quarta-feira, 8 de setembro de 2010 By: Fred

PEGASUS LANÇAMENTOS APRESENTA - KIT TUNSTALL - PRESA DO CAÇADOR

PRESA DO CAÇADOR
HUNTER'S PREY
Kit Tunstall




DISPONIBILIZAÇÃO: SORYU
TRADUÇÃO: FELÍCIA STARS
REVISÃO INICIAL: FELÍCIA STARS
REVISÃO FINAL: ROBERTA LELIS
FORMATAÇÃO: SORYU

Pégasus Lançamentos


RESUMO

A agente Shaun O'Grady pensava que vampiros eram apenas animais que precisavam ser exterminados, mas rapaz, Armand e Foster iriam provar seu erro! Aqueles mestres sexuais decidiram mostrar-lhe umas duas ou três coisas sobre sua espécie, começando com a falácia de que eles possuem sangue-frio, definitivamente não é verdade! Cenas de ménage cheias de vapor em uma história comovente fazem desta uma história que vale a pena ler!



Nota da Revisora Felícia Stars:
É boa. Gostei. Mas fiquei com uma centena de perguntas sem respostas. Se for uma série, tudo bem poderemos encontrar esses esclarecimentos em outros livros, mas se for único....
Falando sério. É bom, mas poderia ser maravilhoso. Tem enredo para 800 páginas, e história para mil...


 
Nota da Soryu:
Aqui é vale tudo!!! Ahuahuahua... quem adora livro hot, bem aberto,onde todo mundo se ama, se come sem beijar, independente do sexo, da quantidade... É esse o caminho!!!


CAPÍTULO I


? Nervosa, O'Grady? ? perguntou Torres, mentor de Shaun e seu parceiro nesta missão.
Shaun levantou os olhos da mira do rifle.
? Não, Torres. ? Ela tentou dar um tom objetivo de profissionalismo, mas sua voz traiu um leve chiado. Para se distrair, verificou o alinhamento da mira mais uma vez. Ela estava realmente lá com a única finalidade de eliminar os necros?
 Torres balançou a cabeça, os fios do cabelo escuro chicotearam sobre o rosto pálido. Quando ele falava, o palito preso entre os lábios mal se movia.
? Escuta, é normal, ok? Esta é a primeira vez que está em uma missão real contra os necros. Basta lembrar-se de não deixar que o medo interfira em seu trabalho.
? Sim, senhor. ? Shaun estava mais preocupada com suas dúvidas do que com a interferência do medo oprimindo-a. Durante meses, desde que uma de suas irmãs se juntou a um grupo que luta pelos direitos dos necros e começou a questioná-la sobre a Agência e se esta era ou não uma forma nobre para gastar a sua vida tinha rondado sua mente. Finalmente, ela tinha decidido que a única maneira de afastar suas dúvidas era participar de uma missão, usar seu treinamento, e silenciar a voz em sua mente de uma vez por todas.
 Ele bateu no seu ombro.
? Você vai se sair bem. Aponte para o coração, o cérebro ou a coluna vertebral, e os derrubará.
Shaun forçou um sorriso confiante, desejando que a agitação da náusea em seu estômago desaparecesse antes de entrarem na mansão. Três vans que tinham transportado os agentes da The Necro Sapien Containment Agency estavam alinhadas no perímetro dos muros altos e portão, impedindo a passagem para a mansão. A van principal bloqueava o portão impedindo-o de abrir mais do que alguns centímetros, permitindo apenas espaço suficiente para os homens e mulheres deslizarem através do portão de ferro forjado, mas não permitindo uma fuga fácil para qualquer um dos necros, que podiam ser muito jovens para voar.
Mais uma vez, ela verificou a câmara de seu rifle, reassegurada pela visão circular da prata reluzente calibre 50. Silver não mataria um necro, mas o deixaria atordoado o suficiente para permitir que outro agente o fizesse com um segundo tiro ou cortasse sua cabeça ou outra área vital, se a primeira tentativa não atingisse uma área vital. Ela repetiu a decisão mental, revisando seu treinamento.
Seis anos de treinamento, ela percebeu, era apenas um começo. Seis anos de sua vida haviam sido gastos para se tornar uma agente, trabalhando para ser uma da elite que rastreava os necros e deixava o mundo um lugar mais seguro para os seres humanos. Tudo isso passou pela sua mente nesta noite. Era sua primeira missão ao vivo, Shaun tinha passado por incontáveis simulações, mas sabia que hoje seria diferente, uma vez que entrassem na mansão. Ela esperava que essa tarefa simples e direta, validasse sua escolha de carreira e dedicação à causa da Agência.
Ela lançou os olhos avaliando a estrutura imponente, que lembrava uma espécie de castelo assustador saído de um romance gótico. Depois de tanto tempo sendo perseguidos, surpreendia-se, pelos necros ainda se manterem agarrados aos seus velhos habitats. A mansão, situada no alto de um penhasco na costa central da Califórnia, bem que poderia ter um sinal de néon anunciando-a como um refúgio de vampiro. A fachada em ruínas, a torre, e o ar de melancolia entregavam-na, como tal, tão certo quanto o frio nas leituras de imagens térmicas localizavam mais de vinte necros escondidos no interior, à espera do pôr-do-sol.
? Vamos! – O Chefe Gordie não se preocupou em manter o seu comando silencioso. Qualquer necro com mais de algumas décadas já sabia que a esquadra estava reunida no exterior. Eles podiam cheirar sangue humano a partir de três quarteirões de distância, mesmo se as batidas dos corações da equipe não tivessem denunciado sua presença. Esta missão não era sobre cautela. Era sobre extermínio eficiente.
Ela tentou livrar-se de todo melindre, agora que chegara a hora de realmente matar necros. Eles eram perigosos e imprevisíveis, precisavam ser eliminados. Só então a sociedade voltaria à forma que tinha sido anteriormente, antes de Dr. Stoker revelar a existência de necros. Sabia que não era de muita ajuda para acalmar seus nervos, já que Shaum nunca tinha matado nada. Isso era um problema neste trabalho.
? Eles já estão mortos. Você está dando-lhes descanso eterno ? ela sussurrou baixinho enquanto entrava na fila ao lado de Torres. Ela verificou duas vezes o cinto em sua cintura. O colete de nylon levava todas as armas necessárias para um combate, em ambiente fechado, com necros: spray de alho, água benta, um crucifixo e uma arma carregada de balas de prata. Na mão esquerda estava a espada katana , ultraleve e mortal, a arma escolhida por ela para a desagradável tarefa de cortar as cabeças dos necros caídos. Ela tinha treinado tanto tempo com a espada que era uma extensão de sua mão esquerda quando a segurou.
 Ela seguiu a orientação dos agentes que se deslocavam em direção à mansão com movimentos lentos, o rifle era um peso sólido no braço. Shaun olhou para o sol, queimando no alto do céu, e pegou confiança dele. Somente um vampiro mestre não teria medo dos raios ardentes, e a inteligência não indicou que havia um MP com esse bando, por isso, se sua equipe não conseguisse eliminar todos os necros, seriam obrigados a permanecer na mansão até que outra equipe chegasse.
 Na porta da frente da mansão, um painel da janela francesa estava completamente estourado. A aranha tinha sua residência no local e construiu uma intrincada teia no espaço abandonado. A criatura feia agarrava serenamente a sua teia quando um dos agentes chutou a porta, que revelou sua idade no desmoronamento em contato com a pesada bota de combate.
Como todos ao seu redor, Shaun ligou a luz de mineiro em seu capacete e ativou as luzes em cada ombro do seu colete. Os necros preferiam a escuridão, e qualquer iluminação poderia significar a diferença entre encontrar um deles, antes que ele os encontrasse primeiro.
Torres tocou seu ombro com o rifle, dando-lhe um sorriso largo ao redor do palito, agora mostrando desgaste de seus dentes.
? Mate todos eles, novata!
Ela sorriu de volta, ignorando a forma como seu estômago revirou, quando deu o primeiro passo para a escuridão que abrigava os necros. O silêncio a surpreendeu. Não o silêncio furtivo de esconder alguém, mas sim o silêncio de um túmulo. Na verdade, parecia que nada se movia no espaço, exceto os agentes.
Com passos cautelosos, ela caminhou à frente, consciente do movimento em leque dos outros agentes, cada equipe avançava em um movimento padrão atribuído. Tendo Torres à sua esquerda tranquilizou-a, mas não detinha todo seu medo. As palmas das mãos estavam suadas e Shaun foi forçada a segurar a arma em uma mão enquanto esfregava a outra mão contra o colete. Depois de repetir o processo, ela agarrou o rifle em uma posição segura mais uma vez.
A escuridão parecia engoli-los mais profundamente enquanto penetravam na casa. As luzes do capacete e jaqueta não faziam nada para acabar com a negritude. Parecia quase sobrenatural. As persianas pretas nas janelas poderiam explicar esse grau de obscuridade?
Um grito vindo da direção oposta da sua localização quebrou a concentração de Shaun. Parecia totalmente humano, e ela teve de resistir ao impulso de se virar para fugir. De jeito nenhum ela ia deixar que o medo arruinasse sua carreira, não depois de passar seis anos treinando para isso.
Uma porta apareceu nas sombras do lado direito de Shaun. Seu estômago estava apertado, e o suor gotejava. Com um movimento de cabeça, Torres indicou que iria investigar. Ele ergueu a mão durante a comunicação com as operações.
? Torres aqui. Você consegue a leitura da sala que O'Grady e eu estamos prestes a entrar?
? Negativo ? disse a voz fria do sexo feminino, na outra extremidade. ? O isolamento nos quartos está impedindo nosso scanner portátil de funcionar direito. Temos um pedido para a Agência reposicionar o satélite, mas vai demorar trinta minutos.
Com um aceno de cabeça, Torres foi até a porta, gesticulando para Shaun manter a posição. Levando em conta o que eles tinham logo à frente, o rifle parecia muito frágil quando ela segurou-o firmemente, retirando-se para permitir Torres tomar sua frente. Ele testou o botão, e quando cedeu, empurrou a porta rapidamente, retrocedendo para o lado da porta, o rifle estendido.
Shaun analisou a carnificina que tinha sido instalada numa elegante sala de estar, decorada em estilo vitoriano, sibilando com nojo o que viu pela iluminação fornecida por uma única lâmpada de estilo Tiffany em um lustre ornamentado. O sangue nas paredes brilhava como uma grotesca pintura de um louco em uma enfermaria psiquiátrica. A sombra carmesim escura criava um cenário adequado para a mobiliária estilhaçada, destruída no que parecia ser um frenesi alimentício. Uma pilha de restos mortais em um tapete persa coloridas não era facilmente identificável, mas estritamente por instinto, Shaun sabia que eles eram humanos. Qualquer elegância na sala tinha desaparecido, quando se tornou uma lixeira para os restos das presas dos necros. Algumas das suas dúvidas foram esmagadas pela prova da natureza bestial dos necros, ela forçou a bile de volta ao estômago e seguiu seu parceiro para dentro da sala, sabendo que tinha que revisar tudo antes de prosseguir.
As botas chapinharam quando ela pisou no tapete, e olhou reflexivamente, engasgou na poça de sangue que havia entrado. Poça do inferno - mais parecido com um lago. Os necros não teriam desperdiçado tanto, então só poderia ter vindo de alimentações múltiplas acontecendo ao mesmo tempo.
Ecoando seus pensamentos, Torres disse em voz baixa:
? Deve ter sido uma festa.
? A última refeição. – A raiva esmagou seu medo quando ela reconheceu os restos de um pré-adolescente no meio à pilha de cadáveres amontoados a esmo perto da lareira, quando se aproximou.
Concentrando-se no seu treinamento mental, Shaun conseguiu ignorar o resto do banho de sangue a sua volta e se concentrar na busca pela sala. Aproximou-se da chaminé da lareira, com seu rifle para cima, disparou três tiros. O espaço apertado, escuro teria sido um esconderijo perfeito para um necro, mas nenhum se escondeu lá. Se tivesse estado, teria caído na lareira no momento que uma bala de prata penetrasse sua carne. A dor excruciante não teria lhe permitido manter seu domínio sobre a gravidade.
Eles terminaram de olhar o restante dos cantos e recantos, e, em seguida, Torres caminhou em direção à porta. Ele seguiu atrás dela, fazendo uma pausa para borrifar água de alho na maçaneta e, com spray de tinta, um grande X vermelho sobre a porta, indicando que a sala estava limpa. Caso algum necros tentasse refugiar-se lá, a água de alho seria uma surpresa desagradável. Graças aos químicos da Agência, uma substância química adicionada interagiria com a frieza do necro se tocasse a porta, deixando a maçaneta azul fosforescente, informando aos agentes que a sala podia ter sido comprometida.
Percorreram dez metros antes de descobrir outra porta. Torres, novamente gesticulou que ele tomaria o ponto, e Shaun não discutiu. Como uma novata, era o seu dever acatar a decisão. E ela não estava ansiosa para ir às cegas para o quarto. A falha nos scanners foi um golpe para a eficiência e colocava todos os agentes em maior perigo.
Ele moveu-se silencioso e rápido, verificando o botão. Ao encontrá-lo trancado, Torres usou a arma para explodir a fechadura. À medida que se abria a partir do chute que aplicou, ele entrou agachado. Shaun estava bem atrás dele.
Um grito desumano perfurou o ar. Dois necros correram para fora da escuridão, dentes arreganhados, e as mãos estendidas com a necessidade óbvia. Eles atacaram e Shaun grunhiu, caindo ao chão sob o impacto da besta. Ele cortou o rosto dela, quase atingindo os olhos, e Shaun gritou. A criatura recuou, as presas estranhamente alongadas, obscenamente salientes.
Em um exame mais próximo, quando ela conseguiu usar seu rifle para bloquear o necros, Shaun percebeu que suas presas não eram muito longas. A carne do seu rosto tinha encolhido, assim como em outros lugares. Parecia mais monstro que humano em seu estado atual de fome. Apesar de ter visto vítimas de suas refeições com seus próprios olhos, o estado emaciado deste vampiro indicava que não tinha recebido sangue durante muito tempo, ou tinham subsistido com apenas uma pequena quantidade.
O necro rosnou para ela, tentando afastar o rifle, para que pudesse atacar seu pescoço. Ela forçou-se a afastar-se do exame clínico, lembrando-se de que um necro faminto era ainda mais perigoso do que aquele que se alimentava regularmente e estava em boa forma. O cheiro de seu sangue devia estar deixando-o enlouquecido.
Seus dedos escorregaram sobre o rifle, e as garras do necro seguraram sua mão. Shaun grunhiu e soltou a arma. O necro caiu para frente, despreparado para o enfraquecimento da sua resistência. Mesmo com ele preparado para uma festa no seu pescoço, ela estava chegando ao pulverizador de água de alho. Seus dedos eram ágeis, agarrando o pulverizador para aproximá-lo dos olhos do necro. A criatura estava distraída, raspando os dentes contra a veia carótida dela, quando soltou um fluxo constante da mistura. Os gritos terríveis da criatura encheram a sala enquanto contorcia-se em reação à dor. Distraído e em agonia como estava o necro foi fácil para ela rolar para longe de seu atacante e ficar de pé.
Automaticamente, pegou seu rifle e se virou para olhar seu parceiro, congelando quando o viu lutando contra um necro em melhor forma do que seu oponente tinha estado. Apesar de magro, este não parecia ter sido deixado tão à míngua quanto o outro.
Aproximando-se, ela nivelou o rifle na cabeça do necro, identificando este como uma fêmea porque ela estava em melhor forma do que seu companheiro, com carne sobrando nos ossos para revelar seios murchos e curvas leves.
? Deixe-o ir.
Um riso frio escapou através de sua boca aberta, mas esta foi a única resposta que deu. Seus olhos não se afastaram da pulsação de Torres, batendo constantemente na garganta, e as mãos permaneceram firmes em torno de seus pulsos, segurando-o ao chão com o que parecia ser um mínimo de esforço.
? Atire nela!
Em suas palavras, seu dedo apertou o gatilho. Fez mira com o ponto vermelho foi centrado na cabeça do necro. Tudo estava no lugar, sem o necro prestar atenção a ela.
Agora era o momento perfeito para atirar, antes que a mulher derrubasse seu parceiro no chão tomasse seu sangue e viesse atrás de Shaun.
Shaun tentou apertar o gatilho, mas sua mão tremia. O dedo escorregou, umedecido com seu suor. Ela piscou e reposicionou a arma, pronta para disparar. Só que ela não podia dar o tiro. Com a boca seca, Shaun tentou novamente, mas seu dedo não cooperava.
? Que diabos você está esperando? Mate esta puta!
As palavras duras empurraram Shaun de volta à ação e ela conseguiu disparar o rifle, mas não acertou. O tiro foi dado de distância angular do necro, fazendo com que a bala se alojasse nas costas em vez de pegar na parte de trás da cabeça como ela tinha planejado.
Com um grito, que era metade raiva, metade dor, ela afastou-se de Torres cambaleando, freneticamente arranhando na ferida, como se estivesse tentando arrancar o pedaço de prata que, sem dúvida queimava sua pele.
Como se presa em melaço, Shaun reagiu lentamente. Antes que ela pudesse chegar a Torres, ele levantou-se e decapitou o necro com sua espada em um movimento suave. Por um momento, ela olhou para a cabeça, que rolou em sua direção, parando a centímetros de seus pés. A expressão na cabeça decepada era de terror, e ela virou-se para vomitar no tapete. A confusão a encheu quando viu seu medo. Se o necro temia a morte, estava realmente morto? Será que a transformação a que os necros foram submetidos poderia classificá-los como mortos, se ainda andavam? Será que eles teriam medo do fim de sua existência, se não estivessem vivos, de alguma forma?
Enquanto perdia o conteúdo de seu estômago, Torres cuidou do necro que ela havia deixado cego pela água de alho, retirando sua cabeça com um golpe limpo.
? Anime-se. ? Embora insensível, as palavras não foram ásperas. Ele até bateu levemente no ombro dela enquanto caminhava. ? Há mais de onde esses vieram.
Com um aceno de cabeça, fingindo uma certeza na missão de exterminar necros que não sentia há algum tempo, Shaun o ajudou a examinar o resto da sala, determinar que estava limpa, marcar a porta, e seguiram em frente pelo corredor. Enquanto o seguia, tentou deixar de lado as dúvidas que se aglomeravam na sua mente, as dúvidas que tinham aumentado mais a cada dia que se aproximava o momento de exterminá-los. Dizer que seus pensamentos eram devido a experimentar as mortes dos necros em primeira mão não explicava as dúvidas que tinha antes de entrar na mansão. O medo dos necros a tinha abalado, mas devia ter esperado por isso. Como qualquer animal, eles eram levados pelo instinto de sobrevivência. Isso não significava nada. Não realmente. Ela ainda não estava questionando ter dedicado seis anos de sua vida em treinamentos para acabar com os necros, que representavam uma ameaça ao modo dos seres humanos de vida. Não é? Não por causa desse incidente. Devia ser apenas consequência ou reação alimentando suas dúvidas, ela decidiu, tentando empurrar os pensamentos para fora de sua mente. Ela tinha que continuar com a missão de provar para si mesma que tinha tomado a decisão certa ao se tornar uma agente.
Na próxima porta, um frio tocou sua espinha, e ela hesitou, querendo pedir a Torres para não abrir a porta. Algo estava do outro lado, e ela não queria enfrentá-lo, mas não sabia expressar seus medos ao seu parceiro. Ele os interpretaria como nervosismo.
Ele checou a maçaneta e abriu a porta ao encontrá-la destrancada. A sensação de perigo aumentava a cada passo, ela não podia deixar de sentir que estavam cometendo um erro enquanto o seguiu para dentro da sala.
A escuridão era absoluta. Suas luzes não iluminavam quase nada. Ela era tão espessa que assentava na pele como uma carícia inebriante. A frieza no ar deixou os cabelos de sua nuca de pé. Não era um tipo de escuridão natural.
? Torres?
? Relaxe, O'Grady. ? Soou sereno como sempre.
? Eu não gosto disso. Acho que deveríamos... ? Sair deste inferno, agora! – Pedir auxílio.
? Acalme-se e mude para visão noturna.
Mantendo o rifle firme numa mão, Shaun usou a outra para abaixar o visor do capacete. O visor ampliava qualquer luz ambiente, por 80.000, mas o cômodo permaneceu tão puramente negro quanto antes. Ela virou o visor inútil de volta para cima, removendo-o da sua linha de visão.
? E agora?
? Nós só precisamos... ? Ele interrompeu-se de repente, com apenas um pequeno suspiro de ar.
Ela estendeu a mão para frente. Sua mão roçou carne. Fria, carne fria. Braços chegaram ao seu redor, bloqueando-a em um abraço tão sólido quanto o aço. Shaun gritou.
? Torres?
? Ele não vai responder.
A voz sussurrante do necro a fez sentir calafrios por toda coluna - arrepios não apenas inspirados pelo medo. O acento másculo lançou uma onda de calor em seu estômago e seus membros ficaram dormentes.
Ele a estava hipnotizando. Não havia outra explicação. Ela tentou obrigar seu corpo a resistir, mas derreteu contra seu algoz, quando ele a ergueu em seus braços. Shaun percebeu que tinha outro necro na sala quando ele chegou ao lado de seu captor. Embora ela não tivesse pensado que seu medo pudesse aumentar, ele avolumou-se como uma bola enchendo sua garganta. Pequenas respirações curtas eram tudo que ela conseguia.
Eles andaram pelo corredor, e a espessa neblina se dissipou por um instante, permitindo-lhe ver o belo semblante de seus captores. O cabelo preto emoldurava o rosto de um, e cachos marrom distinguiam o outro. A escuridão do cabelo serviu para ressaltar a palidez de sua pele, apesar de ter sido pintada com uma sugestão de rosa. Sangue. Torres tinha-lhes dado esse brilho, sem dúvida.
Com a mente presa em uma neblina, ela lutou por um pensamento racional. Eles subiam lances de escadas, um após o outro. Finalmente, saíram através do sótão e subiram no telhado. A luz solar machucou seus olhos, e o abalo trouxe de volta parte de seu raciocínio. Shaun prendeu a respiração, esperando o necros estourar em chamas. Depois de um momento, ela gemeu seu medo. A informação tinha sido errada. Havia dois mestres presentes. Como eles podiam ter errado?
? Venha, Armand, vamos partir. Nós temos o que viemos buscar, e não há nada que possamos fazer pelos filhotes. – Foi o de cabelos castanhos que falou? Ela não podia ter certeza.
? Eu sei, Foster. – O necro intensificou seu aperto. – Culpa da sua Agência por essa perseguição.
Sua mente tornou-se nebulosa novamente e levou vários minutos para perceber que estavam voando. Um grito subiu em sua garganta, mas emergiu como pouco mais que um miado de terror quando olhou para baixo. Apavorada, achando que a soltaria, agarrou os braços do necro que a mantinha em seus braços.
Ignorando a reação dela, ele voou com seu companheiro por perto. Como eles viajaram através de levitação, não vôo verdadeiro, Shaun perguntou-se se não seria melhor fazer com que o necro a soltasse. Poderia ser um final mais atraente do que tudo o que fariam com ela assim que chegasse a um lugar de seguro.


  



CAPÍTULO II

Em certo ponto da jornada, a chuva caiu em torrentes, encharcando-os e trazendo uma pequena medida de consciência para Shaun, o suficiente para que ela pudesse ver onde eles estavam. Não que ajudou muito ver o céu cinzento do final de tarde ou o chão, de longe, voando baixo. Tudo o que conseguiu foi ficar tonta de olhar para baixo, então fechou os olhos, o coração disparado pelo medo.
? Eu não vou deixá-la cair.
Ela ofegou com as palavras tranquilizadoras emitidas pelo seu captor. A surpreendia que ele se desse ao trabalho de tentar acalmar seu medo, surpreendeu ainda mais que suas palavras a acalmassem um pouco, Shaun fechou os olhos mais apertados.
Shaun não abriu os olhos, novamente, até que seus pés tocaram o chão, sua cabeça ainda estava nebulosa, mas os olhos eram capazes de enfocar. A sensação de terra firme sob as botas restaurou sua lucidez o suficiente para permitir que ela examinasse dissimuladamente a modesta casa de estilo mediterrâneo de dois andares, onde tinham descido. As telhas de terracota mal eram visíveis contra a linha nebulosa do horizonte, e a fachada tinha um tom de cinza. Apesar de estar acima de um precipício com vista para o Pacífico, a casa parecia triste e sombria.
Enquanto aquele que ela tentativamente identificava como Foster caminhava até a varanda e pegava uma chave do bolso, ela contorceu-se contra o homem que a segurava, a clareza mental trouxe de volta o desafio. Shaun grunhiu com o esforço, mas seu grilhão de ferro permaneceu inquebrável. Ela sentiu seu divertimento com a luta e parou de resistir, determinada a não fornecer ao necro entretenimento. Além disso, queria conservar sua força para que pudesse estar pronta para fugir quando a oportunidade se apresentasse. Agarrava-se ao pensamento de escapar, a possibilidade como uma tábua de salvação que a impedia de cair no choro.
Armand a empurrou para os degraus e a forçou a passar pela porta que Foster tinha aberto. Dentro, persianas pretas cobriam as janelas, fazendo o que já teria sido um interior escuro, por causa do tempo chuvoso, escuro demais para seus olhos verem os detalhes. Ela podia ver as formas que adivinhou ser de móveis grandes, mas não teve tempo para se fixar neles porque Armand a moveu até as escadas, empurrando-a quando ela afundou seus saltos.
? Devo levar você, ma belle?
A ameaça subjacente na voz suave, temperada com um sotaque francês, a impeliram para frente, escadaria acima. Ele pressionou contra ela por trás, a cada movimento um punhado de músculos sobressaía aumentando sua consciência de sua força física. O calor se reuniu em seu estômago com o contato constante e fez endurecer seus mamilos. Chocada com sua reação, ela tropeçou em uma parada perto do topo da escada, e Armand a segurou, trazendo-a para perto de seu corpo.
Por um longo segundo, ficou tentada a se derreter em seus braços, mas a realidade de quão diferente ele era a impediu de fazê-lo. Sua pele estava muito mais fria do que a dela, muito mais fria do que deveria ser, mesmo considerando o tempo que passaram na chuva fria. Ela estremeceu por estar pressionada tão perto de um necro. Um forte arrepio a lembrou de que estava frio.
? O quarto está pronto? ? Foster perguntou, tendo-os precedido nas escadas.
? Sim. Está pronto há muito tempo.
Na chegada, Shaun colocou um pouco de espaço entre ela e Armand, apenas o suficiente para permitir que sua mente clareasse. Ele devia estar hipnotizando-a para provocar essas reações. O Necro Sapiens possuía poderosas habilidades mentais e podia projetar seu magnetismo sexual à sua presa que o acharia irresistível. Mas por que se incomodar? Ele não tinha necessidade de atraí-la, ele já a pegara. Os três sabiam que ela não era páreo para dois vampiros mestres prontos para se alimentar dela.
Foster destrancou a porta com uma chave que tirou do bolso. Abriu-a, e Armand a impeliu para frente. A boca de Shaun ficou tão seca quanto o deserto quando passaram pela entrada. As venezianas pesadas obscureciam a maior parte da luz do dia, mas percebeu que era um quarto. O pânico a invadiu enquanto as lembranças de fotos da alimentação dos necros, que tinha visto durante seu treinamento desfilavam em sua mente. Visões dela mesma caída, enquanto seus captores embebiam-se com seu sangue, renovaram sua determinação em fugir.
Armand aproximou-a da cama, e seu coração disparou em seus ouvidos. Ele parecia alheio a ela chutando e se contorcendo, continuando a avançar com um propósito. Em um último esforço para evitar que a prendessem na cama, ela fincou os dentes no pulso dele.
 Com um movimento casual, ele se libertou de sua boca e ela caiu em cima da cama, onde bateu com força. A maciez do colchão suavizou sua queda, e ela saltou ligeiramente, olhando para ele. Sua visão ficou turva, como se estivesse atordoada. Ele pairava sobre ela, e uma visão diferente encheu sua mente - ele descendo sobre a cama ao lado dela, para explorar cada centímetro do seu corpo. Não com a intenção de se alimentar, mas de dar a ambos prazer.
Ela engoliu audivelmente, tentando apagar a imagem de sua mente, não querendo que o necro sentisse suas emoções.
Armand se afastou na direção da porta, e Foster chegou ao no corredor, antes que ele o fizesse. De alguma forma, ela quebrou sua paralisia ao perceber que eles iam trancá-la. O pensamento a deixou novamente em pânico. Ela não poderia ficar confinada neste espaço escuro, apenas imaginando o que pretendiam fazer-lhe quando retornassem. Correu para a porta, alcançando-a no momento em que a chave foi girada. Em sua mente, ela podia ver Armand removendo a chave e colocando-a no bolso.
 A solidão e o medo associados deixaram suas pernas fracas, e se agachou no chão, olhando a maçaneta na escuridão, esperando ela abrir.
Depois de algum tempo, o frio a penetrou, e ela piscou, perguntando-se por que estava sentada no chão como um cão fiel à espera de seu mestre. Ela devia estar tentando escapar desse quarto e ir embora antes de o sol se pusesse, e os necros atingissem sua força total.
Com esse pensamento em mente, levantou-se, ainda insegura de suas pernas, e fez um balanço das suas armas. Eles não tinham tomado o seu cinto ou colete, então ainda tinha a espada, o pulverizador de água de alho e os crucifixos, que podiam ou não ser eficazes, dependendo de se acreditava – e temia ? ou não, uma origem religiosa para o vampirismo, em vez de uma explicação puramente biológica. Tinha perdido a Beretta e o rifle, sem dúvida, na sala onde os necros haviam emboscado Torres e ela.
Com a determinação renovada pela preocupação do que poderia ter acontecido com seu parceiro, Shaun examinou a porta em primeiro lugar, verificou a força das dobradiças, a espessura da madeira e a durabilidade da fechadura. Todos eram produtos de qualidade, tornando a porta uma barreira impenetrável, sem a chave ou um machado para quebrar o grosso carvalho. Ela poderia tentar cortá-la com a lâmina afiada da katana, mas seria inútil, e os necros viriam correndo antes que ela pudesse fazer qualquer progresso.
Shaun moveu-se para as janelas que enchiam uma parede. O metal das persianas gemeu resistindo, quando tentou abri-las, mas persistiu, esforçando-se para enrolá-las. Um lado moveu alguns centímetros, mas se recusou a ir mais alto, e a outra veneziana não mexeu nada. Ou estavam enferrujados pelo desuso, ou os necros tinham feito alguma coisa para impedi-la de abrir as cortinas.
A única outra porta levara a um modesto banheiro sem janelas. Ela fechou a porta e voltou para o quarto principal, frustrada pela falta de progresso. O quarto podia muito bem ter sido uma fortaleza.
Precisando de tempo para pensar, Shaun foi para a cama, afastou o pesado cobertor e sentou de pernas cruzadas. Tirou o capacete e jogou-o de lado. O som de vidro quebrando indicou que luz de mineiro tinha quebrado. O que isso importa? O capacete era inútil para protegê-la. Sentindo um pouco de auto-piedade, ela puxou a colcha até o queixo, abraçou as pernas, ficando numa posição fetal, enquanto sua mente corria, tentando encontrar um meio plausível de fugir de dois vampiros mestres.

