sábado, 4 de setembro de 2010 By: Fred

[book]1-Tarzan-Edgar Rice Burroughs,anexados


De***sarix***


Edgar Rice Burroughs

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Edgar Rice Burroughs
Edgar Rice Burroughs
Nome completo Edgar Rice Burroughs
Nascimento 1 de setembro de 1875
Chicago
Morte 19 de março de 1950
Encino
Nacionalidade Estados Unidos
Ocupação Escritor
Cônjuge Emma Centennia Hulbert (1900-1934)
Florence Gilbert Dearholt (1935-1942)
Filho(s) Joan
Hulbert
John Coleman

Edgar Rice Burroughs (Chicago, 1 de setembro de 1875Encino, 19 de março de 1950) foi um escritor norte-americano, conhecido pela criação da personagem Tarzan.[1]


 Biografia

Edgar Rice Burroughs nasceu no ano de 1875 em Chicago, nos EUA. Foi o criador de Tarzan e de John Carter, herói da guerra civil americana que foi abduzido por marcianos verdes, salvou uma princesa inimiga e se meteu na guerra civil marciana. A série de ficção cientifica foi escrita inicialmente como contos, iniciados em 1912, e depois se transformaria numa coleção de 11 livros. Ele também foi jornalista antes de se tornar escritor. Ao morrer, em 1950, Burroughs foi enterrado numa pequena cidade do estado da Califórnia chamada Tarzana.

 Bibliogra- Série Tarzan

Para crianças e adolescentes


Tarzan, que quer dizer macaco branco, criado por E. R. B. num dos seus sonhos -
ele não transportou para a sua literatura a sua experiência de vida, que era vasta e
profunda - procurava apenas ser uma coisa diferente, como coisas diferentes seriam as
aventuras que ERB escreveu com John Carter sobre Marte. ERB trazia no espírito as
leituras de Júlio Verne, o insólito prendia-o e fascinava-o. Por isso Tarzan foi um herói
refeito diversas vezes.
O seu primeiro romance fechava o ciclo da vida: ali começava e acabava. Mas o
êxito fê-lo regressar à escrita. E então ERB procurou dar-lhe uma formação inglesa,
tentando enquadrá-lo dentro do absurdo homem selvagem, aristocrata inglês -, o mesmo
é dizer, de um pólo ao outro da civilização.
Mas logo se cansou disso, e nos romances seguintes, a partir do quarto, ele
encontraria de novo o Tarzan das primeiras páginas e, quase libertando-o da mulher e do
filho - Jane é esquecida na maioria dos seus livros -, faz dele o homem que rompe
barreiras com a civilização padrão para se consagrar à vida natural, àquela que se lhe dá
pouco quanto a conforto, dá-lhe muito quanto a soluções de personalidade e luta, que é
aqui onde o homem tem de encontrar-se. Por isso mesmo Tarzan é um herói que
encontrou justificativa sobretudo em duas épocas: em 1929 quando da depressão
econômica da América do Norte - foi em 1929 que ele surgiu pela primeira vez em banda
desenhada pela mão de Hal Foster e agora, nesta segunda metade do século em que
vivemos, onde o tecnicismo impera já a níveis de invadir o espírito humano, e sujeitá-lo à
máquina.
Resultado? Num período de tão grande avanço técnico, onde a nossa atual
civilização quase se engalfinha em proporcionar ao ser humano conforto sobre todos os
pontos de vista, distrações nunca sonhadas (e cômodas), requintes a todos os níveis que
ele faz na sua grande maioria? Pois bem, consultem-se as estatísticas, e se verificará que
nunca como agora se praticou tanto campismo nem tanto caravanismo, nem se desfrutou
de tantos fins-de-semana. Isto sem contar com as legiões que se limitam a refugiar, por
impossibilidade do tempo, um dia que seja no pinhal ou no campo! Porquê? A técnica, em
que todos vivemos, dentro de casa, cá fora, no emprego, e mais tarde que vimos na
televisão, no cinema e nos jornais, provoca uma espécie de intoxicação que leva o
homem tentando reencontrar-se na verdade pura da sua essência.
Então, perante tanta máquina que o envolve e o controla, passar o tempo em
contacto com a natureza é como o sinônimo da libertação, que ele sente que o dignifica.
Aqui volta a surgir Tarzan, como símbolo, pois ele é o homem que tendo sido criado na
selva, conhece um dia a civilização e, por a conhecer, compreende que só voltando à vida
natural pode encontrar aquela felicidade a que se julga com direito.
Tarzan aparece, desta maneira, como resposta a todos aqueles que, encafuados
nas cidades, aproveitam todos os momentos de se livrarem dela. E retoma o êxito que
alcançou em 1929 quando a depressão trouxera aos homens consciência de que viver
bem não é viver opulentamente, mas viver de acordo consigo próprio. - Nota de R. P.



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"odeio quem rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia..."

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