FERIADO COM UM VAMPIRO III
Holiday With a Vampire
Linda Winstead Jones
Pégasus Lançamentos
01 - Pôr do Sol
Linda Winstead Jones
Disponibilização do inglês e revisão final: Leniria
Tradução Mecânica: Soryu
Revisão: Silvia Helena
Formatação: Serenah e Leniria
Informação da antologia Feriado com um vampiro III
01 - Pôr do Sol - Linda Winstead Jones (distribuído)
02 - Nada como um Natal com um vampiro - Lisa Childs (revisão final)
03 - Desembrulhado - Bonnie Vanak (na lista)
Antologia em revisão com o grupo Pégasus Lançamentos
O Natal começa à meia noite...
E depois que você for visitado por estes homens sensuais, você descobrirá o significado verdadeiro da estação nestes deslumbrantes contos de amor.
Sinopse
Depois de se distanciar de um policial muito atraente, a vampira Abby Brown descobre querer só uma coisa de Natal - Leo Stryker.
Mas quando uma investigação de assassinato arrisca sua vida, pode ser ela quem dará a ele um presente...
PÔR DO SOL
Linda Winstead Jones.
Leitor querido,
"Pôr do sol" é minha primeira história de vampiro. Eu apreciei escrevê-la tanto que eu não penso que será a última.
Há muito tempo atrás enquanto eu estava almoçando com amigos escritores, nós conversamos sobre livros e negócios em geral. De alguma maneira a conversa girou ao redor de vampiros. (Nestas reuniões qualquer coisa e tudo é jogo justo.) Eu estava dizendo a eles que nunca havia escrito uma história de vampiro e provavelmente nunca escreveria. Então, de alguma maneira, comecei a conversar sobre como a história poderia ser como se já entrasse de cabeça.
E dali em diante, Abby e Leo estavam falando comigo. As pessoas frequentemente perguntam de onde as idéias vêm, e é normalmente difícil de descrever. Mas este aqui é fácil. "Pôr do sol" saiu de uma conversa casual sobre chá gelado e um BLT.
Abby e Leo vivem em um mundo diferente. Seu mundo é mais escuro que o meu; há muito em jogo. Eu espero que você goste de ler sua história.
Linda
Para Danniele Worsham e Marilyn Puett,
"Crianças" que eu nunca pensei ter.
Que o futuro de vocês seja brilhante!
CAPÍTULO 1
O repicar das batidas do coração subjacentes. Odores tentadores e impulsos primitivos negados. Era uma noite como milhares de dezenas de milhares de outras.
Abby permaneceu atrás do balcão polido do bar, enxugando uma jarra de cerveja até que esta brilhou como os copos alinhados em uma fila atrás dela. Ela estudava os clientes, vigiando-os sutilmente do mesmo modo que uma galinha de mãe faria, se bem que, quem a conhecesse bem sabia que não poderia ser confundida com uma pessoa atenciosa. Do outro lado do bar várias mesas redondas estavam organizadas ao redor da pista de dança pequena que estava cheia de uma mistura de vampiros e humanos, regulares em sua maioria. As coisas estavam quietas hoje à noite, como nas terças feiras frequentemente eram. A sexta feira e sábado eram outra história; os finais de semana raramente eram o que alguém chamaria quieto.
Os vampiros ali, claro eram intensamente conscientes dos humanos em seu meio. Sedentos como eram, tentados como eles poderiam ser pelo cheiro de sangue fresco e carne viva e a constante e suave batida de corações debaixo de uma dúzia de peles mornas, eles não tinham permissão para caçar a cera de dez milhas de lugar de Abby, e eles eram expressamente proibidos de para tomar a vida de um de seus clientes. Ela era a mais velha na cidade, e eles a respeitaram e até temiam, a força adquirida com séculos de sobrevivência em um mundo não hostil. Não existia nenhuma hierarquia oficial, nenhuma posição designada. Ela era a mais forte entre aqueles que estavam ali, e por isso a assumiu.
Abby fez seu melhor para mostrar aos de sua espécie que quisessem escutar que não era necessário tomar vidas a fim de sobreviver. Ela não era bondosa e não sentia nenhum carinho especial pelos humanos, mas lógica dizia para ser cautelosa e convencer aos outros da necessidade. A existência dos vampiros seria melhor se não existisse uma série constante de mortes, de humanos drenados para explicar Além disso, por que matar quando você podia beber satisfatoriamente, tocar em uma mente fraca e fazer seu doador esquecer, e continuar sua vida no mesmo lugar por muitos anos sem medo de serem descobertos? Só o mais estúpido, fora de controle, mataria sua presa.
Os humanos que passavam, conversavam e riam no bar de Abby não tinham nenhuma idéia que eles bebiam próximos a monstros, o material de pesadelos fantásticos. Assim é como deveria ser. A maioria deles vivia no bairro, mortais cegos para o fato de que alguns dos outros clientes em seu bar favorito nunca bebiam realmente o uísque ou a cerveja colocado diante deles. Eles não achavam estranho que os dois grupos nunca se misturavam, existia uma invisível e impenetrável barreira entre eles. O instinto lhe impediu de fazer gestos amigáveis em direção aos vampiros; a preservação própria inata evitava também muitas perguntas. Eles bebiam, às vezes demais. Eles pagavam, riam e deixavam as dificuldades do dia para trás. E eles escutavam a música de Remy.
Remy tocava piano no palco, o passar dos dedos com a facilidade adquirida por mais de duzentos anos de prática. O piano propriamente não era nada especial tinha sido comprado por um preço menor de um professor de piano que se aposentou, mas nas mãos de Remy se tornava especial. O jazz era seu estilo favorito, nas horas que o Bar Pôr do sol era aberto ao público ele tocava para os frequentadores. Country e rock clássico, na maioria das vezes, mas sempre com um toque de jazz que ele amava. Ninguém tocava "Blues" como Remy e ele podia fazer a casa vir abaixo com "Swett Home Alabama." No momento Remy usava o sobrenome Zeringue, mas como Abby, ele mudava frequentemente mudava o sobrenome.
Abby viveu em muitos lugares diferentes ao longo dos anos. Grandes cidades, cidades e aldeias pequenas, cabanas nas montanhas, uma caverna, se bem que não por muito tempo e uma ou duas fazendas isoladas. Budding Corner, Alabama, era uma cidade de tamanho mediano, mas grande o suficiente para manter seus negócios lucrativos, mas pequena o suficiente para não ser infestada por vampiros renegados, que normalmente preferiam o anonimato e a zona de alimentação de uma volumosa cidade grande. Aqui o ar era limpo, o que era um conforto para seu nariz sensível. Os dias eram tranquilos e os residentes eram de fácil convivência e cuidavam de suas próprias vidas. O que mais ela podia pedir?
Quando a porta móvel do bar se abriu, quase todas as cabeças se viraram para ver que quem estava entrando como sempre faziam quando a porta se abria. Abby amaldiçoou baixinho, o homem que entrou era um regular cliente que tentava sair com ela. Desde que Stryker se mudou para Budding Corner há alguns meses atrás ele parava no bar quase todas as noites, às vezes por alguns minutos, outras noites por horas. Abby não se incomodava com policiais. Ela pagava suas contas; se mantinha fiel as regras e regulamentos da vigilância sanitária, era muito cuidadosa para não fazer nada que pudesse chamar atenção para ela.
Mas este policial em particular a rondava muito frequentemente e há muito tempo. O detetive Leo Stryker era claramente diferente dos outros humanos no bar, diferente da maioria dos humanos Abby achava. Existia algo nele que a deixava nervosa.
E ele continuava chamando-a para sair. Para um encontro.
Quando Stryker se aproximou do balcão Abby pegou uma garrafa de Jack Daniel's. Jack e Coca Cola eram sua bebida, e ele nunca tomava mais de um. Duas em uma noite realmente ruim há uns meses atrás, quando terminava sua bebida e ela rejeitava sua oferta sempre encantadora de um encontro, ele saia direto para a porta. Leo ia embora sozinho todas às vezes, e sempre mais de uma cliente deixava claro que ele não tinha que ir para casa sem uma companhia. Ele podia arriscar a sorte no estacionamento atrás do bar. Mas não o fazia.
Ela colocou um copo no balcão onde Leo sempre sentava, mas ele fez um gesto com a mão. — Nada para mim hoje à noite, ele disse, tirando seu distintivo e desnecessariamente mostrando a ela. — Eu estou aqui em missão oficial.
Abby não se permitia mostrar preocupação. As missões oficiais poderiam ser simplesmente um carro estacionado onde não devia, ou um sinal impropriamente exibido, ou talvez um de seus clientes humanos estivesse com problemas e ele queria fazer perguntas sobre aquele humano. Ela sorriu para ele; ele não sorriu de volta como normalmente fazia.
Leo puxou um banco habitual e se inclinou sobre o balcão. Se ela tivesse sangue quente nas veias, definitivamente aceitaria seus convites. Para um mortal ele era muito bonito e bem constituído, com o cabelo loiro escuro curto, mas não extremamente curto, olhos azuis expressivos e uma mandíbula forte. Seu pescoço era grosso e musculoso e ela podia sentir seu cheiro de onde estava a uma boa distância. Ele deveria ter um 1,90, uns 12 centímetros maior que ela, e ele era um grande sujeito com grande braços, ombros largos, mãos grandes. Sua boca molhada. O cheiro ficou mais intenso. Ela escondeu seus punhos atrás do bar, para que ele não pudesse ver sua reação. Ela raramente ficava tão tentada, e a aborrecia que este humano fosse uma fraqueza.
Fazia muito tempo desde que se alimentou de um ser vivo, a respiração compassada como as batidas do coração a deliciosa pele morna, mas ela seria uma idiota para beber de um policial tão observador, não importasse o quão gostoso ele cheirava, não importava o quão agradável ele era aos olhos. Além disso, não era como se ela estivesse para quebrar suas próprias regras sobre saborear os clientes.
— Você conhece uma menina pelo nome de Marisa Blackwell?
— Claro. Abby disse momentaneamente aliviada. Que diabos poderia ter feito Marisa Blackwell para se meter em problemas? Marisa era uma cliente regular, uma menina tranquila, bonita e jovem que parecia bastante inofensiva. No entanto, as percepções poderiam ser enganosas. Abby se era prova disto. — O que ela fez?
A expressão de Leo se endureceu. — Ela foi assassinada, e sua companheira de quarto diz que o Bar Pôr do sol foi sua última parada.
Leo olhou para Abby esperando uma reação, como ele sempre fazia quando questionava alguém sobre um assassinato. As notícias da morte de Blackwell pareceu deixar Abby irritada. Ela não estava visivelmente chocada, ela não chorou ou ficou inquieta... Ela não se alterou.
— Eu sinto muito. Ela disse suavemente, alcançando dentro dele e agarrando, como ela sempre fazia. — O que aconteceu?
— Não foi uma morte natural, eu posso dizer. Ele não estava disposto a explicar para ela, ou para qualquer outra, que o sangue da vítima tinha sido drenado de seu corpo, que a garganta da bonita menina foi praticamente rasgada. Ele não podia explicar ainda o que aconteceu, não queria alarmar ninguém. Se aquela informação caísse nas mãos dos jornais e nas notícias de televisão, não teria muito que fazer, desataria um inferno. O jornal de Budding Corner era uma fina página semanal cheia de travessuras do prefeito e dos conselheiros da cidade, como também uma coluna de receitas e cartas para o editor, e a estação de televisão mais próxima estava em Huntsville, então talvez ele pudesse manter os detalhes quietos durante algum tempo. — Você se lembra com quem ela estava ontem à noite?
Os olhos de Abby se estreitaram. Embora ele estivesse ali em missão oficial, ele não podia deixar de notar - não pela primeira vez - que ela era uma mulher atraente. Bonita, sim, mas o mundo estava cheio de mulheres bonitas. Esta aqui era de alguma maneira diferente, e ele soube disto desde o primeiro momento que colocou os olhos nela. Abby Brown e seu longo e escuro cabelo, olhos de um pálido verde, um corpo que não renunciaria e um rosto que teria pertencido a uma deusa grega. Sua simples blusa branca, abriu um botão quando ela se moveu, revelando um pequeno pedaço dos seios, mas não muito, para que os clientes deixassem de pagar gorjetas. A visão era muito boa, ainda mais depois de um longo e mau dia.
Mas sua aparência não era o que chamava mais atenção. Ela era esperta, inteligente e guardava segredos. Ele sabia; sentia em seus ossos; via isto em seus olhos. E maldição, queria descobrir cada um dos seus segredos junto com o que havia debaixo daquela blusa clara ou qualquer outra que ela vestisse. Ela usava uma larga saia que oferecia não mais do que um flash ocasional de suas pernas, nas ocasiões raras em que ela saia de trás do bar.
Ele continuava a chamando para sair e ela continuava negando. Para muitos homens divorciados a rejeição poderia ser traumática. As recusas de Abby nunca eram grosseiras, mas existia uma certeza em seus olhos e em sua voz que teria mantido a maioria dos homens longe. Longe, longe. Leo tinha a intenção de continuar tentando; ele era conhecido por sua paciência e persistência, e ele queria esta mulher. Um destes dias ele conseguiria. Uma mulher como Abby valia à pena um pouco trauma e uma contusão ou duas em seu ego.
— Ela entrou com uma amiga sua. Abby disse, respondeu sua pergunta. — Alicia, eu acredito.
— Sim. Leo respondeu. — Nós falamos com Alicia esta tarde.
Abby olhou fixamente para ele. — Então por que você perguntou a mim com quem ela estava?
— Eu gostaria de saber se Alicia lembrava os eventos da noite de ontem corretamente.
Abby se debruçou no balcão, trazendo seu rosto para perto do seu, mas não perto o suficiente dele. Ela respirou profundamente, uma vez. — Detetive Stryker, seja honesto. Você quer saber se um de nós seria tão tolo para mentir para você.
Ele não podia deixar de sorrir. — Não é isto. E quantas vezes eu tenho que dizer a você para me chamar Leo? Eu venho aqui toda condenada noite nos últimos três meses. Desde que ele se mudou para esta pacata e pequena cidade e conseguiu um trabalho como um investigador em um departamento muito menor que o de Birmingham, onde recebia um salário menor motivo pelo qual trocou seu condomínio confortável por uma casa de aluguel na extremidade de cidade, uma casa que ele continuava dizendo ser temporária. Valeu a pena todo sacrifício para ficar longe de sua ex e de todas as lembranças dos anos passados juntos fossem bons ou ruins. Encontrar uma mulher como Abby tinha sido uma pequena gratificação, ou seria se ela aceitasse sair com ele um dia.
A mulher com a qual ele tinha fantasiado por meses estava olhando fixamente para ele. Seus olhos encontraram os seus e seguraram os deles, e ele podia jurar senti-los em sua alma. Queimou um pouco, invasivo, e ele não podia deixar de se inquietar.
— As duas meninas entraram juntas. Ela disse sua voz suave e sensual. — Como eles frequentemente fazem. Elas pediram margaritas, duas cada. Foram abordadas por dois homens que não são clientes regulares, homens jovens eu acharia que com uns vinte cinco anos, que levavam com eles outras margaritas. Por volta das dez da noite, Marisa partiu. Sozinha. Alicia ficou uma hora ou mais na companhia de um dos cavalheiros. O outro ficou por mais um tempo. Eu acho que não tenho seus nomes, eles pagaram em dinheiro.
Isso não foi muito mais do que a história de Alicia que disse serem os nomes dos sujeitos Jason e Mike, nenhum sobrenome oferecido ou pedido, e eles estavam simplesmente — viajando por aí. Alicia levou para casa Mike com ela, mas onde Jason foi?
— Você frequentemente vê Marisa e seus amigos aqui tão tarde em uma noite do trabalho?
— Às vezes. Ela respondeu com voz suave.
— Eu suponho que nenhum desses homens está aqui hoje à noite. Leo virou seu banco para inspecionar o lugar, sabendo qual seria sua resposta. Ele reconheceu todos ali.
— Não. Abby enquanto Leo olhava a garçonete de coquetel Margaret, uma loira quase tão bonita quanto sua empregadora, que servia uma bandeja com garrafas de cerveja em uma mesa. Todos os homens da mesa pararam para olhar as longas pernas de Margaret que apareciam, e também outras partes interessantes. Ela não parecia ofendida, entretanto, se você se veste daquele modo não deveria se sentir ofendida por uma avaliação aberta.
— Você parece ter uma boa memória. Ele disse para a mulher atrás do bar. — Acha que pode fornecer uma descrição para um retrato falado?
— Eu posso fazer melhor que isto.
