Série T-FLAC
01 - O Mercenário
Disponibilização Tradução: Safira
Revisão inicial: Safira
Revisão final: Cristina Brasil e Cris Skau
Formatação: Cris Skau
Informação da série:
Série em revisão pelo grupo Pégasus Lançamentos
Revisora inicial Safira
Vocês irão amar e odiar Marc e Victoria, um livro envolvente que prende você a cada página, em alguns momentos odiei a ambos em outros amei e dei gostosas gargalhadas, não é um livro hot, mais tem vários momentos tórridos, muita ação e aventura, vale à pena a leitura, amei...
Revisora Final Cristina Brasil
Definitivamente é um livro que é 100% ação. Eu não confiei na Victoria no começo, mas depois me apaixonei por ela. Como é o começo de uma série, tenho certeza que o que vem por ai, promete. Quanto ao livro ser hot ou não, bem, ele não é um Elloras, mas dá pra esquentar o fim de semana. Boa leitura.
Victoria Jones
Era uma péssima mentirosa. Não que a contadora sensata estivesse acostumada à mentira, ou qualquer outra coisa que teria manchado sua existência segura, enfadonha. Mas seu mundo virou de forma apavorante quando seu irmão gêmeo, Alex, um agente da T—FLAC, a força de tarefa de elite antiterrorista, desapareceu.
Agora ela fará qualquer coisa para o achar…mentir, fraudar, até se sujeitar aos avanços predatórios do parceiro de Alex no T—FLAC , Marc Savin, se ele a ajudar a trazer seu irmão a salvo para casa.
Marc Savin
Duro, sensual, tudo que ela teme em um homem. Mas ele era o homem que podia salvar seu irmão. Além disso, Marc estava em dívida, ele enviou Alex sozinho naquela missão perigosa. Por uma vez em sua vida Victoria Jones faria qualquer coisa para conseguir a ajuda de Marc. Não importava o que ele iria querer dela...
Dossiê:
Nome: Marc Savin
Codinome: Fantasma
Serviço Militar: T—FLAC 1988
Missões: URSS, Coréia do Norte, Irã, Uzbequistão, Merezzo
Missão atual: Aposentado do trabalho de campo, mas ainda treina agentes especiais em Montana, sede da T—FLAC.
Informações Pessoais:
Data de nascimento: 18 de julho de 1969
Altura: 1,90 m
Coloração: Moreno / olhos acinzentados
Sua arma preferida: as próprias mãos
Idiomas: Russo, árabe, dialetos
Habilidades especiais: Ir a qualquer lugar a qualquer hora, sempre incógnito.
Estado civil: Casado com Victoria (Tory) Jones Savin
Filhos: Jamie Savin – 1994; Alexis Savin – 1996; Shannon Savin – 1998
Citação favorita: "Nós espiões vivemos apenas para a aventura."
PRÓLOGO
O carro modelo SUV vermelho cabine dupla derrapou na calçada pulverizando pó e pedregulho e espantando os cavalos que pastava pela cerca. Tinha sido um dia devastador e o pó levantado pelo veículo soltou preguiçosamente no ar no início da noite quente.
Maldição.
Aborrecido, Marc Savin estreitou seus olhos. Sabendo quem era sua visita, ele ficou tentado a ir para dentro e fechar a porta. Ele xingou novamente. Não estava pronto para companhia, ainda que fosse um homem que ele respeitava.
Alexander "Lince" Stone, seu ex-companheiro e amigo. Marc não o viu em dois anos. Um bom sujeito para ter ao seu lado, não atrás, quando Marc precisou de mais auxílio.
Mas ele estava aposentado. Para sempre. Nada que Lince dissesse devolveria o "Fantasma" a ativa. Levava-se tudo de um homem quando ele era responsável por matar a mulher que amou.
Marc manteve seus olhos na nuvem de pó que seguia o SUV e tomou um gole da cerveja. Com sua outra mão ele esfregou a cicatriz em seu ombro. A cicatriz e as memórias tinham dois anos. A cicatriz não machucava, mas as memórias conseguiam mantê-lo acordado pelas noites.
O veículo deslizou em uma parada vários quilômetros longe e Alex desdobrou sua estrutura magra do banco do motorista. Fechando a porta ele deu a volta em seu veículo.
— Eh — ele disse sério.
— Eh, você mesmo. — Marc respondeu, não se importando em mascarar seu aborrecimento. — Não me diga que você estava só passando pelo bairro...
— E decidiu me visitar — Alex terminou com um sorriso lânguido que não alcançou seus olhos.
Marc perguntou-se o que Alex achava sobre seu auto-imposto exilo, então se perguntou por que ele iria se importar. Ele tomou outro gole.
— Lugar bom — Alex comentou, olhando ao redor a casa do rancho, o celeiro e a cerca do curral. Alguns cavalos quarto de milha pastando, enquanto em outro cercado um touro premiado vermelho esmagava preguiçosamente moscas com seu rabo.
— Eu gosto disto. O que você está fazendo aqui?
— É Aranha.
Ah, merda.
— Não.
— Maldito , escute...
— Nada que você tem a dizer, me interessa.
— Toda condenada operação está afundando em chamas. — Isto era "Lince" falando agora, não seu amigo Alex. — Nós achamos os três agentes traidores.
Isso pegou a atenção de Marc, apesar de suas tentativas para ficar de fora emocionalmente.
— Sim?
— Curtis, Michaels…e Krista.
Marc estava em cima dele antes de pensar sobre isto, avançando em seu amigo com uma ira incandescente dispensando por seu corpo. Fazia tanto tempo que ele sentiu qualquer coisa diferente de apatia que surpreendeu a ele mesmo o pulo de fúria.
— Mentira fodida!
— Verdade. — Alex não se alterou com sua ira, meramente atirou um empático olhar. — Ela era um agente duplo desde o início.
Marc não deu a ele uma chance de terminar, simplesmente lançou seu punho para a mandíbula de Alex com um estrondo. Alex cambaleou para trás contra seu caminhão, roçando seu rosto pesarosamente.
— Whoa! Não mate o mensageiro.
— Isto é uma maldita merda, e você sabe disto. — Marc apenas reconheceu o som severo de sua própria voz. Até, mesmo estando vagamente ciente que cometeu um exagero, alcançou e agarrou o colarinho da camisa de Alex, jogando-o longe do veículo. Ele aterrissou outro soco sólido na mandíbula do homem mais jovem.
— Eu mentiria para você sobre algo desta importância? — habilmente Alex guerreava livrando-se de seus socos, recusando-se a lutar de volta, o que só fez crescer a raiva de Marc.
Por que Alex iria mentir sobre Krista? Sua visão estava vermelha pela raiva e em defesa da mulher que ele amou.
E assassinou.
Alex finalmente juntou-se na briga com Marc.
— Você não tem que ser tão fodidamente teimoso. — Seu amigo falou.
Marc se debruçou e deu-lhe um soco, trocando antes do punho de Alex conecta-se ao seu nariz. Ele bateu na barriga sólida de Alex, então bateu novamente, e gostou quando seu amigo estremeceu.
— Você está culpando uma mulher inocente, só porque ela já está morta.
Esfregando seu estomago, Alex murmurou:
— Seguimos uma trilha de documentos. Sua assinatura era autentica. As fotos foram verificadas também. Não há duvida de que ela era um deles. Nenhuma.
Marc não sabia nada sobre documentos ou fotografias. Ele sentiu que Alex estava só mal-humorado por eles terem trocado socos. Mas, caramba, se sentia bem por bater a merda fora em alguém. Muito ruim seu amigo ter aparecido quando ele desejava uma briga por meses. Ele não tinha sido convidado, Marc embora amargo, bateu nele novamente, então ele podia condenadamente ir embora e lamber suas feridas.
Alex bateu de volta, não segurando seus socos neste momento.
Bom. Certo. Grande.
Quase dez minutos se passaram antes deles separadamente cambalearem, exaustos e ensanguentados quando a primeira estrela piscou no vermelho céu de Montana.
— Eu não quis acreditar nisto, em qualquer coisa, mas a evidência está lá, homem. — Alex exalou, curvado na cintura. — Ela traiu seu país e você. Ela era podre, Marc. — Sua boca estava sangrando e ele bateu em seu lábio com a parte de trás de sua mão.
— Cale a boca e saia de minha terra. E não pense em voltar. — Se as notícias eram verdade, então ele passou os últimos dois anos de sua vida de luto por uma mentira.
— Venha comigo para Marezzo. — Alex rebateu. — Nós precisamos de você.
Precisavam dele? Que piada. As informações que Alex acabou de compartilhar sobre Krista mudou tudo, e ainda a raiva, dor e desgosto fluíam em seu sistema como se tivessem acontecido meros dias atrás.
Em vez de anos.
Foram dois longos malditos anos.
— Eles estão mortos, Marc. Todos eles.
— Cale-se
— A família real. O rei e rainha de Marezzo e seu filho e filha. Executados. Eles não tiveram uma chance com as informações que Aranha tinha.
Marc abriu sua boca para dizer algo, mas sua garganta estava fechada.
— Aranha tomou a ilha, Marc. Eles assumiram o comando e Deus sabe o que eles planejam. Então vá em frente e brinque de vaqueiro se você quiser, mas eu estarei indo hoje à noite até eles. — Alex girou e Marc não jogou um olhar quando ele foi embora.
Roçando sua mandíbula, olhou fixamente seu amigo Alex, ainda embalando um inferno de um soco. Que Lince simplesmente ligasse o maldito veículo e partisse. Ao invés disso, seu amigo pegou pela janela aberta, dentro do veiculo, um envelope espesso de papel pardo da cadeira dianteira.
— Leia isto e lamente, seu teimoso bastardo. — Alex jogou—o pela varanda ampla. Ele rodeou o veículo, abriu a porta e subiu. — E tente dormir de noite, pensando sobre como aqueles açougueiros estão caindo fora.
Não era que Marc não queria. Ele não tinha uma escolha. A verdade era simples, ele seria inútil em uma missão. Descobrir que ele esteve dormido, não, ele brutalmente admitiu, apaixonado pelo inimigo, solidificava sua convicção. Mas ele poderia, em sã consciência, enviar seu parceiro para aquela ilha sozinho?
— Não pode fazer isto.
Algo em seu tom conseguiu a atenção do seu parceiro, porque Alex olhou suas juntas contundidas segurando o volante e estudou suas mãos por uma quantia irregular de tempo. Quando ele finalmente falou, sua voz era apertada.
— Então me diga que diabos está acontecendo! Por que você recusou missões nos últimos dois anos?
— Eu estive nisto por quase metade da minha maldita vida. Metade da minha vida em guerras de outras pessoas. Eu quis cair fora. — Não era uma mentira, mas era metade da verdade do que tinha para dizer. – Cuide-se. — Marc murmurou, envergonhado pela emoção que surgiu em sua voz. — Não seja um maldito tolo lá.
— Você tem a minha palavra sobre isso. – Os brilhantes olhos verdes de Alex brilhavam sob as luzes do painel. — Só me prometa uma coisa.
— Sim?
— Se eu estragar tudo, amigo, venha me buscar.
— Estarei indo.
— Promete pensar?
— Você se cuidará se eu não for?
— Você tem minha palavra sobre isto.
— Ok, é isso aí, camarada.
Alex apertou sua vantagem:
— Eu podia lhe fazer um pouco de companhia.
Marc agitou sua cabeça na persistência do seu amigo:
— É bom quando quer as coisas.
Alex hesitou então ligou o motor:
— Você sabe onde me achar.
Sim. Ele sabia. Marc assistiu o SUV ir pela estrada de cascalho como um morcego fugindo do inferno. Alex dirigia do mesmo modo que ele atacava a vida. Completa válvula de pressão.
Ele voltaria.
