança em Cristo, não somente por podermos
ser libertados de toda a nossa culpa, mas também porque nossa
vida continuará além do túmulo. Esta esperança é muito
maior do que aquilo que conhecemos e entendemos agora.
Paulo declara:

Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos
do tempo presente não podem ser comparados com a
glória a ser revelada em nós
Romanos 8.18

Somos libertos não somente para viver uma vida valorosa
agora, mas para vencer a morte e viver eternamente com Cristo;
pois, com sua ressurreição, Jesus conquistou o aguilhão (a ponta
de ferro) da morte, ou seja, o poder, a tristeza e a amargura
da morte. Todos nós temos de enfrentar a hora triste da morte;
mas, por causa da ressurreição de Cristo, somos assegurados de
que também nós ressuscitaremos! Aquilo que esperamos além
do túmulo, através de Jesus Cristo, é algo maravilhoso e não
um acontecimento para ser temido (I Coríntios 15.54-55).
A primeira batalha decisiva com a morte foi vencida por Jesus.
Sua vitória sobre a morte assegura a nossa vitória.
A verdadeira felicidade nos aguarda. A vitória sobre a culpa,
o pecado e a morte já foi conquistada por Jesus Cristo. E quem
está em Cristo é herdeiro dessas coisas.
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Por que
o sentimento
de angústia?
capítulo 9

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Buscamos nos mais diversos segmentos da vida, algo
mais. Todavia, nossos projetos de vida não conseguem
suprir nossas necessidades existenciais mais
profundas, nem retirar o sentimento de culpa e angústia.
Em nossa busca de felicidade, tropeçamos no pecado e o
peso da culpa afl ige nossa alma.
Em todas as épocas, o homem carregou uma insatisfação
consigo mesmo e com o mundo em que vive, uma
angústia que sempre o atormenta e agoniza. As pessoas, no
mundo inteiro, estão carregadas de medo, angústia, remorso,
solidão, culpa, necessidade de perdão e de amor, independentemente
da raça, cultura, nível social, econômico ou
educacional.
Apesar de todos os avanços tecnológicos, o homem moderno
não conseguiu vencer seus confl itos interiores, tão
somente tenta reprimi-los numa reação defensiva, sem eliminar
o sentimento insuportável de angústia e vazio.
Se há uma experiência que as pessoas de hoje têm em comum,
é o sentimento de culpa. Conforme diz o rei Davi:
Por que o sentimento
de angústia?

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... eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado
está sempre diante de mim
Salmo 51.3

Todos que vivem debaixo do Sol sofrem de culpa, mas não
querem admitir isso. Quem nos dera sentir que, na realidade,
somos falhos, negligentes e pecadores. Quem nos dera ter
consciência que pecamos por palavras, pensamentos, sentimentos,
atos e omissões.
Somos negligentes com nossa família, ingratos e rebeldes
com nossos pais, insubmissos às autoridades, orgulhos, etc.
Quem nos dera sentir que nossos pensamentos e ações não
são moralmente corretos.
Há pessoas que se consideram pecadoras, mas ignoram
como corrigir o estado em que se encontram. A maioria, no
entanto, não quer ser tratada na alma, prefere continuar na
ilusão de que dias melhores virão. Agindo assim essas pessoas
endurecem seus corações e fi cam mais distantes da cura.
Nossas preocupações e apreensões sobre nossas fraquezas
geram o sentimento de culpa que, dentre outras coisas, trazem-
nos transtornos emocionais.
Culpa universal
A humanidade sofre de um confl ito interior, todavia grande
parte ignora completamente qual é o seu verdadeiro problema.
Pensa que a causa de seu dilema está do lado de fora:
no sistema, no governo, no trabalho...Einstein, o físico do
Século XX, escreveu em 1948:
"O único verdadeiro problema de todos os
tempos se acha no coração e nos pensamentos
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dos homens. Não se trata de um problema físico,
mas de um problema moral. É mais fácil
modifi car a composição do plutônio do que a do
espírito mau de um indivíduo. Não é o poder de
explosão de uma bomba atômica que nos assusta,
mas o poder da maldade do coração humano, sua
força explosiva para o mal".
O pensamento de Einstein estava de acordo com a Bíblia,
que as afl ições sofridas pelos homens estão relacionadas com
o pecado. .
Deus é o Criador de todas as coisas e o Senhor sobre a criação.
Todo homem, como criatura de Deus, deveria ter consciência
de que depende do Criador para viver de forma saudável
e feliz. Aquele que escolhe viver de acordo com a vontade de
Deus, alcança a vitória. Mas, aqueles que preferem escolher
seus próprios caminhos, tornam-se culpáveis e infelizes.
Há pessoas que, em vez de procurar conhecer e fazer a
vontade de Deus, andam em seus próprios caminhos. Em vez
de adorar o Criador, adoram a criatura e as coisas criadas,
como os astros, a natureza, etc. (Rm 1:25).
O homem na sua vida independente de Deus fracassa
constantemente ao procurar uma posição certa neste mundo
confuso e inseguro.
Conscientemente ou não o homem está sempre em busca
de um escape, uma saída. Tenta encontrar o signifi cado da
vida e o alívio da culpa através dos mais diversos caminhos
oferecidos pelo mundo. Mas, seguir caminhos errados não
melhora a situação de nossa alma; muito pelo contrário, aumenta
o desespero.
De acordo com o ensino bíblico, o ser humano não pode
livrar-se da sua culpa até que receba o perdão de Deus. Toda
a humanidade está caída no pecado e precisa de um salvador.
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Por causa de sua queda espiritual, é preciso que o ser humano
se volte para Deus, seguindo a orientação que vem Dele.
Na parábola do Filho Pródigo (Lucas 15.11-32), Jesus mostra
claramente a tragédia que acontece quando o homem tenta
dirigir sua própria vida. Nesta parábola, o fi lho mais jovem de
um fazendeiro rico solicita do pai, antecipadamente, a parte da
herança que ele considera sua. O pai amoroso atende ao pedido
e o fi lho ingrato deixa sua casa para levar sua própria vida, de
forma independente, longe do pai. Mas, sua "vida independente"
termina de uma maneira muito triste. O jovem gastou toda
herança e fi cou na miséria, cuidando de porcos. Em sua fome e
pobreza, ele caiu em si, reconheceu sua culpabilidade e voltou
arrependido para o pai, que o recebeu de braços abertos.
Muitos ao nosso redor se encontram em situação semelhante.
Acham que há uma vida melhor do que aquela providenciada
por Deus; movidos por essa ilusão, procuram conduzir
suas vidas de forma independente, distantes da presença
de Deus. Mas, ao tentarem ser independentes, percebem que
a vida necessita de signifi cado, por isso essas pessoas tornamse
vazias e angustiadas. Desesperadas, experimentam diversas
alternativas e, derrotadas, sentem-se perdidas, sem esperança
e sem propósito na vida.
O pecado é geral
O pecado ilude, depois escraviza, destrói e mata o homem.
Jeremias foi um grande profeta de Deus nos dias do Antigo
Testamento. Ele escreveu algo sobre a caminhada do homem:

Eu sei, ó Senhor, que não cabe ao homem determinar
o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir
os seus passos
Jeremias 10.23

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Outro grande homem de Deus, o sábio Salomão, escreveu
sobre o fi m daqueles que pensam viver bem, separados dos
princípios do Criador:

Há caminho que ao homem parece direito, mas ao
cabo dá em caminhos de morte"
Provérbios 14.12

Todo homem é pecador por natureza. O pecado está na essência
moral da natureza humana. Temos uma natureza pecaminosa
que nos inclina para o pecado. E o salário do pecado
é a morte, física e eterna.
A Bíblia nos ensina que o homem não pode resolver por
si mesmo o problema do pecado. Não pode, por si mesmo,
encontrar a solução para a sua culpa. Sozinho, o homem não
consegue alcançar o verdadeiro propósito espiritual para a sua
vida.
A Palavra de Deus declara que não há ninguém que seja
justo, nem um sequer: "... pois todos pecaram e carecem da
glória de Deus" Romanos 3.12,23.
Deus, na sua infi nita graça e misericórdia, não deixou o
homem fi car a mercê de um destino cruel de perdição eterna.
Ele providenciou um salvador para o homem. Foi por isso
que Jesus veio ao mundo: para fazer, a nosso favor, aquilo que
nós não podemos fazer por nós mesmos – atingir a salvação!
A Bíblia nos declara que Jesus veio para buscar e salvar os
perdidos (Lucas 19.10). A nossa condição pecaminosa se
descreve como uma separação eterna entre nós e Deus. Esta
separação é devida aos pecados de cada um. O profeta Isaías
descreveu esta cena, dizendo:
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Mas, as vossas iniqüidades fazem separação entre
vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu
rosto de vós, para que vos não ouça"
Isaías 59.2).

É justamente por causa da universalidade do pecado que a
mensagem redentora de Cristo foi dirigida a todas as pessoas.
(Mateus 28.19). Todos nós precisamos desta mensagem salvadora,
porque todos somos pecadores e culpados perante Deus,
por isso todos nós carecemos do perdão que existe apenas em
Cristo – o único perdão que pode trazer paz à consciência e
felicidade eterna ao coração humano.
Ao vencer a morte pela sua ressurreição, Jesus Cristo provou
ao mundo que é o Senhor da Vida, o único que pode
nos livrar da morte e da condenação eterna. Jesus oferece a
cada pessoa a grande oportunidade de "se voltar para Deus",
receber o perdão dos pecados, para que possa fazer parte do
seu Reino (Colossenses 1.13-14).
Quando alguém sabe o que Deus providenciou em seu
favor e não corresponde a essa dádiva imerecida, ou seja,
quando uma pessoa ignora o convite de perdão apresentado
pelo Salvador Jesus, sua culpabilidade aumenta.
Deus nos provê muitas coisas diariamente. Ele sempre
supre as nossas necessidades, mas o seu mais extraordinário
ato de foi a entrega de seu Filho Jesus, em sacrifício pelos
pecadores. Jesus morreu na cruz do Calvário em nosso lugar
(I Coríntios 15.3).
Pela Bíblia sabemos que o Salário do pecado é a morte.
Alguém tinha que morrer. Jesus, o justo, morreu no lugar
dos pecadores.
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Se não respondermos favoravelmente a este amor tão
profundo, nossa ingratidão será terrível e nossa alma estará
sujeita não somente à culpa, mas à perdição eterna.
Desespero ou salvação
Quem segue na ilusão de um projeto de vida sem Deus,
está em situação de risco espiritual constante. Mesmo que
consiga um contentamento aparente, no fi m das contas, o
resultado será culpa e desespero. (Romanos 6.12-23).
Aqueles que vivem com a fi nalidade de satisfazer seus desejos
carnais são escravos do pecado. A liberdade de quem
vive sem Cristo é falsa. Quem quer "ganhar" a vida do seu
próprio jeito, acabará perdendo-a para sempre. Mas, aqueles
que confi am suas vidas a Cristo encontram a verdadeira libertação
dos pecados e da culpa; recebem a paz real e obtêm o
dom gratuito de Deus, "a vida eterna em Cristo Jesus, nosso
Senhor" (Romanos 6.23).
O Perigo de Viver Independente
Lá no Jardim do Éden o primeiro homem decidiu tomar
suas decisões, separado de Deus. Queria ter o conhecimento
do bem e do mal, sem a interferência de Deus. Errou na sua
decisão, desligou-se de Deus, caiu espiritualmente e começou
a andar errante no seu próprio caminho.
Perdemos muitas bênçãos e nos envolvemos em muitos
problemas porque insistimos em viver por conta própria fazendo
a vontade da carne e dos pensamentos. Cada vez que
nos afastamos de Deus perdemos valores. Deus fi ca impossibilitado
de abençoar quem vive distante Dele.
No plano de Deus há bênçãos espirituais, dentre as quais a
salvação é a principal, e há bênçãos materiais que asseguram
o nosso viver diário. Mas, as bênçãos de Deus não podem ser
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alcançadas se continuamos fugindo de Sua presença. Quanto
mais seguimos a vida do nosso jeito, mas longe do Criador
vamos fi cando. Avançamos com independência e acabamos
perdidos.
A primeira grande decisão que você precisa tomar é deixar
de andar no seu próprio caminho e decidir andar no único
caminho estabelecido por Deus para todos que desejam a vida
eterna.
O caminho de Deus não é abstrato, nem fi losófi co. Ele é
real e está numa pessoa, no Salvador Jesus. Seguindo Jesus,
estaremos fazendo a vontade de Deus. E seguindo Jesus só temos
um destino, a vida eterna, o céu. O Mais extraordinário
Projeto de Vida é seguir a Jesus Cristo.
Não ande mais independente e desgarrado, volte-se para
Deus, de acordo com os requisitos de Sua Palavra, a Bíblia.
Enquanto você não tomar esta decisão, Deus respeitará sua
atitude de independência, mas você estará vivendo longe do
plano de Deus para sua vida.
Lembre-se que o pecado mais enganoso e perigoso que
uma pessoa pode cometer é viver a vida inteira independente
de Deus. Muitos dizem: "não matei a ninguém, desejo o bem
ao meu vizinho, dou uma esmola de vez em quando, e por
isso estou bem!". Que engano tremendo! Estas pessoas estão
praticando o mais enganoso e perigoso pecado que uma pessoa
pode cometer. Deus não quer pessoas boazinhas seguindo
suas próprias cabeças, porque sabe que o homem sem Cristo
está fora do único caminho para a salvação.
Pessoas boazinhas também pecam e o salário do pecado é
a morte, física e eterna. Pecado não é somente aquilo que se
pratica de errado. A intenção de pecar já é pecado. As intenções,
os pensamentos e as atitudes más, são pecados. Além
disso, as omissões de boas ações também serão julgadas no
juízo fi nal. Lemos em I Coríntios que "no dia em que Deus
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julgar as questões ocultas das trevas e manifestará os intentos dos
corações".
Não Basta Acreditar em Deus
A Bíblia mostra como podemos "acreditar em Deus" e estar
vivendo em tremendo engano (e pecado) por não fazermos
a vontade Dele, e sim a nossa.