 * * * * *

Shaun moveu-se acordando de repente, despertada por um ruído que quebrou o silêncio. Ela endireitou-se para olhar ao redor do quarto, estremecendo pela cãibra que havia desenvolvido no pescoço por adormecer com o queixo no peito sob o calor do edredom.
 O som voltou, e ela sentou-se. Era o raspar da chave na fechadura. Com velocidade motivada pelo medo, ela saltou da cama, a mão no punho da espada, pronta para atacar, esperando o som da abertura da porta, para abafar o barulho da arma sendo retirada de sua bainha. Quando a fechadura clicou, ela tirou a espada, movendo-se silenciosamente à porta. A cabeça marrom apareceu, levando-a a atacar com toda sua força. A raiva correu através dela, dando força para o arco da espada. Ela queria ver o necro cair pela sua espada.
 A lâmina alojou-se em seu pescoço, vomitando sangue pela ferida aberta. Em vez de prazer, o horror tomou-a, matando seu ímpeto por sangue em um instante.
Os pratos caíram no chão quando Foster interceptou a espada, evitando que fosse mais fundo. Shaun poderia ter dito que ele não precisava se incomodar. A visão do sangue e do seu rosto contorcido de dor a fez congelar, incapaz de matá-lo por completo. A lâmina afiada era suficiente, mas ela estava muito fraca. Talvez não fisicamente, mas emocionalmente definitivamente.
O suor deixou suas mãos lisas, e lançou a espada, dando um passo cauteloso para trás. Ela enxugou as palmas das mãos na apertada calça preta que vestia, o olhar fixo em Foster. Ele parecia calmo, apesar do sangue escorrendo do ferimento. Seus movimentos foram lentos quando ele pegou a espada, lançando-a sobre seu ombro para o corredor.
O treinamento incitou-a a mover-se, e ela o atingiu antes que estivesse recuperado, lançando-se para ele. Shaun deu um soco no plexo solar, satisfeita com a lufada de ar que saiu dele. Então, franziu a testa, perguntando-se por que um necro teria ar em seu diafragma.
Ele caiu para frente, o rosto de giz branco. Shaun aproveitou a vantagem empurrando-o com toda a força de seu corpo, planejando derrubá-lo no chão para que ela pudesse passar pela porta e, esperava partir da casa antes de Armand pudesse detê-la.
Como ela tinha planejado Foster se esparramou no chão, mas ela tinha subestimado sua força. Ele a segurou, e ela se esforçou inutilmente para escapar de suas mãos. Perdendo o equilíbrio, tropeçou e caiu em cima dele, imobilizada sobre ele de uma forma indecente, paralisada pelo choque.
? Estou interrompendo?
Ergueu a cabeça, seus olhos assistindo a presença escura de Armand deslizar para dentro do quarto. Mesmo em um suéter de cashmere vermelha e calça cáqui, ele parecia do velho mundo. Transitava com um ar de um antigo. Shaun renovou sua luta para escapar, mas Foster segurou-a facilmente. Dificilmente se poderia dizer que sua força recentemente tinha sido esgotada. A ferida já estava curada, à exceção de uma gota de sangue, pouco visível nos restos vermelhos que adornavam seu pescoço.
? Aparentemente, nossa hospede não está com fome.
Nas suas palavras, ela desviou seu olhar dos olhos castanhos de Foster para o conteúdo da bandeja que caíram quando o atacou. Seus olhos se arregalaram quando viu um prato e comida normal espalhados pelo chão de madeira.
Com movimentos graciosos, Armand se juntou a eles, ficando apenas atrás de Shaun. Seus dedos pairaram sobre seus ombros, e eles poderiam muito bem ter sido pesos de chumbo segurando-a, porque ela não conseguia se mexer.
Ele abaixou-se mais, trazendo a boca para perto de sua orelha. Seu olhar se centrou sobre Foster, mas as palavras pareciam destinadas a ela.
? Vai ter que ser agora, Foster, já que ela cortou você.
Um sorriso perverso curvou lentamente os lábios de Foster, e seus olhos castanhos brilharam com calor sexual suficiente para fazer Shaun jurar que a temperatura tinha subido alguns graus.
? Sim, eu estou morrendo de fome.
? Você deveria ter um indulto antes que fizéssemos uso de seus recursos, mas sua atitude modificou nossas intenções. ? Armand não soou, absolutamente, como se lamentasse, quando encostou na parte superior de suas costas, empurrando-a para frente.
A boca de Foster se aproximava de seu pescoço, fazendo Shaun choramingar. Até aquele momento, ela tinha sido displicente quanto ao fato de que a profissão escolhida poderia significar sua vida. O que ela estivera pensando? Se pudesse fazer tudo de novo, voltaria para a escola de culinária e nos fins de semana e trabalharia na prospera cadeia de restaurantes de seus pais.
Seus olhos se arregalaram quando Armand parou de cutucá-la para frente. Ela estava em um ângulo estranho, e um suspiro escapou quando a inchada ereção de Foster foi apertada contra sua vagina, suas calças pretas, muito justas não forneciam uma barreira eficiente contra o pênis sob o jeans.
Armand a reposicionou, inclinando seus quadris para trás assim sua vagina embalava a seta de Foster. Seus dedos agilmente despiram seu colete, e atirou-o de lado com um ar de desdém.
 Um gemido lhe escapou quando ele se agachou atrás dela, segurando seus seios. A confusão a invadiu, junto com a culpa pela reação física de seu corpo. Seus mamilos endureceram sob suas carícias, tornando-se sensíveis ao toque mais leve.
Enquanto Armand acariciava seus seios, Foster agarrou seus quadris, e puxou-a firmemente contra ele para que pudesse esfregar seu pênis contra o clitóris. Como ele o encontrou tão infalivelmente através do tecido, era um mistério que ela analisou durante alguns segundos, antes que o prazer levasse sua capacidade de raciocinar.
Quando Armand puxou a bainha de sua camisa, Shaun fez uma débil tentativa de detê-lo. Foster segurou suas mãos, e se recusou a soltá-las quando ela tentou se afastar. O material subiu, seguido pelas mãos de Armand contra sua carne, a pele surpreendentemente aquecendo quando seu ventre foi pressionado, antes de deslizar para cima.
Shaun gritou quando ele puxou a camisa acima dos seios e retirou o sutiã. As alças haviam afundado em seus ombros, deixando as áreas ardentes, mas os dedos se movendo rudemente em seus mamilos aplacaram a dor. Perdendo toda a prudência, ela jogou a cabeça para trás, revelando seu pescoço. Naquele momento, ela queria que Armand tomasse sua alma. O pensamento devia tê-la assustado, mas em vez disso, alimentou seu desejo.
Foster continuou bombeando contra ela. Cada movimento dos quadris excitava sua carne inchada, e sua vagina estava encharcada com a necessidade. Ela não esperava que o ato pudesse ser tão prazeroso.
Ela não era a única a receber prazer. Quando Armand moveu-se ligeiramente para segurar melhor seus seios, seu pênis pressionou a base da sua espinha. Sua mente se encheu de imagens dos três deitados nus na cama, com comprimento de Foster enterrado profundamente dentro de sua vagina, enquanto Armand estirava seu ânus com seu pênis. As sensações experimentadas associadas às imagens mentais tornaram-se quase reais. Seus grunhidos e gemidos aumentavam seu prazer, empurrando-a até a beira. Tremendo, ela gritou quando foi tomada por um orgasmo. Foster empurrava contra ela, e Armand continuou acariciando seus mamilos, mas ele mudou para um ritmo mais lento.
Ele se inclinou para frente, o queixo apoiado no ombro de Shaun. Ela estava muito satisfeita para protestar, embora o bom senso estivesse retornando, pedindo para afastar-se deles.
? Satisfeito, Foster?
Ele balançou a cabeça, despenteando o cabelo castanho.
? Depois de esperar tanto tempo, eu não estou nem perto de me satisfazer, mas me curei. Eu posso me contentar.
O silêncio encheu a área, e Shaun jurou que podia ouvir um relógio, mas não havia nenhum no quarto. A tensão crescia a cada segundo, e ela sentiu que algo importante estava sendo decidido.
Finalmente, Armand falou.
? Por que negar a nós mesmos? Nossa convidada poderá satisfazer nossos apetites, totalmente. – Apertou seus seios com pressão suficiente para trazer uma mistura de prazer e dor, deixando-a ofegante. ? Todos eles.
Depois de um momento, Foster assentiu.
? Sim, ela o fará muito bem. ? Seu olhar caiu sobre os seios nus. ? A Agência certamente fez algumas mudanças estéticas desde os primeiros dias. Há vinte anos, você teria sido um homem corpulento. Seu sangue teria nos sustentado, mas o pacote em que vinha não teria a mesma atenção.
A raiva a agitou ante a avaliação e palavras indiferentes.
? Isso é tudo que nós somos para você, não é? Uma refeição? Uma diversão rápida? ? Ela cuspiu nele, e sua raiva lhe deu forças para afastar os ombros de Armand. ? Eu sou apenas um saco de sangue, então me drene. Somente acabe com isso e não prolongue a tortura me violentando.
Armand riu.
? Nós não lesamos um fio de cabelo da sua cabeça... ainda. O estupro é certamente um exagero.
? Não, não é. Você tem manipulado minha mente desde o momento que os encontrei. ? Ela inclinou a cabeça para olhar Armand. ? Se você não me matar agora, eu juro que vou encontrar uma maneira de escapar, mas não antes de tirar sua cabeça para a minha coleção. ? A mentira descarada devia ter sido difícil de dizer, pois ela tinha problemas com falsidades, mesmo as menores, mas a raiva a fez soar convincente.
Seu rosto escureceu, e ele a pegou pela base do pescoço, inclinando sua cabeça para trás. Aproximou-se, raspando os dentes pela sua carótida. Shaun fechou os olhos, preparando-se para sentir os dentes rasgarem a carne. A antecipação se prolongou no tempo, até que seus nervos gritassem. Finalmente, ela abriu os olhos novamente, encontrando-o exatamente no mesmo lugar.
? Eu poderia ter o seu sangue. ? Seus lábios acariciaram a pele sensível do pescoço. ? Seria fácil, ma belle, mas você irá durar mais tempo, se tivermos seu prazer junto com o nosso. O sexo significa que nós teremos que nos alimentar menos freqüentemente.
? Prefiro morrer que deixar vocês me violentarem. – O pânico precipitou-se sobre ela, quando percebeu que pretendiam transformá-la em seu brinquedo sexual pessoal pelo tempo que agüentasse. Seria verdade? Poderiam se alimentam do prazer dela, bem como de seu sangue? Infelizmente, sua formação não cobria esse tópico em particular.
Era simplesmente outra maneira de torturá-la? Talvez tudo fosse um blefe, para conseguir uma descarga de adrenalina, então seu sangue bombearia intensamente quando bebessem dela.
Foster alcançou seus seios e beliscou os mamilos.
? Você vai morrer muitas vezes nos nossos braços, chérie, mas todas as mortes serão longas e prazerosas. ? Ele compartilhou um olhar ilegível com Armand. ? Para todos nós.
Ele afastou-se abruptamente, pondo-se de pé. Shaun não conseguiu encontrar forças para resistir quando Armand a puxou para cima. Enfrentou Foster, a cabeça inclinada, com Armand atrás dela.
? Primeiro, você deve se limpar. Está cheirando a mofo da chuva.
? Vamos ver o que nós adquirimos ? disse Armand.
? Vocês não me possuem. ? Shaun disse as palavras com tanta força quanto pôde, reconhecendo sua inutilidade. Ela não era páreo para eles e não podia escapar do que escolheram fazer com ela. Isso não significa que não iria lutar como o inferno para atrasar o seu destino.
? Sim, nós possuímos. Você pertence a nós para sempre, ma belle. – A voz de Armand assumiu um tom frio para combinar com a temperatura do quarto, mas seus dedos foram gentis quando puxou o elástico dos cabelos loiro-prateados dela. O cabelo caiu emaranhado abaixo de seus seios, e ela endireitou as costas, na esperança de esconder sua humilhação.
Foster fez um som de admiração, chegando a acariciar seus cabelos.
? Quando adequadamente vestida, você deve ser uma mulher bonita, chérie.
Ela virou a cabeça quando ele tentou tocar seu rosto.
? Eu acho que você nunca vai saber. Eu não tive exatamente uma oportunidade de fazer as malas quando me sequestraram.
Sua risada foi muito sexy e cheia de alegria para a paz de espírito de Shaun.
? Felizmente, a ocupante anterior deste quarto deixou muitas peças de vestuário. ? Sua expressão ficou encoberta por um momento, mas quando piscou os olhos, estava despreocupada novamente. ? Jacqueline tinha uma natureza generosa. Tenho certeza de que ela não teria se importado de emprestar a você suas roupas.
Shaun tentou fugir, mas os braços de Armand a seguraram, ancorando-a a seu peito.
? Eu não estou jogando o vestido para você.
? Claro que não ? disse Armand em um tom reconfortante. – Preferimos vesti-la nós mesmos, petite poupée.
As aulas de francês do ensino médio lhe permitiram traduzir, e queimou de ressentimento. Pequena boneca. Apesar do aborrecimento, não conseguiu reunir a vontade para afastar-se dele quando foi conduzida ao pequeno banheiro, com Foster apenas um passo à frente deles. Quando encontrou seu olhar no espelho, ela viu pela primeira vez o medo do desconhecido. Mas o que a desconcertou foi a chama de excitação proibida em seus olhos. Certamente, ela não estava ansiosa pelas perversidades a que pretendiam submetê-la antes que o nascer do sol obrigasse-os a voltar às suas camas. Ela não estava pronta para dois necros com intenção de usar seu prazer para o seu sustento. Não tinha passado muito tempo desde que ela tivera um amante.
Novamente, ela garantiu a si mesma que tinham feito algo com ela obrigando-a a agir dessa maneira. Ela não queria os dois vampiros em pé no banheiro com ela, independentemente de como seu corpo doesse por mais satisfação. Sua excitação era uma ilusão.


CAPÍTULO III

Foster pegou uma escova de prata e correu pelo seu cabelo. Shaun tentou afastar-se, mas as mãos firmes de Armand nos seus braços a mantiveram no lugar.
? Retire suas botas, ma belle.
Shaun lançou um olhar desafiador a Armand.
? Eu tenho um nome.
? Sério?
Sua sobrancelha arqueada sugeria diversão, e deu seu nome a contragosto, não querendo entretê-lo, mas também não gostava do fluxo constante de palavras de carinho sussurradas em francês - uma língua sensual demais nas circunstâncias.
? É Shaun.
A contrariedade brilhou no rosto de Foster e ele parou de escovar com a escova no meio das suas mechas.
? É um nome de homem.
? Do meu pai. ? Ela endireitou os ombros, desafiando-o a discutir sobre ser homônima do pai, uma vez que ele não tinha filhos homens. No momento em que Shaun chegou, a quinta menina de seis, ele desistiu de ter um menino e colocou seu nome na filha.
Foster voltou à sua tarefa auto-designada, alisando os emaranhados de seu cabelo com a escova pecaminosamente macia.
? Eu não pretendia ofender. Você devia ter um nome bonito, feminino, como Fleur.
 Obviamente, Armand ficou impaciente esperando ela cumprir à sua ordem, porque se ajoelhou para tirar as botas dos seus pés, fazendo-o com pouco cuidado.
? Esta aqui é tão delicada quanto uma erva daninha, Foster. Os termos masculinos se adaptam a ela.
Isto picou seu orgulho. Ela podia ser feminina e delicada, na ocasião adequada. Estava na ponta da língua replicar que vestido não era adequado para o trabalho de campo da Agência, mas ela engoliu as palavras, o antagonismo aparecia cada vez que lembravam sua profissão. O que quer que pretendiam, seria muito pior se um ou ambos estivessem irritados com ela.
Quando seus pés descalços tocaram o piso frio, Shaun estremeceu. O frio penetrou seus ossos através dos pés. Ela se perguntou por que nem Armand, nem Foster pareciam notar a baixa de temperatura, mas assumiu que tinha algo a ver com a sua química. A temperatura do núcleo do corpo de um necro funcionava em sessenta graus, então por que eles perceberiam a temperatura da sala, que era apenas alguns graus mais fria do que eles?
As mãos de Armand foram para o fecho de sua calça, fazendo-a saltar. Por reflexo, ela deu um tapa na mão.
? Que diabos você está fazendo?
? Despindo você. Ele examinou-a com uma expressão suave.
Sua garganta ficou contraída, tornando difícil falar.
? Por quê?
? Você fede. Precisa de um banho. ? O canto de sua boca se contorceu. ? Nós preferiríamos não lavar a sua roupa ao mesmo tempo.
? Você não vai me despir. ? Quando ele chegou novamente na sua cintura, Shaun levantou seu joelho, batendo no queixo de Armand. Com um gemido, ele afastou-se dela, levantando-se num salto gracioso. O golpe teria derrubado um macho humano.
? Basta! ? Ele praticamente sibilou a palavra, e seus olhos azuis estavam escurecidos pela raiva quando avançou sobre ela.
Um olhar desesperado para Foster revelou que não iria encontrar nenhuma ajuda dele. Ele estava um passo atrás de seu companheiro, com uma expressão atenta no rosto. Recuou à medida que avançavam para ela, maldizendo sua incapacidade de enfrentá-los com igual força. Quando as costas de seus joelhos bateram do lado da banheira antiga, ela teve que parar. Não havia outro lugar para ir.
? O que você vai fazer?
Armand se aproximou dela, pegando seu queixo na mão. Quando exerceu pressão, ela não teve escolha a não ser abrir a boca.
? Torná-la mais dócil, você é infernal... ? Sua voz diminuiu, e ele sacudiu a cabeça. Quando Foster tocou seu ombro, ele virou-se para o seu amigo, ainda segurando Shaun. ? Você tem certeza que ela vale a pena? ? perguntou Armand.
Foster assentiu com a cabeça, a convicção clara na expressão.
? Você também. Você viu o que eu tenho.
Confusa franziu as sobrancelhas.
? Sobre o que você está falando? ? As palavras saíram distorcidas, por causa da boca aberta e queixo contraído.
? Silêncio! ? Armand emitiu o comando em um tom glacial.
Shaun arregalou os olhos, horrorizada quando Foster pegou a mão livre Armand, colocando um dedo em sua boca. A ação foi sinistra, mas também de alguma forma sexual, enviando uma convulsão de necessidade através de sua vagina. Foster mordeu e o sangue fluiu livremente, fazendo-a ofegar de choque. Armand levou o dedo sangrando a boca dela, incitando grunhidos de mudo de horror. Quando uma gota de sangue escorreu na língua, ela tentou fechar a boca, mas foi impossível. A última coisa que queria era ser um deles.
Para sua surpresa, ele retirou o dedo, chupou a ferida por um segundo, até que se fechou. Em seguida, mordeu o dedo de Foster colocado em sua boca, e Foster repetiu a experiência, com Shaun fazendo seu melhor para lutar. Mais uma vez, depois que uma única gota de sangue tocou sua língua, ele se afastou, fechando a ferida.
Armand fixou os olhos com os dela, e ela achou impossível desviar o olhar. Um vórtice azul sorveu-a. Estava consciente de seus músculos afrouxando, mas não pôde resistir à compulsão para relaxar.
? Obedeça!
Com a simples palavra, Shaun caiu para frente, abandonando toda a luta. Uma voz silenciosa na parte de trás de sua mente pedia para continuar lutando. Com um determinado esforço, ela conseguiu perguntar:
? O que você fez?
? Você será nossa serva ? disse Foster. Ele deu de ombros. ? É apenas temporário.
Em um estupor, Shaun ficou passivamente enquanto Armand tirava suas calças e roupa íntima. Estar nua diante deles provocou constrangimento, permitindo-lhe chamar a capacidade de cruzar os braços sobre os seios.
? Veja como ela resiste? ? Foster parecia orgulhoso.
? É notável. – A expressão fechada de Armand não revelou nada, até que ele puxou os braços para o lado dela. Com calor irradiando de seus olhos, o olhar acariciou-a da cabeça aos pés. Sentindo-se despida, ela mais uma vez tentou cruzar os braços sobre os seios. ? Deixe-os ao seu lado. ? O comando duro a congelou, apesar de sua mente tentar lutar contra seu controle.
Um meio-sorriso curvou os lábios, exibindo uma covinha.
? Sem o desafio irritante e a língua afiada, você é uma mulher magnífica, ma belle. ? Ele balançou a cabeça uma vez, rapidamente. ? Sim, vale a pena realmente, Foster.
? Eu te disse. ? Ele sorriu para Shaun antes de começar a despir-se. Armand fez o mesmo, e Shaun corria o olhar constantemente entre eles. Ela queria sentir alarme ou medo, mas ao invés disso, seu desejo aumentava a cada centímetro de carne que se tornava visível.
Nus, eles ainda eram um estudo em contrastes. A pele cor de oliva de Armand brilhava como mel quente na luz âmbar instalada no banheiro, enquanto Foster era de cor creme claro. Não o fazia parecer doente, como ela poderia ter esperado. Ao invés disso, ele lembrava pêssegos e sorvetes de creme, que sua língua implorava por um gosto.
Seu olhar deslizou abaixo, até que ela estava examinando seus pênis. Os dois homens estavam excitados, mas as semelhanças terminavam. Armand não era circuncidado, e seu pênis era longo, com várias veias escuras visíveis sob a pele cor de oliva. Ele projetava um pouco para a direita, fazendo com que ela tivesse de resistir à vontade de segurar o eixo na mão e alinhá-lo para frente. Uma varredura de pêlos espalhados em suas bolas não fazia nada para protegê-las.
Os pêlos que cobriam os testículos de Foster eram mais profusos que os de Armand. Ainda assim, pouco faziam para encobrir suas esferas, devido à cor clara dos pêlos pubianos. Ele havia sido circuncidado, deixando seu pênis ligeiramente mais curto e grosso com uma cabeça bulbosa roxa que lembrava um cogumelo. Sua vagina se contraiu, doendo para ter o impulso apêndice maciço dentro dela.
Ela piscou com o pensamento, clareando a mente. O que ela estava fazendo? Estes necros tinham a intenção de usá-la para seu prazer, e ela estava considerava participar! Se apenas as aulas de treinamento cobrissem este cenário! Tudo que ela sabia era que os necros podiam manipular a mente da vítima escolhida, e que o sexo era a forma mais eficiente de fazê-lo. Havia algumas técnicas para quebrar o controle da mente que foram ensinadas, mas nenhuma delas estava funcionando. Elas não eram fortes o suficiente para afastar o poder dos dois homens à sua frente.
Como Foster moveu-se para a banheira, para abrir completamente as torneiras, Armand aproximou-se dela mais uma vez. Shaun ergueu o pé para dar um passo atrás antes de congelar. Ela não ia voltar a fugir dele novamente. Tudo o que ele queria fazer com ela, iria suportar sem revelar qualquer fraqueza.
Seu olhar fixo com o dela pela segunda vez, e sua boca formou uma palavra.
? Liberta.
A neblina na cabeça limpou instantaneamente, e ela recuperou o controle de seus membros. Demorou um segundo depois de livrar-se do remanescente da estimulação para que pudesse se mover. Com um resmungo irritado, se atirou para ele, as mãos estendidas para arranhar o rosto. Ela marcou profundamente o rosto antes de ele segurar seu corpo contorcido contra o dele, sujeitando-a contra seu peito com o pênis duro cutucando seu estômago.
? Eu ainda não tenho que forçar uma mulher na minha cama, Shaun. Eu não vou usar o controle para fazê-lo. ? Ele arqueou os quadris, empurrando seu pênis mais fundo na suavidade de seu estômago. ? Você agora está livre para fazer o que você escolher, além de tomar um banho. Você tomará um antes de saborearmos você. ? Ele lambeu seu rosto com um toque de brincadeira. ? Eu insisto em uma união limpa.
Ela sacudiu a cabeça para trás, olhando para ele.
? Se eu estou realmente livre para agir, você não estará me saboreando... ou qualquer outra coisa. ? Com um movimento exagerado, ela limpou o local que ele lambido com as costas da mão. ? Você me repugna.
Uma risada baixa lhe escapou.
? E é por isso que o cheiro de sua excitação está pesado no ar, seus mamilos estão duros, e você veio apenas com a estimulação de Foster há poucos minutos? Porque repugnamos você. ? Sua voz baixou para um ronronar. ? Eu adoraria ver o que você faz quando realmente odiar alguém.
? Isso! ? Ela apontou para o arranhão em seu rosto que já tinha fechado e começava a desaparecer. ? Venha perto de mim novamente, e eu vou fazer pior! ? Ela parou bruscamente com um grito de indignação quando Foster veio por trás dela, levantando-a em seus braços sem esforço para levá-la para a banheira. Ela estava gritando e lutando contra ele, e a água quente a surpreendeu. Shaun congelou por um segundo, deixando o calor penetrar dentro dela. Foi celestial, e um suspiro de satisfação escapou.
Foster e Armand se ajoelharam no chão em frente da banheira, ambos armados com esponjas naturais e uma barra de sabonete francês à espera de ser desembrulhado descansando na beira da banheira. O cheiro de amora chegou a ela, e sua respiração acelerou involuntariamente revelando uma faísca de prazer ao sentir o cheiro. Seu favorito. Eles sabiam? Ela descartou a idéia com um aceno de cabeça. Eles não podiam saber. Era apenas uma coincidência.
Foster abriu o sabonete rapidamente, jogando o papel de seda caro no lixo. Com um sorriso lento, que converteu a boca do seu estômago em um vulcão derretido, ele mergulhou a esponja na água, correndo a mão contra sua coxa. Ela engoliu o contato breve, dizendo a si mesma que não tinha havido tempo para repeli-lo antes da mão afastar-se. Ela não queria que ele continuasse a tocá-la ela. Definitivamente, não - certo?
Sua mente estava clara, e ela acreditava que Armand a tinha liberado do transe. Se ele honrasse suas palavras, ela só tinha que suportar o banho antes de ter a oportunidade de rejeitá-los. Quando percebessem que não os desejava, seriam obrigados a deixá-la sozinha... pelo menos sexualmente. Ele não tinha prometido não drenar seu sangue, depois de tudo.
Em círculos lentos, Foster esfregou o sabonete sobre a esponja, até que uma espuma espessa a cobria. Quando passou o sabonete para Armand, aproximou a esponja dela. Shaun ficou tensa quando chegou ao peito, e depois engasgou com surpresa quando Foster mergulhou a outra mão na banheira para espirrar água nos seios descobertos. Seu estômago ficou apertado, quando a textura áspera deslizou por um mamilo sensível, e apertou as mãos em punhos, pressionando-as contra as coxas em uma tentativa de esconder sua reação.
Armand juntou-se, optando por ficar sua atenção, primeiro no seu pescoço e ombros, onde massageou com movimentos firmes. A superfície abrasiva foi suficiente para aumentar seus sentidos, fazendo com que cada resvalar de suas mãos contra sua carne fosse muito mais excitante. Como alguém no mundo supunha que ela deveria resistir a isso quando parecia tão bom?
Foster arrastou a esponja por todo o vale dos seios pequenos buscando o que fora negligenciado. Ao mesmo tempo, Armand trouxe a outra esponja pelo seu braço, deliberadamente, esfregando-a contra a lateral do seu peito, antes de ir para baixo esfregando círculos ensaboados em seu estômago. A água movia-se levemente a cada movimento da esponja, enviando redemoinhos de espuma. Ela parecia sêmen leitoso, e sua mente imediatamente forneceu uma imagem dos três juntos na banheira, com sua boca e vagina preenchidas com os pênis, levando-os a satisfação.
Ela queria acreditar que um deles tinha plantado o pensamento em sua psique, mas sabia que não era possível. Necros podiam sentir e sugerir emoções nas mentes dos seres humanos, mas eles não podiam ler pensamentos ou implantar idéias. Não, seu próprio cérebro febril tinha produzido a imagem acompanhada da excitação que fez seu núcleo convulsionar com necessidade.
Foster levantou um dos seios para lavar abaixo dele, enquanto Armand descia, encaminhando a coisa abrasiva para suas dobras. Sem pensar, Shaun separou as suas pernas em um convite, gemendo com frustração quando ele desviou para lavar sua coxa. Com os dentes cerrados, ela suportou a raspagem da esponja para baixo no seu pé, através de seu pé, e para o outro, onde trabalhou seu caminho lentamente para cima novamente.
Mais uma vez, ela ficou tensa com a antecipação quando a esponja se aproximou de sua vagina, e ele a perturbou novamente, levantando a esponja da água. Segurando o sabonete na mão, ele disse,
? Tempo para mais espuma. ? Ela achava não ser imaginação sua a insinuação de brincadeira na sua voz, nem o brilho em seus olhos.
Com cuidado diligente, Foster tinha lavado os seios completamente, esfregando-os em um estado de consciência aflitiva. Ele apertou levemente o mamilo entre o polegar e o indicador, incitando um dardo de eletricidade que atirou através dela.
Finalmente, Armand deixou de importuná-la, trazendo a esponja áspera para sua racha, lentamente circulando seu montículo. De repente, a mão de Foster estava entre as coxas dela, abrindo os lábios para que a esponja pudesse invadir sua abertura. Era quase muito grossa para suportar, mas a sensação era tão agradável que não tinha vontade nem força para resistir. Aos poucos, sua cabeça inclinou para trás, descansando no encosto duro da banheira enquanto os homens trabalhavam o clitóris com os dedos e a esponja. Seus quadris se moviam por vontade própria, em um movimento do pistão, e ela ficou ofegante, instantaneamente. A respiração áspera fundida com seus gemidos, enchia o banheiro com uma sinfonia erótica.
? Natural.
A palavra foi tão fora de lugar que Shaun abriu os olhos para olhar Foster.
? O quê? – Esse tom áspero, urgente, era seu? Ela realmente tinha sido reduzida a pouco mais que uma pilha de necessidade?
Ele sorriu para ela enquanto seus dedos puxaram levemente os pêlos púbicos.
? Com seus olhos escuros e o tom de pele quente, pensei que seu cabelo tinha que ser tingido, mas vejo que não é.
Ela balançou a cabeça, incapaz de responder verbalmente, quando Armand jogou de lado a esponja com um grunhido impaciente. Seus dedos foram a sua vagina, sem encontrar resistência, graças ao furor apaixonado em que a haviam levado. Agora era a hora de protestar, de pedir para parar. Era a oportunidade perfeita para ver se ele ia honrar a promessa de não forçá-la. O único problema era que não queria que ele parasse. Logo em seguida, ela não queria nada mais do que tê-los, ambos, enterrados dentro dela, dando-lhe mais prazer do que tinha imaginado. Não importava que eles fossem necros e ela uma agente. Ela não se importava se eles queriam apenas fodê-la para ganhar o sustento de seus orgasmos. Tudo o que importava era encontrar libertação. Uma oportunidade como esta nunca poderia ocorrer novamente. Por que rejeitá-los, só porque eles eram o que eram? Eles não eram humanos, mas eles certamente estavam vivos. Suas ações já tinham provado isso. Talvez fosse errado sentir essa urgência em tê-los dentro de si. Se ela não tivesse dúvidas sobre seu objetivo há algum tempo, provavelmente não teriam uma influência tão forte sobre ela, mas Shaun estava pronta para ser receptiva e vê-los como homens, não monstros. Afinal, havia pouca diferença física entre os dois vampiros e os homens humanos, que ela havia levado para sua cama, exceto que seus físicos eram mais impressionantes, e eles pareciam ter mais resistência. Por que rasgar-se com remorso? Eles eram como vibradores, apenas com presas. Ela não iria se sentir culpada por usar um brinquedo sexual, então por que deveria se preocupar por ter prazer com eles?
Uma breve imagem de Torres brilhou em sua mente, mas ela a afastou, querendo evitar voltar para seus sentidos com a lembrança do que Foster e Armand tinham feito a seu parceiro. Ele não tinha sido uma vítima inocente. Como Shaun, Torres estava lá para matar os necros antes que eles pudessem matar mais alguém. Ele conhecia o jogo. Seu raciocínio permitiu bloquear o rosto de sua mente apenas com uma pequena pontada de culpa. A imagem mental dos três na banheira a invadiu outra vez.
Ela gemeu quando Armand retirou a mão, atirando-lhe um olhar maligno.
? O que é que vai ser, ma belle? Vamos deixá-la vestir-se, ou você prefere companhia?
A decisão já estava tomada. Shaun tinha a sensação de que tinha sido tomada no momento em que a raptaram. Se não, certamente o seu corpo tinha decidido quando Foster tinha imitado fodê-la. Apenas, levou um tempo para sua mente compreender. Ela estendeu a mão, chamando.
? Vocês precisam de um banho tanto quanto eu.