Marc subiu os degraus da varanda quando a noite surgiu acima do rancho e trouxe com ela uma espécie de paz que ele estava aprendendo a amar. Um velho cavalo vermelho escoiceou levantando poeira. O envelope que Alex tinha deixado estava atrás dele, mas nem uma vez voltou a olhar para isto.
Levou quatro dias antes de reunir coragem para abri-lo.
Três dias depois veio a noticia que Alexander Stone estava morto.
CAPÍTULO 1
Transpiração nervosa corria por sua pele.
Embora ela não podia ouvir outra respiração além de sua, a sensação de medo fez com que soubesse que não estava só. Alguém estava olhando para ela. Victoria Jones estava muito quieta, de olhos fechados, seu coração batendo forte e desigual sob suas costelas doloridas.
Precisando de alguns momentos para se orientar, tentou manter sua respiração fixa. Um tronco chamejou na lareira. Não existia um fogo quando ela entrou. Mas agora sentiu seu calor e viu a dança da luz laranja por suas pálpebras.
Para acalmar seu pânico contou até cem, cento e vinte, então mais cinquenta para garantir e abriu lentamente seus olhos. A biblioteca estava escura, mas a luz bruxuleante do fogo iluminou a metade inferior de um homem sentado nas sombras do outro lado da sala. Botas, pernas longas e jeans… o resto dele desaparecia na escuridão das sombras.
Com o coração preso na garganta, ela lutou para se sentar. Havia adormecido acidentalmente e agora estava grogue, desorientada e em clara desvantagem.
O fato de que o homem não estava dizendo nada a intimidava e a fez se sentir na defensiva e automaticamente na injustiça. Mas ela podia estar exagerando. O medo e esgotamento tomaram residência permanente em seu corpo.
Seu cabelo tinha se soltado e flutuava ao redor de seus ombros e das costas quando balançou seus pés no chão. Procurando com os dedos seus sapatos, ela tentou com uma mão domesticar seu cabelo atrás de suas orelhas como era seu uso habitual.
O homem, e Tory sabia que era Marc Savin, embora ainda não tinha dito uma palavra, observava-a sem comentários, aumentando sua inquietação. Ainda assim, os ensinamentos rigorosos da sua avó vieram à tona e ela disse em uma voz afetada, educada:
— Eu sinto muito. Devo ter adormecido.
Desistindo de seu cabelo, empurrou seus pés nos sapatos de saltos baixos e levantou, apesar de seus joelhos trêmulos. Perfurando na escuridão, para avaliar sua reação a presença intrusa em sua casa, Tory sentiu-se marginalmente mais no controle com seus sapatos. O silêncio estendeu desconfortável. Ele não iria facilitar para ela.
Por que ele deveria? Nem sequer a conhecia. Incomodada, percebeu que era realmente tola, levantada ou sentada, descalça ou não, a quantia de intimidação irradiando dele estava consumindo-a. Tory não tinha nenhuma pista de como lidar com tal presença.
Os homens que ela normalmente encontrou em sua vida, eram acadêmicos. Inteligentes, cultos e extremamente discretos. Submissos. Mas não Savin. Ela estava bastante certa que ele não tinha um único osso submisso em seu corpo impressionante. Foi justamente por isso que ela estava lá.
— O que aconteceu? — ele perguntou preguiçosamente. – Faltei ao encontro do feriado?
A sua voz áspera e profunda a assustou. Seu escárnio adicionado ao seu sofrimento, e ela esperou que a jogasse pra fora de sua casa. Não que ela fosse embora. Ela era uma mulher em uma missão, lembrou-se, adicionando um pouco de coragem a sua espinha.
— Eu não tinha... Eu não percebi que… — Ela puxou conscientemente a bainha de sua jaqueta. — Eu não percebi que você voltaria logo…. O homem que me deixou entrar — falou relutantemente — disse que seu patrão estaria aqui dentro de algumas horas. Isso foi há — ela olhou sutilmente em seu relógio — quatro horas atrás.
— Nós tínhamos um compromisso?
— Hum…Não. Nós não tínhamos. Eu sou Victoria Jones. — Ela perdeu seu chão enquanto uma onda de calor a traiu. Sua presença era maior que a vida e parecia encher a sala com uma sensualidade pulsante que a fez extremamente desconfortável.
— E? — Marc disse secamente. Ele descobriu isso verificando a licença de motorista em sua bolsa. Seu nome não significou nada para ele. Quando se inclinou para recuperar a bolsa do chão ao lado dela, tinha obtido uma golfada de sua fragrância floral que provocou sua libido dormente. Ridículo, claro. Mesmo na penumbra, sabia que essa ratinha de aparência reprimida não era mesmo o seu tipo.
O nome e o endereço de San Diego, em sua licença não revelam muito. Mas o que foi ligeiramente interessante era o quanto ela estava tentando fingir que não tinha um machucado em seu braço esquerdo. Era apenas visível em baixo de sua manga, mas seu tamanho era difícil de não notar.
Ele ligou a luz para obter um melhor olhar dela. Ela parecia estar de volta aos anos oitenta, vestida com um feio terno de negócios. Marinho. Uma jaqueta e a saia nem apertada nem frouxa. O comprimento um pouco abaixo dos joelhos. Seus sapatos pretos polidos ostentavam um salto modesto. Cristo, abaixo do pescoço ela parecia um berrante estereótipo de bibliotecária.
Marc se concentrou em suas roupas sem atrativos e manteve sua atenção longe de sua boca suave e a milhas dos cabelos escuros revoltos que ela estava tentando, sem sucesso, colocar de volta em um coque em sua nuca com uma mão.
— Qualquer coisa que você esteja vendendo, eu não preciso — ele falou para ver uma faísca de reação. — a menos que você esteja aqui por alguma multa de biblioteca vencida que eu não paguei.
Suas maçãs do rosto incendiaram, mas ela não deixou cair o olhar. Talvez não fosse um rato então, ele reavaliou, perguntando-se só quem inferno era ela. Ele nunca a encontrou antes, tinha certeza, mas existia algo vagamente familiar em torno dos seus olhos….
Sua pele possivelmente podia ser tão suave quanto parecia? Era pálida, sedosa e parecia que tinha gosto de creme. Porra, ele precisava deitar. Logo.
— Arrebatador isto, não é? Eu tive um dia de cão. Eu estou com frio, cansado e faminto e você está em pé no meio do meu chuveiro quente e uma refeição.
— Você é Marcus Savin?
— O primeiro e único. — Ele não se preocupou em esconder seu aborrecimento quando saiu das sombras para o círculo de luz.
Tory piscou. Num instante ela tentou absorver tudo. Seu mundo diminuiu a velocidade em seu giro, um peculiar apavorante sentido. O medo apertou sua garganta. Marc Savin não era nada como o homem que imaginava.
Ele era cerca de vinte anos mais jovens do que havia previsto. E mais alto. Mais alto e mais largo, e desconcertantemente macho. Seu cabelo era espesso, escuro e amarrado para trás, revelando um pequeno e piscante diamante — um diamante!— em uma orelha. Bom Deus! Sua calça jeans era velha e desbotada, o suéter cor creme que ele usava parecia macio e lhe caia muito bem. O suéter era a única coisa suave sobre ele, ela pensou, com a boca seca.
Ele parecia com alguém saído das páginas de uma revista. O ar casual e ainda assim bem vestido, um chocante macho predatório. Seus olhos encontraram os seus. Cinza. Não o suave morno cinza de um gatinho ou o confortante cinza de um cobertor favorito. Seus olhos eram de um frio glacial, cinza como o céu logo antes de uma geada, os desertos cruéis cinzas de galhos de árvores nuas congeladas por todo o tempo. Tory tremeu apesar do fogo ardente.
Ela podia sentir o desmaio vindo. Endireitando sua espinha avançou sobre o tapete Persa espesso entre eles, sua mão estendida:
— Sr. Savin, eu sou...
— Você já me disse quem é Senhorita Jones. Eu só não sei o que você está fazendo aqui.
Por um momento sua mão ficou equilibrada no ar até que ela percebeu que ele não tinha nenhuma intenção de tomar-lhe. Seu braço soltou para seu lado e ela limpou sua palma úmida contra sua coxa. Apesar de todas as horas de ensaio no avião enquanto vinha para cá, de repente estava com a língua amarrada.
Ela sabia o que devia parecer: uma mulher esgotada, com cabelo escuro desarrumado e roupas enrugadas. Tocou distraidamente em seu rosto onde a almofada deixou uma marca em sua bochecha e se forçou a não arrumar a confusão com sua roupa. Seu braço ferido pulsou. Mas nem por um momento iria o deixar saber o quão apavorada estava. Abraçando-se , balançou seu queixo e encontrou seu olhar.
Seu olhar varreu seu corpo da cabeça aos pés. Seus olhos estreitaram quando ele notou o machucado em seu braço e tudo dentro dela congelou quando ele severamente perguntou:
— Como aconteceu? — Ela pensou que a manga de sua blusa cobria a maldita coisa.
— Eu caí e bati em uma parede. — o medo fez o sangue gelar em suas veias, um completo e glacial frio a atingiu. Não pense sobre isto. Não pense sobre isto. Não pense sobre isto.
— Tire sua jaqueta. — Ele não se moveu, mas suas palavras pareceram sinistras.
Ela lhe deu um olhar assustado enquanto o coração batia forte sob as suas costelas como um animal preso.
— Por que faria isto?
— Porque eu estou mandando.
— Eu sou uma convidada em sua casa, Sr. Savin. Eu não serei acuada...
— Convidada? Os hospedes são convidados. Não me faça tirar isto por você. Estou muito cansado para jogos.
Ele foi inflexível. Tanto que ela odiou obedecer, mas sufocou seu orgulho e encolheu os ombros fora da jaqueta. Não tinha sido fácil colocar o gesso na manga e não era fácil tirar. Juntando sua jaqueta contra seu corpo, ela levantou seu braço, atirando-lhe um olhar fulminante. Que poderia ter sido mais eficaz se ela não sentisse seu queixo tremer.
Não ia chorar na frente dele. Ela rangeu os dentes.
— Satisfeito?
— Longe disto. — Seus olhos baixaram para o machucado sujo embaixo da extremidade de sua manga de algodão branco, então esquadrinhou seu rosto. Levou toda gama de força de vontade que ela possuía não tocar em quaisquer das contusões que tão cuidadosamente cobriu para ter certeza que ele não poderia detectá-las.
Um músculo apertou em sua mandíbula.
— Quem fez isto em você?
— Eu lhe disse. Caí. — Muitas vezes e duro. Oh, Deus. Ele iria saber que ela estava mentindo. Era péssima nisto e ele parecia poder ver diretamente em seu cérebro com aqueles pálidos olhos de Raio X. Tory sentiu o calor em seu rosto ficar mais quentes e seu olhar baixou para os padrões do tapete vermelho antes dela se forçar a encontrar seu olhar.
— Deixe-me colocar desta forma, Senhorita Jones. Eu farei as perguntas. Tudo que você tem que fazer é fornecer respostas verdadeiras. Se eu não gostar do que eu ouço, você vai sair daqui tão rápido quanto o girar da sua maldita cabeça. Captou isto? O que aconteceu com seu braço?
Tory lambeu os lábios secos:
— Eu fui assaltada no aeroporto.
— Nenhum namorado ou marido abusivo seguindo você?
Homem detestável.
— Eu não sou casada.
Seus lábios se contraíram:
— Agora por que não me surpreende?
Tory tentou fazer seu braço invisível e inclinou-se para pegar sua bolsa do chão onde caiu. Sua boca estava seca e suor enfeitava como contas sua pele. Estava tão cansada de estar assustada. E ele a assustava ate a morte. Existia só…tanto dele.
Seu cabelo, tão escuro quanto o seu próprio, estava preso em um rabo-de-cavalo curto e o pequeno diamante relampejava em uma orelha. Suas botas de vaqueiro desgastadas estavam separadamente fixas seus braços soltos ao seu lado. Ele não parecia ser um espião ou mercenário. Não que tivesse alguma idéia de como se parecesse um, mas certamente não com um cruzamento de um modelo AGQ e um animal predatório.