Nem todo o que me disser: 'Senhor, Senhor', entrará
no Reino dos Céus, mas aquele que fi zer a vontade
de meu Pai que está nos Céus. Muitos naquele Dia
me dirão: 'Senhor, Senhor, não profetizamos em teu
nome? E em teu nome expulsamos demônios? E em
teu nome fi zemos muitas obras maravilhosas? ' Então
lhes direi: "Nunca lhes conheci"! Retirem-se de
mim, vocês que praticam a ilegalidade!
Mateus 7:21-23.

Não basta crer intelectualmente na existência de Deus e
querer acertar a vida por conta própria. Não basta ter uma
vida religiosa. Crer de verdade implica em obedecer, ou seja,
viver de acordo com a vontade de Deus, expressa em Sua Palavra,
a Bíblia. O SENHOR não deixou o homem sem um
manual de conduta. A Bíblia é o Manual do Criador para que
todos os homens vivam bem e sejam salvos.
O pecado mais enganoso é aquele que consiste em viver
uma vida fora da vontade de Deus.
Rejeite qualquer projeto de vida sem Cristo. Quem não
tem Cristo em sua vida, carrega um sentimento de culpa, sem
saber o motivo de senti-lo. A Bíblia nos ensina que sentimos
a culpa e sofremos com ela por não estarmos vivendo em obediência
a Deus.
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No íntimo de cada homem há uma convicção de que é
um pecador e que o juízo de Deus lhe espera, para sentenciar
a sua culpabilidade. ( Atos 17.30-32, Romanos 14.10-12, 2
Coríntios 5.10 e Apocalipse 22.12).
Conclusão
Só há uma maneira de escapar da culpa e da condenação
eterna: Deixar de viver seu próprio caminho para abraçar o
projeto de vida de Deus para o homem: Jesus Cristo.
A única solução para o homem pecador é voltar-se para
Deus, através de Jesus Cristo. Talvez tenha que voltar-se ainda
sujo, desorientado, envergonhado, miserável, ferido, desumanizado,
frustrado, angustiado, sem paz. O mais importante é
que ao voltar-se para Deus estará mudando de direção, acertando
o caminho de casa.
Deus espera o retorno do homem. A confi ssão com arrependimento
nos aproxima de Deus e muda nossa história.
Deus aguarda seu retorno. Ele já deu prova disso. Há 2000
anos enviou Jesus para assumir sua culpa, pagar pelos seus
erros numa cruz. Jesus veio para ser seu Salvador e lhe reconciliar
com Deus.
Uma sensação de alívio de consciência e de espírito envolverá
aquele que humildemente confessar os seus pecados
diante de Deus e receber a Jesus Cristo como seu Salvador
pessoal.
Volte-se agora mesmo para Deus. Faça uma oração onde
você está. Deus é espírito e por certo ouvirá sua oração e lhe
receberá em comunhão. Sua reconciliação será restaurada com
Deus e você será recebido como o fi lho que voltou a viver em
comunhão com o Pai Celestial.
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O que buscamos
está em Jesus
capítulo 10

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Jesus Cristo é o fi lho de Deus, o homem perfeito. Ele é o
arquétipo da perfeição, da plenitude e da totalidade. Não
há falhas em seu caráter. Suas características e tendências
são todas perfeitas, seu comportamento é perfeito. (1 Coríntios
15:45; Hebreus 4:15).
O homem natural, ao contrário de Cristo, tem uma natureza
caída e um comportamento imperfeito. Falta-nos algo
e sabemos disso, por isso buscamos lá fora alguma coisa que
possa dar sentido à vida.
O que podemos fazer? Aquilo que buscamos para dar sentido
à vida encontra-se em Jesus Cristo.
Você precisa crescer para tornar-se a pessoa que deseja ser. Jesus
Cristo torna possível esse crescimento.

Até que todos cheguemos ... à medida da estatura da
plenitude de Cristo
Efésios 4.13

Se Jesus é o modelo perfeito, precisamos seguir seus pas-
O que buscamos
está em Jesus

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sos. Mas não basta segui-Lo de longe. Quanto mais nos aproximarmos
Dele, maiores as chances de sermos semelhantes a
Ele.
A verdade é que não podemos seguir Jesus de perto sem
sermos convidados a uma rendição total de nossa vida ao Senhorio
de Deus. Mas esta é a vontade de Deus, que os homens
sejam mais do que simples criaturas e se tornem seus
fi lhos, assim como Jesus.

...a fi m de que ele (Jesus) seja o primogênito entre
muitos irmãos
Romanos 8:29

Jesus Cristo é o nosso modelo perfeito de vida, o primogênito
dentre muitos irmãos. A Vontade de Deus é que cada
homem renda-se a Cristo e torne-se semelhante a Ele. Certamente
toda a Bíblia poderia ser resumida num único nome:
Jesus. Não apenas nos Evangelhos, mas em todos os livros da
Bíblia encontramos aspectos do caráter de Jesus Cristo.
Os fatos narrados nos Evangelhos sobre o nascimento,
vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo são sufi cientes para
identifi carmos várias características de sua natureza. Jesus
Cristo apresenta-se como Filho de Deus e Filho do Homem,
Senhor e Servo, Profeta, Salvador, Sacerdote e Rei, numa
combinação perfeita.
Seguir a Cristo é o mais extraordinário projeto de vida.
O que buscamos para dar sentido à vida está em Jesus. Nele
encontramos a sensação, a afeição, a segurança e o poder.
Independentemente das falhas existentes em nossa natureza,
ao seguirmos Jesus, encontraremos motivos e forças para
que elas sejam abandonadas, superadas e vencidas pelas virtudes
de uma nova vida em Cristo. Na condição de discípulos
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de Jesus Cristo, passamos a ser não apenas seus seguidores e
imitadores, mas fi lhos de Deus e co-participantes de sua natureza.
(2 Pe 1:4).
Simbolismo da Natureza de Cristo
Por volta do ano 590 a.C., o profeta Ezequiel viu "quatro
seres viventes" (anjos querubins) cada um com "quatro faces":
a de um leão, de um novilho, de um homem e de uma
águia.

... e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de
homem; e à direita todos os quatro tinham o rosto
de leão, e à esquerda todos os quatro tinham o rosto
de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de
águia.
Ezequiel 1:10

Nos dias do Novo Testamento, o apóstolo João, aproximadamente
no ano 96 d.C, teve uma visão do trono de Deus e
diante dele "quatro seres viventes", com aspectos semelhantes
à descrição do profeta Ezequiel.

...e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo
ser, semelhante a um novilho; tinha o terceiro
ser o rosto como de homem; e o quarto ser era
semelhante a uma águia voando.
Apocalipse 4:7

A igreja cristã identifi ca os quatro seres viventes, vistos por
Ezequiel e João, como quatro anjos querubins, guardiões do
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Trono de Deus. A tradição judaica afi rma que esses anjos,
além de adoradores, são agentes diretos do SENHOR sobre o
planeta Terra, ou seja, anjos executores da vontade divina.
Anjos Querubins:
• Rosto de Águia – anjo localizado na frente
do Trono;
• Rosto de Leão - anjo situado ao lado direito
do Trono;
• Rosto de Homem – anjo localizado atrás do
Trono;
• Rosto de Novilho – anjo ao lado esquerdo
do Trono.
Nos dias de Moisés, a presença de Deus no meio de Israel
era representada pelo Tabernáculo armado no centro do acampamento
hebreu. As doze tribos de Israel estavam organizadas
em torno da tribo de Levi, fi cando três tribos ao Norte, três ao
Sul, três ao Leste e três ao Oeste. A tribo de Levi era composta
de sacerdotes e não era contada dentre as demais tribos guerreiras.
Ela fi cava sempre no centro do acampamento dos israelitas
e era responsável pelos serviços sagrados. Parece haver
uma relação simbólica entre o Trono de Deus no céu, como
centro de todo poder e adoração, e o Tabernáculo localizado
geografi camente no meio do acampamento hebreu.
Cada tribo de Israel tinha seu estandarte, um tipo de brasão
que identifi cava o grupo. Apenas quatro estandartes são
conhecidos historicamente. Eles apresentam as fi guras de uma
águia, um novilho, um homem e um leão. Este fato difi cilmente
pode ser visto como uma simples coincidência.
A Bíblia tem quatro Evangelhos na lista dos livros do
Novo Testamento. Os quatro Evangelhos foram escritos por
homens de quatro temperamentos distintos: o histórico Ma-
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teus, o espontâneo Marcos, o erudito Lucas e o espiritual
João.
Alguns pais da igreja criam na existência de uma estreita
relação entre o simbolismo dos quatro seres viventes (anjos)
e os quatro evangelhos. Ireneu, bispo de Lyon, explicou (em
185 d.C.) porque quatro evangelhos eram necessários: "Os
seres viventes são quadriforme", e portanto, "o Evangelho
também é quadriforme".
Antigas gravuras e escritos de pais da igreja, como Vitorino
e Jerônimo (no Séc. IV) relacionam os quatro seres viventes
aos quatro Evangelhos e estes, por sua vez, relacionam-se com
a pessoa de Jesus Cristo.
• Evangelho de Mateus – O Leão – Jesus é o
leão da tribo de Judá. O rei dos reis. O Rei
dos Judeus; Evangelho escrito especialmente
para os hebreus;
• Evangelho de Marcos - O Novilho - Jesus é
o servo que se oferece em sacrifício em favor
dos homens. Evangelho escrito especialmente
para os gentios, os romanos.
• Evangelho de Lucas – O Homem – Jesus é
apresentado como o homem perfeito, à imagem
e semelhança de Deus, sem pecado. O
Evangelho de Lucas foi escrito especialmente
para os gregos.
• Evangelho de João – A Águia – Jesus é apresentado
como sendo Deus. Evangelho escrito
para o povo de Deus, a igreja.
Quatro Evangelhos para quatro tipos de pessoas: Os hebreus,
os romanos, os gregos e os santos da igreja do Senhor.
Seguindo esse critério de pensamento podemos dizer que
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o estilo literário de cada livro sagrado não só traz a marca da
natureza de Cristo, como se identifi ca com os quatro tipos de
pessoas predominantes na humanidade.
Aquilo que cada homem busca para dar sentido à vida só
poderá ser encontrado na pessoa de Cristo.
Entendemos que o simbolismo dos rostos dos quatro seres
viventes seja uma expressão das características pessoais e ministeriais
de Jesus Cristo.
1) Águia - Representa o aspecto divino, celestial e espiritual
de Jesus Cristo. Jesus é aquele que vem
do alto, das alturas, de cima. Ele é Deus. A
águia simboliza também o ministério profético
de Jesus. Ele veio trazer a Palavra de Deus aos
homens.
Expressões que provam a deidade de Jesus: Deus Jo 1:1;
Rm 9:5; 1 Tm 3:16; Deus Forte Is 9:6; 63:1;Eu Sou Jo 8:58;
Filho Unigênito Do Pai Jo 1:18; Glória De Deus Is 60:1;
Verbo Jo 1:1; Ap 19:13.
2) Homem - Representa o aspecto humano, o natural
perfeito - Jesus é o homem perfeito. Homem
sem pecado, perfeito – Nosso irmão – Ele
veio identifi car-se com a humanidade.
• Filho do Homem - é um título que o identifi
ca como todos nós, os "gentios", homens
comuns. Mt 16.27-28; Dn 7.13-14.
• Jesus - é um nome judaico comum (Cl 4.11).
Signifi ca "Javé é Salvador", e descreve sua
missão para com os homens: Mt 1.21.
• Outras expressões que provam sua humanidade:
Filho De Davi - Mt 9:27; Mt 15:22; Mt
20:30; Mc 10:46-47; Mt 21:9; Filho De Maria
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Mc 6:3; Semente Da Mulher Gn 3:15; Semente
De Abraão Gl 3:16,19; Semente De Davi
2 Tm 2:8.
3) Leão – Simboliza o Senhorio de Jesus. Jesus é o Rei
dos reis e Senhor dos senhores. Ele veio reinar
sobre seu povo.
• Filho de Davi - (Mt 21.9): revela sua origem,
da linhagem do rei Davi, da tribo de Judá.
O Rei dos judeus, Rei dos reis e Senhor dos
senhores.
• Outras expressões que provam sua realeza:
Leão Da Tribo De Judá Ap 5:5;
• Príncipe – Ap 1:5; Re: De Israel Mt 27:42; Jo
1:49; Rei Dos Reis Ap 17:14; 19:16; Senhor
Dos Senhores Ap 19:16.
4) Novilho – O novilho está relacionado com o sacrifício
expiatório de Jesus.
Jesus é Servo. Jesus é o Sumo-Sacerdote, o bom pastor que
dá a vida pelas suas ovelhas – Ele veio salvar os homens.
• Servo - indica sua submissão completa ao Pai,
até o ponto de morrer por nós: Is 52.13-53.12,
Mt 12.18, Fp 2.7-8.
• Outras expressões que provam seu sacerdócio
e sacrifício expiatório: Cordeiro De Deus
Jo 1:29, 36; Intercessor – Rm 8:34; Hb 7:25;
Jesus (Salvador) Mt 1:21; Páscoa 1Co 5:7;
Pastor (1 Pe 5:4; Jo 10:11,14; Hb 13:20; Sl
23:1);Bom Pastor Jo 10:11; Mediador 1Tm
2:5; Sacerdote Hb 4:14;Sacrifício Ef 5:2.
Salvador Lc 1:47; Lc 2:11; Sumo Sacerdote
Hb 3:1; 7:1.
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Jesus como soberano vem para reinar e governar. Como
servo vem para servir e salvar. Como Filho do Homem vem
para participar e consolar. Como Filho de Deus vem para revelar
Deus e nos fazer seus fi lhos. A imago Dei na vida de
Jesus Cristo expressa uma perfeita e maravilhosa harmonia
entre espiritualidade e humanidade; senhorio e servidão.
Espiritualidade e Humanidade
1) Profeta - Celestial - Filho de Deus – Ungido, Operador
de Milagres - Jesus é carismático, simpático,
comunicativo e envolvente. Ele é amável,
alegre, compassivo e bondoso.