CAPÍTULO Iv

Não hesitaram em aceitar o seu convite. Armand escorregou na banheira primeiro, afastando-a para frente para que ele pudesse acomodar-se por trás dela. Quando Shaun recostou-se contra ele, o calor da água mascarou qualquer traço de frescor na pele. Seu pênis quente e grosso pressionou a fenda entre suas nádegas, e ela remexeu o bumbum até que ele emitiu um gemido baixo.
Foster entrou na água em frente a ela, de joelhos, em vez de sentar. Ele separou mais suas pernas, os olhos centrados na vagina. Um olhar de fome atravessou seu rosto, e seu estômago estremeceu com antecipação.
 Armand segurou suas nádegas com as mãos, apertando levemente.
? Suculento. ? Traçou sua fenda com o dedo antes de se aventurar e esfregar seu ânus. Tremendo sob a força das emoções, Shaun descansou a cabeça no peito de Armand, fechando os olhos. Quando as dúvidas tentaram intrometer-se, ela as baniu, determinada a não deixar escapar a experiência mais prazerosa da sua vida.
Com movimentos lentos, Foster avançou as mãos do alto das suas coxas até sua vagina. Ele abriu os lábios com uma mão, enquanto procurava o clitóris com a outra. O broto inchou com a necessidade e pressionou insistentemente contra a almofada áspera de seu polegar.
? Você gosta disso, chérie ? disse ele com uma risada, claramente satisfeito. Ele segurou mais vigorosamente em seu clitóris, circulando-o com pressão suficiente para mandar tremores por todo seu corpo. Shaun não pôde reter um grito de prazer.
Armand retirou a mão de suas nádegas, e Shaun abriu um pouquinho suas pálpebras, perguntando-se o que ele planejava. Com o canto do olho, viu-o pegar o sabonete francês, mas o perdeu de vista quando foi levado debaixo da água.
Foster a distraiu, retirando as mãos de sua vagina e erguendo suas coxas para colocar seus tornozelos em cada lado da banheira, expondo-a para ele, apenas um centímetro acima do nível da água. A situação teria sido desconfortável se Armand não tivesse dado fornecido suporte com suas coxas.
? Relaxe, ma belle. Você não vai cair.
Foster mergulhou a cabeça, Shaun soltou a borda da banheira para chegar a ele, não tendo certeza se ela estava indo para guiá-lo para sua vagina, ou se estava tendo dúvidas e queria detê-lo. O medo misturado com o desejo ao pensamento de ele beber seu sangue. Ela poderia estar no meio de um orgasmo, e ele poderia mordê-la sem que tivesse chance de detê-lo. Com o sangue correndo por seu corpo, ele poderia drená-la.
O pensamento não a assustou como deveria. Na verdade, o medo desapareceu e seu desejo cresceu. A idéia de ele beber de sua vagina a animava. Era ela com seu magnetismo sexual, ou ela era depravada?
Os pensamentos racionais fugiram sob o ataque duplo dos dois homens. Foster estava com a boca na vagina, sua língua tentativamente buscando seu clitóris com movimentos lentos, as mãos de Armand foram mais uma vez para suas nádegas, separando as bochechas. Seus olhos se abriram de repente com prazer atordoado quando ele correu o sabonete para cima e pela sua fenda, trabalhando um canto arredondado contra seu ânus, testando o botão enrugado.
? O que você está fazendo? ? Sua voz era pouco mais que um gemido.
? Preparando você.
Sua vagina estava provando ser tão escorregadia quanto o anus, sem o benefício do sabonete. Seus sucos naturais fluíam rápido e livre para Foster, desde a superfície lisa para a sua língua, facilitando a passagem quando o apêndice se aventurou em sua abertura.
A barra de sabão desapareceu de repente, e Shaun lamentou sua perda, sem nunca ter experimentado nada tão estranho, mas delicioso. Ela não teve tempo para perceber o vazio em seu ânus, porque Armand gentilmente colocou um dedo dentro com a ajuda da espuma que tinha construído. Ao mesmo tempo, Foster substituiu a língua na vagina dela pelo dedo, enfiando rápido como um raio. Como ele transformou-os em um movimento de saca-rolhas, Armand entrou totalmente em seu ânus. Eles começaram a fodê-la com os dedos em ritmos completamente oposto, fazendo-a sentir como se estivesse sendo dilacerada e, simultaneamente, reconstruída.
? Oh, o que vocês dois estão fazendo comigo? ? Shaun sacudiu a cabeça, apanhada na agonia prazerosa de se render ao seu controle.
? Você gosta disso? – O rosto vazio e a respiração áspera de Foster traíram sua excitação. Ele levantou a cabeça por entre as coxas, enquanto os dedos continuaram perfurando cada vez mais fundo na vagina em convulsão.
? Deus, sim!
? Assim... venha para nós, ma belle ? disse Armand quando empurrou um segundo dedo dentro dela, penetrando com pouca resistência.
Ela jogou a cabeça de um lado para o outro, dominada pelas sensações. Depois que passou pela entrada e o ânus abraçou confortavelmente seus dedos, ele começou a torcê-los no mesmo movimento de saca-rolhas de Foster. Ela não sabia se eles usavam seus poderes para uniformizar o tempo e os esforços, ou se isso acontecia por acaso, mas eles estocavam dentro de si em uníssono, aplicando a mesma velocidade e movimentos. Se pensou que o prazer de senti-los fodendo-a em ritmos diferentes a deixaria louca, estava errada. Foi o prazer duplo deles tocando-a ritmadamente que a ultrapassou. A gratificação certamente provocaria um aneurisma.
Bombeou seus quadris freneticamente, tentando igualar seu ritmo. A água batia em ondas contra seu estômago, espirrando sobre os seios, e ela gemia com antecipação. Foster abaixou a cabeça para seu estômago, traçando uma trilha aquecida até os seios com a língua, onde os mamilos imploravam por sua boca. Ele se obrigou a tomar um pico duro entre os lábios, sugando quase todo o seio pequeno para dentro. Ele gemeu de prazer, vibrando a boca contra seu mamilo. A língua acompanhava o ritmo de sua mão e de Armand. Os estímulos harmoniosos foram suficientes para provocar convulsões em seu ventre.
Shaun gritou um híbrido de seus nomes, incapaz de falar com clareza por causa da intensidade de seu orgasmo, varrendo do interior profundo para os nervos sensíveis que revestiam as paredes de sua vagina, movendo-se para baixo, até que a liberação parecia centrada no clitóris. Enquanto ela tremia, Armand inseriu um terceiro dedo em seu ânus, empurrando-se com uma força que devia ter sido dolorosa, mas só serviu para enviá-la ao longo do precipício.
Sua vista escureceu, e ela não tinha certeza se não chegou a perder a consciência por um breve momento, quando gozou. Depois que voltou a si mesma, ela sentiu os dedos, apesar de imóveis, ainda enterrados dentro dela, enquanto sua carne sensível se contraía em torno deles.
Uma sensação de flutuação a invadiu, e descobriu que era impossível sustentar seu peso. Cada músculo do seu corpo estava relaxado, e estava deitada sobre o peito e coxas de Armand quando ele afundou mais na água. Conseguiu reunir uma pequena medida de força para abraçar Foster, que se deitou sobre ela. Envolveu as pernas em torno da cintura dele e deixou a mente vagar, analisando sua posição prensada entre os dois homens que tão habilmente lhe deram prazer. Ela podia ficar feliz, assim para sempre, se a promessa de novos prazeres não se confirmasse.
Shaun pressionou a boca contra o pescoço de Foster, os dentes mordiscando sua pele. De repente, percebeu que não tinha sequer beijado nenhum deles. Isso teria que mudar.
? Isso é bom. ? Foster empurrou a mão entre seus corpos para encontrar seu seio, e ele massageava o globo com movimentos suaves.
O pênis de Armand estava aninhado entre suas pernas, e Shaun não pode resistir a arquear seus quadris para deslizar a vagina ao longo do comprimento rígido. Bastava mudar um pouco de posição, uma ligeira flexibilização a frente, e ela podia oferecer-lhe a vagina, tomar o pênis dentro dela, mas com Foster deitado sobre ela, não conseguia se mexer. Parte dela estava relutante em qualquer maneira. Ela não queria apressar a experiência, uma vez que sua repetição era provavelmente nula.
O pensamento a assustou, e parou de chupar o pescoço de Foster, apesar de que ele não pareceu notar, ocupado como estava com os dedos provocando seu mamilo maduro. Foi este seu último gemido de prazer? Ela estava realmente bem com os dois lhe fodendo até a exaustão antes de drenar seu sangue? Como ela podia ter ido de defensora das políticas do NCA para amante disposta de dois necros em apenas poucas horas? Ela não podia culpá-los de manipulação mental, o que deixava apenas uma falha grave em si própria para aceitar a culpa. Foi decepcionante perceber que era uma covarde. Meses atrás, admitiu que não acreditava mais na causa em que havia dedicado sua vida, mas tinha se recusado a enfrentá-lo. Ao invés de ver suas dúvidas como ferramentas para ajudá-la a encontrar um caminho para sair da vida que ela levava, ela tinha avançado cegamente, esperando que algo mudasse sua opinião, dando as costas para nova convicção de que precisava sair da academia.
? Shaun? – O tom suave de Armand tinha um traço de preocupação. ? Há algo de errado? Nós desagradamos você?
Ela balançou a cabeça, dividida entre a necessidade de conhecer o seu destino e medo de conhecer. Finalmente, ela reuniu sua coragem.
? O que acontece agora?
Foster afastou-se dela.
? Nós poderíamos ir para um quarto. Armand e eu temos camas grandes.
Mais uma vez, ela balançou a cabeça.
? Não, eu quero dizer o que acontece depois do sexo? Você pode drenar meu sangue? Devo morrer, com a gratificação sexual como meu presente de despedida?
Armand acariciou seu quadril, os lábios roçando seu pescoço quando falou perto de seu ouvido.
? Você não vai morrer por nossas mãos, ma belle. Esperamos muito tempo por isso. ? Ele levou a mão à sua cintura, acariciando levemente com as pontas dos dedos o umbigo. ? Relaxe e aproveite o que descobrimos juntos. Ponha de lado as preocupações com o futuro. Você pode fazer isso?
Ele elevou a mão até seu seio, e ela acenou concordando.
? Sim. ? O sussurro revelou sua debilidade, mas faltava-lhe vontade de continuar lutando. Estúpido como poderia ser, ela acreditava na garantia de Armand de que não iriam matá-la. Uma ligação provisória estava se formando entre eles, catalisada pela paixão.
Foster levantou da banheira para pegar uma toalha da prateleira. Ele segurou-a, enquanto ela saia da banheira com ajuda de Armand. Shaun só esperava viver tempo suficiente para descobrir as diferenças originais dos dois vampiros que levaram cativa e transformaram em um ser sexual libertino em apenas poucas horas.


 * * * * *

Foster segurou sua mão, levando-a do seu quarto e pelo corredor, com Armand seguindo logo atrás. Eles entraram na primeira porta à esquerda, que ocultava um quarto masculino pintado de azul escuro, cinza e marinho. A mobília antiga estava escurecida pela idade, e mesmo todas as peças sendo lindas, a cama foi a que mais a cativou. O dossel dominava metade do quarto, com cortinas puxadas para trás de maneira convidativa.
O espesso tapete envolvia os pés descalços a cada passo enquanto ela, Foster e Armand seguiram para a cama. Ela hesitou ao lado da cama até que a mão de Armand às suas costas a guiou para frente. Shaun torcia para que ela pudesse sentar-se, sentindo-se em desvantagem com os dois ainda de pé, elevando-se sobre ela. Ela olhou para eles, esforçando-se para ver suas expressões. A iluminação fraca da única lâmpada no criado-mudo não ajudava a adivinhar seus pensamentos.
Será que eles estavam da mesma forma que ela, experimentando as mesmas emoções conflitantes? Provavelmente não. Sem dúvida, eles haviam feito isso inúmeras vezes antes. Não haveria nenhuma hesitação ou incerteza da parte deles. Ela não podia imaginar Armand ou Foster temendo o que estava acontecendo, como ela temia. O medo de juntar-se com eles era quase tão intenso quanto o desejo de fazê-lo, mas o desejo venceu, mantendo-a colada à cama, onde finalmente sentaram, um de cada lado dela.
Foster colocou uma mão em seu ombro, guiando-a para trás.
? Relaxe e nos deixe cuidar de você.
Shaun deixou o corpo seguir o pedido gentil, o estômago tremia de nervosismo. Ele guiou-a até que suas costas tocarem a colcha de seda. Olhou alternadamente para cada um deles, antecipando seu próximo movimento.
Armand inclinou-se lateralmente, levando a boca ao seu seio.
? Você tem seios lindos, Shaun. ? Quando arrastou a língua sob o mamilo túrgido, ela gemeu, seus seios estavam super sensíveis após as carícias sensuais que Foster tinha ministrado minutos atrás. Quando os dentes roçaram o mamilo, Shaun estendeu a mão cegamente, segurando sua coxa.
Foster mergulhou a cabeça para provar o outro seio, fazendo-a gritar de prazer chocado. Seu estilo era lento e delicado, a língua rodando vagarosamente ao seu redor do mamilo, enquanto aplicava uma sucção leve. Em contraste, Armand devorava seu seio, beliscando com os dentes o mamilo, enquanto parecia determinado a sugar todo o seio na boca. Sua paixão era quase um ataque doloroso, mas ela não tentou afastá-lo.
Mais uma vez, seus contrastes pronunciados a estavam deixando louca, enviando todos os pensamentos lógicos ao vento. O tempo e o espaço resumiram-se ao quarto, então só a cama, e, finalmente, aos dois homens em seus seios. O calor úmido escorria de sua vagina em riachos enquanto continuavam chupando seus mamilos.
? Oh! ? Armand atraiu uma respiração profunda e soltou-a contra seu mamilo, pegando-a de surpresa com a intensidade de sua reação. Cada músculo em seu corpo apertou, e moveu os quadris freneticamente. Procurou uma conexão com Foster, segurando seu pênis.
? Aperte-me, chérie. Toque-me.
Ela não podia negar seu pedido gutural, apertou a mão em torno do eixo grosso. Seu pênis pulsava no ritmo acelerado do batimento do seu coração, e ela segurou em torno dele, movendo a mão para cima e para baixo com pressão constante. No seu subconsciente, algo se agitou, diminuindo seu prazer, como um mosquito incomodando. Finalmente, ela se forçou a concentrar-se no pensamento que se movimentava em torno de seu cérebro, franzindo o rosto.
Armand passou o polegar sobre seus lábios quando levantou a cabeça para olhá-la.
? O que a incomoda, Shaun?
 Pelo canto do olho, viu Foster levanta para uma posição sentada.
? Eu posso sentir o coração de Foster batendo através de seu pênis.
Ele riu.
? Você me excita.
Ela balançou a cabeça.
? Supostamente, você não deveria ter batimento cardíaco. Tudo que aprendi no meu treinamento diz que isso é impossível.
A expressão de Armand escureceu, e ele pareceu se distanciar, quebrando totalmente o contato com ela salvo os dedos apertando sua coxa.
? Há muitas mentiras que sua preciosa Agência divulga para seus agentes e o público. Que estamos mortos é apenas uma delas. Vampirismo envolve uma transformação, um processo de mutação física, mas não envolve a morte. ? Seus olhos se estreitaram quando olhou para ela. ? Pelo menos, não até que sua espécie começou a nos caçar até estarmos próximos da extinção.
Um silêncio tenso os envolveu, e Shaun tremeu sob a raiva nos olhos de Armand. Estava dolorida pela retirada das bocas de seus seios, com o frio se instalando no seu corpo, onde Armand tocava, ela observava ambos.
Foster estendeu-se sobre seu corpo para colocar uma mão no ombro de Armand.
? Não deixe que os problemas o incomodem esta noite, Armand. Nós deveríamos estar celebrando o momento. ? Ele olhou para Shaun, sua expressão cheia de ternura. ? Nós a encontramos. Não vamos perdê-la por causa de nossas diferenças.
Shaun prendeu a respiração quando a atmosfera mudou. Armand ainda parecia estar pensativo, mas sua expressão foi progressivamente desanuviando, até que seus olhos azuis se iluminaram novamente. Ele traçou um círculo na sua barriga com a almofada do dedo indicador, e ela conseguiu relaxar com a demonstração de cobiça. Mesmo o pequeno contato foi suficiente para elevar seu desejo às alturas novamente, quase que instantaneamente retornou à névoa passional em que estava até quase arruinar o momento com suas dúvidas.
Quando Armand abaixou a cabeça novamente, ela esperava que ele retomasse o posto no seu seio. Em vez disso, ele deslizou os lábios contra os dela, persuadindo-a. Foi pouco exigente, e ela abriu a boca livremente quando ele traçou a língua sobre os contornos roliços, antes de entrar impetuosamente e explorar o recesso úmido com delicadeza. Mais uma vez, Shaun agarrou Armand, colocando a mão sobre sua coxa, a poucos centímetros de seu pênis tentador.
A cama balançou quando Foster aproximou-se para beijar seu rosto. O toque leve dos lábios em seu rosto deixou-a trêmula, e a ternura do toque de alguma forma o tornou ainda mais erótico. O beijo de Armand mudou, tornando-se faminto e possessivo. Foster moveu os lábios sobre seu rosto, pálpebras e, finalmente, a orelha, num toque delicioso. Era quase impossível não derreter em cima da cama em um montão de osso com Foster mordiscando sua orelha, e a língua Armand duelando com o dela, atraindo-a para persegui-la em torno de sua boca.
Foster afastou-se do seu ouvido, fazendo-a gemer à retirada, ainda que a antecipação do que ele faria em seguida aumentasse seu prazer. Sua boca de repente, estava na dela, a língua mergulhando para seu interior. A emoção de ter as duas línguas entre os lábios, a chocou, mas era tão bom, tão certo, que se entregou a eles, fazendo o seu melhor para satisfazer cada impulso das línguas com a sua.
Juntos, eles seguraram seus seios nas mãos, cada um circundando um mamilo com os polegares. As bocas continuaram a devorar o dela, e achou cada vez mais difícil corresponder, varrida por uma onda de desejo irresistível. Nunca tinha se sentido assim - não só fisicamente, mas emocionalmente. O desejo selvagem tinha assumido, e ela estava à sua mercê, tanto quanto estava a mercê deles. A perda de controle devia ter sido assustadora, mas afastou de vez. Era delicioso entregar todo o pensamento ao desejo, deixar Foster e Armand introduzirem seu corpo aos prazeres inimagináveis sem ter sua consciência tentando oferecer razões pelas quais ela não deveria estar fazendo isso.
Foster separou-se da sua boca primeiro, e ela aproximou-se dele, enterrando os dedos em seus cabelos tentando trazê-lo de volta. Com uma risada baixa, ele resistiu as tentativas dela, aparentemente com pouco esforço.
? Seja paciente. ? Ele arrastou a língua para baixo a sua garganta e ombro. Ele a mordiscou, fazendo Shaun gritar de prazer, mas Armand engoliu o som. Derrotada, soltou o cabelo de Foster, voltando a mão para o braço, necessitava tocá-lo, tanto quanto ser tocada por ele.
Armand dobrou sua frustração, descendo para o pescoço, onde escolheu um pedaço de sua pele para sugar delicadamente. Shaun endureceu quando a imagem dele mordendo a pele para tomar seu sangue a invadiu. Não foi o pensamento que a assustou. Pelo contrário, foi a própria excitação. Ela queria atirar a cabeça para trás num convite tácito, queria sentir seus dentes penetrando sua pele, queria oferecer o seu sangue como uma pequena retribuição ao prazer que ele e Foster estavam lhe dando.
O momento passou, e Armand se moveu mais abaixo, a língua deixando um rastro úmido pelo seu peito. Quando se aproximou do mamilo, Foster deixou seu ombro, parecendo ter o mesmo objetivo que Armand. Ao mesmo tempo, chegaram aos seios, cada um com um mamilo na boca. Shaun arqueou para trás, querendo mais do que o deslizar suave das línguas pelos botões sensíveis. Mesmo quando responderam a suas demandas não pronunciadas, aumentando a intensidade da amamentação e raspando os dentes em harmonia suave nos mamilos, não foi o suficiente.
Enquanto movia-se inquieta, Armand rompeu o contato levantando a cabeça, mudou de posição para sentar-se entre suas coxas. Shaun gemeu quando a boca de Foster também saiu, deixando-a desolada. Seu corpo gritava por outro orgasmo, e ela mal conteve um grito de frustração quando Foster deslizou por trás dela. Uma gaveta se abriu atrás dela, mas não podia ver o que estava fazendo de seu ângulo.
Armand elevou as mãos, e ela segurou-as, levantando-se para uma posição sentada. Seu estômago tremia de excitação nervosa ao perceber que a união era iminente. Nunca tinha tido dois homens dentro dela, ao mesmo tempo, e embora temesse alguma dor, antecipava muito mais prazer.
 Armand a ergueu para sentá-la montada em suas coxas, com as pernas em torno de sua cintura.
? Olhe para mim, ma belle.
Shaun encontrou seus olhos, perdendo-se no vórtice com que ele a escravizava. Sua mente resistiu por um momento, até que ele explicou.
? Você não vai sentir nenhuma dor, enquanto Foster a prepara.
A tensão deixou seu corpo, junto com o medo persistente. Shaun caiu contra Armand, apertando o rosto contra seu peito, ao trazer a vagina muito mais perto de seu pênis. Tão perto, que ela sentia o eixo tremer com a necessidade. Combinava com as convulsões que sacudiam seu núcleo derretido, e ela passou a mover-se impacientemente, só se acalmando quando Foster segurou suas nádegas.
Ele começou a afastá-las gentilmente, massageando em círculos. Um gemido escapou de Shaun, e fundiu-se completamente contra Armand, abraçando a ponta do pênis com a vagina. Ele repetiu seu gemido e empurrou os quadris para se aninhar mais confortavelmente.
Isso mudou quando Armand segurou suas nádegas abaixo das mãos de Foster para levantá-la, deixando sua pélvis bem posicionada. Shaun estava prestes a afundar-se em seu pênis, mas ele segurou-a firme, balançando a cabeça.
? Ainda não, Shaun. Vamos deixar primeiro Foster prepará-la.
Hipnotizada pela as palavras, hesitou um segundo antes de concordar. A nova posição esticava os músculos das coxas, então soltou as pernas em volta da cintura de Armand para descansá-las a cada lado dele. Segurou-se em seus ombros para manter o equilíbrio.
Foster retirou as mãos de suas nádegas, mas retornou-as segundos depois. Shaun endureceu quando algo duro, mas estreito penetrou seu ânus. Líquido morno escorrendo explicou o que estava dentro dela, e relaxou quando o lubrificante encheu seu ânus.
Quando ele retirou o tubo, substituiu por seus dedos, dois foram introduzidos dentro dela com cuidado. Shaun estremeceu com a sensação de prazer, sem nenhuma sugestão de dor. Considerando os movimentos cuidadosos Foster, ela suspeitava de que teria sido o mesmo se Armand não a tivesse entorpecido.
Sua emoção devem ter se transmitido a Armand, porque as mãos em tornou de suas nádegas aumentaram a pressão quase a ponto de machucar. Shaun não disse nada, mas não porque ela estivesse com medo de sua reação. Ela estava apenas apreciando a manipulação áspera em contraste com o empurrão suave dos dedos de Foster em torno de sua entrada. Quando ela gemeu de prazer, Armand começou a bombear seu quadril, movendo-a a acompanhar cada empurrão de Foster, fazendo sua vagina gotejar de necessidade. Os três gemeram quase em uníssono. Quando Foster conseguiu introduzir um terceiro dedo dentro de seu ânus, ela sabia que estava pronta.
? Por favor, agora.
Armand assentiu com a cabeça e a cama balançou quando Foster se aproximou por trás dela. Ela prendeu a respiração com antecipação. Armand abaixou a vagina em seu pênis um centímetro de cada vez, envolvendo-se em seu calor. Seu membro entrou facilmente, e Shaun se perguntou se era por causa da manipulação mental, ou porque ela nunca tinha estado tão excitada na vida.
Parecia que ele não poderia acomodar-se melhor, gentilmente pressionou dentro e fora dela, até que Foster se juntou a eles, pressionando o peito nas suas costas, enquanto o pênis sondava a entrada. Shaun cravou as unhas nos ombros de Armand, incapaz de lutar contra um toque de apreensão quando grande pênis de Foster penetrou-a, atravessando a barreira do esfíncter. Quando não sentiu nenhuma dor, Shaun relaxou totalmente, inclinando-se ligeiramente para trás para ajudar Foster a mergulhar dentro dela.
Por um momento, os três respiraram juntos. Ela se perguntava se eles estavam tão perdidos nas sensações atordoantes quanto ela estava. Shaun estava estirada até ao limite, tão cheia com eles, que mal conseguia se mover, mas era delicioso. Motivada pelo desejo, moveu os quadris, e eles seguiram sua liderança, empurrado nela com golpes poderosos.
Quando Foster se retirava, Armand entrava profundamente dentro de sua vagina. Não houve dificuldade para combinar os ritmos. Eles já haviam feito isso, provavelmente, muitas vezes, então é claro que sabiam como trabalhar juntos. A idéia era inquietante, e Shaun teve que afastar o seu ciúme.
Os pensamentos desapareceram com os homens mergulhando dentro dela em movimentos opostos, movendo os corpos para ela. À medida que o ritmo acelerava, ela só podia concentrar-se em segurar-se em Armand enquanto a moviam entre eles. Foster com os mamilos e o peito cabeludo, levemente pressionado contra suas costas, dava-lhe uma ligação com ele também. A letargia sensual invadiu seus membros, e ela estava contente em ser a marionete deles.
Enquanto o resto do seu corpo relaxava, sua vagina permanecia tensa, o ventre em convulsão. Ela pairava à beira do clímax enquanto continuaram batendo nela, mas não conseguia atingir o orgasmo. Seria porque ela já tinha sido satisfeita nesta noite? Não, não era isso.
Franziu as sobrancelhas em uma careta, quando pensava sobre o que estava faltando. O que a impedia de ter um orgasmo? Depois de um instante, veio a ela que eles estavam juntos, mas Armand e Foster mantinham-se separados um do outro, o que indiretamente os mantinham separados dela, pelo menos emocionalmente. Com uma respiração profunda, ela conseguiu falar.
? Juntos.
? Estamos juntos, chérie. ? Foster parecia divertido, mas sem fôlego.
Ela sacudiu a cabeça.
? Não, me tomem ao mesmo tempo. Combinem o ritmo. Não se separem.
 Armand hesitou por um segundo, mas depois concordou.
A tensão encheu o quarto quando Armand e Foster pararam as estocadas. Seguraram-na entre eles por um longo momento, com Shaun descansando a cabeça sobre o peito de Armand, deixando Foster abraçá-la, enquanto suas mãos assentavam sobre os ombros de Armand.
Imprensada entre eles, ela lutava para respirar. Sentiu seu corpo preparando-se para o clímax. O que faltava agora estava no lugar. Seus pênis pareciam estar buscando um ao outro, e o rastro de separação desapareceu. Eles impulsionavam dentro dela em conjunto, seus membros tocavam um no de outro, com somente sua pele a separá-los, fazendo todos os três estremecerem simultaneamente. Armand e Foster respiravam irregularmente juntos, suas exalações duras enchendo a sala.
? Toque-me.
? Estamos tocando, ma belle.
Shaun sacudiu a cabeça, precisando de apenas mais uma coisa.
? Mordam-me. Eu quero sentir isso. ? Era para ser a mais sensual das experiências, e juntamente com a posse, o prazer podia matá-la. Ela estava disposta a assumir o risco.
A boca Foster foi a primeira em seu pescoço, seus dentes arranharam a artéria antes que suas presas deslizassem através da pele como faca em manteiga quente. Houve um instante de quase-dor, mas desapareceu quando ele começou a chupar seu sangue.
Foi incrível, mas ficou ainda melhor. Armand inclinou a cabeça para encontrar uma veia em seu ombro, beijando o local pouco antes de penetrá-lo com os dentes. Eles sugavam juntos, combinando com o ritmo dos empurrões de seus quadris. Sua cabeça girava, mas ela não sabia se era de prazer ou pela perda de sangue.
As sensações foram esmagadoras para Shaun, permitindo apenas que empurrasse um pouco antes que o clímax fizesse sua vagina entrar em convulsão, enquanto seu ânus apertava o membro de Foster. Shaun gritou quando o orgasmo a reivindicou, assim como cada homem que derramou a sua semente dentro dela, os líquidos deslizando nas suas aberturas a enchendo com calor líquido. Seu coração batia em seus ouvidos, e ela fechou os olhos para enfrentar a intensidade de seu lançamento, deslizou para longe na escuridão, quando os dentes deixaram seu corpo, embora seus membros continuassem alojados profundamente dentro dela.
Eventualmente, os espasmos nos corpos se acalmaram, e Shaun recuperou um pouco de consciência para o mundo ao seu redor. Com dois pênis ainda semi-rígidos dentro dela, era quase impossível lembrar as razões pelas quais não deveria estar ali, recordar o que a aguardava em sua vida normal, se voltasse para ela.
Armand se moveu primeiro, não retirando-se dela, mas levando-a consigo para deitar-se ao seu lado. O pênis de Foster saiu do seu ânus quando ele alinhou-se por trás dela, o braço sobre sua cintura e apoiado sobre o quadril de Armand. Ele deu um beijo na sua nuca, chamando a atenção para a área.
Na seqüência, Shaun sentiu algumas pontadas, onde a tinham mordido, mas o sangue tinha parado de fluir das feridas no momento em que se retiraram, a saliva deles atuava como um coagulante e anticoagulante, dependendo do ponto que estavam na alimentação.
Armand inclinou o queixo para pressionar a boca na dela, fazendo com que a explicação clínica a abandonasse. Seu beijo era doce, reconfortante, mas com uma pitada de paixão reprimida. Ele levantou a cabeça, e ela quis protestar.
Antes que pudesse formar palavras, o olhar dele a impediu.
? Você vai acordar antes de nós, tenho certeza. Você pode ir a qualquer lugar que deseje na casa ou nas terras, mas você não irá embora. ? Ele deu um meio sorriso. ? Certo?
? Sim. ? A palavra soou como se viesse de um zumbi, e Shaun olhou para ele quando concordou, achando que estava além de sua vontade de resistir ao comando, mas ainda capaz de deixar de se ressentir de seu poder sobre ela.
? Armand, isso é necessário?
 Ele olhou para Foster.
? Você está convencido de que ela vai ficar?
O silêncio de Foster foi sua resposta, e precedeu um silêncio profundo quando caíram no sono com o sol nascendo. Shaun pensou em levantar-se assim que eles deslizaram ao estado de regeneração, mas decidiu que estava muito confortável para se mover. Como Armand dissera, tinha certeza de acordar antes deles e iria encontrar uma maneira de escapar depois.
Seria verdade? Seu estômago encolheu com o pensamento de deixá-los, mas que escolha tinha? Como poderia ser bem sucedido uma relação entre dois vampiros e uma agente de NCA, quando deviam ser inimigos jurados, cada um destinado a matar o outro quando surgisse a oportunidade?
Shaun abanou a cabeça com os devaneios de sua mente, querendo saber de onde tinha vindo o absurdo sobre relacionamento. O sexo com Armand e Foster não tinha mudado nada. Para eles, ela ainda era apenas uma fonte de sustento. Apesar das garantias de Armand, o fato era que quando cansassem de seu corpo, iriam drenar seu sangue e se descartar do corpo, a menos que ela conseguisse escapar primeiro. Ela não tinha escolha, precisava tentar lutar contra a manipulação mental e deixar os dois homens que lhe tinham dado tanto prazer.
Enquanto se rendia ao sono, Shaun percebeu que já não pensava em Armand e Foster como necros. Eram homens, não muito diferentes dos amantes de seu passado, além de suas habilidades. Quando retornasse à Agência, teria muitas perguntas que precisavam de respostas urgentes. Eles deliberadamente estavam enganando o público, ou apenas estavam mal informados?