Obviamente não impressionado com o que estava vendo, ele disse:
— O que eu posso fazer por você, Senhorita Jones? Deve ser algo constrangedor para você estar aqui quando preferiria estar em qualquer outro lugar. — Seus olhos se deslocaram para as almofadas no sofá atrás dela e em seguida para seu rosto.
Nenhum homem nunca a olhou assim. Foi desconcertante. Ela encolheu os ombros de volta em sua jaqueta, desprezando-se por quase pedir permissão para fazer isso. Mas ela não perguntou, e ele não fez nenhum comentário quando ela abotoou a jaqueta azul marinho até sua garganta.
O vento soou triste quando chicoteou os galhos das árvores nuas e sacudiu a janela. O cenário perfeito para o pesadelo que ela estava vivendo. Empurrando seu olhar longe do céu noturno, ela voltou-se para ele.
Não importa se gostava dele ou não. Se estava assustada ou não. Ela estava aqui para uma coisa somente.
— Eu preciso de sua ajuda.
— Por que eu deviria ajuda-la? — Ele perguntou sobre seu ombro enquanto passeava para o bar embutido do outro lado da sala e servia-se de uma bebida. — Eu não te conheço.
— Posso ter uma bebida, também, por favor?
Seus ombros ficaram tensos antes dele dizer em uma voz divertida:
— Claro. Você já dormiu em meu sofá. O que mais será?
Ela supôs que ele tinha todo direito a estar irritado.
— Sinto por tê-lo aborrecido, eu realmente não quero ser um incomodo. — Ela andou até as portas francesas e descansou sua mão na placa gelada.
Tinha começado a nevar. A neve parecia bonita iluminada pelas luzes de dentro da casa, suave, branca. Mas neve era outro desconhecido. Ela estremeceu. Já debilitada por muitas semanas assustadoras e estranhas, Tory rangeu os dentes e voltou para a sala.
Estava aquecida pelo fogo ardente, o que causava reflexos de luz âmbar a partir do escuro chão de madeira e as superfícies lisas dos dois sofás de couro preto que flanqueavam a lareira. Estantes de mogno de parede a parede e altas até o teto. Victoria moveu-se da porta para arrastar uma mão através dos tentadores livros antes de lançar um olhar ansioso para o homem no outro lado da sala.
Tinha contado todos os livros na parede à esquerda quando chegou horas atrás, e estava prestes a começar contar os da direita quando ele surgiu atrás dela. Quase saltou fora de sua pele quando ele entregou-lhe o copo. O toque de seus dedos mornos através dela a fez segurar a respiração.
Muito perto, foi a reação de pânico a sua proximidade. Muito, muito perto. Ela o evitou, quase caindo sobre seus próprios pés em sua pressa para colocar uma quantidade razoável de espaço entre eles. Podia sentir o calor de seu corpo grande vindo dele em ondas. O cheiro dele, macho e muito sexy, a fez aspirar de surpresa.
Ele fez uma careta:
— Você está bem?
A vida protegida de Tory não a tinha preparado para ele. Não a preparou para qualquer outra coisa que experimentou nas passadas semanas, também. No Grammy costumavam dizer que "O que não à mata faz você mais forte". Tomara que sim.
Movimentando a cabeça, percebeu que ele estava esperando por uma resposta verbal:
— Eu estou perfeitamente bem, obrigada. — Oh, Senhor. Ela soou como sua avó.
Deu-lhe um olhar indecifrável e ela ficou onde estava embora as células inteligente de seu cérebro estavam dizendo a ela para correr rápido e longe de Marc Savin. A tática mais segura era achar uma falha, um calcanhar de Aquiles e enfocar naquilo e talvez o fizesse menos intimidante. Ela o olhou procurando por tal falha.
Que homem usava um rabo-de-cavalo estúpido? Se seu cabelo estivesse solto, provavelmente tocaria em seus ombros largos. Pelo menos era limpo. E brilhante. E parecia seda. Seu plano não estava funcionando bem. Oh, bom Senhor. Arrume algo.
Sua calça jeans esboçou a protuberância…Oh meu Deus, Victoria Francis! Pare de olhar para o seu…em seu... Ela tomou um longo gole. O líquido estava na temperatura ideal e por um instante foi muito suave quando deslizou em sua garganta, até que queimou seu esôfago como fogo.
Sua expressão era impassível quando ela ficou com a respiração ofegante e o vapor do uísque fez seus olhos lacrimejarem e a garganta fechar. Ele tomou toda onça de controle para não rir, o que disfarçou através da tosse.
Ela atirou um clarão venenoso em suas costas quando ele passeou através do quarto.
— Da próxima vez — ele disse antipático —, peça com água.
Jesus, ela era um retrocesso. Uma anomalia. Uma pequena tímida. As roupas. O cabelo. O comportamento arisco. Nenhum dos quais adicionados nestes dias e idade; mas a fez quase intrigante. Existia algo vagamente familiar nela. Especialmente em torno dos olhos, mas soube que nunca a encontrou antes. Ele teria lembrado.
Embora existisse menos trabalho no rancho no inverno, ele ainda trabalhava durante todo o dia. Cansado e faminto, Marc caiu sobre o sofá de couro à sua frente e esticou as pernas, a bebida equilibrada em sua barriga. Ele colocou um braço atrás de sua cabeça e observou-a.
Cristo, ela estava nervosa. Seus olhos se afastavam do seu, então de volta. Seu arrogante pequeno nariz inclinado.
A história do assalto era falsa. Havia muitas maneiras de detectar um mentiroso, até um bom. Marc não precisava ver as íris de seus enormes olhos verdes dilatarem, nem ter que ouvir a forma como correu seu discurso quando disse a ele que foi assaltada.
Victoria Jones era uma péssima mentirosa.
Além do braço quebrado ela tinha contusões no pescoço esbelto e mais contusões sob a aplicação leve de maquilagem em seu rosto irrepreensível. Ele estava quase intrigado o suficiente para cavar mais a fundo.
Quase.
— Você conhece meu irmão. — Ela moveu-se cautelosamente para o outro lado do sofá e sentou bem na extremidade, puxando sua saia mais para abaixo acima de seus tornozelos. Quando se inclinou para colocar o copo sobre a mesa de café, expôs o cume mais vulnerável de sua clavícula, abaixo da borda rendilhada de seu colarinho. – Alex...Alexander Stone.
Alexander Stone e Victoria Jones? Ele estreitou seus olhos.
— Eu não conheço ninguém com este nome. Desculpe, mel. Tente novamente.
— Lince. — ela firmemente disse. — Você o conhece como Lince. Ele foi enviado em uma missão para Marezzo sete meses atrás. — Ela endireitou e olhou fixamente para ele. — Eu sou sua irmã. — Sua mandíbula apertou e algo brilhou em seus olhos verdes. — E não diga que você não o conhece. Ele me contou tudo sobre você.
Marc ficou olhando fixamente para ela.
— Eu sei, por exemplo — Tory manteve seus olhos fixos em um ponto atrás de sua orelha esquerda — que a organização que você trabalha é uma unidade de elite. Uma força de antiterrorismo camuflada até da CIA. Um grupo altamente secreto chamado T-FLAC. Força Logística Antiterrorista de Comando de Assalto. — Ela lambeu seu lábio inferior. — Eu sei que existem membros de sua equipe que se infiltraram em um grande número de governos estrangeiros e organizações militares no mundo inteiro.
Um pequeno sorriso triunfante curvou sua boca quando ela detectou o mais leve tensionamento de seus ombros largos e impressionantes. Seus olhos furando os seus como gelo em chamas.
— Quem diabos é você, moça?
Ela tentou, Deus a ajudasse, ela realmente tentou dizer seu nome, mas estava tão apavorada que seus lábios mal se moviam. Seus olhos corriam pela sala procurando ajuda, mas claro que eles estavam sós. Com o coração apertado, de repente ela percebeu que além de Marc Savin, ninguém sabia que ela estava aqui. Ele podia fazer qualquer coisa à ela, e provavelmente o faria. Ele a sacudiu e os dentes de Tory batiam pelo temor.
— Meu irmão...
— Seria verdade se os desonestos voltassem do inferno para darem tantas informações aos vivos. Tente novamente, olhos verdes. Eu darei a você dois segundos para dizer quem mandou você, e então...
— Seu codinome é Fantasma. — ela disse depressa, sua pele ficando quente então fria e úmida. Victoria alisou sua jaqueta com a mão tremula. — Meu irmão está vivo e não está bem em Marezzo, Senhor Machista. Isto é fato. A única razão que eu sei tudo isso é porque...
Os olhos dele. Os olhos de Alex. Mas...
— Ele não tinha parente.
— Tente outra vez, Sr. Savin. — Ela repetiu suas palavras. — Eu estou sentada aqui mesmo. Eu sou sua irmã gêmea e estou muito viva. — Tensão irradiava de seu corpo. — E não fale sobre ele no passado. Alex está vivo.
Maldição, isto era possível? Era concebível que Lince estava vivo? Claro que Lince era sagaz e teria mantido uma irmã em segredo, portanto a diferença no nome. Ele era normalmente um bastardo de boca suja e tinha sabido que ela seria um objetivo fácil para alguém com rancor. Então, novamente, ela podia ser qualquer uma.
Com olhos verdes familiares iguais aos dele?
Apesar da evidência, Marc ainda estava cético. Se seus inimigos queriam chegar perto dele, o envio de alguém como Victoria Jones era uma manobra inteligente. Ela certamente não parecia uma agente inimiga. Na verdade, ela parecia exatamente o oposto de perigosa.
Entretanto, como ele bem conheceu, existia perigo, e então existiam situações de perigo.
— Como eu sei que você é sua irmã?
— Não seja ridículo! Por que eu estaria aqui se eu não fosse? — ela disparou de volta, e seus olhos, tão parecidos com os do seu irmão, relampejaram novamente. — Ele tem um marca de nascença em sua perna direita em forma de meia-lua. — Ela obviamente não percebeu o quanto se expôs quando furiosamente puxou sua saia para despir uma coxa esbelta. A marca de nascença cor de rosa com forma de meia-lua marcava a pele lisa acima da sua meia calça.
— É um ponto discutível, não é? — Marc replicou enganadoramente relaxado quando ela empurrou sua saia de volta no lugar. — Ele morreu enquanto estava de férias, eu acredito. — E se o filho de uma cadela não estava morto, ele estaria quando Marc o encontrasse. Ele pensou no que tinha acontecido nos últimos seis meses. Só Lince podia ter explodido sua cobertura assim. A mente de Marc estava correndo velozmente com as ramificações de traição. Lince tinha vindo ao rancho para atrair o Fantasma em uma armadilha?
— Ele foi capturado enquanto estava em uma missão — ela insistiu — você o deixou ir lá sozinho e seria melhor ir buscá-lo.
— Eu vi seu corpo sete meses atrás.
Ela se encolheu.
— Peço perdão, mas eu o vi vivo duas semanas atrás. — Marc viu os músculos trabalharem em sua garganta. — Ele tem estado preso por quase sete meses. Eles...eles o torturaram.
Ela ergueu os olhos verdes enormes para o seu e Marc se sentiu atraído para suas profundezas angustiadas. Amaldiçoou em voz baixa. Não era possível. Ele viu o corpo. Tinha sido queimado além de reconhecimento, mas o inferno dos registros dentários comprovou que era Alexander Stone. Ele estava certo disto.
Porra, mas ele estava longe deste negócio. Toda vez que chegou perto de alguém, os perdeu. Lince tinha sido a última gota. Ele estava ficando muito velho para esta merda. Graças a Deus que não estava mais envolvido nisso.
