terça-feira, 22 de junho de 2010 By: Fred

PEGASUS LANÇAMENTOS APRESENTA - ANTOLOGIA FERIADO COM UM VAMPIRO III - 02 - NADA COMO UM NATAL COM UM VAMPIRO




FERIADO COM UM VAMPIRO III
Holiday With a Vampire
Lisa Childs





02 - Nada como um Natal com um vampiro

Lisa Childs










Disponibilização do inglês e revisão final: Leniria
Tradução Mecânica: Soryu
Revisão: Silvia Helena
Formatação: Serenah e Leniria







Informação da antologia Feriado com um vampiro III

01 - Pôr do Sol - Linda Winstead Jones (distribuído)
02 - Nada como um Natal com um vampiro - Lisa Childs (Distribuído)
03 - Desembrulhado - Bonnie Vanak (na lista)


Antologia em revisão com o grupo Pégasus Lançamentos











O Natal começa à meia noite..
E depois que você for visitado por estes homens sensuais, você descobrirá o significado verdadeiro da estação nestes deslumbrantes contos de amor.




Sinopse

Sienna Briggs nunca soube que tinha como guardião um vampiro. Mas, quando ela tropeçar com a verdade sobre a Sociedade Secreta Vampiro, seu guardião, o bonito Julian Vossimer, tem só uma solução para salvar a mulher que ele ama há tanto tempo.






NADA COMO UM NATAL COM UM VAMPIRO
Lisa Childs

Querido Leitor,
Eu estou emocionada por ser incluída na antologia Feriado com um Vampiro III!
Este é um momento agitado do ano que é importante para poder ter um descanso e fazer compras e, aqui em Michigan, a neve está caindo. O modo que descanso é me perder em uma boa história. Eu espero que vocês encontrem em — Nada Como um Natal com um Vampiro— uma boa história boa.
Sienna Briggs está tendo um feriado horrível ela tem que dizer adeus para sua avó amada. Entretanto ela encontra um estranho bonito, misterioso que a apresenta a um mundo em que ela seria mais segura se não conhecesse... Porque a Sociedade Secreta de Vampiros é um segredo que os mortais não podem conhecer e sobreviver. Julian Vossimer quer proteger Sienna, mas ele acaba a colocando em mais perigo. Felizmente os feriados são um tempo para milagres e para histórias de amor que desafiam todas as chances.
Feliz Feriado!
Lisa Childs

CAPÍTULO 1

Sienna Briggs estava sozinha ao lado do caixão de sua avó. Luzes brilhantes, refletindo sobre os galhos dos pinheiros e em volta sobre da superfície lisa. Suas mãos tremiam contra a tampa quando ela fechou-a sobre o rosto bonito da sua avó. — Adeus. Ela sussurrou no silêncio da casa fúnebre casa, mas para ela. — Diga ao vovô Feliz Natal.
O casal de meia idade adorava muito os feriados. Ficariam felizes por estarem juntos novamente. Sienna piscou as lágrimas, se recusando lamentar por estar só. Nana fez Sienna prometer celebrar o Natal. Afinal sua avó disse muitas coisas que não faziam muito sentido. Deveria ser os remédios falando...
Talvez os analgésicos tivessem sido a razão porque ela insistiu com Sienna para manter o anel. Ela olhou fixamente em sua mão direita, e o dedo no qual Nana deslizou seu anel de compromisso com o qual usou até sua morte. O diamante cintilou mais brilhante que o Natal iluminado. Sienna queria enterrar o anel com Nana, mas a mulher mais velha tinha sido inflexível sobre Sienna usá-lo em sua mão direita até que ela encontrasse o homem que o colocaria em sua mão esquerda.
— Você o encontrará. Nana prometeu. — Você encontrará o homem que a amará com todo seu coração.
— Sim, claro... A última coisa Sienna esperava encontrar debaixo de sua árvore de Natal era um homem. Uma pilha de contas, um anúncio de aviso de despejo, provavelmente, mas não um homem. Rindo para ela mesma das noções românticas da Nana, ela se afastou do caixão, e colidiu com uma figura alta, dura. Suas mãos trêmulas se encontraram o peito dele. O calor de seu corpo penetrou sob sua camisa de seda preta, aquecendo suas palmas e fazendo sua pele formigar.
Ele ergueu as mãos para seus ombros. Sua voz profunda era um estrondo baixo quando ele a advertiu, — Cuidado...
— Eu pensei que todo mundo tinha ido embora. Ela disse. Até o diretor fúnebre se foi, com instruções para puxar a porta e fechar. O feriado estava rapidamente chegando, então ele provavelmente queria chegar em casa para estar com sua família.
Então este homem estranho não era um empregado da funerária, e ele era muito jovem para ser um amigo de Nana. No entanto, algo nele era familiar. Os profundos olhos escuros, as características finamente pinceladas e o cabelo negro que chegava até os ombros largos, atingiram algo em sua memória. Especialmente a cicatriz em forma de diamante pequena próxima ao seu queixo.
Seu coração martelava contra suas costelas, e medo visível em sua voz, perguntou, — Quem você é?
— Eu acho que você sabe. Ele a desafiou.
Embaixo de sua palma, seu coração bateu duro. Percebendo que ela ainda o tocava, ela encolheu seus dedos e puxou para longe suas mãos.
— Eu sinto muito. Ela agitou sua cabeça, sua mente confusa e esgotada e sua proximidade a distraía. — Eu não sei quem é você.
Mas um pensamento, enterrado no fundo de sua mente, veio à tona. Sienna se recusou a recordar essas coisas; no entanto, monstros espreitavam aquelas memórias, ameaçando machucá-la. Novamente. Era por isso que, até aos vinte e sete anos, ela ainda dormia com as luzes acesas.
Ele não a soltou, seus dedos segurando seus ombros. — Sinto muito. Ele disse como se não se importasse, mas algo em seu tom sugeria que sim. — Foi há muito tempo atrás.
Ela puxou sua mão, de repente muito consciente de que eles estavam sozinhos... Com exceção dos mortos. — Não finja me conhecer quando você não sabe de nada.
— Sienna...
Ela se estremeceu. Ele sabia seu nome. Mas ele podia ter lido o obituário de sua avó. — Quem é você? Ela perguntou novamente. — Ou eu devia perguntar o que você é?
Ele segurou sua respiração. — O que você quer dizer?
— Sei que é um vigarista.
Um músculo pulsou em cima da linha firme de sua mandíbula com raiva e orgulho refletidos em seus olhos escuros. — Sienna —
— Não desperdice seu tempo comigo. Ela o aconselhou, — eu não tenho nada comigo. Só o anel.
Ele pegou sua mão, mas em vez de agarrar o diamante, ele colocou os dedos ao redor seu pulso onde sua pulsação batia rapidamente pelo calor e a adrenalina de seu toque. — Eu não sou um vigarista.
— Eu não espero que você admita que seja. Ela disse com uma risada fraca. — Nem sequer me dirá seu nome e como você sabe o meu.
— Eu não tenho tempo para explicar. Ele disse olhando por cima de seu ombro.
Sienna não podia ver o que ele estava olhando; ele era muito mais alto que ela, seus ombros tão largos, ela não podia ver nada além seu rosto bonito, seu peito musculoso puxando os botões de sua camisa de seda. Por cima da camisa e da calça jeans, ele vestia uma longa jaqueta de lã aberta, como se o fria lá fora de não o afetasse.
— Você vai ter que confiar em mim. Ele acariciou com seu dedo polegar o lugar em seu pulso que batia.
Ela engoliu saliva, mas sua garganta permanecia seca os nervos presos de uma súbita onda de desejo. Como podia sentir-se atraída por um homem que acabou de encontrar e que a assustava tanto?
Em sinal de protesto tanto de sua atenção como seu comando, ela murmurou, — Não... Ela tentou se livrar dele novamente com um puxão, mas ele a segurou com um olhar escuro e a apertou.
Então ele a puxou para mais perto de forma que seus seios se encontraram contra a parede dura de seu peito. — Uma vez que eu conseguir tirar você daqui eu explico tudo.
Ela agitou sua cabeça, tentando quebrar a conexão entre eles. — Eu não vou a qualquer lugar com você. Deixe me ir!
Ele apertou seu ombro e deslizou um braço ao redor dela por trás, assim ela não podia escapar. — Eu não posso. Eu vim aqui por você, Sienna. Eu vou salvar você.
Eu vou salvar você...
As palavras reverberaram dentro de sua mente. E relampejou de novo para as grandes mãos que a alcançavam na escuridão, puxando ela do metal retorcido que foi tudo que sobrou do veículo de seus pais. Olhando fixamente no fundo daqueles olhos escuros constrangedores, lembrou-se agora onde o tinha visto, foi quando tinha sete anos e se ficou órfã.
Ela fez uma careta ao ter as velhas lembranças a golpeando; o barulho alto do metal do carro quando atingiu o trem, faíscas voando. Então o ruído do trem descarrilhando, o carro caindo ladeira abaixo e o fim. Os gritos de sua mãe e os seus... Ecoando dentro de sua cabeça.
Ela agitou sua cabeça, tentando despertar do pesadelo. A dor, o medo, a escuridão... Era tudo demais. Ela se agarrou a ele, suplicando, — Faça isto parar...
Ele se inclinou sua boca perto dela como se tivesse a intenção de beijá-la. Mas antes que seus lábios tocassem os seus, parou. Tudo parou.
Julian Vossimer a pegou, quando seu corpo inerte caiu contra o seu, ele a ergueu em seus braços, segurando-a perto de seu louco coração. Sua cabeça descansava em seu ombro e pescoço, sua respiração morna e sussurros suaves contra sua pele.
Seu sangue corria em suas veias, não pelo perigo iminente, mas pelo perigo que ela representava. O perigo de se apaixonar por ela.
Ela se tornou uma mulher tão bonita. Seus cabelos, o mesmo tom de mel de sua pele, tinham mechas da cor dos raios de sol. Seus olhos, embora fechados agora, eram de um azul claro que brilharam com as lágrimas que ela lutou contra ao dizer adeus para sua avó. Aquelas lágrimas tinham sido a única sugestão de seu pesar, de luto. O quarto de visitação para sua avó era decorado com flores vermelhas e brancas, luzes, ramos de pinheiros e uma árvore de Natal. Em vez do negro tradicional, Sienna usava um vestido vermelho de suave veludo que abraçava todas as curvas de seu corpo tentador. Mas ele não pretendia seduzi-la; sua intenção era somente protegê-la. Realmente a tinha machucado? Ou ela desmaiou de medo?
Se ela estava com medo agora, como se sentiria quando descobrisse o que ele realmente era?
— Ela está bem. Ele se assegurou. No momento. Mas se não conseguisse fazer com ela o escutasse, não estaria nada bem. Ela estaria tão morta quanto sua avó.
Equilibrando seu corpo leve em um braço, ele agarrou sua bolsa e a jaqueta de uma cadeira na frente do caixão. Encontrou suas chaves, então jogou seu casaco em cima dela antes de sair de volta para porta do estacionamento. Ele não podia ter testemunhas que o identificassem como o homem que levou Sienna Briggs.
E ela tinha que desaparecer, para salvar sua vida.
Sua respiração escapou no ar da noite, a neve caindo em flocos finos sobre seu rosto bonito. Os flocos derretiam e se deslizaram abaixo em sua pele como lágrimas. Ele suspeitava que ela tinha derramado muitas lágrimas em sua vida. Ela perdeu tantas pessoas que amava.
Por causa de Julian. Culpa passou por seu corpo. Se somente...
Mas ele não podia mudar o passado. Ele podia só afetar o futuro. E ele teria que garantir que teria um. Ele não seria responsável pela morte dela também.
Julian apertou o botão de seu chaveiro, de forma que as luzes de sua SUV pequena relampejaram de tempo em tempo enquanto as fechaduras se abriam com audíveis clicks. Ele tinha que pegar seu carro, também, assim ninguém saberia de onde ela tinha sido levada. Mas será que alguém sentiria sua falta?
Poucas pessoas apareceram hoje à noite para deixar os pêsames por sua avó, ou oferecer apoio para Sienna. Ela parecia muito só agora, como estava quando ele a puxou daqueles destroços há quase vinte anos atrás. Remorso se uniu a culpa.
— Eu sinto muito... Ele murmurou quando abriu a porta do passageiro e deixou seu corpo adormecido sobre o assento.
Ele devia ter aquecido o carro; sua pele estava gelada, os flocos de neve não se derreteram em seu rosto, mas grudaram em suas pestanas. De repente uma luz relampejou, momentaneamente ofuscando Julian como um fogo ao redor do veículo. Ele não se moveu rápido o suficiente para protegê-la.
— Não! Ele gritou. — A deixe em paz! Mas ele não queria deixar ela sozinha, ele a queria com ele.
Uma mulher saiu da fumaça, seus olhos queimando tão brilhantemente quanto chamas com ódio e loucura. — Vossimer, um passo atrás...
Ignorando sua ordem, Julian passou pelas chamas e pegou Sienna de volta em seus braços. Pegando ela, ele embrulhou seu casaco ao redor de ambos. — Eu não vou deixar você a matar...
— Ela tem que morrer. Ingrid Montgomery discutiu. — Eu estava lá. Eu ouvi sua avó dizer a ela o segredo.
— A mulher estava em fase terminal. Ingrid sabia, pois se fez passar por uma enfermeira do hospital. — Sienna não acreditará no que ouviu.
— Se tivesse isto, ela iria. Ingrid puxou um retrato do bolso de seu casaco. Através do espaço entre eles, Julian reconheceu uma versão jovem da avó de Sienna e ele mesmo. — Ela perceberia que você não é humano.
— Você não sabe isto. Ele insistiu. — Queime o retrato, não ela. Ela não repetirá o que sua avó disse.
— Como sua avó não repetiria o segredo? Você não pode confiar nos humanos. A mulher disse, o tom de sua voz subindo para o nível de um grito histérico. — Você não pode confiar neles. Você sabe o que acontece...
Não tão dolorosamente quanto ela sabia. — Ingrid —
— Se nós não a matarmos. A mulher persistiu, — mais de nós morreremos.
Julian agitou sua cabeça. — Ela já está sofreu o suficiente. Não a machucarei.
— Percebi que você estava muito ligado a ela. Ingrid disse, — Então trouxe reforços.