CAPÍTULO v

Por volta de meio-dia, Shaun despertou de um sono profundo, tão satisfatório que a deixou totalmente descansada depois de apenas sete horas. Em um emaranhado de braços e pernas, ela estava presa entre Foster e Armand, que dormiam profundamente. Estudou-os por um longo momento, olhando para Armand, examinando-o enquanto ele se regenerava. Em um estado mais profundo do sono, ele parecia morto, salvo pela respiração ocasional movendo o peito para cima e para baixo. A pele pálida tinha uma aparência sebosa, que não parecia saudável.
Virando-se, ela examinou Foster, encontrando-o em uma condição semelhante. Sua mente rodava confusa quando ela saiu da cama, movendo-se com cuidado para não despertá-los, embora ambos parecessem além da vigília no momento. De acordo com a sua formação, necros estavam mortos após terem sido infectadas. Eles não respiravam ou tinham batimentos cardíacos. Novamente, ela questionou o que tinha aprendido quando saiu do quarto.
Seus pés automaticamente a levaram de volta ao quarto onde tinham aprisionado ontem. Quando entrou, franziu as sobrancelhas. O que ela estava fazendo? Ela devia estar procurando uma maneira de escapar, testando os laços da escravidão.
Com um olhar triste ao seu estado nua, ela reconheceu que não podia andar despida, e ela certamente não poderia tentar escapar, sem roupas. A ida ao banheiro revelou a sua roupa de ontem ainda espalhada pelo chão. A banheira ainda estava cheia, e ela mergulhou a mão no líquido gelado para abrir o tampão.
Shaun voltou para o quarto, enquanto esperava a banheira esvaziar para que pudesse tomar banho e foi até o armário. As palavras de Foster sobre sua companheira de quarto de ter deixado as roupas permaneceram com ela, abriu as portas do armário, encontrando uma boa seleção de roupas.
Com um grito de alegria, Shaun removeu calças de jogging e um moletom do armário, feliz por encontrar sua marca e cor preferidas penduradas no armário da outra mulher. Quando ela abriu a calça roxa para verificar o tamanho, a marca roçou-lhe a mão. Confuso, ela leu a etiqueta, descobrindo que as calças eram novíssimas e do seu tamanho. Quais eram as probabilidades?
Com um aceno de cabeça, ela verificou o moletom cinza e roxo, encontrando o mesmo cenário. Ela jogou as peças sobre a cama e começou a verificar o resto das roupas. Um arrepio resolveu seu couro cabeludo quando encontrou vários itens, todos do seu tamanho e preferência de estilo. Poucas peças pareciam mais velhas, e tinham sido empurrados para o fundo do armário. Ela pegou um vestido simples azul, nem um pouco confortável ou casual, a etiqueta revelou que era duas vezes maior do que o resto das roupas. Era também de um estilo mais antigo, reminiscente dos anos 1940, apesar de ter pouco conhecimento sobre a moda da época.
Concentrada, Shaun dirigiu-se para a cômoda, encontrando pacotes de calcinhas novas, mais uma vez no seu tamanho. Dois sutiãs estavam dobrados cuidadosamente ao lado delas, e ela achou sua presença reconfortante, simplesmente porque eles não eram para um tamanho específico, apenas assinalados como médios. As meias também eram grandes, dando credibilidade às informações de Foster, sobre a roupa de Jacqueline estar disponível para ela.
Ainda assim, não conseguia afastar o pensamento das roupas no armário, não poderiam ser mais do seu gosto se as tivesse escolhido sozinha. Na verdade, ela tinha um bom número dos mesmos itens, todos empilhados ordenadamente em suas gavetas em casa. Ainda mais estranho, as roupas eram de cores ousadas, que ela teria escolhido para si mesma, enquanto as roupas no fundo do armário eram pastéis, de grifes femininas. Jacqueline devia ter gostos muito diferentes dependendo do seu humor durante o dia.
A suspeita permaneceu com Shaun quando ela pegou a lingerie, um sutiã, e a roupa de jogging no banheiro. Deixá-os dobrados em uma prateleira vazia, ela entrou na banheira, usando o chuveiro para lavar a prova da paixão de seu corpo o mais rápido possível. Um sentido de urgência tomou conta dela, e ela estava se apressando para escapar desta casa estranha, e dos dois homens que dormiam no outro quarto.
Em vez de usar uma toalha limpa e sem nenhuma idéia de onde encontrar uma, Shaun usou a mesma toalha da noite anterior, esfregando com firmeza na esperança de eliminar as impressões dos toques das mãos de Armand e Foster de sua pele. Ela tinha que se libertar de todo poder que eles tinham sobre ela, e o primeiro passo era limpar a mente da neblina apaixonada que ainda vagava em seu cérebro.
Vestiu-se rapidamente, encontrando nas botas de combate um interessante contraste com as calças de jogging. Eram sua única opção, a menos que Jacqueline usasse o seu tamanho de sapatos também. A curiosidade obrigou-a a dirigir-se para o guarda-roupa, mas não havia sapatos à vista. Ela testou a gaveta na parte inferior, e abri-la revelou apenas três pares de sapatos - tênis, sapatos de casa de estilo sapatilhas, e um par de sapatos de salto alto que parecia mais velho, o couro rachando. Como tinha suspeitado, o tênis e a sapatilha eram novos e de seu tamanho.
Com movimentos eficientes, Shaun calçou tênis, amarando os cadarços com dupla laçada, evitando perdê-los se tivesse que correr, e saiu do quarto. Ela não se preocupou em pegar o colete ou a espada, sabia que não poderia ferir Foster ou Armand.
Silenciosamente, ela se arrastou escada abaixo, apesar de que cada passo fazia ranger os degraus quando pisava neles. Se Foster ou Armand estivessem acordados, não teriam problemas para ouvi-la. Seu coração batendo teria traído a sua presença.
Quando chegou ao primeiro andar, Shaun caminhou diretamente para a porta da frente. Para sua surpresa, ela se abriu facilmente. Esperando que um deles viesse correndo atrás dela, entrou na tarde de outono, encontrando um dia agradável de sol, embora frio.
A grama ainda estava úmida, e a terra cheirava a chuva do dia anterior. As flores de um lado da casa pareciam ter prosperado com a umidade, os botões abertos a saudavam enquanto passava. Shaun caminhou em torno da casa, afastando-se do precipício, porque não havia escapatória lá, exceto atirar-se para o Pacífico. Não, obrigada.
O lado da casa mostrou mais flores e plantas, incluindo uma pequena horta. Um dos necros claramente tinha uma mão verde. O instinto forneceu uma imagem de Foster, que parecia o candidato mais provável.
Sua pesquisa levou-a através do jardim para a parte de trás da casa, onde encontrou um caminho sinuoso, e até um SUV preto estacionado de frente para o leste, como se estivesse esperando por ela para entrar e ir embora.
Um galpão na parte de trás da casa, desviou sua atenção do veículo, e dirigiu-se a ele para dar uma olhada pela janela. Shaun ficou com a respiração presa na garganta quando viu as obras de arte delicadas alinhados em uma estante. Alguém fazia esculturas de vidro, as figuras, copos e vasos, tinham um toque delicado, artístico. As peças deviam valer um bom dinheiro. Seria assim que eles se sustentavam?
Shaun franziu as sobrancelhas enquanto tentava decidir qual deles era o artista. Armand não parecia ter a natureza sensível normalmente exigida de um artista, mas Foster não tinha paciência para criar esses trabalhos excelentes, ou assim parecia a ela. Era um quebra-cabeça, e não saberia a resposta até perguntar.
Pestanejando com o pensamento, ela virou do galpão e correu para o SUV, lembrando-se que não teria conversas amigáveis com eles no futuro. Ela tinha que sair dali e contatar a Agência. Eles estariam preocupados com ela, em uma busca frenética para encontrar os dois vampiros mestres.
Seu estômago contorceu com náuseas com a idéia de delatar a localização de Foster e Armand ao NCA. Ela não estava pensando realmente em contar ao seu chefe, onde encontrar os dois homens que tinham feito amor tão deliciosamente com ela na noite passada, estava? Com um aceno de cabeça, decidiu que não poderia, especialmente sabendo destino que os esperava. A Agência enviaria um grande contingente para eliminar a ameaça representada por esses dois necros poderosos. Ela não poderia ter aquilo, em sua consciência.
O SUV estava trancado, como ela esperava. Shaun olhou ao redor, encontrando uma pedra nas proximidades. Quando a levantou, estimou que pesasse entre três ou quatro quilos e deveria ser forte o suficiente para quebrar a janela do passageiro. Com a pedra na mão, caminhou ao redor para o outro lado, trazendo a pedra com toda a intenção de jogá-la na janela. Uma vez que estivesse na caminhonete, tinha confiança na sua capacidade de escapar.
Algo a deteve. Sua mão tremeu no ar, até que finalmente largou a pedra, caindo para frente. O estômago de Shaun estava torcido e uma voz sussurrava em sua cabeça, como aranhas rastejando em seu cérebro, puxando-a para a casa. Os tremores torturam seu corpo quando ela tentou resistir, mas seus pés desobedeciam as ordens de sua mente e levaram de volta à residência, um passo traiçoeira de cada vez.
Relutante, ela caminhou até a varanda e tornou a entrar na casa, percebendo que as aranhas geladas se dissipavam a cada passo que dava, até que sua mente estava clara outra vez, quando fechou a porta atrás de si.
Sons na cozinha chamaram sua atenção, e ela se aproximou para investigar. Uma risada escapou antes que ela pudesse segurá-la. Ela parou na entrada para olhar Foster, vestido com um avental branco e nada mais. Ele estava assobiando uma música sem nome enquanto batia ovos em uma tigela de metal. Com um aceno animado da mão, ele a chamou, dizendo:
? você sabe fazer bacon?
? O quê?
? Bacon... você sabe, gordura de suíno? Você pode cozinhá-lo?
Dissimuladamente, Shaun deu de ombros.
? Não é tão difícil.
Um sorriso largo apareceu no seu rosto, e ele acenou com a cabeça na direção a um pacote sobre o balcão de madeira, perto do fogão que tinha uns trinta anos.
? Excelente. Armand sempre reclama sobre a forma como eu o faço. Diz que é muito crocante. ? Ele fez um som de desgosto. ? Pessoalmente, eu acho que deve ser crocante. Quem quer isso macio e mole?
? Eu... ? Shaun parou, a boca aberta, sem palavras.
? Cuidado para as moscas não se reunirem ? disse ele sobre o ombro quando se virou para o fogão, preparando-se para deixar cair a mistura do ovo em uma panela de omelete. ? Sua boca é muito tentadora para permanecer vazia por muito tempo.
Um riso assustado escapou de Shaun, e ela entrou na cozinha, olhando seu charme acolhedor, que era um contraste com o estilo mediterrâneo do exterior. O ensolarado amarelo e branco a colocaram imediatamente à vontade, e as cadeiras grandes de madeira na mesa quadrada de madeira a chamavam para afundar nas almofadas grossas. Inativa, ela pegou o pacote de bacon, e olhou Foster pelo canto do olho.
? Você não precisa ter todo esse trabalho por mim.
Ele se virou para ela com uma careta de confusão.
? Huh?
? Eu não costumo comer muito no café da manhã. ? Um olhar para o relógio revelou que era quase uma e meia. ? Especialmente para o almoço.
Foster sorriu.
? Você trabalhou para ter apetite ontem à noite, querida, como nós.
? Você come?
Uma risada cordial escapou.
? Claro que sim. Pense em como a vida seria monótona se nós subsistíssemos exclusivamente com sangue.
? E sexo – ela disse com voz grossa, perguntando por que no mundo que ela contribuiu com isso para a conversa.
Com uma piscada, ele derramou os ovos na frigideira.
? Isso depende. Caso se tratasse de você, eu viveria muito feliz... até morria de fome. ? Ele se virou para ela, olhando confuso. ? Você achou que eu estava falando em código, quando citei as preferências de Armand pelo bacon?
Ela encolheu os ombros.
? Eu não sei. Pensei que talvez você estivesse falando de antes de se tornar um vampiro.
Balançando a cabeça, ele voltou a atenção para os ovos.
? Poderia ser, exceto que ele já era vampiro quando eu o conheci.
? Ele é seu antepassado? – Sem saber como, Shaun se viu abrindo o pacote e colocando as tiras de bacon numa frigideira que Foster tinha trazido para a tarefa.
? Sim. Armand é um homem de idade em relação a mim. ? Ele piscou novamente. ? Eu tenho apenas noventa e cinco anos, você sabe. Ele tem quase trezentos. Talvez por isso odeie bacon crocante, seus dentes estão fracos demais para mastigar corretamente.
Ela engasgou, pensando no quanto temia o seu trigésimo aniversário, aproximando-se em menos de dezoito meses. Eles eram velhos para ela. Era difícil compreender suas idades em todos os termos que conhecia. Embora eles não tivessem idade no quarto, ela tinha que admitir. A resistência definitivamente combinava e ultrapassava a das idades que deviam ter quando foram alterados.
Antes que pudesse formular uma resposta, Armand entrou na cozinha. Ao contrário de seu companheiro imodesto, ele usava jeans pecaminosamente baixa em seus quadris, parecendo à beira de cair para revelar o seu pacote tentador. Ao contrário do resto da casa, as janelas escuras estavam abertas, e seu peito nu brilhava na luz âmbar que atravessava as cortinas, com os pêlos escuros acentuando.
Inexplicavelmente tímida, ela deixou cair seu olhar para o bacon enquanto Armand e Foster trocaram saudações da manhã. Apesar de hipersensibilidade à sua presença, ela ainda saltou de surpresa quando ele tocou seu ombro enquanto se inclinava sobre ela para olhar a frigideira, cheirando apreciativamente. Sem dizer uma palavra, ele acariciou suas nádegas e tomou um assento à mesa.
Shaun deu um olhar para Foster, encontrando-o absorto em virar a omelete.
? Você sempre cozinha por sua Alteza? ? ela perguntou em tom de provocação.
? Não. Armand sabe se virar na cozinha melhor do que eu. Era simplesmente a minha vez.
Como eles terminaram de cozinhar, Shaun ficou mais nervosa ainda por se sentar com eles para o café da manhã. Parecia uma atividade muito normal, especialmente após os eventos da noite anterior. Muito acolhedora e doméstica, de longe. Era estranho estar comendo com os homens que mais tarde iriam comer seu... bem, drenar seu sangue.
Ela escolheu sua comida, observando tanto Armand quanto Foster devorar grandes quantidades, como se estivessem morrendo de fome. A omelete estava leve e macia, mas não tinha apetite. Impressionada com a quantidade que comiam, ela disse:
? Eu não tinha idéia que vocês podiam consumir alimento. Considerando a quantidade que vocês comem, é incrível que o mundo não saiba que necros consumem alimento regular além de suas... dietas líquidas.
Foster riu, mas a expressão Armand ficou gelada.
? O mundo só sabe o que sua agência quer saber sobre necros. ? Ele enfatizou a última palavra, infundindo-lhe uma profundidade de raiva e nojo que foi assustador.
? Armand, depois de tudo que nós passamos para encontrá-la, não vale a pena.
? Não, Foster, é hora de perder algumas de suas ilusões. ? Armand praticamente rosnou, quando voltou-se para Shaun. ? O que importa a verdade a você, entretanto? Tudo o que você e seus amigos querem é nos exterminar.
O ataque verbal a obrigou a responder com a retórica incutida nela ao longo dos anos.
? Nós exterminamos os necros, porque eles são perigosos. Vocês matam os humanos, e dominariam nossa raça se tivessem a chance.
Um riso duro deixou Armand, e ele afastou o prato.
? Você é uma tola, Shaun. Antes que o mundo soubesse da nossa existência e criasse o NCA, era crime punível com a morte um vampiro matar um ser humano. A maneira como vocês nos perseguem e nos matam nos obrigou a fugir em busca de proteção, e quando temos presa, somos forçados a utilizar todos os recursos. Quem sabe quando teremos a oportunidade de nos alimentar de novo?
Ela balançou a cabeça, recusando-se a acreditar nele. O que ele dizia não podia ser verdade. O NCA não poderia ter levado os vampiros a matar. Era impossível.
? Eu não posso acreditar que você está tentando culpar a Agência pela sua natureza impiedosa. Nós fazemos o que deve ser feito para proteger o nosso povo. É tão simples como isso. ? Mesmo enquanto emitia as palavras para defender a causa a que dedicou a sua vida, o estômago de Shaun se contorcia quando se lembrava das incoerências entre o que tinha sido dito a ela sobre os necros e que tinha observado na companhia destes dois.
? E nós fazemos o que temos que fazer para proteger nossa raça, mas centenas ainda são aniquilados a cada dia. Seu único crime é ser diferente de você. Você não dá nenhum pensamento para aqueles que você mata, para as famílias que você destrói. Pelo menos, nós matamos por uma boa razão. Você mata, porque eles dizem para você matar. ? Ele parou bruscamente, abrandou a voz. ? Por que me preocupar? Você nunca vai entender. ? Com um movimento brusco, se afastou tão rápido que cadeira caiu no chão. Ele ignorou-a, voltando as costas enquanto caminhava para fora da cozinha.
Em silêncio atordoado, Shaun olhou Foster, encontrando-o sereno, apesar de que um traço de preocupação sombreasse seu olhar.
? O que foi aquilo? ? perguntou ela.
Ele levantou um ombro.
? Armand tem motivos para se sentir do jeito que ele sente.
Razões para atacá-la verbalmente, após uma observação provocadora? Ela balançou a cabeça, incapaz de compreender qualquer justificativa para a sua reação.
? Como o quê?
? Por que não pergunta a ele? ? Ele cortou um pedaço de omelete com o garfo, de forma clara intentando terminar o seu café da manhã. ? Se ele quiser que você saiba, vai contar.
? Ele está no quarto? ? Ela perguntou com uma ponta de irritação.
? Não. ? Foster colocar o garfo na boca para dar a mordida antes de dizer: ? Ele está em sua oficina.
? O estúdio atrás da casa, com todo aquele vidro?
Com um aceno de cabeça, ele mastigou com entusiasmo, parecendo ter perdido o interesse na comunicação. Com um pequeno suspiro, ela afastou-se da mesa, abandonando o prato, com a intenção de ir atrás de Armand.
? Você vai comer isso? ? Foster perguntou com a boca cheia.
? Não. É todo seu. ? Shaun deixou a cozinha, passando pela casa em busca de uma porta traseira, que encontrou na lavanderia. Um caminho pavimentado de tijolos ornados levava à oficina, e ela podia ver silhueta Armand na luz solar da tarde nebulosa derramando através da janela de vidro. O aprumo de seus ombros sugeria desespero, e seu coração disparou apreensivo quando ela caminhou para o pequeno prédio. Ela abriu a porta sem bater, supondo que ele não iria convidá-la educadamente para entrar.
Ele olhou para cima, sua expressão impassível. Imediatamente, ajeitou a coluna, eliminando qualquer traço de tristeza.
? Eu não gosto de ser incomodado enquanto estou trabalhando.
Shaun fechou a porta com um clique, apoiando as costas contra o batente.
? Você não está trabalhando agora.
? Eu vou começar. ? Olhou para longe dela, seus olhos encontrando um par de luvas de Kevlar.
Com uma leve gagueira, ela se esforçou para dizer algo para aliviar a tensão.
? Eu sinto muito.
Armand virou a cabeça para trás em sua direção, e deu um passo em sua direção.
? Por quê? Por participar do assassinato em massa da minha raça?
Ela firmou a boca.
? Como você pode esperar que eu peça desculpas por dedicar minha vida a uma causa que salva a minha raça?
Ele rosnou de raiva, os dentes pronunciados revelando as presas crescidas.
? Você não está salvando a sua raça. Você esta cega para a verdade, empenhada em nos destruir, sem qualquer outra razão, além do medo.
Ela balançou a cabeça.
? Isso é loucura. Existem provas, dados... você é uma ameaça.
? Sério? ? Sua voz baixou uma oitava, e andou em sua direção. – Que grande ameaça sou eu, Shaun? Você não está morta, está?
Seus olhares se chocaram e ela inclinou sua cabeça para trás para manter seu olhar.
? Ainda não. Mas assim que eu tiver pouco sangue, e você tomar todo o prazer que puder de mim, você vai me descartar.
Um longo suspiro escapou-lhe, e ele parou de se aproximar.
? Quando eu percebi o que você era, eu disse ao Foster que era impossível. ? Balançando a cabeça, afastou-se dela, indo para a sua bancada.
À menção do nome de Foster, ela se lembrou da finalidade para a procura de Armand. Não era para continuar seu argumento, mas... o quê? O que ela precisava dele? O que ela queria dar?
Quando ele se sentou em um banquinho na frente da bancada, pegando um tubo usado para moldar vidro quente, sua aura conturbada torceu-lhe o coração. O instinto a impeliu para frente, e ela colocou a mão em seu ombro, querendo dar-lhe consolo. Ele não olhou para cima, de modo que ela se curvou, segurando seu queixo e levando-o a olhá-la.
? Foster disse que você tem boas razões para sentir do jeito que você faz. Eu sei que você já viu necros... ? Sua expressão escureceu, e ela rapidamente alterou suas palavras – vampiros assassinados, mas eu vi humanos mortos também. ? Um tremor tomou seu corpo quando se lembrou da cena horripilante da mansão, com o lago de sangue sob seus pés. ? Estamos no meio de uma guerra, Armand.
Ele balançou a cabeça, sua expressão endurecendo.
? Sim, mas você viu os seus pais abatidos na sua frente? Você já assistiu sua irmã torturada e estuprada por um grupo de agentes, enquanto você lutava para chegar até ela, incapaz de detê-los? Incapaz de deixá-la inteira de novo, de salvar sua sanidade mental?
Um suave suspiro escapou de Shaun, e a mão em seu ombro apertou-o reflexivamente.
? Nos primeiros dias da criação da Agência, apenas décadas depois que o Dr. Stoker revelou a existência da nossa espécie, os meus pais subestimaram o perigo. Quando os outros fugiram de suas casas e estilos de vida para se esconder, para tentar evitar a detecção como necro, eles ficaram em sua casa em Paris onde sempre viveram, pensando seus estilos discretos os protegeriam. – Uma risada áspera escapou de Armand, sem nenhum divertimento. ? Eles estavam errados.
Shaun fechou os olhos.
? O Raid Paris, 1934. ? Era geralmente aclamado como o momento decisivo no movimento para livrar o mundo dos vampiros, quando a Agência mobilizou um esforço coordenado e exterminou mais de cem vampiros em um único dia. Houve agressões mais gloriosas, desde então, mas a maioria na NCA considerava o Raid Paris sua coroação, feita antes que a tecnologia preparasse o caminho para os agentes detectar e destruir mais eficientemente o necros.
Ele bateu palmas, quebrando o silêncio.
? Parabéns pela brilhante dedução. – A expressão de Armand se aprofundou, e seus olhos tornaram-se escuras folhas de gelo azul, mostrando nada, além de seu reflexo. ? As pessoas envolvidas na invasão queriam testar a si mesmos.
Shaun assentiu.
? Eles queriam demonstrar aos governos do mundo, o NCA tinha um objetivo válido, que o financiamento devia ser aprovado, juntamente com as mudanças radicais na lei.
Armand não reconhecer a sua interrupção.
? Eles não eram rápidos e eficientes como a maioria dos agentes são nestes dias. Os assassinatos foram brutais. ? Ele atraiu uma respiração profunda antes de continuar. ? Eles decapitaram meu pai rapidamente, sentindo que ele era a maior ameaça. Quando mamãe tentou detê-los, três dos homens cortaram ela com espadas, mais e mais. Muito tempo depois, que ela tinha caído, eles continuaram mutilando seu corpo.
Seu estômago agitou pela descrição dos acontecimentos. Ela tinha visto fotos daquela noite no seu treinamento, mas suspeitava que fossem versões abrandadas. Tornaria a idéia de salvar sua raça muito menos atraente se os agentes em treinamento tivessem de enfrentar a brutalidade dos assassinatos tão cedo.
? Eu estava apenas me defendendo, e não pude chegar a minha irmã quando outro grupo de agentes a atacou. Orei para que sua morte fosse rápida, como a do meu pai tinha sido, mas não era para ser.
? Armand. ? Shaun se inclinou mais perto, colocando a cabeça em seu ombro, não estava certa se estava procurando ou oferecendo conforto. Sua reação foi apenas uma ligeira diminuição da tensão em seus músculos, mas quando ele continuou, sua voz permanecia assombrada.
? Estava perto do fim do massacre, e foi se espalhando a Agência era vitoriosa. Os que estavam no comando emitiram ordens para terminar as tarefas atuais e retornar à base. Isso permitiu-lhes bastante tempo para estuprar minha irmã, mas só depois de amarrá-la. Quando eu tentei impedi-los, eles me amarraram a uma árvore próxima com alho pendurado no meu pescoço. Impotente, eu só podia ouvir que ela gritava, até que sua voz desvaneceu-se a nada. Depois do que pareceram horas, eles terminaram com ela.
? Como vocês sobreviveram?
? Foster. – A voz de Armand travou na segunda sílaba, emergindo como um sussurro. ? Ele era humano, mas estava horrorizado com o que tinha presenciado. Depois que os agentes cortaram nossas gargantas e nos embeberam com água benta, deixando-nos para sangrar lentamente, ele nos desamarrou. Ele nos levou para sua casa e cuidou de nós. ? Ele fez um som de escárnio. ? Naturalmente, a água benta não fez nada, além de limpar as feridas, assim sua tarefa principal era fazer parar o sangramento. Ele fez a única coisa que poderia pensar que era cortar o próprio pulso e nos dar alimento.
Shaun piscou, tentando conciliar a ação com o homem, charmoso despreocupado atualmente na cozinha devorando bacon e omeletes.
? Isso foi muito corajoso.
? Foi tolo. Se eu não tivesse me recuperado a tempo, ele teria morrido por sua nobreza. ? Armand suspirou. ? Eu fiz a única coisa que podia para salvá-lo, que era transformá-lo.
? Ele estava chateado?
Armand sacudiu a cabeça.
? Foster ficou emocionado com o seu novo estado, mesmo com os perigos e perseguições.
? O que aconteceu com sua irmã?
O pomo de Adão balançou visivelmente quando ele engoliu, e ela aproximou-se mais, colocando os lábios contra seu pescoço para pressionar beijos leves contra a carne forte.
? Fisicamente, ela se recuperou, mas nunca foi a mesma novamente. Jacqueline nunca falou uma palavra. Na maioria das vezes, era como cuidar de uma criança. Em algum lugar lá dentro, a mulher que tinha sido ficou presa, mas eu não acho que ela realmente quisesse escapar. Trancada em um transe, ela não tinha que enfrentar os horrores do que tinha acontecido. As únicas vezes que ela chegou perto, ela ficou deprimida por vários dias antes de encontrar o caminho de volta ao estado de conforto do esquecimento.
Shaun ergueu a cabeça, franzindo a testa.
? Jacqueline, sua companheira de quarto, é sua irmã? Onde ela está?
? Morta. Sua expressão fechou novamente.
? Como?
? Eu não poderia salvá-la de si mesma, Shaun, de seu próprio tormento. Quando tornou-se muito para ela, ela se matou.
Ela abriu a boca, chocada com a revelação. Sua dor, ainda visível, estendeu-se para enredá-la, puxando-a para mais perto dele. Seu coração estremeceu sob o peso de aceitar um pouco de sua agonia, mesmo quando seu corpo o abraçou. Shaun puxou-o para ela, abraçando-o tão forte quanto podia do seu ângulo estranho.
Por um longo segundo, ele ficou tenso, como se debatendo se poderia aceitar o conforto que ela oferecia. Com uma exalação dura, sua musculatura relaxou, e ele puxou-a para seus braços, colocando-a em seu colo e devolvendo o abraço.
Shaun inclinou-se contra ele, permanecendo em silêncio, enquanto acariciava suas costas. Ele não estava chorando, mas o sofrimento antigo agarrava-se a ele como um cheiro amargo. Instintivamente, ela sabia que não era uma dor, que ela poderia verdadeiramente aliviar. Tudo o que ela poderia fazer era oferecer conforto, enquanto ele lidava com sua dor.
Conforme o tempo passou, sua tensão diminuiu, e ela encontrou conforto para si mesma, apesar de sua dor ser menos específica, mais de um vazio de tristeza. Embora o futuro fosse incerto, e a reação de Armand para consigo pudesse mudar, como mercúrio, neste momento eles estavam juntos, unidos de uma forma que ela não tinha experimentado antes.
E, então, o abraço mudou de conforto para paixão, uma progressão natural. As mãos dele vagaram sobre suas costas ao invés de mover-se em círculos suaves, seus dedos passaram a brincar nas laterais dos seus seios. Shaun aproximou-se, em busca de seu pescoço para soprar suavemente contra a carne sensível. Em resposta, Armand ficou com a respiração acelerada, e as mãos se moveram para suas nádegas para puxá-la mais confortavelmente no seu colo. Seu pênis pressionou o ponto central entre suas pernas, inflamando o tecido receptivo e fazendo-o chorar de excitação.
Ela mordiscou a lateral de sua garganta, trabalhando antes de virar em direção a sua orelha. Tomou o lóbulo da orelha entre os lábios, chupando levemente. Ele se moveu irrequieto e o tamborete rangeu quando deslizou o pênis mais firmemente em sua vagina. Quando ele inclinou a cabeça para trás, ela dedicou-se ao pescoço novamente, mordendo a área perto de sua artéria carótida, com uma leve pressão. Ela estava fazendo a Armand o que queria que ele fizesse a ela. A constatação a fez tremer.
Abruptamente, se afastou do pescoço, os olhos arregalados apreensivos. Armand não permitir que ficasse distante por muito tempo. Uma das mãos deixou sua nádega para capturar-lhe o pescoço, trazendo o rosto para ele. Armand ajustou seus lábios com os dela com possessividade e fome, a língua foi arremessada entre os lábios entreabertos para explorar seus recessos úmidos com pancadas confiantes. Shaun gemia sob o ataque, afundando as unhas em seus ombros para ancorar-se em seu colo, e para não perder toda a consciência.
Ela não conseguia falar, e ele não parecia inclinado a fazê-lo, mas ela não precisa dele para conversar. Seus corpos estavam se comunicando melhor do que palavras vazias. Ela quase podia sentir suas emoções refletidas através dela. Esta estranha fusão de corpos e emoções era nova para ela. Será que os vampiros rotineiramente experimentavam essa emoção? Seria comum a seus parceiros humanos fazê-lo? Ou era algo especial que partilhava com seu amante vampiro?
Armand elevou seu moletom, mas parou no seio. Shaun esperava que ele se afastasse para retirar a camisa, mas ele não o fez. Em vez disso, passou ao cós das calças seu jogging, empurrando para baixo. Com Armand a segurando, Shaun levantou as nádegas para ajudar na remoção da peça. As calças e calcinha foram para seus tornozelos, mas nem pensou em se descartar dos tênis. Sua mente estava ocupada demais pedindo agilidade as mãos, enquanto se atrapalhava com o botão e o zíper do jeans de Armand.
Ela expressou sua excitação ofegando quando o pênis saltou livre da prisão do jeans, desembaraçado da roupa íntima. Estava quente e pesado em suas mãos, e ela acariciou o comprimento do pênis, deliciando-se com os espasmos que o percorriam a cada golpe de seu dedo, cada aperto de sua mão.
Armand deslizou uma mão pelo cabelo dela, puxando-a para beijá-la novamente. Shaun aconchegou-se mais, alinhando a vagina ao pênis, enquanto aproximava-se de sua boca.
? Tome-me. ? As palavras pareceram abalar a esfera cristalina que os juntava, mas só por um momento. Quando a última palavra foi proferida, Armand insinuou-se dentro dela, seu membro enchendo-a tão agradavelmente quanto na noite anterior. Suas dobras ajustaram facilmente, e ela forçou-se abaixo, tomando-o inteiro.
No momento que o montou, Shaun arqueou o pescoço, forçando-o contra sua boca. Desta vez, ela não precisou falar para fazer seu pedido. O enrijecimento dos ombros e o crispar dos lábios no seu pescoço demonstraram sua reação. Sua hesitação a frustrou, e cutucou-o com o pescoço, enquanto movia a pélvis contra ele. Ele parecia contente em deixá-la controlar o ritmo do seu corpo, então porque não isto?
Com um pequeno flash de dor, ele mordeu seu pescoço enquanto seu pênis crescia profundamente dentro dela. O prazer aumentou, tornou-se quase uma febre, deixando Shaun alheia a tudo, além do pênis empurrando nela e os dentes em sua garganta. Seus gemidos de êxtase encobriam a suave sucção de Armand enquanto bebia ligeiramente. A vagina convulsionou em torno do pênis, e sentiu que o clímax dele estava próximo quando o pênis pulsou, lançando jorros de satisfação dentro dela, enchendo-a com sua semente quente.
Uma sensação quente acompanhou seu orgasmo, espalhando-se por todo seu corpo, enquanto ele tremia sob a intensidade de sua libertação. Vagamente, Shaun estava ciente dos dentes de Armand deixando sua pele, então deitou a cabeça contra o peito nu exausta, tomada pela letargia da saciedade. Seus braços foram um peso bem vindo mantendo-a contra si, e o coração batendo contra seu ouvido diminuiu o ritmo das pulsações junto com o seu.