Sua cabeça subiu de repente quando percebeu o que ela disse. Seus olhos se estreitaram.
— Que diabo você quer dizer com você o viu?
CAPÍTULO 2
Meu Deus poderia ser verdade? Essa mulher com aspecto de coelho assustado, com seus rubores e acusadores olhos verdes tinha feito o que a equipe inteira de experientes agentes do T-FLAC deveria ter feito? Mas, ela tinha indo realmente para Marezzo sozinha? Pelo amor de Deus! E fez contato com Lince? Um homem que a organização T-FLAC inteira jurou que estava morto ?
Inverossímil.
Impossível.
Improvável.
Então que diabo ela estava fazendo em alguma parte de Montana no meio de um fodido inverno?
Ele estava fora do negócio antiterrorismo há quase três anos, mas ele ainda tinha inimigos.
— Quem realmente te mandou?
— Ninguém.
Certo. Quem diabos iria mandá-la para ele? Não fazia nenhum maldito sentido. Uma ruiva bem equipada e com muitas curvas faria mais sentindo se alguém quisesse enviar um cavalo de Tróia. Mas uma ratinha morena, assustada, com contusões, um braço quebrado e vestida como uma bibliotecária reprimida? Ele nunca estaria tão desesperado.
Se bem que o fato de que estava tentando imaginar o que ela escondia debaixo daquela quantidade de roupa estava fora de propósito. Um frisson de calor sexual enrolou em sua barriga, chocando o inferno vivo fora dele.
Merda.
Enquanto ele dava motivação ao seu pensamento, Marc serviu-se de outra bebida. Algo que ele tinha tido o cuidado de não fazer o ano passado. Grande. Ele conhecia esta mulher há apenas meia hora e já o estava levando a beber. O uísque tinha um bom sabor e descia suave. Melhor que bem. Suave. Ele terminou os dois dedos e ficou tentado a voltar para mais. Ele tinha feito um monte de besteira depois de beber depois de…Depois. Mas anestesiar-se com uísque bem envelhecido não era a resposta.
Foda-se. Ele mal sabia o que mais perguntar.
Ela vacilou quando seu copo vazio bateu no vidro da mesa. Soou como um tiro de pistola na quietude momentânea. Ele estava bem com o silêncio. De fato ele gostava infernalmente disto, era muito melhor que ouvir uma conversa fútil. Infelizmente sua convidada não mantinha o mesmo sentimento.
Sua garganta trabalhou, mas seus olhos verdes musgo e diretos encontraram o seu.
— Eu fui lá para encontrar meu irmão.
Ok, então ela acabou de dizer. Isto não era só ilógico, mas certamente era uma merda que não valia à pena repetir. Porra! Ele apertou a ponta de seu nariz entre seu dedo polegar e indicador.
— Marezzo não é exatamente um paraíso de férias, querida. Você não pode ir só valsando por ali como se estivesse de ferias. — Seu sangue gelou pensando em um civil naquela volátil pequena ilha no Mar Tirreno. Tinha sido um lugar quente para tangos por anos.
— Férias, eu? — o olhou como se ele tivesse perdido seu sentido comum. — Eu não tive uma escolha sobre o local. Alex está lá, de forma que é onde eu fui.
Juro por Deus, Marc pensou quando ele observou a batida do pulso na base de seu pescoço esbelto, ela soou racional. Assustadoramente doida, mas racional. Ela parecia ser o real, só dez anos fora do tempo. Cristo. Ele quis que Alexander Stone estivesse vivo. Uma parte dele quase acreditou nisto. Quase. Ainda que fosse só por alguns minutos.
Mas desejar era para tolos.
Ele teria que tratar com ela muito suavemente, ela parecia com uma leiloeira. Correu sua mão em torno da parte de trás de seu pescoço. Ele preferia lidar com vinte homens fortemente armados, que com mulheres choronas. Ela estava o olhando tão cautelosamente quanto um ratinho olha uma serpente. Ela alguma vez relaxava? Estava dura como uma tábua e sentada bem na extremidade do sofá no lado oposto dele. Seus pés estavam muito juntos, seus joelhos bloqueados.
Se Ragno tinha Lince em seu poder... Foda. Se Ragno o tinha, então Lince verdadeiramente estava morto. Ninguém jamais conseguiu escapar do trabalho sádico de Ragno. Que era por que o corpo de Alex tinha sido tão malditamente duro de identificar.
— Olhe, — ele começou. Rápido e experiente? Ou lento e simpatizante? Ele votou por rápido. Ele conseguiria que alguém a escoltasse para o hotel mais próximo e poderia ir para o inferno. — eu sinto muito estourar sua bolha, mas...
— Ele está sendo seguro por um terrorista ou grupo de terroristas chamado 'Aranha '.
O cabelo na parte de trás do pescoço de Marc levantou. Aranha. Ragno e seu bando tinham sua sede na Itália. Último endereço conhecido Marezzo. Merda.
— É um grupo. — Os terroristas haviam tomado o controle da ilha algum tempo atrás. Os turistas eram mal tolerados. — Eu sei malditamente bem que ir lá com um braço quebrado e olhar de passarinho assustado nem sequer conseguiria um olhar simpatizante das pessoas de que está falando. Eles matariam você em um piscar de olhos ainda mais se souberem que você iria interferir. Causar dificuldade.
Tinha Aranha…? Não. Eles fariam mais que quebrar um osso ou dois. Ele descartou a idéia de que ela realmente tinha tido um encontro com os sequestradores do seu irmão. Ela não estaria aqui sentada.
Além disso, ela parecia mais como se fosse capaz de dizer "grita" do que causar dificuldades a um bando de terrorista que atualmente estavam em primeiro lugar na lista dos mais procurados do T-FLAC.
— Bem, não era minha primeira escolha, eu posso assegurar. Mas você não estava fazendo nada para ajudar Alex, então eu tive que fazer. — Seus olhos expressivos estavam queimando com hostilidade, quando ele não fez mais que cruzar o tornozelo acima de seu joelho. — Você vai ficar sentado ai me repreendendo a noite toda, ou vai entrar em ação a qualquer momento?
Mantendo sua expressão impassível, Marc mordeu de volta uma risada relutante, a primeira brasa pequena de diversão que ele sentiu nos últimos anos.
— Eu estou fora dos negócios de ação, mel. Desculpe.
O inferno, fora de ação. Dois anos e sete meses contados. Ele agora era um rancheiro de merda. A única arma que ele precisava era um revolver modelo 35.0 magnum e um rifle de ar comprimido para caçar. Rancheiro. Não um agente em uma operação. Cansou de tentar salvar o mundo. Ele foi sugado nele, estava fora de todo o negocio contra terrorismo de uma vez por todas.
Ele não era nenhum herói de merda. E estava bem com isto.
— Então eu sugiro que você tome uma bebida, ou engula uma vitamina, ou faça qualquer coisa que os tipos espião como você fazem para serem motivados. — ela disse a ele irritada. — Porque eu não vou sair daqui até que você concorde...
— Você nunca pára de falar?
— Eu falo quando estou nervosa.
— Você deve estar muito nervosa.
Ela tragou.
— Eu estou.
Não era que ele não acreditasse no que ela estava dizendo. Ele acreditava. Só não conseguia envolver seu cérebro ao redor disto. Era possível que Alex realmente estivesse vivo? Depois de todo este tempo?
Depois que ele viu seu corpo? Ou o que restava dele…. Bílis surgiu atrás da garganta de Marc quando recordou o dia que eles trouxeram o que sobrou do corpo de Lince para o QG do T-FLAC em um saco preto para identificação.
O que eles tinham feito para ele na ilha não tinha sido bonito. Seu amigo não morreu fácil.
— As Aranhas são pessoas sérias, olhos verdes, e Marezzo não é nenhum lugar para uma pequena Senhorita Muffet.
Ela levantou o queixo, mostrando a linha pálida de sua garganta.
— Bem, depois de minha visita, eu posso certamente ver por que o turismo afundou. Eu tive minha carteira roubada. Duas vezes.
Ela estava brincando? A princípio ele pensou que ela poderia estar, mas quando olhou para ela, viu que estava bastante séria. Ela estava irritada porque sua carteira tinha sido roubada. Em Marezzo? Era malditamente afortunada de ainda estar inteira.
Ou não estava?
Sem mencionar o braço quebrado que ela estava tentando bravamente esconder embaixo da manga da jaqueta do seu terno feio, havia as contusões que tinha tido o trabalho de cobrir com maquiagem. Por outro lado ele não podia imaginar os tangos a deixarem ir com alguns ossos quebrados e um punhado de contusões. Isso não era a forma que eles agiam normalmente.
Alex tinha a pele preta e bastante carbonizada quase além do reconhecimento. Seu amigo também tinha sido brutalmente torturado. Marc esfregou a palma de sua mão através da pressão pesada de culpabilidade em seu tórax. Os dedos das mãos e pés de Alex tinham sido amputados. Antes de morrer.
As aranhas eram os piores bandidos.
— Você é condenadamente sortuda que aqueles bastados só tomaram sua carteira. — ele disse, querendo outra bebida. Ignorou a garrafa meio cheia que piscava para ele do outro lado da sala.
O fogo banhou seu rosto em um brilho rosado que a fez parecer muito mais atraente. Ou isto era culpa daquelas duas doses de uísque após três anos de abstinência. Faça sua escolha idiota, disse para si mesmo com azedume. Qualquer uma ou todas as opções anteriores.
Atraente. Mas não para ele, claro. Seu tipo de mulher o deixava maluco. Sua ingenuidade irritava. Ele pediu a Deus que ela cobrisse suas coxas. Sua pele era marfim pálido e ele apostaria seu touro premiado que era macia e muito malditamente palpável.
Ele correu seu olhar por seu cabelo escuro, sua face suave, a sensualidade assombrosa de sua boca, olhou mais abaixo em sua garganta e viajou a distância até seus sapatos sensatos. Ela saltou como se ele tivesse usado um marcador para gado, empurrando a saia para baixo tanto quanto podia. Seu rosto ficou escarlate.
Ele fez uma careta.
— Você tem vinte e seis anos de idade, pelo amor de Deus. Devia ter pensado melhor antes de ir para um mundo infame e enfiar seu nariz em algo que você não podia sequer começar a entender. O que é o próximo? Uma caminhada pelo deserto afegão ou um cruzeiro cênico no Mar Cáspio com um dia de viagem a Chechenia? Cristo, senhora, talvez você devesse ler um jornal ou assistir um pouco de CNN antes de ir esvoaçando em torno do mundo.
— Eu não estava esvoaçando, eu estava investigando. Como você sabe quantos anos eu tenho?
— Eu fiz uma suposição selvagem já que você e seu gêmeo devem ter a mesma idade — ele disse secamente empurrando o sofá. Ele estava a uns seis metros longe, mas ela piscou várias vezes quando ele cruzou na frente dela rumo ao bar.
Nervosa? Deus. Ela tinha acabado de mostrar. Ele virou as costas e atravessou a sala. Não era tanto a bebida que ele precisava, era movimento. Ação. Não existia espaço suficiente na sala. Não para os dois de qualquer maneira.
Ele podia a cheirar. Fêmea. Flores. Inocência.
Foda-se isto.
Ele precisava estar fora, a céu aberto. Olhou pela janela. Ainda nevando. Grande. Simplesmente fantástico. Convinha perfeitamente a seu estado de espírito. Frio. Escuro. Deprimente. Ele se sentiu preso em sua casa, seu castelo, com ela. Marc não estava certo por que, mas ele se sentiu…sitiado. Como se o inimigo tivesse violado as paredes de seu santuário.
Levando a garrafa meio vazia e ignorando sua imbecil analogia, inferno ela tinha apenas 1,55 de altura e provavelmente pesava em torno de cinquenta e cinco quilos, muito pequena para intimidá-lo, ele voltou para a lareira. Colocou a garrafa na mesa e abaixou para lançar um novo tronco na lareira. Deu-lhe um olhar quando o novo tronco soltou uma explosão de faíscas.