Procuravam prendê-lo, mas temeram o povo, porquanto
este o tinha por profeta.
Mateus 21:46
Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho
do Deus vivo.
Mateus 16:16
Porque nele habita corporalmente toda a plenitude
da divindade.
Colossenses 2:9

2) Imagem de Deus - Homem Perfeito – Filho do Homem
– Renovação e restauração -
Jesus é o amigo fi el, confi ável, responsável,
talentoso, quebrantado e
sensível. Ele é inteligente, sábio e
conselheiro.
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...em tudo foi tentado, mas sem pecado.
Hebreus 4:15.
Quem dentre vós me convence de pecado?
João 8.46

Senhorio e Servidão.
1) Rei – Senhor – Liderança, domínio e governo – Jesus
Cristo é o Reis dos reis e Senhor dos senhores.
Jesus é dinâmico, determinado, decidido, objetivo
e líder nato. Ele é fi rme, efi ciente, audacioso,
poderoso, valente e vitorioso.

... manifestará o bem-aventurado e único soberano,
Rei dos reis e Senhor dos senhores.
I Timóteo 6:15.
No manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome: Rei
dos reis e Senhor dos senhores.
Apocalipse 19:16

2) Sacerdote – Salvador – Servo – Serviço, obediência
e sacrifício – Jesus é pacifi cador (Príncipe
da Paz), conciliador e intercessor. Ele é o
bom pastor. Tranqüilo, prudente, paciente,
humilde, servo, obediente.
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... um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus,
que penetrou os céus, retenhamos fi rmemente a nossa
confi ssão.
Hebreus 4:14
É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador,
que é Cristo, o Senhor.
Lucas 2:11
mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de
servo, tornando-se semelhante aos homens.
Filipensses 2:7

O que buscamos para dar sentido à vida está em Jesus.
Os atributos da natureza de Cristo são sufi cientes para nos
dar segurança, conforto, proteção, afeição, alegria, paz, amor,
realização, etc.
Recordando
Você lembra dos quatro tipos de personalidade apresentados
no início deste livro: Sensoriais (Expressivos), Direcionais
(Diretivos), Diplomáticos (Simétricos) e os Existenciais
(Analistas)? Esta é a nossa herança adâmica. Temos um pouco
de um e de outro tipo, com a predominância de um deles.
Mas...

E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos
também a imagem do celestial.
I Coríntios 15.49

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O segundo Adão, Jesus Cristo, gerou uma descendência
espiritual e não carnal. Os quatros atributos principais da
natureza de Cristo, com suas diversas características, devem
ser plenamente manifestos em nossa vida, para nós mesmos,
diante de Deus e diante dos homens:
• Águia - A nossa espiritualidade, consagração
e santidade;
• Homem - Imagem de Deus – O Modelo,
exemplo e referencial de restauração; a nova
vida diante dos homens;
• Novilho - O Serviço sacerdotal, obediência,
sacrifício e submissão; vida solidária, fraternal,
de ajuda e compaixão;
• Leão - A nossa liderança, governo, conquista
e domínio.
Espiritualidade e restauração, liderança e submissão. A
presença manifesta e o equilíbrio destas quatro características
na vida de uma pessoa é que tornam possível "uma felicidade
existencial" debaixo do Sol.
A imago Dei presente na vida de Jesus Cristo, expressa a vontade
de Deus para todas as pessoas. Se você se identifi cou com algum
dos atributos de Cristo e deseja tê-los em sua vida, saiba que
esta é a vontade de Deus.
O SENHOR quer que todos os homens tenham um novo projeto
de vida, que começa com a natureza de Cristo implantada em
nós, dando-nos uma nova maneira de ser, sentir e agir.
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Uma nova natureza
[o nascimento espiritual]
capítulo 11

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O pecado do primeiro homem resultou na queda espiritual
da humanidade, alterando e depravando a
natureza de todas as pessoas.
Toda a natureza humana está arruinada pela queda espiritual,
por isso ela é tendenciosa ao pecado. O homem precisa
herdar uma nova natureza, à imagem de Cristo, capaz de produzir
frutos positivos que satisfaçam sua vida, sejam aprovados
por Deus e benéfi cos ao próximo.
Todos nós nascemos da carne (biologicamente), mas sem
a vida espiritual, por isso é necessário "nascermos de Deus".
Jesus disse certa vez que "o que é nascido da carne é carne" e
que a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus.
Sem vida espiritual não há como herdar o Reino de Deus.
Sem nascermos de Deus não há vida espiritual.
Como nascemos de Deus? A Palavra de Deus é a semente
que gera uma nova criação.

...tendo renascido, não de semente corruptível, mas de incorruptível,
pela palavra de Deus, a qual vive e permanece.
1 Pedro 1:23

Uma nova natureza
[o nascimento espiritual]

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O nascimento espiritual ocorre quando ouvimos, entendemos
e aceitamos a Palavra de Deus. A Palavra tem todo o potencial
de levar o pecador ao arrependimento de seus pecados
e à fé em Jesus Cristo. Diante da Palavra de Deus o pecador
voluntariamente decide seguir o caminho de Deus.
A fé é necessária para o nascimento espiritual. É esse o
momento em que confi amos nossa vida aos cuidados de Jesus
Cristo. Simplesmente nos rendemos a Ele e O convidamos a
tomar posse de nosso ser, fazendo morada em nós. Este é o
ato que às vezes também é conhecido como "aceitar a Jesus".
O arrependimento e a fé agem nas três principais dimensões
da alma: racionalidade, afetividade e vontade.
• Racionalidade - A pessoa compreende que
é pecadora, percebe a dimensão de seus pecados
e a conseqüência deles. Em seguida
compreende a salvação através de Jesus. Ela
crê que o Senhor Jesus Cristo é o Filho de
Deus, que ele morreu na cruz pelos nossos
pecados, derramou o seu sangue pelos nossos
pecados, foi sepultado e ressuscitou no
terceiro dia, etc.
• Afetividade – Há dois afetos na conversão:
a) Sentimento doloroso – A pessoa sente sua
culpa, o peso de seus pecados e sua condenação
sem Cristo, então se arrepende de seus
pecados.
b) Sentimento prazeroso – A pessoa sentese
atraída por Jesus. Deseja amá-Lo e segui-
Lo por toda vida.
• Vontade – A pessoa decide abandonar o pecado
e viver para Jesus. Entrega sua vida aos
cuidados de Cristo. Renuncia a vontade da
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carne e passa a obedecer a Jesus, seguindo-o
como discípulo.
O arrependimento gera inicialmente uma mudança de
pensamento. A pessoa abandona os antigos pensamentos para
abraçar os pensamentos de Deus. Há também uma mudança
de sentimentos e da própria vontade, onde o pecador abandona
os seus caminhos para seguir os caminhos de Deus.
No momento em que o arrependimento e a fé acontecem
nessas três dimensões da alma, a pessoa é gerada espiritualmente,
nasce de Deus, recebe o Espírito Santo e a vida eterna.
Assim como acontece com a gestação natural, o processo
do nascimento do alto tem um tempo de maturação que varia
de pessoa para pessoa. Todo esse processo, às vezes, acontece
em poucos minutos. Mas, há pessoas que ouvem a palavra
de Deus e não crêem imediatamente; refl etem, questionam,
travam uma luta interior durante meses e até anos para uma
decisão fi nal.
O certo é que toda pessoa precisa se posicionar claramente
do lado do Senhor Jesus Cristo. Por isso o confessar faz parte
da decisão:
"Eu vou tomar a decisão de ser um discípulo e
todos vão fi car sabendo que eu agora sigo ao Senhor
Jesus Cristo".
Conversão
Quem nasce do Espírito de Deus tem uma conversão, passa
a ter um novo projeto de vida. A conversão promove uma
mudança de comportamento, de acordo com a vontade de
Deus. Como é agradável viver com uma consciência tranqüila
diante de Deus!
Se você ainda não nasceu de Deus e quer que isto aconteça,
tome sua decisão agora mesmo, durante a leitura deste ca-
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pítulo. Sua decisão terá um profundo valor! Ore a Deus para
que lhe dê sinceridade e o arrependimento de seus pecados!