Seus reforços estavam nas sombras, mas a escuridão fazia parte deles, enterrado fundo no ficou de suas almas. Ele olhou os três homens, todos grandes e fortes e mais que dispostos a atender Ingrid.
Raiva o percorreu, vibrando em sua voz quando ele gritou, — Para trás!
— Deixe-a ir e você não se machucará. Ingrid negociou. — Limparei esta bagunça para você.
— Ela não é minha bagunça —
— Ela é demais para você. Ingrid disse com um suspiro de desgosto, — e é muito perigosa para o resto de nós. Você conhece a regra que nenhum humano deve conhecer o segredo de nossa existência e viver. Ela deve morrer, Julian. Agora.
— Ela não é uma ameaça — Ele girou para os homens que estavam mais perto dele — para qualquer um de nós.
— Isso não é o que seu avô diz que vê. Ingrid lembrou a ele.
O coração de Julian se encheu de medo. — Meu avô... Era por isso que Ingrid foi trabalhar no hospital, para ter certeza que Carolina Briggs morreu. Orson Vossimer ameaçou ordenar sua morte há muito tempo não por causa do que ele suspeitava nem do que ela sabia, mas para restaurar a honra de sua família. — Ele está por trás disso tudo?
Julian não estava surpreso; sentia-se doente. Por quanto tempo o homem velho podia guardar um rancor?
— Seu avô está preocupado com você. Ingrid disse. — Ele acredita que você perdeu sua objetividade, que sua compaixão pela pequena menina que ela uma vez foi nublou seu julgamento. Ela cresceu, ela é uma ameaça para você agora, mas você não pode ver isto.
Ele podia ver e sentir que Sienna Briggs era uma adulta agora. Mas uma ameaça? Provavelmente. Ele admitiria que só para ele mesmo, no entanto. Ele agitou sua cabeça novamente. — Eu não vou deixar você a matar.
Os reforços de Ingrid facilitariam para ele e as chamas ainda estavam ao redor do carro.
— Você vai ter que me matar primeiro. Julian ameaçou, — e eu não penso que faria meu avô muito feliz.
Ingrid ofegou, como se chocada com seu ultimato, e seus homens detiveram seu enfoque, incertos de como prosseguir.
Julian aproveitou sua indecisão. Aconchegando Sienna mais firmemente em seus braços, saltou e se lançou para cima. A neve caia fria e dura, atingindo seu rosto quando ele se impulsionou mais alto.
As chamas se elevaram, lambendo o céu e pegando nos calcanhares de Julian. Mas ele voou, cortando pelo ar preto espesso. Embora os reforços, esporeados por gritos de Ingrid, perseguiram-no, ele era muito mais rápido e muito mais motivado. Distanciou-se deles com facilidade até que nenhuma nuvem de fumaça o alcançou.
Sienna mexeu em seus braços e murmurou como se estivesse recuperando a consciência. Ela já tinha estado fora por muito tempo. Talvez fosse o esgotamento, mais que o medo, que a desmoronou. Ele a apertou, de forma que ela não caísse. Ele tinha que conseguir garantir sua segurança ao retornar para aterrissar antes dela acordar. Ela se assustou com ele antes e não poderia se arriscar a que acordasse durante o vôo. Se lutasse...
Se ela caísse...
Em vez de salvá-la poderia acabar sendo o responsável por sua morte... Como era responsável por outras mortes.

CAPÍTULO 2

Sienna abriu os olhos, estava na escuridão total. O pânico apertou em seu peito, e um grito queimou em sua garganta, escapando em um exalado suspiro de respiração.
— Shh. Uma voz rouca murmurou. —Tudo está bem. As chamas estremeceram quando ele acendeu as velas. A luz suave iluminou o quarto.
O quarto. Sienna estava deitada em um colchão suave, uma colcha de camurça marrom puxada sob seu queixo. As cortinas, desenhadas através das janelas, também eram marrons e tão espessas que elas bloquearam qualquer sugestão do luar ou faróis. A luz da vela não dispersou seu pânico já que seu medo aumentou. — Onde eu estou? Para onde você me levou?
— Casa.
Ela olhou ao redor para as paredes de gesso que se estendiam a uns três metros para o teto. Um lustre estava pendurado no centro, mas só o reflexo da luz da vela brilhava no cristal e no vidro.
Ela agitou sua cabeça. — Esta não é minha casa.
—Esta é minha casa.
— Sua cama?
Ele assentiu com a cabeça, seu cabelo negro quase roçando seus ombros largos. Havia abandonado sua jaqueta e vestia só a camisa de seda negra agora, para fora da cintura de sua calça escura. Vários botões da camisa tinham sido abertos, revelando os músculos esculpidos de seu peito.
Sienna se estremeceu
— Você ainda está com frio?
Com dedos trêmulos, ela ergueu o cobertor e olhou para baixo. Ela ainda vestia suas roupas, mas o vestido de veludo vermelho estava amassado, a bainha estava ao redor de seus quadris. — Você não me despiu...
— Você queria? Ele perguntou enquanto se acomodava na cama próximo a ela, seu quadril apertado contra o seu.
—Claro que não. Ela respondeu. E tentou ficar mais longe, mas ele esticou seu braço sobre ela e plantou sua palma sobre o cobertor no outro lado, prendendo-a na cama, seu rosto próximo do seu. Ela tentou ignorar sua proximidade e tentou para não gaguejar quando perguntou, — quero saber por que você me trouxe aqui.

Ele abriu a boca, como se tivesse a intenção de responder pelo menos uma daquelas perguntas. Mas Sienna precisava saber algo primeiro, então colocou um dedo sobre seus lábios. — Quem diabos é você?
— Meu nome é Julian Vossimer.
O nome não significava nada para ela. Mas o homem sim, se fosse realmente o mesmo de quem ela se lembrava quando nos pesadelos quando criança. No entanto, todo mundo lhe dizia que isso era só um sonho, sua mente brincando com ela... Como Nana estava brincando com ela no final.
— Eu não entendo. Disse, — Por que estou aqui.
— Nós precisamos conversar Sienna. Ele disse, sua voz rouca em um tom baixo como um sussurro suave. — Tenho algumas coisas para dizer a você, algumas coisas que precisa ouvir.
— Eu me lembro.
— O que? Ele ficou tenso. — O que você se lembra?
As lembranças vieram violentamente, como na funerária. Eles estavam ali juntos. Não tinha sido um sonho ou um truque de sua mente, não importando que alguém tentasse a convencer.
— Eu me lembro daquela noite. Ela disse, — você era a pessoa que me puxou dos destroços. No entanto, não tinha só puxado ela. Ele teve que arrancar o metal retorcido, torcendo-o antes de poder livrá-la. Talvez tivesse sonhado com aquela parte porque nenhum homem era capaz de tal força. Já que ele a salvou uma vez, ela não devia temê-lo agora. — Eu acho que devo a você... Minha vida...
Um músculo se estremeceu em sua mandíbula magra. Seu rosto estava esculpido por planas linhas fortes que a deixavam com vontade de passar seu dedo por elas e tocar. Importava o que ele era, ou por que a levou ali?
— Você é meu herói...
O músculo pulsou novamente quando ele agitou sua cabeça. — Eu não sou nenhum herói.
— Você me trouxe aqui para me machucar? Ela perguntou, mas já sabia que não. Se ela sentisse que estava em perigo real, teria começado a lutar para escapar. Não faria sentido ele ter esperado todos aqueles anos para machucá-la agora.
— Não. Ele respondeu, seus olhos escuros sérios e sinceros. — Trouxe você aqui para te proteger.
— Veja, você é meu herói. Ela disse. Talvez fossem aqueles profundos olhos escuros que a atraíam para sua alma. Talvez fosse a atração, tremendo em seu interior, como nunca sentiu intensamente por outro homem. Mas ela se inclinou adiante e ergueu seu rosto para o seu. Seus lábios passaram rapidamente por aquela cicatriz em forma de diamante em seu queixo antes dela o beijar.
Sua boca se moveu contra a sua como se tomasse a posse. Seus lábios separaram os seus e sua língua deslizou para dentro, saboreando ela. Ele aliviou suas costas sobre o travesseiro e a puxou para baixo.
Sienna nunca tinha sido beijada assim. Ela deslizou suas mãos em seu cabelo, enredando os dedos nos fios negros e sedosos e agarrou sua nuca. Mas ele se afastou, respirando tão forte que seu peito empurrava contra seus seios.
— Eu não estou com frio mais. Ela murmurou. Mas a realidade se intrometeu, lembrando-a que não conhecia este homem. Para falar a verdade não. Baseou-se nas lembranças de uma criança que foi salva por este homem. Este mesmo homem, que não aparecia nem um dia mais velho, embora quase vinte anos passaram. Ela se estremeceu novamente.
— Você não é? — Tenho medo. Ela admitiu. Medo dos sentimentos que prometeu a si mesma que nunca arriscaria experimentar. Já tinha perdido muitas pessoas com as quais se importava; era mais fácil deixar de se preocupar.
Ele não disse nada, só continuou olhando fixamente para ela com aqueles olhos escuros.
— Essa é hora em que você me diz que eu não tenho nada para temer. Ela alfinetou.
— Eu não posso.
— Não, porque então você não precisaria me proteger. Levantou a mão e passou pela linha de sua mandíbula indo para a cicatriz em seu queixo. — Por que você precisa me proteger?
Ele sabia sobre as dívidas acumuladas? Sentia compaixão por não ter ninguém nem nada?
Ele olhou fixamente para ela, seu conflito aparente em seus olhos escuros. — Eu pensei que precisava proteger você... De qualquer outra coisa... Mas agora penso que preciso proteger você de mim.
Um sorriso passou por seus lábios. — Eu não preciso ser protegida por ninguém. Assegurou. — Posso cuidar de mim mesma. Cuido de mim mesma há muito tempo. Com exceção daquela noite, quando ele a puxou do metal retorcido que uma vez tinha sido o sedan de sua família.
— Para um longo tempo você tem cuidado de outras pessoas. Ele disse. — Seu avô. Sua avó.
Como ele sabia tanto sobre ela? Como sabia que cuidou de ambos os avós que ficaram doentes por um longo tempo? Ambos morreram de câncer. — Você tem me vigiado?
Todos estes anos...
— Te conheço. Ele disse — Sei que você não cuida de si mesma.
— Eu disse que poderia e posso...
Ele agitou sua cabeça. — Você estava tão focada em sua família que não cuidou de si mesma. Eu penso que não sabe como.
— Claro que eu sei como.
— Quando fez algo por você mesma? Ele perguntou. — Algo só por você?
Ela deslizou seus dedos por seu cabelo. — Isto. Você. Esta está a primeira vez que eu... Ela pensava em si mesma, pensava só em seu prazer. Não em sua dor. E não tinha nenhuma idéia do por que. Lembrava-se de que foi ele quem trouxe de volta aquela dor, com tanta força que a deixou inconsciente. Mas agora, em sua cama, em seus braços, desejava manter aquela dor à distância.
Ela sabia que iria voltar com força para realidade na qual perdeu tudo e estava sozinha. Mas em sua cama, em seus braços, não estava só. Queria que durasse. Não queria entrar em contato com realidade o resto da noite.
Ela inclinou sua cabeça para baixo e o beijou com toda a paixão que queimava dentro dela. Sua boca se abriu quando ele suspirou seu nome e Sienna deslizou sua língua pelo lábio inferior dele. E pela linha de seus dentes onde se encontrou com uma afiada presa. Era ainda mais longo que um incisivo e mais afiado.
E ela descobriu por que ele não envelheceu um dia desde que a salvou. O homem era imortal. O homem não era um homem. Ele era um vampiro.
Ela sabia.
No minuto que sua língua encostou-se na sua presa, ela se expandiu. Normalmente podia controlar isto, normalmente podia controlar sua paixão. Mas não com ela.
Não com Sienna o beijando, seus dedos passando por seu cabelo, tentando agarrá-lo para segurar sua boca contra a dela. Logo se afastou e empurrou suas mãos trêmulas contra seu peito, se afastando dele.
Seus olhos se abriram de terror, olhava-o fixamente e gaguejou, — Você é um você é um...
Ela não podia falar a palavra em voz alta, no entanto nem podia ele, por tantas razões.
— Sienna, está exausta. Você não está pensando claramente. Tentou convencê-la. — Você precisa descansar.
— Eu preciso partir. Ela disse, sua voz confiante agora e suas mãos mais fortes quando empurrou seu peito.
Ele não se moveu, se recusando a sair de cima dela. Ao invés desceu seu corpo para mais próximo do seu, segurando ela. Ela ziguezagueou em baixo dele, seus quadris se chocaram contra sua ereção como seus seios empurraram seu peito. Ele gemeu e fechou seus olhos até que se acalmou. Sua respiração, escassa pelo medo e esforço, soprou quente contra sua garganta.
— Deixe-me ir. Ela pediu.
Ele agitou sua cabeça. — Eu não posso deixar você ir.
— Sim, você pode. Ela implorou, — Você me salvou uma vez. Ninguém mais teria achado o carro. Eu teria morrido se você não viesse...
A culpa feriu seu coração, apertando. Ele viu o carro colidir, mas estava amanhecendo, o sol subindo. E não podia chegar até lá, não sem arriscar sua própria vida. Teve que esperar até escuridão cair novamente. Ele teve que a deixar só, por horas, com seus pais mortos, assustada, possivelmente machucada. Nunca se perdoaria. E se ela soubesse, nem ela iria.
— Você vai ficar. Ele insistiu, — tenho que mantê-la aqui. Se deixar que se vá, não sobreviverá. Como ela havia sobrevivido há todas aquelas horas no carro acidentado. Ela estava em mais perigo agora do que esteve antes.
— Eu disse a você que posso cuidar de mim mesma. Ela lembrou a ele. — Eu não preciso de você...
Ele tinha medo de que precisasse dela; seu corpo doía e pulsava de desejo por ela. Um desejo mais poderoso que jamais sentiu antes... Por qualquer outra mulher.
Sua garganta esbelta se moveu quando tragou e adicionou, —... Proteger-me.
— Você não tem nenhuma idéia do perigo que corre.
Ela olhou fixamente para ele, o medo em seus olhos. — Eu penso que sim...
— Você pode confiar em mim. Nunca machucaria você. Intencionalmente. Mas sem se dar conta já o fazia. Ele ergueu sua mão para seu rosto, passando a palma. Então passou rapidamente seu dedo polegar ao longo da curva de sua mandíbula delicada. Sua pele era tão suave. Ele baixou sua cabeça, seus lábios roçando sua garganta ao respirar profundamente, inalando o cheiro doce de baunilha e o cheiro mais doce de seu sangue.
A fome queimava dentro dele, morria por saborear.
Ela estremeceu como se fosse capaz de ler sua mente. E talvez ela pudesse. Sua avó certamente tinha o dom. Ela havia reconhecido coisas que ele não disse, coisas não admitia nem para si mesmo. Ele não a amou; só a queria por sua beleza. Ela tinha razão para se negar. Sienna era até mais bonita que sua avó e provavelmente tão esperta se não mais. Não tinha dúvida de que ela o negaria, também.
— Eu não machucarei você. Disse novamente, olhando em seus olhos, desejando que ela acreditasse. Desejando que confiasse nele, embora não estivesse completamente seguro de que pudesse confiar nele mesmo, com ela.
Seus olhos dilatados, a luz eclipsando o brilho azul. — Isto parece um sonho. Ela murmurou. — Eu devo estar sonhando...
— O que você sonha? Ele perguntou.
— Você... Conteve a respiração, o peito estremecendo. — Eu sonho com uns braços me alcançando, puxando-me para segurança, me segurando. Eu sonho com você...
— Sienna... Ele não merecia a gratidão que vislumbrava em seus olhos. Não era nenhum herói.
— Eu não pensei que você fosse real. Ela admitiu. — Todo mundo me disse que tinha criado você, mas eles não tinham nenhuma explicação para o modo como fiquei livre. Nenhum humano podia ter separado aquele metal. Mas não tinha ninguém ao redor quando me acharam ao lado da estrada. Então comecei a acreditar neles, acreditar que imaginei você. Ela ergueu suas mãos para seu rosto, seus dedos tremendo quando localizou sua mandíbula. — Mas aqui está você, e eu ainda não estou certa que você é real.
— Eu sou real... O desejo o levou além de sua culpa e remorso. Ele pegou as mãos entre as suas e girou seu rosto, acariciando seu pulso. Seu pulso se acelerou como se tivesse corrido.
— Mas você é... Ela agitou sua cabeça. — Eu não pensei que Nana estivesse lúcida quando disse a mim... Ela tragou forte, a pele cremosa de sua garganta ondulando. — Achei que as drogas a faziam dizer loucuras...
Então Ingrid não mentiu. Sienna sabia... Coisas... Nenhum mortal podia saber e viver.
— Infernos. — Talvez eu seja a pessoa louca. Antes de acordar aqui tive a sensação mais estranha como se estivesse voando... Ela lançou um suspiro trêmulo. — Ou flutuando...
— Você não está louca, Sienna. Ele assegurou. Mas foi por pensar que podia salvá-la. Porque agora, sabendo com certeza que conhecia sobre a Sociedade Subterrânea, existia só uma maneira de fazer isto...
— Sim, eu estou. Ela insistiu, — porque até sabendo o que você é, eu quero... apertou seus lábios e fechou os olhos, como se quisesse voltar atrás, ou estar em outro lugar.
— O que, Sienna? Ele perguntou, seu coração batendo duro e rápido. Talvez ele não estivesse tão louco afinal. — O que você quer?
Ela abriu seus olhos, e junto com seu medo, vislumbrou a fascinação. E desejo?
Ela disse em um sussurro suave — Você.