— Você quer que eu vá buscá-lo, é isto? — ele perguntou ligeiramente, à medida que se endireitou.
Não ele. Nenhuma maneira de isto acontecer. Inferno. Mas alguém.
O QG do T-FLAC era a um salto do rancho. Um telefonema e eles iriam, eles sempre tinham uma equipe pronta, em cima e em rota para a Itália e a ilha de Marezzo.
— Claro. E eu estaria aqui se eu o quisesse ainda naquele país horrível? Você é o único que pode trazê-lo de volta.
— Senhora, seu irmão foi meu melhor amigo. Um parceiro nas malditas operações do T-FLAC. Está querendo colocar mais merda de culpabilidade ao meu redor.
— É.
Aquele exterior enganosamente suave mostrava uma vontade de aço.
— Se — ele continuou sem pausa — ele estivesse vivo, eu asseguro a você, eu saberia. — Eu saberei de uma forma ou de outra antes de você acordar de manhã, ele severamente pensou. E provavelmente não era uma boa idéia retratar esta mulher com olhos sonolentos e nua entre lençóis amassados neste momento.
— Bem ele está e você não fez nada. — ela rebateu. Levantou-se, a mesa de café entre eles. Ele nunca conheceu uma mulher desde os treze anos de idade que corasse tanto como esta aqui. E o terno era muito grande. Muito antiquado. Inferno, tudo estava errado nisto. Ele nunca encontrou uma mulher que era tão ignorante sobre como se vestir. Não era um terno, parecia mais um saco e por alguma razão inexplicável, o fez querer saber o que estava escondido debaixo dele.
Suas pernas eram longas, e do que ele podia ver bem formadas com tornozelos incrivelmente delicados. Felizmente ele sempre foi homem de seios, assim suas pernas não tinham muito efeito sobre ele. Não muito. Algum homem a viu nua? Provavelmente não.
A boca luxuriante parecia dizer "vem aqui", e os olhos verdes gritavam "para o inferno". Por favor, ele acrescentou com um sorriso interior. Ele se manteve firme quando ela contornou a mesa de café entre eles.
Ela inclinou a cabeça para trás para o olhar. Marc sentiu o choque de sua pequena mão em seu braço direito através do suéter espesso. Ele quis jogá-la longe. Mas seu toque era tão leve como uma borboleta, suave e sedutor. Ela cheirava como o céu.
Ele precisava ter uma aderência. Sacudir ela fora antes de fazer este apelo. Quanto mais cedo melhor.
— Eles o têm em Pescarna. — ela disse calmamente, um tremor em sua voz rouca. — É uma aldeia de pescadores no lado sudoeste da ilha. Ele está muito mal… — Suas unhas pequenas cavadas em seu braço através lã, e engoliu em seco, seus olhos de repente nadando com lágrimas. — Eles o machucaram muito. Ele... ele nem sequer me reconheceu. — Seus dedos apertaram em seu braço. — Por favor. Ajude-me.
— Não. — Ele iria conseguir ajuda para Alex.
Por um momento existia só o silêncio quando Tory olhou fixamente para ele.
— Não? Você está dizendo não? Apesar do fato que ele é seu melhor amigo e companheiro, não vai entrar lá e salva-lo? — Sua mandíbula doída com fúria e frustração.
Marc afastou-se e inclinou um cotovelo contra a lareira de carvalho, parecendo tão relaxado quanto um gato. O diamante tolo piscando em sua orelha. Ela gostaria de torcer aquele lóbulo, como Grammy tinha feito quando ela era malcriada, até ele não ser tão machista e realmente ouvir o que estava dizendo.
— É bom saber que você tem um bom domínio da língua, Senhorita Jones. Entenda isto. Seu irmão é um bom agente em qualquer operação, e como todos os agentes bons, ele sabia as probabilidades e as consequências.
Seu coração estava batendo muito rápido. Ele não podia recusar, ele não acabava de recusar.
— Mas você pensou que ele estava morto. Agora que você sabe que não está...
— Não faz absolutamente nenhuma diferença. Eu disse a você. Eu não trabalho mais para T-FLAC. Eu não tenho acesso a qualquer informação. E ainda que eu tivesse...
— Que tipo de homem é você? — Ela andou em torno dele. — Como só pode ficar ai tão complacentemente e não se importar? Ainda que você não trabalhe mais para eles, ainda tem a experiência, as habilidades, os contatos, não é?
Em um momento ele estava completamente relaxado, no próximo estava direto em seu rosto.
— 'Não' é uma oração completa. Quer que eu soletre para você?
Uma onda de pânico ameaçou afoga-la. Seus joelhos bambearam e seu interior deu cambalhotas com sua proximidade. Senhor, ele era grande. Grande e malvado, independente dos cabelos longos e brinco. Os músculos em seu estômago constringiram como se ela pudesse pelo menos tirar aquela parte pequena de si mesma, longe da ameaça imensa dele. Sua respiração com aroma de whisky era quente em seu rosto, hostilidade radiava dele como um campo de força. Ela daria tudo que possuía para ter tanta confiança. Tanto poder.
Não era particularmente valente ou aventureira em primeiro lugar, e estava à flor da pele, em nervos por causa dos últimos dias.
— Este rancho é a única coisa que me mantém são e me lembra que sou da raça humana. — ele disse severamente. — Só porque seu irmão deu o meu nome não dá a você o direito de entrar em minha casa e exigir qualquer coisa. Entendeu isto?
Ele estava tão perto, Tory podia ver as linhas ao redor de seus olhos e cheirar o odor de sabão em sua pele. O calor ardente de seu corpo, tão perto dela, a fez ficar atordoada. Vacilou, seus dedos trêmulos tocando em sua garganta quando ele olhou para ela, seus olhos estreitos e duros.
Quando se manteve muda, ele suavemente disse:
— Eu gastei quase metade da minha vida no inferno, para que as pessoas como você pudessem dormir são e salvo em suas camas a noite. Eu só não estou mais interessado em salvar uma donzela em apuros, qualquer que seja seu problema.
Suas palavras a atordoaram. Alex chamou este homem de melhor amigo que já teve.
— Você é um insensível filho de uma... eu não posso acreditar que alguém possa ser assim tão insensível. Alex pensa em você como seu amigo mais intimo.
— Neste negócio eu não tenho quaisquer amigos.
— Eu posso certamente ver por que. Com um amigo como você, quem precisa de inimigos?
Certo. Esse provavelmente não era o caminho para motivar este homem de olhos frios.
Tory sentiu o trovejar selvagem de seu pulso e engoliu em seco. Seus olhos focados no sutil xadrez do papel de parede e por alguns segundos contou as linhas horizontais. Ela não estava aguentando seu peso. Não hoje à noite de qualquer modo. Soube que estava esgotada, ainda que estivesse em boa condição física. O que não era o caso no momento. Ela estava além de exaustão, louca de preocupação. E muito apavorada.
Nada disso importava. Não podia falhar com Alex. Não importa o quão duro e desmotivado este homem era, tinha que chegar até ele. Hoje à noite.
Esta era a única chance que tinha.
— Isso me deixa apenas com duas opções.
— Eu posso assegurar a você, eu não quero saber quais são. Hora de você partir. Eu darei a indicação de como chegar ao Motel local se quiser.
— Um — ela firmemente disse, ignorando-o como podia —, eu posso voltar novamente e tentar encontra-lo por mim mesma…
Sua risada soou sarcástica e não muito divertida.
— Como foi para você a primeira vez? Se você tivesse conseguido chegar a ele não estaria aqui agora.
— Dois — ela continuou como se ele não tivesse falado —, eu posso entrar na cidade e conversar com as pessoas agradáveis do jornal local. — Ela olhou para ele com olhos sinceros. — Não existe um jornal em Brandon? Tenho certeza que adorariam meter a colher. As pessoas têm alguma ideia que você é um mercenário?
Tory ouviu a ameaça sair de sua boca, não acreditava no que acabava de dizer, que teve coragem para fazer isto. Seu coração bateu forte e suas mãos ficaram úmidas quando ele se aproximou.
Ela se recusou a ser intimidada, embora ele fosse bem mais alto e se elevou sobre ela. Seu queixo com a barba por fazer estava tenso, com fúria em um rosto, que era muito masculino, muito duro apesar de bonito. Seu nariz era um corte aristocrático entre sobrancelhas escuras que foram atraídas para dentro. Ele olhou para ela, um músculo saltando em seu rosto quando parou a um fio de cabelo na frente dela.
Ela tragou, recusando-se a voltar atrás. Não demonstraria medo, disse a si mesma. Não mostraria a este homem uma polegada de medo.
O brinco de diamante reluziu quando ele ergueu seu queixo com seus dedos.
— Você — ele disse com suavidade letal — ou é muito valente ou é muito estúpida.
Tory engoliu em seco. Seus olhos completamente secos quando se forçou a manter seu olhar. O som de seu coração trovejava alto em suas orelhas.
Ainda inclinando seu rosto para cima, ele disse de modo plano:
— Ninguém sabe que você está aqui, não é, Senhorita Jones? — Antes que ela pudesse sequer formular uma resposta ele continuou. — Já passou pelo seu ágil e pequeno cérebro que você poderia se dar muito mal? — Seus dedos apertaram ao redor de sua mandíbula. — Se eu for quem você pensa que sou então eu não posso deixar você sair daqui.
Sua aderência estava esticando dolorosamente a pele de Tory através das maçãs do rosto. Seu corpo ficou paralisado enquanto ele mantinha o olhar.
— Ninguém saberia que você desapareceu da face da Terra, não é? Então se o jornal local precisa de uma história poderia ser a de achar um corpo mutilado rio abaixo... Oh, pelo amor de Deus. Não desmaie.
Ele a pegou quando seus olhos rolaram e ela caiu para frente. O gesso em seu braço bateu na mesinha de carvalho e ele estremeceu quando a virou em seus braços e andou a passos largos até o sofá, onde suavemente a deitou.
Ele era um bastardo. Um imbecil, idiota, filho da puta. Nunca havia maltratado uma mulher em sua vida. E faze-lo agora, com ela, só provou o quão malditamente baixo afundou. Quando ela não abriu seus olhos, ele moveu o braço engessado fora do caminho e começou a desfazer os pequenos botões de pérola de sua blusa. Sua pele era muito suave e quente.
Ele sacudiu sua mão para trás quando a parte de trás de seus dedos acidentalmente, jurou por Deus, acidentalmente, tocou a curva rechonchuda de seu seio.
A Srta. Jones era uma surpresa.
Todas as curvas luxuriantes e vales escondidos. Marc arrastou sua mão longe e manteve sua atenção em seu rosto.
Suas palavras tinham parcialmente sido um blefe.
Ela sabia o que era bom para ela.
Parou de desabotoar no terceiro botão. Sua respiração estava bem. Ele ficou surpreendido, porém, no quão aprazível era tocar em sua pele e estar sentando perto o suficiente para inalar a fragrância floral dela. Ela não era plana mesmo, ele pensou ao ver a subida e queda gentil de seu peito embaixo do colarinho da blusa de renda branca. Ela recuperou a consciência, mas se mantinha muito quieta, de olhos fechados. Jogando. Novamente.
Ele nunca tinha assustado alguém ao ponto de desmaio. Não gostou de ela ter sido a primeira. Ela estava pálida e flácida. Ele sentiu simpatia por ela. Isso não era quem ele era. Quem ele costumava ser, inferno…
— A menos que você queira que eu administre seu CPR, abra os olhos e tome um gole disto. — Ele a queria desperta e consciente quando a colocasse porta afora. Então por isto ele estava fazendo este apelo.