CAPÍTULO VI

Minutos depois, ele se movimentou, levantando-se. Um beijo carinhoso na testa não conseguiu suavizar a despedida.
? Volte para casa agora, Shaun. Tenho trabalho a fazer, e tenho certeza de que Foster se sente sozinho.
Sentindo-se rejeitada, ela apoiou-se lentamente em seus pés, olhando para ele. Quando se virou para sair, ele segurou uma de suas mãos e levou-a à boca, beijando os dedos.
? Obrigado, ma belle. Se eu não tivesse um prazo final, seria capaz de mostrar o quanto estou agradecido.
Ela deu um pequeno sorriso quando as emoções negativas a deixaram, mais uma vez substituídas pelo contentamento. Shaun se vestiu e antes de sair do estúdio, voltou-se, descobrindo que Armand já tinha começado, os ombros curvados enquanto se inclinava sobre sua mesa de trabalho.
Com um suspiro, ela fechou a porta atrás de si para voltar à casa. Suas diferenças não foram resolvidas, mas havia paz entre eles. O resto se resolveria com tempo.
Esse pensamento a trouxe de volta, e ela parou para olhar para o carro na calçada. Não havia tempo. Ela tinha que escapar deles. Era o que um bom agente faria. Claro, ela não era um bom agente, porque não poderia matá-los antes de fugir como devia, de acordo com as orientações a que havia dedicado sua vida nos últimos seis anos.
Com o coração pesado, ouvindo um relógio em algum lugar em sua mente, Shaun voltou a percorrer o caminho de volta à residência. Ela não deve temer deixar este lugar. Saber o que o destino lhe reservava nas mãos de Armand e Foster, no final, apesar da paixão pelo seu corpo, deveria estimulá-la a continuar lutando. Em vez disso, tudo o que queria era perder-se neles, ficar nesta casa pequena com Armand e Foster para sempre, e deixar o resto do mundo desaparecer.
Quando entrou na casa, encontrou Foster enchendo a máquina de lavar louça. Em algum momento tinha tirado o avental e agora usava imodestas cuecas, tão apertadas que não deixavam nada para a imaginação. Não que ela precisasse sentir ou imaginar a aparência de seu pênis. Uma sacudida de excitação a percorreu, renovando a umidade entre suas pernas e despertando seu desejo.
Ele usava um sorriso maroto quando se virou para ela.
? Você se acertou com Armand?
Um rubor ardente queimou-lhe o rosto, embora ela não soubesse o porquê. Talvez porque tinha acabado de foder com Armand e agora estava pensando em pular sobre Foster. Ele saberia o que tinham feito? Sem dúvida, com seu sentido agudo de olfato, mas ele não parecia se importar. Não havia traço de ciúme na sua expressão. Seus olhos foram até a sunga, e viu que ele estava duro e pronto.
? Eu acho que sim... por agora, de qualquer maneira.
Colocando um braço ao redor de seus ombros, Foster dirigiu-a para a sala de estar, manobrando-a para o sofá estofado. Shaun não resistir quando ele se sentou, puxando-a junto com ele. Ela acabou enrolada no canto com as pernas sobre uma almofada entre eles, e os pés apoiados no seu colo.
? Você pode entendê-lo melhor agora?
Ela assentiu com a cabeça enquanto Foster segurava seu pé e começou a correr os polegares levemente para cima e para baixo da sola.
? É realmente verdade? Seus pais morreram na Invasão de Paris? Você o salvou como um humano? ? Questionar a história de Armand poderia ter irritado Foster, mas ele pareceu entender que ela não tinha dúvidas das palavras de seu amigo. Era apenas quase impossível captar a dimensão da tragédia, e ela precisava de uma confirmação de outra pessoa que havia testemunhado.
Seus olhos pareciam assombrados, e suas carícias não estavam mais coordenadas quando fixou o olhar na lareira apagada.
? Infelizmente, ele só falou a verdade. Foi um massacre, no verdadeiro sentido da palavra, chérie. Os vampiros não tinham chance, e sua família era particularmente vulnerável, pois seu pai não acreditava que realmente iria acontecer. – Foster voltou-se para olhar seu rosto com os lábios torcidos. ? Ele acreditava na bondade da humanidade, o coitado. Recusou-se a acreditar que os ataques estavam vindo, que os seres humanos exterminariam os vampiros uma vez que o mundo descobrisse sua existência. Até naquela tarde, Armand me contou, ainda estava prevendo que os seres humanos e os vampiros poderiam coexistir em paz.
Ela não perdeu a amargura subjacente nas suas palavras, dando um ar áspero à sua natureza alegre o que provava que não era tão despreocupado quanto parecia. Quanto de sua fachada era o Foster real, e quanto era amargura, o vampiro com raiva que se ocultava sob a superfície? Sua garganta apertou no pensamento, perguntando-se se significava para ele algo mais que o sustento, mesmo após a sua vida amorosa.
? Eu não podia fazer nada para salvá-los quando os homens estavam ali com as armas, mas depois que partiram, peguei Armand e Jacqueline e os levei para a minha casa. ? Com um encolher de ombros, disse: ? Você sabe o resto.
Shaun inclinou a cabeça, mal consciente de seus dedos ainda acariciavam seu pé. Sua atenção estava voltada para a conversa em seu lugar.
? Você realmente deu-lhes sangue e quase morreu ao fazê-lo?
Foster concordou.
? Por quê? Você não os conhecia antes, não é?
Ele balançou a cabeça.
? Eu nunca os tinha visto antes, mas quando vi o que os humanos tinham feito com eles, senti que tinha de expiar as ações dos que participaram do ataque, fosse qual fosse a maneira necessária.
Lendo sua expressão fechada, Shaun percebeu que o tema de seu ato corajoso e estúpido não estava mais passível de discussão. Em vez disso, ela virou para o delicado tema da irmã de Armand.
? Então, você não conheceu Jacqueline antes do... incidente?
Um sorriso suave curvou lábios, cheio de carinho.
? Não. Estou certo de que ela era completamente diferente antes. A pessoa que eu conheci era doce e dócil, semelhante a uma criança. Jacqueline era como uma boneca de muitas maneiras, mas houve momentos em que sua escuridão a consumiu. – O sorriso transformou-se em uma careta. ? Acho que ela estava se conectando com seu eu antigo nesses períodos, e não conseguia encontrar uma maneira de reconciliar suas duas metades sem enfrentar o que tinha acontecido.
Em resposta ao seu sofrimento indizível, ela estendeu a mão para tocar seus braços, na esperança de fornecer um pouco de conforto.
? Ela... Acha que foi demais para ela?
? Sim. ? A resposta brusca parecia ser tudo o que ele ia dizer e o silêncio prolongou-se. Shaun estava prestes à mudar de assunto quando ele acrescentou: ? Houveram períodos cada vez mais escuros perto do fim. Eu acho que ela estava tão desesperada para evitar a recordação completa de tudo que teve de fugir. ? Fechou os olhos, claramente magoado pela lembrança. ? Ela lutou contra a necessidade de se regenerar, e entrou na luz do sol. Jacqueline nunca dominou suas habilidades suficientes para controlar a reação natural do seu corpo à luz solar e outros perigos. Armand disse que ela nunca se esforçou nos anos que antecederam os ataques de Paris.
O silêncio se estendeu entre eles novamente, e Shaun deixou-o permanecer. Sua mente estava consumida tentando absorver tudo o que tinha aprendido, de conciliar o que ela tinha aprendido como agente com o que tinha observado com prisioneira. Armand e Foster não eram nada parecidos com o que tinha sido treinada para pensar que os necros seriam. Eles não eram animais selvagens, conduzidos apenas pela necessidade de sangue, sem levar em conta as suas vítimas. Eles pareciam civilizados, bem educados e compreensivos.
Mas houveram necros na mansão que se comportaram como ela esperava. O que ela e Torres tinham encontrado no primeiro quarto era animalesco e brutal, com os restos mortais de suas alimentações empilhadas com desconsideração negligente.
A cabeça doía tentando conciliar tudo. Certamente, a agência estava apenas mal informada. Os agentes no começo devem ter sido tão brutais quanto acreditavam quer eram os necros que destruíam, mas a Agência tinha evoluído, não tinha? Os agentes eram treinados para ser rápidos e metódicos, para eliminar seus objetivos o mais rápido possível. Existiam consequências duras para qualquer agente que brincasse com um necro antes de derrubá-lo.
Franziu a testa tentando lembrar se alguém já tinha sido julgado por crueldade com um necro. Havia um precedente para o estatuto, ou estava escrito simplesmente para apaziguar o público, e fazer a Agência parecer mais compassiva?
Eles estavam deliberadamente enganando o público sobre a verdadeira natureza dos vampiros? Ela tinha passado seis anos de sua vida perpetuando uma mentira? Ou Armand e Foster eram as fraudes, apresentando as faces que queriam que ela visse, para acalmá-la e conquistar sua confiança? Era óbvio que receberiam mais nutrição se ela participasse ativamente das atividades sexuais. Seria tudo um plano elaborado para torná-la mais saborosa e gratificante?
Pulou quando Foster pressionou os polegares na sola do seu pé, concentrando-se em um ponto sensível. Seus pensamentos estavam tão absortos que quase tinha esquecido que ele estava segurando seus pés.
Ele estava com uma expressão séria quando se encontrou com seu olhar.
? Eu nunca vou te machucar, Shaun. Eu não sei quais são seus pensamentos, mas posso sentir o seu medo e confusão. ? Ele apertou o pé levemente. – Causar dor em você é a última coisa que eu quero fazer.
As palavras foram mágicas, aliviando a tensão em seus músculos de forma tão eficaz que ela ficou em duvida se ele não a estava comandando mentalmente. Shaun recostou-se na almofada, e fechou os olhos com Foster massageado primeiro um pé, e depois o outro, com manobras lentas e deliberadas para fazê-la relaxar.
Elas também a acendiam. Shaun arregalou os olhos ao perceber e, como se sua mente o guiasse, as mãos deslizaram pela sua perna, até que chegar a sua vagina, esfregando o tecido liso das calças de jogging. Um suspiro escapou quando ele empurrou de encontro a seu clitóris, mais uma vez usando suas habilidades especiais para encontrá-lo infalivelmente sob a barreira das roupas.
? Eu só quero te dar prazer, chérie. ? Era como se o tempo não tivesse passado da sua última declaração. A sinceridade em sua voz ressoou através dela, e percebeu que suas dúvidas desapareciam. Shaun não resistiu quando a mão de Foster foi para sua cintura e abaixou as calças. Ela levantou o traseiro para ajudar na remoção da peça, juntamente com sua calcinha. Com os olhos semi-cerrados de prazer, ela observou Foster mudar as posições, apoiando uma das pernas sobre o encosto do sofá, assim ele poderia agachar-se entre suas coxas. Suas narinas chamejaram quando ele aspirou seu cheiro, a centímetros da vagina.
Shaun ofegou quando os dedos entraram em sua abertura, lisa pelo próprio suco, e os restos da satisfação de Armand. Ele parecia despreocupado pela mistura, mergulhou outro dedo profundo dentro dela e elevou a cabeça, para tomar posse de sua boca em um beijo faminto.
A língua de Foster sondou seus lábios, deslizando suavemente para dentro para explorar a boca. Sua língua colidiu com a dele, timidamente engajando-se em um jogo de duelo, antes que o prendesse entre os dentes com uma leve pressão. Sua atitude era persuasiva um contraste marcante com o estilo de Armand, e ficou aliviada, sabendo que não iria confundi-los nas sombras de sua mente.
Ele afastou a boca, mantendo os dedos enterrados dentro da vagina, mas não os movia.
? Chérie, você tem gosto de canela. É estranho, porque eu tenho certeza que você não tinha quando veio para ficar conosco, mas cada vez que te beijo, é o sabor que sinto.
Ela franziu a testa, igualmente intrigada.
? Eu nem gosto de canela.
A risada fez tremer seu peito, roçando seus mamilos por apenas um segundo.
? O mistério se aprofunda. ? Sua voz baixou uma oitava, e o tom se tornou levemente áspero. ? Eu suspeito que é uma associação mental. A canela é doce e picante ao mesmo tempo, com uma insinuação de mordida. Assim como você, Shaun. Você pode ser mais doce que o mel, mas há sempre uma pitada de tempero picante logo abaixo da superfície.
O elogio a confundiu e encantou. Também a surpreendeu que pudesse nela o sabor de canela apenas a partir de suas habilidades mentais e impressões de seu subconsciente. Sem um elogio adequadamente bizarro para dar em troca, ela disse,
? Você tem gosto de bacon. Provavelmente porque você comeu o meu.
Os olhos de Foster cintilaram, e ele riu de novo, mais uma vez escovando o peito peludo contra os mamilos rígidos. Se a blusa de moletom não os cobrisse, ele não poderia ter deixado de notar o quanto estavam eretos.
? Você deu-os livremente, chérie.
? Eu? ? A nota em sua voz rouca mostrou mais de sua alma do que desejava, deixando claro que estava perguntando muito mais do que do café da manhã. – Quanto foi a minha própria vontade?
? Tudo após o banho. Você sabe que disso ? repreendeu, seus olhos refletindo o desapontamento. – Nós a manipulamos ligeiramente, mas você está aqui conosco porque você quer estar.
Shaun balançou a cabeça, seu olhar que se deslocou até a porta.
? E se eu pedir para ir embora agora?
Seu rosto se contorceu, e ele respirou fundo, aparentemente para a coragem.
? Então você pode ir. Nós queremos que você deseje estar conosco, não que esteja aqui porque foi forçada a isso. ? Seus olhos perfuraram os dela, e falou baixinho. ? Você está libertada da escravidão imposta por Armand para mantê-la no nosso território. Você pode ir aonde quiser.
Um silêncio tenso encheu a sala quando Shaun olhou para a porta antes de voltar para Foster.
? Eu estou exatamente onde eu quero estar. ? Seu suspiro de alívio foi audível, embora sua expressão refletisse confiança. Com um sorriso, ela deslocou o quadril. ? Embora, você não esteja onde eu quero.
Ele mexeu os dedos dentro de sua vagina, enviando ondas de choque irradiando ao longo da parte inferior do seu corpo.
? Não?
Ela balançou a cabeça.
? O seu pênis deve estar... exatamente onde os dedos estão. ? Para enfatizar seu ponto, Shaun cerrou os músculos, tentando expulsar os dedos.
Foster balançou as sobrancelhas para ela quando retirou os dedos lentamente, trazendo-os ao nariz para sentir seu perfume antes de se sentar na posição vertical. Seus dedos deslizaram provocando sobre as costelas dela, fazendo-a contorcer-se com impaciência.
? Por favor, Foster.
? Como posso recusar uma mulher bonita?
 Ainda assim, ele não fez nenhum movimento para se ajoelhar entre as pernas abertas. Seus dedos foram para a bainha do moletom, elevando-o sobre os seios. Com um grunhido de impaciência, ela se lançou em uma posição desconfortável, levantando os braços para que ele pudesse remover a peça. Assim que ele jogou-a sobre seu ombro, ela afundou no sofá novo, sustentando a cabeça no braço.
Seu corpo estremeceu com antecipação, e Shaun prendeu a respiração. De cabeça baixa para os seios, rolou um mamilo entre os lábios maduros. Foster provocou o pico de sensibilidade por alguns segundos antes de chupar profundamente na boca, pastando com os dentes. Ela enrolou as mãos em punhos, lançando os quadris, procurando alívio.
Foster moveu a boca de um seio para o outro, prolongando a tortura, mas de uma maneira agradável. Shaun se arrependia de tê-lo incitado a retirar os dedos de sua vagina. Eles não eram iguais ao seu pênis, mas poderiam preencher pelo menos uma parte do vazio doloroso em suas dobras. Ele mordeu o mamilo com força, e ela gritou, encontrando todas as sensações centradas no botão. Foi excelente ter a boca no mamilo, alternadamente, sugando e liberando, sacudindo levemente e mordiscando. Nunca antes ela havia experimentado essas sensações a partir apenas dos seios. Seu estômago estremeceu, e o ventre apertou enquanto sentia um orgasmo surgindo.
Reflexivamente, ela relaxou as mãos e segurou em suas costas enquanto ele despiu-se, antes de finalmente ajustar-se entre as coxas separadas. Durante estes segundos ele afastara a boca de seu mamilo, mas ainda o sentia mamando nela e se maravilhava com suas habilidades.
No momento em que Foster voltou para a sua mama, o mais leve toque provocou um orgasmo. As convulsões varreram sua vagina, juntamente com uma inundação de excitação, e ela arqueou os quadris para trás e ao mesmo tempo, buscando mais. Ele embainhou o pênis dentro dela quando o clímax a invadia, usando o espasmo dos músculos em torno dele.
Ele começou a bombear dentro dela, e o aumento do prazer, alimentou o orgasmo, prolongando-o. Uma leve mordida no seio renovou a sensibilidade da área, e os dedos sondaram seu ânus, acariciando levemente sobre o botão enrugado. Seus olhos se arregalaram com a sensação, porque suas mãos estavam apoiadas sobre o braço de sofá em ambos os lados da sua cabeça. Como ele poderia estar...
? Ah, isso é incrível. ? As perguntas voaram para fora de sua mente quando ele penetrou seu ânus com o polegar, encontrando a entrada do canal e espera, embora não tivesse usado lubrificante. Devia ser algum truque da mente que usava em conjunto com a mão fantasma.
Ao mesmo tempo, o orgasmo aumentou em intensidade, a espiral a atravessou até que se perdeu na voragem. Foster continuou bombeando dentro dela, o seu pênis estirando a vagina ao seu limite. O dedo em seu ânus e boca em seu seio estavam misturados em uma sensação por todo o corpo. A tentativa que fez para se concentrar e separar cada ação, mostrou-se impossível.
Com um grunhido, Foster culminou dentro dela, liberando ondas de líquido quente. Quando ele atingiu o ponto máximo, um novo nível de libertação tomou conta dela, fazendo parecer que cada molécula de seu corpo se separavam. Soluços escaparam de sua boca, e segurou-se firme a Foster, afundou as unhas nas suas costas, num esforço para evitar se perder.
A tonalidade cinza encobriu sua visão enquanto seu corpo tremia com a força da vinda. Os olhos fixos em Foster, que com o olhar carregou-a a um vórtice negro. Quando foi, seu último pensamento era que não iria sobreviver à experiência, mas não poderia se importar menos. Que maneira maravilhosa de ir.