CAPÍTULO 3

A paixão brilhava em seus olhos mais que a luz das velas. E Sienna desejou que pudesse recuperar sua calma, estava assustada por sua reação e a dele. Este... Homem... Tido algo sobrenatural nele. Seu escuro olhar a hipnotizava fazendo-a esquecer o que ele era... E o perigo que poderia ser para ela.
Ela agitou sua cabeça, seu cabelo sussurrando como seda. — Eu não quis dizer isto...
— Você não quis dizer isto. Ele disse. — Mas você quer isto. Posso ver em seus olhos, no rubor em sua pele. Você me quer.
Mesmo sabendo que era muito tarde, que ela estava envolvida, agitou sua cabeça novamente e negou ardentemente — Não!
— Mentirosa. Ele acusou, sua voz baixa vibrando com uma risada sensual.
Julian Vossimer com seu longo e sedoso cabelo, o corpo musculoso e duro desprendiam sensualidade. E Sienna não tinha como resistir à atração. Como ele tinha dito mais cedo, fazia muito tempo, muito tempo que ela mal se lembrava da última vez que fez algo só para ela mesma. Mas fazer amor com ele...
Ela se atreveria?
Tomada a escolha dela, ele rolou pela cama e saiu. Ela deveria ter imaginado a paixão em seus olhos. Enquanto ela o queria, ele não a queria.
De pé ao lado da cama, ele olhou em seus – ainda brilhantes olhos escuros. E seus dedos foram para os botões de sua camisa. Primeiro desfez os punhos da manga depois os botões da frente, afastando a seda para revelar os músculos esculpidos de seu peito.
Sienna tragou. Sua beleza masculina banhada pela luz das velas a deixava sem sua respiração. Ela encontrou sua voz, embora rouca e áspera ao perguntar, — O que você está fazendo?
Seus lábios se curvaram em um sorriso leve, mau e ele agarrou seu cinto, puxando para se ver livre de sua calça jeans escura. — Eu estou indo para a cama...
Então a calça jeans, e a cueca caíram no chão. A mandíbula de Sienna, também. Sua boca se abriu e ela ofegou. Sua ereção se sobressaída dos quadris magros entre as fortes e musculosas coxas tão espessas e longas. Antes ela sentia frio, agora sua pele estava em chamas, mas antes que pudesse empurrar de volta o cobertor, ele o puxou de cima dela.
Ele chegou a seu lado, suas mãos ligeiramente agitadas, envolveu-a em seus braços e colocou os joelhos no colchão suave. — Tente dizer a mim que você não me quer agora. A desafiou.
A mentira presa em sua garganta foi sufocada pelo desejo. Não podia... Resistir a ele. Deslizou a mão sobre seu peito e sentiu seu coração bater contra sua palma em ritmo perfeito com a batida frenética do seu.
— Você é tão arrogante. Ela advertiu. Mas não sem uma condenada boa razão.
Alguma mulher podia resistir?
O brilho escureceu seu olhar por um momento, como se ele se sentisse insultado por seu comentário.
— Eu sinto muito. Ela murmurou.
— Você não é a pessoa que tem motivos para lamentar. Ele disse.
Não ainda. Mas ela iria se eles fizessem amor? Ela se lamentaria?
Ele deve ter vislumbrado o medo em seus olhos, pois passou o polegar por sua mandíbula novamente. — Não tenha medo. Ele disse, — Eu não machucarei você.
Ele já estava a machucando, doía por seu toque, por seu beijo. Para possuir seu corpo. Ela olhou fixamente em seu rosto bonito, hipnotizado por seu escuro olhar. — Julian...
Ele se debruçou sobre ela, abaixando sua boca até que só uma respiração separou seus lábios. — Você me quer? Ele perguntou.
Ela deslizou as mãos em seu peito, os músculos ondularam em baixo de suas palmas, e seus dedos subiram pelo cabelo espesso de sua nuca. — Você sabe o fazer... Ela inclinou a cabeça de forma que seus lábios se encontraram.
O beijo foi suave, quase inocente. Então ela abriu sua boca, e sua língua deslizou através de seu lábio inferior, lambendo a carne sensível antes de imergir dentro e a saborear. A inocência sumiu quando ele fez amor com sua boca, sua língua dentro e fora, escorregando pela sua.
Seus dedos no laço de seu vestido. Então ele puxou para cima separando seus lábios para passar o vestido por sua cabeça e o deixou cair no chão. Sua respiração se estremeceu quando percorreu com o olhar seu corpo, pelos pedaços de renda vermelha que cobriam seus seios e a curva de seus quadris.
— Você é bonita. Ele disse as palavras em um áspero gemido de avaliação. — Tão bonita...
Não era a primeira vez que haviam lhe dito isto, mas era a primeira vez que um elogio a afetava de forma que seus mamilos se endureceram, empurrando contra a renda fina, e calor passando por ela, queimando entre suas coxas. Ela tragou um gemido que fez cócegas em sua garganta.
Logo a tocou, com só as pontas dos dedos, deslizando por seus ombros, ao longo de sua clavícula para a curva de seus seios. E o gemido saiu livre até antes mesmo dos dedos inteligentes alcançarem os pontos doloridos de seus mamilos. Quando os tocou, deslizou os dedos para frente e atrás sobre a renda, ela gemeu e curvou o pescoço.
Surgiu o medo. E se ele tomasse o gesto como um convite para mordê-la?
— Eu não machucarei você. Ele repetiu, sua voz áspera pela paixão, como se lesse sua mente. Suas mãos se moviam, escorregando ao redor de suas costas para o gancho de seu sutiã, que desfez. Então empurrou as alças para baixo de seus braços de forma que o pedaço de renda caiu longe deixando seus seios nus a seu toque.
Ele os pegou nas mãos. E beijou seus lábios novamente, profundamente, enquanto suavemente massageava sua carne sensível. Seus mamilos empurravam contra suas palmas, e ela se arqueou novamente precisando mais do que beijos.
Sua boca se separou da sua, e ela tentava recuperar o fôlego quando seus lábios se deslizaram por sua garganta, sua língua em cima de seu pulso e depois mais abaixo. Ele localizou a curva de cada seio antes de fechar seus lábios ao redor de um ponto dolorido. Sua língua sacudiu através da ponta sensível.
Ela gritou e estremeceu, um mini-orgasmo passou por ela, molhando sua calcinha. — Julian. Ela chamou seu nome, perdida no prazer. Suas mãos se moviam, correndo pelos músculos de suas costas para a curva de suas nádegas. Ela fincou suas unhas na pele tensa. E pediu, — Julian...
Ele agitou sua cabeça, seus lábios puxando seu mamilo. Então ele ergueu sua cabeça. — Não ainda...
— Agora. Ela implorou, — Por favor...
Ele a empurrou e se ajoelhou sobre o colchão, entre suas pernas. Sua mão tremeu um pouco e rasgou a renda de seus quadris e ergueu suas coxas para seus ombros. Ele passou rapidamente sua boca ao longo da pele sensível do interior de suas coxas, fazendo-a tremer, antes de intimamente a beijar. Sua língua acariciou seu sexo antes de deslizar dentro dela e a saborear. Um gemido de prazer saiu de sua garganta.
Os olhos de Sienna se encheram de lágrimas ante a deliciosa tortura. A pressão aumentou dentro dela, mais intensa e dolorosa do que ela já experimentou. — Você está me matando. Ela murmurou. — Eu estou morrendo...
Seus dentes apertavam ligeiramente seu sexo inchado enquanto sua língua entrava mais fundo dentro dela. Uma de suas mãos se moveu para seus seios enquanto a outra ia para sua parte mais sensível. Seu dedo polegar empurrou o centro de seu prazer, liberando a pressão dentro dela em um orgasmo.
Ela gritou, o prazer rasgando. Ele se moveu, sua boca passando por seu umbigo, por cima de suas costelas indo para o seios. Seus lábios prenderam um mamilo enquanto a ponta de sua ereção forçou seus cachos molhados.
Ela envolveu suas pernas ao redor sua cintura esbelta, seus dedos correram até seu traseiro para se agarrar a ele. Ela se esticou, tentando o aceitar, já que a pressão era nova. Ele era tão grande, tão grosso que sua pele queimava. Então ele deslizou tão fundo, que tocou onde achou que nunca seria tocada. O prazer explodiu tão intenso, que lutou manter a consciência. — Julian!
— Sienna! Ele gritou seu nome, como se também, estivesse chocado pelo poder de sua paixão. Empurrou, entrando cada vez mais fundo.
Ela se agarrou a ele, acompanhando seu ritmo frenético. A pressão dentro dela explodiu novamente, mais poderosa que antes.
Ele ficou tenso, todos os músculos ondulavam, sua pele lisa suada pela força da paixão. Jogou sua cabeça para trás, os tendões em seu pescoço se sobressaíram, e ele soltou um gemido gutural. Então pressionou seu corpo dentro dela, seu orgasmo a preenchendo. Seu corpo se estremeceu, e quando terminou, ele a envolveu em seus braços e rolou para seu lado.
Sienna acariciou com suas mãos seus ombros largos e passou por seu cabelo, como se tentasse acalmá-lo, já que seu próprio coração batia loucamente por um esforço que não era só físico. Que diabos ela estava fazendo? Ela não só fez amor com um vampiro, mas estava se apaixonando por ele, também?
— Julian...
A voz chamou pela escuridão. Não era a voz de Sienna. Ela estava dormindo em seus braços, sua cabeça em seu peito como se confiasse nele. Mas não merecia sua confiança.
— Julian! A impaciência apareceu no tom masculino. E ele reconheceu seu visitante telepático.
— Avô. Ele respondeu a convocação, falando as palavras só dentro de sua cabeça.
—Menino tolo. Orson Vossimer o repreendeu. — Você pensa que pode escondê-la de mim?
Menino. Não importava os séculos de existência de Julian, para seu avô ele sempre seria um menino. Nunca um homem.
— Você não sabe onde nós estamos. Ele blefou com o velho homem. Ele foi cuidadoso ao não deixar passar nenhum pensamento sobre seu paradeiro em sua mente; a mente que seu avô era capaz de ler.
— Eu irei. Orson jurou. — Logo. Será melhor que conserte isto antes de nós encontrarmos você. Eu estou cansado de limpar suas bagunças, menino.
Julian estremeceu. — Você está exagerando. Como antes...
— E como antes, você continua arrogante. Seu avô o repreendeu, — e muito descuidado. Você não está só arriscando você mesmo, mas todos da Sociedade Subterrânea.
— Ela não é nenhuma ameaça e você sabe disto. Julian o desafiou. — Como sua avó não era nenhuma ameaça.
— E seu pai?
Julian prendeu a respiração. — Não tinha motivo —
— Salvar o Subterrâneo de um massacre inevitável?
— Você quase matou uma menina. Julian disse, colocando os braços ao redor do corpo adormecido de Sienna. Seus dedos acariciavam seu sedoso cabelo loiro.
— Se tivesse morrido, evitaria o fato de você arrumar problemas. Orson disse sem nenhum remorso ou culpa, o que assombrou Julian. — Como o que você arrumou agora.
— Ela não é um problema.
— Você é o problema, menino. Orson disse, — e não posso continuar te ajudando. Você é uma responsabilidade que o Subterrâneo não dispõe.
— Nada disto é sobre o Subterrâneo. Disse Julian. — Isto é sobre o sobrenome Vossimer.
— Você desonrou a família. Orson admitiu. — E por falar nisso, você não fez nada para restabelecer a honra.
— Então eu sou uma responsabilidade para os Vossimers, como também para o Subterrâneo?
— Uma responsabilidade que não queremos.
Julian estremeceu. Sempre soube que o velho homem apenas o tolerava. Mas o odiar? — Você está me ameaçando?
— Eu estou advertindo-o para que faça a coisa certa.
— Sua definição de certo e a minha são completamente diferentes.
— Nós temos estado em conflito por anos. Orson admitiu. — Isto é seu problema. Você não escutará. Talvez seja a hora de parar de ser um problema.
Julian não tinha nenhuma dúvida agora. Não só Sienna perderia sua vida se eles fossem descobertos, ele também perderia a sua. Seu avô não mudou.
— Você tem uma opção, Julian.
Orson Vossimer dando a ele uma opção? — Qual é esta opção?
— Você tem que matá-la.
— Isto não é uma opção. Enquanto eu estiver vivo, Sienna não morrerá. Ele jurou.
— Então a transforme em um de nós. Orson aconselhou. — Um morto- vivo.
— Não é tão fácil. Para ela se transformar, teria que correr o risco de morrer. Ela teria que o confiar completamente nele e ele nunca transformou um humano antes. Embora já soubesse que essa era a única forma de salvá-la, não confiava em si mesmo, poderia acidentalmente matá-la. E se não pudesse confiar em si mesmo, não podia esperar que ela confiasse.
— É bastante simples, filho. Orson insistiu. — A transforme ou vocês dois morrerão.
— Ela ainda pode morrer. Julian assinalou. E ele seria a pessoa que pessoalmente a mataria. Era com isso que seu avô contava?
Não houve resposta. Orson cortou sua conexão telepática. E Julian teria que trabalhar para bloquear o retorno de seu avô a sua mente. Ele não podia ser encontrado, não até que ele tivesse tempo para ganhar a confiança de Sienna. Em seu coração admitiu que queria mais que sua confiança. Queria seu amor.
Ele evitou um sorriso de zombaria. Ele seria o bobo que seu avô pensava que era se acreditasse realmente em que podia ganhar amor de alguém. Seus próprios pais não o quiseram e Orson só ficou com ele por obrigação e honra de família. Se bem que muitas mulheres quiseram Julian ao longo dos séculos que viveu, mas nenhuma delas realmente o amou, não o suficiente para querer passar a eternidade com ele.
Ele focou em Sienna, estudando seu rosto bonito à medida que dormia. Ela virou, arqueando seu pescoço contra o travesseiro. Ele se debruçou adiante e roçou a pele delicada de sua garganta, respirando a fragrância doce que era seu próprio espírito.
Se fosse esperto, esqueceria sobre sua confiança e seu amor, e a levaria agora. Ele tomaria a decisão de transformá-la no que ele era, longe dela. Morto-vivo. Mas se falhasse, ela morreria...

CAPÍTULO 4

Um grito queimou garganta de Sienna quando ela abriu seus olhos na escuridão. As lembranças voltavam, o pânico oprimia seu peito, fazendo com que fosse difícil respirar. Ela estava presa debaixo do metal retorcido, presa na escuridão até durante o dia, por horas até Julian a tirar dos destroços. Desde então, sentia a ansiedade atacar sempre que estava no escuro.
Forçou-se a respirar lentamente, profundo e estabilizou seu pulso. Quando se acalmou, notou que a escuridão não era total. As chamas das velas ardiam baixinhas, refletindo pequenos círculos na noite.