Não iria dizer a ela para ter esperanças, ou escutar sua opinião em como haveria recuperação, por favor Deus, não iria afundar mais baixo. Ela podia sofrer, de preferência em silêncio, por mais algumas horas. Quando conseguisse notícias, ela seria a primeira a saber.
Se houvesse a menor chance, a mais remota que Alex estava vivo, Marc iria chamar a cavalaria para trazê-lo para casa.
Seus cílios tremularam antes dela fixar seus grandes olhos verdes em seu rosto.
— Você é um homem detestável.
— Então, eu lhe disse. — Marc levantou o copo de uísque que havia colocado na mesa antes. Correu sua mão na parte de trás de sua cabeça para erguê-la assim poderia beber. Um engano. Maldito engano a ter tocado.
Seu cabelo era espesso e parecia seda fresca em seus dedos calejados.
— Beba.
Ela separou os lábios e tomou goles delicados do uísque como se fosse uma guloseima. Os fios escuros e longos de seus cabelos escapando em mechas espessas do coque para cair sob suas costas quando ela se sentou, tomando o copo dele.
Ele teve uma imagem, uma imagem fugaz e tola, de enterrar seu rosto nos seus cabelos que chegavam até a cintura. De sentir os fios de seda em suas coxas nuas…
— Você é muito literal, não é? — Ele distraidamente enxugou uma gota do líquido âmbar de seu lábio inferior com seu dedo polegar. Ela olhou fixamente para ele, sem pestanejar, quando levantou e colocou o copo vazio na mesa.
Victoria Jones era uma mulher perigosa.
— Na verdade — ela disse em voz baixa, franzindo a testa enquanto esfregava seus dedos através de sua fronte —, eu sou uma covarde.
— Você podia ter me enganado. — o tom de Marc era seco.
— Realmente? — Ela parecia ridiculamente feliz quando balançou suas pernas para o chão, procurando seus sapatos, que perdeu quando desmaiou em seus braços. Quando não achou, colocou um pé em cima do outro. — Bem, eu posso ser uma galinha mas eu normalmente não desmaio assim. Desculpe.
Ela tentou colocar uma mecha do seu cabelo sedoso para trás no coque. Não estava funcionando. Não com uma única mão, e era certo como o inferno que não iria oferecer ajuda. Seu cabelo tinha vida própria quando desfraldou em grossas mechas de cetim preto ao redor de seu rosto. Ela continuou o tocando.
— Deixe-o.
Sua mão caiu para seu colo.
Pegou o copo novamente, o que era uma bebida a mais neste momento? A observou. O silêncio se tornou constrangedor e ele podia dizer pela dureza de seus ombros que estava pronta para quebrar, o que estava bom para ele. Daria a direção para o motel da próxima cidade em êxtase para vê-la pelas costas.
O queixo dela vacilou.
Marc rangeu os dentes. Diga a ela que você vai enviar uma equipe…. Não. Mais algumas horas de preocupação não a matariam.
Uma lágrima brotou e parou ao lado de seu nariz; e outra seguiu. Marc fez uma careta. O fato de que ela não proferiu um som fez as lágrimas mais tristes. Ele enfiou seus dedos atrás nos bolsos de sua calça jeans e olhou para as chamas. Em sua mente viu seus ombros levantando, mas quando ele girou para olhar, ela estava tão quieta quanto uma estátua. Seus lábios estavam movendo-se em uma ladainha silenciosa, Marc percebeu que ela estava contando. Ele a notou fazendo a mesma coisa mais cedo. Devia ajudá-la a se acalmar.
Ele estava certo como o inferno que não a estava ajudando, e ela contou até dois mil e oitenta e seis.
Estava a ponto de beijá-la ou a matar e como nenhuma era uma opção viável, parecia que iria ter um inferno de uma ressaca amanhã. Ele retraiu uma funda respiração. Duas mil e oitenta e sete, dois mil…
CAPÍTULO 3
— Ele é... — Houve uma ruptura em sua voz quando se virou para encará-lo. Sua boca suave, pálida, tremia quando sussurrou impotente. — Ele é tudo que eu tenho. Por favor. Por favor, ajude-me.
Marc sentiu o gelo em torno de seu coração derreter um pouco. Olhou para seu cabelo brilhante. Quando não respondeu, ela enxugou as lágrimas do rosto e virou sua cabeça para olhar a janela, obviamente tentando se recompor. Suas costas pareciam varetas de tão eretas.
Porra, ela não percebeu que sua blusa estava aberta? Seus olhos foram atraídos para a cunha esbelta de pele pálida que podia ver refletida pela janela, parecia tão suave, macia e…indefesa. Marc apertou a ponta de seu nariz.
— Ponha aquele cobertor ao seu redor ou erga sua blusa. — ele disse mais ríspido do que teria gostado, forçando-se a se concentrar em seu rosto. Ele odiava a vida que tinha deixado para trás. Odiou a idéia do destino de Alex. Principalmente, odiou a si mesmo por cair nisto novamente. — Diga-me tudo.
Esgotada, Tory abotoou sua blusa e puxou o cobertor ao redor dos seus ombros.
Ela afundou com um estremecimento e soprou uma respiração para passar sem tocar uma mecha de seu cabelo longe de seus olhos. Coberta até seus joelhos pelos cabelos e cobertor, ela parecia uma órfã salva de uma tempestade. Cada vez que se movia, mais cabelo escorregava solto do rolo atrás de sua cabeça.
— Por onde quer que eu comece?
Marc veio e sentou-se à mesa de café, de frente para ela, seus joelhos quase se tocando.
— Comece pelo princípio e não pare até que eu diga.
— Eu tinha — começou —, um condomínio em San Diego. Eu sempre mantive um quarto para Alex. Ele vinha de vez em quando e ficava por alguns dias entre as… tarefas. Não tão frequentemente quanto eu gostaria, mas ficou algum tempo no ultimo ano. — Ela encolheu os ombros fora do cobertor e ele viu a marca rosa onde arranhou sua garganta. O cobertor povoou ao redor de seus quadris enquanto ela brincava com seu cabelo longo até a cintura. Marc captou esta informação distraidamente e arquivando as informações que lhe fornecia a distancia. Continuava se perguntando como se sentiriam com aqueles fios longos se arrastando através de seu corpo.
— Ele costumava sempre me mandar carta para uma caixa postal em Vale da Missão antes de cada tarefa. Era para eu manter isto até que ele vinha e pegava de volta. Eu levava a carta para casa e esperava por ele. Ele voltava e queimava a carta. Eu nunca lia qualquer uma delas, não até a última.
— Porque desta vez fez diferente? — Ele se debruçou e pegou o cobertor até que cobriu seus joelhos a contento. Surpresa, ela olhou para ele, então suavemente continuou:
— Ele sempre dava para mim um período de tempo. Noventa dias. Eu deveria esperar por noventa dias depois disto eu poderia abrir. Uma semana depois do prazo em que ele era esperado, eu tive este sentimento terrível, eu só sabia que algo estava terrivelmente errado….
— O que fez você pensar que ele não voltaria? — Marc perguntou. — Ele voltou tarde de outras tarefas antes. Todos nós fazemos. Não são como estas coisas que tem um horário fixo.
— Nós temos uma… ligação. — Ela o olhou diretamente nos olhos. — Uma conexão telepática, se você entende.
Marc não podia negar o que ela disse. T-FLAC tinha um ramo psíquico especial de fato, e ele testemunhou coisas surpreendentes enquanto estava no campo. Mas ele conheceu Alexander Stone por seis ou sete anos e nunca viu qualquer sinal dele tendo qualquer habilidade psíquica.
— Então você arrumou suas malas e saiu em férias para procurá-lo? É isto que ele disse para você fazer na carta?
— Ele disse onde era sua última tarefa e dizia que eu entrasse em contato com você se não voltasse ao final do mês. E eu não queria férias. Eu liguei para você. Você se foi. Indefinidamente, eles disseram. Eu não podia esperar. Alex estava sendo machucado e estava me chamando. Eu fui.
— Chamando você? Então podia localizar o telefonema e chama-la? Eu não acho.
— Telepaticamente. Eu não espero que você entenda. — O olhando enviesado, ela disse com urgência — Eu soube que ele estava em apuros. Eu não tinha absolutamente nenhuma ideia quando ou se você voltaria. Por tudo que eu sabia você estava com ele.
Marc estremeceu. Golpe direto. Ele devia ter ido com Lince, então talvez coisas não tivessem sido tão erradas.
— Eu vendi meu apartamento e peguei dinheiro de outros investimentos. Eu não tinha nenhuma maneira de saber quanto tempo levaria para tirá-lo dali. Peguei todos os meus recursos. Então voei para Roma e de lá eu aluguei um barco e fui para Marezzo.
Marc levantou e começou a passear novamente.
— E você perguntou a alguém onde seu irmão estava?
— Ninguém me perguntou nada. Eu parecia uma turista. Os carteiristas me trataram como um turista. Eu levei uma máquina fotográfica e fiz um pouco de turismo na cidade. E eu achei meu irmão. Que — ela ardentemente disse — é mais do que eu posso dizer de você.
O temperamento de Marc queimou. Ela era irritante como o inferno. Mas estava certa. Seu povo tinha enviado o corpo de Alex Stone para sua casa. Ele fez uma inspeção superficial e acreditou que Lince estava naquela bolsa. Agarrou o telefone, esmurrou uma série de números e esperou. Depois de bater uma série de números, ele segurou a linha novamente. Tory se sentou rigidamente, seu rosto sem expressão, enquanto ouvia seus curtos comandos.
— Nós temos um código cinco em Marezzo — ele disse no telefone. — Quem nós temos? Sim, contagem de tempo péssima. Eu estarei indo por mim mesmo. Eu cuidarei disto. Vou deixar o transporte e material bélico por sua conta. — Ele olhou para ela com uma carranca assassina. — Eu estou levando alguém comigo. Uma mulher. Espere por nós amanhã às 09:00.
— Seguramente você não quis dizer… — Tory ficou branca. — Oh, não! Eu não posso ir com você.
— Eu não tenho escolha. — Marc bateu o telefone e retomou seu ritmo. — Você é a única pessoa que pode comunicar-se com ele. Se você não for comigo, não serei capaz de o achar. — Se Lince estava vivo e toda essa merda, eles poderiam o ter movido de sua última localização. Sabia que o que ela disse era verdade, se ela tinha algum tipo de conexão psíquica então usaria isto para agilizar a procura.
Havia uma porrada de se...
— Claro que você vai. — Ela soou apavorada. — Você é um espião. Você faz este tipo de coisa o tempo todo. É seu trabalho. Você não precisa de mim para diminuir sua velocidade. — Ela levantou seu braço. — Eu tenho um braço quebrado. Não posso sair correndo perseguindo os sujeitos ruins.
— Senhora, é seu irmão ali. Se disser que preciso de você, eu preciso de você. Se disser que vai, você vai. Se disser pule, você pula e pergunta depois. Entendeu isto?
Suas pupilas dilataram e ela engoliu convulsivamente.
— Eu não faço nada bem sob pressão. Sou uma contadora. Não Mata Hari. Eu trabalho em uma loja de autopeças, nem mesmo gosto da pressão de taxar os impostos.
— Você sabe o que Will Rogers disse: 'Não podemos ser todos heróis, alguém tem que se sentar no meio-fio e bater palmas quando ver você passar. '
— Eu posso bater palmas para você daqui.
— Você vai.
— Eu podia esperar por você em Roma. — ela desesperadamente implorou.
— Você vai comigo para Marezzo.
— Eu me quebrarei. — Tory pegou seu pulso e o olhou suplicante. — Oh, por favor. Acredite-me. Levar-me com você será seu pior engano. Eu desenharei um mapa de onde eles estão mantendo preso Alex. Você não terá nenhum problema em encontrá-lo. Dê-me uma caneta e eu mostrarei a você...
