quarta-feira, 20 de outubro de 2010 By: Fred

Relançamento - M S - O Poder Do Amor - Antologia Eternally Yours (Rev. PRT)

Relançamento - M S - O Poder Do Amor - Antologia Eternally Yours (Rev. PRT)







Aurora, Celeste, Skye e Eve tinham cada uma, abraçado seu poder especial e encontrado o amor verdadeiro. Agora, as quatro primas se juntaram para reparar a Pedra do Poder e libertar as almas de Jonathon e Solange da maldição de Darien. Mas elas estão preparadas para lutar com o próprio mago do mal?





Revisão Inicial: ladyclaire
Revisão Final: Ana Santos
Formatação: Dyllan
Projeto Revisoras Traduções





CAPÍTULO UM


— Você está certa que este é o lugar certo para estar fazendo isto? — Rory perguntou numa voz apenas acima de um sussurro. — Que melhor lugar, — Celeste disse suavemente, — que a sepultura de Solange? — Ela estremeceu um pouco, entretanto estivesse longe de ser uma noite fria. Era a atmosfera. As altas criptas ornamentadas, uma cidade dos mortos, se erguendo ao redor delas. As névoas ondulantes retorcendo no chão. As nuvens pretas espessas obscurecendo até a lua e as estrelas.

— Eu não gosto disto aqui, — Eve colocou, olhando ao redor do cemitério com medo em seus olhos marrons. — Parece… escuro. Do mal.

— Não seja ridícula. A casa ancestral é uma pedra que foi arremessada daqui. Solange está aqui, — Celeste começou, mas ela deixa sua voz se perder. Parecia ridículo dar uma lição a suas primas quando ela estava tão desconfortável quanto.

— Você pelo menos podia fazer algo sobre a atmosfera, não é, Rory? — Skye perguntou.

Rory fechou seus olhos e as outras ficaram em silencio, assistindo. Em um momento, o vento fantasmagórico que tinha estado gemendo e sussurrando em torno das estátuas e das criptas enfraqueceu e morreu. As nuvens escuras obscurecendo a lua se afastou, navegando como navios fantasmas pretos em um mar de meia-noite. E a lua cheia cintilou brilhante e prateada, banhando as criptas em luz e sombra.

Nenhuma dúvida para Rory. Ela lançava, e conjurava, e os resultados eram visíveis, palpáveis. Chuva ou neve ou granizo. Sem questionar suas percepções. Sem imaginar se as vozes estavam só em sua cabeça. E nenhuma dúvida nos olhos do seu amado Luke também. Sem margem para dúvidas. O poder de Eve era assim, também. Quando ela movia algo com sua mente, não existia nenhuma dúvida se realmente aconteceu. Simplesmente acontecia.

— Inferno, eu não estou certa isto é de alguma forma melhor, — Skye disse. Ela estava olhando agora para a estátua próxima à Cripta da família Deveaux. De tamanho natural, natural em todos os sentidos, era feita para parecer mais real ao Luar. — Deus, quem colocou aquela coisa terrível aqui? —

— Eu estou mais preocupada porque, — Celeste sussurrou, observando o cinzelado, severo e de alguma maneira bonito rosto, os fluentes mantos, as mãos para sempre agarrando algo que a muito tempo se esfarelou.

— É quase como se fosse real, — Skye suavemente disse. — Eu continuo pensando que posso ouvir seus pensamentos.

Eve estremeceu e esfregou seus braços. — Sim? O que ele está pensando?

— Eu não sei. Eu posso só distinguir sussurros.

— Poderia não ser a estátua de qualquer forma, — Celeste disse. — Poderia ser os sussurros dos mortos. Este lugar está zumbindo com eles. Talvez você esteja começando a se canalizar com eles, como eu faço.

— Não é o que parece, — Skye disse. — Entretanto novamente, como infernos eu estaria certa? — Ela encontrou os olhos de Celeste.

Celeste compreendida. Seu poder e o de Skye eram os mais parecidos. Skye ouvia os pensamentos dos vivos. Celeste ouvia as vozes dos mortos. Duros de provar qualquer um deles. Entretanto Skye nunca tinha ouvido falar de seu amante duvidando de suas habilidades. Até onde Celeste sabia, Nic era um crente verdadeiro.

— Nós podemos apenas terminar com isso? — Rory perguntou. As nuvens vieram rastejando de volta acima da face da Lua, e ela acenou uma mão impaciente e as mandou embora sacudindo. — Eu não posso segurar o tempo a noite toda. — Ela parecia como se pudesse, com o luar deixando seus polidos cachos vermelhos acesos como uma auréola de poder.

— Então o que nós fazemos? — Eve perguntou.

— Espere, eu perguntarei. — Celeste fechou seus olhos. — Solange? Bisavó, você está aí?

Eu estou aqui, criança. Mas você já sabe o que fazer. Confie em seus instintos. Eles são os instintos de uma bruxa, e nunca guiarão você errado. É importante você fazer isto.

Acenando, Celeste olhou para as outras. — Formem um círculo, — disse a elas. Era a primeira coisa que uma bruxa fazia na maioria das situações. Então deveria funcionar agora.

As quatro primas formaram um círculo solto, bem em frente da cripta da família Deveaux.

— Solange pode nos ver, ela diz, — Celeste disse, repassando as impressões que ela estava recebendo de sua bisavó. — Mas ela não pode vir para nós. Ela não está livre ainda. Ela está presa… na casa. —

Enquanto ela disse isto, todas as quatro delas giraram para olhar na direção da casa. Era além da parede de pedra do Cemitério de Lafayette, alguns quarteirões distante.

— Ela diz que faz bem a seu coração ver a maravilha de sua família, de sua linhagem de sangue. Fez isto valer a pena, o sacrifício que ela fez por nós.