Não precisava de luz para saber que estava sozinha. Julian se foi. Ergueu uma mão para seu pescoço. Correndo as pontas dos dedos ao redor de sua garganta, não notou nenhuma perfuração ou marcas, nenhum sangue pegajoso agarrado a sua pele. Ele manteve sua palavra; não a machucou. Ainda. Poderia confiar nele?
Ergueu o cobertor, e ar fresco passou por sua pele nua. Estava nua. Apesar da temperatura baixa no quarto, o calor cobriu seu corpo de vergonha e vestígios da paixão que havia partido dela, de sua alma. Ela nunca respondeu desse modo a qualquer outro homem.
Mas ele não era um homem pelo menos não só um homem. Era algo mais. Mais do que podia lidar.
Com as mãos trêmulas, puxou o lençol da cama e se enrolou nele, como uma toga. Seus olhos se adaptaram a escuridão, procurou o chão de taco em torno da cama, mas não podia achar seu vestido. Então abriu as portas do guarda roupa antigo, mas só havia algumas camisas masculinas penduradas. Soltou o lençol e pegou uma das camisas, empurrando seus braços nas mangas longas e fechando os botões. A barra quase alcançava seus joelhos e teve que dobrar os punhos das mangas várias vezes para poder ver suas mãos.
Ela continuou sua procura pelas gavetas de uma cômoda antiga, achando só alguns calções de pugilista e meias. Pela mobília escassa, pensou que esta não era sua residência principal. Onde ela estava?
Andando desajeitada ao redor na luz de vela, achou algumas cortinas grossas, mas quando abriu, revelou uma parede de tijolos envelhecidos. Nenhuma janela. Não havia como fugir, mas havia uma porta. Antes que apertasse o botão sabia que não giraria. Uma fechadura segura, fechada pelo lado de fora. E ele fora?
Ela podia acreditar? Ele estava só tentando protegê-la? Ou seduzi-la? Desde que ele já tinha feito isso, ele não precisava mantê-la. A menos que seu corpo, como o dela, sofria por mais...
Seus joelhos estavam fracos, retornou a cama e afundou na outra extremidade do colchão. Ele não era a causa de sua reação; não era o desejo por que ele que a fazia ficar fraca e vulnerável. Deveria ser a fome. Ele não estava errado quando disse que ela não se cuidava muito ultimamente.
Realmente, não cuidava de si mesma. Se cuidasse, ela poderia não ter desmaiado em seus braços e acabado presa em um calabouço embora elegante e romântico. A escuridão estimulou seu pânico novamente, mas lutou contra, se recusando a deixar o medo a controlar. Ela não podia deixar e que o desejo a controlasse, também.
Ela tinha que achar uma saída. Notando a mesa do lado da cama que ainda não tinha olhado, abriu uma gaveta. Apesar de a vela estar sobre a mesa, não tinha suficiente luz para ver dentro, assim teve que apalpar o conteúdo. Retirou se um carregador de telefone, mas podia não achar o telefone, só alguns documentos que segurou próximo à vela para ler. Pegou alguns menus de restaurantes do centro da cidade de Zantrax. A cidade em Michigan, que era muito maior que Detroit, e ficava a algumas era horas da cidade suburbana onde Sienna viveu com seus avós.
Quanto tempo esteve desmaiada para conseguir levá-la ali? Ele a drogou? Era por isso que ela, quem sempre era tão cautelosa com homens e especialmente com seu coração, fez amor com ele muito assim que o encontrou?
No entanto, não foi tão rápido. Conhecia-o há muito tempo. E apesar do que ele era, ele era seu herói. Ou tinha sido. Não estava certa sobre o que ele era agora, quase vinte anos depois de puxá-la dos destroços. Uma fotografia deslizou de entre os menus e caiu com a imagem para cima na mesa. Os rostos olhavam para ela desde o amarelado instantâneo. Rostos familiares. O bonito rosto de Julian e um que era semelhante ao seu, mas o retrato era antigo. O casal estava abraçado e o carro antigo atrás deles, isso foi a pelo menos sessenta anos atrás, segundo a data da fotografia.
Sua avó e Julian tiveram uma relação? O pensamento agitou seu estômago vazio, e ela apertou sua boca. Sua alma segurou um suspiro, que escapou quando a porta se abriu. Ela vislumbrou brevemente um corredor antes dele fechar a porta em suas costas, suas mãos ocupadas com a bandeja que ele carregava.
— Você está acordada. Ele disse sua voz áspera com um rastro de decepção. Estava vestido apenas com a calça, deixando seu forte e musculoso peito e braços nus.
— Sim... Ela engoliu em seco, lutando contra o desejo imediato que ele inspirava nela. — Estou acordada.
— E incólume. Disse a ela, seus lábios se curvaram em um sorriso mau novamente. — Eu disse a você que não a machucaria.
Ela movimentou a cabeça, concordando que ele disse as palavras, mas ainda não estava segura que ele honraria sua reivindicação. — Por que você me trouxe aqui? Perguntou. — Para me seduzir?
— Eu não estou certo de quem seduziu quem. Ele brincou quando colocou bandeja sobre o colchão. A fruta fresca caiu de uma tigela; uma espumosa creme enchendo outra. Champanha borbulhado.
Ela gesticulou em direção ao que ele trouxe. — Acho que esta bastante claro...Que ele queria seduzi-la novamente. Cruzou suas pernas, tentando lutar contra a pressão que já estava se elevando dentro dela.
Ele agitou sua cabeça. — Não, não é... Ele se inclinou para frente e passou rapidamente seus dedos pelo rosto dela. Sua voz baixa com reverência, ele murmurou, — Você é tão bonita...
Ela ergueu a fotografia que achou e segurou próximo ao seu rosto. — Eu pareço com minha avó.
Ele não olhou para o retrato, seu olhar estava fixo em seu rosto. — Você é até mais bonita.
Nana sempre dizia a mesma coisa; Sienna não podia ver isto, ela estudou a fotografia velha novamente. Ela só viu Julian com os braços possessivamente em volta dos ombros esbeltos de sua avó.
— Vocês eram... Ela sufocou a palavra, mas finalmente conseguida para articular —... Amantes?
— Não. Ele disse com voz firme e sincera. — Ela já estava comprometida com seu avô quando nós nos encontramos. Ela não o trairia não importa o que eu tenha oferecido a ela.
— Imortalidade. Ela disse, lembrando a vaga história que Nana contou em seu leito de morte. — Eu pensei que era apenas as drogas agindo...
— Se apenas fosse. Ele observou, — Se não tivesse sido tão arrogante...
Ele tinha toda razão para ser arrogante. Era mais bonito que qualquer homem que viu na frente e até nas telas de cinema. — Então você fez... Ofereceu a sua imortalidade? Ela perguntou.
— Eu nunca realmente disse as palavras...
— Mas Nana sabia. Sienna percebeu. — Ela só sabia algumas coisas. O vovô disse que ela tinha um dom. Um dom que Sienna desejou herdar de forma que poderia ser capaz de saber se as intenções de Julian eram verdadeiras.
— Eu desejava que meu avô acreditasse nisto. Ele passou uma mão por seu cabelo longo, se enredando nos fios brilhantes. — Mas ele não acredita que mortais tenham dons.
— Então ele é...?
Sua boca se ergueu, novamente, com aquele sorriso mau. — Você ainda não pode dizer a palavra.
Ela ainda lutava para aceitar estava acordada, que não estava sonhando tudo isso... Especialmente fazendo amor com ele. A intensidade da paixão e do prazer... Isso tinha que ter sido um sonho. Mas até agora, a atração estava entre eles, fazendo sua pele formigar e sua pulsação se acelerar. E ele não a tocou novamente exceto com aquele escuro olhar. — Tudo parece tão irreal. Admitiu. Especialmente ele e sua atração por ele.
— Eu sou real. Ele assegurou como se lesse sua mente. — E respondendo sua pergunta, sim, todo Vossimers são.
— Vampiros.
Apesar de todos os problemas que sua arrogância causou, Julian tinha que saber — foi por isso que sua avó me rejeitou?
Olhos azuis de Sienna brilharam com diversão. — Sua rejeição?
Lamentavelmente foi tudo que fez. Pelo menos se ele a amasse, toda a tragédia que se seguiu não teria sido tão insensata.
Mas Julian nunca amou ninguém. Talvez não fosse capaz, nenhum dos Vossimers que soubesse tinham sido. Seus pais o abandonaram com seu avô quando era só uma criança. E Orson Vossimer dificilmente demonstrava afeto. O homem sempre considerou Julian um fardo. Talvez o problema de Julian fosse que não era amável consigo mesmo.
Sienna deve ter percebido seus pensamentos, pois ela se inclinou para frente, sua mão em seu antebraço. — Você a amou?
Ele agitou sua cabeça.
— Foi isso é o que ela queria acima de tudo. Ela explicou. — Amor.
— Acima da imortalidade?
— Ela não lamentou sua decisão, nem mesmo na última hora. Seu rosto empalideceu como se estivesse para desmaiar novamente à medida que contava, — nem mesmo quando estava sofrendo tanto... Seu câncer de pele teve metástase espalhando por todos os seus órgãos.
— Eu sinto muito. Julian disse, cobrindo sua mão. — Eu sinto muito que ela teve que sofrer. Seu avô, que não podia só podia se comunicar telepaticamente, também podia às vezes predizer o futuro. Julian suspeitava era por isso que Orson deixou Carolina Briggs viver, por causa do que ele viu— ela sofrendo. — Isso deve ter sido horrível para ela... E você.
Ela movimentou a cabeça com o brilho das lágrimas em seus olhos bonitos.
— Aqui. Ele disse, gesticulando em direção à bandeja, — eu trouxe algo para você comer.
As lágrimas secaram e a diversão retornou. — E champanha. Você está tentando me embebedar?
Ele trouxe o champanha para celebrar... Para quando ela concordasse em se tornar sua noiva. Mas pela primeira vez sua arrogância o abandonou. Enquanto a rejeição de sua avó só feriu seu orgulho, ele temia que Sienna pudesse machucá-lo mais. Ele não podia perguntar ainda não até que ele estivesse certo de sua resposta.
E seu amor.
Enquanto ele não estivesse seguro de que pudesse amar, deveria confiar... Se tivesse mais tempo... Ele podia fazer com que ela pensasse que o amava Então, quando ela percebesse, que realmente não o amava, seria muito tarde.
Se somente Orson e o resto do Subterrâneo dessem a ele tempo....
— Eu não estou tentando embebedar você. Ele assegurou. — Eu estou tentando cuidar de você.
— E eu disse a você que posso cuidar de mim mesma.
Pelos círculos escuros em baixo de seus olhos e a magreza de seu corpo leve, ele duvidava disto. Então agarrou a bandeja e levou um morango para seus lábios.
Em vez de continuar discutindo sua auto-suficiência com ele, ela abriu sua boca e afundou os dentes diretamente, na fruta madura. O suco espirrou fora e caiu por seu queixo, descendo por sua garganta.
Seu coração bateu contra suas costelas quando sua fome o subjugou. Ele nunca quis saborear ninguém com a urgência deste momento. Ele puxou a fruta e substituiu por seus lábios, pressionando a doçura da sua. Sua boca se abriu novamente, sua língua passou por seus lábios para tocar o dela. O beijo não era suficiente para satisfazer sua fome. Ele deslizou sua boca em cima de seu queixo e abaixo em sua garganta.
Seus dedos apertaram seu cabelo, e ela se estremeceu. — Por favor. .Não me machuque...
— Nunca. Ele prometeu, embora tivesse medo de quebrar em breve seu voto. Seus dedos se agitaram quando lutou com os botões da camisa que ela vestia a sua camisa. A possessividade se apoderou dele, enchendo-o com satisfação. Ela era sua. Ele separou a camisa e então empurrou por seus ombros. Sua respiração deixou seus pulmões em um suspiro. — Você é tão bonita...
Apesar de estar magra, ela tinha curvas generosas. Seios cheios, mamilos rosa escuros balançando sobre a pele cor de mel. Quadris suaves encaixando uma cintura minúscula. Ele passou os dedos pelos lados, sobre sua pele sedosa. Ela estremeceu novamente.
— Você está fria. Ele disse, amaldiçoando o fato de ter que se esconder no subterrâneo. Inclusive se a tivesse escondendo ele teria que ficar ali... O sol sairia logo. Viver na escuridão era a maldição de sua existência. Ele podia pedir a ela para compartilhar isto?
Ela agitou sua cabeça. — Eu não estou com frio.
Mas ele ergueu a bandeja do colchão, deixando-a sobre a mesa ao lado da cama onde estava o retrato de sua avó. Ele não mantinha o retrato todos estes anos para se lembrar de Carolina Briggs; ele manteve para se lembrar de sua própria tolice ao pedir a alguém que fosse sua noiva.
Quando agarrou os cobertores para puxar acima de seu corpo nu, ela pegou seu pulso, suas unhas arranharam sua pele. — Eu não estou com frio. Ela repetiu, — eu estou com fome.
Antes dele poder recuperar a bandeja, ela agarrou a cintura de sua calça. Uma risada ecoou primeiro em seu peito, então em sua garganta. A vibração aliviou sua urgência, acalmando sua ansiedade sobre seu comportamento. Ele não ria há muito tempo.
Então ela plantou uma palma contra seu peito e o empurrou de volta no colchão, e seu riso cessou, a tensão e urgência retornam a seu corpo com intensidade dolorosa. Mas não era o medo dirigindo; era paixão.
— Quem é o sedutor agora? Ele perguntou, suas palavras virando um gemido como ela desceu o zíper de sua calça e foi por sua ereção.
Primeira ela deslizou as pontas dos dedos por seu comprimento. Então ela se inclinou e passou a língua por toda a extensão. Ele segurou em seu cabelo, quando ela fechou os lábios em torno da ponta dolorida de seu pênis.
— Sienna! Sua paixão o surpreendeu. Mas sua generosidade não deveria; que obviamente crescia à medida que ela colocava a necessidade dos outros acima das suas.
Ele não podia se aproveitar dela. Então a empurrou de volta, recusando tomar o prazer que ela oferecia com sua boca. E fez amor com seu corpo, beijando cada polegada da pele doce. Quando suas presas passavam por um ponto sensível, como a ponta de seu seio, ou seu umbigo, ela gemia. Se ele a mordesse, sabia que ela iria gostar, mas não queria assustá-la. Seus olhos, fixos nele, estavam cheio de medo, mas também excitação.
Ele a beijou como havia feito antes, intimamente, correndo sua língua no calor de seu desejo. Seu próprio corpo doía e pulsava, exigindo satisfação. Mas esperou até que ela teve um orgasmo, suas mãos em seu cabelo quando ela gritou seu nome. Então a puxou para a extremidade do colchão alto. E empurrou dentro dela novamente. Ela o encontrou, subindo na cama, suas pernas em volta de sua cintura, puxou seus cabelos. Ela sentiu a tensão em seu pescoço, estremecendo com seu orgasmo quente e pegajoso sobre ele. Seus músculos internos apertaram sua ereção, apertando e apertando até que ele não pôde podia controlar sua necessidade mais.
A paixão explodiu com uma última punhalada violenta. — Sienna!
Eles desmoronaram sobre a cama, seu rosto enterrado na tentação doce de seu pescoço. Ele deslizou sua boca junto sua garganta então separou seus lábios para que suas presas raspassem sua pele. — Sienna, deixe-me transformar você.
— O que? Ela ficou tensa em baixo dele.
— Converta-se em uma Vossimer. Ele a persuadiu. — Se torne minha esposa.