O homem nasce com a capacidade de crer, mas a fé salvadora
vem pela Palavra de Deus. A fé salvadora é aquela que
a pessoa confi a sua vida aos cuidados de Jesus Cristo; crê no
sacrifício de Cristo na cruz do calvário. Diante da Religião e
suas doutrinas temos crenças, mas diante da Palavra de Deus
recebemos a fé.
O homem recebe o chamado de Deus, por meio do Espírito
Santo, e com sua vontade livre resolve deixar a sua vida
aos cuidados de Cristo. O homem entrega sua vontade ao
senhorio de Cristo.
Jesus morreu pelos nossos pecados, derramou o seu sangue
pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou no terceiro
dia pelos nossos pecados. Esta fé confessional é necessária
para a salvação de todo ser humano. E é isto que Jesus ensina
aos apóstolos para que seja pregado no mundo todo.
Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu
nome, deu-lhes o poder de se tornarem fi lhos de Deus; Jo 1:12
Pois todos sois fi lhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Gl 3:26
Aquele que crê em Deus vive com Ele
Sem a fé salvadora não há nascimento espiritual e, portanto
não há salvação. Quem não crer em Jesus Cristo está
condenado.
Somente a fé no Senhor Jesus Cristo pode nos gerar o
nascimento do Espírito. O padrão de Deus é o Senhor Jesus
Cristo. A solução de Deus para a salvação do homem é Jesus
Cristo.
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Sabendo que uma pessoa não é justifi cada pelas
obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo, também
cremos em Jesus Cristo, para sermos justifi cados pela
fé em Cristo, e não pelas obras da Lei, porque pelas
obras da Lei nenhuma carne será justifi cada.
Gálatas 2:16

Pela fé no Senhor Jesus Cristo somos justifi cados dos atos
contrários à vontade de Deus que praticamos nas nossas vidas
e nos tornamos aceitáveis diante de Deus.
Não somos somente salvos pela fé, mas também seremos
glorifi cados pela mesma.
I Coríntios 15:53: "Porque é necessário que isto que é corruptível
se revista de incorruptibilidade, e que isto que é mortal
se revista de imortalidade". Que glória ser revestido pela
imortalidade!
Em I João 3:2 lemos estas maravilhosas palavras sobre a
nossa glorifi cação: "Amados, já somos agora fi lhos de Deus,
mas ainda não foi revelado o que seremos, mas sabemos que,
quando ele for revelado, seremos semelhantes a ele, porque o
veremos como ele é".
A glorifi cação chegará ao ponto de nos tornarmos semelhantes
ao Senhor Jesus Cristo.
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Os dois caminhos
capítulo 12

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Quase que imperceptivelmente, andamos por um caminho,
debaixo do Sol, que atravessa a vida e nos
conduz a um destino eterno. Na verdade há dois
caminhos paralelos, mas completamente distintos: um largo
e espaçoso, onde cada pessoa segue do jeito que quer; o outro
é estreito e apertado, onde cada pessoa segue os passos de um
Guia, Jesus Cristo.
Apesar de Deus desejar que todos os homens se salvem,
nem todos atendem ao convite da salvação. Deus não obriga
e nem violenta a ninguém. Ele respeita a vontade humana e
sua liberdade de escolha. O homem escolhe seu caminho na
terra: viver sua própria vida ou viver a vontade de Deus. O
que o homem escolher indicará o seu destino eterno: perdido
sem Deus ou salvo com Cristo.
No Éden Deus colocou duas árvores diante de Adão e Eva
para que eles decidissem a favor ou contra à vontade do Criador.
O foco da atenção humana estaria sempre diante de uma
decisão.
Deus liberou o homem para comer do fruto de toda árvore,
mas proibiu que ele comesse do fruto da árvore do
Os dois caminhos

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conhecimento do bem e do mal. Mesmo havendo essa proibição
o SENHOR deu liberdade ao homem para desobedecer,
caso quisesse.
Desde o dia em que Adão e Eva decidiram desobedecer
a Deus, o mundo jaz no maligno, e, por isso, agora o ser humano
precisa tomar uma decisão para se voltar ao Criador.
Assim como no Jardim do Éden, o ser humano precisa tomar
uma decisão.
Esta decisão pessoal encontra muitas resistências. Por quê?
Porque a natureza humana acostumou-se a viver independente
e mesmo sabendo que precisa voltar-se para Deus, não se
submete com facilidade.
Algo semelhante à prova de obediência do Éden está posta
diante do homem moderno. Nos primeiros dias o homem
podia comer de tudo menos de um só fruto, para evitar a
morte eterna. Hoje a decisão continua sendo do homem, mas
ele precisa saber que há só um caminho que pode levá-lo à
salvação; todos os outros levam à morte eterna.
Deus completou a obra da salvação através da morte do
Senhor Jesus Cristo na cruz do calvário, e esta salvação agora
é oferecida gratuitamente, a todos os homens, como prova do
infi nito amor de Deus.
A oferta da salvação precisa ser aceita somente pela fé após
o arrependimento dos pecados. Parece muito simples, mas é
uma grande prova de submissão e confi ança. Para ser salvo o
homem precisa renunciar seus próprios caminhos, para seguir
o caminho de Deus.
Existem dois portais com destino à eternidade: o estreita
e o largo. Existem dois caminhos: o apertado e o amplo. A
decisão é nossa por qual dos portais devemos passar e em qual
dos caminhos andar. Lemos em Isaías 53:6:
"Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada
um se desviava pelo seu caminho; mas Deus fez cair sobre ele
(Jesus) a perversidade de nós todos".
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O caminho do homem (o de nossa vontade) é o caminho
amplo. Qualquer caminho em que eu andar por decisão própria,
sempre será o caminho largo.
Uma pessoa pode estar cometendo pecados graves como:
prostituição, adultério, assassinato, seqüestro, ou cometendo
pecados considerados menos graves como: falar uma mentira
"branca", levar um objeto que não lhe pertence, fofocar da
vida do próximo ou outra coisa qualquer; O homem até pode
se esforçar praticando boas obras, doando dinheiro para projetos
assistenciais, não importa, se é o seu caminho, está fora
da vontade de Deus. Estando no "seu caminho", você está no
caminho largo, da perdição, da destruição.
É possível que seja mais agradável andar no caminho largo,
porque a maioria faz assim. Já que a maioria se encontra neste
projeto de vida independente, você pode achar que seja o caminho
certo, porque diz o adágio popular: "a voz do povo é
a voz de Deus"! Que frase equivocada! O povo normalmente
não tem opinião e é guiado pela infl uência do poder, do dinheiro
e dos meios de comunicação em massa. Poucas pessoas
pensam livremente, têm opinião própria e independência
sufi ciente para questionar a opinião da maioria. No caminho
amplo a pessoa simplesmente é levada pelo fl uxo da multidão.
Levada no rumo errado, levada para a destruição.
A travessia para a vida eterna só pode ser feita por quem
venceu a morte: Jesus Cristo. A vida cristã é trilhada num
caminho apertado porque precisamos renunciar todos os demais
guias, incluindo nossos próprios projetos, para seguir o
único capaz de nos conduzir à vida eterna, Jesus.
O caminho para Deus é estreito porque requer uma decisão
total. Eu preciso admitir que do meu jeito não posso
agradar a Deus. Vivendo independente não há como voltarse
para Deus e ser salvo. Apesar de sabermos que esta é a
nossa realidade, falta-nos a humildade de nos submetermos
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ao Senhorio de Cristo. Queremos ostentar inteligência, força
de vontade, domínio sobre as emoções, e não admitir o
contrário. Queremos ser admitidos por Deus do nosso jeito,
fazendo a nossa vontade e não a vontade Dele.
Quando o ser humano chega ao ponto de admitir que pela
sua própria capacidade não pode chegar até Deus, nem viver
uma vida do agrado de Deus, está pronto para ouvir e entender
a mensagem da Salvação.
Jesus disse: "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim
será salvo, e entrará e sairá e achará pastagem. O ladrão não
vem, a não ser somente para roubar e matar e destruir. Eu
vim para que tenham vida, e a tenham transbordando" (João
10:9-10).
Existe somente um portal para a salvação que é Jesus. Existe
somente um caminho que permite acesso à salvação: Jesus.
Há pessoas que pensam que todos os caminhos conduzem
para Deus, desde que buscados com sinceridade. Estão enganadas!
O homem pode estar sinceramente errado. Alguém
pode até beber veneno pensando se tratar de um remédio e a
sinceridade não eliminará o efeito do veneno.
É difícil andar no caminho verdadeiro, por ele ser também
único. Vida cristã é viver a cada momento em união
com o Senhor Jesus Cristo. Não é seguir regras ou disciplinas
de homens, mas andar a cada instante com o Senhor Jesus
Cristo, vivendo a vontade de Deus.
A respeito da decisão de segui-lo, Jesus disse:

E, chamando a multidão, junto com os seus discípulos,
disse-lhes: 'Todo aquele que decide seguir-me,
negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.
Porque todo aquele que decidir salvar a sua vida,
perdê-la-á, mas todo aquele que perder a sua vida,
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por minha causa e da Boa Mensagem, o mesmo a
salvará. Porque qual a vantagem para uma pessoa
em ganhar o mundo todo, mas causar dano à sua
alma? Ou, o que uma pessoa daria em troca de sua
alma? Porque todo aquele que tiver se envergonhado
de mim e das minhas palavras nesta geração adúltera
e pecadora, dele também o Filho Humano se
envergonhará quando vier na glória de seu Pai com
os santos anjos'
Marcos 8:34-38

O caminho da salvação é apertado porque requer autonegação
total e posicionamento público do lado do Senhor Jesus
Cristo. Não é possível ser Cristão e não assumir esta condição
publicamente. De que adianta viver independente, ganhar o
mundo todo, mas sofrer o prejuízo de uma eternidade sem
Deus, sem salvação?
A decisão de seguir ao Senhor Jesus Cristo é pessoal. Ela
não deve ser tomada ou ignorada com base na opinião ou
pressão dos familiares ou amigos. Não podemos nos desculpar
diante de Deus dizendo que "meu pai não queria que eu
tomasse esta decisão" ou algo semelhante. Assim como ninguém
pode tomar essa decisão por nós, deveríamos não permitir
ninguém de nos impedir a tomá-la.
A decisão de seguir a Cristo é pessoal. O caminho é apertado,
porque pode resultar em rompimentos não desejados. Ao
decidirmos seguir a Cristo, a sociedade, a família, os amigos,
podem nos abandonar e até nos perseguir, porém, a nossa decisão
nos assegurará um caminhar com Deus e o seu povo.
A decisão de entrar pela porta estreita e trilhar no caminho
apertado é a única opção que conduz para a vida de paz interior
aqui na terra e felicidade eterna no porvir. Que caminho
glorioso!
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A maioria das pessoas não vê nada de errado no estilo de
vida que leva. Difi cilmente as pessoas param para pensar se
estão fazendo o que é certo, e muito menos perguntam se um
dia serão chamadas para prestar contas pela sua conduta. Que
dia atemorizante, quando descobrirem que o caminho que
tanto lhes agradava, na verdade era um caminho da morte,
da condenação. Você pode se considerar feliz por estar participando
desta leitura e saber que existem somente dois caminhos,
e que você pode se decidir a favor de um ou de outro.
A decisão é sua e o resultado você determina! Deus quer a sua
felicidade, a vida eterna!
A notícia boa é que podemos deixar o caminho amplo e
passar para o caminho apertado. O convite é feito aos pecadores:

Busquem a Deus enquanto pode ser encontrado... deixe
o ímpio o seu caminho e o homem maligno os seus pensamentos.
Isaías 55.7

Deixar o próprio caminho é ter inicialmente uma mudança de
pensamentos. Abandonar os valores do mundo e abraçar os valores
defendidos pela Palavra de Deus. Todos os desvios praticados como
conseqüência de termos seguido os pensamentos fi losófi cos mundanos
nos são perdoados, desde que nos arrependamos e nos convertamos
a Deus, porque "Ele é generoso em perdoar".
O texto acima diz que devemos buscar a Deus enquanto pode
ser encontrado. Quando Ele pode ser encontrado? Hoje, agora, enquanto
estamos dispostos a dar ouvidos à Sua Palavra e dispostos
a mudar o nosso caminho. Hoje o Senhor pode ser encontrado! O
amanhã não nos pertence.
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A natureza
de Cristo em nós
[a natureza perfeita]
capítulo 13

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Assim como trouxemos a imagem de Adão, devemos
trazer a imagem de Jesus Cristo.