Bonito, todas vocês, e fortes. E cada uma de vocês achou o amor, Solange continuou. Mas é com você, Celeste, que eu sinto o laço mais forte. Eu posso falar com você, Celeste. Significa tanto você poder me ouvir. E, além disto, de todas vocês, você é a pessoa que se parece muito como eu em vida. Aquece-me ver você forte e orgulhosa em sua pele de caramelo e cabelo de corvo.

— Você tem estado tão só, avó. Por tanto tempo. Eu sei como você deve sofrer por seu
Jonathon, mas vai acabar logo, — Celeste prometeu.

Eu faria as mesmas escolhas novamente, Celeste. Eu fiz a coisa certa.

— Agora o que? — Eve sussurrou. Ela passou uma mão por seu cabelo curto, marrom escuro, num gesto nervoso.

Tire as pedras.

— Tirem seus pedaços de pedra, — Celeste disse. Ela ergueu sua cabeça, olhou ao redor do círculo para cada uma de suas primas na sua vez. Rory alcançou em uma mochila, tirou um naco de pedra, soltou o pacote sobre o chão. Skye tinha uma bolsa aparentemente cara, grande e marrom com um gancho de ouro. Ela tirou seu pedaço dela, então largou a bolsa, seus olhos apenas na pedra. Eve com seus selvagens cabelos carregava sua pedra em uma mochila de couro com um cordão no topo. Ela a tirou e lançou a mochila no meio das criptas e cerâmica. Celeste tirou sua própria pedra da bolsa de seda que levava no cinturão ao redor da cintura. Ela segurou apertada com as duas mãos, na frente dela, e as outras copiaram sua posição.

Ponham no chão, Solange sussurrou.

Celeste movimentou a cabeça. — Ponham no chão.

Enquanto falava, ela se ajoelhou e, reverentemente, deitou seu pedaço no bem gasto chão. As outras igualmente fizeram, ajoelhando-se, abaixando os pedaços de pedra para o chão, relutantemente os deixando, e finalmente se endireitando novamente.

E Celeste falou as palavras que sua avó deu a ela.

— A pedra foi dividida, a maldição foi falada. A pedra está curada, a maldição está quebrada. Então grão será.

— Então grão será, — a outra três repetiram em uma voz.

No chão, as pedras começaram a vibrar, tremer. Enquanto as quatro mulheres assistiam em maravilha e temor, elas moveram. Lentamente, como tentativa a princípio, então com mais vigor. Alguns dos pedaços giraram, girando eles mesmos na posição correta. Então, em uma explosão súbita de frenética de movimento, os quatro pedaços bateram bem no centro junto do círculo que as mulheres haviam formado. Luz estourou deles, um segador brilho laranja amarelado ofuscante que clareou para o puro branco nas frestas - fagulhas voavam enquanto os pedaços fundiam.

E então a luz morreu e a Pedra do Poder ficou lá bem no centro do círculo, inteira, nem mesmo uma rachadura para mostrar onde uma vez tinha estado quebrada.

Celeste sentiu algo, uma pressa que fez jogar seu olhar na direção da casa.
— Solange está livre!— Ela gritou. Ela sentiu a mulher flutuar no cemitério para juntar-se a suas descendentes com uma brisa morna, com aroma de rosa.

E então ela apareceu lá. Translúcida, delgada, como um oculto, esfumaçado reflexo do próprio rosto de Celeste, acima de um vestido antiquado com um colarinho de renda alto.

— Solange, — as outras sussurraram.

Elas podiam vê-la, também!

Mas a alegria de Celeste foi curta, ela viu o olhar no rosto fantasmagórico da sua bisavó, viu o medo em seus olhos e sentiu a faísca de pânico que saía do coração da outra mulher enquanto ela olhava para além de suas descendentes.

Celeste seguiu seu olhar e viu isto, também. A estátua, assomando atrás de suas primas parecia estar… vindo a vida.



CAPÍTULO DOIS



Algo respingou no chão, como pedras sendo despejadas aos punhados, e as três primas giram, todas elas, só para congelarem em horror quando viram o que Celeste e Solange estavam vendo. A estátua, a assustadora, horrível estátua, estava… se movendo. Os braços, mãos, pareciam dobrar ligeiramente, e pedras desintegravam e caiam longe.

— Meu Deus, olhe para os olhos!— Skye disse.

Elas todas fizeram, vendo que aqueles olhos não eram mais os olhos de uma estátua de pedra, mas os olhos de um homem. Um homem vivo, bravo.

— Meninas! Vocês devem fugir!— Solange gritou.

Mas até então, a estátua estava escapando de mais pedra, protestando em um grunhido fundo enquanto lutava para ficar livre. — Eu não entendo, Solange. Nós quebramos a maldição. Nós libertar você. O que está acontecendo agora?

— Sim, Celeste. Você quebrou a maldição. Você me livrou. Mas fazendo isso, você também o livrou.

— Quem ele é? — Rory perguntou, olhando fixamente da aparição fantasmagórica de sua bisavó para a desintegrante estátua.

— Darien, — Skye respondeu. — Eu posso ler seus pensamentos alto e claro agora. Ele é o mago da
Lenda. E ele pretende matar todas nós e tomar a pedra. —

— Sob meu cadáver, — Eve sussurrada. Ela acenou uma mão para a estátua, e ele foi desprendendo-se de seu pedestal, quebrando sobre o chão em uma nuvem de pó.

Segundos mais tarde, entretanto, o homem ele mesmo, Darien, elevou-se daquela pilha de pedra quebrada, um sorriso mau em seu rosto enquanto escovava gesso e pó de suas vestes. — Obrigado, Eve. Iria levar-me outros vinte minutos sozinho. — Ele olhou para a Pedra do Poder, lá no chão entre eles. — Eu só tomarei minha pedra e estarei a caminho. —

— O inferno que você irá!— Eve entortou um dedo, e a Pedra se lançou propriamente em direção a ela. Ela a pegou, cambaleando para trás e grunhindo no choque, no peso. Seus joelhos entortaram, mas suas primas a cercaram, ajudando a suportar seu peso.