CAPÍTULO 5

O coração de Sienna disparou de excitação e então com medo ela lembrou, — Todos os Vossimers são vampiros. Ela finalmente diria a palavra, mas ela não poderia nunca se tornar um. — Por que, Julian? Por que você quer que eu me case você?
— É o único modo que eu tenho de proteger você.
Ela deveria se sentir aliviada por ele não professar seu amor, porque era muito cedo e teria provado que era um mentiroso, mas a decepção apertou seu coração. Ela prendeu a respiração trêmula e perguntou, — De quem você está me protegendo?
Seus braços se apertaram ao redor dela, abraçando-a mais perto como se estivesse usando seu corpo para protegê-la. — As pessoas que machucarão você.
— Eles farão mais que me machucar. Ela advertiu. — Eles pretendem me matar. Por quê?
— Por causa do que você sabe.
— Sobre você? Ela disse a palavra uma vez, mas ela não conseguiria articular a palavra novamente com as emoções a sufocando. — Sobre o que você é.
Ele movimentou a cabeça. — Eu não sou o único.
— Você disse a mim que todos os Vossimers são. Ela recordou. — Então você tem uma família?
Um músculo pulsou em sua bochecha. — Sim. Relativamente falando.
— Você não são próximos então?
—Em parte. Ele admitiu. — Mas existem mais além dos Vossimers. Existe uma Sociedade Subterrânea inteira.
— Eu não fazia idéia... Ela murmurou atordoada. — Eu teria nunca imaginado... Não só sua existência, mas sua paixão.
— Você não deveria conhecer. Nenhum mortal deveria.
Ela se estremeceu quando a compreensão apareceu. — E é por isso que eu estou em perigo.
Ele suspirou. — Quando um humano descobre sobre nossa existência, coisas ruins acontecem. Os vampiros são destruídos.
O pensamento dele morto tirou o ar de seus pulmões, enchendo ela com uma sensação de perda muito maior do que ela já conheceu. — Mas... Como...?
— Existem meios.
Ele queria poder evitar a imagem, mas ela fechou seus olhos e estava lá em sua mente: Julian estendido no chão, uma estaca em seu coração. Ela estremeceu. — Não...
— Quando os humanos descobrem nossa existência, eles reagem com medo. Eles pensam que nós somos perigosos. Então eles tentam eliminar essa ameaça.
— Você continua dizendo a mim que eu estou em perigo. Ela disse, — É por isso que você me trouxe aqui. Por que fez isso?
— Porque você sabe. Por causa do que aconteceu quando outras pessoas descobriram, assim a Sociedade Subterrânea fez uma regra para nossa proteção.
— Quantas pessoas descobriram? Ela perguntou, tendo que saber quantos mortais foram mortos e quantos Julian pessoalmente matou.
Ela fez amor, não só com um vampiro, mas um assassino de sangue frio? Sua pele se arrepiou e seus ossos ficaram gelados.
— Acreditavam que sua avó conhecia nosso segredo. Ele disse.
— Mas ela morreu de uma doença horrível. Ela disse, lembrando-se do sofrimento de Nana. — Ninguém a matou.
— Não. Não existia realmente nenhuma prova de que ela soubesse... Até o final.
— Até que ela disse a mim.
Ele movimentou a cabeça com uma careta admitido, — houve alguém mais que sabia, que planejava escrever um artigo sobre a Sociedade Secreta de Vampiros. Ele iria revelar nosso paradeiro e ordenaria nossas mortes.
A respiração de Sienna falhou. — E este homem? Ele foi morto?
Julian movimentou a cabeça. — Ele e sua esposa.
— Estava vivo quando os assassinatos aconteceram? Ela perguntou, talvez tivesse lido sobre eles. Se o homem tinha sido um repórter ou um escritor famoso, sua morte pode ter causado sensação, como a de seu pai casou.
— Você tinha sete anos. Julian respondeu, sua voz rouca pela emoção, — e no assento traseiro.
Sua respiração ofegou. — Meu pai? Como ele descobriu?
— Eu não acho que sua avó tenha contado a ele, mas ele herdou seu dom. Ele sabia coisas... Que teria sido melhor nunca conhecer. Então ele investigou até que descobriu outras coisas que não deveria.
O pesar apertou seu coração. — Eu acho algo bom eu não ter herdado esse dom de minha família e tenha saído mais a meu avô.
— Ele era um homem simples. Julian disse.
— Um bom homem. Sienna o defendeu torcendo no dedo o anel de compromisso que seu avô colocou ali.
— Você está usando o anel. Julian observou.
Ela movimentou a cabeça. — Nana me deu, queria que o homem com quem me casasse colocasse em minha mão esquerda.
— Case-se comigo. Ele a persuadiu novamente.
Ela agitou sua cabeça as lágrimas queimando seus olhos. — Eu não posso...
— Porque você não pode perdoar minha culpa no acidente?
— Qual era sua culpa? Ela tinha que saber, seu estômago se revolvia. Ela fez amor não só uma vez, mas duas vezes com o homem responsável pelas mortes dos seus pais?
— Eu não fui responsável. Ele prendeu a respiração. — Eu tentei... Mas era muito tarde. Muito tarde para salvá-los. E muito covarde para salvar você.
— Mas você fez. Ela lembrou a ele. — Você salvou minha vida. Ela desejou que ele pudesse ter salvado seus pais, também, mas ela acreditava que ele tinha tentado.
— Eu tive sorte por você não estar seriamente machucada. Ele disse, — porque eu não pude chegar a você imediatamente.
— O impacto foi horrível. O carro estava no desfiladeiro o que foi um milagre você me encontrar.
— Eu vi o carro cair. Ele admitiu. — Mas o sol estava surgindo. Eu não podia chegar a você... Não sem arriscar minha própria vida.
Sienna ficou tensa, chocada.
— Que herói, huh? Ele disse erguendo seu braço e se deslizando para longe. — Eu sinto muito. Mas eu não posso andar no sol... E viver...
—Por ser um vampiro. Ela murmurou.
— É por isso que você não casará se comigo? Ele perguntou. — Por causa do que eu sou?
Ela não tinha certeza se ele estava se referindo ao fato de ser um vampiro ou não ser o herói que ela acreditou que era nos últimos vinte anos. — Não. Eu fiz a minha avó uma promessa em seu leito de morte.
— Usar este anel? Ele correu uma ponta do dedo pelo diamante e depois sobre a cicatriz em seu queixo.
— Ela fez isto? Minha avó?
Seus lábios se curvaram em um sorriso maldosamente sensual. — Ela não gostou do que eu disse sobre seu avô.
— Ela era geniosa. Sienna desejava possuir o espírito de sua avó, como também seu rosto.
— Ela era teimosa. Julian disse. — Você não pode ser teimosa. O pessoal do Subterrâneo nos encontrará. Eu não poderei salvar você.
— A menos que eu me torne sua noiva... Ela olhou para o diamante. Ela podia deixar este homem – cujo interesse por sua avó havia causado tanto sofrimento em sua família – colocar o anel em sua mão esquerda? Ela agitou sua cabeça. — Eu não posso...
— Você esta cansada. Julian disse, passando a ponta do dedo debaixo de seus olhos, acima dos círculos escuros que ela não podia esconder com maquiagem. — Durma um pouco.
Ela movimentou a cabeça e fechou os olhos. Mas não importava o quanto descansasse ela não iria mudar de idéia. Ela fez a sua avó uma promessa. Como Carolina Briggs, Sienna só se casaria por amor. Ela não podia se casar com um homem que oferecia proteção ou mesmo imortalidade. Ela só podia se casar com um homem que oferecesse a ela seu coração.
Ela não podia se casar com Julian Vossimer... Mesmo que aquela decisão a matasse.
Ela se foi. Julian não precisava abrir seus olhos para confirmar a ausência de Sienna. Depois do que revelou, não ficou surpreso por ela escapar enquanto dormia. Devia ter trancado a porta ele mesmo, a bandeja ainda esta intacta ao lado da cama. O champanha ainda nos copos, mas sem bolhas. Foi sem nada.
— Sienna? Ele gritou. Talvez ela pudesse se comunicar da mesma forma que Orson podia. Talvez ela tivesse o dom de sua avó e não soubesse até agora, como não era consciente do tipo de homem que ele realmente era.
Ela deveria o odiar tanto que mesmo que tivesse o dom ela o bloquearia de sua mente. E de seu coração.
— Sienna! Sua voz cheia de urgência. Ele tinha que encontrá-la. No entanto, apesar do quarto estar escuro, todas as velas queimadas, sabia que era dia. Porque teve que reunir energia para sair da cama.
Mesmo ela não aceitando sua proposta teria que encontrar um meio de salvá-la. Não podia deixar que os outros a matassem... Porque isso o mataria tão seguramente quanto sair da escuridão.
Momentos mais tarde, subiu os degraus para a rua. A luz penetrava entre as nuvens cinza e uma chuva de neve caía. Ergueu o colarinho de seu casaco e deslizou óculos escuros sobre seu nariz. Mas aquelas precauções eram ineficazes quando a luz infiltrava por suas roupas através de sua pele e debilitava seu espírito drenando sua alma.
— Sienna...
Seus olhos quase se fecharam contra a luz. Ele os fechou completamente e sua mente ficou vazia... Até que ela apareceu. Primeiro como em sua cama nua e apaixonada. E depois no presente. Em sua casa, soluçando suavemente...
Ela não chorava por ele; ele tinha certeza disto, seguro de que ela o odiava agora que sabia tudo sobre ele. Como Orson disse, ele era um problema. Ele tinha levado a Sienna nada além de dor.
E agora a dor o enchia, queimando-o vivo tirando sua força. Mas ele não podia voltar. Porque podia ver mais de Sienna; ele podia ver o que ela ainda não tinha percebido que não estava sozinha.


CAPÍTULO 6

As lágrimas caiam pelo rosto de Sienna enquanto os soluços queimavam sua garganta. Ela rompeu a promessa a sua avó. Ela não deveria chorar. Mas estas lágrimas não eram só pela perda de Nana; sentia falta dele.
— Esta é outra promessa que rompeu. Ela admitiu miseravelmente quando torceu o anel no dedo de sua mão direita. — Eu amo um homem que não me ama.
Enquanto ela não podia manter todas as promessas que fez a Nana, manteria pelo menos uma delas. Ela olhou em direção à árvore, que ficava na janela da sala de estar dianteira. Seus galhos finos estavam sem luzes e ornamentos. Sienna mal encontrou tempo para comprar a árvore; que não havia sido capaz de decorar antes de Nana ir embora.
Mas prometeu que faria isso, que enfeitaria a casa e celebraria o feriado. Não deixaria que outra perda, porém devastadora, a destruísse. Era mais forte que isso, inclusive mais forte que a ameaça de Julian. Limpou as lágrimas com o dorso de suas mãos e a arrastou seu corpo cansado para a cadeira. A última coisa que queria fazer desde que pegou o trem de Zantrax era decorar a casa. Mas isto, pelo menos, era uma promessa que podia manter.
Usando o vestido de veludo vermelho que encontrou no banheiro do apartamento de Julian, Sienna hesitou na porta que dava para os degraus do porão. Uma calça jeans e uma camisa de moletom seriam trajes mais apropriados para mexer em teias de aranha e caixas empoeiradas. Mas Nana amava o vestido de veludo. E o desejo nos olhos de Julian quando o tirou.
Todo pensamento voltava para Julian, como Sienna gostaria de voltar para ele. Talvez pudesse voltar quando escurecesse, antes dele acordar e notar que se foi. Mas podia ela, que temia a escuridão, se transformar em uma criatura quem morava na escuridão? Inclusive agora, o pânico avançava por seu peito quando abriu a porta do porão. As sombras caíam pelas escadas que conduziam ao porão com o chão de concreto.
Sempre odiou o porão, mas algo além do pânico a assaltou. Um pressentimento juntou-se a seu medo habitual, e suas pernas tremeram quando desceu as escadas. — Oi? Ela gritou, arrepiando os pêlos de seus braços e a nuca. Instintivamente, ela soube que não estava sozinha. — Oi?