Ele girou para enfrentar Abby mais uma vez. — Como é isto?
Ela inclinou sua cabeça ligeiramente e pareceu que naquele momento não existia ninguém no bar a não ser os dois. Leo segurou sua respiração; Ele quase se esqueceu do motivo pelo qual estava ali.
— Eu tenho um pouco de artista. Abby disse. — Depois de fechar hoje à noite eu desenharei os homens como eu me lembro deles.
— Obrigado. Ele se debruçou no balcão, desejando que pudesse pedir uma bebida e esperar e só olhar para ela durante um tempo mais longo. Ela podia certamente fazer um dia ruim ficar melhor, caso ela se empenhasse nisto. Mas hoje à noite ele tinha trabalho a fazer. Marisa Blackwell era o primeiro assassinato em Budding Corner em dezessete anos, e as pessoas estavam excitadas. Eles também estavam preocupados. Não tinha sido um roubo normal seguido de assassinato e certamente não se parecia com casos de violência doméstica. Mesmo querendo muito uma bebida, ele não se daria uma folga até que este caso fosse resolvido. — Eu posso buscar os desenhos de manhã?
Abby sorriu para ele, mas não existia nenhum calor em sua expressão. O sorriso, como tudo nela, era fresco e controlado. Homem, como ele adoraria fazê-la perder controle. Como ele queria descobrir os segredos além do exterior fresco. — Eu os colocarei na porta da frente do bar de manhã e você pode levá-los a qualquer hora.
— Eu prefiro pegar com você, no caso de eu ter mais perguntas.
— Isto não é necessário, é?
Ele se debruçou em cima do balcão. — Eu realmente não gosto da idéia dos desenhos ficarem ao ar livre onde alguém poderia pegá-los. Será melhor se eu os pegar diretamente de sua mão. Depois do almoço?
Isso foi um sorriso? Talvez.
— Se você deve pegar os desenhos comigo pode ser amanhã à noite. Nós abrimos no pôr do sol, como você bem sabe. Ela gesticulou para o vermelho e dourado sinal de neon atrás dela. O Bar Pôr do sol. Era bom para ter um esquema, mas isto não estava indo muito longe? Sua insistência em não abrir até depois do pôr do sol fazia com que os dias de verão fossem mais longos, e ele se alegrou de estar no outono onde agora as noites eram um pouco mais longas.
— Nós precisamos daqueles desenhos assim que possível. Há alguma possibilidade...
Abby ofereceu uma mão sobre o balcão, com a palma para cima. Os dedos eram longos, pálidos e esbeltos, ela não usava nenhuma jóia. Nenhum anel, nenhum relógio ou pulseira. Ele era muito velho para ser tentado deste modo, especialmente quando estava trabalhando, mas ele sentiu um desejo quase ingovernável de agarrar aquela mão e lamber a palma. Uma vez só.
— Você tem um cartão? Ela perguntou, quando ele ignorou a mão que ela ofereceu. — Eu chamarei você se conseguir terminar os desenhos mais cedo e desejo acabá-los antes.
— Certo. Ele tirou um cartão do bolso de sua jaqueta e colocou em sua mão. As pontas de seus dedos encostaram-se na sua palma, que parecia estranhamente fria. Ela manipulava garrafas frias e gelo, ele lembrou a si mesmo enquanto assentia, movimentou a cabeça e dirigiu-se relutantemente à porta.
Quando a porta se fechou atrás de Leo, Abby jogou o cartão que ele deu a ela no lixo a seus pés. Ela teria que esperar até as 2:00 da manhã, quando os clientes humanos se veriam forçados a irem embora, e então ela interrogaria seus amigos vampiros e os protegidos. Seguramente nenhum deles seria tão tolo como para não só se alimentar, mas também matar um de seus clientes, no entanto, ela vislumbrou um cena na mente de Leo e percebeu que Marisa tinha sido atacada em sua garganta. Um humano poderia tê-la atacado ali, mas o ferimento indicava um vampiro, um maligno e viciado, e se um vampiro fez isso era provável que ele ou ela tenha estado ali. Como para todos os gostos, depois duas da manhã ela servia sangue. Este era o único lugar em duzentas milhas ou mais que um vampiro poderia pedir um copo. Ela servia sangue de porco para a maioria, que teria gosto de fezes se não aquecido corretamente. Ela se tornou uma perita em preparar uma comida segura, fácil. Sangue de porco não era completamente satisfatório para um vampiro, mas muitas vezes era suficiente.
Matar os clientes era contra as regras de Abby, ainda que ela não fosse a maior vampira, a fisicamente mais forte do mundo, ou até do país, ela era a mais velha e mais poderosa em centenas de milhas. Em mais de quatrocentos anos de idade, ela adquiriu poderes que a maioria ainda não tinham desenvolvido. Outros vampiros se sentiam atraídos por ela, eles a respeitavam; eles a obedeciam. Muitos vampiros mais novos iam ali para aprender com ela, ou eram enviados por seus criadores para desenvolver os instintos que ainda não estavam aperfeiçoados e ainda não poderiam rejeitar. Ela ajudava na orientação deles para se controlarem, afiar qualquer poder que lhes foram dados. Era só por controle e força que um vampiro podia sobreviver. O fraco se tivesse sorte duraria um ano.
Seus clientes não-mortos e os estudantes lhe diriam a verdade sobre o que aconteceu com Marisa, e então ela poderia ajudar Leo com aqueles retratos.
Mas não antes do pôr do sol de amanhã. Ela podia facilmente conseguir terminá-los antes do amanhecer e deixá-los na porta do bar, mas se ele insistisse em pegar de sua mão teria que esperar. Ela só disse a ele que ela consideraria se encontrar com ele, para que ele saísse das costas dela.
As horas depois que Leo saiu passaram depressa, e Abby apressadamente foi trás do bar limpar. Ela poderia ter gasto esse tempo em seu escritório, cuidando da papelada tediosa que fazia parte dos seus negócios. Mas ela permaneceu atrás do bar, vigiando seus clientes, perguntando-se se um deles era um assassino. Como o passar das horas foram saindo, um ou dois de cada vez. Os vampiros vigiavam aqueles humanos restantes muito de perto, dispostos partir, esperando pelo momento quando eles podiam ter o bar só para eles mesmos. Aqueles poucos clientes de movimento lento começaram a perceber que eles eram indesejados. Eles se retorciam. De vez em quando olhavam com inquietação o grupo mudo e muito quieto que tinha permanecido. O repertório de Remy mudou de country para jazz puro, seus dedos voavam em cima do teclado com velocidade inumana. Em trinta minutos não havia nenhum humano no lugar.
Margaret fechou a entrada principal depois de o último humano último passar, e então ela girou para admirar o pianista. A garçonete exclusiva deste estabelecimento era uma vampira jovem que escutava atentamente as lições de Abby. Ela fazia seu trabalho muito bem, mas sentia uma atração irritantemente óbvia por Remy, uma atração que ela não tentava esconder. O homem do piano continuava tocando, mas a melodia tinha mudado depois dos últimos humanos saírem, era mais suave. Mais gentil. As notas fluíam pelo sangue de Abby, e se ela não estivesse tão brava sentiria grande prazer na melodia.
Os vampiros que permaneceram olharam esperançosamente para Abby, esperando ela ir buscar o sangue aquecido corretamente. Isto era o que eles estavam esperando, afinal. Uma alimentação segura. Nutrição. O sangue que eles almejavam.
Em vez de ir para a habitação da parte de trás para buscar o sangue de porco, ela caminhou em volta do balcão e confrontou todos. Ela ergueu uma mão e Remy imediatamente parou de tocar. O som da última nota pendurada no ar por um momento, reverberando.
— Uma de minhas clientes foi assassinada. Abby disse, tremia sua voz friamente. Ela olhou de um rosto até o próximo, procurando por uma pista. Ela não podia ver visões das mentes daqueles como ela, só de humanos, então os pensamentos de seus clientes vampiros eram pretos para ela. Ela procurou sinais em cada um deles para saber se recentemente se alimentou de sangue humano, mas todos eles pareciam famintos. Eles estavam todos ansiosos pelo sangue de porco, contraídos de necessidade, em alguns casos. Se um entre eles drenaram uma mulher ontem à noite não seria o caso. A menos que ele ou ela fosse um ator muito bom.
Foi Carlos que olhou esperançosamente de rosto a rosto. — Estamos todos aqui, então você deve estar falando de um humano. Qual o problema? Não têm exatamente uma vida longa.
Carlos podia ver fragmentos do futuro próximo, quando fazia um esforço. Normalmente usava seu dom para escolher as mulheres humanas que poderiam dar a ele sexo e nutrição fácil. Ele não matava, pelo menos não tinha nenhum conhecimento. Carlos, com seu longo cabelo e rosto bonito, teria sido bonito como um humano e era até mais para um imortal. A vida estava de acordo com ele; e ele abraçava isto.
E ele a estava incomodando. — Vida útil ou não, é contra as regras para matar meus clientes.
Ele ergueu as mãos em rendição. — Simplesmente estava dizendo, chefe.
— Não pode ter sido um de nós. Margaret discutiu. — Eu quero dizer, por quê? Nós temos comida em abundância, graças a você.
Remy movimentou sua cabeça de acordo. — Ninguém aqui ousaria Abigail. Com seu sotaque acentuado que ele fazia com que o som da declaração soasse desinteressada. Mas existia um fogo atrás de seus olhos. Ele acreditava no que dizia? Seus olhos encontraram os seus, mas ela não podia decifrar qualquer significado.
Mas eles tinham um ponto. Era um alívio poder acreditar que qualquer coisa que tenha acontecido com Marisa não se originou ali, em seu lugar. Como Carlos assinalou, todos os seus regulares estavam presente hoje à noite, cada um e todos estavam ansiosos para ser alimentados. Remy, Margaret, Carlos, Gina, uma dúzia mais de Dalton. Entretanto, um vampiro matou Marisa ou um humano fez isso?
Os humanos podiam ser tão mortais e impiedosos quanto qualquer monstro.
Ela sabia disso muito bem.
CAPÍTULO 2
Depois que os vampiros tinham sido alimentados foram embora do lugar, um por um, ou de dois em dois. Abby limpou, permitindo Margaret ajudar um pouco antes de ela enviar a loira para casa. Quando o bar estava em boa forma, pronto para o dia seguinte, Abby saiu pela porta traseira. Um passeio muito curto desde a porta de trás até um edifício pequeno de oito apartamentos que não tinha muito para olhar. Era quadrado e velho, tão plano quanto qualquer estrutura podia ser. Ela era sua dona. No momento, aquele triste edifício bege era sua casa. Em cima ela havia eliminado umas paredes e converteu o segundo andar inteiro em um lugar muito bom. O edifício não poderia parecer muito no lado de fora, mas além daquelas paredes os quartos não estavam de todo ruim. Margaret e Remy alugavam um apartamento no andar de baixo, e as outras duas unidades eram normalmente alugadas para um vampiro de passagem. Um par de vezes ela alugou para humanos, mas eles nunca ficaram muito tempo. Eles não sabiam o que tinha de errado com sua nova casa, mas seus instintos lhe advertiam para que saíssem. E eles assim o faziam.
Ela não deu três passos longe da porta de trás quando uma voz inesperada a surpreendeu.
— Suponho que você não tem aqueles desenhos ainda.
Abby se virou. Leo Stryker permaneceu na sombra, mas ela devia ter percebido sua presença no momento que abriu a porta. As notícias do assassinato de Marisa lhe haviam sacudido. Ela nunca se agitava nestes dias. O fato de que um humano a podia surpreender a incomodava.
— Não, eu não tenho. Ela mudou sua postura. — Eu acredito que disse a você que eu os teria amanhã.
O detetive saiu das sombras. — Você disse. Eu acabei de pensar que eu poderia ter uma chance. Nunca machuca perguntar.
— Você está esperando há muito tempo? Ela perguntou, soando como se ele estivesse ali há muito tempo ela saberia. Ela teria sentido sua presença.
Leo encolheu os ombros. — Depois que eu saí fui para o escritório durante algum tempo. Eu fiz um pouco de pesquisa on line, li o relatório do legista pela nona vez e estudei as fotografias da cena do crime que eu nunca poderei tirá-las de minha cabeça. Eu estava a caminho de casa, passando pelo Bar Pôr do sol, e algo somente... Prendeu-me.
O assassinato de Marisa era realmente importante para Leo, mas quando ele parou no estacionamento de Abby não tinha o assassinato em sua mente. Assassinato era seu trabalho; foi ali com a finalidade de esquecer aqueles negócios sórdidos durante algum tempo.
Eles estavam sozinhos na escuridão, sem a música de Remy, sem as conversas e risadas de um lugar cheio de pessoas e vampiros. Era fácil alcançar a mente do Leo e ver o que ele realmente estava procurando, o que ele sempre havia procurado. Ela.
— Por que eu? Ela perguntou.
— Aqueles desenhos...
— Você não está aqui para me perguntar sobre os desenhos. Ela interrompeu. — Você não está aqui investigar o assassinato de Marisa.
Na escuridão ela podia ver Leo muito mais claramente do que ele podia ver a ela. Seus olhos eram alegres. Seu rosto era amigável e determinado ao mesmo tempo, como se isso fosse possível. Havia feito algo sem saber para atraí-lo? Ela podia e havia hipnotizado muitos machos humanos a fim de conseguir o que queria e precisava deles, mas não usou sua influência neste homem. Se pudesse usar seu poder para fazê-lo desaparecer, rejeitá-lo... E então a verdade a golpeou. Ela não podia fazer isto, podia ter feito em qualquer momento nos últimos três meses, e ainda não fez. Ela não faria agora.
— Eu quero saber por que você não sairá comigo. Ele disse. — Não existe outro homem, eu sei.
— Como você pode saber que não existe nenhum outro homem em minha vida?
— Você vive sozinha, e não existe nenhum tipo qualquer em cima de você possessivamente no bar. Eu pensei durante algum tempo talvez você e Remy tivessem alguma coisa, mas eu vi você dois juntos e não agem como um casal. Vocês são bons amigos, eu suspeito, mas não existe ciúme entre vocês e raramente o toca. Além disso. Ele confessou, sorrindo suavemente, — eu perguntei a Margaret.
A última coisa que ela precisava era um policial interessando nela. Se ele começasse fazer perguntas, se ele continuasse muito curioso, ela teria que sair deste lugar muito antes de estar preparada. Ela gostava muito de Budding Corner; gostava de sua casa e seus negócios, se bem que existia sempre outra casa e outro bar na estrada, gostava deste aqui e queria que ele durasse. Como ela iria se livrar de Leo? De verdade a estava perturbando; ela não queria machucá-lo. Ela não o machucaria.
Mas se ele soubesse o que ela era...
— Almoço. Ele disse. — Isto é fácil suficiente e realmente não pode ser considerado romântico.
— Não.
— Um piquenique pelo lago. Ele sugeriu, destemido. — Mais romântico, eu suponho, mas totalmente inocente.
Abby deu um passo na direção de Leo, atraída por seu cheiro, sua garganta e a batida de seu coração e o despertar de imagens em sua mente. Ela era um vampiro, mas ela também era uma mulher, e ocasionalmente ela era atacada com necessidades e desejos de mulher. Era uma debilidade desejar mais que o sangue de um homem, e ela desejava. Os humanos eram comida, eles eram ocasionalmente apropriados para entretenimento, eram como uma mascote, na melhor das hipóteses. O que estava experimentando neste momento era contrário a tudo que ela ensinava; tudo que ela acreditava. Estar muito próxima de se envolver com humanos deixava a possibilidade muito real de exposição. Sabendo que Leo não faria isso.
— Inocente? Ela disse. — Eu não penso que você quer algo inocente de mim.
Sua pulsação aumentou. Ela ouviu e sentiu. Ele ruborizou, um pouco, o sangue todo em seu rosto. E mais abaixo.
— Diga a mim o que você realmente quer. Ela sussurrou quando parou diretamente em frente a ele. Sua mão se levantou e se apoiou ligeiramente em seu tórax. Por baixo da jaqueta e da camisa ela sentia as batidas do coração adorável. Ela se inclinou para ele, descansou sua bochecha em seu ombro, moveu seus lábios em direção ao pulsar de sua garganta, testando seu próprio controle. — Você não quer o almoço. Uma necessidade que não experimentava há muito tempo pulou para vida de um modo inesperadamente forte. Não existia nenhum bar entre ela e Leo agora, nenhuma audiência de humanos e vampiros. Seu próprio corpo não pulsava, não da mesma forma que uma vez o fez, mas estava tão perto, tão perto, ela sentiu uma necessidade crescente e urgente de tomar o que ela não devia deste homem que era tão ávido para dar.