— A casa, — Skye gritou. — Vão para a casa!

Elas se moveram como um, Eve lançando membros de árvore e pedras no mago toda vez ele começava a persegui-las. Os membros do Darien eram duros — provavelmente por anos de desuso. Celeste esperava que seus poderes estivessem tão debilitados.

— Ele está aproximando-se de nós, — Skye disse sem olhar de volta.

— Vamos vê-lo se livrar disso, — Rory gritou com um olhar para os céus.

Nuvens pretas apagaram a lua, e uma faísca de raio caiu, arranhando a Terra em frente dos pés do mago.

— Morto íntegro, surja e venha para nossa ajuda!— Celeste gritou.

E imediatamente emergiram névoas, rodando e retorcendo do chão, das criptas. Eles trançaram e rodaram, e o mago parou, atordoado pelo que viu. Seu olhar girou primeiro para um lado e então outro enquanto as formas o cercavam, gemendo e gritando, bloqueando sua fuga.

As mulheres correram o resto do caminho e conseguiram entrar com a Pedra na casa. Elas largaram na primeira mesa que viram, uma mesa de café, onde ferramentas de Solange estavam dispostas como se aguardando ela retornar. Eve girou e lançou uma mão em direção à porta, fechando atrás delas, trancando as fechaduras sem tocá-las. Então ela girou enfrentando as outras.

— Então agora o que? — Ela perguntou.

— Eu não sei, — Skye disse. — Eu só sei que ele estava pensando que não poderia nos deixar trazer a Pedra para a casa. Então eu imaginei que seria nossa melhor aposta. —

Solange estava próxima à mesa, suas mãos pairando acima de suas ferramentas, a expressão no seu rosto cheia de desejo. Celeste sentiu seus pensamentos. Ela estava coçando para pegá-los, segurá-los novamente, para empunhar seus poderes, mas ela tinha medo de tentar. Com medo da decepção que sentiria quando suas mãos se movessem por eles. Ela girou, para encarar as mulheres, sua prole, escolhendo ao invés para responder suas perguntas.

— Você estava certa, Skye, — Solange disse. — Eu fui encarcerado dentro desta casa por muitos anos. E eu posso estar sem forma, mas eu não estou sem o poder. Eu lancei um círculo ao redor deste lugar toda noite desde que eu deixei o mundo dos vivos. Um círculo de proteção, reforçado, seu poder aumentou, noite após infinita noite. Nada do mal pode entrar neste lugar. Ele não pode tocar a Pedra aqui.

— Então é isso? Nós conseguimos? Missão realizada? — Rory perguntou. — Não pode ser. É muito fácil.

— Eu temo que você esteja certa, Aurora. Oh, nós estamos seguras suficiente, enquanto ficarmos aqui.

Celeste acenou com a cabeça sua compreensão. — Você não vê, Rory? Nós quisemos libertar Solange de sua prisão. Ao invés, nós apenas nos juntamos a ela aqui.

Rory piscou, parecendo de fora. — Nós não podemos partir?

— Não sem o risco dele nos atacar, — Eve disse.

Skye balançou sua cabeça lentamente. — Eu não penso que ele esperará ao redor ou deixará assim até decidirmos quando ou de que jeito vamos deixar a proteção deste lugar. Ele tentará achar um caminho para nos forçar a sair. Então seria melhor imaginar como enfrentá-lo e ganhar, quando ele tentar.

Celeste olhou para Solange, enquanto ela olhava suas ferramentas novamente. — Eu espero que você não se importe de as usarmos. Eve as trouxe — elas têm estado em armazenamento em sua casa na Califórnia por muito tempo.

— Claro que eu não me importo. Eu só desejo…— Ela deixou sua voz diminuir e, como tentativa, esticando uma mão para fechar ao redor seu amado athame. Mas sua mão passou direto punhal de fio duplo.

Celeste mordeu seu lábio, sentindo a tristeza aguda que passou pelo coração de Solange. Ela moveu em torno da mesa de café para se sentar no sofá em frente. — Use-me, Solange.

Solange olhou para ela. Então fizeram as outras.

— Você está certa? — Solange perguntou.

— Eu estou. Venha, use suas ferramentas. Você tem o poder, mais que qualquer uma de nós. Talvez você possa nos dizer o que fazer a seguir, como lutar. Como ganhar.

Acenando com a cabeça devagar, Solange se moveu para onde Celeste estava sentada, e girando, ela se sentou também, como se fosse se sentar no colo de Celeste, só que ela não sentou. Ela se instalou no assento da alma de sua tataraneta — no centro de seu corpo.

Ela abriu os olhos de Celeste. Celeste podia sentir tudo, estava ciente de tudo, mas não no controle. Ela se sentia como uma boneca, com outra pessoa nas cordas. Suas mãos fecharam em torno do Athame e o acariciou. Então elas se moveram para acender o incenso fresco no incensário e velas também.

Seus lábios se moveram, mas não foi sua voz que falou, e ordenou às outras trazerem água fresca para o cálice. Ela misturou água e sal no caldeirão, e abaixou a lâmina de seu punhal do lado de dentro, e uma explosão de pura energia explodiu da união de força e forma, punhal e tigela, macho e fêmea. Uma esfera de luz azul elétrica expandiu para cercar a casa inteira. Nunca Celeste sentiu tal poder de qualquer mágica que ela criou. E ainda ela o fez, agora, com Solange no leme.

Finalmente, ela abaixou a lâmina para a mesa e curvou sua cabeça acima do espelho revelador.

— Mães de minhas mães, — a voz de Solange disse. — Avós de minhas avós, digam a mim o que eu devo saber.

O espelho pareceu nublar acima, e todas as mulheres se debruçaram mais próximas para ver o que suas bisavós estavam vendo através dos olhos de Celeste.