Julian teria enfrentado a luz do dia para vir até ela? Não, ela saberia se ele estivesse próximo; seu corpo teria reagido, com calor e antecipação, pela proximidade do seu. Mas ela não estava sozinha. — Quem está aí?
— Talvez você tenha o dom de sua avó. Alguém disse entre as sombras. A voz era feminina e familiar.
— Ingrid? A enfermeira do hospital que ficava com Nana à noite, de forma que Sienna pudesse descansar. Ela ajudava só à noite, vindo logo após o sol se por. Ela era um deles? Da Sociedade Secreta de Vampiros? — O que você está fazendo aqui?
— Eu penso que acho que você sabe. A mulher bonita disse, seus olhos escuros brilhando misteriosamente nas sombras.
O medo se apoderou de Sienna. Julian disse a verdade; ela estava em perigo. Talvez pudesse convencer os vampiros de que não conhecia nada sobre sua sociedade. — Não. Eu esperava ver você na funerária não aqui.
— Eu estava lá. Ingrid disse. — Na funerária e quando sua avó disse a você sobre nós.
Sienna agitou sua cabeça confusa quando perguntou, — Sobre vocês? Eu não entendo.
Lábios de Ingrid, naturais ou pintados de vermelho, curvaram-se em um sorriso leve. — Sobre Julian Vossimer. Ela contou sobre Julian.
— Ela nunca disse seu nome. Sienna manteve. — Eu não prestei muita atenção ao que ela dizia no fim. Ela não estava sendo coerente. Uma pontada de dor atingiu seu coração à medida que lembrava, — Ela sentia muita dor.
— Ela estava completamente lúcida, até o fim. Ingrid disse, com um rastro de respeito por Carolina Briggs. — Conseguiu de você algumas grandes promessas.
— Celebrar o Natal.
— Assim é como soube que você desceria aqui. A enfermeira explicou.
— Pegar os enfeites. Ela suspeitava que Ingrid realmente estava no porão a fim de fugir do sol que entrava pelas janelas de cima. — A árvore parece tão nua...
A imagem que dava voltas em sua mente não era dos galhos da árvore, entretanto. Ela imaginava Julian, como seus esculpidos músculos ondulando em baixo da pele tensa, quando ele se movia sobre dela. Apesar da umidade do porão, Sienna sentia o calor se espalhando ao longo de seu corpo. Ela nunca se sentiu tão completamente satisfeita com qualquer outro homem e o queria novamente.
Ela o veria novamente agora que a encontraram?
— Você se parece com ela, sabe. Ingrid observou das sombras.
— Minha avó?
— Este anjo. A vampiro levantou uma boneca loira. — Eu posso entender por que ele se apaixonou por você.
O coração de Sienna batia apressado contra suas costelas. — Quem?
O ligeiro sorriso relampejou novamente, mas seus olhos escuros brilhavam com loucura e uma angústia que tocou uma fibra de Sienna. — Você é bonita. Ingrid disse, — não é estúpida. Você sabe que Julian se apaixonou por você.
— Se eu acreditasse nisto, eu não estaria aqui. Sienna assinalou. — Eu ainda estaria com ele. Em sua cama, em seus braços sua cabeça contra seu peito, seu coração batendo continuamente sob seu rosto. Por que ela o deixou? Então ela se lembrou. — Ele não me ama.
— Eu posso entender suas dúvidas. Ingrid admitiu e continuou como se elas fossem amigas que discutiam sobre homens. — Julian não falaria sobre seu amor. Não até que percebesse que você o ama. Os homens podem ser tão tolos. Agora a angústia era visível — Eles às vezes negam até que seja muito tarde...
— Foi muito tarde para você? Sienna perguntou.
Ingrid soltou a respiração. — Eu ouvi as palavras. Apesar da estaca enterrada em seu coração, ele conseguiu dizer a mim que me amava. Foi a última coisa que disse.
— Eu sinto muito...
— Você devia sentir. Ingrid disse a tristeza em sua voz e em seus olhos. — Seu pai foi a pessoa que enterrou a estaca.
Sienna ofegou quando outro de seus ídolos caiu. — Meu pai? Você está falando sobre o artigo? Eu pensei que ele tinha morrido antes de ser publicado.
— Julian contou sobre o artigo?
Ela movimentou a cabeça.
— Mas ele não disse a você o que seu pai fez. Ingrid disse. — Ele queria evitar a verdade.
— Qual verdade? Sienna teve que perguntar.
— Meu... Michael... Era a fonte de seu pai para o artigo. Michael era tão confiante. Ele não entendia que estava nos colocando a todos em perigo até que foi muito tarde, até que seu pai o assassinou. Ele não acabou de escrever o artigo. Ele matou Michael. O sangue do meu amante estava nas mãos do seu pai.
— Você conseguiu sua vingança. Sienna disse, suspeitando que o sangue de seu pai estivesse nas mãos de Ingrid. A vampira era responsável pela morte de seus pais. — Você não precisa me machucar.
— Você é humana. Você não é confiável. Ingrid insistiu.
— Você esta ao meu redor há meses. Sienna a lembrou. — Você me conhece... Você sabe que eu nunca machucaria ninguém.
— Você já machucou Julian. Ingrid disse.
Sienna agitou sua cabeça. — Não... Ele era a última pessoa que desejava machucar.
— Você o rejeitou.
— Como você sabe?
— Porque você está aqui, e ele não. Ingrid assinalou.
— Isto é porque ele não me ama... Por isso que tinha rejeitado-o, ela se deu conta. Não por não ter certeza de que poderia se transformar no que ele era... Mas porque ela não podia nem considerar se transformar sem seu amor.
Ingrid agitou sua cabeça, como se estivesse com nojo. — O sujeito desistiu de sua vida por você. Do que mais ele tem que desistir para provar seu amor?
O choque e a dor fizeram Sienna cambalear de forma que ela teve que agarrar a grade do degrau ou cairia pelos últimos poucos degraus até o chão de concreto. — Não! Ele não está morto.
— Não ainda. Mas Orson Vossimer o advertiu. Se ele não matasse você, ele seria morto.
— Orson Vossimer? Ele é parente de Julian. Como poderia matá-lo?
— Orson Vossimer é o avô de Julian. E ele deu a Julian outra opção além da morte. Ele podia transformar você.
E Sienna recusou. — Eu não sabia...
— É muito tarde agora. Ingrid disse. — Os dois vão morrer.
E Sienna nunca teria a chance de dizer a Julian que o amava.
A luz estava forte, Julian cambaleou pela casa. Todos os músculos doíam em protesto por seus movimentos, mas forçou a si mesmo a continuar, se escorando nas paredes. — Sienna!
— Julian?
Sua voz trêmula pelo medo e o choque, o levou em direção a uma porta aberta. Ele tropeçou, quase caindo nos degraus.
— Julian! Um braço deslizou ao redor de sua cintura, com um corpo morno contra a lateral do seu para sustentar seu peso. — Oh, meu Deus... O que aconteceu com você?
— Você. Ingrid disse com desgosto. — Você aconteceu para ele. Então a vampira foi em direção a ele. — Economizando para Orson sua morte?
O único ele queria é salvar Sienna, mas podia apenas manter uma conversa. Ele não tinha que ser um enfermeiro, como Ingrid, para saber que estava morrendo. Mas com sua última onda de força, lutaria para proteger a mulher que amava. — Deixe... Ela... Sair... Ele murmurou.
— Você não está em nenhuma condição de emitir ordens. Ingrid disse com uma risada maligna.
— Julian, você tem que partir. Sienna urgentemente sussurrou. — Só vá embora... Suas mãos pequenas empurraram seu peito, tentando o empurrar para cima dos degraus.
Ele balançou e tropeçou. Mas outras mãos estavam lá, não para ajudá-lo, mas sim o segurar. Ele não precisava se virar para saber que Ingrid chamara seus reforços. Ele abaixou sua cabeça, focando em Sienna. Ela olhou fixamente nele, seus olhos azuis cheios de medo e brilhando com lágrimas. — Eu sinto muito. Ele disse.
Ela agitou sua cabeça. — Você não tem nenhuma razão para sentir muito. É minha culpa. Eu devia ter escutado você.
— Eu não disse a você o que precisava ouvir. Ele disse. Mas não podia dizer isto agora, não na frente de todas estas pessoas, as palavras que devia ter dado ela quando eles estavam sozinhos nos braços um do outro. Sabia agora o que teria feito aceitar sua proposta. Seu amor.
— Eu sinto muito que não seja seu herói...



CAPÍTULO 7

O coração de Sienna bateu em um ritmo frenético. E não podia parar de não tremer, não só de medo, mas de frio. Depois que a noite caiu, eles deixaram o porão e voaram... Para onde quer que estivessem agora. Mas não usaram um avião, ou um helicóptero ou qualquer outro tipo de máquina. Eles somente foram... Voando. Não haviam agitado seus braços ou chutaram suas pernas, mas de alguma maneira se moveram pelo ar da noite fria.
Sienna ficou surpresa por não a terem matado até então. O homem que a levava poderia soltá-la. A queda a mataria, deixando seu corpo quebrado além do reconhecimento.
Mas Ingrid ordenou que eles a levassem para outra casa subterrânea até mais opulenta que o apartamento de Julian. Ele estava deitado, inconsciente, em um chão de mármore duro. Sienna se ajoelhou em seu lado, passando seus dedos pelo ângulo cinza de seu rosto e mandíbula. — Acorde. Por favor, acorde...
Ele não só estava dormindo. Ela não tinha certeza de que ele estivesse respirando mais. Então moveu sua mão para sua garganta e sentiu a fraca pulsação. Mas seus dedos estavam entorpecidos e sua pele tão fria que não podia achar nenhuma batida tranquilizante.
— Julian. Ela sussurrou.
Os homens que voaram com eles estavam ao redor, com um olhar brilhante advertindo-a para se manter quieta. Eles eram grandes, estava além de sua capacidade de lutar. Se apenas Julian acordasse...
— Ele está morrendo. Ingrid disse, os saltos de seus sapatos batiam contra o mármore quando saiu do no quarto onde estavam.
E é minha culpa. A culpa grudava em Sienna. Se tivesse escutado, se tivesse acreditado, eles estariam seguros agora.
— É tudo culpa, sua menina. Uma voz rouca de homem falou em sua mente.
Olhando para o rosto pálido de Julian e depois para cima ofegante. — Você... Ele se parecia tanto com seu neto até tinham aproximadamente a mesma idade.
— Nós não envelhecemos. Ele explicou. — Mas nós podemos morrer. Ele se ajoelhou próximo a Julian e passou uma mão trêmula pelo cabelo do seu neto. — É por isso que é muito arriscado para os humanos conhecerem nossa existência. Faz-nos vulnerável.
— Eu não machucarei ninguém. Sienna prometeu.
— Muito tarde. O homem estalou e se colocou de pé olhando fixamente para ela. — Você já machucou minha família.
—Senhor.
— Duas vezes agora. Ele disse. — Os Vossimers têm alguns poderes dentro da Sociedade do Subterrâneo. Não oferecemos casamento aos com cidadãos comuns só para que eles possam nos rejeitar.
Se Vossimer era o responsável pelo Subterrâneo, Julian era seu príncipe e este homem considerava a si mesmo um rei. Lamentavelmente, os homens fortes também acatavam suas palavras como se fossem decretos reais
— Eu sinto muito. Ela murmurou timidamente. — Eu estava errada ao deixar Julian. Ajude ele, por favor...
— É muito tarde para meu neto. Orson disse, qualquer afeto que ele demonstrou quando acariciou o cabelo de Julian se foi.
— Ele trouxe desonra para nossa família há muito tempo. E ele é perigoso para o resto do Subterrâneo.
— Não foi sua culpa. Sienna o defendeu. — Ele nunca disse qualquer coisa para minha avó. Ela tinha um dom. Ela sabia coisas. Pergunte a Ingrid.
O Vossimer mais velho virou em direção da bonita vampira. — Isto é verdade?
Depois de uma vacilação leve, ela movimentou a cabeça. — Mas não muda o que aconteceu. Ela sabe nosso segredo. Não pode viver.
O orgulho fez com que Sienna se levantasse. — Eu não me importo o que você fizer comigo. Só o salve. Salve Julian.
Orson Vossimer estreitou seus olhos e a estudou. — Você age como se importasse com meu neto.
— Eu o amo. Ela admitiu.
O homem mais velho riu. — Você pensa que eu sou tolo. Que eu acreditarei em suas mentiras?
— Eu o amo. Sienna insistiu. — Eu não estou mentindo.
— Então você é a tola, menina. Vossimer disse.
— Ele é um bom homem. Ela defendeu seu amante novamente. — Ele é meu herói. Não importava em que ele acreditasse; ela sabia a verdade agora.
— Então por que recusou quando ele ofereceu a você casamento, quando ele ofereceu a você um caminho para manter sua vida... Pela eternidade?
Ela segurou a respiração trêmula. — Medo. Não só da escuridão, mas do risco de dar meu coração para um homem que não me daria o seu.
— Você é uma tola, menina.
— Sim. Ela concordou. — Eu devia ter dito sim. Se eu pudesse voltar... Ela olhou para Julian, o corpo inanimado e lembrou-se da paixão com que ele fez amor com ela. — Por favor, ajude ele...
— É muito tarde, menina. Orson disse, a emoção tornando sua voz uma lima áspera. — É muito tarde...
— Ingrid. Ela se virou para a outra mulher. — Você é uma enfermeira. Você deve saber o que fazer... Como o salvar...
— Sua vida está se acabando. Ingrid disse com um suspiro cansado.
— Mas não está morto ainda. Recusou-se a acreditar nisto, recusou-se a deixá-lo ir. — Por favor, ajude-o. Ela pediu a outra mulher. — Você pode ajudá-lo.
Ingrid agitou sua cabeça. — Não, não posso. Mas você poderia ser capaz...
— Como?
— O deixe-o tomar sua vida.
— Ele pode ter isto. Sienna ofereceu. Se não fosse por ele, não teria vivido tanto tempo. Ninguém teria achado os destroços do carro de sua família. Ela não teria sobrevivido sem ele. — Eu devo a ele... Minha vida.
— É este um truque, menina? Orson perguntou.
— Isto é amor. O amor era abnegado, como Julian arriscando a si mesmo para encontrá-la e tentar salvá-la. Era sua vez de resgatá-lo.
Eles irão matá-la. O horroroso pensamento entrou na escuridão da mente inconsciente de Julian. Ele lutou para abrir seus olhos, mas estavam pesados.
— Sienna! Ele tentou gritar seu nome, mas escapou fracamente. — Sienna!
Uma mão suave tirou o cabelo de seu rosto. — Eu estou aqui. Ela assegurou, com um suspiro de alívio. — E é...
Ela estava borrada ante seus olhos cansados, e ele piscou novamente até que claramente podia vê-la. Inclusive tensa e pálida de preocupação e medo, seu rosto era bonito. Então seus olhos se moveram além dela para registrar o ambiente, o chão de mármore e as paredes. — Nós estamos com meu avô.
Ela movimentou a cabeça. — Ele nos trouxe aqui... Para este quarto...
— Meu quarto. Julian disse, com uma onda de esperança. — Nós estamos sozinhos?
Uma risada alta lançada com uma sugestão de histeria, deslizado de seus lábios. — Você não pode querer...
— Eu sempre quero você. Ele disse.
— Mas você está tão doente.
Isso era tudo que ele era e podia reunir força para ajudá-la. Mas sua situação era pior que isto. Sua situação não era a mesma. — Eu posso dizer a você como sair daqui. Ele disse.
Ela agitou sua cabeça. — Eu não vou deixar você!
— Existe um banheiro atrás daquela porta... Ele tentou erguer seu braço para gesticular, mas seu membro estava muito pesado, seus músculos muito fracos para se moverem. Seus pulmões doíam quando lutou para respirar e a calça estava rasgada. — Existe uma abertura no teto. Se você subir, poderá alcançá-la.
Ela apertou seus dedos através de seus lábios. — Shh... Poupe sua força.
Que força? Se pudesse se levantar, poderia levá-la ao banheiro, ergue-la e ela poderia sair do Subterrâneo. Mas uma vez mais, estava muito fraco para ser seu herói de verdade.
— Eu não vou deixar você. Ela disse com voz firme e implacável.
Ele conseguiu enrolar seus dedos na curva de seu quadril. — Você tem que... Ele a empurrou. — Você tem que ir. Agora.
— Não há tempo. Ela disse.
— Existe tempo. Ele discutiu, — para você cair fora. Mas quanto tempo ela poderia ficar escondida de Ingrid e Orson?
— Eu não vou sem você.
— Eu não posso me mover. Ele admitiu com frustração e um pouco de orgulho.
— Você não tem que fazer qualquer coisa. Ela disse quando passou os braços ao redor de seu. — Mas pode me morder...
Ele ficou tenso; talvez estivesse tão fraco que imaginou essas palavras. — O que?
— Me morda, Julian.
Ele moveu sua cabeça, agitado, mas ela pôs seu pescoço de forma que seus lábios roçaram a pele suave de sua garganta. — Não... É muito arriscado.
— Eles vão nos matar se você não o fizer. Ela o lembrou.
— Mas eu poderia matar você. Ele disse o medo torcendo seu estômago em laços. — Eu nunca transformei ninguém antes. E a fadiga havia roubado sua garantia habitual, de forma que não tinha certeza, ainda que não estivesse tão fraco, que saberia como agir sem matá-la.
— Você vai morrer se não fizer. Ela disse. — Ingrid me disse que esta é sua chance de salvar sua vida.
Ele agitou sua cabeça. — Eu não posso...
— Julian, você está morrendo agora. Esta é sua única chance. Eu sou sua chance.
— Não...
— Eu amo você, Julian.
Suas palavras o cobriram com calor e paixão. — Você me ama?
Ela movimentou a cabeça. — Sim.
— Mas você me deixou. Dor, mais sentimental que física, cortou ele ao se lembrar que acordou e ela não estava. — Eu pensei que não podia aceitar minha parte nas mortes trágicas de seus pais. Pensei que me odiasse...
— Eu tive que sair para pensar. Ela explicou, — considerar a vida que você oferecia a mim.
— A vida que rejeitou quando você me rejeitou.
— Eu rejeitei a vida não você. Ela insistiu. — Nós fizemos amor... Duas vezes... Ela enlaçou seus dedos em seu cabelo. — Eu amo você.
Ele queria acreditar nela, mas nunca ouviu de ninguém aquelas palavras e muito menos quis dizer a alguém. Não é? Ou ela só estava tentando ajudá-lo porque estava acostumada a cuidar das pessoas?
— Eu só cuido das pessoas com as quais eu me importo. Ela disse.
— O que? Chocado, ele encontrou o olhar dela, seus olhos azuis cheios de terror.
— Eu posso ouvir seus pensamentos. Ela disse a ele, tão chocada quanto ele.
— Você tem o dom de sua avó.
Ela movimentou a cabeça. — Eu acabei de perceber. Queria ter descoberto mais cedo. Se pudesse ter ouvido seus pensamentos mais cedo, talvez não teria deixado você e então você não teria tido que arriscar sua vida na luz do dia. É minha culpa, Julian, que você está morrendo. Você tem que me usar para salvar a sua.
— Sienna...
— Se você não o fizer, nós dois iremos morrer de qualquer maneira. Ela disse, — porque eu não vou deixar você.
— Vamos, Sienna, você pode sair pela abertura. Ele a persuadiu. — Você pode salvar a si mesma.
—Por agora. Você pensa que eles não iriam me perseguir novamente? Onde eu deveria ir? Eu não tenho nenhum lugar para ir, ninguém com que eu quero estar além de você. Ela o beijou, seus lábios se apertaram contra os dele até que ele abriu sua boca. Então imergiu sua língua entre seus lábios, escorregando a pelas afiadas presas.
A fome aumentou dentro de Julian, mas não era nada em comparação com o poder de seu amor por ela. — Sienna, se isto não funcionar —
— Se funcionar, nós poderemos ficar juntos para sempre. Ela assinalou. — A menos que não seja isso o que você quer...?
Seu coração se contraiu com a imagem que ela desenhou deles, um nos braços do outro para eternidade. Fazendo amor, fazendo um ao outro sorrir, fazendo um ao outro feliz. — É o que eu quero mais que qualquer outra coisa neste mundo, mais que minha própria vida. Eu não posso...
— Você tem. Ela implorou. — Antes que seja muito tarde para nós. Você tem que fazer isso — E o beijou novamente, primeiro seus lábios. Então deslizou sua boca acima de seu queixo e ao longo da linha de sua mandíbula.
Ele a queria muito. Não só agora, mas para sempre. — Você tem certeza, Sienna? Ele perguntou.
— Absoluta. Assegurou. Seus dedos em seu cabelo, ela puxou sua cabeça até que seus lábios roçaram sua garganta. Um gemido deslizou de entre seus lábios. — Por favor... Faça...
Seu coração pulsava contra suas costelas com antecipação e medo. — Isto poderá machucar.
— Só faça. Ela persuadiu. — Somente... Morda...
Ele esfregou seus lábios de um lado para outro através de sua garganta, fazendo sua pele se arrepiar. Ela estremeceu. — Julian...
Ele abriu seus lábios e apertou suas presas contra sua pele. E apertou mais forte até que sua pele se rompeu.
Ela ofegou, sua respiração saiu entre seus dentes. Mas quando ele se moveu para se afastar, ela apertou seus dedos em seu cabelo e o empurrou para ela. — Morda-me...
Ele não podia discutir, não com seu gosto doce escorrendo por sua língua. O calor, paixão e amor o encheram à medida que ele bebia. Demais ou muito pouco? Estava tudo bem. Uma forma a mataria; a outra deixaria de ser humana e acabaria com o perigo de morte promovido pela Sociedade Subterrânea.
Revitalizando seu espírito, ele se afastou dela. Seu corpo caiu contra ele. Ele a rolou sobre suas costas no colchão e debruçou em cima dela. Seus olhos se fecharam suas pestanas espessas contrastando com sua pele pálida. Sua mão tremeu e passou os dedos por seu rosto. — Sienna!
Sua pele empalideceu como uma porcelana tão clara que suas veias brilhavam sob a superfície magra. O pulso dela mal se movia contra sua garganta. Ele a matara?
— Sienna!
A porta do quarto se abriu. — Julian. Seu avô chamou seu nome. — Vocês estão bem?
Ele agitou sua cabeça, seus olhos queimando quando estudou o rosto bonito de Sienna. — Não, eu não estou certo.
Dedos fortes apertaram seu ombro. — Você está vivo. Ela não... Isso é o que precisava acontecer.
— Ela não está morta! Não ainda. Embora fraco seu coração ainda batia em baixo da palma de sua mão contra seu peito. — Ela não pode morrer! Ela não pode...
Ela prometeu eternidade.
— Se você significar para ela o que ela significa para você, ela voltará. Orson assegurou.
— Nós estamos destinados a estarmos juntos. Julian tirou o cabelo se seu rosto. — Nós estamos destinados.
— Você tem que se preparar. Seu avô o advertiu. — No caso dela não voltar.
Finalmente Julian tirou os olhos dela e olhou para o homem que comandava o Subterrâneo. — Se ela não viver, eu também não viverei.
— Você diz isto agora, mas se recuperará... Como você recuperou de sua avó.
— Eu não irei. Eu amo Sienna. E, no entanto, nunca disse essas palavras. Ele nunca demonstrou seu amor por ela. Por ele, ela desistiu de sua vida.