— Você não quer me levar para um piquenique. Você não quer o almoço. Isto é o que você quer, não é?
Abby beijou a garganta de Leo suavemente. Ela podia quase saborear o sangue que corria por debaixo de sua pele, e ela almejava isto. Ela não ansiava desesperadamente o calor de sangue humano em sua língua em um tempo muito longo; ela tomava quando podia e apreciava isto, mas ela não ansiava. E agora se enchia de entusiasmo, excitação e desejo. Estava sendo arrastada; estava perdendo controle. Era como ser nova e desesperadamente faminta, mas tinha controle e ela o exercia agora.
Leo envolveu seus braços ao redor dela e a moveu como se dançasse até as sombras no fundo atrás do bar. Ele tomou sua cabeça em suas mãos e a beijou, e ela deixou. Tinha passado muito tempo desde que Abby tinha sido beijada, e ela gostava disto. Sentia falta deste tipo de toque, a perda de controle, o subir rapidamente da paixão. O beijo era mais poderoso do que qualquer beijo que ela se lembrava, mais emocionante e excitante com seus lábios se movendo em um ritmo magnífico.
Ela saboreou língua de Leo quando ele lambeu sua boca. Ele estava tão quente e se sentia quente com ela, e ela sabia que ele seria assim. Ele gostaria de sua pele fria ou a rejeitaria? Ele acharia isto estranho ou seu pensamento estava além do racional? Ele não beijava como um homem que sentia repulsa. Qualquer que havia sido a restrição ele tenha exercitado se foi, e as imagens em sua mente chegaram rápidas e furiosas. Elas eram caóticas e poderosas e primitivas, e ela soube sem perguntar o que ele estava procurado.
— Você quer estar dentro de mim. Ela disse seus lábios ainda tocando os dele.
Ele não respondeu verbalmente, mas sua boca achou sua garganta e ele pousou a boca ali e empurrou sua saia para cima com a intenção de remover sua calcinha, só para descobrir que ela não vestia nenhuma. Ela sentiu sua resposta e se moveu; sua paixão, sua necessidade percorrendo ela, como também por ele. Eles compartilhavam um momento cheio de desejo e necessidade que os empurrava para longe de tudo. Ela abaixou o zíper de sua calça comprida e colocou a mão dentro para o tocar, liberar ele.
O sangue fluiu para seu pênis, fazendo-o endurecer e ficar quente e ela o queria de um modo que não quis ninguém por um tempo muito grande. Ela almejava o calor e a conexão, ela queria o prazer que se negou por um tempo muito grande. Tremeu com a necessidade.
E foi assim.
Em um movimento seguro ele a ergueu, e ela passou suas pernas ao redor ele. Um homem musculoso, ele não tropeçou sob seu peso ou a escorou contra a parede, e se manteve sem qualquer suporte adicional. Ela gostava do fato dele ser forte, no corpo, como também nas batidas do coração e no desejo. Ele era um companheiro adequado para uma mulher forte que tinha estado sem companhia por tantos anos que não podia começar a contá-los.
Agarrando-se um ao outro ficaram bem próximos e ainda apreciando a antecipação deliciosa do que sabiam que viria se beijaram novamente. A língua de Leo entrou em sua boca e Abby balançou seus quadris, trazendo ele para mais perto, brincando com ambos, se divertindo no desejo inesperado que ele trouxe para dentro da vida dela.
Leo teve um pensamento inquietante, uma imagem fluindo para sua mente, não desejada, mas importante. Ela acalmou seus medos sem esperar que ele ajustasse sua posição e apalpasse sua carteira em busca de um preservativo que pensou que precisavam.
— Eu não posso ter filhos. Ela sussurrou.
Aquela notícia foi um alívio para Leo, pois ele não desejava parar o que começaram. Incapaz de esperar mais ele empurrou dentro dela, enchendo-a, pressionou duro e rápido. A sensação de estar unido fortemente o estava surpreendendo e era maravilhoso, cálido e tão cálido. Ela esqueceu a intensidade do prazer do sexo; esqueceu a força dos impulsos que faziam um homem e uma mulher juntos. Ela o montou tão duro quanto ele a empurrava, agarrando-se, não se divertindo só com as sensações físicas mas nas imagens em sua cabeça. Neste momento não era uma professora, não era uma líder. Ela era só uma mulher que gostava de um homem. A conclusão a inquietou e ela diminuiu a velocidade, não querendo que este momento acabasse tão cedo.
Ela sentiu Leo ao longo de seu corpo, ela o sentiu completamente, em uma pressa intensa de prazer que normalmente só vinha para quando tomava sangue. Se pudesse ter ambos... Oh, se pudesse ter ambos...
Com esse pensamento Abby chegou ao clímax, o orgasmo veio sobre ela com uma ferocidade inesperada. Ela gritou se agitou, e foi incapaz de se controlar e desceu sua boca para garganta de Leo. Um beijo, uma lambida, e então, quando ele chegou ao clímax, ela estendeu suas presas e mordeu.
O sangue se verteu em sua língua, e ela não só saboreou a morna substância, se nutrindo com o sangue, mas com o poderoso prazer de Leo. Eles se uniam por completo, em mente e corpo, por sangue e por luxúria. Ele bombeou nela e ela chupou em sua garganta, colocando sua vida nela, saboreando tudo que ele era. O mundo que viviam estava cheio com cores e beleza e vida. Ela sentiu aquela vida, cheirou e saboreou isto.
Leo cambaleou e descansou seu corpo contra a parede da parte de trás de seu bar. Ele ofegou; ficou sem fôlego; e não teve sua liberação enquanto ela continuava se alimentando. Mais um gole, um último trago. E então mais um.
Abby sentiu a debilidade que se apoderou dele e empurrou sua cabeça longe, removendo suas presas de sua garganta deliciosa. Ela se debruçou para uma lambida que curaria o ferimento depressa, mas não podia se permitir mais que isto. O que ela fez? Em vez de apreciar o sabor ela tomou quase duas vezes mais do que deveria. Se ela tivesse menos controle poderia ter drenado enquanto ele estava ainda dentro dela.
Sua respiração ficou mais difícil, se agitou um pouco, mas ele a segurou. Isto era o que havia sonhado, ela sabia. Havia fantasiado com só um "encontro", mas ela se perguntou se houvesse esperado eles acabariam ali, assim. Ela certamente não pensou. Tentada pela distração, por um humano. Que desajeitado.
Abby sabia o que tinha que fazer. Para Leo, este encontro podia não ter acontecido. Ela se lembraria por um longo tempo, talvez para sempre, mas ele teria que esquecer isso tudo. Era fácil. Tudo o que ela tinha que fazer era examinar seus olhos e empurrar na mente de Leo, e ele esqueceria. A conversa, o beijo, o sexo... O fato de ter bebido de sua garganta... O fato que ele a quis mesmo... Tudo iria embora.
— Você é incrível. Ele disse sua voz rouca. — Eu sempre soube que você seria incrível, eu soube isto desde a primeira vez que eu vi você. Agora que eu tenho você não vou deixar você ir. Leve-me para casa com você.
— Não.
— Então venha comigo a minha casa. É quase uma merda, mas...
— Eu não posso.
— Eu quero você novamente. Ele disse, sua voz soando como um rosnado.
E ela quis muito mais do que devia. Ela tentou levar sua mente para longe de tais pensamentos, mas era impossível enquanto eles estavam ainda juntos. Um incrível pensamento cruzou sua mente. Ela poderia manter essa relação durante algum tempo? Podia ter Leo como amante? Se alimentar dele suavemente, tomar o prazer que ele oferecia a ela, não estar sozinha? Com um humano? Os envolvimentos românticos no meio de vampiros não eram desconhecidos, entretanto eles eram bastante raros. As relações sexuais eram muito mais comuns, mas elas normalmente não duraram mais de cem anos ou então. E aqui ela realmente estava considerando formar tal laço com um homem mortal?
Que idéia terrível. De um modo completamente ilógico queria que Leo se lembrasse para sempre do que aconteceu ali esta noite, queria que ele se lembrasse, mas se ele o fizesse então ele apareceria noite após a noite, e ela não poderia resistir. A esse passo ele estaria morto dentro de um mês.
— Deixe-me. Ela disse.
Ele o fez, relutante, e quando ela ficou de frente para ele, tomou seu rosto em suas mãos e o olhou em seus olhos. Ela olhou fixamente além dos olhos, no coração e alma e na mente dele. Sem palavras ela lançou um comando para ele ir para casa, tomar banho e lavar o cheiro dela e sua pele. Ela ordenou ele ir para a cama e esquecer o que aconteceu. Relutante, mais relutante do que gostaria, ela comandou para que ele esquecesse-a como queria.
Este homem era muito tentador para ela manter, até por pouco tempo; ele era o tipo de homem que podia arruinar a vida ordenada que estabelecera.
Leo parou na entrada da calçada de sua casa alugada, o cérebro nublado e exausto. Ele olhou no relógio do painel antes de girar a chave e parar o motor. Onde infernos foi esta noite?
Ele tropeçou um pouco a caminho da varanda dianteira escura, mas depressa recuperou seu equilíbrio. Devia ter deixado uma luz, ele pensou. Inferno, ele estava cansado, e os dias que estavam por vir não seriam melhores. Ele estava determinado a pegar o homem que matou Marisa Blackwell. Ninguém devia ter que morrer daquele modo. Ele estava longe de ser perfeito, como a sua ex-esposa tinha sido tão aficionada em lembrá-lo, mas fazia bem seu trabalho. Talvez ocasionalmente esquecesse um aniversário ou levasse trabalho para casa, mas ele era assim, e não podia deixar de sê-lo. Pegar os maus e lançar fora o lixo era seu trabalho. Uma vez que conseguia colocar seus dentes em um caso ele não deixava mais. Com esse pensamento instintivamente levou uma mão para sua garganta.
Dentro da casa ele soltou o arquivo do caso em uma mesa no corredor e se dirigiu ao banheiro, almejando um chuveiro quente como se tomar um banho tiraria o fedor do dia. Ele inconscientemente tirou a roupa, tomou banho depressa e saiu para se secar. Sua mente foi para Abby Brown, como ele muito frequentemente fazia e percebeu que não existia nenhuma razão para estar tão obcecado com ela. Deixou claro que ela não estava interessada, então ele partiria. O mundo estava cheio de mulheres e Abby Brown não era mais especial que qualquer outra. Ele poderia se dar por vencido.
Ele rastejou para a cama e fechou seus olhos, e justo antes de cair no sono deu um giro brusco. Abby Brown era especial. Ela era o tipo de mulher que valia a pena lutar. E ele estava disposto a batalhar por ela.
Abby não tinha entrado há muito tempo quando alguém bateu suavemente na porta. Não era Remy, ela soube pelo golpe hesitante. Certamente não era Leo, que deveria estar adormecido até agora, sonhando com mulheres mais apropriadas. Ela abriu a porta para achar Margaret na entrada. A bonita menina examinou o ombro de Abby como se esperasse ver alguém ali.
— Eu estou sozinha. Abby disse.
— Oh. Eu tinha certeza de sentir um homem. Ela olhou para Abby e seus olhos se abriram. — Mas isto não é assunto meu. Não é por isso que eu estou aqui.
— Por que você está aqui? Abby andou de volta e gesticulou para Margaret entrar.
— Eu estou preocupada sobre o que você nos perguntou hoje à noite. Margaret torceu suas mãos. — A pobre menina morta que estava no bar ontem à noite, Marisa. Eu odeio pensar que talvez um de nós a tenha assassinado.
— Então faça isso.
— Eu quero dizer, ela era humana, e era agradável na maior parte do tempo. Deixou boas gorjetas. A maioria das meninas jovens não deixa boas gorjetas mesmo.
Abby suspirou.
Margaret sentou-se no sofá de Abby, um sofá colorido. O laranja avermelhado era brilhante, um flash de cor em um mundo onde o sol era impossível. A jovem vampira não precisava descansar, não mais, e em alguns momentos Margaret parecia esquecer de que ela não era mais humana. Com o tempo, tudo que era remanescente de sua humanidade enfraqueceria, e ela seria mais feliz por isto. Não tinha ainda cinquenta anos de idade, Margaret estava ainda aprendendo.
— Pode ter sido outra pessoa, eu suponho, e se um vampiro fez isso, ele deve estar de passagem. Mas eu estava me perguntando, se existe um vampiro de passagem, ele não viria até nós eventualmente? Ele não seria encaminhado para nós do modo como Carlos e Dalton foram?
— Possivelmente.
— Ele poderia da mesma maneira matar um de nós, não é?
— Eu suponho que ele poderia, mas nenhum vampiro, não importa o quão faminto ele poderia estar se alimentaria de outro vampiro se existir qualquer outra escolha. A imortalidade e invulnerabilidade não vão de mãos dadas.
— Mas alguns vampiros o fazem...
— Nosso sangue é frio. Disse Abby bruscamente. Nenhum vampiro devia ter tal medo como este. — Nutriria, mas não seria particularmente gostoso. Os vampiros só matam outros vampiros quando existe uma disputa ou algo assim ou um insulto.
— Mas vampiros às vezes se alimentam um do outro durante, sabe, sexo.
— Isto é diferente.
— Eu sei. Novamente, Margaret começou a tremer.
— Não se preocupe. Abby disse. — Se um vampiro vem até nós, que venha. Ele ou ela, eu devia dizer. Porém, se o vampiro que matou Marisa Blackwell é verdadeiramente um vampiro ele já terá partido para outra cidade e outra vítima. A criatura que drenou Marisa até secar não iria ao bar de Abby para beber sangue de porco.
— Eu espero que você esteja certa. Eu não quero que ninguém se machuque, especialmente Remy.
Abby teve que lutar para conter seu sorriso. — Remy pode cuidar dele mesmo.
— Sim, ele pode. Margaret levantou sua cabeça. — Certo, eu sei que eu não devia dizer qualquer coisa, mas eu admiro você. Você é minha heroína, realmente você é, e ver você se envolver com um humano, parte meu coração, de verdade.
— Isto não é nenhum seu. Abby espetou.
— Eu sei, mas eu tinha que advertir você. Eu não sou a única que vê o modo como Leo Stryker olha para você. Carlos comentou isto hoje à noite, antes dele partir. Ele disse que não era apropriado para um vampiro em sua posição se envolver com um humano. Usar eles é uma coisa, mas ser amigável não funciona. Talvez Carlos esteja com ciúmes, eu não sei, mas ele não gosta do policial. E a menos que você tire o cheiro dele de sua pele eu não vou ser a única em saber que você deu um passo adiante. Ela olhou para cima e enrugou seu nariz ligeiramente. — Ele não é como os outros, os humanos que são tão fáceis de manipular. Todos nós vemos isto, então com certeza você também. Eu gosto de estar aqui. Eu não quero partir, não ainda. Se você acabar matando um policial todos nós teremos que desaparecer na noite, e isso causará uma confusão. Essa foi a primeira lição que você me ensinou. Ser invisível, você disse.
— Eu não vou matar Stryker.
— Como você pode ter certeza? Margaret ficou inquieta no sofá. — O primeiro sujeito com que eu dormi depois que voltei eu tentei, eu juro, e não pude evitar. Eu chupei o pobre quase até secar antes que soubesse o que estava fazendo, era muito bom. Eu pensei que faria melhor na segunda vez, mas não funcionou muito bem. Não para ele, pelo menos. Esta é uma das razões pelas quais estou determinada a limitar minhas relações românticas com aqueles de minha própria espécie, daqui em diante. Ou seja, Remy, claro.
Abby se aproximou da loira no sofá. — Eu não sou uma novata que não sabe se controlar. Eu não tenho nenhuma intenção de matar ninguém, menos ainda um policial, nem tenho a intenção de deixar, que qualquer outro, consiga matar. Ela se inclinou e colocou seu rosto incomodamente perto do de Margaret. — E minha vida pessoal não é de sua preocupação.
Assim que Abby se levantou, Margaret saltou e se dirigiu para a porta. — Desculpe. Eu realmente tenho a melhor das intenções. Eu acho que você e eu podíamos ser amigas. Nós temos tanto em comum, afinal.
Abby tinha amigos através do mundo, mas nenhuma tão jovem ou ingênua como esta.
Quando Margaret se foi, Abby tirou as roupas que ainda tinham o cheiro de Leo, só para descobrir que ela mesma cheirava a ele. Nesse ponto, Margaret estava certa. Leo era diferente.