— Escute-me — Marc disse devagar —, a última coisa que quero fazer é arrastar sua bunda até lá. Mas não tenho escolha. Sem sua habilidade telepática eu não tenho certeza se vou achar seu irmão. — Não a tempo, de qualquer maneira. — Por tudo que sabemos, eles o moveram. Você vai para Marezzo.
Ele não disse que ela era seu seguro. Se ela fosse qualquer coisa como Krista, não lhe daria nenhuma oportunidade para trai-lo. Noventa por cento dele acreditou em sua história. Mas ele estava dando mais importância aos dez por cento que lhe dizia para vigiar suas costas. Mantenha seus inimigos perto. Victoria Jones iria estar a seu lado, quer ela quisesse ou não. Ele lhe deu um olhar frio.
— A menos que me esteja sacaneando com essa conversa de telepatia.
— Não, isto é verdade. — Seus ombros encolheram. — Não diga que não avisei quando eu me agachar em vez de atacar.
— Ninguém vai atacar ninguém. Entramos, encontramos Alex e daremos o fora. — Ele conseguiria fazer um trabalho bem feito. Limpo e simples.
- Não diga que eu não tentei advertir você. — ela disse fraca. — Eu sei que irá se arrepender muito.
*********
Marc estava arrependido. Arrependido de te-la forçado a ir e mais ainda por eles estarem neste fedorento barco de pesca do inferno.
Ele especialmente sentia muito porque ela passou as primeiras três horas vomitando toda sua coragem ao lado do barco, principalmente porque ele queria juntar-se ela. As ondas colidiam contra o lado do barco de madeira de quarenta pés até que estava certo que eles teriam que nadar as próximas cem milhas. Ela vomitou novamente e seu intestino deu um em simpatia. Uma onda atirou vinte pés no ar, tirando tudo da vista, inclusive ela. Ele tentou a manter abaixo no calor relativo da cabine, mas o cheiro de peixe era muito dominante, até ele não tinha estômago para isto.
Tory virou para o lado. Seu estômago doía, seu braço latejava e ela odiou Marc Savin mais a cada momento do transcurso. O homem era inexorável. Ele não podia dizer que não o advertiu.
— Isto realmente lhe dá muita excitação, não é seu desgraçado?— No som áspero da voz de Marc Tory levantou sua cabeça fraca da grade até ele. No caso dele não ter notado, ela teve um minuto de excitação. Mas ele não estava conversando com ela. Estava sorrindo aquele sorriso odioso e conversando com o pescador que estava guiando esta armadilha mortal para o mar aberto. Sua cabeça caiu para trás quando seu estômago levantou novamente e ela gemeu.
Ela nunca pisou em qualquer coisa menor que um navio de cruzeiro e nunca pisaria novamente, pensou logo antes dos músculos de seu estômago dar espasmos.
— Certo! — Ângelo exclamou com entusiasmo, os músculos em seus braços volumosos salientes com a tensão de controlar o barco. —Olhe para aquelas ondas, meu amigo. Faz-nos lembrar quem é o chefe, não?
Tory olhou para o céu escuro em vez de nas altas ondas batendo na armação do barco. Uma lua brilhante iluminava o pavimento abaixo. Ao leste um banco da espessura das nuvens se deslocava rapidamente em direção a eles.
— Isto me faz pensar que você usou esta maldita cobertura muito tempo. — Marc disse ao outro homem. Por tudo que ela entendia, parecia que tinha caído ao mar horas atrás, pensou irritada. — Já era tempo de voltar ao campo, meu amigo. Você está só tendo muita diversão, eu odiaria ver um treinado agente de operação T-FLAC perdido no mar. Quanto tempo até chegarmos lá?
Ângelo olhou em seu relógio a prova d'água em seu pulso volumoso.
— Mais ou menos, 05:00. A tempestade cobrirá você, mas vai ter que nadar os últimos cem metros para a praia. Você está certo que ela fará isto?
Tinha certeza que não ia fazer isto, Tory pensou, segurando firmemente na grade quando Marc caminhou em direção a ela, seu corpo e pernas longas ajustando para o balanço do convés.
— Ela fará isto se eu fizer — ele severamente disse, verificando a sacola plástica que tinha embrulhado ao redor de seu braço para estar certo que estava no lugar. Ele lhe deu o cantil e disse que ela enxaguasse sua boca.
Tragando a água, Victoria atirou um olhar furioso quando ele tomou o cantil e lhe deu um chiclete.
— Eu não masco chiclete — ela disse empertigada. — Não é elegante.
— Nem vomitar seus intestinos. — Marc desembrulhou um pedaço e colocou em sua boca. — Mastigue.
Ela olhou para ele com olhos turvos.
— Lembre-me de nunca concordar em ir a qualquer lugar com você. — Sua mandíbula trabalhou o chiclete. O sabor de hortelã estourando em sua língua era uma bênção.
Marc reprimiu um sorriso.
— Outro convite provavelmente não irá surgir. Você pode fazer isto por mais ou menos quarenta minutos?
— Qual é a alternativa?
Ele empurrou o cabelo molhado fora de seus olhos e riu.
— Você pode sempre nadar.
— A que distância é isto? — Ela pareceu séria. Ele supôs que agora não era hora para a deixar saber que estaria realizando seu desejo. Uma onda enorme quebrou contra o lado do barco e ela soltou um grito agudo quando centenas de galões de água colidiram com eles. Marc esperou a calmaria e a puxou contra seu tórax com a espuma em seus pés.
O vento chicoteou seu cabelo em seu rosto. Cheiro de xampu de bebê.
— Essa foi por pouco. — Enterrando seu nariz na massa molhada, ele apertou seus braços ao redor de sua cintura estreita.
Sua voz, abafada pelo seu casaco amarelo vibrou contra seu tórax.
— Eu nem gosto deste tipo de aventura em um filme. Eu não posso lembrar como é estar seca. — Seus olhos brilhantes perscrutados nele. — E eu acho que eu engoli meu chiclete.
Marc riu e ela empurrou em seu peito.
— Você está apreciando isto, não é?
Outra onda bateu no convés a poucos metros de distancia e ele usou isto como desculpa para puxá-la mais perto. Ela se ajustava muito bem contra ele, apesar de toda a roupa e de estar escorregadia.
— Nós espiões só vivemos para a aventura. — Os cantos de sua boca inclinou em um sorriso relutante.
Marc viu a pulsação em sua garganta. Seus cílios escuros eram pontiagudos, seus longos cabelos penteados para trás, expondo uma contusão e um hematoma em sua fronte. Ela recuperou um pouco de cor e seus lábios eram um pálido cor-de-rosa.
Meu Deus, ele pensou com assombro. Ela é magnífica.
Ela ainda estava olhando fixamente para ele, seus braços embrulhados ao redor de sua cintura quando ele baixou sua boca para a sua.
Tory o afastou com ambas as mãos contra seu tórax.
— Você está fora de si?
— Aparentemente.
— Você estava tentando me beijar? — ela perguntou com desgosto.
— Eh, você dois!
Tory andou longe de Marc quando Ângelo gritou novamente.
— Terra a vista!
Ela olhou em todos os lados do barco.
— Terra a vista, onde? — Tudo que podia ver em qualquer direção era montanha de água cinza agitadas sobre um monte de nuvens negras.
Ela agarrou a grade lisa com uma mão quando Marc e Ângelo reuniram suas coisas. Ângelo ajudou Marc encolher os ombros no A.L.I.C.E. Então lhe deu vários pacotes misteriosamente embrulhados, que Marc colocou em seu cinto.
Ele tirou a capa impermeável e empacotou em outra bolsa presa a sua cintura. Sua calça jeans era preta com a água e o pesado suéter cedeu quando ele tirou seus sapatos e usou os cadarços para amarrá-los em seu cinto também.
Tory deu-lhe um cauteloso parecer quando ele fez o seu caminho com os pés descalço pelo convés em direção a ela. Seus lábios ainda pulsando em antecipação daquele beijo. Ela podia quase imaginar seu corpo aquecido com a água a encharcando da cabeça aos pés.
— Agora você, princesa. Fora com esse impermeável. — Ele começou a desabotoar e Tory golpeou suas mãos. Cuspiu seu cabelo fora de sua boca quando o vento chicoteou-o ao redor dela, mas desabotoou seu casaco com uma mão e o entregou a ele. Marc colocou seu casaco impermeável na bolsa junto com o seu.
— Agora os sapatos. — O vento e chuva cortavam ao redor do suéter espesso que Tory obtivera emprestado e a calça jeans congelando-a quando lutou com os cadarços de seus sapatos os quais deu a ele. Quando ele não respondeu com mais que um grunhido, Tory disse com um calafrio gigante:
— Eu não tenho que te dizer por que prefiro sair com contadores. Eles nunca me abrigariam a fazer coisas como estas.
Marc verificou todo material uma última vez.
— Eu manterei isto em mente. Vamos.
— Ir para onde? — Ela procurou por um escaler. Não existia nada nas ondas agitadas. A compreensão veio muito tarde. — Oh, não! Não, eu não posso…
— Segure sua respiração, ervilha doce. Aqui vamos nós. — Marc tomou sua mão e a puxou acima da grade.
Ela não fez idéia que enfim estava na água. A pressão da água preta veio nela de todos os lados. Não entre em pânico, não entre em pânico. A água encheu seu nariz e ela se apavorou. Com os braços e pernas batendo, ela tragou um bocado de água salgada e de algum modo conseguiu ir para a superfície.
Ela fechou a boca e foi nadando como melhor podia. Não quis pensar que seria uma saborosa refeição com seus pés nus para alguma criatura das profundezas. Seu braço direito era inútil. O máximo que ela podia fazer era tentar flutuar na sacola plástica. Então ela podia nadar para onde quer que fosse.
Tudo parecia o mesmo metálico cinza quando ela esquadrinhou a água procurando Marc. Ela só tinha o braço para se preocupar. Marc estava carregado com equipamentos. Onde estava ele?
Uma onda gigante bateu ao seu lado e alguns segundos mais tarde ela estava sob a água novamente, sozinha, tentando tirar o cabelo fora de seu rosto. Ele estava agarrado com algas. Seu coração estava batendo duplamente quando foi para cima e para baixo mais uma vez para a superfície e então sentiu algo agarrar seu suéter por detrás. Tory soltou um grito horrorizado.
— Tenha…coração…mel. Se eu quisesse que soubesse que…nós estávamos vindo então eu teria enviado um…telegrama.
Tory estava muito exausta e muito aliviava em vê-lo para responder de volta. Relaxou marginalmente quando ele começou a rebocá-la em direção a terra firme. Chutando suas pernas e usando seu braço bom, tentou ajudar. Ele usou as ondas para os propulsar pela rebentação.
A areia marcou seu estômago quando as ondas os empurraram mais a distante em cima da praia. Por um momento ela simplesmente deitou lá com seu rosto apertado em terra firme, as ondas avidamente sugando suas pernas tremulas.
— Hora de ir. — Marc ficou em pé, empurrando seu cabelo gotejante de seu rosto e a puxando ao lado dele. Por um momento horrível Tory pensou que suas pernas não trabalhariam quando vacilaram instáveis. Marc a abraçou para apoiá-la, batendo seu quadril com o que os heróis usavam em torno da cintura.
A lua jogava de esconde-esconde com as nuvens, iluminando as linhas duras de seu rosto esporadicamente. Começou a chover. Tory suspirou:
— Eu espero que nós estejamos com reservas em um Hilton hotel. Eu mataria por um banho quente e uma xícara de chá.
A chuva caia em torrentes, e ela lambeu seus lábios. A água era doce e fresca, lavando longe a crosta de sal. Olhando para o céu negro, deixou a comporta da água cair em seu rosto e tropeçou em um tronco de árvore morta. Marc usou seu próprio impulso para continuar arrastando-a. Ela olhou ao redor curiosamente. Era difícil de ver qualquer coisa na escuridão. O oceano emitia uma lânguida fosforescência e tudo que podia ver era praia cinza longamente na frente deles. Logo a frente, o contorno sólido de um penhasco.