CAPÍTULO VII

Shaun despertou para o aroma sedutor da amoreira. Ela abriu os olhos turvos para analisar seu entorno. Foi uma surpresa encontrar-se ainda deitada no sofá. Após o orgasmo incrível com Foster, ela meio que esperava estar flutuando na estratosfera. Em vez disso, ela estava enrolada em seda, com a cabeça apoiada em um travesseiro de penas.
O roupão lilás estava com cheiro de amora - não, ela estava percebeu, o nariz se contraindo quando inalou. Ela tocou o cabelo, encontrando-o um pouco úmido e preso em um nó frouxo sobre sua cabeça. Sua pele estava suave como seda, e cheirava a sua fragrância favorita. Alguém a tinha banhado durante sua inconsciência.
? Acorde, Bela Adormecida. – Os lábios de Armand roçaram seu rosto quando ele sussurrou as palavras.
Ela estendeu a mão para tocar seu rosto, assegurando-se que ele era real. O momento tinha substância de sonho. Como ela conseguiu ficar adormecida durante um banho?
? Você gostou da experiência? ? Foster perguntou com um brilho conhecedor quando entrou na sala, carregando uma bandeja de prata que colocou no chão perto da lareira. Seguindo seus movimentos, Shaun viu várias velas dispostas ao longo da cornija e mesa de café, enchendo a sala com uma iluminação suave e um toque de canela, uma escolha que ela suspeitava ser deliberada.
Um tapete preto convidativo feito do que parecia ser pele genuína estava estendido ante o fogo aceso, contrastando elegantemente com o carpete cor de vinho. O tapete circular era definitivamente grande o suficiente para três, e adivinhava suas intenções. Foster instalou-se com as pernas cruzadas sobre o tapete, nu, acenou-lhe com os dedos. Ela não resistiu quando Armand, a tomou pelas mãos, puxando-a a seus pés. Quando olhou para baixo, descobriu que ele também estava despido.
Por que após o banho tinham se incomodado em colocar nela o roupão? Ela andou com ele para a pele estendida, pensando que teria sido muito mais conveniente deixá-la nua. Aparentemente, Armand chegou à mesma conclusão, porque ele tirou as vestes de seu corpo. Uma vez livre da peça, ela pisou no tapete sensualmente macio, seus dedos cravaram-se nele por vontade própria.
Foster estendeu a mão de sua posição sentada, atraindo-a para o chão. Shaun sorriu com a galanteria do gesto, seus lábios se contraindo com a risada reprimida quando ele pressionou beijos nas costas da mão, sobre seu pulso, e cotovelo.
Armand ajoelhou-se atrás dela, colocando as mãos sobre seus ombros massageando o pescoço. Um suspiro de contentamento passou por seus lábios enquanto os dedos trabalhavam sua mágica, amassando profundamente nos músculos, ela não tinha percebido que estava tensa até que ele começou. Sua cabeça caiu para trás para descansar contra o seu braço, impedindo seus movimentos. Vendo Foster assistir, os olhos brilhando com uma emoção que tentativamente identificou como hesitação, ela elevou a mão para puxá-lo para a frente.
Com a paralisia quebrada, ele se ajoelhou movendo as mãos para seus seios. Ela gemeu quando os polegares trabalharam levemente sobre os mamilos inchados. Eles conservavam a sensibilidade anterior, e o mais leve toque nos botões umedeceram sua vagina.
Armand moveu as mãos mais abaixo, movimentando delicadamente sua cabeça. Ela endureceu o pescoço enquanto os dedos rastrearam sua espinha dorsal, pressionando levemente em intervalos diferentes, de alguma forma sempre encontrando um lugar para fazê-la contorcer-se de prazer.
Foster abaixou a cabeça, e ela levantou a dela para encontrá-lo, abrindo a boca para sua língua. Ele tinha gosto de pêra, e seu estômago roncou, lembrando-a que não tinha comido desde o início da tarde. Em uma imitação de graça felina, ela lambeu a língua e o interior das bochechas, apreciando o sabor doce-azedo, quase tanto quanto os tremores que torturavam seu corpo com as leves carícias.
Armand pousou levemente os lábios sobre seu ombro, pegando-a de surpresa. Ele chicoteou a língua em pancadas provocativas pela pele, alternando com os beijos suaves. Ela demorou um instante para perceber que ele estava imitando o ritmo que tinha estabelecido com a língua na boca de Foster. Esta foi sua primeira experiência de compartilhar movimentos de amantes tão sincronizados, e se perguntou se Foster sentia a mesma sensação de plenitude quando ele e Armand partilhavam entre si pensamentos e emoções. Quão próximo era seu relacionamento? Será que eles compartilham tudo? Se eles o faziam, onde isso a deixava? O pensamento foi tão desconcertante que se afastou de Foster, compelida a saber a resposta.
? Você são amantes?
Foster e Armand congelaram, e ela pôde sentir Armand olhando para ela tão atentamente quanto Foster quando encontrou seu olhar.
? Isso a incomodaria, chérie? ? Foster perguntou.
Shaun hesitou, não sabendo como responder. Uma emoção escura a assaltou. Não era repulsa à idéia deles fazerem amor. Em um nível puramente físico, achou a idéia mais excitante do que esperava, mentalizando os dois se tocando intimamente. Mas perturbava-a emocionalmente. Ela estava com ciúmes?
Contorcendo-se com a idéia, deu de ombros, incomodada com o conceito. Foster e Armand estavam mais próximos em muitos níveis do que ela tinha estado com outro homem com quem se envolvera. Se eles supriam as próprias necessidades - todas as suas necessidades - por que eles iriam querê-la como mais uma distração temporária?
? Não ? ela murmurou, finalmente, achando difícil dizer a palavra.
? Está tudo bem, ma belle. Muitos se sentem desconfortáveis com dois homens amando um ao outro.
? Não é isso, Armand... ? Ela parou de falar, incapaz de expressar suas mais profundas reservas, ainda com medo da rejeição.
O silêncio caiu entre eles, com Foster olhando por cima do ombro, sem dúvida, em um olhar de negociação com Armand. Finalmente, disse:
? Nós amamos um ao outro, mas é complicado. Nós não somos amantes, chérie.
Em vez do alívio que esperava, seu peito ficou apertado com a admissão de seu amor por Armand. Parecia impossível que pudessem querê-la para algo mais que prazer e sangue se tinham uma ligação tão forte já forjada. Uma terceira pessoa, certamente diminuiria o que eles compartilhavam.
? Sonhei com Foster durante anos antes que nos encontrássemos. – As mãos de Armand se moveram para seus ombros, deitando-a de costas com gentileza. Ele olhou para ela, com os olhos brilhando de admiração. ? Assim como nós sonhamos com você.
Shaun sacudiu a cabeça.
? O quê? – O grito escapou antes que pudesse combinar a pergunta com a comovedora reação do seu coração. Erguendo a cabeça, viu Foster esfregar um morango maduro em seu mamilo. Ele havia mudado se movido para seu lado.
? Eu sonhei com esse momento, muitas vezes ? disse ele, descansando a cabeça sobre o seio, continuando a acarinhar a fruta em seu mamilo.
? Eu não entendo. ? Era muito difícil se concentrar na conversa com ele acariciando seu seio, como a respiração ventilando sobre sua pele.
? Eles são seus favoritos ? disse Armand, escovar um morango gordo contra os lábios amaciados pelos beijos. – Nós a conhecemos dos sonhos que tivemos. Quando eu sonhava com Foster, era vago, com pouco mais de seu rosto aparecendo, junto com um sentimento de realização que não tinha experimentado antes. Mas depois que ele chegou, começamos a ter os mesmos sonhos, intensificados. Foram através deles que soubemos como encontrá-la, como conhecemos o seu gosto em roupas, e seus alimentos preferidos.
Shaun separou os lábios para saborear a fruta, saciando a fome. A fruta deslizou com relutância para os dentes. O suco gotejou no seu queixo enquanto mastigava.
? Você sonhou comigo? ? Ela perguntou depois de engolir, incapaz de filtrar o ceticismo de seu tom.
Armand lambeu o suco doce do queixo com movimentos lentos da língua antes de responder.
? Não imediatamente, é claro. Você não tinha nascido ainda.
? Nossa primeira visão clara de você foi há onze anos. Nós a vimos em um vestido rosa formal, acompanhada de um homem jovem e desajeitado. Seu cabelo estava laranja cenoura e arranjado de uma forma divertida ? Foster interveio antes de mergulhar a cabeça para lamber seus mamilos em torno da fruta.
? Perry. ? Shaun pronunciou o nome, confusa. – Meu baile de form... Mas como você poderia saber?
? É o destino, ma belle. ? Armand roubou um beijo, traçando os lábios com a língua, removendo os resíduos pegajosos de morango. ? Nós fomos feitos um para o outro.
? Todos nós, os três. ? Foster apertou-a brutalmente, mutilando a fruta e enviando filetes de suco no seio.
Ele e Armand começaram a lamber as suculentas trilhas de seus seios, as línguas provocando os mamilos no processo. As sensações a fizeram gemer, e Shaun arqueou os quadris. Era quase impossível continuar conversando sob o ataque apaixonado, mas sua mente rodopiava com perguntas.
? Como pode ser isso? O que vocês querem de mim?
? Que esteja conosco ? disse Armand, agradando a barriga com os lábios, enquanto seguia um riacho de suco do seio.
? Que nos complete. ? Foster disse antes de voltar sua atenção para o seio, passando rapidamente ao mamilo.
O que eles queriam dela? A idéia deles sonhando com ela era fantástica, mas e se fosse verdade? Onde é que ela se encaixava no relacionamento? Se eles compartilhavam uma profunda conexão emocional, tudo que eles precisavam era de seu corpo.

? Isso é loucura. Vocês me querem só por sexo, e sangue? Vocês não podem precisar de mim. – Impulsionada pela raiva, Shaun empurrou-os, o peito arfante com o esforço para reprimir as lágrimas queimando atrás dos olhos. O argumento persuasivo era pior do que as claras intenções expostas a ela na noite anterior de usá-la para sustento. Por que eles precisavam mentir para ela? Tinha de ser uma mentira, apenas uma fantasia inventada por algum motivo, conhecido apenas por eles - de diversões, talvez? Não tinha a NCA ensinado aos seus agentes que os necros drenavam todo ímpeto das suas vítimas? Aparentemente, não era só sangue, ou mesmo sexo que queriam, mas também emoções.
Armand sacudiu a cabeça, e Foster murmurou algo, sua expressão entre confusa e magoada.
? Nós precisamos Shaun. Ter você perto de mim encheu um vazio doloroso que tive por toda a minha vida. ? Ele passou a mão nos braços de Foster. ? Meu querido amigo preencheu metade, mas ainda havia algo faltando, até você chegar.
? É verdade. Por que outra razão você acha que estávamos com o bando, quando foi invadido? ? Foster tocou seu quadril, apertando suavemente. ? Os sonhos nos dirigiram para lá.
? Eles poderiam ter revelado que você era uma agente ? disse Armand com uma mistura de diversão e desespero. ? Talvez tenha sido melhor nós não sabermos o que você era, ou poderíamos não ter esperado por você.
Shaun sentou-se, balançando a cabeça.
? Você está dizendo que estavam deliberadamente esperando por mim para invadir a mansão? Vocês não faziam parte desse bando?
? Não. Foster e eu não nos associamos aos bandos. Há muita competição por alimento, muitas disputas mesquinhas, e muita pressão para orientar os jovens quando eles não querem orientação. ? Suspirou, os olhos olhando para longe. ? Nós temos sido felizes esses anos juntos, mas sempre tínhamos consciência que algo ainda faltava, até que sonhamos com você.
Foster deu de ombros.
? Quem sabe? Se nos sentíssemos atraídos um pelo outro, se dividimos um relacionamento sexual, talvez tivesse sido suficiente para nós. Por alguma razão, estivemos destinados a encontrá-la. Você estava destinada a estar conosco.
? Mas por que vocês precisam de mim? Vocês compartilham esta ligação surpreendente. ? Ela abaixou a cabeça, envergonhada. ? Eu não poderia ser nada mais do que o brinquedo de vocês, sempre separada da relação íntima que compartilham. ? Sua cabeça estalou quando Armand riu. Shaun se preparado para desabafar sua indignação, mas ele falou antes que ela pudesse dar voz à reação furiosa.
? É isso que preocupa você? ? Ele colocou um braço em volta dela, puxando-a em seus braços. ? Não é apenas uma necessidade física que você satisfaz, ma belle. Vamos partilhar nossa ligação com você também, uma vez que seus poderes mentais se desenvolverem.
? Armand ? disse Foster, sua voz grossa e cautelosa.
? Que poderes?
? Nós vamos mudá-la, fazê-la como nós. ? Armand inclinou a cabeça, acreditando que era claramente uma questão simples.
? O quê? Não. ? Shaun afastou-se de seu abraço. ? Eu não posso. Eu sou uma agente.
Sua boca apertou-se.
? Você era uma agente. Agora, você é nossa companheira.
A raiva a agitou e Shaun tentou afastar-se, necessitando de espaço. Foster a conteve, sacudindo a cabeça.
? A escolha é sua, Shaun. Nós não vamos forçá-la a se tornar como nós, se você não quiser.
? Eu não vou perdê-la para a mortalidade ? Armand sibilou furiosamente, os olhos brilhando em direção a Foster.
? Não, você vai perdê-la por sua própria teimosia, Armand. Precisa permitir que Shaun tome sua decisão.
As palavras de Foster deram segurança a Shaun, assim como a queda dos ombros de Armand e seu assentimento relutante. Timidamente, ela disse:
? Vocês dois são loucos, vocês sabem.
? Sem dúvida. ? Foster deu um sorriso fraco. ? Você acredita no que contamos?
? Eu não posso. É muito selvagem. – Não era a verdade completa - as suas palavras a atingiam em um nível mais profundo, não governado pela lógica. Tinha de ser absurdo, mas ela se via querendo acreditar, estava de fato, quase aceitando tudo.
? Dê um tempo a si mesma, chérie. ? Ele se inclinou para beijar seu pescoço, e acrescentou: ? Entretanto, nós podemos te dar prazer?
? Só se eu puder retribuir. ? De alguma forma, conseguiu um tom alegre, apesar de na sua mente os pensamentos voarem a distraindo. Shaun estava certa de que não poderia perder-se em prazer, mas não tinha contabilizado para a determinação dos homens.
Uma vez mais, ela se encontrou deitada, desta vez com uvas em sua boca. Ela aceitou a oferta de Armand, com movimentos lentos e sensuais, rolando-as na língua antes de mordê-las. Lançou um olhar a bandeja de onde estavam pegando o material para brincar com ela. Eles reuniram todos os seus doces favoritos - morangos, uvas, creme chantilly, cerejas, bananas e molho de chocolate. Seu estômago estremeceu com antecipação quando especulou o que pretendia fazer com ela. Ao olhar os quitutes, percebeu que seria o prato principal. Sua vagina convulsionou com o pensamento.
Foster pegou o molho de chocolate, decorando seu estômago e coxas com redemoinhos entusiásticos, enquanto Armand desenhava intrincados padrões em sua pele com o dedo, mergulhando-o freqüentemente no suco de cereja. Seus estilos opostos eram divertidos, mas ela não tinha vontade de rir. Em vez disso, ela queria gritar as sensações se espalhando por ela quando começaram a lamber a arte corporal comestível usando as línguas.
Armand pegou um morango enorme, mergulhou no molho de chocolate adornando seu estômago, e arrastou-o abaixo, até o montículo, e em sua fenda, fazendo-a tremer com a sensação. Ela suspirou com prazer surpreendido na invasão da fruta em sua vagina, se contorceu quando ele esfregou-a contra o clitóris com firmeza. A textura era diferente de qualquer coisa que tinha experimentado, simultaneamente áspero e suave, deixando-a mais molhada do que tinha estado a apenas alguns segundos atrás.
Ele alojou o morango em sua abertura, e ela gemeu, arqueando os quadris enquanto a cabeça descia. A respiração irregular de Armand revoou sobre seu montículo, fazendo-a enrijecer, antecipando a língua dentro de sua vagina. A sutileza não durou muito tempo, e a técnica usada excedeu em muito suas expectativas.
Armand começou rastreando o clitóris antes de tomá-lo na boca para sugá-lo levemente. Foster estava ocupado lambendo o chocolate de sua coxa, mas quando ele deslizou a língua pela pele até a vagina, ela ficou rígida, pensando que poderia desmaiar só com o pensamento dos dois comendo-a juntos.
Ele escorregou a fruta para dentro, movendo-a em torno das paredes de sua vagina, enquanto Armand continuava chupando seu clitóris.
Shaun gritou, incapaz de segurar a reação, assim como não poderia evitar mover seus quadris contra os seus rostos, querendo mais. Quando Foster desalojou o morango para varrer a língua dentro de sua abertura, ela gritou novamente, agarrando-se ao tapete de pele para manter-se no chão.
Armand aumentou a pressão da sucção artisticamente, em pequenos incrementos, até que ela mal estava ciente de uma pausa na pressão. Tudo o que ela podia sentir era a boca enrolado em seu clitóris e a língua de Foster penetrando-a com golpes rápidos. Shaun agarrou com mais força o tapete, procurando alguma coisa para mantê-la presa. Convulsões varriam seu ventre e sua vagina, e soluçava de êxtase enquanto encontrou a libertação. Sua vagina convulsionava quando tentou apertar as pernas em torno deles, querendo manter Armand e Foster entre suas coxas para sempre.
Inevitavelmente, eles se retiraram, deixando-a esgotada, farta e saciada de sensações.
? Deliciosa ? disse Armand.
Foster concordou.
? Sua doçura supera os frutos, chérie.
Shaun estava convencida de que estava esgotada, mas não tinha contado com Armand erguendo-a em seu colo. Ela se aninhou contra ele por um longo tempo, recuperando o fôlego, enquanto Foster acariciava suas coxas. Sua mente estava apenas começando a limpar quando Armand deitou novamente, levando-a consigo. Com a cabeça na direção dos pés de Armand, ela montou nele, de frente para Foster. Ele achou a abertura de sua vagina, aninhando a cabeça do pênis até Foster estar à sua frente, apoiando as mãos nas suas coxas e ela se inclinou ligeiramente para facilitar a posição.
Armand penetrou-a, empurrando profundamente com um golpe, clamando seu prazer. A ação renovou a paixão de Shaun, e ela sincronizou suas punhaladas ansiosamente enquanto seu olhar dirigia-se a bandeja. Ela pegou o creme, rindo. Foster assistiu com interesse, quando trouxe o pote para seu pênis, pulverizando bastante sobre ele. Seus olhos se fecharam quando sutilmente impulsionou para frente, esperando ela levá-lo a boca.
Mas ela não tinha acabado. Mal segurando a risada, Shaun tomou um pedaço de banana e colocou-o em cima de seu eixo, enfeitando com o creme.
? Bananas Foster ? disse ela, rindo.
A risada de Armand retumbou através de seu corpo, fazendo sua vagina apertar-se em volta dele enquanto a ereção tremia. Shaun esperou até que Foster estivesse rindo a plenos pulmões antes de precipita-se para frente, tomando o quanto podia do pênis. Com golpes delicados, lambeu o creme doce, até restar apenas o pênis de Foster e a banana em sua boca. Olhando para ele através dos cílios velados, chupou com força, o suco da banana e o pré-sêmen de Foster misturaram-se na boca em um delicioso coquetel.
Seu rosto estava contorcido de prazer, a forte coluna do pescoço revelada por ele ter jogado a cabeça para trás. Seus gritos de prazer se misturavam com os dela e de Armand, enquanto bombeava na sua boca no mesmo ritmo de Armand em sua vagina. Shaun se perdeu no ritmo e nos gritos, permitindo que ao instinto assumir. De alguma forma, ela conseguiu continuar chupando a ereção de Foster, deslizando a língua levemente em torno da coroa e o feixe de nervos em seu V sensíveis, mesmo quando seu corpo tremia com a reação ao ritmo de Armand.
A vagina convulsionou quando sentiu a semente de Foster. O fluído quente encheu a boca e engoliu automaticamente, deixando a banana cair no chão, retirou a boca do pênis. O corpo de Armand estava apertado com a tensão, e quando sua vagina apertou ao seu redor enquanto Foster caia de joelhos, as pernas em volta das de Armand, na frente dela, ele encontrou lançamento, atirando quentes fluxos de fluido dentro da vagina trêmula.
Quando o orgasmo a alcançou, sentiu uma leve picada de dor no pescoço. Os sons de Armand e Foster chupando em concerto, ambos tomando o seu sangue, encheu sua mente, aumentando o prazer. Havia algo de maravilhoso sobre partilhar com eles seu sangue, um presente que dava de bom grado. Não só aumentava o seu prazer físico, mas também reforçava a ligação mental formada com eles.
Enquanto eles se alimentavam, sua mente girava, especulando quanto mais intensa a experiência seria se ela os deixasse mudá-la para ser como eles. Se partilhasse suas capacidades mentais, como seria um orgasmo ao compartilhar seu sangue? Um calafrio correu sua espinha ao pensar em beber com eles, mas não foi gerado pelo desgosto. A idéia era por demais tentadora, deixando-a com muito para analisar.



CAPÍTULO viii

Dois dias depois, Shaun acordou no que foi se tornando rapidamente o seu lugar habitual e favorito - embalada entre Foster e Armand na enorme cama de Armand. Um olhar para o relógio revelou que era apenas meio-dia, ou seja, seus amantes não acordariam por uma hora ou duas. Café decidiu, e saiu da cama, não se preocupando com acordá-los. Precisaria muito mais do que seu deslocamento e saída da cama para despertá-los do sono regenerativo que garantia sua imortalidade contínua.
Andando para pegar o roupão do gancho na porta de Armand, uma onda de tontura pegou Shaun. Com um toque triste dos dedos contra as feridas no pescoço, ela encontrou a explicação com bastante facilidade. Embora Armand e Foster tivessem o cuidado de tomar apenas um pouco do seu sangue, beberam dela todas as vezes que fizeram amor. Parecia que era o que mais faziam, portanto não era de se admirar que ela estivesse se sentindo fraca.
Um pouco nauseada também. O estômago agitou-se quando vestiu o roupão e saiu do quarto, descendo de pés descalços. Distraidamente, ela esfregava-o, pensando que precisava de alimentos para substituir o sangue perdido rapidamente.
Assim eles poderiam drenar dela novamente. Com um suspiro, entrou na cozinha, indo direto para a máquina de café. Foster tinha reprogramado para começar a fazer o café, quando ela acordava, assim o café estava pronto e à espera dela. Pegando uma caneca do armário, Shaun contemplado quão inútil era continuar o ciclo que tinha estabelecido. Ela nunca poderia satisfazer as suas necessidades de sangue em um relacionamento a longo prazo. Como um ser humano, ela enfraqueceria muito rapidamente, necessitando que procurassem outro lugar para seu sustento. A idéia a deixou fervendo com ciúme, mas era algo que teria que acontecer se ela estivesse realmente decidida a ficar, como tinha estado pensando em fazer em seus momentos privados nos últimos dois dias.
Ela poderia ficar com eles como um ser humano? Inevitavelmente, ela iria envelhecer e morrer. Afora o aspecto da vaidade de não querer tornar-se velha aos seus olhos, era impraticável a pensar que o tipo de relacionamento que Armand e Foster queriam com ela pudesse ser mantido além de algumas décadas. Ela não podia imaginar ser objeto de desejo sexual, e a principal fonte de seu sustento, quando estivesse na casa dos sessenta anos ou mais. Apesar de trinta anos com eles soar como uma vida para ela, sabia que iria passar em um piscar de olhos para eles. Seria justo começar algo que não poderia terminar, metaforicamente? Ela poderia permanecer como sua companheira, mantendo a sua humanidade, sabendo que acabaria por ter de deixá-los, fosse pela morte ou sua própria escolha quando se tornasse um fardo?
Shaun sorveu o café quente, estremecendo com a forma como ele queimou sua boca. Balançando a cabeça, vagou da cozinha para a sala, buscando escapar de seus pensamentos, mas não achando fácil.
Como ela poderia pensar em se tornar um vampiro, algo que havia sido ensinada a exterminar? Shaun nunca tinha odiado os necros, mas não podia aprovar seus métodos de alimentação, tendo ou não a Agência transformado um grande número deles em assassinos. Era uma loucura pensar em transforma-se para que pudesse manter-se sempre com Armand e Foster.
Não havia nenhuma garantia de para sempre, é claro. Com a Agência melhorando continuamente seus métodos de caça e denúncia, o mundo era um lugar inseguro para os necros. Transformando-se ou não, ela poderia perder os dois homens que rapidamente vieram a significar muito para ela.
No entanto, parecia desproporcional e tolo dar as costas para a oportunidade oferecida, de passar o que poderia concebivelmente ser a eternidade em seus braços só porque ela pode perdê-los de alguma maneira. Se apenas a ética guiasse sua indecisão, ela não teria problemas em fazer sua escolha. Shaun sabia que se pudesse afastar qualquer indício de emoção de seu julgamento, ela viria em uma resposta rápida e simples: Deixá-los tão rapidamente quanto possível, manter sua humanidade, e tentar esquecer tudo o que tinha experimentado com eles.
Não era tão simples, entretanto. Por mais que tentasse não conseguia analisar a situação crítica sem prestar atenção aos seus sentimentos. Ela evitava rotular seu sentimento, mas sabia que não podiam ser ignorados. O que ela sentia era tão importante quanto o que ela devia sentir, e o que devia fazer. Para não mencionar, ela tinha que pesar como Armand e Foster sem sentiam. O amor deles por ela era verdadeiro. Ela não tinha dúvidas de que eles acreditavam que ela era sua alma gêmea. Não sendo cruel o suficiente para virar as costas para tudo, ela não conseguia encontrar uma solução fácil para seu dilema.
Shaun sentou na poltrona da sala, pegando o controle remoto. A antena parabólica presa ao teto oferecia inúmeras opções, e começou a navegar preguiçosamente pelos canais, tentando limpar a mente.
Um comercial de um sistema de processamento de alimentos chamou sua atenção por alguns minutos, mas mudou o canal ao reconhecer que provavelmente nunca iria usá-lo - especialmente se sua dieta mudasse para líquidos, principalmente no futuro.
Um programa de notícias a fez estancar, a boca aberta com o choque. Seu próprio rosto foi espirrado na tela em uma montagem de fotos como agente exibida por um longo tempo, antes da tela passar para o âncora. O apresentador de TV fez uma recontagem sucinta dos acontecimentos na mansão, listou os mortos, três agentes, sem menção do nome de Torres, e, em seguida, disse que o nome de Shaun. Sua foto apareceu no canto da tela.
? Os agentes NCA estão tentando encontrar a agente Shaun O'Grady, desaparecida desde a invasão na mansão. Fontes de dentro da agência dizem que é mais provável que ela esteja morta, mas sua família se recusa a aceitar isso.
A caneca de café caiu da mão de Shaun quando seus pais apareceram na tela, juntamente com uma nota na parte inferior, indicando que foi gravado anteriormente. Seu pai atarracado parecia ter encolhido em si mesmo, e de compleição robusta mãe italiana estava pálida, com pesadas olheiras. Eles estavam pedindo informações sobre o paradeiro de Shaun, ambos lutando contra as lágrimas.
Ver o pai chorando foi um choque para ela. Ele era um homem de gargalhadas e disposição jovial, não propenso à melancolia. Ela não conseguia se lembrar de vê-lo chorar desde o funeral do avô quando tinha catorze anos.
? Por favor, pedimos se alguém souber alguma coisa sobre a nossa filha entre em contato conosco ? disse O'Grady Giada, olhando fixamente para a câmera, de tal forma que Shaun sentiu como se a mãe estivesse na mesma sala. ? Ela não pode estar morta.
A tela voltou ao âncora, com o olhar devidamente sombrio. Shaun perdeu seus comentários de encerramento quando Foster e Armand entraram correndo na sala, ambos nus, com medo em suas expressões.
? O que há de errado? – Os olhos de Armand oscilavam muito, ao redor da sala.
Shaun sacudiu a cabeça, as lágrimas esmagando sua capacidade de falar.
? Nada.
? Então por que você tão magoada querida? Sua dor nos acordou do nosso sono. ? Foster chegou mais perto, pisando cuidadosamente sobre os cacos de cerâmica e a mancha sobre o carpete. Assim que os ultrapassou, se ajoelhou ao lado de sua cadeira, tocando-lhe a mão, com Armand se juntou a elem em uma pose semelhante do outro lado.
? Meus pais... eles estavam na televisão pedindo informações sobre mim. ? Horrorizada, Shaun colocou o punho contra a boca, mordendo os dedos para segurar os soluços. Como ela podia ter sido tão descuidada, deixando-se varrer por uma onda de paixão e não ter pensado em ninguém além de si mesma? ? A Agência me considera morta, mas meus pais não acreditam. Pareciam tão destruídos.
? Tudo vai ficar bem ? Armand disse, se acalmando.
? Eu tenho que vê-los. ? Shaun agarrou a mão de Foster, voltando-se para olhar para ele. ? Por favor, deixe-me vê-los.
? Você não é prisioneira. – Os olhos Foster pareciam aborrecidos quando balançou a cabeça para Armand. ? Nós não vamos forçá-la a ficar.
Armand tomou-lhe a mão, e ela se virou para olhar para ele, sabendo que ele seria o único a tentar impedi-la. Para sua surpresa, ele levou sua mão à boca para pressionar um beijo leve na palma.
? Ter você conosco tem me feito feliz, ma belle. Meu coração vai sentir saudades.
Shaun fechou os olhos, não necessitando aperfeiçoar seus poderes mentais para sentir a angústia nos dois. Espelhavam a dela, mas que escolha tinha? Ela não podia virar as costas para sua família para abraçar ser um necro, mesmo por Armand e Foster. Existiam muitos obstáculos entre eles, e todos tinham que aceitar isso.
Incapaz de falar, ela apertou as mãos firmemente, trazendo-os para o peito e mantendo-os ali, esperando que pudesse manter Armand e Foster em seu coração para o resto de sua vida. Isso teria que ser o suficiente para sustentá-la.