E, assim como trouxemos a imagem do terreno, devemos
trazer também a imagem do celestial.
I Coríntios 15:49

A conversão a Jesus Cristo faz surgir uma nova natureza no
interior do homem renascido. O salvo é herdeiro da natureza
de Cristo. Esta herança espiritual não é genética, mas recebida
numa experiência chamada de "nascimento espiritual", que
acontece na conversão do homem a Jesus, e que continua por
toda a vida terrena, até o dia de sua glorifi cação, onde corpo,
alma e espírito se tornarão incorruptíveis e imortais à semelhança
de Cristo.
A natureza de Cristo, implantada no homem convertido,
enfrenta a oposição da natureza adâmica, que luta para permanecer
com seu espaço e domínio. Diante disso o cristão deve
A natureza
de Cristo em nós
[a natureza perfeita]

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estar preparado para as difi culdades. Haverá lutas intensas envolvendo
o confronto de naturezas opostas: espiritual versus
carnal. Lutas sim, paranóia não. Não se trata de um confl ito
de dupla personalidade, mas de domínio de naturezas.
O discípulo de Jesus precisa conquistar a vitória sobre os
pontos negativos da velha natureza, subjugando-os diariamente
pelas virtudes da nova herança em Cristo. Todas as
potências da alma estão envolvidas nessa peleja, mas cabe à
vontade, a decisão fi nal: a quem obedecer? Os impulsos da
carne ou à vontade de Deus?
Somos conscientes de que o maior propósito de nossa herança
espiritual é a nossa formação na imagem e semelhança
de Cristo. Quem já experimentou a conversão a Cristo é fi lho
de Deus (Jo 1:12;Rm 8:14-17) e partilha da natureza Divina.
Logo em seguida à conversão já estamos em pleno processo de
transformação espiritual e o desenvolvimento do nosso caráter,
segundo a estatura de Cristo, deve ser buscado com todas
as forças de que dispomos. (Gl 2:20).
Enquanto viver debaixo do Sol o cristão terá constantes confl itos
de natureza (carne versus Espírito). Por este motivo o homem
convertido tem que nutrir a disposição de perseverar fazendo a
vontade do Senhor, perseguindo o objetivo maior de sua herança
espiritual: ser a imagem e semelhança de Jesus Cristo.
Somente na glorifi cação dos salvos é que o supremo propósito
de Deus será plenamente cumprido em nós: a natureza de
Cristo nos envolverá em sua magnitude; seremos transformados
na imagem e semelhança de nosso Salvador e Senhor. Até
que cheque esse glorioso dia, nosso dever é prosseguir em santifi
cação até o fi m, com os recursos que a Bíblia nos oferece.
• O Domínio do Espírito Santo - O discípulo
de Jesus tem em seu coração o Espírito Santo.
Ele é uma fonte de poder inesgotável que
ajudará o discípulo a crescer à imagem de
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Cristo. O discípulo sob o controle do Espírito
Santo é chamado de homem espiritual
( I Co 2:14-15 ); O homem espiritual tem
um mover constante da presença do Espírito
Santo dentro de si. Esta presença modela o
seu caráter, produzindo frutos do Espírito.
(Gl 5:22-26).
• O Discipulado – A maturidade, o desenvolvimento
do caráter e o crescimento espiritual
do discípulo são atingidos através do discipulado.
Mt 11:29 - O aprender de Cristo
é um imperativo dado pelo próprio Senhor;
o discípulo é um aprendiz e Jesus é o Mestre;
ser discípulo signifi ca aprender sempre, estar
envolvido numa experiência que dura a vida
toda, em convivência com Jesus como Senhor
e mestre por excelência. É a obediência
aos mandamentos do Mestre que caracteriza
o verdadeiro discípulo. Jo15 :14 - O discípulo
precisa aprender a confi ar e obedecer, a
amar e a perdoar, a sofrer e a servir. O discipulado
também acontece através dos irmãos
mais velhos, os quais instruem os mais novos
na caminhada cristã.
Imagem de Cristo
Debaixo do Sol, toda a personalidade do discípulo de Jesus
Cristo é tocada pela presença do Espírito Santo e no porvir o
crente fi el será plenamente transformado à imagem e semelhança
do Filho de Deus.
Este livro não trata das questões escatológicas, aponta somente
para a necessidade de nascermos de Deus e aprender-
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mos a modular nossas fraquezas segundo o modelo perfeito,
Jesus Cristo. A Bíblia endossa esse pensamento:

... nós anunciamos, admoestando a todo homem, e
ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para
que apresentemos todo homem perfeito em Cristo.
Colossenses 1:28
Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai
celestial.
Mateus 5:48
para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente
preparado para toda boa obra.
II Timóteo 3:17

O Espírito Santo e a Bíblia Sagrada são os dois grandes agentes
que possibilitam a modulação do temperamento adâmico para o
de Cristo. Desde Gênesis observamos que a Palavra de Deus e o
Espírito Santo trabalham em perfeita sintonia e cooperação na
criação e edifi cação de todas as coisas. Assim também acontece
na reengenharia do homem interior à imagem de Cristo.
A operosidade do Espírito Santo e a nossa educação na Palavra
de Deus fazem com que os quatros atributos principais
da natureza de Cristo, com suas diversas características, sejam
plenamente manifestos em nosso comportamento, diante de
Deus e diante dos homens:
• Espiritualidade – O Novo nascimento. Nossa
consagração e santidade diante de Deus;
• Humanidade – Conversão. Novo homem.
Modelo, exemplo e referencial de restauração
diante dos homens;
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• Serviço – Ministério. Serviço. Obediência,
sacrifício e submissão; Nosso ministério de
serviço, ajuda e compaixão;
• Liderança – Conquista e frutifi cação. Nossas
conquistas, liderança, governo e domínio.
Os atos humanos visíveis no comportamento de Jesus Cristo
são gerados pela ação do Espírito Santo sobre Sua vida. O
cristão precisa do mesmo Espírito que estava em Jesus Cristo
para que sua natureza produza atitudes e hábitos semelhantes
ao de nosso Senhor.
Pela oposição da natureza adâmica não é possível alcançarmos
o mesmo nível de perfeição dos atributos de Cristo,
vivendo debaixo do Sol. Não existe uma transformação
de uma natureza para a outra no momento da conversão. As
duas naturezas estarão presentes no homem interior até o túmulo.
Os pensamentos revoltos da velha natureza desafi am
nosso controle com impulsos dominantes que se sobrepõem
ao juízo do biblicamente correto.
A velha natureza, mesmo na vida dos renascidos, continua
atuante até que seja totalmente erradicada na glorifi cação, por
ocasião da volta de Cristo. Ali não haverá mais Sol...

A cidade não necessita nem do sol, nem da lua, para
que nela resplandeçam, porém a glória de Deus a
tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
Apocalipse 21.23
E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz
de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus
os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos.
Apocalipse 22.5

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Enquanto vivemos debaixo do Sol, mesmo não sendo possível
uma transformação de naturezas, existe a possibilidade
de uma reengenharia da alma. A mudança de foco, de domínio
e controle de comportamento, passa da velha para a nova
natureza, numa combinação de esforço humano e ação do
Espírito Santo. A modulação dessa reengenharia está basicamente
no aspecto de uma vida centrada na natureza de Cristo
em vez de uma vida centrada no ego.
O ego caído busca uma felicidade inexistente. A vida centrada
em Cristo busca fazer a vontade de Deus e isto traz
prazer, realização e vitórias.
Modulação
Chamamos de Modulação, a capacidade de transitar de
um nível de domínio para outro, pelo exercício da vontade,
sob controle do Espírito Santo.
Se considerarmos, por exemplo, a "irritabilidade" como
um ponto negativo de nossa personalidade:
• Processada a modulação – verifi ca-se uma
visível mudança;
• Pequenos resíduos de "irritabilidade" ainda
são detectados enquanto essa pessoa viver
debaixo do Sol.
Faixa Temperamental da Irritabilidade
1- Sempre 2- Na maioria 3- De vez em quando 4- Raramente
Modulação – Transitar do nível 1 para o nível 4:
1 – Indivíduo sempre irritado
2 – Indivíduo irritado
3- Indivíduo pouco irritado
4- Indivíduo raramente irritado (Nível de Domínio)
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A modulação permite transitar e estacionar em qualquer
um dos níveis da mesma faixa temperamental, mas não tem
força sufi ciente para transformar o ponto negativo em ponto
positivo. Se a cor do ponto negativo fosse a preta, por exemplo,
o máximo que a modulação conseguiria alcançar seria a
suavização da cor, para um cinza claro. É evidente que uma
modulação trabalhada no modelo bíblico, sob a ação do Espírito
Santo, aproxima-se de uma completa transformação.
Enquanto não chega o dia de nossa glorifi cação contamos
com a preciosa ajuda do Espírito Santo na direção de nossas
vidas. O fruto do Espírito – amor, alegria, paz, longanimidade,
benignidade, bondade, fi delidade, mansidão e domínio
próprio – representa aquilo que Deus deseja de melhor para
cada um de seus fi lhos. O fruto do Espírito é a providência
divina para a completa satisfação do homem interior. Gl
5:22-23.Essas nove forças motivacionais são capazes de modular
qualquer área de nossa personalidade, suprir qualquer
necessidade afetiva e corrigir os mais diversos desequilíbrios
emocionais na natureza humana.
Não importam quais sejam as falhas de uma pessoa, o Espírito
Santo presta auxílio na modulação de todas as defi ciências
e pontos fracos de um indivíduo, desde que ele queira
viver sob o domínio da natureza de Cristo.
A reengenharia da alma, processada pelo Espírito de Deus,
em conseqüência da submissão do homem a Cristo, não destrói
sua individualidade, mas dar ao intelecto uma consciência
maior dos perigos de suas fraquezas particulares, fortalece
o ânimo para prevalecer sobre o pecado e motiva o sentimento
de amor a Cristo, resultando numa modelagem do cristão
à semelhança da natureza de Jesus.
A reengenharia da alma não destrói a liberdade humana.
Quando nos santifi camos, nossa vontade passa a ter atributos
da natureza de Cristo e como resultado temos uma nova
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visão, novos ideais e períodos mais longos de desprazer para
com o pecado.Essa reengenharia também não cria uma maturidade
instantânea, mas possibilita imediatamente níveis
crescentes de amadurecimento, através da santifi cação, numa
magnitude inigualável.
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A reengenharia
da alma
[Modulando as tendências]
capítulo 14

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Sabemos que a queda espiritual alterou completamente
a natureza de todos os seres humanos, tanto no aspecto
constitucional como funcional. Ninguém tem
uma personalidade perfeita, nem uma vida interior perfeita.
Uma pesquisa sobre a personalidade realizada pela Universidade
da Califórnia, em Berkeley (EUA) envolvendo 130.000
voluntários norte americanos e canadenses, de 21 a 60 anos,
revelou que as pessoas podem se reinventar em qualquer estágio
da vida.1 A investigação científi ca enumerou uma lista de
características da personalidade passíveis de mudanças, catalogadas
em diferentes graus:
Mais Fáceis de Mudança
Desorganização
Insegurança - Ansiedade
Impontualidade - Timidez
Média Difi culdade
Pessimismo - Depressão
Temperamento Explosivo
A reengenharia
da alma
[Modulando as tendências]

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Mau Humor Crônico
Instabilidade Emocional
Dependência Psicológica
Grande Difi culdade
Egoísmo
Exibicionismo - Obsessividade
Frieza Afetiva - Comportamento anti-social
Até que ponto o homem pode mudar? Até onde prevalece
o esforço humano em querer mudar? A verdade é que a
essência do homem interior é falha e o seu funcionamento
também.
Só existe mudança real no homem, de forma profunda e
consistente, quando há mudança de natureza. Os renascidos
herdam uma nova natureza, à imagem de Cristo, capaz de
produzir frutos positivos e mudanças signifi cativas no comportamento,
pelo uso correto da racionalidade, afetividade e
vontade.
Acontece que o aspecto funcional dessa nova natureza exige
uma reengenharia no homem interior, uma modulação
onde a mudança de foco, de domínio e de controle de pensamento,
sentimento e comportamento, passe da velha natureza
para a nova, numa combinação de esforço humano e
ação do Espírito Santo. Essa modulação fundamenta-se no
aspecto de uma vida centrada na natureza de Cristo em vez
de uma vida centrada no ego. Essa reengenharia na alma tem
que acontecer por duas razões básicas:
• A natureza adâmica, que resiste à presença
da natureza de Deus, foi educada numa vida
centrada no ego; A reengenharia da alma redireciona
o senhorio da vida para Cristo;
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A vida debaixo do sol A reengenharia da alma
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• A mente renovada possibilita mudanças de
comportamento.
A reengenharia da alma não é uma tentativa de correção
do âmago corrompido, aperfeiçoando-o com novos métodos;
muito pelo contrário. Essa reengenharia redireciona as
faculdades da alma, de uma vida centrada no ego – natureza
adâmica - para uma vida centrada em Cristo – nova natureza
- pela presença e operosidade do Espírito Santo no homem
interior.
Em termos espirituais, o renascido é salvo e tem seu nome
escrito no Livro da Vida Eterna, mas o que acontece com sua
alma? Como o renascido consegue viver debaixo do Sol, carregando
ainda a natureza de Adão, com sua inquietante busca
de felicidade?
Nossas vivências confi rmam ou modulam as tendências de
nossa natureza. Para se viver debaixo do Sol, não basta a existência
de uma boa natureza implantada no homem interior.
Necessário se faz que a mesma processe diariamente pensamentos,
sentimentos e vontades de excelentes parâmetros de
qualidade. Só a Palavra de Deus possui o padrão de qualidade
capaz de reeducar o novo homem na mente de Cristo. É aqui
que entra o esforço humano.

Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para
que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de
Cristo.
I Coríntios 2:16
Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são
da terra.
Colossenses 3:2
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De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que
houve também em Cristo Jesus
Filipenses 2:5
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade,
benignidade, bondade, fé, mansidão,
temperança.
Gálatas 5:22
Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer
como o efetuar, segundo a sua boa vontade.
Filipenses 2:13
Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual
seja avontade do Senhor.
Efésios 5:17
Para que, no tempo que vos resta na carne, não
vivais mais segundo as concupiscências dos homens,
mas segundo a vontade de Deus.
I Pedro 4:2

Infelizmente a velha natureza (adâmica) nos acompanhará
até o túmulo. A alma necessita de ordem, amor e paz, mas a
perfeição desse estado, debaixo do Sol, é uma utopia. A conquista
tem que ser progressiva, a partir de nossa conversão a
Cristo e nunca será total antes da glorifi cação. Até o retorno
de Cristo devemos falar de conversão, modulação e reengenharia
da alma segundo os princípios de Deus.
A reengenharia da alma começa com o despojamento do
velho sistema intrínseco à natureza corrompida. Nossa mente
pode ser renovada, ou seja, os nossos pensamentos, sentimentos
e vontades, podem e devem ser mudados.
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Pensamentos mundanos, sentimentos proibidos e vontade
carnal, devem ser abandonados imediatamente. Os velhos
hábitos precisam ser descartados e os procedimentos carnais
devem ser substituídos pela prática dos princípios bíblicos, no
modelo do novo homem em Cristo.
Pela conversão, o homem recebe uma nova natureza e passa
a ter a chance de reeducar sua vida de acordo com os padrões
bíblicos, tornando possível uma reengenharia de sua alma,
com frutos plenamente satisfatórios. A reengenharia da alma
começa na conversão a Cristo e continua de forma processual
à medida que acontece o despojamento dos velhos hábitos e o
revestimento dos novos, nos padrões de Deus.
O homem precisa renovar sua mente na Palavra de Deus;
aprender a pensar, sentir e decidir segundo Cristo. A natureza
pecaminosa resiste a essa mudança e insiste numa aprendizagem
de conceitos e valores sem Deus.
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Uma vida nova
capítulo 15

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Se você se arrependeu de seus pecados e creu em Jesus
Cristo como seu Salvador e Senhor, você teve uma
transformação radical na sua vida. A maior mudança
ocorrida até a presente data. Assim como aconteceu o milagre
de sua concepção e de seu nascimento físico, assim também
você nasceu de Deus através do milagre de um novo nascimento,
o espiritual. Você agora tem uma nova vida.
Como é essa nova vida? Com Cristo você vai aprender a
viver de uma nova maneira. Antes de nascer do Espírito você
vivia socialmente como cidadão do mundo e espiritualmente
como servo do Império das trevas. A sua identidade era de
fi lho da desobediência e você vivia para fazer a vontade de sua
natureza pecadora, a carnal. (Efésios 2:1-3; João 8:44).
Agora que você é um crente em Jesus Cristo, tem uma
nova identidade: cidadão do Reino de Deus!
Cidadão do Reino de Deus
Quando recebemos a Jesus como Senhor, somos também
recebidos por Deus como fi lhos. Esse é o grande amor de
Deus: Ele nos faz seus fi lhos – João 1:12,13; I João 3:1.
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O Espírito Santo também fala isso em nosso coração. Ele
confi rma que somos fi lhos de Deus e que podemos chamar a
Deus de Pai. Romanos 8:14-17.
Esteja fi rmado naquilo que Deus lhe diz pela Sua Palavra e
pelo Espírito Santo que habita em você. Ele lhe diz que você é
fi lho Dele. O texto de Romanos 8:14-17 nos ensina algumas
coisas sobre isso:
• Um fi lho de Deus é guiado pelo Espírito de
Deus.
• Antes de conhecermos a Jesus, nós éramos
fi lhos da desobediência, guiados pela vontade
da natureza adâmica e não pela vontade
da natureza de Deus. Agora, como fi lhos de
Deus, não devemos andar mais na vontade
da natureza carnal, mas na vontade da natureza
de Deus implantada em nós. O crente
anda na vontade de Deus, obedecendo à Sua
Palavra e sendo dirigido pelo Espírito Santo.
• Um fi lho tem liberdade e intimidade com o
seu pai.
• Toda a sua vida deve ser apresentada a Deus.
Viva em intimidade como Ele pela oração e
pela confi ança que Ele lhe recebe e lhe ouve
com muito amor. Chame-o de Pai Celestial.
Você pode ter certeza que Ele lhe ama e cuida
de você como um pai perfeito que nunca
lhe abandona.
• Um fi lho é herdeiro de tudo de seu pai.
• Juntamente com Jesus, somos herdeiros de
Deus. Tudo que Jesus conquistou e recebeu
do Pai Celestial também pertence a nós. Por
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isso mesmo em meio às maiores difi culdades
podemos continuar na fé, pois assim como
Jesus venceu, nós também venceremos. Toda
a vitória de Cristo pertence àqueles que se
mantém em obediência a Deus. Na volta de
Jesus à Terra, seremos recompensados com
nossa herança espiritual.
Se alguém lhe perguntar hoje: "quem é você?", você pode
responder com toda segurança e alegria: Eu Sou um discípulo
de Jesus Cristo, um Filho de Deus e cidadão do Reino! Sim,
você é um fi lho de Deus porque nasceu de Deus no momento
em que creu em Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor.
Sua Nova Maneira de Viver
Quando estávamos sem Jesus vivíamos de acordo com a
natureza do pecado. Também vivíamos da nossa própria capacidade
e força. A nossa confi ança estava em nós mesmos.
Quando pensávamos em Deus sempre achávamos que era necessário
fazer alguma coisa para que Ele fi casse a nosso favor.
Enfi m, tudo dependia de nós ou do destino. Na verdade estávamos
perdidos.
Agora, que conhecemos a Jesus, não vivemos mais pela nossa
capacidade e força pessoal. Também não vivemos mais levados
pelo destino e nem vivemos mais de fazer a vontade da carne.
Como cidadãos do Reino de Deis, vivemos a nova vida
por meio da fé - Romanos 1:17. Nessa nova modalidade de
vida, pela fé, o que vale é o que Deus diz em Sua Palavra. Isso
signifi ca duas coisas:
Viver pela fé é Obedecer a tudo que o Senhor fala na Sua
Palavra.
Aquele que crê em Jesus como Senhor vive em obediência.
Crer, no sentido bíblico, signifi ca obedecer a Deus, praticar
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a sua Palavra, fazer o que Ele manda seja qual for a situação e
seja qual for o preço a pagar. Hebreus 11:8; Tiago 2:14-23.
Viver por fé é saber que tudo que o Senhor fala na Sua
Palavra é verdadeiro.
Quem não vive por fé é sempre dependente das circunstâncias
para estar alegre ou triste, para ter vitória ou derrota,
para ter ânimo ou desânimo. Mas aquele que vive por fé não
depende das circunstâncias, pois mesmo em meio às situações
mais adversas, consegue permanecer fi rme naquilo que o Senhor
Jesus diz – Habacuque 3:17-19.
Crer é permanecer fi rme naquilo que Deus diz, mesmo:
• Quando todas as vozes do mundo falam outras
coisas;
• Quando as evidências dizem o contrário;
• Quando parece que as promessas estão demorando
a se cumprir;
• Quando não vemos nada que esteja confi rmando
o que Deus diz – Hebreus 11:1. A fé
habilita o crente a ter uma certeza espiritual
de que Deus é verdadeiro.
Esteja onde estiver, debaixo do Sol, você estará vivendo
numa nova dimensão de vida, porque agora é cidadão do
Reino de Deus.

Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando
viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de
Deus não vem com aparência exterior; nem dirão:
Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está
dentro de vós.
Lucas 17:20-21

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Vida com
propósito
capítulo 16

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Existe um plano divino para cada ser humano?
Vivemos para nós mesmos ou vivemos para Deus?
Qual é a nossa missão? Qual o Projeto de Deus para
nossa vida?
Porque estamos aqui? Estamos fazendo a coisa certa?
Quanto já realizamos do propósito que Deus nos confi
ou?
O projeto de vida de um homem deve começar no discernir,
o mais cedo possível, sua vocação ministerial, e em
seguida reunir todos os esforços para viver esta vocação todos
os dias de sua vida.
Tudo que existe diante de nós tem um propósito. Todas
as coisas que criamos têm uma fi nalidade: escolas, instituições,
lojas, indústrias, objetos, carros, livros, roupas,
computadores, sejam grandes ou pequenos, complexos ou
simples, existem para atender um propósito. Na verdade,
quando criamos alguma coisa estamos simplesmente imitando
o nosso Criador.
Deus fez todas as coisas para determinados fi ns. Os seres
humanos foram criados por Deus com um propósito. Como
bem disse Rick Warren, Deus nos trouxe a existir com um
Vida com propósito