CAPÍTULO 8

A luz chamejou, brilhando pelas pálpebras de Sienna a chamando de volta da escuridão. Seu corpo doeu em protesto quando puxou os cobertores para seu queixo, seus músculos estavam fracos e espasmódicos. Mas a dor era boa; a dor dizia que não estava morta.
A menos que isto fosse o inferno.
Passou os olhos abertos em um quarto banhado pela luz das velas, como na primeira vez que ele a levou ali. As paredes de gesso rosa que se elevava até um teto de onde se pendurava um lustre baixo em cima da cama. Isto não era o inferno; era o céu nos braços de Julian.
Julian ! Teria bebido para reavivar seu corpo agonizante? — Julian!
— Shh.. Uma voz rouca murmurou, então por fim sentiu os braços fortes ao redor dela, puxando-a contra seu peito. — Eu estou aqui.
— Você está vivo!
— E então... Sua respiração escapou como um suspiro de alívio. Seus lábios percorreram rapidamente sua bochecha então roçou sua boca. — Você está vivo!
Ela piscou novamente, incapaz de acreditar que eles estavam juntos. Livres. — Nos deixaram sair? Perguntou sua mente confusa e cansada.
— Sim.
Porque Julian fez o que seu avô queria. Ele tomou a única opção que o velho homem deu além de sua morte. Ela olhou para si mesma, seus braços estavam nus quando os tirou de debaixo dos cobertores. Sua garganta estava seca, tragou forte e somente perguntou — Eu sou...?
— Voltou a não dizer? Ele brincou seus lábios se curvando em um sorriso mau.
— Eu podia aceitar seu ser um. Ela disse. — Mas me... Como ela podia ser o que não compreendia?
— Não pense nisto. Ele disse com preocupação arqueando sua sobrancelha.
— Eu só pensei em você, em seu bem estar. Ela admitiu. — Eu não me importei.
— É por isso que amo você. Ele disse, — tanto.
— Eu sei que você me ame. Ela assegurou. — Saindo na luz solar, você arriscou sua vida por mim. Você provou isto.
— Aquela última sim. Ele concordou, mas a culpa assombrava seus olhos escuros, — mas podia ter poupado você antes e então eu esperei...
Ela olhou para cima, apertando seus dedos sobre seus lábios. — Shh.. Se você saísse à luz do dia teria morrido. E eu teria morrido, também. Para conseguir me tirar você teve que puxar separadamente aquele metal retorcido que nenhum humano poderia conseguir. Você não teria tido a força para fazer aquilo se fosse durante o dia. Ela estreitou seus olhos, quando notou seus dedos, estava sem o anel na mão direita.
Julian ergueu sua mão esquerda do colchão. — O anel está aqui. Eu troquei.
— Para minha mão esquerda? Ela olhou fixamente para o anel, que refletiu na luz da vela. — Mas eu não aceitei.
— Porque você não acreditava que eu te amasse. Ele disse. Corretamente.
— Como você sabe? Ela perguntou.
— Nós temos uma conexão.
— Porque você tem meu sangue?
— Nós tivemos uma conexão até antes disto. Ele insistiu. — Nós tivemos uma conexão por anos. Foi por isso que eu pedi a você que se casasse comigo porque não podia perder essa conexão. Eu não podia perder você.
Ele a amava há muito tempo, como Ingrid disse.
— Então por que você não perguntou a mim novamente? Na casa do seu avô?
— Eu não sabia se conseguiria. Não sabia que qualquer um de nós faria isto. E não sabia o oferecer a você. Ele explicou. — E você estava inconsciente, eu me arrependi de não perguntar, então movi este anel para sua mão esquerda e quando acordasse poderia me responder.
— Então pergunte novamente. Embora estivesse cansada, ela ainda não estava segura de que poderia sobreviver a transformação. Ou não tinha sido transformada? Mas antes que pudesse abrir sua boca para aceitar seu pedido, Julian deslizou fora da cama e colocou seus joelhos no chão.
Sua mão pegou a mão esquerda dela, onde o diamante brilhava e perguntou, — Você se tornará minha noiva, Sienna Briggs?
Ela focou primeiro no anel, então em seu rosto, onde a cicatriz em forma de diamante arruinava a perfeição masculina de seu queixo. — Você tem certeza?
— Sienna! Ele exclamou seu rosto empalidecendo com choque. — Eu tenho certeza. Eu amo você muito.
As palavras aqueceram seu coração e seus lábios se curvaram em um sorriso. Mas...
— Isso não era ao que estava me referindo, eu quero dizer, o anel? Se você tem certeza de que quer que use o anel... Como sua noiva?
Ele olhou fixamente para o anel, agora. — Oh, meu Deus, eu não pensei... Você quer que compre um novo anel? Um que eu tenha escolhido?
Ela agitou sua cabeça, lágrimas enchendo seus olhos, enquanto ela se lembrava de sua avó, usando suas últimas forças para deslizar o anel em seu dedo. — Não. Se ela acreditava em que seria forte suficiente para arriscar seu coração novamente, ela queria usar este anel. — Isto é o que eu quero. Simboliza o maior amor que eu já conheci...
— Até agora. Ele disse, — até o nosso.
Seu coração se aqueceu com o amor do qual ele falava. Seu amor. O maior amor ela já conheceu.
— Mas este anel não significa a mesma coisa para você que para mim. Ela disse. Conseguiu levantar sua mão para tocar com a ponta do dedo a cicatriz em seu queixo. — Para você quer dizer rejeição. Para seu avô quer dizer desonra.
— Sua avó e eu nós não estávamos destinados a estarmos juntos. Ele disse. — Eu acho que já sabia. Estava sendo um pouco arrogante. Ela teve todo direito de me bater.
— Sim, ela tinha. Você insultou meu avô o homem que ela mais amou na vida.
— Mais que a vida eterna que ofereci a ela.
— Não era suficiente. Você não a amava.
— Eu não sabia que podia amar. Ele disse. —não pensei que fosse capaz até que encontrei você. Este anel — ele deslizou seu dedo polegar em cima dos pontos afiados — significa algo para mim, também. Lembra-me o quanto mudei por você. Representa nosso amor, também.
Lágrimas caiam no anel, e de seu rosto bonito. — Sim, representa. E o dom de sua avó foi preciso novamente ao dizer que o homem certo apareceria algum dia e deslizaria ele sobre o dedo anular de Sienna.
— Esta é a resposta correta. Julian disse, — mas para a pergunta errada.
Ela piscou de volta as lágrimas. — O que?
— Você não respondeu minha primeira pergunta. Ele lembrou a ela. — Por favor, mulher, acabe com a minha miséria e responda minha proposta. Você se casará comigo?
— Sim! Ela tentou se erguer do travesseiro, mas seu corpo estava flácido, seus músculos fracos. — Se estivesse mais forte, me casaria com você agora. Neste minuto.
Porque queria ser parte dele... Para a eternidade ele prometeu. O temor nublou sua felicidade; ela estava em dúvidas se a transformação funcionou. E em vez de vida eterna, teria que deixá-lo... Como seus avós e pais a deixaram para a morte.
— Eu sinto muito. Murmurou. Ela o havia ensinado amar, só para deixá-lo na angústia que teve de suportar quando perdeu aqueles que amava. — Eu sinto muito...