* * * * *

O frio da noite fez Shaun aconchegar-se mais profundamente em sua jaqueta quando Foster e Armand pararam em um estacionamento, sem qualquer atividade visível, a curta distância do restaurante e da casa de seus pais na Avenida Soscol, em Napa. Eles tinham levado cerca de uma hora para cobrir a distância da casa perto de Big Sur, e o frio parecia ter impregnado seus ossos.
Sem jeito, ela estava na frente deles, uma vez que a tinham liberado, perguntava-se como deveria lidar com a separação.
? Eu... ? Ela deveria agradecê-los pelos orgasmos incríveis e inacreditáveis experiências? Não seria melhor deixá-lo leve, dizendo um adeus casual?
Antes que ela pudesse decidir, Armand a puxou para seus braços, pressionando um apaixonado beijo em sua boca. Ele parecia estar tentando absorvê-la através do abraço, e ela apertou-se contra ele ansiosamente, devolvendo seus beijos com igual fervor.
Quando ele afastou-se dela, enviou-a suavemente a Foster, que encontrou sua boca com a mesma intensidade passional, tentando fingir que não sentia a umidade em seu rosto e as lágrimas não corriam de seus olhos também. Os lábios acariciaram no final, e prendeu-a para um segundo tempo, imóvel, antes da ruptura.
Com um grito de angústia, Shaun limpou o rosto e afastou-se deles, enquanto começaram a caminhar na direção oposta. Seus pés a levaram infalivelmente ao virar da esquina, em First Street. Enquanto andava, dirigindo-se para a intersecção de Primeira e Soscol, ela se concentrou em recuperar o controle de suas emoções, não querendo perturbar os pais mais do que eles já estavam, e incapaz de lidar com a dor da separação de Armand e Foster em seguida.
Quando chegou a Soscol, Shaun percorreu os dois quarteirões para o O'Grady, ignorando a porta de bronze com o nome do elegante restaurante gravado, preferindo descer o beco para usar a porta de trás. Nada se mexia no beco, embora seu coração gritasse ao som de dois conjuntos de pegadas emergindo na escuridão - Armand e Foster voltavam para ela, mesmo que isso fosse impossível.
A porta traseira que conduzia à cozinha estava aberta, e ela deslizou para dentro. Imediatamente, Shaun sentiu-se um pouco melhor com os perfumes familiares caindo sobre si. Assado de porco, peixe, chocolate se misturavam em uma fragrância única sinônimo de sua infância e adolescência. Quando entrou profundamente na cozinha, viu a azáfama habitual com os chefs dançando em torno de si mesmo, desenvolvendo várias tarefas.
Sua irmã estava picando legumes, os olhos de Shaun encheram-se de lágrimas novamente, não tendo nada a ver com as cebolas cortadas pela lâmina afiada de Amélia. Antes que ela pudesse se aproximar da irmã, a porta se foi aberta, e sua mãe veio correndo com um olhar de pânico no rosto, o que também era normal. Giada nunca acreditava que as coisas pudessem funcionar sem problemas na cozinha, a menos que ela estivesse lá para supervisionar pessoalmente.
Giada congelou quando Shaun entrou na luz, empurrando para trás o capuz para revelar a sua face. Com uma torrente de italiano ela gritou:
? Sean, venha à cozinha – e correu para frente, recolhendo Shaun em um abraço apertado.
Shaun aconchegou-se mais a ela enquanto o pai corria para a cozinha, deixando o aroma de seu perfume invadi-la. As lágrimas que estava tentando controlar desceram abundantes, molhando o avental branco de sua mãe.
? Minha querida, você está viva. ? Com outro apertão, Giada permitiu a Sean a oportunidade de abraçá-la. Shaun fazendo o possível para conter a lágrimas, aceitou o abraço do pai, mas falhou miseravelmente.
Amelia estava lá ao lado, abraçando-a com o mesmo entusiasmo de Giada, os olhos também se encheram de lágrimas. Shaun deixou-se envolver pelas perguntas e a inundação de amor por ela ao mesmo tempo, gostando de estar com eles, permitindo que a presença deles aliviassem algumas das dores em seu coração.
Giada afastou Amelia de lado, mais uma vez trazendo Shaun próximo ao peito, desta vez para conduzi-la para a sala de descanso, seguidas por Sean e Amelia. Seu pai fechou a porta, e Shaun arregalou os olhos quando ela percebeu a forma como ele tremia. Sua pele estava branca, normalmente avermelhada, e fios de prata novos brotavam no cabelo vermelho brilhante. Ela não protestou quando ele veio para a cadeira de sua mãe empurrou-a para beijar seu rosto e abraçá-la novamente.
? Nós pensamos que você estava morta ? disse Amélia.
? Nunca. ? Giada balançou a cabeça de forma tão abrupta que os fios de seu cabelo escuro, impiedosamente puxados para trás em um coque apertado, caíram livres para emoldurar o rosto. ? Nós nunca acreditamos nisso.
? Eu acreditei ? disse Amelia baixinho, claramente chateada. ? O que aconteceu com você, Shaun? A Agência não nos dizia nada além do que você estava desaparecida.
? Eu fui levada por dois vampiros. ? Conscientemente, Shaun tocou a gola de sua blusa, esperando que ela escondesse as marcas de mordidas adornando-lhe a garganta. ? Eles não me machucaram ? ela se apressou a acrescentar ao ver o rosto de Giada contorcer-se antes dela começar a soluçar.
? Os necros não machucaram você? ? Sean franziu a testa. ? Como pode ser isso?
Ela apertou as mãos no colo.
? É complicado, e não é uma coisa que eu quero explicar agora. Basta dizer que a Agência não tem sido totalmente honesta com o público, quer por falta de informação ou de forma deliberada.
Olhando para cima, viu seus pais trocando um olhar incomodo.
? O quê?


? Você acabou com aquele lugar horrível, onde trabalha, não querida? ? Giada acariciou seus ombros. – Prometa que vai se demitir. Eu não posso perdê-la novamente.
Com um gesto firme, ela disse:
? Eu vou me demitir amanhã. Eu aprendi algumas coisas... coisas que me incomodam... sobre a Agência, os vampiros, e eu. Eu não posso continuar.
A porta bateu contra a parede interrompendo Shaun, que levantou a cabeça em reação. O alívio a preencheu. Torres estava diante dela, parecendo completamente saudável. Percebeu em seguida que ele estava de uniforme, carregando uma metralhadora, e que a matinha apontada para ela. Três outros o seguiam, todos com o uniforme padrão, completamente armados.
O treinamento a fez olhar ao redor procurando a ameaça, até que percebeu que era ela.
? O que está acontecendo, Torres?
? Você tem que vir conosco, O'Grady.
Balançou a cabeça, olhando as armas que não desviavam dela.
? Por quê? Acabei de voltar. Quero passar mais tempo com minha família. Será que não podemos fazer isto amanhã?
? Negativo. Minhas ordens são para levá-la esta noite para interrogatório.
Giada colocou-se entre Shaun e a arma de Torres.
? Deixar a minha filha sozinha. Ela não fez nada para ter você invadindo nossa restaurante como a Gestapo.
Ele permaneceu imperturbável.
? Senhora, é a política padrão para avaliar se um agente foi contaminado por um necro. Sua filha pode ser um deles.
O suspiro de Shaun se perdeu na réplica de sua mãe.
? Eu não me importo se for. Eu quase a perdi uma vez. Não vou deixar você tirá-la de mim novamente.
Sean moveu-se para ficar ao lado da esposa, colocando o braço nos seus ombros.
? Você vai sair agora.
Um nó alojou-se na garganta de Shaun. Com um ar de precisão, Torres retirou a pistola do coldre, apontando a mira laser no peito de seu pai. O desastre estava à segundos de distância.
? Me desculpe, senhor, mas eu tenho que cumprir ordens.
? Saia!
Decisivamente, ela levantou, fingindo que os joelhos não tremiam.
? Tudo bem, papai. Não se preocupe. ? Ela andou até ele para beijar seu rosto. ? Isso não vai mesmo demorar muito. ? Voltando-se para a mãe, pousou um beijo no seu rosto também. ? Assim que eu for interrogada, e percebem que não sou um vampiro, volto aqui, ou vou encontrá-los em casa.
Com uma confiança que não sentia, Shaun caminhou até Torres, ajeitou os ombros, e sorriu.
? Vamos?
Ele tinha guardado a pistola e agora segurava as algemas de prata do seu colete. Shaun não sabia se devia estar zangada ou apavorada com as medidas extremas do homem que a tinha treinado, um homem que considerava um amigo, prendeu seus pulsos na frente antes de guiá-la até a porta. Ela supôs que deveria ficar grata por ele não tê-los atrás, nas costas, que seria muito mais desconfortável, mas podia sentir muito pouca gratidão ante todas as facetas do tratamento ultrajante.
Eles acompanharam-na ao outro lado da rua, desdenhando o sinal de passagem que estava fechado, parando o tráfego com pouca consideração. Um helicóptero elegante esperava no estacionamento de uma loja fechada durante a noite, com dois agentes mantendo a mira laser apontada todo o tempo. Ela era um grande risco de segurança? Que jeito de tratar um refém que havia sido libertado. Cada vez mais, ela achava fácil acreditar nas interpretações sinistras de Armand sobre as manobras que o NCA patrocinou.
Ao chegar no helicóptero, eles não perderam tempo para entrar. Dois agentes a ergueram para o interior, não permitindo que Shaun ajudasse de qualquer forma. Uma vez na cabine, o agente do sexo feminino apontou-lhe uma cadeira solitária aparafusada no chão. Era no centro da aeronave, tornando mais fácil para eles vigiá-la a cada movimento. Não que ela pudesse fazer muito com as mãos atadas e grampos de prata contornando a cintura, mal tendo espaço suficiente para respirar, muito menos se contorcer.
Os agentes entraram no helicóptero, tomando seus lugares nos bancos, em cada lado do helicóptero. Somente Torres se aproximou dela, sua expressão revelando uma pitada de sofrimento sob a fachada de gelo.
? Você está ferida, O'Grady?
? Não, Mateo. ? O uso de seu primeiro nome foi deliberado, tentando lembrar-lhe que ela era mais do que um prisioneiro. Ele tinha sido o seu mentor por dois anos, seu parceiro em sua primeira missão, e um bom amigo. Shaun percebeu que ia precisar de aliados, e ele era o único que podia ser receptivo a vê-la como algo diferente de um perigo.
Ele balançou a cabeça, seu rosto não demonstrando nada.
? Estou surpreso que você ainda esteja viva. Dois mestres a pegaram, uma agente nova. – Os olhos escuros se estreitaram. ? Parece impossível que você tenha sobrevivido.
Seu estômago contorceu-se com a desconfiança no seu olhar, e desistiu de tentar lembrar-lo que era sua amiga.
? Eles permitiram que você vivesse. Por que não eu?
Com um som baixo na garganta, ele levantou-se quando os motores do helicóptero foram ligados, preparando-se para achar um lugar no banco.
? Eu espero, por sua causa, que a NCA decida fazer o mesmo.
Suas palavras justificaram o seu medo. Este não iria ser um interrogatório de rotina, ou até mesmo uma bateria de testes para provar que ela ainda era humana. Havia alguma coisa acontecendo, e ela iria enfrentá-la sozinha. Seu coração clamou por Foster e Armand quando o helicóptero subiu para levá-los para a NCA mais próxima, em San Francisco.


CAPÍTULO IX

Shaun esperava ser interrogada imediatamente, não ser presa em uma cela blindada com prata e deixada ali, ignorada, por seis horas. Ela andou pelos limites da pequena sela, olhando para as paredes constantemente, esticando o pescoço à cada sinal de atividade no corredor. Quando finalmente soaram passos para a sela horas mais tarde, seu coração disparou. A espera foi o pior poderiam fazer, pois deu tempo para imaginar os seus planos para ela.
Para seu desânimo e alívio misturados, a pessoa que se aproximava da sela usava uniforme de cadete e carregava uma bandeja de comida. Seu estômago roncou com a visão, mesmo com seu aborrecimento produzindo outra indagação. Quanto tempo eles planejavam para mantê-la ali, no escuro, metaforicamente?
O agente não falou quando abriu uma pequena portinhola em uma parede da sela e deslizou seu jantar pela abertura, deixando-o na plataforma construída para esse fim. O portal fechou com um clique quando ele se virou e se afastou, olhando por cima do ombro apenas uma vez. Vendo o medo em seus olhos, Shaun teve que resistir à vontade de gritar "Boo." Enquanto ela se aproximava para pegar a bandeja, se perguntava o que os agentes tinham ouvido falar dela. Por que a Agência a tratava assim? Eles realmente não podiam acreditar que ela era um necro, podiam?
Enroscada no colchão fino do beliche, Shaun examinou o conteúdo magro da bandeja. A oferta de um sanduíche de queijo grelhado, cenoura e molho de maçã eram pouco apetitosos, mas ela estava com muita fome para protestar. Terminando rapidamente a refeição, ela colocou a bandeja no chão e estendeu-se no beliche, curvada em posição fetal. A fome ainda a consumia, embora seu estômago parecesse cheio. Somente parecia não ser o que ela precisava.
A auto-piedade ameaçou dominá-la, e Shaun fechou os olhos na tentativa de recuperar o controle. Como disse a si mesma repetidamente nas horas passadas, uma vez que percebessem que não era uma ameaça, a Agência a libertaria. Por esta hora no dia seguinte, a coisa toda pareceria um sonho ruim. Ela estaria em casa com sua família e poderia fingir que isso nunca tinha acontecido.
O rangido suave de solados de borracha no corredor de azulejo chamou sua atenção, e ela sentou-se, compondo uma expressão que esperava ser a imagem da calma quando seu visitante entrou na linha de visão. Torres parou em frente a sua sela, digitando o código para liberar o bloqueio. A porta se abriu com um silvo hidráulico, e ele fez um gesto com a mão.
? Levante-se. O diretor está pronto para interrogar você.
? Finalmente! ? disse baixinho enquanto se levantava. Ela caminhou para fora da sela rapidamente. Embora ainda em um corredor sob forte esquema de segurança, rodeada por selas de Plexiglas vazias, imediatamente Shaun sentiu-se mais livre, uma vez que ela passou do limite. Cada passo, levando-os para fora da zona de contenção aliviava o peso em seu coração, e ela se atreveu a ter esperança de que o pesadelo estava terminando.
Eles deixaram a zona de contenção e se dirigiram, a uma sala de conferências. Shaun não tinha estado na instalação de San Francisco antes, mas a planta era semelhante ao edifício em Los Angeles, onde estava lotada. Sua onda de esperança diminuiu um pouco quando Torres a levou para uma sala de interrogatório Nível II, equipada para conter um necro. Ela esperava que o Nível I, que duplicava uma sala de reunião de equipe na maior parte dos edifícios da Agência.
Para seu alívio, Torres indicou que ela deveria sentar-se em uma das cadeiras de couro em volta da mesa de um lado da sala em vez de prendê-la na cadeira de metal do outro lado. Uma vez sentada, Shaun olhou ao redor, aqueles que já estavam sentados, não reconhecendo o homem atarracado com um casaco branco, mas identificando-o como um cientista da NCA. O chefe Gordie estava sentado, com os lábios apertados. Ele assentiu rapidamente, mas sua expressão não deu nenhuma sugestão do que ele estava sentindo.
Shaun arregalou os olhos quando viu o diretor regional sentado à cabeceira da mesa. Raven Bradshaw estava a cargo de cada escritório de campo em Oregon e Califórnia. Eles não tinham se encontrado, mas tinha seu retrato pendurado no hall de entrada do escritório de Los Angeles. Para ele estar envolvido, o interrogatório não teria nada de rotina.
Juntado toda sua coragem, Shaun falou primeiro.
? O que é isso? Por que estou sendo tratada assim?
Bradshaw permaneceu em silêncio, olhando para Gordie. Ele limpou a garganta, parecendo desconfortável.
? Agente O'Grady, você está aqui para nos dizer tudo o que aconteceu.
? Eu fui levada como refém por dois vampiros - necros. ? Seus olhos moveram-se para Torres, buscando apoio. – O Tenente Torres não contou isso a vocês?
? Eu não me lembro de nada além de entrar na escuridão ? disse Torres. ? Eu não sei o que aconteceu com você.
Shaun engoliu o medo, e se esforça para manter um tom seguro.
? Os dois necros nocautearam Torres de alguma forma e me levaram. É tão simples como isso.
? Para onde eles a levaram? ? perguntou o homem de jaqueta branca, a caneta pronta para anotar sua resposta.
Shaun piscou para ele, vendo o nome Holmes gravado no peito do casaco. Hesitando, ela procurou na mente uma resposta, recusando-se a revelar o paradeiro de Armand e Foster.
? Eu não sei. Era uma casa de algum tipo, mas eu estava inconsciente.
? E quando você recuperou a consciência? ? Holmes perguntou.
Com um encolher de ombros, ela disse:
? Eu já estava na estrutura. Eu realmente não sei.
? O que os necros fizeram com você? – O olhar de Gordie centrou-se na sua gola. ? Será que eles se alimentaram de você? ?
Já que não poderia negá-lo à luz das abundantes marcas de mordidas em seu pescoço e corpo, ela acenou com a cabeça uma vez.
? No entanto, você sobreviveu. – A voz de Bradshaw era como um picador de gelo esfaqueando as orelhas de Shaun. Ele não fez nenhum esforço para esconder a sua desconfiança. ? Como pode ser isso?
Retorcendo-se, Shaun se esforçou para manter o contato visual com o homem intimidante, percebendo que qualquer indício de fraqueza seria explorado.
? Eles não matam suas presas.
Torres zombou.
? Claro! Eles são uns animais, O'Grady!
Precisou de cada gota de auto-controle para não atacar Torres por sua condenação de Armand e Foster. Shaun sabia que não podia revelar qualquer sentimento forte para qualquer um deles, ou talvez nunca mais saísse dali.
? Eu estou sentada aqui, a prova viva de que não me mataram. ? Os olhos dela se estreitaram. ? Como você também está, Torres. Dois vampiros mestres contra um agente caminhando no escuro? Eles poderiam ter te matado facilmente.
Sua a boca apertou-se, mas ele balançou a cabeça em reconhecimento.
Shaun voltou a Bradshaw, sabendo que ele tinha a decisão sobre seu destino.
? Quando eu poderei sair daqui? Eu quero ir para casa.
Bradshaw estudou-a com frieza por um momento antes de sua boca mover-se.
? Assim como você provar que não foi contaminada. Como fonte de sustento para eles, você pode ter sido acidentalmente exposta.
? Eu sou tão humana quanto você. – Embora Shaun duvidasse disso. O Diretor Bradshaw parecia mais máquina que humano, com seu cérebro praticamente cuspindo equações e tabulação dos resultados a cada segundo do dia. A idéia de ter um coração ou emoções era engraçada.
? Ótimo. Assim que o Dr. Holmes realizar os testes, nos encontraremos novamente aqui para ver quando... ou se... você vai sair.
Shaun assentiu com a cabeça, lutando para esconder qualquer vestígio de medo. Ela sabia que os resultados do teste seriam negativos para infecção, então ela não tinha nada a temer. Então, por que seu coração ainda estava disparado quando levantou-se e seguiu Holmes e Torres da sala? Por que não podia acreditar que realmente estava quase no fim?