CAPÍTULO TRÊS




— Foi há muito tempo, — Eve sussurrou. Celeste ouvia tudo, mas não podia responder. — Ela está certa, — Rory disse. — Ela tem estado debruçada acima daquele espelho, sussurrando por horas, e nós não temos nenhuma idéia se está fazendo qualquer bem. Enquanto isso, ele está ainda espreitando ao redor lá fora, fazendo Deus sabe o que.

— Não, ele não está.

Ambas as outras mulheres giraram para olhar fixamente para Skye.

— Ele não está lá fora mais, — ela disse. — Eu não o sinto. Ele se foi.

— Para onde? — Rory perguntou.

— Eu não sei. Ele está…além de meu alcance, eu acho.

Eve suspirou, e se moveu para o sofá onde Solange estava sentada no corpo de Celeste. Ela colocou uma mão em seu ombro. — Vamos, Celeste, nós precisamos de você de volta aqui agora. Solange, deixe-a ir, certo? Isto não está fazendo nenhum bem a ninguém.

Os olhos que olharam para Eve não eram de Celeste. Mas Celeste os sentiu sorrindo.
— Sim, você está certa, — Solange disse. E então de repente, o corpo de Celeste ficou mole como se algo sólido fosse arrancado dele. Ela caiu no sofá, atordoada, debilitada.

— Celeste? Querida, você está bem?

As mãos de suas primas estavam nela, agitando-a, ajudando-a. Ela se sentou ereta, piscando os olhos em enfoque, e notando que Solange se sentou ao lado dela no sofá. Ela estava mais transparente que antes? Mais magra, de alguma maneira?

— Celeste? — Eve se debruçou próxima, agitando-a suavemente. — Você está bem?

Celeste encontrou olhos preocupados de suas primas, então sorriu. — Para falar a verdade não. Que tal você me chamar um paramédico?

Eve retornou seu sorriso. — Boa tentativa, mas seu paramédico não está aqui por uma razão. Todas nós decidimos que os homens estariam mais seguros longe de tudo isso.

— Eu sei. Mas se ele pudesse ter visto o que acabou de acontecer…— Uma sugestão de tristeza passou por ela, mas ela lembrou a si mesma que tinha coisas mais importantes para se preocupar aqui que sua própria validade.

Celeste girou para Solange.

— O que você descobriu?

Solange olhou para ela, então para cada uma delas por vez.
— Meu tempo aqui logo estará terminado. Ao amanhecer, eu serei reunida com meu Jonathon, e juntos nós teremos que seguir em frente, para a vida após a morte.

As meninas trocaram olhares, cada uma mais preocupada que a outra. — Mas Solange, nós precisamos de você aqui. Nós precisamos de você para nos ajudar a derrotar Darien, — Celeste sussurrou.

— Vocês me têm. Eu vivo, em cada uma de vocês. Celeste, meu poder para falar com os mortos vive em você. Mas não use só para falar com os mortos, ou canalizar suas palavras. Use para solicitar aos antepassados da linha Deveaux e para canalizar seus poderes. A força mágica de cada bruxa em nossa linhagem é sua para exercer, se você apenas pedir.

Ela piscou em choque, atordoado que isto pudesse ser verdade.

— Eve, — Solange continuou. — Meu poder para converter energia em força física existe em você. Mas não use apenas para mover objetos. Use como a força que é. Um campo de força de proteção, uma explosão invisível de poder, um raio de luz na escuridão. Não se limite a mover objetos. Uma bruxa que exerce mágica pode mudar qualquer coisa no reino físico — sua forma, densidade, visibilidade, qualquer coisa.

— Meu Deus, isso pode ser verdade? — Eve perguntou suavemente.

Solange girou então para Skye. — Skye, como eu, você pode ler para as mentes de seus inimigos e de estranhos, sim. Mas lhe ocorreu que você não só pode ler os pensamentos de suas primas, você pode enviar seus pensamentos para elas, também? Você não sabia disto, eu sei, e esta é uma habilidade, mas eu tenho toda confiança que você pode fazer. Por causa de seu poder, vocês quatro podem se comunicar sem fazer som. Você pode pedir ajuda, enviar advertências, se comunicar com qualquer um em qualquer distância. Você entende?

Skye acenou devagar, seus olhos expressando temor.

— E você, Rory, seu poder não é limitado apenas ao tempo. — Isto é apenas a primeira manifestação visível que você notou. É meu poder, vivo em você, e o primeiro que aprendi a dominar. É o poder para comandar os elementos - terra, ar, fogo e água. Você pode usar para mais que apenas chuva e vento. Você pode usar para criar, destruir.

Você precisa só perceber que não existe nada no universo que não seja composto daqueles quatro elementos básicos, e gerados com vida pelo quinto — aquele do espírito. Você pode criar à vontade. Faça uma montanha solicitando terra, uma espada suplicando minério e fogo. Você pode fazer qualquer coisa.

Ela se pôs de pé se moveu ao centro da sala. — Entre vocês, vocês têm todos os poderes que eu tive. Como os pedaços da Pedra, vocês quatro precisam reunir-se, para perceber que vocês são limitadas apenas por suas próprias mentes, para trabalhar como uma, a fim de derrotar Darien, e salvar o amor em suas vidas.

Celeste piscou. — Mas nós já fizemos isto, avó. Nós achamos amor, cada uma de nós. —

— Eu sei, — Solange disse, abaixando seus olhos. — Infelizmente, ele também. — Ela olhou em direção a janela. — E é isso que ele usará para forçá-las a sair da proteção desta casa. Os homens que vocês amam.

— Ele foi atrás dos homens?

Solange acenou. — Onde vocês os deixaram?

— Em um hotel no Franch Quarter, — Celeste disse. Ela olhou para suas primas, e como uma elas disseram, — O Biltmore.

— Nós temos que ir! Deus, se ele machucar Ben…— O coração de Celeste congelou ao pensamento de Bem enfrentando o maior mal que ela já viu. — Se ele machucar Ben, ele vai desejar ter ficado feito de pedra.