CAPÍTULO 3
Leo despertou com uma enxaqueca assassina. Se não fosse pelo fato da investigação de assassinato ser tão nova, ele diria que estava doente e ele nunca ficava doente. Deitado na cama, apenas acordado e tentando calar as marteladas em sua cabeça, ele desejava manter as imagens da menina morta de sua cabeça. Ele vira corpos de vítimas de assassinato antes, mas ele não tinha visto nada como este. Marisa Blackwell tinha sido mutilada, rasgada. Jurava por Deus, que parecia como se alguém a tivesse mastigado e cuspido fora.
Enxaqueca ou não, ele tinha pessoas para questionar hoje, e ele tinha que pegar os desenhos com Abby Brown. Se os desenhos fossem ruins ele teria que chamar um especialista no bar para fazer uma descrição decente. Budding Corner não tinha muitos policiais; muitos não eram necessários, mas nesta ocasião, a Agência de Investigação do Alabama disponibilizou seus recursos disponíveis para este caso. Em uns dias, os investigadores de ABI chegariam para assumir o comando do caso, se ele não o resolvesse antes disso. Por muito que apreciasse uma ajuda, Leo queria o assassino em custódia antes de alguém chegar para tirar o caso dele.
Apesar dos detalhes do caso horrível que enchiam seus pensamentos, sua mente se voltava para o prazer de ver Abby Brown novamente. Por que diabos ele esperava ansiosamente passar um tempo com ela quando tinha deixado bem claro que não queria nada com ele? Esse pensamento zombava dele. Ela não valia a dificuldade. Ela realmente não era tão bonita, especial ou tentadora. Existiam mulheres melhores lá fora, mulheres que dariam a ele o tempo que quisesse. Um momento depois rejeitou aqueles pensamentos. O divórcio mexeu com ele mais do pensava, essa era a única explicação. Estava solteiro há dois anos, e se mudou para esta cidade pequena há um pouco mais de três meses, e em vez de seguir com sua vida se fixou em uma mulher que deixava claro que ele não era seu tipo.
Por que estava tão certo de que estava equivocado sobre isto?
Sentindo mal ou não, não iria esperar até a noite para conseguir aqueles desenhos. Sabia onde Abby vivia, afinal.
Sua casa alugada, que continuava dizendo a si mesmo que seria temporário embora não fizesse nenhuma tentativa para achar outro lugar, tinha dois quartos pequenos e um banheiro antigo. Ainda, existiam alguns benefícios no lugar. Ele permanecia nos limites da cidade, apenas, a casa era distante. Ele nunca viveu em um lugar tão quieto, e estava descobrindo que gostava do silêncio. Nesta manhã de outono ouvia alguns pássaros, um barulho que poderia ser um esquilo, e de vez enquando ouvia o vento que passava pelas árvores próximas a sua casa. Os momentos pacíficos tinham sido raros antes de se mudar para Budding Corner.
Outro benefício era que o chuveiro tinha uma grande pressão de água. Ele permaneceu em baixo do chuveiro por muito tempo, deixando que caísse sobre seu rosto e tórax e pensava no dia que viria. Esta manhã ele tinha que cuidas da papelada, telefonemas para fazer para o laboratório forense do estado e para o ABI, e ainda queria falar com alguns amigos de Marisa. Depois disto, ele iria ver Abby Brown. Sorriu. Ela não iria gostar que aparecesse sem avisar, e isso era muito ruim. O chão era alto, aí. Era uma investigação de assassinato, afinal.
A lógica fazia de Mike e Jason os principais suspeitos. Se Marisa tivesse sido drogada, estrangulada, golpeada, estuprada ou qualquer combinação dessas possibilidades tristes, seria onde concentraria sua investigação. Mas existia algo sobre o modo como Marisa foi assassinada que lhe dava mais náuseas do que o habitual. Algo mais sinistro. Ele iria procurar os dois homens com quem Marisa e Alicia se encontraram no bar de Abby Brown, mas não era o fim da investigação. Eles eram só uma parte pequena disto. O que tinha acontecido com Marisa Blackwell? Por que ela passava tantas noites no bar de Abby? Marisa tinha um trabalho em uma concessionária de carros, então suas manhãs começavam bem cedo. Alicia trabalhava em uma loja no centro da cidade e seus horários eram mais flexíveis, mas ainda assim, estas meninas ainda tinham trabalho. Se Mike e Jason mataram Marisa, por que Alicia saiu sem nenhum arranhão? Não, havia algo mais acontecendo.
Leo passou em frente ao Bar Pôr do sol a caminho da estação. As luzes de neon estavam apagadas, o estacionamento estava vazio. Seus olhos foram para o edifício onde Abby vivia. Não havia muito para olhar, mas ele não estava em posição de fazer julgamentos.
A delegacia de polícia estava localizada em um dos mais novos edifícios de Budding Corner, mas não era também grande coisa. Era como uma praça quadrada e tinha tanta personalidade quanto o prefeito. Para as pessoas que trabalhavam ali era bom o suficiente. Eles eram dedicados a seus trabalhos, não eram a mais brilhante força policial. Eles eram bons, bem intencionados, mas não exatamente o que alguém chamaria de brilhante.
Talvez fosse por isso que Leo não fez nenhum amigo nos últimos três meses. Ele não se encaixava ali; ele não era um deles. De fato, ele se sentia em casa no bar de Abby Brown. Como se sentir mais confortável na companhia de uma mulher que era uma fonte constante de rejeição?
Ele tirou Abby Brown de sua mente, e começou a trabalhar no caso. Quando se tratava de sua vida pessoal ele não era particularmente bom, mas quando fazia perguntas para separar a verdade da mentira, ele era uma estrela.
Quando a campainha tocou, Abby ignorou. De vez em quando as pessoas ficavam perdidas, ou um homem em um uniforme sem atrativo fazia uma entrega no endereço errado. Com o tempo iria embora. Ela estava bem confortável no sofá laranja avermelhado que dominava a grande sala onde passava seus dias acordada. Desde que estivesse só, e desde que sua pele ficou tão sensível, não usava roupas. Por que deveria? É verdade que sua pele era quase invulnerável, desde que ficasse longe do sol, mas com seus sentidos exaltados eram mais sensíveis ao toque dos tecidos através de sua pele. A carícia da seda, ou de uma mão corretamente usada, era divino. A aspereza de um material grosso ou um toque inexperiente era aborrecido.
Sua sensibilidade incrível também fazia do sexo uma fonte de prazer. Até ontem à noite, ela negava a si mesma. Como continuaria a negar seus impulsos quando a memória era tão afiada?
Este apartamento era seu abrigo. Quando não estava no bar, a maior parte de seu tempo passava nesta grande sala. Existia também um quarto enorme e ela raramente usava e neste momento parecia uma lástima e uma cozinha fabulosa que era um desperdício de espaço. Havia também dois quartos de hospedes. Não que ela tivesse muitos convidados, mas conhecia vampiros no mundo inteiro e alguns deles, uns poucos, eram seus amigos. Não sentia falta de companhia, ainda que só tivesse um convidado a cada cinquenta anos ou mais. Nunca se sabe quando um amigo poderia aparecer procurando por um santuário.
Quando ela reformou o lugar pensou na revenda, pois não ficava em um lugar mais de quinze anos ou então e isso era se tivesse sorte. Mais de um quarto se perdeu, como a cozinha.
A campainha tocou novamente. Persistente.
Esta grande sala estava cheia de estantes de livros pesados, uma TV de alta resolução panorâmica, um aparelho de CD caro, junto com uma coleção impressionante de CDs, e um elegante computador. Ela não dormia e não poderia sair do lado de fora enquanto o sol brilhava, e ela tinha que fazer algo para passar as horas de luz do dia. Que pena que não poderia manter Leo ao redor para entretenimento. A idéia a fez sorrir. Pensar nas formas como eles podiam passar pelo dia se ele tivesse ali.
Seu sorriso diminuiu. Se ela não o matasse. Era muito tarde para aqueles pensamentos, desde a noite anterior ela o tinha empurrado para longe dela, mentalmente. Ele não a acharia mais atraente. Era provável que não voltasse ao bar, uma vez que sua investigação estivesse terminada.
A campainha tocou novamente, e esta vez foi acompanhada por uma voz profunda que reconheceu. — Vamos, Abby. Eu sei que você está aí. Hora de levantar dorminhoca. Eu preciso daqueles desenhos.
Em um impulso ela pulou do sofá, agarrando um tecido decorativo com as cores rosa, vermelho e laranja. Ela enrolou o tecido suave ao redor seu corpo e andou para a porta.
— Vá embora! Ela gritou.
Houve uma pausa pequena antes de Leo dizer, — Não, eu acho que não. Eu conversei com todo mundo que podia sem aqueles desenhos. Vamos, é quase três na tarde. Você não pode ainda estar dormindo.
Ela sabia onde estava o ângulo do sol neste horário, nesta época do ano. Havia também um grande toldo prata na porta. Abrir a porta não seria doloroso ou perigoso desde que ela ficasse no limite. Com uma onda de raiva ela abriu a porta para revelar um alto, tentador, e muito curioso homem.
— O que você quer? Ela perguntou, tomando cuidado de manter a porta um pouco fechada e se manter afastada de qualquer raio de luz solar.
— Os desenhos.
— Você pode pegá-los hoje à noite. Ela disse.
Leo a olhou de cima abaixo, ao longo do tecido que apenas cobria as partes de seu corpo com decência mínima e não muito mais. Os mesmos tipos de imagens mentais ela pegou dele na noite anterior reapareceu. Sua mente não estava de todo no caso. Droga, ele não devia estar pensando nela deste modo. Ela fez o que pôde para persuadi-lo a esquecer sua obsessão.
— Você não vai me convidar para entrar? Ele casualmente perguntou.
— Você precisa de um convite?
— Eu sou um policial, Abby. Sim, eu preciso de um convite. Por favor?
Ela suspirou, andou de volta, e abriu a porta. — Entre, Detetive Stryker.
Em sua vida inteira, Leo nunca viu outra coisa mais tentadora que Abby Brown enrolada em tecido fino, colorido. E, obviamente, nada mais. O tecido agarrado em suas curvas grudava em lugares interessantes. Mal cobria seu corpo. Se ele tivesse um pouco menos de controle estaria babando.
Por que uma mulher como esta estava sozinha? Instintivamente ele olhou em direção a porta que poderia ou não levar a seu quarto. Ela estava sozinha? Ou ela mantinha seus segredos guardados?
— O quanto você sabe sobre Remy Zeringue?
Suas sobrancelhas se curvaram ligeiramente. — Remy? Eu o conheço há anos. Por quê?
— Os amigos de Marisa dizem que ela estava louca por Remy, e um par deles pensa que eles poderiam estar se encontrando escondidos.
Por um instante Abby pareceu alarmada, e então sua expressão mudou. Muito tarde. Ela ficou surpresa com aquela informação.
Ela se recuperou depressa. — Remy nunca mencionou Marisa, entretanto ele é um pouco de paquerar, eu suponho, e não posso dizer que ele nunca levou uma cliente para casa. Você é bem vindo para perguntar a ele sobre isto hoje à noite, claro.
— Eu parei em sua porta no andar de baixo. Leo disse. — Ele não respondeu sua porta. Um pensamento que ele não gostou passou por sua mente. E se o pianista estivesse ali? E se Remy Zeringue estivesse no quarto e fosse a razão de Abby não estar vestida? Havia visto os dois juntos e descartou a idéia de que eles pudessem estar envolvidos, mas muitas mulheres eram atraídas por um músico de cabelos longos e sotaque cigano que acentuava seu charme. — Se importa se eu der uma olhada?
Abby sorriu e fez um gesto pouco amigável com a mão. — Fique a vontade.
Ela o levou como se fosse uma excursão. O apartamento, ou melhor, os apartamentos. Os quartos eram grandes e bem montados. Ela gostava de vermelho e laranja, aparentemente, havia um agradável quarto de hospedes decorado em verde e azul, e outro dominado por sombras de lavanda. Em todo quarto as janelas eram completamente cobertas com cortinas pesadas. Não havia nenhum raio de luz solar atravessava. Existia suficiente luz artificial para iluminar bem os quartos, mas era estranho, não ter pelo menos uma janela aberta em um dia tão bonito.
O quarto principal era enorme, dominado por uma cama enorme coberta por uma colcha vermelha e pontilhada com travesseiros laranja e rosa em vários tamanhos. Nem sinal de Remy, nenhum sinal de qualquer homem. Os quadros emoldurados nas paredes eram bons, com flores e rosas, uma cena de outono com árvores sem folhas. Ele estava olhando fixamente para esse quando notou a inicial no canto da direito da parte inferior A. Nada mais, só uma letra. Quando ele olhou ao redor novamente notou que todas as pinturas eram assinadas do mesmo modo. A.
— Seus? Ele perguntou, gesticulando para as pinturas.
— Sim.
— Você é boa.
— Graças a anos de prática. Ela respondeu friamente.
Ela não parecia velha suficiente para ter anos de prática em qualquer coisa. Com base nas informações que ele tinha de Abby Brown ela tinha vinte e oito anos, mas ela podia facilmente se passar por uma aluna da faculdade. Sua pele era perfeita, pálida, seus olhos verdes brilhantes, seu corpo bonito, delicada e ainda cheia de curvas... Ele não devia ter ido lá.
— Você suspeita que Remy tenha matado Marisa? Perguntou Abby em voz baixa, e mesmo tentando ocultar, ele ouviu a dor em sua voz.
— Eu não sei. Leo disse. — Eu espero que não.
— Por quê?
— Porque ele é seu amigo e te machucará se for ele.
Ela ficou genuinamente surpreendida com sua resposta. — Você não devia se importar comigo. Eu não sou nada para você, como você não é nada para mim.
As palavras foram inesperadamente formais e severas, mas ele não acreditava que a intenção de Abby era ser grosseira. Ela falou claramente que não se importava. Tinha razão, mas estava um pouco confuso. Ele teve uma súbita e vívida imagem de Abby deitada na sua cama, o brilhante tecido de seda brilhando a seu redor, em baixo dela, mas não a cobrindo. Ele podia ver, então claramente, seu corpo e ela unidos. Inferno, ele podia quase senti-la a seu redor, como se a sensação de entrar nela estivesse na lembrança e não fosse uma fantasia.
— Eu gostaria que você não fizesse isto comigo. Ela sussurrou.
— O que?
— Eu sou forte, mais forte que você sabe, mas eu não sou tão forte quanto devia ser.
— Quem disse para você ser forte?
Ela não respondeu, mas caminhou para ele, soltou o tecido que era tudo que ela vestia, e sem uma palavra começou a despir ele.
— Eu estou trabalhando. Ele disse sem entusiasmo. — Bom isto é, eu realmente devia...
— Você realmente devia ficar quieto e me ajudar a tirar estas roupas. Ela disse quando empurrou sua jaqueta para o chão. — Elas estão em meu caminho.
Leo não era um idiota completo. Ele fez o que ela disse.
As mãos de Abby eram frias e insistentes. Seu cabelo longo, escuro estava solto; caindo através de sua bochecha quando ela olhou para desafivelar seu cinto e desabotoar sua calça, ocultando sua expressão dele. Ela estava tão ansiosa quanto ele? Aquele parecia ser o caso. Que diabos estava acontecendo?
Ele era um bobo por fazer perguntas quando tudo que ele queria de Abby Brown estava acontecendo agora mesmo. Suas mãos eram rápidas e gentis, seu rosto revelava sua ânsia. Desnuda e necessitada, ela parecia extremamente delicada, e ele queria dar tudo a ela e mais além. Ela não era tímida; suas mãos estavam em todos os lugares. Ela até lambeu seus lábios enquanto tirava suas roupas.
Ele estava tão preso no momento que quase se esqueceu do preservativo em sua carteira. Com um puxão de sua mão ele agarrou sua calça, mas surpreendentemente os dedos fortes de Abby em seu pulso o impediu de ir muito longe. E então ela o puxou sobre a cama, onde os dois caíram suavemente, seus corpos apertados.
— Você não precisa disto. Ela sussurrou. — Eu não posso ter filhos ambos somos saudáveis.
— Como você sabe que eu sou saudável?
Ela arqueou em baixo dele, envolvendo suas pernas ao redor seus quadris, trazendo ele para mais perto. — Eu sei. Ela suavemente disse, — Porque eu tenho poderes que os seres humanos não têm. Eu posso ver em seu corpo e sua alma, eu posso ver quem você é e agora mesmo o que você quer é o mesmo que eu quero.
— Certo. Ele disse — Eu gosto disto. E ela se moveu contra ele e eliminou todo pensamento.