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A vida debaixo do sol Vida com propósito
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objetivo. Para cada pessoa há um chamado, uma convocação
no sentido de um desígnio a cumprir.
O fato lamentável é que podemos usar algumas coisas em
propósitos errados. O telefone celular, por exemplo, utilizado
indevidamente como peso para papéis, num escritório; uma
geladeira como armário de bugigangas, um chapéu como objeto
de decoração, etc. Infelizmente muitas pessoas estão
vivendo assim. Por não saberem os propósitos de Deus e não
identifi carem a vocação mais profunda, gastam boa parte ou
toda a vida fora do centro da vontade de Deus.
Uma pesquisa da Galup Organization realizada em onze
regiões metropolitanas brasileiras, sobre o engajamento da
força de trabalho, revelou que 79% dos profi ssionais não estão
engajados profi ssionalmente; 61% não estão psicologicamente
comprometidos com as organizações em que trabalham e
18% mostram uma atitude negativa com relação ao trabalho
e ao empregador. (Revista Vencer – nº 89 – Fevereiro/2007
-pág 13).
Mais cedo ou mais tarde aqueles que vivem sem Deus e
com propósitos errados, sofrerão drasticamente de confl itos
emocionais e existenciais. Além disso, muito do que era possível
ser feito, se as pessoas certas estivessem nos lugares certos,
não acontecerá. Quem lucra com isso?
A maioria de nosso povo não compreende bem o que seja
vocação. E dentre os que dominam o assunto, há um grupo
que não diferencia entre vocação natural e espiritual. Muitos
cristãos sinceros desconhecem completamente o plano de serviço
que Deus tem para suas vidas, por isso vivem sem propósitos
ou com propósitos errados. Uma boa parte da igreja
contemporânea é formada por membros ativos, enquanto que
outra permanece indefi nidamente em estado de espera.
Talvez haja uma série de motivos capazes de explicar porque
milhares de cristãos ungidos, potencialmente competen-
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tes e com todos os requisitos necessários para um grande ministério,
estejam inativos dentro dos templos religiosos. Creio
que uma das fortes razões que tem impedido o crescimento
pessoal e do Corpo de Cristo seja a falta de conhecimento
bíblico adequado sobre vocação.
Muitos servos de Deus continuam desprovidos de crescimento
espiritual por falta de um investimento adequado em
suas respectivas áreas vocacionais.
O conceito de vocação é profundo e tem um amplo sentido
existencial - psicológico e espiritual. O termo vem do
latim, vocare, que quer dizer "chamado". Este chamamento é
geralmente entendido como ligação profi ssional do indivíduo
com uma tendência de vida, a ponto de suas ações e escolhas
serem vistas como resultados de algo predeterminado. Acontece
que vocação é muito mais do que uma profi ssão bem
sucedida ou adequação psicológica ao trabalho.
A vocação é um chamado que vem de Deus para o coração
do homem. Ao atender esse chamado, percebe-se que há uma
harmonia entre o sentir, o querer, o conhecer e o fazer.
Nós cristãos, somos tanto Homo-Psíquicos como Homo-
Pneumáticos. De Adão herdamos uma vocação anímica e de
Cristo, uma vocação ministerial, em processo de descoberta,
aprendizado e crescimento.
Vocação Natural
A vocação natural é aquela em que a pessoa se sente realizada
em alguma atividade secular. No sentido comum o
homem pode ter a vocação natural para ser um advogado,
médico, professor, comerciante, etc. A vocação natural está
relacionada com o nosso perfi l psicológico e existencial. Ela
permite a combinação entre tendência e aptidão. O vocacionado
trabalha em algo que atende aos desejos e aspirações
pessoais.
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Vocação Ministerial
O Chamado ministerial é diferente de desejos e aspirações
comuns. Também difere de oportunidades e conveniências
que a vida apresenta de vez em quando.Vocação ministerial
é um chamado interno silencioso e específi co para ser um
discípulo de Cristo.
A vocação, no sentido espiritual, é um convite a reordenar
toda a nossa vida colocando Jesus no centro. Na vocação
espiritual encontramos a inspiração para escolher um novo
estilo de vida, a força para perseverar neste caminho e a alegria
para servir no Reino de Deus num ministério específi co.
Vocação ministerial é o chamado para servir a Deus, ao
próximo e à igreja, em alguma atividade especifi camente relacionada
à vida cristã.
Esta vocação pode acontecer conjuntamente com o chamado
à conversão ou sucedê-lo imediatamente. Não existe
vocação para salvação sem a vocação para o serviço cristão,
assim como não existe vocação para o serviço cristão sem o
chamado para a salvação.
É o Senhor Deus quem tem a iniciativa do chamado ministerial,
mas Ele respeita a nossa liberdade. Compete a cada
pessoa escutar seu chamado e fazer seus os desejos de Deus.
Assim, a vocação é o apelo de Deus que se manifesta nas
nossas inclinações mais profundas e nos nossos desejos mais
autênticos. A nossa livre resposta ao chamamento de Deus é
o que dá sentido e dignidade à nossa existência, além de permitir
o crescimento Teomático.
Quem atende a esse chamado íntimo, certamente desempenhará
suas atividades vocacionais com bom ânimo e
disposição, acima de tudo pelo prazer de fazer a vontade do
SENHOR. O ideal seria que todo ser humano ouvisse e atendesse
a esse chamamento, o que resultaria em satisfação pessoal
e enormes benefícios para o Reino de Deus.
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Todos os seres humanos são chamados para servir, em áreas
diversas, dentro do Reino, em favor da sociedade.
Mesmo que a voz celestial utilize os mais diferentes meios
à disposição da soberana vontade de Deus, tais como profecias,
sonhos revelados e outros meios, o chamado sempre
soará como uma voz inconfundível no íntimo do homem.
A vocação ministerial é acima de tudo uma convocação de
Deus para fazermos a sua vontade. E fazendo a vontade de
Deus seremos abençoados.
O ser humano nasceu para realizar
a sua vocação
O que impede nossa vida de fl uir? Quando fl uímos nos
sentimos motivados, superamos obstáculos e percebemos
nosso progresso. Quando fl uímos a vida passa a ter um sentido
maior e o nosso ministério é visto como algo prazeroso
e frutífero, apesar das lutas e difi culdades comuns a todos os
homens que querem vencer.
Mas, nem sempre é assim. O que impede sua vida de fl uir
na correnteza da realização? Você pode simplesmente estar pegando
a onda errada. Por um motivo qualquer, diante de tanta
pressão num mundo freneticamente em processo de mudança,
na sua busca pelo sucesso, você não parou para questionar
qual é a sua onda.Para fl uir na vida não basta ter competência
e um propósito, é preciso saber discernir o movimento que
tem a ver com a nossa vocação e seguir com ele, equilibrandose
e adaptando-se aos movimentos da correnteza.
Lamentavelmente muitos cristãos piedosos estão surfando
na onda errada. Investem anos de vida e depois percebem que
não fl uíram porque estavam na onda errada. Entrar por um
caminho que não seja o da nossa vocação ministerial não leva
ninguém à realização, mas à decepção, sentimento de fracasso
e sofrimento.
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Se todos conhecessem e se submetessem ao projeto de vida
que Deus tem para cada ser humano, com certeza o mundo
seria diferente. Haveria realização pessoal e frutifi cação ministerial,
prazer e progresso.
Infelizmente a humanidade continua desconhecedora da
vontade divina, dedicando-se exclusivamente à vocação natural
ou à simples sobrevivência.
Vocação ministerial e vocação natural têm suas afi nidades,
mas são realidades distintas assim como sobreviver e viver
também são experiências completamente diferentes.
A vida tem um propósito, um sentido, uma missão. Viver
com propósito no Reino de Deus é viver a vocação ministerial.
É ser um instrumento consciente da vontade divina.
Seguir a vocação é vivenciar
o próprio destino
Qualquer pessoa tem uma tendência natural a um destino.
A vocação é um chamado íntimo que inclina o indivíduo a
um destino.
Discernir a vocação é fundamental, mas não sufi ciente; é
preciso atender ao chamado e avançar no caminho proposto.
Se você discerne à própria vocação e atende ao seu chamado,
acaba dando um destino a si mesmo. Se você, porém, por
alguma razão, se recusa a seguir a própria vocação - o próprio
chamado – o curso de sua vida será dado por outra voz. Foi
assim no Éden...
Satanás, o arquiinimigo, tratou de redirecionar o curso
da vocação de Eva e de Adão para um destino fatal. Sua
voz trouxe dúvidas sobre a trajetória que estavam seguindo
e ao mesmo tempo apresentou novas perspectivas de vida
(?). Uma vez que o homem foi criado com direito de escolha,
com livre arbítrio, a investida de Satanás foi no sentido de
tirá-lo do curso de sua vocação. Sua estratégia foi o uso da
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voz, a conversa, o diálogo, utilizando uma linguagem aparentemente
verdadeira, mas de fundo mentiroso, com engano
e sedução, induzindo o homem a não atender ao chamado
Divino, mas escolher seu próprio destino, uma vida independente
de Deus. A proposta de Satanás era: Sigam outra vocação!
Ouçam a minha voz!
Por alguns momentos, Eva, estava diante de dois chamados,
duas convocações, duas vozes. Deveria permanecer fi el à
convocação Divina ou mudar a trajetória da vida, ouvindo e
seguindo outra voz?
Ao dar ouvidos ao Diabo, o primeiro casal desobedeceu a
Palavra de Deus, caiu em pecado, abandonou sua vocação e
perdeu seu estado de glória. O simples desviar-se do caminho
da vocação traz prejuízos enormes para o homem e algumas
dessas perdas são irreversíveis, por isso a vocação deve ocupar
uma parte muito importante de nossa vida.
Todo ser humano precisa conhecer a sua vocação, de modo
que a partir daí seja possível fazer esforços convergentes na direção
de seu chamado. O maior valor desse conhecimento é
que ele permite uma melhor e mais fi rme objetivação dos seus
esforços pessoais, sociais, profi ssionais e espirituais.
Sabendo qual é sua vocação, você se torna capaz de fazer
o máximo do que depende exclusivamente de você para que
sua vida esteja no centro da vontade de Deus, tenha sentido
e dê certo.
Naturalmente falando, é possível notar que, com ou sem
dinheiro, com ou sem saúde, as pessoas são contentes ou descontentes.
As contentes são as que, de alguma maneira, conseguiram
permanecer fi éis às próprias vocações; as infelizes, as
que seguiram por outro caminho.
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Uma missão
de vida
capítulo 17

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O cidadão do Reino tem um chamado, uma missão:
levar a presença de Deus para as outras pessoas!
Todo ser humano tem um duplo chamado de
Deus:
Chamado para ser um discípulo de Jesus Cristo.
(SALVAÇÃO)
Chamado para fazer discípulos de Jesus Cristo.
(MISSÃO)
O Deus da Bíblia é um Deus de amor que se dá a conhecer.
O Senhor do Universo tem se utilizado de inúmeras maneiras
para se tornar conhecido entre todas as pessoas do planeta. A
criação, as Escrituras, a vida de Jesus Cristo e o testemunho
da Igreja são os principais meios da revelação divina.
Como o mundo pode conhecer a Deus? Através de suas
testemunhas. Os discípulos de Jesus Cristo são as testemunhas
autorizadas a divulgar o conhecimento de Deus sobre
a face da Terra (At 1:8). Pelo testemunho dos discípulos de
Jesus todos os homens poderão dar ouvidos à Palavra de Deus
e serem salvos.
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Você é chamado para ser
e para fazer
Nossa vocação implica no que somos e no que fazemos.
Em Cristo somos uma nova criatura, fi lhos de Deus, chamados
para um novo modo de viver. Somos chamados para seguir
a Cristo como nosso Mestre, Senhor de nossa vida. A
recompensa maior ao atendermos a esse chamado chama-se
salvação. Em Cristo somos salvos. Mas, a nossa vocação não
está completa somente no chamado para sermos seguidores
de Jesus Cristo.
A segunda parte de nossa vocação relaciona-se com a nossa
missão, o que fazemos na qualidade de discípulos. Somos chamados
para fazer novos discípulos. Através do nosso testemunho
conseguimos atrair pessoas para Cristo. Quem é discípulo
de Jesus Cristo é vocacionado para servir no Reino de Deus
como testemunha fi el, a fi m de que o mundo conheça Jesus e
seja salvo por Ele. A recompensa maior ao atendermos a esse
segundo chamado de Deus chama-se galardão. No mundo vindouro
os que trabalharam para Cristo (fazedores de discípulos)
serão recompensados pelo esforço e dedicação. Todo trabalhador
é digno do seu salário. (I Timóteo 5:18; I Coríntios 3:8).

Se, pois, o faço de vontade própria, tenho recompensa;
mas, se não é de vontade própria, estou apenas
incumbido de uma mordomia.
I Coríntios 9.17
Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa,
para retribuir a cada um segundo a sua obra.
Apocalipse 22.12

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Em nossos relacionamentos interpessoais ou no mundo
dos negócios, difi cilmente damos crédito a alguém sem um
prévio conhecimento de sua pessoa. Porém, quando um amigo
nos apresenta e recomenda, passamos a considerá-lo de
outro modo. O mesmo se dá em relação a Jesus Cristo e suas
testemunhas. Os homens têm muitos preconceitos em relação
a Deus, e as razões são diversas. No entanto as testemunhas de
Cristo estão em lugares estratégicos para revelar ao mundo a
pessoa majestosa e sublime que é o Salvador da humanidade
e Senhor da vida.

Como, pois, invocarão aquele em quem não creram?
E como crerão naquele de quem não ouviram?
E como ouvirão, se não há quem pregue. E como
pregarão se não forem enviados? Como está escrito:
Quão formosos são os pés dos que anunciam a paz,
dos que anunciam coisas boas!
Romanos 10.14-15.