* * * * *

Duas horas mais tarde, Shaun estava novamente à mesa, rodeada pelas mesmas caras de antes. Holmes tinha várias folhas espalhadas diante dele e franzia a testa enquanto as examinava. De vez em quando, olhava para ela, os olhos cheios de ansiedade. Sua pele se arrepiava cada vez o olhar voltava-se para ela. Fome brilhava em seus olhos, mas não o tipo sexual. Seria um alívio se fosse essa necessidade refletida em seu olhar, porque pelo menos ela poderia entender o desejo sexual.
Gordie era o primeiro a falar.
? Há mais perguntas, agente O'Grady.
Com um aceno de cabeça, ela se recostou na cadeira, tentando parecer descontraída. Por dentro, estava tudo menos relaxada, os nervos tão estirados que poderiam arrebentar a qualquer momento.
? O que você precisa saber, senhor?
? Prisioneiros da ofensiva à mansão revelaram no interrogatório que os dois mestres que a tomaram não faziam parte do bando. Eles tinham aparecido na noite anterior, buscando abrigo no caminho. ? Seus olhos se estreitaram. – Vários Necros disseram que pareciam estar esperando por algo.
Shaun engoliu o nó na garganta.
? Como o quê?
? Nosso ataque, talvez.
? Por que qualquer vampiro voluntariamente esperaria por um ataque da Agência? ? Ela estremeceu ao ver como os olhos de Torres se estreitaram quando ela usou a palavra vampiro, em vez de necro. Ele claramente não estava acostumado a ouvir o termo vampiro usado para se referir a eles, especialmente partindo de um agente. Os agentes foram ensinados a usar o termo estabelecido cientificamente desde o primeiro dia de treinamento - o termo se destinava a tirar dos vampiros de qualquer aparência de humanidade, de classificá-los como uma coisa, tornando assim mais fácil para todos aceitar o extermínio de sua espécie.
? Isso é o que queremos saber ? disse Bradshaw. Seus olhos escuros entediados, em Shaun. ? E nós estamos certos que você tem a resposta.
? Eu não! ? Ela pestanejou antes de encontrar os olhos da diretora e amaldiçoou sua reação. Poderia muito bem pintar "mentirosa" em sua testa.
? Hmm. – A cadeira de Bradshaw rangeu quando ela se inclinou para frente. ? Você sabe que os necros têm um movimento de resistência privado, violento, além dos protestos públicos eles pagam humanos hipnotizados por eles, alegando que estamos abusando de seus direitos civis.
? Todo cadete de primeiro ano sabe disso.
? Você pode não saber que eles estão usando alguns dos nossos agentes contra nós para descobrir informações secretas.
Shaun olhos se arregalaram.
? Isso não faz sentido. Os agentes são dedicados à missão.
? Você está familiarizada com a escravidão? ? Holmes perguntou.
Remexendo-se, Shaun assentiu. Ela estava intimamente familiarizada com ele.
? Você está dizendo que alguns agentes estão sendo controlados por necros?
? Sim. ? Bradshaw cruzou os dedos sobre uma pilha de papéis. ? Mais preocupante são àqueles que voluntariamente se infiltram na Agência, conscientes de traírem a raça humana por esses parasitas. ? A maneira como ela examinou Shaun não deixaram dúvidas de que havia atribuído a ela essa categoria. ? Nós podemos desprogramar um agente corrompido não por culpa própria, mas a morte é a única opção para um cãozinho de estimação dos necros.
? Onde você quer chegar com isso? ? Shaun quis que a voz soasse normal, mas ela tremeu, traindo seu medo.
Gordie puxou o colarinho da sua camisa branca.
? E se você trabalhar para eles, O'Grady? Sabemos que alguém da instalação de LA esteve transmitindo informações para os necros, e estamos perto de identificá-lo. Nossa teoria é que os dois necros que a levaram eram do time de extração. Talvez os tenha chamado, porque percebeu que estávamos nos aproximando de você.
Shaun não pode conter o riso áspero que escapou.
? Isso é insano. Passei seis anos estudando para ser um agente. Dediquei minha vida a seus ideais. Armand e Foster levaram-me por razões próprias, e não tinha nada a ver com a Agência ou a qualquer movimento de resistência.
? Será que teve algo a ver com engravidar você? ? Holmes perguntou calmamente.
Ela obrigou-se a encará-lo, a boca aberta.
? O quê?
Em vez de responder diretamente, seu olhar movimentou-se ao redor da mesa.
? Se você virar a página seis dos resultados, sobre este teste, verá a imagem de ultra-som. Você vai notar também na página sete, quando eu fiz a analise do calor do ser, o embrião vampiro emitiu em seu núcleo uma temperatura corporal de setenta e cinco graus. Ela é maior do que de um necro adulto, mas presumo que tenha algo a ver com o rápido crescimento celular dos seres.
A sala girou ao redor de Shaun, e ela estendeu a mão para segurar-se na mesa, sentindo que poderia cair a qualquer momento.
? Eu não entendo. Isso é impossível. Necros não podem se reproduzir.
Holmes pigarreou, voltando seu olhar para ela.
? Isso não é inteiramente verdade. Seu processo de reprodução é diferente do nosso, mas os necros podem ter filhos, se encontram um par compatível geneticamente. Sem compatibilidade, o vírus que causa a infecção ataca qualquer embrião, tratando-o como intruso. É uma das conseqüências da imunidade dos necros já que eles vivem praticamente para sempre. O sistema imunológico é acelerado.
? Chega, doutor. ? Bradshaw examinou seus papeis. – Quanto tem essa criatura? Eu certamente não sou nenhum perito, mas parece bastante desenvolvida. ? Seu olhar voltou-se para Shaun. ? Há quanto tempo ela esteve em conluio com eles?
? A idade de um embrião é difícil de avaliar, senhora. ? Holmes secou a formação de suor na testa, seu entusiasmo evidente em cada gesto. ? Nós sabemos que eles se desenvolvem muito mais rapidamente do que um embrião humano, em questão de semanas, mas não há dados suficientes para saber a taxa precisa de desenvolvimento. Neste ponto, o embrião mede cerca de oito semanas, em termos humanos.
? Eu não posso estar grávida! – A voz de Shaun retumbou ao redor da sala, atraindo todos os olhos para ela. ? É impossível. É de comum conhecimento público que os necros só podem se reproduzir através da transmissão do vírus pela ingestão de seu sangue.
? Pense nisso, O'Grady. Nós não podemos deixar o público saber que os necros podem ter filhos como nós. É importante que os mostremos, tanto quanto possível fieis a imagem criada ao longo dos anos. Muitas das suposições iniciais do Dr. Stoker provaram ser falsas, mas não podemos deixar que o mundo saiba disso. ? Bradshaw sacudiu a cabeça. ? Se eles questionarem a natureza animalesca desses animais, mesmo por um segundo, a opinião pública pode influenciar os políticos para interceder no funcionamento da Agência, e perderemos a guerra pela supremacia.
Náuseas agitaram seu estômago, embora não soubesse se era por causa das notícias que estava lutando para absorver, pelo discurso frio de Bradshaw, ou mesmo náuseas matinais. O último pensamento ameaçou provocar um riso histérico provocado pelo pânico, e ela o segurou com força para evitar deixá-lo escapar.
? Diretor Bradshaw, eu gostaria de permissão para estudar o desenvolvimento desta gravidez. – Os olhos castanhos de Holmes brilhavam com antecipação fanática. ? Imagine o que podemos aprender com o processo.
? Sim. ? Ela avaliou Shaun sem nenhum indício de emoção. ? Agente O'Grady, eu estou preparada para oferecer-lhe condições generosas.
? Condições para quê? ? Ela bateu na mesa, estremecendo com a picada na palma da mão, resultante da ação impetuosa. ? Eu não fiz nada de errado.
? No mínimo, você deixou que um desses animais a tocasse. ? As veias da testa de Torres pulsavam visivelmente, e ele cerrou os punhos na mesa. ? Talvez os dois. ? Seus olhos estavam escuros de raiva, e ela desviou o olhar, incapaz de suportar as acusações provenientes do amigo.
? Tenente Torres, isso é o suficiente. – O tom de Bradshaw beirava o agradável. ? Eu quero acreditar que não traiu a Agência. Todos sabemos que os necros têm habilidades poderosas de controle da mente. Se você estava escravizada, não foi culpa sua. Você tem aqui a oportunidade de ajudar a Agência, a comunidade científica, e manter o que tinha - a sua posição como agente, e sua vida. Tudo isso vai custar-lhe algumas semanas.
Tremores correram acima da coluna de Shaun ante as palavras ameaçadoras.
? O que você quer de mim?
? Observar a criatura que cresce dentro de você, para estudar suas debilidades. Se o médico estiver correto, será rápido. – Ele arqueou a sobrancelha escura, fazendo-o parecer sinistro. ? Afinal, se você ficou grávida nos últimos três dias e já parecem oito semanas, não vai demorar muito tempo para o embrião se desenvolver completamente.
Ela cruzou as mãos no colo, lutando para parecer composta.
? O que acontece então?
? Após o nascimento... incubação... ou qualquer coisa e você estará livre para ir.
A apreensão lutou com a raiva, fazendo sua voz tremer, quando perguntou:
? E o bebê?
Bradshaw fez uma careta.
? A abominação será estudada até que o Dr. Holmes aprenda tudo o que pode. Uma vez que não tenha mais utilidade, você pode ter certeza que vai ser humanamente eutanasiada.
Respondendo exclusivamente por instinto, Shaun pulou para frente, as mãos estendidas. Se Torres não a tivesse puxado para trás, teria arrancado os olhos de Bradshaw.
? Você é monstro insensível. Como pode sentar e julgar os vampiros, condenando-os por não terem respeito pela vida humana, quando você não tem em conta vida deles? De nenhuma maneira no inferno eu vou colaborar com você.
Bradshaw manteve a expressão calma.
? Eu assumi que seria essa a sua resposta quando você tentou me atacar. ? Virou-se para Holmes. ? Você terá tudo que precisar doutor. Certifique-se que o assunto é mantido em boa saúde, mas faça o que deve, sem levar em conta o seu estatuto como um agente. Shaun O'Grady esta suspenso das suas funções de campo. Sua tarefa é apenas alimentar o animal em seu ventre para o estudo. ? Sua cadeira rangeu ligeiramente quando voltou-se para Shaun. ? Depois disso, extermine-a.
Shaun queria enfrentar os olhos da mulher corajosamente, não demonstrar nenhum medo, mas não conseguiu a façanha. Sua mente girava com pensamentos confusos, e o medo a invadiu de forma constante. Ela estava com medo por ela e seu filho, estava com medo de ter a criança, não tendo idéia do que esperar. Armand ou Foster sabiam que havia a possibilidade de ela engravidar? Ela balançou a cabeça, sabendo que não teriam a deixado ir tão facilmente se achassem que poderia estar carregando o filho de um deles.
Um tremor de felicidade envolveu as negras emoções que a tomavam, e colocou a mão contra seu abdômen, fora de sintonia Torres puxou-a para levantá-la, levando-a para fora da sala. Embora ela não tivesse pedido a gravidez, nunca esperara tal coisa, ficou emocionada. Já, o seu instinto maternal tinha se apresentado, evidenciado pelo ataque temerário a Bradshaw. Seu estômago estremeceu ao recordar o que planejavam fazer a ela e ao bebê. Ela queria poder prometer que não deixaria nada acontecer com o embrião dentro do seu útero, mas não conseguia, nem mesmo em sua própria cabeça. Shaun não foi capaz de defender-se contra a força esmagadora, assim como ela poderia proteger seu bebê indefeso?



CAPÍTULO X

Shaun olhou, brevemente, quando a porta do laboratório abriu. Ela estava tão acostumada a ver pessoas vinte e quatro horas por dia, que deu pouca atenção a Torres quando ele andou para conferenciar com o Dr. Holmes. Em vez disso, ela voltou sua atenção para a refeição, muito para seu desgosto, que ele compartilhou audivelmente.
? Por que diabos ela está sugando o sangue daquela bolsa? O'Grady é um sanguessuga do caralho agora?
? De modo algum, mas ela tem que fornecer a nutrição adequada para o embrião. – O Dr. Holmes não pareceu pensar duas vezes sobre partilhar informação com um agente humilde. Ele estava ainda claramente muito animado sobre o seu estudo para ser discreto. ? O sujeito comeu grandes quantidades de alimentos, mas não ficava saciado. Durante o período de três dias, ela perdeu sete quilos, enquanto isso desenvolveu desejo de comer carne crua. Isso serviu para satisfazê-la ligeiramente, mas não foi suficiente. Ela continuou a perder peso, até que comecei a dar-lhe sangue no início desta semana.
Shaun viu Torres fazer uma careta, mas não se preocupou com sua opinião. Em sua mente, ela considerava a ingestão de sangue um pouco repugnante, mas seu corpo ansiava por ele, e seu filho precisava. Talvez tivesse sido melhor para ambos se ela tivesse morrido de fome, mas o instinto de sobrevivência não iria deixá-la tomar esse caminho.
? Ok, eu entendo, mas ela tem que beber? Você não pode dar-lhe uma transfusão?
? Negativo. O sangue deve ser ingerido por algum motivo. Ela mostrou pouca resposta quando foi dado por via intravenosa. Mesmo bebendo como faz agora, consume três litros por dia, e ainda perde peso, enquanto experimenta letargia e náuseas constantes.
? Eu tenho certeza que ele não veio aqui para ouvir sobre o meu estado ? disse quando terminou o último saco de sangue. As tiras que a prendiam confinada à cama a impediam de mover a bolsa. Shaun amaldiçoou o controle que tinha imposto a ela quando o assistente retirou a bolsa vazia.
Torres observou o processo, com evidente desgosto, cautelosamente se aproximando da cama. Ela não se preocupou em olhá-lo quando parou perto de seu lado. Seria necessário muito esforço, e não podia imaginar que ele tivesse alguma coisa a dizer que ela quisesse ouvir.
? Eles descobriram o vazamento no escritório L.A.. Foi agente Simms. ? Ele se mexeu, afastando o olhar dela enquanto o assistente limpava sua boca com um pano úmido para remover as gotas de sangue.
Shaun ficou surpresa, considerava o agente em questão como um verdadeiro discípulo da causa, mas não tinha energia suficiente para expressar emoção.
? Entendo.
? É óbvio que você não estava em conluio com os necros e Gordie reconhece isso. ? Ele revelou seu desconforto passado uma mão grande pelo cabelo. ? Ele falou com Bradshaw, a convenceu a dar-lhe outra chance.
Ela ainda encontrou forças para virar a cabeça em sua direção.
? Quais são as condições?
? Você sabe os termos. – Os olhos se moveram para seu abdômen, onde pequenos movimentos tinham começado apenas nos últimos dias. Parecia ridículo com seu quadro de magreza, mas era uma prova de vida. ? Você já está aqui por duas semanas, e parece meio morta. Eles não estão dedicando nenhum pensamento para você por causa de seu status de agente suspensa. Dê-lhes o que querem, e vão cuidar de você, e poderá continuar com a sua vida.
? À custa do meu filho. ? Seus lábios apertados. ? Não, obrigado.
? Droga, Shaun, você não pode realmente querer essa coisa. Eles a violentaram!
? Não ? ela disse calmamente. ? Não foi assim.
Torres bufou.
? Você não sabe o que está falando. Você é um agente treinado para matar. Você não teria voluntariamente os deixado... tocá-la. – Manchas vermelhas marcaram seu rosto, e um tic acima do olho traiu sua raiva. – Os fodidos fizeram alguma coisa com a sua mente.
Ela balançou a cabeça.
? Não. Eu os amo, Mateo, e quero este bebê. Eu não posso simplesmente abandoná-lo para a Agência usá-lo para estudo e dissecação enquanto sigo meu caminho, buscando os fios de uma vida que eu não quero mais. ? Vendo a descrença em sua expressão, ela acrescentou: ? A Agência mentiu para nós os agentes e todo o mundo, sobre tantas coisas. Espera-se que nós exterminemos os necros, mas somos apenas as ferramentas do seu ódio, nada melhor do que os nazistas que facilitaram o genocídio dos judeus.
? Isso é insano. Nós fazemos o que devemos. ? Suas mãos apertaram-se em punhos ao seu lado. ? Às vezes, também por prazer. Eu mataria ambos por bagunçar a sua mente como eles fizeram, e não tem nada a ver com o dever.
A voz de Shaun era um sussurro quando ela fechou os olhos.
? Estou cansada. Você deve ir agora.
? Você não pode realmente amá-los, Shaun. Eles são animais.
? Com certeza alguns são, como alguns seres humanos são. Ser um necro não os torna mal, ou mesmo uma ameaça, necessariamente. ? Um longo suspiro escapou dela, e abriu os olhos novamente. ? Eu sei que você não pode acreditar, mas você tem dedicado sua vida a uma mentira. Eu prefiro morrer do que fazer o mesmo. Estou muito grato a Armand e Foster por me levarem. Se não o fizessem, eu poderia nunca ter descoberto a verdade. – Com voz suave, acrescentou: ? Eu poderia nunca ter conhecido o amor.
? Você tem que saber que eu... ? O som de tiros no corredor cortou o que Torres poderia ter dito. Ele virou em direção à porta principal do laboratório, a mão no quadril, pegando a arma.
O coração de Shaun disparou com excitação, e ela jurou que podia sentir Armand e Foster mesmo antes que a porta de metal voasse de seu quadro para revelá-los. Um pequeno sorriso ergueu seus lábios. Eles estavam vestidos com coletes Kevlar e vestiam roupas pretas. Pareciam prontos para a batalha, mas era tão incongruente com o que sabia deles era difícil não rir.
Sua alegria terminou quando Torres atirou contra eles, apontando para as áreas do corpo não cobertas pelos coletes. Felizmente, seus reflexos rápidos pareciam dar-lhes habilidade de evitar seus tiros, e eles continuavam vindo, usando expressões idênticas de determinação.
Torres não hesitou, sua atitude mostrava a mesma determinação, sua atenção não desviou deles, mesmo quando Holmes e seu assistente fugiram do laboratório, gritando por socorro. Como Foster se aproximava, ele apertou ainda mais a pistola.
Armand acenou com a mão.
? Afastem-se. Nós não temos nenhum desejo de te machucar.
? Vocês não vão levá-la.
? Torres, eu quero ir com eles. Fique fora disso.
Ele não olhou por cima do ombro, mas sua voz parecia vir diretamente a ela.
? Você está confusa, drenada de força por esse maldito parasita dentro de você. Estou tentando protegê-la.
? Obrigada, mas eu não quero ser protegida deles. ? Shaun encontrou o olhar de Armand, e então o de Foster. ? Eu os amo.
? Você não os ama! ? A pistola oscilou ligeiramente, e um tremor visível o percorreu quando Foster fechou a distância entre eles, o peito pressionado contra a arma. ? Cai fora, sanguessuga, ou eu tomarei sua cabeça.
Um sorriso amável atravessou seu rosto.
? Sua devoção a Shaun é comovente, e eu poderia ser capaz de gostar de você em outras circunstâncias. ? O sorriso desapareceu. ? Agora, eu estou achando difícil, pois você está tentando manter longe dela. E ela nos pertence.
Torres disparou a arma, fazendo com que a Foster caísse para trás quando o colete absorveu a bala. Aproveitando a distração, Torres moveu a arma a um ângulo superior, direto na face de Foster. Shaun ofegou quando seu parceiro comprimiu o gatilho, mas não precisava se preocupar. Armand intercedeu, arrancando a arma de Torres, antes que ele pudesse terminar o disparo. Com um grunhido de desprezo, atirou-a sobre o ombro, e o agente pegou sua espada.
Foster tomou-a de Torres com facilidade, claramente ileso da força da bala. Shaun entorpecida questionou se ele teria uma mancha rocha como um ser humano teria, mas o pensamento mundano fugiu quando Torres lançou-se em Armand. Ela queria emitir uma advertência a seu ex-parceiro, para evitar que ele se ferisse, mas já era tarde demais. Armand o levantou facilmente, jogou-o do outro lado da sala, através do vidro de um armário de fornecimento de medicamentos e instrumentos.
Antes que ela pudesse absorver totalmente o que havia acontecido, Foster estava ao seu lado para livrá-la das amarras. Com sua ajuda, ela saiu da cama, inclinando-se contra ele para apoiar-se. Suas pernas estavam muito fracas para sustentá-la, mas não se preocupava em ficar de pé sozinha, de qualquer maneira. Tudo o que queria era que eles a abraçassem.
Em vez disso, teve de se contentar com Foster a levantando em seus braços e seguindo Armand correram do laboratório. O alarme soou no corredor, e piscaram as luzes âmbar das lâmpadas estrategicamente colocadas posicionados em intervalos regulares no corredor. Passos correndo soavam atrás deles, mas Shaun não via ninguém aparecer em torno da curva, porque Foster estava correndo muito rápido.
Sua energia estava muito fraca, o que tornava difícil para Shaun seguir a seqüência dos eventos. Adiante, viu Armand controlar dois agentes, desarmá-los e deixá-los deitados no chão de ladrilhos para permitir saída deles. As portas principais apareciam, e ela prendeu a respiração enquanto se aproximavam, esperando algo para detê-los, pois eles estavam muito perto.
Deu um suspiro profundo quando passaram do limiar para a noite. Sem perder tempo, Foster imediatamente levitou, assim como Armand. Ela agarrou seu pescoço apertando instintivamente. Mesmo sabendo que ele não a soltaria não podia evitar o medo de cair.
Quando eles atravessaram o céu noturno, as luzes da cidade espalhavam-se abaixo deles. Shaun ficou maravilhada com o quão fácil foi a fuga. Se ela tivesse estado em uma forma física superior, ela teria tido conseguido fugir com facilidade?
Foster começou a descer, e Shaun olhou para baixo para ver o seu destino - árvores muito grandes em um parque da comunidade. A área de jogo estava silenciosa e solitária, um poste fornecia iluminação fraca. Logo que seus pés tocaram o chão, ela caiu de novo contra Foster respirando profundamente. O exterior cheirava maravilhosamente, especialmente depois de ter estado presa no mesmo laboratório pelas últimas duas semanas à mercê de Holmes e qualquer procedimento que ele escolhesse para ela.
Armand tirou-a de Foster, puxando-a para seus braços, enquanto sussurrava seu nome várias vezes, com voz grossa e lágrimas reprimidas. Finalmente, ele recuou o suficiente para olhá-la, seu rosto uma máscara de preocupação.
? Você está fraca, ma belle.
Ela assentiu com a cabeça.
? É o bebê. Ele está usando todos os recursos disponíveis.
Foster aproximou-se deles, colocando a mão sobre seu abdômen dilatado.
? É impossível.
Dirigindo um pequeno sorriso, ela disse:
? Eu também pensava assim, mas claramente não é. Eu o vi muitas vezes no ultra-som, então não há dúvida de que ele está aqui. Confiem em mim, eu não fiquei assim com massa de rosquinha frita.
Sua piada caiu no vazio, os homens por demais absorvidos em tocar seu abdômen, onde o bebê gentilmente chutou contra suas mãos.
? Você tem alguma idéia de como é raro para um vampiro encontrar uma correspondência genética, chérie? Somos férteis, é claro, mas a menos que o nosso DNA seja compatível o sistema imunológico da mãe, ataca o material genético estranho, impedindo a formação de gravidez. ? Ele esfregou a barriga em um pequeno círculo. ? Eu só conheci outro casal de vampiros que eram compatíveis.
? Meus pais ? disse Armand, finalmente, fechando a boca. Parecia ter se travado em uma posição semi-aberta permanentemente.
Shaun arregalou os olhos.
? Você nasceu deles?
Ele balançou a cabeça.
? Jacqueline e eu.
? Presumi que um de seus pais tinha sido transformado e, em seguida fez o mesmo para o resto de vocês, para mantê-los vivos para sempre.
? A suposição lógica. ? Ele deu de ombros. – Não conhecíamos nada sobre genética, quando eles estavam vivos, mas papai sempre assumiu que era porque ele era antepassado da minha mãe que poderiam ter filhos. Não é esse o caso, como sabemos agora. É ainda um mistério por que algumas estirpes do vírus são compatíveis quando outras não são. Na verdade, é raro um pai ser compatível com seus descendentes, por isso não tem nada a ver com a estirpe particular.
? Eu não me importo como aconteceu. ? Shaun colocou as mãos sobre as deles em seu abdômen. ? Estou tão feliz que aconteceu. ? Respirando profundamente, ela abordou um tema que temia ser sensível. ? Mas qual de vocês é o pai?
Armand e Foster trocaram um olhar antes de retornar sua atenção para ela.
? Nós não sabemos. Nós nunca poderemos saber ? disse Foster.
? Nós dois somos. Obviamente, um de nós é o pai biológico, mas sem o nosso vínculo, nossos sonhos compartilhados, não a teríamos encontrado Shaun. Não haveria um bebê sem nós dois... sem você Shaun. ? Armand encolheu os ombros. ? Eu não me importo quem gerou. Ele é meu filho.
? Meu filho! ? Um brilho nos olhos de Foster mostrou o seu prazer, mas desapareceu de repente. ? Você não pode fazer isso, Shaun.
Sua testa franziu confusa.
? O quê? ? Ele parecia feliz com o bebê, mas sua expressão contava uma história diferente, pois as palavras cortaram seu coração.
? Nenhum ser humano deu à luz a um bebê vampiro. Você não irá sobreviver ao processo. ? Seus olhos a analisaram da cabeça aos pés. ? Você será drenada, a ponto de colapso só para nutri-lo. Você não poderia sobreviver ao nascimento em seu estado atual.
Ela deu um passo para trás afastando-se de Armand, de alguma forma conseguindo manter-se sozinha, cruzou os braços sobre o peito.
? É um pouco tarde demais para mudar as coisas agora. Eu não vou fazer um aborto.
? Não se zangue, ma belle. Foster está apenas preocupado com você, como eu. ? Armand precisou limpar a garganta antes de continuar. ? Nós não queremos perdê-la novamente, mas não estamos sugerindo um aborto.
? Então o quê?
? Você precisa se transformar imediatamente. O processo a encherá de força, e você será capaz de sustentar nosso bebê e à si mesma.
Shaun viu a preocupação nos olhos de ambos, podia senti-los formando argumentos para contrariar a sua inevitável resistência à idéia. Era quase divertido dizer em um tom claro:
? Ok.
? Se você não fizer isso, você vai morrer. ? Foster interrompeu-se, piscando. ? Você disse ok?
Ela assentiu com a cabeça, um sorriso forçado nos lábios.
? Eu disse.
? Eu pensei que você não queria isso. ? Olhos de Armand revelavam sua confusão, juntamente com um traço de esperança.
Sua cabeça girava, e Shaun deu um passo em frente, apoiando-se neles para se manter em pé.
? Eu não sabia o que eu queria, mas eu sei agora. Eu tive muito tempo para pensar, enquanto estive presa no laboratório.
? Gostaríamos de ter vindo mais cedo, mas os sonhos não eram específicos o suficiente para revelar um local até a noite passada.
Shaun tocou os lábios Foster, cortando-lhe a palavra.
? Imaginei que era algo assim, amor. Eu nunca duvidei que viessem por mim. Eu só estava com medo de que não seria a tempo.
? Nada pode nos afastar de você. ? Armand os aproximou. ? Agora não, nem mesmo a morte.
Foi mais fácil do que pensava render-se ao processo. Embora ela já tivesse decidido se tornar um vampiro para que pudesse estar com eles para sempre, parte dela se perguntava se seria capaz de abandonar tão facilmente a sua humanidade. Com Armand e Foster a segurando entre eles, as bocas prontas em cada lado do seu pescoço, ela descobriu o medo se desvanecendo. Ela não estava perdendo a sua humanidade, ela só iria aumentá-la.
Seus dentes perfuraram sua pele ao mesmo tempo, trazendo um breve lampejo de dor que logo se transformou em doce calor, como uma droga pesada que fluía por suas veias, espalhando-se das mordidas. Eles sugaram o sangue em conjunto, as mãos vagando sobre seu corpo, despertando um tipo diferente de calor, que ela ficaria feliz em matar com eles assim que estivesse forte o suficiente.
As bocas deixaram seu pescoço, e Armand foi o primeiro a trazer-lhe o pulso à boca, cortando a veia com a sua presa. Shaun apertou a boca na ferida, sugando o sangue e deglutindo, uma vez que corria em sua boca. Ele começou um verdadeiro rio, mas rapidamente transformar-se em um córrego, antes de secar completamente. Quando Armand retirou seu braço, o pulso Foster estava lá para tomar o seu lugar, e repetiu o processo até que a ferida foi fechada, e ele deixou cair a mão ao seu lado.
Uma sensação de flutuação encheu sua cabeça, e o calor inundou seu corpo, começando a queimar um pouco, como a picada de um músculo muito exercitado após um treino intenso. Não era exatamente doloroso, mas não incitava qualquer entusiasmo por ela. Em vez disso, sentiu-se sufocar, com um desejo crescente de eliminar todo alimento que havia consumido, e as convulsões tomaram seu corpo. Ela gritou, e eles a baixaram para o chão. A relva macia forneceu uma almofada para ela quando se contorceu sob o ataque. Foster e Armand ficaram ao seu lado, segurando suas mãos, seus olhos espelhando a sua dor.
De repente, a queimação parou, substituída por uma sensação de gelo correndo em suas veias. Ela mal tinha registrado a sensação quando desapareceu, substituída por uma sensação refrescante, como uma bebida fria em um dia de calor. Seus sentidos tinham aumentado de sensibilidade dramática, e ela podia sentir o cheiro de sangue nas proximidades, mas não experimentava fome.
? Não é como eu pensei que seria.
? Como assim? ? Armand afastou seu o cabelo da testa, os olhos ainda refletindo uma medida de preocupação.
? No nosso treinamento, fomos ensinados que os recém-convertidos necros atacam a fonte mais próxima de sustento, mas eu não estou sentindo sede de sangue. Eu me sinto como sempre, na verdade, exceto mais forte.
? Outra coisa que eles ensinam errado ? disse Foster.
Movendo-se lentamente, Shaun sentou-se, avaliando sua força enquanto o fazia. Embora ainda um pouco fraca, já se enchia com um renovado vigor. Pela primeira vez em dias, ela não parecia estar oscilando às portas da morte.
? E agora?
? Nós corremos ? disse Foster, torcendo os lábios.
Ela suspirou.
? Eu acho que nós temos que deixar para trás a casa nos rochedos.
? Sim, ma belle. Essa é a nossa existência. ? Armand ficou de pé ao mesmo tempo como Foster, e depois ambos a ajudaram a levantar-se, certificando-se que estava estável antes de relaxar o aperto. ? É frustrante, mas você ainda vai descobrir que a vida pode ser feliz e útil, mesmo quando há pessoas no mundo que nos matariam à primeira vista.
? Eu nunca duvidei que seria feliz com vocês.
Foster deu uma risadinha.
? Nunca, chérie?
Shaun se contorceu.
? Ok, talvez no começo, quando pensei que vocês iriam me drenar até secar.
? Ou fodê-la até à morte ? Armand interrompeu.
? Também. ? Baixou a voz enrouquecida. ? Acontece que não seria um mal caminho a percorrer.
? Você não terá que temer a morte agora ? disse Armand.
Um triste sorriso cruzou seu rosto.
? Meu querido, nós ainda temos que nos preocupar com a morte, com a NCA lá fora.
? É sempre uma possibilidade, mas não vamos nos debruçar sobre isso. ? Foster pôs o braço em volta dela, puxando-a mais perto. ? Em vez disso, vamos pensar no futuro e nas formas, como vamos amar uns aos outros.
? E no nosso filho. ? Armand tocou seu estômago.
? Obrigada por me encontrar. ? Ela falou com sinceridade de coração, descobrindo que era impossível expressar a confusão de emoções que circulavam através dela. Gratidão, alívio, medo e alegria, tudo misturado para formar um cocktail desorientador. O único modo de lidar com tudo era filtrar tudo, exceto a alegria.
? Foi nosso prazer, ma belle. ? Armand a beijou.
? E agora, o prazer será meu... para sempre ? disse ela com um sorriso travesso antes de oferecer os lábios para Foster.
À medida que a seguravam entre eles, fazendo-a se sentir segura, Shaun resolveu tentar adotar a política de Foster de não se deter sobre a ameaça da NCA. Em vez disso, ela iria abraçar uma nova vida e os dois homens que a completavam. Ela já não tinha dúvidas que eram seus companheiros de alma. O conceito não era ridículo. Como poderia ser, quando se encaixam perfeitamente, quando eles eram as partes perdidas dela, e ela era as deles?

Fim

PEGASUS LANÇAMENTOS distribui:
PRESA DO CAÇADOR
Kit Tunstall



  


 

 

  

PRESA DO CAÇADOR

HUNTER'S PREY

Kit Tunstall

 

DISPONIBILIZAÇÃO: SORYU

TRADUÇÃO: FELÍCIA STARS

REVISÃO INICIAL: FELÍCIA STARS

REVISÃO FINAL: ROBERTA LELIS

FORMATAÇÃO: SORYU

 

 

 

 

RESUMO

 

A agente Shaun O'Grady pensava que vampiros eram apenas animais que precisavam ser exterminados, mas rapaz, Armand e Foster iriam provar seu erro! Aqueles mestres sexuais decidiram mostrar-lhe umas duas ou três coisas sobre sua espécie, começando com a falácia de que eles possuem sangue-frio, definitivamente não é verdade! Cenas de ménage cheias de vapor em uma história comovente fazem desta uma história que vale a pena ler!

 

 

 

Nota da Revisora Felícia Stars:

É boa. Gostei. Mas fiquei com uma centena de perguntas sem respostas. Se for uma série, tudo bem poderemos encontrar esses esclarecimentos em outros livros, mas se for único....

Falando sério. É bom, mas poderia ser maravilhoso. Tem enredo para 800 páginas, e história para mil...

 

 

 

Nota da Soryu:

Aqui é vale tudo!!! Ahuahuahua... quem adora livro hot, bem aberto,onde todo mundo se ama, se come sem beijar, independente do sexo, da quantidade... É esse o caminho!!!


 

 

   

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