O pânico entrou pelos pulmões de Julian, de forma que teve que lutar para respirar. Como Sienna lutava para respirar. Não podia perdê-la agora. — Você não tem nenhuma razão para sentir muito. Assegurou. Ele é quem havia feito tudo errado, como sempre.
— Eu esperava que funcionasse... Que nós poderíamos ficar juntos... Para sempre. Ela disse. — Mas eu estou tão cansada... Seus olhos estavam se fechando.
Ele não podia deixá-la deslizar para a inconsciência novamente. Não podia perdê-la novamente. Segurou seu rosto com as mãos. — Vamos, Sienna, fique comigo.
Ela piscou seus olhos, abrindo-os. Não escapou ainda.
E não a deixaria. Faria qualquer coisa para mantê-la com ele. — Eu sei como você pode ficar mais forte. Disse. — Mordendo-me. Como ela fez com ele.
— O que você quer dizer? Ela perguntou seus olhos azuis ainda escuros pelo cansaço.
Ela não estava morta ainda. Mas ele a machucava. Seu estômago se retorceu com medo e remorso.
— Eu quero que você faça a mesma coisa por mim. Ele explicou, com sensibilidade e inquietação sobre o estilo de vida dos vampiros, — que você me deixe fazer isso por você.
Ela agitou sua cabeça. — Eu não acho que não posso. Eu vou ter que encontrar outro modo... Para viver...
— Existem outros modos. Ele assegurou. — Nós não fazemos um banquete com as pessoas das quais nos alimentamos. Mas eu não estou falando sobre alimento. Eu estou falando sobre sobrevivência e sobre a conexão entre sua alma e minha. Somente pode ser completo quando o mesmo sangue fluir por nosso corpo.
—É assim.
— Não, eu tenho o seu. Ele explicou, — mas você não tem meu. Tome o meu.
— Julian... Ela suspirou. — Eu não sei como. Eu não tenho —
Ele a beijou, profundamente, deslizando a língua por seus lábios entreabertos, acariciando-os antes de localizar a linha de seus dentes. Sua língua seguiu o caminho e então ela ficou tensa. Então se afastou.
— Eu tenho. Ela murmurou, em choque. — Eu tenho presas...
— Funcionou. Não estava completamente seguro até esse momento. Ele realmente a tinha transformado. Mas ela estava ainda tão pálida, tão fraca. Ainda pdia perdê-la... Se ela não fizesse o que pedia.
— Você está tão surpreso quanto eu.
Ele ficou tenso, surpreso com a facilidade com que ela lia sua mente. — O que?
Seus lábios se curvaram naquele sorriso lânguido. — Eu posso ouvir você seus pensamentos. Lembra?
Sua conexão era completa já. Mas tinha que mantê-la. — Então você deve se lembrar do que aconteceu na última vez que você não fez o que eu pedi.
Uma careta passou por seu rosto delicado. — Eu quase nos matei.
— Então me obedeça, mulher.
— Obedecer? Ela perguntou erguendo uma sobrancelha loira. — Isso não fará parte de nossos votos.
— Nós não poderemos fazer esses votos se você não ficar mais forte. Ele lembrou a ela. — Tome de mim para recuperar sua força.
— Julian...
Ele tomou dela antes, no dia anterior, inclinou-se diante dela e apertou seu pescoço contra seus lábios. — Morda-me...
Seus lábios se separaram o calor de sua respiração morna contra sua pele. Seu corpo ficou tenso novamente, com desejo, com necessidade desesperadora. Ele a queria completamente de corpo e alma e seu espírito indomável. — Vamos, Sienna.
— Eu não posso...
— Você tem que fazê-lo... Por nós. Ele a persuadiu, gemendo quando seus dentes roçaram sua pele.
Ela parou e moveu sua boca para longe. — Eu machuquei você.
— Não. Ele assegurou quando se juntou a ela na cama, apertando seu corpo contra os quadris dela de forma que ela pudesse sentir sua reação. — Você só vai me machucar se não o fizer. Não pare.
Ela ergueu seus braços, passando-os ao redor de seus ombros, e se aproximando completamente. Então afundou suas novas presas em sua pele, em sua garganta, e tomou do mesmo modo que ele tinha tomado dela.
Em vez de se sentir drenado por sua posse, Julian sentiu-se completamente revigorado. Ele vibrou com paixão por ela. — Sienna...
Ela tirou os dentes de sua pele e lambeu o ferimento pequeno que tinha feito. — Eu sinto...
— O que? Ele perguntou, rodando ambos para o lado para que pudessem ver seu rosto. Sua pele, antes pálida, estava agora corada e seus olhos azuis faiscavam.
— Eu me sinto viva.
E pela primeira vez que desde que ele a transformou, ela parecia estar viva. Vibrante.
— Você é bonita. Ele disse, sua mão passando por seu rosto. — Tão bonita...
— Você é bonito. Ela disse, seus dedos abrindo os botões de sua camisa. — Você é perfeito. E é meu.
— Todo seu. Assegurou com uma risada como ela empurrou sua camisa por seus ombros. Ele colocou a mão entre eles e puxou o cobertor, deixando-a livre para seus olhos... E toque. Tirou seu vestido, deixando-a apenas com aquele pedaço de renda. Por enquanto.
Que tinha a intenção de tirar logo. Mas primeiro se levantou da cama. Ou pelo menos tentou. Sienna envolveu seus ombros e então sua cintura e murmurou em protesto.
— Você não vai a nenhum lugar. Disse a ele.
Ele balançou a cabeça quando tirou seu cinto e puxou sua calça jeans e o calção de pugilista. — Eu não vou a nenhum lugar sem você. Nós estamos juntos pela eternidade, meu amor.
— Eu me pergunto se isso será longo suficiente. Ela brincou com um brilho no olhar.
— Longo suficiente?
— Para fazer tudo que eu quero fazer com você. Ela o agarrou, suas mãos passando pelos músculos do peito e então em seus quadris indo para sua ereção. Primeiros ela percorreu com os dedos seu comprimento, então ela fechou seus lábios ao redor dele e o chupou fundo em sua boca. Suas presas roçavam a carne sensível.
Ele gemeu, com uma paixão que nunca tinha sentido antes. — Sienna! Ele tentou afastá-la.
Mas ela era forte agora, mais forte que antes. E agarrou seu alvo, segurando ele para que pudesse torturá-lo com lábios e língua e as pontas de seus novos dentes. Ele passou os dedos por seu cabelo e puxou, mas era muito tarde. Com os lábios deslizando por seu comprimento, ele se agitou, seu corpo estremeceu e seu orgasmo se derramou no calor de sua boca.
Ela lambeu os lábios e deitou de volta na cama, como se estivesse satisfeita. Mas ele negou com a cabeça. Ela não fazia nem idéia da satisfação que intencionava proporcionar.
— Promessas, promessas. Ela brincou, falando com seus pensamentos.
Ele se juntou a ela na cama, empurrando-a no colchão com seu corpo tenso novamente por causa do desejo. E a beijou, saboreando seu próprio desejo em seus lábios e língua. Seus dentes se roçavam fazendo com que arrepiasse. — Justo quando eu pensei que não podia te amar mais...
— Você me ama mais. Ela disse, fincando suas unhas nos músculos de suas costas.
Ele imergiu sua cabeça, aninhado seu pescoço.
— Morda-me. Ela o convidou.
Ele negou. — Eu quero saborear você outro modo. Ele percorreu com os lábios sua garganta descendo para seus seios. Com apenas da ponta da língua, ele brincou com cada ponta. Então ele sugou o mamilo para dentro de sua boca, seus dentes beliscando ligeiramente a carne suave de seu seio.
Ela gemeu e se mexeu em baixo dele, apertando seus quadris e seu sexo úmido contra a ereção que estava pronta para possuí-la.
Mas ele negou a si mesmo o prazer de se enterrar dentro dela. Ao invés disso se moveu novamente, descendo sobre seu corpo até que pôde saborear seu desejo por ele. Ele empurrou sua língua por suas dobras, entrando no calor úmido. Ela arqueou novamente e mergulhou os dedos em sua cabeça, apertando sua boca firmemente até seus dentes roçaram seu sexo.
Ela gemeu e chegou ao clímax, despejando mel em sua boca. Queimando de desejo por ela, ele se levantou e empurrou dentro dela.
Ela arqueou muito abruptamente como se fosse resistir e então rolou de forma que ele estivesse deitado de costas e ela em cima dele. Ele entrou mais fundo que antes. E suas mãos, trêmulas, agarraram seus quadris.
Ela balançou de um lado para outro e então ergueu seus quadris, deixando a ereção dentro e fora de suas dobras molhadas. — Julian! Ela disse, o desespero em sua voz áspera os olhos dilatados.
Ele moveu seus dedos por seu traseiro, apertando sua pele suave com uma mão enquanto levava a outra mão para seu seio massageando a carne inchada. Ela ergueu suas mãos para seus ombros, cravando suas unhas enquanto o montava.
Sua boca tomou vantagem, para que pudesse ganhar tempo, ao deixá-lo a beira do limite e recuar. Seus músculos se contraiam ao redor dele, puxando-o mais fundo. Ela levou a mãos para seu peito girando os mamilos entre seu polegar e o indicador. Julian se sentou e passou a língua pelas pontas que ela acariciava. Então ele alcançou entre seus corpos, passando o polegar na carne sensível dela.
E ela chegou ao ápice, gritando seu nome despejando toda sua paixão em cima dele. Ele cravou os dedos em seu traseiro, erguendo ela de cima abaixo, até que outro orgasmo o varreu, este mais violentamente que o último. — É uma sorte que não possa morrer. Ele murmurou ofegante — ou você me mataria com certeza.
Ela desmoronou contra seu peito, apertando seus lábios contra seu coração que batia no mesmo ritmo do seu. — Eu nunca machucaria você. Ela prometeu.
Ele alisou a pele suada e lisa de suas costas e perguntou — Então você está pronta para fazer de mim um homem honrado?
Seus lábios se curvaram contra sua pele, em um sorriso. — Homem honrado?
— Quando você vai se casar comigo? Perguntou a urgência passando por ele apesar de estar completamente sexualmente saciado. Não podia esperar para ela se tornar sua noiva.
— Agora é muito cedo?
— Agora é perfeito tão perfeito quanto você. Tão perfeito quanto nossa vida juntos promete ser.

CAPÍTULO 9

As estrelas brilhavam no céu da noite tanto como as luzes redondas nos das árvores enfileiradas pelo caminho do parque. Grandes flocos de neve caiam suavemente fora na escuridão, cintilantes como as luzes no caminho. Os flocos caiam sobre o rosto de Sienna e deslizaram abaixo por suas bochechas como lágrimas que lutavam por cair.
Ela não choraria. Não quando tudo era tão perfeito... E Julian a esperava, com um ministro do Subterrâneo debaixo dos pinheiros no parque. Agarrando apertado o braço de Orson Vossimer, Sienna começou a andar em direção a seu noivo. Os passos do velho Vossimer estavam compassados, e ele se virou para ela.
Ele mudou de idéia? Ela não era boa o suficiente para ser uma noiva de Vossimer?
— Não. Ele respondeu em voz alta a seus pensamentos não ditos. — Você é perfeita. A noiva perfeita para meu neto a princesa perfeita para o príncipe Vossimer.
— Porque ele me transformou? Ela tinha que perguntar.
O homem mais velho negou com a cabeça. — Porque você o ama como ele merece ser amado, por completo e sem egoísmo.
— Do mesmo modo que ele me ama.
— Eu vejo isto agora. Orson admitiu. — Sinto muito...
— Por tentar me matar?
O rosto bonito do homem mais velho, tão semelhante ao de Julian, se ergueu em um sorriso mau que seu neto que evidentemente tinha herdado dele. — Querida, se eu realmente tentasse você estaria morta. Não transformada. Ele cobriu sua mão e apertou. — Posso não ser o homem mais agradável, mas não sou um assassino.
— Mas você ameaçou Julian. Ela lembrou a ele, pouco disposto a deixar o homem reescrever a história. — Você disse a ele —
— Eu o adverti. Suspeitava do que ele sentia por você. Desde que ele a tirou daquele carro tem uma conexão com você. Quis testar essa ligação.
— Então não é uma regra que nenhum humano possa entrar no Subterrâneo?
Ele suspirou. — É uma regra que felizmente não tem se cumprido muito frequentemente.
Só com seus pais. Ela estremeceu, revivendo o acidente, revivendo sua perda. Mas não tinha mais medo do escuro. Nem de amar com todo seu coração, do modo que amava Julian.
— Você queria que ele me transformasse. Ela disse. — Você queria que nós ficássemos juntos?
— Queria que meu neto fosse feliz. Disse andando em direção a Julian que esperava em baixo da iluminada árvore. — Você o faz feliz.
— E ele me faz feliz.
O homem movimentou a cabeça, então adicionou com satisfação, — E seu dom teria se perdido em um humano.
— Dom?
— Telepatia, como sua avó. Ele disse e admitiu, — e eu tenho.
— Eu não sou telepática.
— Mas você sabe o que Julian está pensando.
Agora mesmo ela sabia que ele estava ficando impaciente, esperando seu avô levar sua noiva. Seus lábios se curvaram em um sorriso tranquilo, esperava que ele pudesse ver. Ou pelo menos sentir. — Só Julian. Ela disse. — Nós temos uma conexão.
— Por causa de seu dom. Orson disse.
Ela negou com a cabeça. — Por causa de nosso amor.
— Amor... Orson suspirou. — Suponho que realmente teria que conhecer por mim mesmo.
Eles andaram pelo caminho, que estava rodeado por cadeiras que tinham sido instaladas no parque. Membros do Subterrâneo, amigos de Julian que já aceitaram Sienna, ocupavam as cadeiras. Um daqueles era Ingrid.
— Tenha cuidado. Aconselhou ao rei Vossimer. — Nem todas as histórias de amor terminam como a minha e de Julian.
Felizes para sempre. Ela pensava que não existia apesar de ver o amor de seus avós. E ela nunca teria imaginado que um homem como Julian existisse.
— Eu sou real. Ele assegurou quando pegou seu braço. — E nosso amor é real.
— E eterno.
— Você dois estão passando a frente dos votos. O ministro Subterrâneo disse.
— Eu acho que nós não precisamos de você afinal. Julian piscou.
Nós não precisamos. Sienna concordou em silêncio. Eles já haviam unido para sempre suas almas.
Julian piscou para ela, como se lesse sua mente, como sem dúvida o fez. Os dois eram um; eles não precisaram repetir os votos do ministro para selar sua união. Mas trocaram promessas e anéis, um anel de ouro liso para Julian e o de Nana para Sienna, de forma que pudessem celebrar seu amor com seus amigos e família, os mortos e os vivos.
Terminando o longo e apaixonado beijo que pontuava a formalidade do casamento, Sienna sorriu.
— Feliz? Julian perguntou seu rosto bonito irradiando com sua própria felicidade.
— Sim. E assim como Nana. Apesar de sua avó estar morta, Sienna sentiu sua aprovação brilhando tão claramente quanto as estrelas e o Natal iluminado.
Lendo seus pensamentos novamente, Julian movimentou a cabeça. — Até Orson está feliz por nós.
— Ele ama você. Ela disse e repetiu quando sentiu as dúvidas de seu novo marido. — Ele ama você. Só não sabe como expressar.
— Ele não sabe como sentir. Julian ridicularizou.
— Ele quer tentar. Ela defendeu seu novo parente.
Julian gesticulado em direção a seu avô que estava próximo a vampira de cabelos escuros. — Eu espero que ele não tente com ela.
— Eu não acho. Orson era muito inteligente para não perder seu tempo com alguém que não podia lhe corresponder. Ela suspirou e admitiu, — eu lamento por Ingrid.
— Por quê? Se ela tivesse feito a seu modo, você estaria morta agora. Julian a lembrou.
Sienna negou com a cabeça. — Não, se tivesse feito a seu modo, ela estaria com o homem que ama. Uma pontada de culpa passou por sua felicidade. — Me sinto com sorte...
— Nós temos sorte. Ele disse, — De ter um ao outro.
A música começou a tocar, suavemente, por um quarteto que estavam próximo à árvore de Natal. Julian a levou para a pista e envolveu seu braço ao redor de sua cintura e a pressionou seu corpo. Então ele começou a se mover.
— Nós temos sorte. Ela concordou.
— E coragem. Ele disse.
Eles tinham sido corajosos ao abrirem seus corações danificados pelo amor. — Sim. Ela concordou.
— Foi corajosa ao confiar em mim para transformar você. Ele elogiou, — e não matá-la.
— Confiança não teve nada a ver com isto. Ela disse. — Era amor...
Para eles, sempre seria o amor.
Para toda eternidade.




pegasus lançamentos

apresenta...

 
 
 

 

  

Antologia FERIADO COM UM VAMPIRO III

(holiday with a vampire)

02 - Nada como um Natal com um vampiro

 Lisa Childs


 

 

 

Disponibilizaçã o do inglês e revisão final: Leniria

Tradução Mecânica: Soryu

Revisão: Silvia Helena

Formatação: Serenah e Leniria

Banner: Cris Skau

 

 

Informação da antologia Feriado com um vampiro III

 

01 - Pôr do Sol - Linda Winstead Jones (distribuído)

http://www.4shared. com/document/ C5XOwB2W/ Antologia_ Feriado_com_ um_vampi. html

02 - Nada como um Natal com um vampiro - Lisa Childs

http://www.4shared.com/document/-gRaPvSv/Antologia_Feriado_com_um_vampi.html

03 - Desembrulhado - Bonnie Vanak (Em breve)

 

 

O Natal começa à meia noite..

E depois que você for visitado por estes homens sensuais, você descobrirá o significado verdadeiro da estação nestes deslumbrantes contos de amor.

 

 Sinopse

 Sienna Briggs nunca soube que tinha como guardião um vampiro. Mas, quando ela tropeçar com a verdade sobre a Sociedade Secreta Vampiro, seu guardião, o bonito Julian Vossimer, tem só uma solução para salvar a mulher que ele ama há tanto tempo.

 

 

 


Link do e-book em doc.
Link do e-book em txt.

Link do Grupo   

http://br.groups. yahoo.com/ group/Amo_ Romances_ HOT 

 Link do Blog Pegasus Lançamentos 

http://pegasuslanca mentos.blogspot. com

  Link da Lista de Revisão 

 https://spreadsheet s.google. com/ccc?key= 0AgtwrWSDY_IedGhMVC 05ZHQybU NpSWo5dUpNUXpZX0 E&hl=pt_BR

 

Photobucket




http://br.group. yahoo.com/ group/Pegasus_ Lancamentos

 

 Quem quiser ajudar com tradução, revisão, formatação ou banners, basta clicar acima.

 

 

 

 

 

  



VEJA TODOS OS SEUS EMAILS DE VÁRIAS CONTAS COM UM SÓ LOGIN. CLIQUE AQUI E VEJA COMO.

0 comentários:

Postar um comentário

Vida de bombeiro Recipes Informatica Humor Jokes Mensagens Curiosity Saude Video Games Car Blog Animals Diario das Mensagens Eletronica Rei Jesus News Noticias da TV Artesanato Esportes Noticias Atuais Games Pets Career Religion Recreation Business Education Autos Academics Style Television Programming Motosport Humor News The Games Home Downs World News Internet Car Design Entertaimment Celebrities 1001 Games Doctor Pets Net Downs World Enter Jesus Variedade Mensagensr Android Rub Letras Dialogue cosmetics Genexus Car net Só Humor Curiosity Gifs Medical Female American Health Madeira Designer PPS Divertidas Estate Travel Estate Writing Computer Matilde Ocultos Matilde futebolcomnoticias girassol lettheworldturn topdigitalnet Bem amado enjohnny produceideas foodasticos cronicasdoimaginario downloadsdegraca compactandoletras newcuriosidades blogdoarmario arrozinhoii