Se você é um discípulo de Jesus Cristo, saiba que os seus
pés anunciam a paz, e onde eles estiverem será o lugar de testemunhar
de Cristo.
Quando o homem atende ao chamado de Deus para ser
um discípulo e para fazer discípulos de Cristo, perceberá que
sua vida passou a ter um propósito.
Testemunhando
A expressão testemunha é usada comumente para aquela
pessoa que viu ou ouviu algo, sendo chamada para manifestar
ou revelar sobre o que testemunhou. No Novo Testamento,
a palavra testemunha é a tradução do termo grego martyria,
que signifi ca aquele que faz ou diz o testemunho.
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Um exemplo de testemunha de Cristo é Lázaro, aquele que
foi ressuscitado. O Evangelho de João relata que uma grande
multidão vinha para ver a Lázaro, que fora ressuscitado dentre
os mortos, e que os principais sacerdotes decidiram, então,
matar também a Lázaro, pois por causa dele muitos dos judeus
criam em Jesus. João 12.10-11. Lázaro, por meio de seu
testemunho, infl uenciava muitos judeus a se voltar para Jesus.
Esta é a nossa missão, ser uma testemunha viva da ação de
Jesus Cristo em nossa vida. Falar às pessoas de nosso "novo
nascimento" pelo poder de Jesus.
Tal como Lázaro, todo cristão já foi ressuscitado dentre
os mortos; todos nasceram de novo, são novas criaturas. Este
novo nascimento precisa ser contado para as pessoas de modo
que muitos possam se maravilhar do milagre da "ressurreição"
de um novo homem e assim aproximarem-se de Jesus.
Jesus revela que o sentido da verdadeira vida é o conhecimento
de Deus e de sua própria pessoa.

Ora, a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único
Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
João 17.3-4.

Os homens destituídos do conhecimento de Deus estão privados
da verdadeira vida, sobrando-lhes apenas uma subvida que
culminará numa condenação eterna. Deus, por meio de Cristo,
desceu até aos homens para salvá-los e elevá-los à condição de
fi lhos e não apenas a uma condição de criaturas conhecedoras
de Deus. Você já parou para pensar no que isto signifi ca?
Relacionamento
O conhecimento de Deus vem de um relacionamento que
se experimenta. Conhecer a Deus é conhecê-lo como um
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Deus pessoal, que nos ama, adentra em nossa história, estabelece
o diálogo conosco e responde às nossas petições. Esta
relação especial de mútuo conhecimento e experiência vêm
pela fé. A fé cria uma relação entre Deus e o homem.
As testemunhas de Cristo devem conhecer a Deus intimamente
para poderem falar Dele de modo atrativo, demonstrando
às pessoas a possibilidade de um relacionamento com
Deus.
O propósito de Deus ao enviar seu Filho Jesus era que
o mundo inteiro experimentasse seu amor e salvação. Deus
enviou o seu Filho ao mundo para que o mundo fosse salvo
por ele. João 3.17. O evangelho de João trata do alcance do
evangelho, usando várias vezes o termo mundo e deixando
claro que os discípulos são as testemunhas dos propósitos de
Deus para toda a sua criação caída. João também registra a
oração de Jesus: Como tu me enviaste ao mundo, eu os envio
também ao mundo. João 17.18. Esta passagem mostra que a
missão de Jesus deve ser continuada pelas suas testemunhas.
Ser testemunha de Cristo não signifi ca ser um evangelista.
Deus chamou de forma diferenciada milhões de pessoas diferentes,
capacitando-as também de forma diferenciada com
dons. Todo cristão deve evitar cometer o erro da projeção de
dons, ou seja, esperar que o outro que não tem determinado
dom comporte-se como se o tivesse. Nem todos são evangelistas,
nem todos são profetas. Cada cristão deve somar esforços
no cumprimento da evangelização mundial, contribuindo
com o dom que recebeu para a salvação das pessoas.
Todo cristão deve servir no Reino, como testemunha de
Jesus Cristo, exatamente no lugar que o Senhor designou para
que estivesse ali. Os dons apontam para o nosso ministério;
são sinalizadores do tipo de trabalho e missão que temos que
fazer.
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Missão
A nossa missão debaixo do Sol relaciona-se com o nosso
crescimento em direção ao próximo. Aquilo que fazemos com
o propósito de servir à humanidade no tempo presente, deixando
uma herança para a geração futura.
Se você morresse hoje como seria lembrado? O que deixaria
de referencial, de modelo, de patrimônio, de herança para
a humanidade?
Há 5 perguntas que ajudam a discernir nossa missão específi
ca dentro da grande comissão instituída por Jesus Cristo.
O que eu sei fazer? Voz da razão – Conhecimentos, Talentos,
habilidades e dons.
O que eu gosto de fazer? Voz da motivação - Prazer, satisfação.
O que é preciso fazer? Voz da Percepção do Dever - Necessidades
ao meu redor.
O que é correto fazer? Voz da consciência moral.
O que dá sentido fazer? Voz do coração - Realização existencial.
O ponto comum, de intercessão das respostas, aponta para
a nossa missão específi ca dentro da Grande Comissão de Jesus.
Algo que devemos fazer, em nome de Jesus Cristo, para o
bem das pessoas ao nosso redor.
Testemunhas Poderosas
As últimas palavras de Jesus antes de sua ascensão junto
ao Pai foram: "... mas recebereis poder, ao descer sobre vós o
Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém
como em toda a Judéia e Samaria e até aos confi ns da
terra. Atos 1.7-8.
Os discípulos foram credenciados como testemunhas de
Cristo. Esse testemunho se dá sob o governo do Espírito Santo.
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É o Espírito de Deus quem nos outorga as condições de ser
testemunhas de Cristo.
Os discípulos têm a missão de representar Jesus aqui na
Terra, testemunhando com palavras e atos a pessoa de Jesus
Cristo. Testemunhar signifi ca também realizar as obras que
Jesus fez quando aqui esteve há dois mil anos. Nossas mãos
devem representar as mãos de Jesus Cristo. Quando falamos,
pregamos ou ensinamos sobre Deus, estamos ministrando no
nome de Jesus. Somos de fato o meio de ação visível de Jesus
Cristo no planeta, por isso necessitamos do mesmo potencial
que o Senhor tinha sobre si quando curava os enfermos e
expulsava os demônios. Este potencial vem sobre o discípulo
com o revestimento de poder do Espírito Santo e continua
com a manifestação dos dons espirituais.
O discípulo é ungido pelo Espírito Santo para curar os
enfermos, dar vista aos cegos e pôr em liberdade os cativos.
Aquele que segue a Cristo busca o poder do Espírito para ser
capacitado no serviço cristão, fazendo o uso adequado dos
dons espirituais em sua vida, testemunhando fi elmente sobre
Jesus. Deseja sempre mais de Deus, não para guardar, mas
para abençoar outros. Sai para consolar os quebrantados e salvar
os perdidos, conquistando vidas e conduzindo-as a um
discipulado autêntico.
Somos ungidos com diversas capacitações espirituais para
cumprirmos fi elmente nossa vocação de fazer discípulos entre
todos os povos. Cada lugar tem desafi os peculiares. Somente
o poder do Espírito Santo confere a capacitação de resposta
correta aos mais variados desafi os, levando às pessoas o conhecimento
de Cristo, nos diversos segmentos da vida.
Todo discípulo sabe que a unção se renova pelo uso, pelo
movimento de dar e receber, receber e dar. Quando recebemos
o óleo fresco da unção e o repassamos ao próximo, pelo
fi el testemunho de Cristo, Deus continua derramando um
novo fl uir do Espírito sobre nossa vida e ministério.
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Saiba que você, na qualidade de discípulo de Jesus Cristo,
é chamado para fazer novos discípulos, testemunhando às
pessoas sobre o amor de Deus, no poder do Espírito Santo.
Conclusão
Debaixo do Sol, no mundo natural, vivemos pela busca
existencial herdada de Adão. Debaixo do Sol, mas no Reino
de Deus, vivemos pelo crer e obedecer a tudo que o Senhor
diz na Bíblia, Sua Palavra. Somos guiados pelo Espírito de
Deus e pela Bíblia Sagrada. Nossa missão é fazer a vontade de
Deus e sermos Suas testemunhas na Terra.
Ao atender o chamado de Deus você se torna um missionário
e sua vida se enche de signifi cado. Outras pessoas serão
abençoadas pela sua instrumentalidade, por isso:
Seguir a Cristo é o mais extraordinário projeto
de vida debaixo do Sol.
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Você chegou ao fi nal dessa leitura. Parabéns!
O Maior e Melhor presente oferecido por esse livro é
a oportunidade de estudar a Bíblia Sagrada e conhecer
a Jesus como nosso Salvador e Senhor.
Se você reconheceu seus pecados, arrependeu-se deles e
entregou sua vida a Jesus Cristo, saiba que Aquele que tudo
pode ouviu sua oração e viu sua atitude. Seus pecados foram
perdoados e o seu nome foi escrito no Livro da Vida Eterna.
Você foi selado com o Espírito de Deus e nasceu espiritualmente.
Agora você tem uma nova natureza, é uma nova pessoa,
um verdadeiro fi lho de Deus.
Queremos convidar você para participar das reuniões da
igreja, a fi m de que seu crescimento espiritual seja uma realidade.
Somos uma comunidade de pessoas como você. Temos
falhas e problemas, mas também nos arrependemos de nossos
pecados e nos tornamos crentes em Jesus Cristo, recebendo-
O como nosso Salvador e Senhor. Será um grande prazer
recebermos em nosso meio mais um amado fi lho de Deus e
irmão nosso. Seja bem-vindo! A Casa é o do Pai, a Casa é sua
também!
Benne Den
Notas:
1Introdução ao Aconselhamento Bíblico – John E. Mac Arthur – Hagnos
1 ª ed. - 2004 - Pág 260
Epílogo

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Bíblias
Bíblia 98 – Freeware
Bíblia Sagrada Gratuita 4.4 – Atualizada © 2003 Eliseu F. A. Jr.
Livros
Adams, Jay e – Conselheiro Capaz – Editora Fiel – 7ª Edição –
1993.
Balen, Frei Claudio Van – Dinâmica Religiosa e Construção do Ser
Humano. Ensino Religioso Escolar – Revista de Educação Aec, nº
88. Charbel Gráfi ca e Editora Ltda. Brasília, DF – 1993.
Bolt, Martin – David G. Myers – Interação Humana – Edições
Vida Nova – 1ª Edição – 1989 – São Paulo.
Bock, Ana M. Bahia, & Furtado, Odair, & Teixeira, Maria de
Lourdes T. Psicologias: Uma Introdução Ao Estudo da Psicologia. São
Paulo, Editora Saraiva.
Broger, John – Autoconfrontação – Biblical Counseling Foundation
– 2ª Edição – 1996 – California (USA) – Seminário Bíblico Palavra
de Vida – São Paulo – SP.
Cruz, Therezinha M. L. Da. – Prática de Educação Religiosa. São
Paulo: Ftd, 1987 – Por Onde Começar?
Bibliografia

A vida debaixo do Sol.indd 173 01.08.07 16:48:36
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Rudio, Franz Victor – Orientação Não Diretiva na Educação, no
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Ruthe, Reinhold – Prática do Aconselhamento Terapêutico – Ed. Luz
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Ruthe, Reinhold – Aconselhamento – Como Se Faz? Ed. Luz e Vida
– 1ª Edição – 1999.
A vida debaixo do sol Bibliografia
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Stamateas Bernardo e Daniel Bravo – Apostila Sobre Ministério de
Libertação – Argentina.
Viesser, Lizete Carmem – um Paradigma Didático Para o Ensino
Religioso. Ed. Vozes, Petrópolis, RJ.– 1994.
Wadsworth, Barry J. Inteligência e Afetividade na Criança na Teoria
de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1992.
Wilson, Sandra D. – Vida Restaurada – 1ª Edição – Traduzido Por
Cláudia Moraes Ziller de Faria – Ed. Betânia – Belo Horizonte
– MG. 2004.
A vida debaixo do sol Bibliografia
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Esta obra foi composta
na fonte Adoebe Garamond , corpo 12, ITC Novarese , corpo 20
sobre papel Off-set 75g/m2 e capa sobre cartão Supremo 250g/m2
impressa pela Grafi ca e Editora Viena
Ceará, Brasil, Inverno de 2007
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A Vida Debaixo do Sol - Benne Den
A Vida Debaixo do Sol - Benne Den.jpg
 
Este livro ilumina nossa compreensão sobre os anseios do homem e as diferentes trilhas seguidas em busca da felicidade; mostra que todas as propostas oferecidas pelo mundo são como correr atrás do vento; por fi m apresenta o Plano de Deus para o homem, capaz de trazer inúmeros benefícios aos diversos segmentos da vida, suprindo signifi cativamente nossas necessidades.
 
Boa leitura
Abraços
 

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