Sua pele era fresca, lisa e perfeita. Ela cheirava a canela, sexo e baunilha. Biscoitos. Ela cheirava a biscoitos. Ele beijou seu ombro, perguntando se ela teria o mesmo gosto. Seus lábios demoraram em sua carne perfeita. Não, ela não tinha gosto de biscoitos; ela tinha gosto de mulher.
Ele estava muito perto de entrar nela e isso o deixava louco, mas esperou. Por meses sonhou com este momento, e agora que tinha Abby em volta dele não iria se apressar; não iria desperdiçar esta oportunidade. Ele afastou o cabelo de seu rosto e beijou sua garganta. Ela ofegou, gemido de prazer. Ela respondeu intensamente a seu toque, e ele gostava disto. Ele queria fazê-la sua em todos os sentidos. Suas mãos roçando seu corpo, parando aqui e ali para explorar e despertar.
Abby se moveu como uma serpente, ondulando contra ele, roçando seu corpo contra seu, trazendo eles para mais perto. Ele a procurou por meses e ela o rejeitou, mas agora que eles estavam ali e parecia que estava mais impaciente que ele. Ela conteve a respiração em um suspiro de prazer intenso de desejo. Ela lançou a cabeça para trás e encurvou a coluna. Talvez ele estivesse disposto a ser paciente e tomar seu tempo, mas ela obviamente não estava.
Ele empurrou dentro dela, preenchendo-a, aliviando a dor que o tinha deixado louco desde que ela abriu a porta e se apresentou apenas coberta por aquele tecido brilhantemente colorido. Havia pensado em tê-la nesta posição mil vezes, mas até sua imaginação não tinha sido tão notável quanto à realidade. Houve momentos que achou que não conseguiria o que queria dela, que nunca estaria tão perto. Agora estava ali, como um sonho se tornando realidade.
Ela era estranhamente fria, por dentro e por fora. Sua pele, seus lábios, os músculos internos que tremiam contra ele, tudo estava sem o calor esperado, como se ela fosse feita de seda. Nenhuma sensação podia se comparar a deliciosa combinação de seu calor com o frio. Ele estava perdido nela e não existia nada além dos dois e o prazer de seus corpos agarrados. Ela beijou seu peito... Que diabos, ela estava lhe mordendo? Não, não, era só um beijo. Um beijo ardente. Quando ela o beijou seu corpo se aqueceu; o frio de sua pele diminuiu, seus quadris se moveram mais rápidos, mais insistentes. Ela roubou todo pensamento de sua cabeça, não existia nada além de seus corpos e a necessidade deles.
Ela foi dura, com seus lábios presos em seu peito, suas pernas apertadas ao redor ele, seus corpos juntos... E enquanto ela tremia, ele se entregou.
Eles se estenderam na cama, mudos, apenas se ouvia o som de sua respiração. A mulher em baixo dele pareceu não fazer nenhum ruído, nenhuma respiração ofegante, nenhuma batida do coração. Se ele não a conhecesse pensaria que estava com algum problema.
Nunca havia sentido nada assim. Abby beijou seu peito, e o lambeu. Sua cabeça estava inclinada para que não pudesse ver sua expressão, e ele queria muito ver seu rosto.
— Eu gostaria de manter você. Ela sussurrou.
Ele curvou sua cabeça e beijou seu ombro. — Eu iria muito gostar de ser mantido.
—De verdade, não e?
— Sim.
Ela o tombou de costas com assombrosa agilidade e facilidade. — Eu não compartilho nada com ninguém há muito tempo. Ela sussurrou. — Eu gostaria de compartilhar tanto como sexo, como sangue.
Corpo de Leo ficou tenso. — Sangue?
Ela estava em cima dele, agora, como ele uma vez tinha estado em cima dela. Seus olhos estavam fixos nele, como se estivessem invadindo, como se seu olhar fosse algo físico que perfurava seus olhos e viajava por sua mente. — Você não pode se mover.
Leo tentou se afastar suavemente de Abby e rolar pela cama, mas ela estava certa. Ele não podia se mover. Seus membros estavam congelados. Ela o drogou? E nesse caso, como? Ele não bebeu ou comeu qualquer coisa desde que entrou em seu apartamento.
Mas sentiu uma picada quando pensou que ela o estava mordendo. Ela teria uma agulha na cama? Ela o drogou com um relaxante de muscular? Infernos, ele tinha muito mau gosto com relação às mulheres!
— Eu não machucarei você. Ela disse, enquanto tirava uma mecha de cabelo de sua testa. — Com relação ao dia de hoje eu te farei esquecer, mas no momento... Eu juro, existe algo em você que faz com eu me sinta mais sozinha do que nunca, algo que me empurra para você, pra dizer a verdade sobre quem eu sou.
— Quem você é? Ele perguntou ainda confuso, mas não mais com medo. Suas palavras e sua voz - e mais importante seus olhos - falavam da solidão, do medo e uma necessidade que ele mesmo desejava. Alguém com quem compartilhar. Ainda que a situação fosse confusa e deveria estar assustado, ele não podia sentir medo dela. Além disso, se ela quisesse machucá-lo podia já ter feito muito até agora.
Abby jogou para trás seu cabelo longo, grosso, e então ela olhou em seus olhos. Mais suave desta vez, sem pressa, sem aquele sentimento de invasão. — Eu nasci Abigail Smythe em 1543. Minhas memórias daquele tempo não são claras, mas sei que era filha de um fazendeiro ao norte da Inglaterra, que tinha um rosto bonito e uma maneira de ser agradável, ambos presentes de minha mãe. Minha vida era simples. Acho que era feliz o suficiente, se bem que para ser honesta é difícil lembrar depois de tanto tempo. É como se aquela menina fosse outra pessoa, alguém distante, e, no entanto, percebo que menina tão tola e fraca era eu.
— Quando eu fiz quinze anos meu pai organizou meu casamento com um homem mais velho que era importante na comunidade. Eu pensei que seria lago bom, mas claro que agora sei que ele era nada além do que hoje seria chamado de um grande peixe em uma lagoa pequena. O Sr. Bailey, entretanto era quase tão velho quanto meu pai, era um marido bom e atento até que ficou claro para ele que eu não iria lhe dar os filhos que ele desejava. Duas de nossas crianças nasceram mortas, ambas meninas, e quando tinha dezenove anos lhe dei uma filha forte, bonita. O parto foi difícil e eu quase morri. Depois que Merry nasceu não concebi novamente.
Leo sabia quando as pessoas estavam mentindo para ele; era parte de seu trabalho, inferno, era uma parte de quem ele era. Todo mundo contava uma mentira ou duas e ele podia perceber a milhas de distância. De tudo que podia ver Abby não estava mentindo. Impossível ou não, ela acreditava no que estava dizendo a ele. Ainda assim... Isto não era...
— Possível? Eu asseguro a você que é. Escute-me, por favor. Ela virou sua cabeça para olhar em direção as grossas cortinas da janela. — Meus últimos anos como humana são mais claros em minha memória do que aqueles que precederam eles. Eu era tão feliz quanto podia se esperar, considerando que meu marido me menosprezava e em algumas ocasiões me batia quando desejava o filho que eu não podia lhe dar. Eu tive a minha filha, uma menina adorável, doce, e eu nunca tive que me preocupar com comida ou abrigo. Ao todo, minha vida era boa.
Leo sentiu uma onda de raiva. Sua história era fantástica, era incrível, mas deveria ter alguma verdade nisto, em algum lugar. — Ele bateu em você?
Abby ignorou sua pergunta. — Quando eu tinha vinte e três anos de idade, e era uma mãe jovem e uma esposa relutante, uma coisa terrível aconteceu com nossa aldeia. Pessoas foram mortas durante a noite de uma forma horrível e seus corpos drenados foram jogados nas ruas para todos ver quando o sol aparecesse. Entraram em pânico, como você pode imaginar. As reuniões da cidade eram frequentemente seguras. O Sr. Bailey sempre presidia naquelas reuniões, claro, pois ele era o líder da comunidade. Nós fomos orientados para ficarmos vigilantes, e suspeitar de todo mundo, inclusive dos aldeãos que conhecíamos. Nós fomos advertidos para sermos especialmente cautelosos à noite, que era quando as matanças aconteceram, e não permitir ninguém entrar em nossas casas.
Ele viu a dor em seus olhos; ele sentiu como se fosse sua, como se eles estivessem conectados de um modo que ia além do sexo.
— Mas como você pode dizer não a um padre ambulante que chega à sua porta, faminto e procurando abrigo por causa da chuva e da escuridão da noite? Como você pode virar as costas a um ser humano em necessidade? Ela o olhou nos olhos. — Eu não o mandei embora. Eu o convidei para entrar, embora meu marido não estivesse em casa. Em questão de minutos o padre que não era um padre me deixou imóvel, como eu fiz com você, e eu assisti como ele quebrava pescoço da minha filha e bebia todo o seu sangue. Quando acabou se virou para mim. Eu implorei para que me matasse. Eu não queria viver sem minha criança. Merry era tudo de bom que tinha em minha vida, e não podia continuar em sem ela.
Falou baixinho. — A criatura me matou, mas ele não permitiu que eu permanecesse morta. Ele me transformou em um vampiro, como ele. Eu penso que se não tivesse pedido para me matar que ele teria me deixado morrer, teria permitido que permanecesse morta.
Talvez percebendo, ou pelo menos suspeitando, que ele não acreditava nela Abby sorriu. Duas presas apareceram, caninos afiados longos e crescendo cada vez mais ante seus olhos, transformando o que deveria ter sido um bonito sorriso em um rosto bonito com uma demonstração de terror.
E ele acreditou. Como ele não poderia? A verdade estava diante de seus olhos. — Você vai me matar?
— Não. As presas se retraíram tão depressa quanto apareceram.
O que ela disse a ele era impossível, incrível, mas ele não teve nenhuma escolha a não ser acreditar. Mais além da verdade que conhecia, outro mundo existia. Um mundo escuro e oculto, com criaturas que pensava que não existissem. Considerando alguns dos assassinatos sórdidos que viu durante sua carreira, não poderia estar chocado. Ele estava surpreso, porém, por Abby ser uma parte deste mundo. Ela não era do mal. Não importava o que ela disse, ele viu que ela realmente era e não existia nada para temer. — O que aconteceu a seguir? Como você sobreviveu?
Abby virou sua cabeça e olhou para ele como se ela estivesse confusa com a pergunta. Talvez estivesse surpresa por ele não ter se afastado pedindo clemência. — Eu estava em um canto, segurando o corpo de minha criança, quando o Sr. Bailey voltou para casa. Ele não percebeu o que aconteceu, claro. Quando ele nos viu lá ele achou que de alguma maneira eu tinha matado Merry. Como se eu alguma vez... Ela agitou a cabeça depressa. — o Sr. Bailey veio com pressa em minha direção. Levantou sua mão para me atingir como fez outras mil vezes. Mas desta vez, eu lutei com ele. Eu o empurrei tão forte quanto eu pude e ele voou através da sala. Eu o segui, com raiva e faminta de um modo eu não entendia. Meu marido gritou quando ele viu meu rosto e percebeu no que eu tinha me transformado. Ele pediu clemência quando eu o lancei para no chão com uma recente força descoberta. Enquanto ele chorava que eu me lancei sobre ele e fui para sua garganta. Eu bebi todo o sangue velho e azedo do Sr. Bailey e gostei disto. Ela o olhou nos olhos. — Eu sou um monstro, Leo.
Ele não podia discutir com aquela declaração, não se o que ela disse fosse verdade. — Você matou Marisa Blackwell?
Ela agitou sua cabeça. — Não. Eu não mato ninguém há muito tempo. Eu posso sobreviver bem com sangue de porco, e ocasionalmente me alimento de humanos e então faço com que eles se esqueçam, como eu fiz você se esquecer ontem à noite.
— Ontem à noite... Ele não conseguiu chegar a nenhum lugar antes da memória vir apressada de volta, talvez porque ela tivesse permitido que ele se lembrasse. Um grande beijo, uma união rápida nas sombras... E mais, aparentemente.
— Outros vampiros, mais jovens, nem sempre tem esse controle. Eles matam ao azar ou subsistem por sangue animal até que eles aprendam a controlar sua força e suas necessidades. Eu sirvo sangue de porco em meu bar depois das duas horas. Eu ensino àqueles que desejam aprender como sobreviver sem ceder a seus impulsos monstruosos. Seus olhos verdes estavam mais claros que o habitual, perdendo quase toda sua cor, por um momento. — Nós não podemos permitir que as pessoas desapareçam noite após a noite, não podemos nos dar um banquete com os humanos ao nosso redor e continuarmos prósperos. Nós não morremos facilmente, mas nós podemos morrer. Nós podemos ser machucados. Não queremos que conheçam nossa existência, e isso significa manter baixo o número de mortos sem importar o quão sedentos estivermos. Em nome da sobrevivência aprendemos negar a nós mesmos o que queremos como eu neguei você, até agora.
Quatrocentos anos era muito tempo. Quantas pessoas Abby matou antes dela aprender a se controlar? Ela era verdadeiramente um monstro atrás desse rosto encantador? Iria um monstro ter um laço com um humano, uma conexão que negava?
— O que aconteceu com você, depois que você se transformou? Ele perguntou.
Abby abaixou a cabeça quase com timidez, entretanto ele sabia que era qualquer coisa menos tímida. Cabelos longos, grosso, suave e escondia uma parte de seu rosto. — Minha pequena aldeia estava completamente destruída. Ela sussurrou. — Não ficou ninguém para contar o que realmente aconteceu, então os viajantes que acharam os corpos colocaram a culpa em uma epidemia e queimaram tudo. O vampiro que matou todos sobreviveu claro, como alguns outros que ele tinha transformado. Os outros não duraram um ano. Eles não eram suficientemente fortes.
— O que aconteceu para a criatura que matou sua filha e todos os outros?
Seus olhos se estreitaram, e ele viu neles um ódio que deixaria a maioria dos homens de joelhos. — Eu soube alguns anos mais tarde que ele chamava a si mesmo Callosus. Ele era um antigo então, com grandes poderes. Ele ainda vive, eu sei. Eu juro, em alguns dias posso sentir ele por perto e outros dias... Nada. Um dia eu o encontrarei, e quando fizer isso arrancarei sua cabeça, ainda que isso signifique arrancar a minha no processo.
Não deveria acreditar em uma palavra do conto de fantástico de Abby, mas ele acreditava. No rosto em cima dele ele viu a mulher e o monstro, a tragédia, a morte e a aflição. Ele viu seu coração e o demônio horrível que ela... Tinha sido... Podia ser.
Ele devia estar apavorado, mas não estava. Ocorreu-lhe com um toque de humor que Abby Brown, não importando o que ela fez, não podia ser muito mais sanguessuga que sua ex-esposa...
— Por que você está me contando isso?
— Porque eu gosto de você. Ela disse, — embora não devesse. Você faz me sentir sozinha, quando nos últimos duzentos anos tenho sido mais que feliz permanecendo sozinha, sem contar com ninguém além de mim mesma, sou uma solitária. É muito perigoso se aproximar de algo ou alguém. Em poucos anos eu mudo meu sobrenome, no entanto mantenho o nome Abby ou Abigail. Isto não é muito, mas é tudo que tenho do que fui uma vez. Tenho me contido. Eu não mato ninguém e tento viver minha vida simples, sem complicações, e agora... E agora aqui está você, uma complicação do pior tipo.
Mais além da história triste e horripilante, atrás das presas e a afirmação que ela era um monstro, Leo viu algo mais. Ele viu a mulher que havia sido desde o principio. Ela era real. Não era exatamente como ele acreditava que devia ser, não era simples ou comum, mas tranquila, ela era real e estava aqui e existia uma razão para esta confissão.
— Você está me dizendo tudo isso porque você quer meu corpo.
Ele disse com ironia.
— Em mais de um modo. Ela respondeu. — O sexo é fabuloso. Eu havia me esquecido do quão poderoso é um homem e uma mulher se unirem em nome do prazer. E juro que desejo chupar cada veia de seu corpo.
Ele não podia afastar a imagem de sua mente. — Cada uma?
— Não vou fazer isso. Abby disse ligeiramente irritada, ainda mais triste. — Simplesmente não pode ser. Por algumas noites, talvez até alguns anos, talvez nós possamos fazer funcionar. Mas sempre teria que esconder a verdade de você, me alimentar e esperar que não seja demais, e levar suas memórias...
— Eu não quero que você leve minhas memórias.