CAPÍTULO QUATRO



— Vocês não estão prontas, — Solange disse. — Vocês não têm nenhum plano.

— Nós não podemos esperar, Solange. — Celeste alcançou como se fosse tomar a mão de sua antepassada, embora o toque fosse um que nunca pudesse ser. — Os homens que nós amamos estão em perigo. Não existe nenhum tempo para pensar, para planejar. Só para ação.

— Darien tem alguma debilidade, Solange? Alguma falha que nós pudéssemos fazer uso? — Eve perguntou.

Solange abaixou seus olhos. — Seu desejo por poder. E… seu amor por mim.

As quatro primas ficaram mudas, e olharam fixamente para sua antepassada com olhos arregalados. — Ele… amou você?

Solange acenou. — Tanto quanto ele era capaz de amar qualquer pessoa, — ela disse. — Mas para ele, amor significa possessão. Propriedade. Controle. — Ela olhou para cada um delas. — Isso não é amor. Mas vocês sabem disto. É por isso que vocês estão apressadas para sair daqui sem preparação. Talvez — amor possa ser suficiente. Eu não acreditei que fosse. Mas se eu tivesse.

— Você não pode vir conosco, Solange? — Eve perguntou.

Ela agitou sua cabeça. — Sem uma de nós aqui para manter a energia do círculo, ele poderia achar um caminho para atravessar e tomar a Pedra.

Alguém pode me achar um vestido? — Celeste perguntou. — Um como o que Solange está vestindo?

As primas trocaram olhares, enquanto Celeste começava a arrumar seu cabelo.

* * *

As primas juntaram as mãos, encontrado os olhos umas das outras, então olhando para Solange. — Nós não a desapontaremos, — Rory prometeu.

— Vejo que não.

— Só mantenha aquela pedra segura até que nós voltemos.

Ela movimentou a cabeça. — Até o amanhecer.

— Nós voltaremos a tempo.

Solange se moveu para a mesa onde a Pedra do Poder estava cercada por suas ferramentas, e debruçando sobre o espelho revelador. — Eu assistirei vocês daqui, e fiquem em contato através de Celeste.

Ela olhou para as quatro delas, paradas de mãos dadas. — Vocês podem fazer isto. Eu sei que vocês podem.

Com um aceno com a cabeça, elas saíram.

* * *

O Biltmore estava vazio. Uma multidão permanecia na rua, cercando o edifício envelhecido enquanto chamas saltavam de cada janela e lambiam suas paredes exteriores. Os caminhões de bombeiro cercaram o lugar inteiro, e as quatro primas juntaram-se à multidão de espectadores. Celeste havia colocado um longo casaco, para cobrir o vestido longo que ela usava. Ela havia se relanceado no espelho, e tinha ficado tão surpresa por sua própria aparência que quase havia gritado. Ela era a imagem do retrato de sua tataravó.

Skye fechou seus olhos. — Os homens estão dentro do hotel. Todos eles, e ele — ele está lá, também.

— Nós temos que entrar.

Celeste ouviu Solange sussurrando para ela. — Ela diz para nos encolhermos em nós mesmas, nos tornar uma com as coisas ao nosso redor. Ela diz que nós podemos criar uma ilusão de invisibilidade.

— Certo, — Rory disse. — Nós só vamos ficar invisíveis. Ainda que pudéssemos fazer isto, como infernos poderíamos caminhar pelo fogo incólumes?

Celeste recitou as palavras que Solange falou em sua mente. — Nós não podemos nos queimar. Nós somos gelo. — Então ela repetiu a frase, repetidas vezes.

Uma por uma as outras se juntaram. Celeste enfocou em Rory, em espremer em seu poder, juntando-se a ela em domínio dos elementos, tornando-se gelo, ficando transparente.

Como elas encantaram juntas, um peso se acomodou acima delas, um estado de potencial relaxado, ilimitado. Ela viu a mudança nos olhos de suas primas, sentiu sua mudança de respiração, estava certa que elas todas respiravam como uma, de fato, e que seus corações batiam em um ritmo poderoso único.

Elas se enfocaram, elas se retraíram, elas aquietaram suas mentes e tentaram se tornar as coisas que viam. Rory moveu seus braços e desenhou uma proteção de fumaça ao redor delas, adicionalmente as bloqueando de serem notadas enquanto se moviam passando os bombeiros. Ela acenou outra mão e a parede de fogo separou para permiti-las passar. E elas fizeram isto — elas se moveram direto passado a polícia, os bombeiros e através das portas do salão de entrada do hotel, e não existia nenhuma sugestão lá de chamas ou fumava. Do lado de dentro as coisas do hotel pareciam normais como sempre.

— Que diabos é isto? — Eve perguntou.

Skye disse, — Ele está mantendo o fogo do lado de fora. É para evitar todo mundo de entrar. Ele não deixará isto entrar e destruir qualquer coisa até que ele esteja pronto.

— Onde estão eles? — Celeste perguntou.

Novamente, Skye se concentrou. — Terceiro andar — salão de baile.

Sim. Apareçam. Todos nós temos esperado.

— Inferno, ele sabe que nós estamos aqui, — Rory disse.

Skye a atirou um olhar. — Você ouviu isto?

Os olhos de Rory alargaram. — Deus, Solange estava certa. Nós podemos espremer os poderes umas das outras.

Celeste liderou o caminho, e elas marcharam os degraus acima. Ela podia sentir o medo estremecendo ao longo de sua espinha, e mais que isto, ela podia sentir isto em suas primas, tão real e claramente quanto ela sentia nela própria. Mas ela sentiu sua determinação, também, seu amor por seus homens.

E então ela sentiu Ben, ouviu seus pensamentos através da mente de Skye. Ele estava desejando para Deus que ela ficasse de fora, que ela não carregaria até aqui, acreditando ser algum tipo de bruxa que pudesse salvar o dia. Este sujeito tinha poder real, e Celeste podia ser machucada, ou morta.