— Eu sei. Ela acariciou seu rosto. Olhou em seus olhos daquele jeito dela, e de repente ele podia se mover novamente. Ele teve o controle de seu corpo mais uma vez. Qualquer homem normal saltaria da cama e correria como um inferno, mas ao invés disso Leo tomou Abby em seus braços. Ele não devia acreditar no que ela disse, mas ele acreditava. Deveria ter medo, mas ele não tinha. Se ela quisesse qualquer coisa dele que ele não estivesse disposto a dar ela podia ter tomado ontem à noite, ou quando ele apareceu na sua porta. Poderia ter aceitado seus convites durante os últimos três meses e enquanto eles estivessem sozinhos poderia ter feito qualquer coisa que quisesse.
No momento, pelo menos, ela não queria nada diferente do que ele desejava. Sua pele estava fria novamente e ele a saboreou. Não como ela o saboreou, mas ele fez sua festa.
CAPÍTULO 4
Remy encontrou Abby na porta de entrada do Bar Pôr do sol. Ele tocaria em uma hora ou duas, mas como ela, ele estava cansado de seu apartamento. Ele permaneceu atrás dela e respirou longamente. — Abigail, querida. Ele disse seu sotaque acentuado, mesmo depois de tanto tempo longe da cidade onde ele nasceu como humano e como um vampiro, — você cheira a polícia.
Ela suspirou, destrancou a porta e passou para dentro. — Eu tomei banho. Duas vezes.
— Ele não está só em sua pele, ele está em você. Ele está em suas células e está em suas veias. Você está certa de que isto é uma boa idéia?
Primeira Margaret e agora Remy! — É minha vida para fazer o que eu quiser. Ela olhou para ele. — Você não pode me criticar. Você se relaciona com humanos o tempo todo.
— Não policiais. Ele encolheu seus ombros largos. — Bem, policiais femininas seriam mais meu tipo, se eu fosse tão tolo.
Ela se virou para ele. — Marisa Blackwell? Pelo amor de deus, Remy, ela era quase uma criança!
Sua expressão de repente era solene. — Ela não era nenhuma criança, eu asseguro a você. E claro você muito obviamente está perguntando se eu a matei.
— Você a encontrava e se alimentava. Como eu vou saber se você não a levou para longe e tomou tudo? Deus sabia que tinha sido tentada o suficiente para tomar todo sangue de Leo.
— Eu não fiz. Ele disse suavemente. — Acredite ou não
A porta abriu-se e os primeiros de seus clientes humanos chegaram. Não existia nada mais para ser dito, não até muito mais tarde. — Jure para mim. Ela sussurrou.
A expressão de Remy não mudou. — Acredite ou não. Eu não imploro ou juro.
Leo estava estranhamente cansado, mas não parou até que a tarde se transformou em noite. Nenhum dos suspeitos habituais fez qualquer diferença em todo o caso de Marisa Blackwell. Ela não tinha sido roubada. Ela não teve nada com ninguém além do superficial ex-namorado. Ela não usava drogas. Suas noites frequentes no Bar Pôr do sol só serviam para comprovar seu lado selvagem, e seu envolvimento com Remy.
Ela falou sobre ele com vários de seus amigos, entretanto sua família nunca ouviu seu nome. Em seus olhos ela era uma doçura, anjo intacto, virginal. Ele não fez nada para acabar com aquela imagem e não faria a menos que fosse necessário para o caso.
Remy ou Mike e Jason? Alguém perdeu por completo o controle? Um sociopata estava de passagem pela cidade? Este caso não estava claro ainda.
De muitas formas, o pianista era o único suspeito que fazia sentido para Leo. No entanto, ele não tinha nenhuma prova e não queria ter nenhuma que ligasse a Remy. Ele não estava certo do por que e não importava. Se Remy Zeringue ou um assassino serial – no caso Jason e Mike - ele teria que falar com Remy qualquer dia, em todo o caso.
Pelo menos hoje à noite ele veria Abby quando fosse a sua casa pegar os desenhos. Teve a intenção de fazer isso esta tarde, mas nunca chegou a pegá-los. Deveria ter pegado. Em vez de ir a casa de Abby e insistir em pegar os desenhos que ela prometeu, ele havia... Bem, não estava certo de como conseguiu se desviar, mas horas depois que deixou a estação despertou de um longo cochilo em seu carro, estacionado atrás da Loja de Dólar Geral na estrada principal.
Ele não podia ficar doente agora, tinha que olhar além de Remy. Até que conseguisse rastrear os homens vistos com Marisa e sua amiga na segunda feira à noite, não podia assinalar ninguém como suspeito. Alguma prova seria bom, mas no momento não tinha nenhuma.
Ele de repente foi assaltado por uma vontade de comer biscoitos.
Abby furiosamente limpava o balcão, ignorando os olhares fixos de humanos e vampiros. Ela se movia um pouco mais rápido que o normal para qualquer humano; ela sabia e ainda assim não conseguia diminuir a velocidade. Que olhassem não se importava. Sua mente dava voltas e seu corpo estava tenso, uma versão inesquecível de "Crazy" neste momento.
Remy e outros frequentemente a encorajavam a se relacionar com um humano de modo sexual. Muitos vampiros mantinham a humanos que ignoravam sua condição como companheiros sexuais, tratando-os como se fossem mascotes. Abby rejeitou a idéia, afirmando que era uma debilidade precisar de um humano para qualquer coisa além de sangue. Ela não precisava de ninguém, menos ainda de alguém tão frágil como um homem.
Sua ânsia por Leo deveria estar satisfeita por agora. Ela provou seu corpo e seu sangue a tarde toda; ela apreciou o prazer da alimentação e até sua risada. A cama que ela nunca dormia se tornou um abrigo para uma tarde boa. E então ela apagou da mente de Leo seu interlúdio e o mandou embora.
Abby era intensamente sensível a Leo, graças ao sangue que havia tomado. Quando ele parou no estacionamento, sentiu sua proximidade. Ela sabia, antes dele abrir a porta do bar, que estava confuso pelo tempo perdido e debilitado pela perda de sangue. E tudo o que ela queria era segurar seu corpo novamente e saborear seu sangue. Só uma gota. Isso seria suficiente, no momento.
Talvez.
Leo sorriu debilmente quando caminhou em direção a ela. Cada vampiro do bar percebeu o olhar de interesse de Leo. Eles estavam curiosos por sua reação a ela, ou por sua reação a ele?
— Você tem aqueles desenhos?
— Sim. Ela alcançou debaixo do balcão e retirou dois desenhos de lápis dos homens que ela se lembrara de ver com Marisa e Alicia. Não é que lhe faria algum bem. Quanto mais centrada a mente de Leo estava no assassinato, mais certa ela estava de que um vampiro cometeu o crime.
— Obrigado. Ele puxou um banco, passou os dedos por seu cabelo, e agarrou os desenhos que ela ofereceu. — Uau, são muito bons. Eu não sabia que você era uma artista.
O coração de Abby se rompeu um pouco. Algumas horas atrás ele admirou suas pinturas. Depois do sexo, as explicações que ele milagrosamente aceitou e sexo mais uma vez, ele perguntou sobre as pinturas em seu quarto. Ela disse a ele quando e onde pintou, como sua vida estava naquele momento. Quando compartilhou aquela parte de seu passado, percebeu que aqueles anos mais produtivos, artisticamente falando, ela estava sozinha. Completamente, completamente só, existindo cautelosamente por uma comida até a próxima, enchendo as horas longas com pintura e telas e estranhos que nunca se lembrariam-se que eles a encontraram.
Naturalmente, Leo não se lembrava nada da conversa, que era a razão dela sentir-se tão livre com ele. Se fosse tão tola sobre fazer sexo com ele novamente, teria que dizer a ele mais uma vez que não podia ter filhos assim ele não precisava de preservativos em sua carteira. Para ele, sexo com ela sempre seria a primeira vez. Nunca poderia haver nada semelhante a uma relação significativa entre eles, como se isso fosse possível para qualquer vampiro.
— Eu não sou realmente um artista. Ela disse. — Eu rabisco. Você está muito bem. Que tal um bom copo de...
Ele a parou com uma mão levantada. — Estou trabalhando.
— Suco de laranja. Ela terminou com um sorriso.
Ele grunhiu. — Provavelmente não é uma idéia ruim. Eu me sinto como se estive debilitado. Ele estudou os desenhos. — Eu estava com a intenção de visitar sua casa esta tarde e ver se eles estavam prontos, mas não consegui. Franziu o cenho; enrugando a testa. Ela quis acalmá-lo, explicar que ele não estava perdendo sua mente. Se ela se aproximasse demais e conseguisse tê-lo de volta em sua cama, provavelmente não o deixaria ir.
— Estou com o mais estranho desejo de comer biscoitos. Ele disse. — Eu normalmente não gosto muito de doces, mas homem, eu mataria por um biscoito de açúcar agora mesmo.
Antigamente ela poderia ter Leo amarrado em sua cama e tomar o que ela quisesse até que se cansasse dele, e então faria esquecer tudo e o deixaria tão ofuscado e danificado que ele não seria uma atração para ela. Hoje em dias as pessoas dariam falta e ainda mais um policial. Era uma pena. Ele era incrivelmente especial e diferente. Ela nunca conheceu outro homem como ele.
Abby sentiu um arrepio em sua espinha. Ela estava começando a soar como um humano, fraca e sentimental, em vez de abordar Leo como se ela fosse o monstro e ele a vítima. Os monstros amavam? Não que ela soubesse. Existia lealdade, em alguns casos. Existia ocasionalmente companhia ou amizade ou uma aliança formada para o propósito exclusivo de preservação própria. Mas isso não era amor real. Era parte do preço que ela pagava pela imortalidade, pela força, presentes que nenhum humano poderia entender.
Tristemente, ela percebeu que não podia ficar ali por um longo tempo. Olhando para Leo sabia disso muito bem. Ele sempre seria uma tentação, e ela não estava em condições de ser tentada. Assim que assassinato do Marisa fosse resolvido, daria um jeito de partir. Se ela desaparecesse agora, sem causa e um mínimo de preparação, ele seguramente a consideraria um suspeito. Não queria que a perseguisse depois.
— Eu preciso conversar com seu pianista. Leo disse. — Você sabia que Remy estava vendo Marisa Blackwell?
— Não, eu não sabia. Você tem certeza? Ele disse a ela esta tarde, mas claro que ele não lembrava.
Remy era capaz de levar uma mulher para casa, dormir com ela, e tomar o que precisava, mas como Abby ele era velho e poderoso e tinha controle sobre suas necessidades. Ele nunca mataria ao tomar o sangue que necessitava; era simplesmente desnecessário. Ele disse que não matou Marisa, e ela acreditava nele. Se vampiros tivessem alma Abby teria ficado em dúvida, mas Remy é era um dos bons. Desde que ele tivesse sua música e uma série de mulheres para entretenimento de sangue e sexo, ele estava satisfeito. Ele não tinha nenhuma razão para matar.
A menos que algo tenha acontecido e ele perdeu controle. Um dia atrás ela teria pensado que fosse impossível. Agora ela já não tinha tanta certeza.
— Ele não tem muitos intervalos. Ela disse. — Pode esperar?
— Sim. Leo bebeu seu suco. Ela desejou ter comida decente para oferecer a ele, algo para restabelecer a força que ela tinha sugado esta tarde, talvez um dos biscoitos que ele desejava, mas tudo que ela tinha eram ovos mexidos. Ainda que ela não tivesse necessidade de comida real, ovos mexidos não chamavam a atenção. Havia amendoins, e ela casualmente colocou uma tigela próxima de Leo. Ela não queria que pensasse que era maternal com ele, mas o homem precisava de um pouco de proteína. Quase imediatamente se centrou nos amendoins, mastigando, olhando a multidão, vigiando Remy e ela. Era desconcertante.
Uma vez mais Remy começou a tocar — Crazy.
Quando Abby não pôde suportar mais colocou Margaret em seu lugar e se dirigiu a um corredor estreito direto para seu escritório. O escritório não era melhor do que um armário desarrumado e ela não passava mais tempo ali do que deveria, mas no momento era um lugar para se esconder. Os vampiros não deviam se esconder de ninguém, menos ainda de um macho facilmente influenciável que só a interessava por seu pênis e seu sangue. Ele era normal. Ele era substituível. Todo mundo era substituível!
Mas para ele não existia mais. Ela nunca esqueceria o modo como ele olhou-a e como derramou toda sua história sobre seu passado, suas decisões, quem ela era. Ele esqueceu, mas ela não. Embora tenha usado seu poder para imobilizá-lo, embora se revelasse como um monstro, ele sentiu simpatia por ela. Não piedade; ela odiava piedade. Mas ele tinha se comovido. Ele se importou.
E ela era uma idiota por permitir que importasse.
Ela sentiu-o descendo o corredor, mas não se escondeu ou correu como poderia ter feito. Ao invés disso sentou na extremidade de sua escrivaninha e esperou. Quando Leo apareceu na entrada, tentou dar um sorriso.
— O que está errado? Ele perguntou.
— Nada.
Ele não acreditou nela, isso era óbvio, mas não insistiu no assunto. — Então, quando você irá sair comigo? Você não pode continuar dizendo não.
— Eu posso. Ela disse suavemente.
— Você não me conhece bem o suficiente, certo? Certo, aqui estou eu me abrindo como uma casca de noz. Trinta e um anos de idade, antigo detetive de homicídio, e atual detetive em uma pacata cidade onde normalmente não acontece nada. Divorciado, nenhum filho, nenhuma família que viva perto assim eu nunca chamarei você para jantar no domingo com um irmão ou um primo ou minha mãe. Eles moram todos muito, muito longe daqui, que é o melhor para todos os interessados.
— Leo, eu...
— Gosto de Jack Daniel's, futebol universitário, acredito em amor a primeira vista porque eu não posso consigo tirar você da cabeça desde que entrei nesse bar.
Ela não tinha batimentos cardíacos, mas sentiu como se seu estômago estivesse cheio de nós, como se suas entranhas virassem uma pedra fria. — Talvez isto seja luxúria a primeira vista.
— Talvez. Ele concordou. — A este passo nunca vou saber.
Abby respirou fundo, não porque precisasse respirar, mas porque a ação propriamente a acalmava. Sim, tinha que sair de Budding Corner assim que possível. Se fosse necessário acharia o assassino de Marisa se, quem quer fosse ele, independente de sua raça, e então poderia sair da cidade e para longe deste homem tentador.
— Você me beijaria? Ela perguntou.
O pedido pegou Leo de surpresa, ela podia dizer pela expressão em seu rosto. — Aqui e agora?
— Aqui e agora. Talvez não pudesse ter tudo, mas isso não significava que não podia tomar nada.
Leo caminhou pelo escritório com um passo largo, forte. Tudo que podia ter era um beijo, mas queria ter algo para lembrar. Se tomasse mais sangue sabia que poderia matá-lo; não podia fazer sexo com ele sem se sentir tentada a tomar dele. Mas um beijo... Um beijo não machucaria ninguém, e quando desaparecesse teria aquele beijo na memória.
E assim seria.
Era um teste para sua força, beijar ele e não tomar nada mais, mas ela era forte. Ela era poderosa. Ela podia fazer isto.
Abby sentou na extremidade de sua escrivaninha; Leo colocou suas mãos em cada lado dela e se inclinou. Até onde ele sabia este era seu primeiro beijo, mas não hesitou. Sua boca tomou a sua, e ela se deleitou com seu calor e seu gosto. Mais que isto, ficou perdida na emoção do beijo, o poder da conexão, até do amor, de não estar só neste mundo pequeno onde o tempo passava voando e o tempo não tinha fim.
Os braços do Leo pouco a pouco e suavemente se estenderam ao redor dela e a puxou, apertando seu corpo contra o seu. Suas mãos estavam em seu cabelo, seu calor a envolveu. Ela não queria que o beijo terminasse, mas nada durava para sempre. Nada.
Suas mãos foram para seus quadris, deslizando ao redor de seu traseiro e puxando-a para que sentisse sua resposta. Talvez instintivamente ele soubesse que este não era seu primeiro beijo, talvez ele soubesse que seus corpos pertenciam um ao outro.
Finalmente, ele terminou o beijo com um suspiro. — Você tem que sair comigo agora.
— Talvez amanhã.
Ele se afastou dela. — Realmente? Você não está se aproveitando de mim?
Tinha dificuldades para acompanhar as novas gírias e frases, que mudavam tão rápido, mas esta ela entendia. — Eu não estou me aproveitando de você.
— Almoço?
— Jantar. Eu posso deixar Remy e Margaret no bar por umas horas.
— Maldição. Apesar de seu esgotamento, ele deu seu um sorriso verdadeiro.
— Eu tenho que voltar ao trabalho.
— Eu também. Quando posso conversar com seu pianista?
Haviam estado tão envolvidos no beijo, que não percebeu que o piano estava mudo. — Parece que ele não está tocando agora mesmo.
— Bom. Vamos acabar com isto. Leo permitiu que ela fosse à frente corredor abaixo. Todos, humanos e vampiros, estavam olhando quando eles entraram no bar pela parte de trás. Remy não estava em nenhum lugar visível. Nem Margaret. Um cliente, um humano que estava no balcão pelo menos quatro noites por semana, assumiu o comando atrás do bar e estava fazendo um trabalho aceitável, mas Abby estava furiosa.
— Onde Remy e Margaret foram? Ela perguntou veementemente.
— Eles saíram alguns minutos atrás.
— Juntos? Leo perguntou.
— Não. Um homem mais velho que sentava-se no canto, como sempre, respondeu. — Remy saiu primeiro e Margaret saiu depois dele. Você sabe como aquela menina ama Remy.
— Eu preciso ir. Leo se inclinou e deu a Abby um morno beijo na bochecha. — Eu verei você amanhã à noite. E então ele se foi.
Depois que a porta se fechou atrás de Leo o bar pareceu horrivelmente vazio e mudo. Nenhuma música, nenhuma risada borbulhante de Margaret. Todo mundo olhava fixamente para Abby, e ela não podia culpá-los. Os vampiros estavam surpresos por ela se envolver com um humano, e os humanos nunca a viram com um homem antes.
Abby substituiu o cliente que assumiu o comando do bar; ela poliu um copo que não precisava ser polido. Para onde iria agora? Ao norte, provavelmente. Talvez durante algum tempo ficasse em um lugar até mais isolado que este aqui. Não mais cavernas, não mais fazendas, existiam muitos lugares neste grande país que estavam basicamente fora do mapa. Havia também a Europa, mas não tinha passado bastante tempo para voltar para aquela direção.
Apesar de ela desejar passar um tempo sozinha, um tempo para planejar o que poderia vir pela frente, ela não ficou só por um longo tempo.
Carlos não estava em Budding Corner há mais de um mês. Ele estava ali procurando um estilo de vida pacífico, procurando aprender o controle exigido para uma existência longa. Não foi o amor por uma espécie mais fraca que o fez cauteloso. Como ela, ele queria existir tão pacificamente e invisivelmente quanto possível. Ele era um bonito menino, com cabelos loiros quase tão longo quanto o de Remy e olhos de âmbar que uma vez tinha sido marrom. Tinha senso de humor, mas não conversava muito. Todo mundo gostava dele o suficiente.
A maioria dos vampiros tinha um tipo de poder que lhes eram revelado quando chegavam a um acordo com seus novos corpos e mentes, e Carlos não era nenhuma exceção. Via fragmentos do futuro, mas ainda não tinha aprendido a controlar seu poder. Ele era jovem, ainda, não muito mais de setenta anos de idade. As visões iam e vinham à maior parte delas despreocupadas para um imortal que não sentia nenhum amor pelos humanos. As mulheres com as quais ele se divertia não significavam mais para ele que o leite da caixa de papelão dos humanos. Ele as mantinha vivas, ele bebia delas cuidadosamente sem contar o que ele era, mas para ele elas eram recipientes. Elas eram necessárias.
— Conseguiu um ser humano, entendo. Carlos disse.
— Isto não é assunto seu. Abby estalou.
— Eles são muito úteis. Ele disse com uma insinuação clara. — Eu me lembro do sexo antes da transformação, e era pálido em comparação com as experiências de vampiro. Não há nada errado em fazer sexo com um humano, mas eu suspeito que você está querendo mais de nosso detetive local. Ele mexe com sua cabeça.
— O que você quer?
Carlos encolheu os ombros, obviamente desinteressado. — Eu acabei de ter uma visão e sobre seu novo amigo. Eu pensei que você poderia querer saber, mas se você não quiser...
— Me conte!
Carlos agitou seus cabelos longos, pálido e deu seu um sorriso apertado. — Certo. Da próxima vez que você ver seu namorado policial, ele estará morto.
CAPÍTULO 5
Leo estacionou o carro na frente de sua casa alugada na extremidade da cidade, girou a chave para cortar o motor e saiu, com uma pasta de papéis em uma mão. A noite estava escura, os galhos das árvores se penduram sobre o caminho de terra, e seu lugar estava tão isolado que não existia outra casa por perto. Ele pensou que Budding Corner seria temporário, mas desde que Abby o beijou... Talvez não fosse temporário afinal. Ele não podia levá-la ali. Ela merecia o melhor.
Ele esperou pegar Remy no estacionamento ou em seu apartamento, mas não teve sorte. No momento gostaria de dar outra olhada no arquivo do caso, com a esperança de ver algo novo antes do FBI entrar e assumir o comando. Contra o vento e maré alta, ele conversaria com Remy Zeringue amanhã.
Ela estava sentada nos degraus da varanda dianteira. Ele não a viu imediatamente, já que a luz da varanda dianteira estava queimada.
— Abby? Como ela chegou ali tão rápida? Por que parecia tão preocupada? Ela se levantou devagar, agitada como se algo estivesse errado. Ela parecia diferente. Algo estava apagado. — O que você está fazendo aqui?
— Senti sua falta. Ela disse, sussurrando. Não exatamente soou como sua voz, entretanto ele estava cansado, e ele estava atrasado, e nada era como devia ser.
— Como você chegou aqui tão rápido?
Ela caminhou em direção a ele. A blusa branca habitual e a saia longa estavam grudadas nela, mostrando todas suas curvas tentadoras. — Atalho. Eu corri.
Vestida assim? — Mas...
— Não pergunte tanto. Ela sorriu, e ele relaxou. — Você sabe o que eu quero.
Ele sabia o que queria, mas Abby nunca mostrou muito interesse nele, até hoje à noite quando ela pediu um beijo e aceitou seu convite para sair. Quando teve que ceder ela realmente cedeu. Bom.
Ela caminhou para seus braços, e ele deixou de fazer tantas perguntas. Abby estava ali. Ele seria um bobo para questionar isto.
Ela estava fria. Ela se torceu contra ele como se não pudesse conseguir chegar perto o suficiente. Ele amava a sensação de senti-la, mas algo estava errado; não cheirava bem. Abby sempre cheirava bem, doce, limpa e gostosa. No momento sentia algo azedo no cheiro dela, algo estava errado. Ele estava a ponto de falar quando ela ergueu sua cabeça e beijou sua garganta. Ela lambeu o lado de seu pescoço, e ele ficou muito quieto, apreciando a sensação. Talvez o cheiro azedo estivesse vindo do bosque; possivelmente não podia ser Abby. Ela pegou a pasta de papéis de sua mão e soltou no chão. Ele não se importou. Páginas voaram. Um vento gentil pegou esboços de Abby e os levou.
E então ela o mordeu. Ele sentiu seus dentes se afundando em sua pele, uma mordida afiada invadindo. Muito tarde, chegou a advertência, ele sentiu o cheiro. Ele tentou a lutar contra, empurrá-la para longe, conseguir que ela soltasse sua garganta, mas embora ela fosse minúscula comparada a ele, ela era mais forte que ele, muito mais forte, com braços e mandíbulas como aço. Ela o segurou no lugar com incrível facilidade, com braços fortes enquanto chupava sua garganta. Ela chupou; sorveu seu sangue, e Leo sentiu a vida que saia dele. Seus joelhos amoleceram, mas Abby o segurou. Seus olhos se fecharam e seu corpo inteiro estremeceu. Ela o jogou no chão, seu rosto enterrado em sua garganta enquanto chupava a vida de seu corpo. Ele cheirou seu próprio sangue, como também o fedor que veio de sua pele. No meio da violência um passageiro, mas coerente pensamento cruzou sua mente. Foi deste modo que Marisa Blackwell morreu? Será que Abby, a mulher sobre a qual ele fantasiou e sonhou em beijar, rasgou a garganta de Marisa e extraiu seu sangue? Impossível... E, no entanto ali estava.
Cabelos escuros cobriam seu rosto, bloqueava a gentil luz da noite. Antes de tudo ficar preto aquele cabelo escuro ficou loiro.
Vibrou no ar uma risada que não era de Abby.
Abby correu, seguindo o rastro de Leo, baseada na conexão que ela formou com ele quando bebeu seu sangue. Com graça e velocidade antinaturais de vampiro ela quase voou, uma falta de definição nos bairros quietos, e então além, onde as casas estavam separadamente longe e as árvores cresciam espessas. Cachorros latindo. O ar da noite fresca estava acima dela, ela escutou, tentando encontrar as batidas do coração de Leo entre todo o resto.
Ele estava aí. Muito lento, muito instável. Uma batida. Segundos mais tarde outra batida. E então... Nada.
Ela continuou. Tudo estava quieto. Muito quieto. Se fosse capaz de derramar lágrimas, as lágrimas teriam vindo. Surpreendentemente percebeu que era capaz de experimentar uma tristeza profunda, ainda, depois de tanto tempo. Doeu. Leo Stryker era um bom homem e devia poder salvá-lo.
Se ela se apressasse, talvez pudesse.
Ela correu até o pátio de uma pequena casa de madeira, sua casa, seus olhos nas duas formas na calçada escura. Leo deitado no chão, imóvel. Morto, como Carlos disse que estaria. Margaret permaneceu em cima dele, lambendo seus lábios, rindo.
— Por quê? Abby gritou e se estrelou contra Margaret e tirou a vampira de cima do sangue morno de Leo e a jogou contra seu carro. O metal da porta do motorista amassou e ondulou sob seu peso com a força de Margaret e Abby.
A vampira jovem riu. — Você está perguntando a mim por quê? Hipócrita. Você não me deixou muito. Ele era apenas um aperitivo.
— Eu podia tê-lo amado. As palavras que Abby falou a surpreendeu com seu poder e verdade.
— Ele iria amarrar Remy a morte de Marisa. Margaret discutiu. — Eu não podia permitir isto.
— Remy pode cuidar dele mesmo! Abby olhou para o corpo de Leo, tão frio ainda e pálido. Estava errado; ele deveria estar vivo, rindo e paquerando. Ele devia estar na trilha de um assassino que quebrou as regras de seu mundo, regras que ele jurou manter. Ela não queria acreditar que fosse possível, mas tinha que perguntar, — Remy matou Marisa?
— Sim. Margaret disse. — E não. A vampira jovem brilhava, e em vez de Margaret estar presa ao carro de Leo que era Remy.
Ou pelo menos, a forma parecia ser Remy até que falou.
— Ele estava dormindo com ela. O corpo de Remy com a voz de Margaret disse. — Noite após a noite. Eu não me importava com aquilo, realmente, porque eu sabia que ele estava se alimentando dela. O sangue de porco ajuda, mas ele não se compara ao sangue humano fresco de doador. Mas ele começou a gostar dela demais, e eu não podia aceitar. Nós vamos ficar juntos, Remy e eu, assim que ele vier.
Abby jogou Margaret contra o carro mais uma vez. A figura brilhou, e uma vez mais ela apareceu em sua forma verdadeira. Um monstro bonito. — Você finalmente achou seu dom.
— É verdade. E ele não é ótimo? Margaret sorriu. — Isto realmente vai ser útil. A vampira permaneceu olhando-a. Ela não tinha medo e isso era um erro. — Você não ensina aos novatos que tomar todo o sangue de um humano é muito divertindo. Ela disse. — Eu tentei me adaptar, como você fez, mas eu sempre me lembro de como era naqueles dias maravilhosos, livres. Quando eu tomei a última gosta do sangue de Marisa, eu fui inundada de poder. Eu senti sua vida dentro de mim, soube tudo, senti seu amor por Remy e sua confusão quando pensou que ele a matou, ela viu o que quis que visse, da mesma maneira que seu Leo viu você em seus últimos momentos.
Isso enfureceu Abby ao saber que foi ela quem ele viu no último momento, Leo acreditava que ela o tinha matado. Ela não tinha muito tempo para reparar isso. Primeiro teria que lidar com o problema atual. Ela não podia deixar Margaret. A jovem vampira saboreava o poder de tomar uma vida e gostava disso. Não tinha como detê-la agora, e com seu recente dom da ilusão descobertos ninguém estava seguro. Ninguém. A fome insaciável que a vampira jovem traria ao mundo humano, o mundo de Leo e Abby estaria no centro de isso tudo. Até alguns antigos se impunham algumas restrições. Margaret não o faria.
Margaret era forte e recentemente alimentada, encontrando-se com seus próprios poderes. Mas não era tão velha e forte quanto Abby. Ela pareceu finalmente se lembrar disto, quando Abby levantou sua mão direita e suas unhas cresceram como uma navalha de cinco centímetros como garras afiadas curvadas para cima.
Percebendo o que estava para acontecer, Margaret brilhou mais uma vez. Diante dos olhos de Abby apareceu Leo como era antes, vivo mortal e bonito. — Ele amava você, sabe. A voz de Margaret veio da boca de Leo. — Até o fim, quando ele pensou que você o matou, ele amava você. Nem sequer estava seguro do por que, o amor estava só estava lá. Os humanos são tolos, eu suponho.
Abby ignorou o rosto diante dela e se lembrou da forma de Margaret, e onde o coração de Margaret estaria. Com um grito alto na noite a lâmina em seus dedos cortou o peito de Margaret. Quando atacou a jovem não pôde manter sua ilusão.
Abby pegou o coração morto dentro do peito de Margaret e o arrancou.
Embora ele não batesse, mas sem o coração o vampiro não podia sobreviver. Margaret olhou para seu próprio coração, ela gritou, e então ela e o coração viraram pó e o vento da noite levou tudo.
Abby deixou-se cair de joelhos lado de Leo. Seu rosto estava pálido como a morte. Era a morte. Ele não estava morto há muito tempo, era um risco. Só o mais forte podia sobreviver sendo transformado, e alguns ficavam diferentes depois da transformação, como se o que levassem dentro não sobrevivesse. Se o homem ela amava não estivesse presente no monstro que ela criaria, ela conseguiria acabar com ele como fez com Margaret?
Com as unhas que rasgou o coração de Margaret, Abby abriu uma veia em seu pulso. O sangue gotejou, e ela depressa levou aquele pulso aos lábios incolores de Leo. — Bebe, amor. Ela sussurrou. — Existe vida em meu sangue. Tome. Beba. Eu não quero viver em um mundo sem você.
As gotas de sangue bateram em sua língua, aquelas gotas caíram em sua boca, garganta abaixo. Depois de um tempo extremamente lento seu coração bateu uma vez, fraco. Só Abby podia ouvir. Bateu novamente, e alguns minutos mais tarde novamente. Seus olhos se abriram e aquela batida de coração parou subitamente.
Por um momento assustou-se com o rosto acima dele, e Abby entendeu por que. Para Leo ela tinha tentado matá-lo. Mas ela viu como sua expressão mudou. Terror, suspeita e confusão, então alívio. — Loira. Disse com voz rouca. — Não é você.
— Sim, querido. Abby docemente disse. — Loira. Não sou eu.
— Você tem cheiro de biscoitos. Ela cheirava a morte.
— Biscoitos?
Ele movimentou a cabeça, muito fraco.
— Leo, querido, quero que você beba algo.
— Beber o que? Ele perguntou ainda ignorando o que estava acontecendo, no que ele tinha se transformado.
— A mim. Ela disse, ficando ao lado dele e colocando seu pulso em sua boca. — Beba de mim.
Leo instintivamente fechou sua boca no pulso e sugou. Suavemente a princípio, e então mais duro. Ele estava com fome, e não sabia como ou por que. Um instinto de sobrevivência básica o persuadiu, forçando-o a beber longamente. Eles estavam no chão juntos e se uniram de uma nova maneira. Ele tomou demais; ela não se importou, nem mesmo quando desmaiou.
Abby não havia dormido em mais de quatrocentos anos; não precisava dormir. Entretanto isto não era dormir, era resultado da perda de sangue. Finalmente, Leo dormiu também, quando ele bebeu até se satisfazer. Ela soube que ele tinha dormido porque ele juntou-se a ela no mundo dos sonhos. Estava em sua mente e alma, e ela nele. Eles estavam ligados. Ela nunca mais retornaria a uma existência onde estaria só. Em seu sonho se agarrou a ele. Apesar de só recentemente descobrir a profundidade deste laço, ela sabia que ficar sem ele seria pior que a morte.