Ela viu o olhar que Skye mandou a ela, mas não reconheceu isto, não indicou se ela tinha ouvido os pensamentos. Ela viu Skye ficar surpresa em saber que Ben não acreditava completamente nas capacidades de Celeste. Não importava, ela disse a si mesma. Ela o amava, e ela sabia que ele a amava.

Então elas estavam lá, em frente às portas duplas, arqueadas, do salão de bailes. Com uma onda de seu punho, Eve as abriu.

A cena que se abriu ante elas era de torcer os intestinos. As mesas estavam destruídas, cadeiras quebradas e dispersas como palitos de fósforos. Fragmentos de vidro ficavam em todos os lugares, e o lustre de cristal estava demolido no chão. Um homem permanecia preso debaixo da massa pesada, lutando para erguer isto dele. E o grito — Luke!— de Rory disse a todos quem ele era. O enfoque de Skye estava em Nic, que deitava amassado em um canto, sangue gotejando de seu nariz e boca, inconsciente, e Ben estava curvado acima dele, tentando ajudar. Travis estava deitado quieto e imóvel próximo a uma parede. Fora das janelas, chamas enfureciam e fumaça ondulava. Mas nenhuma entrou para dentro.

Era surrealista.

Rory disse, — Eve, pegue o lustre!— Então ela acenou sua própria mão mesmo quando Rory girou em direção ao cristal caído, e ele se lançou através do quarto, quebrando em uma parede.

No centro de toda a destruição, Darien permanecia. E foi Celeste que caminhou para ele.
— Os deixe irem. Seus negócios são comigo, Darien.

Ele olhou para ela, seus olhos alargando. Através do quarto, Ben girou o olhar para ela, também, e em seu rosto estava entalhada uma carranca.

— Solange?
— Darien, tudo isso é desnecessário. Por favor, é entre você e eu. Nós podemos ajeitar isto — juntos.

— Você não me ama, — Darien sussurrou, não movendo um passo único mais próximo. Ele também não foi para trás tampouco, entretanto, enquanto Celeste se moveu mais próxima. — Você nunca fez. Era sempre ele. —

— Eu tive muito tempo para pensar sobre isto, — ela suavemente disse.

Darien estreitou seus olhos. — Você está tentando me enganar.

— Eu — Ela o alcançou.

— É muito tarde!— Ele girou e a enviou navegando através do quarto com uma explosão de magia. Suas costas bateram na parede e ela afundou para o chão, machucando todos os lugares.

— Celeste!— Ben gritou seu nome e correu em direção a ela, embalando-a suavemente, afastando seu cabelo do rosto.

Ela piscou nele. — Está tudo bem. Eu... estou bem.

— Celeste, — o mago zombou. — Eu devia ter sabido. É incrível o quanto você se parece com Solange.

Ela lutou para se por de pé, Ben a ajudando.

— Eu não só pareço com Solange. Eu sou Solange. Todas nós somos.

Darien fez uma carranca.

Então ela ouviu a voz de Skye em sua mente. Ele irá explodir você!

E enquanto Darien lançou um dardo de poder nela, Eve balançou seu próprio braço, e uma bandeja de prata polida velejou na vertical e pairou leve, na frente de Celeste. O dardo bateu nela e saltou direto de volta em Darien, que socou na parede atrás dele.

— Você está debilitado, Darien, — Celeste disse, andando a passos largos adiante. Ela acenou uma mão, testando a telecinesia de Eve, e a bandeja foi lançada de lado para cair sobre o chão com um ruído. Ela ouviu Ben perguntar-se que diabos ele estava vendo aqui, através da telepatia Skye.

— Não importa. Até fraco eu sou mais poderoso que quatro bruxas noviças.

— Mas nós não somos quatro, — ela respondeu.

— Nós somos uma. — Elas disseram isso todas juntas, e Celeste pensou que a voz de Solange estava com elas.

— Eles dizem que este hotel é assombrado, — Celeste disse.

— Eles dizem que todo hotel no Franch Quarter é assombrado, — Darien respondeu. — E daí?

— Vamos ver se eles estiveram dizendo a verdade sobre este aqui. — Ela ergueu seus braços. — Espíritos dos mortos! Levantem-se e emprestem sua ajuda para uma causa do bem! Nós, as descendentes de Solange Deveaux solicitaram a vocês que se levantem!

As outras vieram para perto, levantaram suas mãos e pressionaram suas palmas nas de Celeste e das outras. Eve olhou para o chão. — Abram, chão, e andares abaixo, abra terra e reino abaixo, abram portais para o submundo!

Um grande buraco negro de deixar boquiaberto abriu no chão, um que parecia sem fundo.

— Mãe santa, — Ben sussurrou.

— Você entendeu direito, — Celeste disse. Então ela olhou para Rory. — Os mortos dizem que eles precisam de forma, substância ajudar-los a formarem-se.

Rory movimentou a cabeça. — Névoas, névoas, subam e girem! Elementos da água e ar dêem forma para os espíritos! — Ela gritou.

E então aconteceu — do buraco, figuras emergiram, formas, fantasmas, subindo e rodando.

Ficando de pé, se ajeitando, Darien agitou sua cabeça e sorriu. — Truque de salão bom, minhas meninas, mas o que alguns fantasmas podem fazer para me prejudicar?

— Depende dos fantasmas, — Celeste disse. Então ergueu sua voz, e esta soou mais poderosa até para suas próprias orelhas, que já estiveram antes. — Antepassados, mães de minhas mães, avós de minhas avós, — ela entoou. — Toda bruxa que veio antes de nós, eu solicito agora para vir ajudar suas crianças! Empreste a nós seu poder!

Eve lançou em cima uma mão, e o telhado se dividiu e rachou. Rory chamou o vento, e ele soprou completamente para longe e o quarto inteiro se encheu com espectros, mulheres, antepassados. Bruxas!