Horas depois, ela despertou devagar para achar Leo em cima dela. Ele beijou seu pulso curado, lambeu sua garganta, esfregou seu corpo contra o seu. Já tinha descoberto a sensibilidade realçada do vampiro, e um novo desejo o dirigia. Sem uma palavra ele empurrou sua saia, acima de seus quadris. Com as mãos insistentes ele abriu suas coxas, ele intimamente a tocou, seus dedos entraram dentro dela. Ele se libertou e a preencheu depressa, empurrando dentro dela como se aquela conexão fosse necessária para ele como o sangue com que ela deu a ele a vida.
Ela chegou ao clímax quase imediatamente, soltando outro grito na escuridão da noite. Seu corpo se agitou; ela tremeu de um modo completamente humano, e não achou nisto uma debilidade. Os movimentos de Leo diminuíram de velocidade. Ele estava ainda duro, ainda se movendo dentro e fora dela em uma dança, um ritmo fácil.
— Tudo mudou. Ele sussurrou.
— Sim, amor.
— Entendo, ainda é noite. Eu vejo você com uma claridade surpreendente, e você é mais bonita do que você era. Durante algum tempo eu me fui, fui de tudo, e então eu despertei com seu cheiro e quando toquei em você que achei você quente. Não fria como você era no passado, mas quente.
— Eu sempre estarei quente para você agora.
— Sim. Nada já pareceu tão incrível, tão certo. Eu estou dentro de você e você está dentro de mim. Eu não sei onde um de nós termina e o outro começa.
— Somos um. Ela sussurrou, sabendo que era verdade. Além da união física de corpos, a união de suas almas se eles tivessem almas...
Ele se moveu mais rápido, mais duro, e então ele, também atingiu o clímax.
Leo ergueu sua cabeça e olhou para ela. Ele já havia encontrado seus olhos de vampiro, e ele a viu muito bem. — Abigail Smythe.
— Você se lembra.
— Eu me lembro de tudo agora. Eu vejo tudo.
— Eu não podia deixar você ir. Ela sussurrou. Ele a odiaria? Ele odiaria o que se tornou quando entendesse completamente como sua vida e sua existência mudaria?
— Eu nunca poderia odiar você. Ele suavemente disse.
— Você lê minha mente.
— Eu?
Um vampiro que encontrava seu dom muito depressa só podia ser um muito poderoso. Ou por outra parte só pudesse ler a dela, já que estavam tão unidos. Não, não estavam unidos, estavam compartilhando dois corpos. Ela saboreou seu sangue; ele saboreou o seu.
Era o momento de se mudar novamente, procurar uma nova casa, mudar seu nome, mas desta vez... Esta vez ela não estaria só.
Leo acompanhou o ritmo de Abby, ainda pasmo com a vivacidade das cores ao redor dele, como uma criança maravilhada com todas as sensações de um vampiro. Abby o mantinha com sangue de porco por enquanto, às vezes com o seu, no momento certo. Ela não tinha certeza de que ele poderia se controlar com sangue humano em sua boca. Não ainda. Com sua força ele seria invencível; nem Abby poderia ser melhor que ele, e ela era muito segura de si mesma. Ela o ensinaria a se controlar, ela disse. A força que vinha com a mudança era incrível, e o sexo era tão bom que ele estava pasmo por ele e Abby estarem fora da cama.
O caso de assassinato de Marisa tinha sido resolvido, entretanto ninguém além da comunidade de vampiro podia saber que a justiça foi feita. Ele apresentou o caso para o FBI, junto com uma ferramenta de jardinagem afiada que explicava muito bem os ferimentos na garganta de Marisa Blackwell. Muitas pessoas sabiam que Remy estava com Marisa da mesma maneira que muitas pessoas sabiam que Margaret era uma louca ciumenta. Uma declaração conveniente do seguidor de Abby, Carlos indicando que ele viu as duas mulheres juntas uma hora antes da morte de Marisa fechou o caso. Estavam procurando-a; eles nunca a achariam, porque não havia nada para achar.
Ele e Abby - e todos os outros, queriam deixar a cidade, logo. Ele não poderia explicar muito bem o fato que só ia trabalhar a noite por tanto tempo, e seus colegas de trabalho começariam a suspeitar. Talvez não existisse um Sherlock Holmes entre eles, mas eles não eram idiotas completos.
Abby estava ainda com medo, de que ele chegasse a odiá-la por transformá-lo. Ele não só lia seus pensamentos como fez com que ela sentisse todos os sentimentos que ela dizia que não possuía. Amor e medo, culpa e alegria, necessidade e temor. Atrás de um rosto estóico ela experimentava todos, e ele os experimentava com ela.
— Nós vamos ficar juntos para sempre. Ele disse quando percebeu um pensamento cheio de dúvidas.
O dom de Abby nunca antes a permitiu entrar na mente de um vampiro, e ela frequentemente era capaz entrar na dele. Palavras e imagens, pensamentos perdidos, todo dia aquele vínculo crescia mais forte e limpo. Quando se tornasse completo e eterno, como ele suspeitava que logo seria ela não teria mais dúvida.
Ela olhou para ele através do quarto. Quando eles estavam sozinhos ela não usava muitas roupas, ela se enrolava naquele comprimento de pano suave que estava às vezes drapejado através da parte de trás de seu sofá. — Você ainda não sabe quanto tempo para sempre pode ser.
— Case-se comigo.
Ela riu surpresa. — Os vampiros não se casam!
— Por que não?
— Porque como eu já disse, para sempre é um tempo muito longo. Ela ergueu seus ombros. — Além disso, você pode imaginar um divórcio amargo entre dois imortais? É melhor deixar a relação seguir seu curso e então, quando chegar o momento, seguiremos adiante.
Ele cruzou o quarto para ficar na frente dela, olhando em seus olhos, pois assim ela não teria nenhuma dúvida sobre que ele diria. — Eu amo você. Eu não vou a nenhuma parte. Eu suspeito que não seja o para sempre que te preocupa.
A força que veio com seu novo corpo estava demorando a se acostumar, como a velocidade. Ele realmente tinha que fazer um esforço não se mover muito depressa na presença dos humanos, ou exibir sua força. Mas com Abby, ele não precisava esconder nada. Ele a pegou no colo, como se ela não pesasse nada, e a abraçou e muito suavemente saboreou sua garganta. O tecido que mantinha junto ao corpo caiu longe. E naquele momento, para sempre parecida muito bem.
EPÍLOGO
O Bar Pôr do sol, localizado em uma estrada do município ao norte de Wisconsin, foi um bom negócio para os caçadores, turistas e a população local, especialmente nas noites de sexta-feira e sábado. Durante a semana a multidão de humanos era escassa, mas a multidão de vampiros não mudou. Todos seguiram Abby quando ela deixou o Alabama. Onde eles iriam conseguir sangue de porco corretamente preparado e a companhia dos de sua própria espécie? Onde eles podiam conseguir instruções de um ancião poderoso? O edifício mudou, o tempo e as pessoas mudaram, mas os que continuaram dentro do Bar Pôr do sol não mudaram muito. Remy tocava piano, normalmente o jazz que ele amava. Abby atendia as mesas. Leo o balcão. Havia um pequeno, mas muito bom apartamento no segundo andar, onde era sua casa no momento.
Fora caia uma espessa neve de dezembro cobrindo o chão. Os clientes humanos frequentemente conversavam sobre a chegada do Natal. Os presentes, a comida, a festa. Acima do rio e pelo bosque...
Para os moradores locais, os donos do novo bar eram Abby e Leo Johnson. Ele quis escolher um sobrenome mais exótico, mas com a Internet deveriam ser muito cuidadosos. Quanto mais comum o nome, melhor. Com a intenção de se distanciar do que uma vez tinha sido, Leo aceitou passar sua vida sendo um Johnson ou um Smith ou um Jones ou um Brown. Ele realmente não se importava com o nome a ser chamado, desde que ele tivesse Abby ao lado dele. Se alguém alguma vez chegasse perto da verdade, eles provavelmente não poderiam manter seus nomes em público. Uma preocupação para outro dia.
O chefe de polícia de Budding Corner não ficou muito contente quando seu recente detetive contratado partiu, com a garçonete do bar local em um agitado escândalo - deixando a perseguição de uma Margaret Harris que nunca seria encontrada.
Havia passado alguns meses desde que eles deixaram o Alabama, e, todavia existia muita coisa para ser feita, para prender as pontas soltas. Leo chamava sua família de vez enquando, mas ele sabia que não podia se encontrar com eles novamente. Se eles vissem seu rosto saberiam que estava diferente. Seus olhos eram uma sombra mais leve de azul, sua pele era mais lisa e mais pálida. Ele parecia ligeiramente diferente; o suficiente para que as pessoas que o conheciam notassem. Mesmo que ele pudesse esconder sua força e velocidade, aqueles que o conheciam perceberiam a diferença. Ele podia fazer sua voz soar do mesmo modo antes, mas teria que trabalhar nisto. Sim, eles saberiam que ele não era o Leo Stryker que conheciam e amavam. Uma parte deles o temeria, não importando o quão familiar ele tentasse parecer.
Um dia desses, ele teria que falsificar sua morte, sabia. Ele odiava fazer aquilo com sua mãe, mas era preferível a verdade para ela, pelo menos. Tinha sido duro o suficiente dizer a ela que ele não estaria em casa para o Natal este ano. Este Natal, todo feriado, todo dia de sua existência, seria passado com Abby. Só Abby.
A regra de Abby sobre os clientes permanecia, e todo mundo sabia disto. Nenhuma caça dentro de um raio de dez milhas. Mas de vez em quando os dois faziam uma viagem para Milwaukee ou Chicago e apreciavam uma noite na cidade. Os humanos eram fracos de mente e facilmente manipuláveis, ele descobriu, e maldição, eles tinham um gosto bom. Ele e Abby podiam se conectar com outro casal, tomar sangue o suficiente para sustentar e satisfazer, mas não suficiente para matar os doadores e então eles deixavam o casal sem memória já que eles não encontrariam Abby e Leo Johnson ou Smith ou qualquer outro.
Graças a Abby ele nunca matou. Talvez um dia, se ele não tivesse nenhuma outra escolha, como Abby não teve nenhuma escolha ao matar Margaret uma vampira que havia descoberto a alegria matando. Ele tinha suficiente resquício de humano nele para descartar a idéia de desnecessariamente tomar uma vida.
De vez em quando Abby perguntava a ele se sentia falta de ser humano, mas de verdade não existia muito do que sentir falta. Torta de cereja, que agora tinha gosto de papelão. Jack e Coca-Cola, que tinha gosto de urina. Cigarros. Ele não tinha mais que se preocupar com os riscos de saúde e eles tinham gosto de meias velhas. Raio de sol, que imediatamente queimaria sua pele como ácido e o mataria se ele ficasse na luz tempo suficiente. Era o que tinham dito. Ele não se empolgou o suficiente para testar aquela lição em particular.
E sim, ele sentia falta de sua família. Eles eram chatos às vezes, mas ele os amava. Ele os amava ainda, mas não queria que conhecessem a criatura que se tornou. Com o tempo, esqueceria, Abby disse a ele. As suas memórias já estavam se desvanecendo. Ele sabia quem eles eram e ele se importava, mas suas lembranças eram distantes e distorcidas.
Ele perdeu muitas coisas e podia certamente viver sem elas e estava contente. Ele passava suas noites atendendo no bar com Abby a seu lado, seus dias em um quarto com cortinas grossas e decorado de vermelho e laranja e cor de rosa. Eles faziam amor, liam e dançaram. Nus. Abby o ensinou a pintar. Talvez em cem anos ou mais ele seria um decente artista, mas realmente não acreditava.
Talvez devesse começar a estudar piano.
Ele descobriu um novo talento, desde a mudança. Abby ficou surpresa, mas contente por ele ter encontrado este novo poder muito depressa. Ela considerava isto um sinal de grande força, e grande força se equiparava a sobrevivência. Da mesma forma que ela podia ver os pensamentos dos humanos quando desejava, ele sabia quando estavam dizendo a verdade e quando estavam mentindo. Até algo tão simples quanto um — Não querida, esse vestido não faz com que você fique gorda — fazia seu radar funcionar. A diferença de Abby, seu dom era eficaz da mesma maneira com vampiros como com humanos, entretanto os sinais eram diferentes. Uma mentira era uma mentira, sem importar quem a contasse. Abby achava engraçado, antes ele era um policial, agora em uma caminhada, ele funcionava como detector de mentiras.
Ele nunca a pegaria em uma mentira. Ele não esperou que isso acontecesse.
Era uma noite agitada e Abby tinha as mãos ocupadas com uma mesa de caçadores sedentos. Enquanto anotava seu pedido que ela olhou para ele e sorriu.
Amo você. Ela pensou e ele ouviu as palavras como se falasse só para ele.
Amo você, também.
Remy tocava o piano, uma rápida versão — Take the a Train. Os clientes vampiros juntavam suas cabeças, sussurrando e esperando que os humanos fossem embora e assim poderiam reivindicar seu tempo e apreciar seu alimento no final da noite.
Leo não se sentia como um monstro, no entanto sabia que existiam aqueles que discordariam se soubessem a verdade. Desde que pudesse amar, ele não se sentiria como um monstro. Desde que Abby o amasse, ela seria muito mais que o material de pesadelos. Juntos eles eram melhores do que separadamente já tinham sido não importando o que o custasse.
Um destes dias, ela iria se casar com ele. Estava próximo. Como ela disse, para sempre era muito tempo.
Abby caminhou para o bar com os pedidos dos caçadores na mão. Com um movimento de sua cabeça que ela sinalizou para Carlos, que ajudava e estava fazendo um bom trabalho. Leo jogou sua toalha debaixo do balcão e seguiu Abby que foi em direção à porta, em sincronia com ela, seguindo seu pensamento. Quando ela abriu a porta da frente um dos caçadores gritou, — Vocês devem pegar seus casacos! Está frio lá fora!
Abby sorriu para ele. — Nós não iremos demorar. Então ela fechou a porta atrás dela, e de mãos dadas, eles saíram ao estacionamento, na neve. Leo ergueu a mão que Abby não segurava e deixou alguns flocos de neve aterrissarem lá. — Não está frio mesmo. Sinto como um sussurro de chuva, ligeiro. Uma névoa fora da água, talvez.
— Feche seus olhos.
Ele o fez.
— Sinta a neve em seu rosto.
Ele o fez.
— É um pouco como o sol. Abby disse. — Se você usar sua imaginação, você sente como se estivesse na praia em um dia de verão.
Ela frequentemente perguntava ele se sentia falta das coisas humanas, mas ele nunca perguntou a mesma coisa para ela. Ele o fez agora, enquanto eles permaneciam na neve e imaginavam estar em outro lugar e tempo.
— Em alguns momentos. Ela disse, depois de uma pausa pequena, pensativa. — Eu sinto falta das maçãs, do sol em meu rosto, até de derramar algumas lágrimas. Houve ocasiões que me perdia nas batidas do meu próprio coração, bons sonhos de acordar de manhã e esticar os músculos sonolentos. Ela olhou para ele e sua mente se uniu com a dele.
Mas eu não sinto falta mais, porque agora eu tenho você e eu não posso pedir nada mais nesta vida. Beije - me Leo, enquanto cai a neve.
Ele o fez.
pegasus lançamentos
apresenta...
Antologia FERIADO COM UM VAMPIRO III
(holiday with a vampire)
linda winstead jones
01 - Pôr do Sol

Disponibilização do inglês e revisão final: Leniria
Tradução Mecânica: Soryu
Revisão: Silvia Helena
Formatação: Serenah e Leniria
Banner: Cris Skau
Informação da antologia Feriado com um vampiro III
01 - Pôr do Sol - Linda Winstead Jones (distribuído)
http://www.4shared.com/document/C5XOwB2W/Antologia_Feriado_com_um_vampi.html
02 - Nada como um Natal com um vampiro - Lisa Childs (Em breve)
03 - Desembrulhado - Bonnie Vanak (Em breve)
Antologia em revisão com o grupo Pégasus Lançamentos
O Natal começa à meia noite...
E depois que você for visitado por estes homens sensuais, você descobrirá o significado verdadeiro da estação nestes deslumbrantes contos de amor.
Sinopse
Depois de se distanciar de um policial muito atraente, a vampira Abby Brown descobre querer só uma coisa de Natal - Leo Stryker.
Mas quando uma investigação de assassinato arrisca sua vida, pode ser ela quem dará a ele um presente...
http://www.4shared.com/document/CCUzFMcJ/Antologia_Feriado_com_um_vampi.html
http://br.groups.yahoo.com/group/Amo_Romances_HOT
Link do Blog Pegasus Lançamentos
http://pegasuslancamentos.blogspot.com
Link da Lista de Revisão
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http://br.group.yahoo.com/group/Pegasus_Lancamentos
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