— Meu Deus, existem tantos deles! — Skye gritou. — Você os vê? Não vê?






CAPÍTULO CINCO





O poder inundou nas quatro mulheres. Elas todas sentiram isto e, de repente, sentidos umas as outras de um modo elas nunca sentiram. Celeste pressentiu, viu, ouviu, cheirou, experimentou e… conheceu tudo que o que as outras fizeram. Não era como perder sua individualidade, mas, mais como ganhar uma parte perdida dela mesma.
E cada um dos poderes de suas primas, e dos poderes dos seus antepassados, se tornou seus poderes. E os seus se tornaram delas. Elas eram uma força, um ser.

E Celeste viu Ben olhando para ela, seu rosto selvagem com maravilha. Então ela jogou um olhar nela mesma e viu que ela estava…brilhando.

Ele foi adiante, instintivamente querendo defende-la. Mas ela falou com ele com sua mente. Está tudo bem. Nós estamos bem. Cuide dos outros, Ben. Não os deixe morrer.

Seus olhos alargaram, mas ele acenou sua aceitação. Ele depressa se moveu para o centro do quarto, agarrou Luke debaixo dos braços e o arrastou longe da ação, fora da linha de fogo.

Em torno das quatro mulheres tinham incontáveis outras. Formas na névoa, antepassados, bruxas todas. Celeste as sentia, as ouvia, sussurrando feitiços e encantamentos, emprestando sua própria marca mágica e poder para aqueles de seus descendentes.

E então ela sentiu outra coisa. Darien, juntando sua força, sabendo aquele sem a Pedra, elas não podiam esperar derrotá-lo.

— Nós precisamos da Pedra, — Celeste sussurrou enquanto Darien erguia suas mãos para apontar uma explosão mortal às bruxas. — Solange…

— Solange!— Eles todos disseram em uníssono.

Antes de elas poderem terminar a convocação, Solange apareceu lá bem em frente delas, a Pedra em suas mãos fantasmagóricas, acima de sua cabeça, como um troféu. O dardo de Darien bateu nela, e saltou de volta para ele.

— Pare de nos atacar, Darien, — Solange sussurrou. — Você só terá sucesso em destruir você mesmo.

— Nós somos uma agora, — Celeste disse, entretanto sua voz soou como um coro de vozes. Mais forte que qualquer poder poderia ser sozinho.

— Maldita você, Solange, — Darien gritou. — Se eu não posso ter você, terá!

Ele lançou outro dardo nela, e neste momento, cada bruxa no quarto se abateu ao redor dela, cada uma delas tocando a Pedra do Poder com sua essência, se não sua mão real. A Pedra ardia com o poder que elas canalizaram, e neste momento por um momento, então emergiu aumentado, cintilando raios brancos. Bateu totalmente em Darien no tórax, e ele estremeceu só por um momento, então desintegrou em um milhão de pedaços cintilantes de luz e cor.

Por um momento houve só silencio. Então Solange disse,
— Vá para a luz, Darien. Nos braços do espírito, e se cure, e aprenda, e se renove. Eu perdôo você.

Os clarões desapareceram, subindo em uma viga de luz que brilhou pelo telhado perdido do hotel.

Pareceu um peso e uma escuridão, deixaram o quarto à medida que ele deixou. E de repente, o telhado estava intacto novamente, o salão de baile restabelecido em ordem, como se nada jamais tivesse acontecido, e o fogo do lado de fora tinha-se ido. Ben estava ajudando os outros homens a ficarem de pé. Eles todos pareciam atordoados, chocados, mas fisicamente, bem. E eles mantiveram sua distância, em reverência ou respeito ou talvez medo de todos os fantasmas cercando as mulheres.

Solange olhou para suas quatro descendentes com orgulho e o amor brilhou de seus olhos.
— Liberem os espíritos que vocês convocaram meninas. As pessoas estarão vindo logo, e vocês terão muitas explicações para dar se eles acharem vocês cercadas por fantasmas.

As mulheres juntaram as mãos novamente, fechando seus olhos. Celeste sussurrou, — Obrigado queridas pela sua presença, sua mágica e sua ajuda. Vão em paz e com nosso amor. Saudações e despedidas.

— Saudações e despedidas— as outras repetiram.

Com sorrisos chorosos e olhos radiantes, os espíritos voaram para o vácuo, sussurrando seu amor, suas bênçãos, seu adeus. Então as quatro primas acenaram suas mãos sobre o buraco no chão, o portal para o submundo, e o fechou novamente. Solange se ajoelhou e desenhou símbolos no ar acima dele para mantê-lo fechado.

Então ela se levantou e girou em direção à janela. — Amanhecerá logo. — Sorriu para elas. — Eu quero estar na casa quando ele vier. Vocês virão comigo? Oh, meu Jonathon simplesmente tem que ver o que nosso amor fez pelo mundo. —

— Claro que nós iremos com você, Solange. — Celeste olhou para os homens, que permaneciam em temor no lado mais distante do quarto. — Se…vocês vierem conosco, — ela adicionou.

Ela soube que suas primas estavam preocupadas, como ela estava que os eventos desta noite enviassem os homens gritando para os confins da Terra. Mas eles não fizeram. Eles cruzaram o quarto, ao invés, cada um juntando sua bruxa em seus braços.

Enquanto ele a segurava perto, Ben sussurrou para Celeste, — Pergunte a mim novamente se eu acredito em mágica. —

— Mas você fez-me prometer parar de perguntar a você. —

Ele agitou sua cabeça. — Eu era um idiota. Sinto muito que duvidei você, querida. Eu nunca duvidarei novamente. Não sobre qualquer coisa, mágica ou não. —

— Não importava para mim, sabe. Tudo que importava era que você me amava.

Ben olhou fixamente nela em maravilha. — Essa nunca foi a questão, Celeste. E nunca será.

Ele a beijou, então fechou sua mão ao redor da dela, e a levou do salão de baile do hotel.


* * *


Eles se sentaram em pares, na biblioteca do segundo andar, onde os retratos dos antepassados dos Deveaux se enfileiravam nas paredes. E bem na hora, enquanto o sol subia, Jonathon apareceu, parecendo sair de seu próprio retrato e sobre o chão atapetado. Ele olhou os pares juntos lá, então seu olhar achou Solange, e nunca vacilou novamente.

— Oh, meu amor, — ele gritou. — Como eu entesouro estes vislumbres passageiros de você. Eu ainda a amo, Solange. Você pode me ouvir? Eu amo você!—

Solange sorriu lágrimas enchendo seus olhos enquanto ela se movia adiante. — Não passageiro, meu amor. Não mais. — Ela foi para ele enquanto ele ficava boquiaberto em maravilha, e então devastadora felicidade.

Ele abriu seus braços, e Solange entrou neles, duas formas fantasmagóricas abraçando como se eles nunca fossem se separar.

— Nossas tataranetas quebraram a maldição, — Solange disse a ele, entretanto sua voz estava quebrada pelas lágrimas. — E elas libertaram Darien do mau que o segurou por tanto tempo.

— Eu espero que ele ache a paz que nunca achou em vida, — ele suavemente disse. Girando, ele sorriu para cada das meninas. — Obrigado, Netas. Vocês nunca saberão o que isto significa para nós.

Abraçando Ben mais perto, Celeste disse,

— Eu penso talvez que sim.

— Talvez sim, nisto. — Jonathon olhou os homens. — Estas são mulheres especiais. As apreciem pelo que elas são. Não as tentem mudar.

— Nunca, — Travis disse com seus olhos presos em Eve.

— Elas não seriam as mulheres que pelas quais nó nos apaixonamos se nós fizemos, — Luke disse, acariciando a bochecha de Rory.

— E nós nunca pararemos de apreciá-las, — Nic colocou, a mão descansando protetoramente no ombro de Skye.

Jonathon movimentou a cabeça, aparentemente satisfeito com suas respostas. Ele relanceou o olhar em Ben. — E você, filho?

— Celeste me ensinou a acreditar em mágica, — ele disse, virando o olhar na direção dos olhos dela. — É um presente que eu não posso reembolsar, mas eu passarei minha vida tentando. —

Jonathon sorriu. — Bom, então. — Então ele encarou sua noiva novamente. — Tanto tempo eu tenho estado sem você, meu amor, — ele sussurrou, agitando sua cabeça.

— Mas agora nós temos a eternidade juntos, Jonathon, — Solange sussurrou. — Sempre juntos.

Virando, eles se moveram em direção à janela e desapareceram num flash de luz.

Por um longo momento os outros ficaram mudos, olhando fixamente para o lugar próximo à janela, sufocando de volta as lágrimas.

Finalmente, um dos homens clareou sua garganta, e Eve disse, — O que nós fazemos com a Pedra? Nós nunca perguntamos a ela.

Celeste a olhou.

— Nós precisamos colocá-la de volta na caverna onde esteve segura por centenas de anos. E nós precisamos apresentar cerimônias e mágicas diariamente, para assegurar que permaneça protegida desta vez.

— Conosco quatro no caso, a magia será mais forte que nunca, — Rory disse. — Especialmente agora que sabemos que podemos fazer uso de toda a magia que sempre existiu em nossa linhagem.

— E uma das outras, — Eve adicionou com um sorriso.

— Ainda, melhor seguro que arrependido, — Ben disse.

Eles todos giraram para olhar para ele. Ele encolheu os ombros. — Eu estou só dizendo, talvez nós devêssemos iniciar nossa provisão de mulheres Deveaux. Sabe, nós precisaremos de muitas filhas para manter aquela pedra segura no futuro.

— E se nós acabarmos com alguns filhos pelo caminho, será uma gratificação adicional, — Nic disse.

— Eu sou a favor desse plano, — Travis colocou.

— Eu também, — Luke disse.

Ben se abaixou e beijou Celeste suavemente.

— Que tal você?

— Oh, eu estou dentro, — ela disse a ele, e virou para seus braços que a aguardavam.






FIM






1
PROJETO REVISORAS TRADUÇÕES









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Uma maldição cruel. Duas almas perdidas.. Quatro primas numa busca do verdadeiro amor.

Muitos anos atrás, um homem traído clamou pelos poderes das trevas e condenou duas almas gêmeas, Solange e Jonathon, a ficarem separados pela eternidade..  A única esperança que os amantes têm de se verem reunidos na outra vida está agora nas mãos de suas bisnetas - quatro primas, cada uma possuidora de seu próprio dom mágico.

Poderão Aurora, Celeste, Sky e Eve realizar o poder do amor - e quebrar a maldição antes que seja tarde demais?


São cinco histórias curtas:

The love of  Power - Maggie Shayne
Silver Lining - Ruth Glick escrevendo como Rebecca York
Dead Easy - Evelyn Vaughan
Mind Games - Alison Kent
Mortal Thoughts - Maggie Price




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   Aurora, Celeste, Skye e Eve tinham cada uma, abraçado seu poder especial e encontrado o amor verdadeiro. Agora, as quatro primas se juntaram para reparar a Pedra do Poder e libertar as almas de Jonathon e Solange da maldição de Darien. Mas elas estão preparadas para lutar com o próprio mago do mal?




Revisão Inicial: ladyclaire
Revisão Final: Ana Santos
Formatação: Dyllan
Projeto Revisoras Traduções





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"…esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que
diante de mim estão, prossigo para o alvo..."

 

 

 

Precisa-se de Tradutoras/Revisoras de espanhol e inglês para ajudar no projeto de revisão de livros. Pessoas com o compromisso de começar e terminar o projeto. Quem estiver interessada (o) entre em contato com o email abaixo. 
 

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