Ela puxou sua mão e ele parou. Tory podia só mostrar um feroz cintilar em seus olhos.
— Eu espero que não pense que eu vou subir aquele penhasco. Porque eu preciso dizer a você...
Com medo que ele gritasse que ela estava o retardando, com seu pavor de alturas, Tory estava um pouco aliviava quando pegou o lânguido chamejar de seu sorriso.
— Nós estamos com reservas no Hotel Grotta Zaffiro.
— Oh, por favor — Tory disse fervorosamente a suas costas —, não seja engraçado. — Ele arrastou sua mão, levando-a até a base do penhasco. Era mais rochoso aqui e seus pés nus entraram em contato com a pedra dura em vez de areia.
— Em vinte minutos você estará até o seu bonito pescoço na água quente — ele prometeu.
Tory sorriu. Soou como céu e deu-lhe uma nova explosão de energia quando escalou em cima de um grande pedregulho.
Eles pareciam estar subindo, mas não estavam indo diretamente para cima. Pilhas de pedras grandes, algumas lisas pelas ondas, outras severas e porosas, cheias de bases para escalar o precipício e eles tinham que escolher seu caminho cuidadosamente na escuridão. Aquele banho quente era seu enfoque exclusivo.
Certamente teriam que achar uma estrada logo. A chuva parou e o céu estava iluminado à medida que subiram. Marc não disse uma palavra por muito tempo. Ele girou para ajudá-la a subir.
Ela estava sem fôlego e arquejando quando colocou suas mãos em seus joelhos e baixou sua cabeça, engolindo ar. Seu cabelo agrupou no chão rochoso e molhado, enrolado em meadas. Quando ela se endireitou, Marc estava sorrindo.
— O que?
— Você parece com a Medusa. — Ele riu suavemente quando ela deu um suspiro horrorizado, seus dedos indo para seus cabelos emaranhados e rosnou. Tomando sua mão ele a puxou atrás dele. — Realmente, considerando tudo, você parece muito bem. Vamos, princesa, seu banho está esperando.
— Espero que este hotel seja pelo menos de duas estrelas. Oh, Marc, não. — A decepção balançou suas costas e seus calcanhares quando percebeu o que ele fez. — Por favor, diga-me que nós não estamos entrando em uma caverna.
— Nós não estamos entrando em uma caverna. — ele disse agradavelmente, seus dedos apertando os seus suavemente a puxando em direção a um buraco pequeno na base do precipício.
Ela viu o feixe de luz leve sob seus pés nus quando ele ligou uma lanterna, angulando isto de forma que ela podia achar seu passo atrás dele. Levou um momento para os olhos de Tory ajustar.
— Você, seu rato, você disse que eu teria um banho quente. — Ela seguia atrás dele , olhando ansiosamente sobre a caverna estreita. — E o serviço de quarto. Acho melhor não ter quaisquer morcegos aqui.
— Nenhum morcego.
A caverna cheirava umidade e era desagradável, não era nada que tivesse esperado, Tory pensou irritada. Confiou nele com a promessa de um banho quente só para colocá-la em movimento. Eles caminharam para frente durante algum tempo, então viraram uma esquina e diretamente novamente. Continuaram descendo uma ladeira, caminhando pelo que pareceu pelo menos outra milha.
Ela tropeçou em uma pedra saliente, machucando seu dedão do pé e então teve que correr atrás dele à medida que tomou a dianteira.
— Marc — ela chamou, tomando sua mão com gratidão quando ele parou para esperá-la.
— Tudo bem? — Sua voz vibrou através das paredes estreitas, seus dedos estavam mornos quando eles fecharam mais firmemente nos seus e moveu-se adiante novamente.
— Oh, eu sou apenas uma ervilha-doce. — Tory baixou a voz quando ouviu a quão nervosa soou no eco. — Considerando que o homem que eu confiei com minha vida está me levando por uma caverna, depois de mentir para mim sobre um hotel. O que acontece se este caminho acaba e não há nada mais adiante?
— Se eu cair em um buraco negro, só solte minha mão. Alguém por certo irá salva-la se voltar até a praia.
Os passos de Tory diminuíram a velocidade ao pensar que eles poderiam acabar na parte inferior de algum buraco escuro e fundo, nunca seriam ouvidos novamente. Estremeceu em suas roupas molhadas, segurando em sua mão como uma tabua de salvação. Ela podia deixá-lo ir, como ele instruiu?
Provavelmente não, pensou ela, movendo-se perto o suficiente das suas costas para sentir o calor de seu corpo.
A luz fina da lanterna iluminava só alguns metros na frente dele. As paredes estreitas da caverna fechando ao redor dela, a superfície áspera da pedra tocando seu suéter.
Depois de um minuto ou dois Marc disse no silêncio:
— Eu já estive aqui antes. Não existe nenhum buraco para cair, eu estava brincando. Não se preocupe.
Fácil para ele dizer. Tory pensou indo tão perto dele quanto podia sem tropeçar em ambos. Seus pés nus doíam como também cem outros lugares de seu corpo pobre e não heróico.
Ela mordeu seus lábios quando subitamente mergulharam na escuridão após Marc apagar a lanterna e parar.
— Feche seus olhos.
Tory estava muito contente por concordar. A escuridão era opressiva.
— E agora?
— Confie em mim.
Uma voz interior riu.
— Eu tenho escolha?
— Não. — Ela podia ouvir o sorriso em sua voz quando ele a persuadiu. — Os mantenham fechados. Você vai gostar disto.
Tory manteve seus olhos fechados mas murmurou sobriamente baixinho:
— Se isto vai ser outro cenário onde você é o herói e eu sou a tremenda covarde...
— Abra seus olhos, princesa.
Lentamente Tory abriu seus olhos, então olhou fixamente com olhos e boca abertas.
— Marc…
Eles estavam em pé em uma caverna enorme. O teto era 30 metros ou mais acima de suas cabeças. A área inteira cheia com luz azul turquesa iridescente que fez tudo parecer um pouco irreal. No centro do auditório natural gigante havia um lago plácido. A névoa flutuava acima de sua superfície e drapejada acima da cobertura de chão de esmeralda e samambaias luxuriantes a beira da água.
— Oh, Marc. — Ela estava sem palavras. Ela nunca tinha visto algo mais bonito em sua vida.
— Grotta Zaffiro. — murmurou respeitosamente. — A Gruta de Safira.
Ele estava mostrando muito prazer ao ver seu rosto expressivo olhando a gruta e o pensamento de…Tory tremeu e ele amaldiçoou em voz baixa. Ela estava exausta e seu braço quebrado devia doer como o inferno. A arrastou a meio caminho em torno do mundo e a lançou em um mar tempestuoso. Ela precisava de comida, calor e descanso.
— Você pode ver tudo e se deslumbrar mais tarde. — Marc a levou para o fundo da caverna. — Vamos achar um lugar relativamente seguro para a cama e então você pode tomar aquele banho quente.
— Eu pensei que você estava brincando sobre isso também, um incentivo para eu chegar até aqui.
Marc ouviu o tom exausto de suas palavras e manteve uma mão firme em seu braço.
— Existe uma fonte de água mineral quente mais ou menos a uns trezentos metros daqui. — Seu próprio corpo estava pesado pelo esforço, e ele estava em boa forma. Mas fazia quase três anos desde que esteve em uma operação ou feito qualquer coisa que tivesse bastante demanda física. Apesar de todos os seus protestos de ser uma covarde, ela se saiu incrivelmente bem. Mas agora seu rosto estava sem cor e seus lábios tingidos de azul. Parando abruptamente, Marc a deixou afundar no chão arenoso. — Descanse aqui por um momento enquanto eu vou verificar nosso quarto.
Ela imediatamente se enrolou em uma bola e fechou seus olhos.
— Ok. Chame-me quando o serviço de quarto chegar….
CAPÍTULO 4
Marc escrutinou a caverna enorme procurando um lugar seguro para a cama. Marezzo não teve muitos turistas desde que se tornou o playground dos terroristas quatro ou cinco anos atrás. Ainda assim, não queria correr riscos desnecessários no caso de que algum residente aventureiro decidisse trazer convidados para ver as nascentes e a grandeza natural da gruta.
Em seu trabalho, não ter um minuto extra ou dois podia ser caso de vida ou morte e se existia qualquer possibilidade disto acontecer, Marc pensou que não iria ser com ele.
Havia apenas uma entrada, a de frente para o mar, as falésias calcarias. O ligeiro odor de enxofre assaltou seu nariz quando topou com o lado da piscina com vapor de água. A fonte subterrânea serpenteava vários metros adiante, a água era agradavelmente quente e o cheiro de enxofre não era muito dominante.
Aquela água quente iria fazer muito bem a ambos, uma vez que ele encontrasse um lugar para esconder suas coisas.
O espaço pequeno que estava procurando estava bem escondido por uma parede de sessenta metros de sólido calcário natural, um quarto natural de cerca de cem metros quadrados, escondido e imperceptível. Soltando seu material no chão arenoso, ele começou a fazer um acampamento áspero. Instalando um fogão de propano pequeno, despejou água engarrafada em uma panela de lata e deixou para ferver antes de voltar para sua companheira relutante.
Ela estava exatamente como a deixou, enrolada em uma bola pequena, o cabelo molhado arrastando na areia.
— Serviço de quarto.
Ela estava dormindo. Brevemente ele se debateu se a despertava de forma que ela podia tomar um banho e colocar roupas quentes e secas. Mas agora ela precisava dormir mais que qualquer conforto. Recolhendo-a Marc voltou atrás para seu "quarto." Ela não moveu um cílio.
Desnudando-se de suas roupas molhadas, Marc diminuiu a chama no fogão e em seguida secou-se com a camiseta limpa que retirou de sua mochila.
Cavando uma depressão na areia, jogou um cobertor de sobrevivência de alumínio e virou para Victoria. Sua boca estava ligeiramente aberta. Ela ficaria irritada se soubesse que roncava. Juntando seus cabelos em ambas as mãos, ele apertou a água salgada o quanto pode. Pausando seus dedos em seus cabelos, fez um balanço do que diabo ele estava fazendo. De repente ficou furioso com ele mesmo, percebendo que de alguma forma ela conseguiu trazer uma ternura nova e desconhecida para ele. Em sua linha de trabalho era perigoso se distrair.
Ele estava com um problema. Não precisava a conhecer para perceber que a muito correta Senhorita Victoria Jones ia ser uma dor na bunda. E o fato de que quase se beijam no barco de pesca de Ângelo era uma indicação infalível que ele estava deslizando.
Ela não era seu tipo. Era o tipo de mulher que vestia sua blusa abotoada até a garganta, usava sua roupa como uma armadura. Ele gostava de ver uma mulher que parecia com uma mulher. Roupas e sapatos de saltos altos e femininos. Ele sempre preferiu as mulheres que sabiam a pontuação e aceitavam encontros de uma noite. Rápido sexo satisfatório e sem compromisso. Isso costumava ser seu estilo.
Talvez o fato que ele estava sendo celibatário por mais de três anos tinha algo a ver com esta merda recém melosa. Impacientes com a direção de seus pensamentos, tirou sua calça jeans molhada. Sua carne estava fria ao toque. E machucada. Muito contundida.
Marc recostou-se sob seus calcanhares, franzindo a testa. O que inferno era isto? Seus olhos rapidamente catalogaram as marcas escuras em sua pele lisa. As marcas eram purpúreas e feias. Ele jurou violentamente sob sua respiração. A contusão não era aleatória . Era preciso e sistemático. E provavelmente aconteceu menos de um mês atrás.
Um assalto no aeroporto? E ele quase acreditara naquela história? Jesus. Realmente tinha estado longe dos negócios por um fodido longo tempo.
Desnudando-a do suéter cheio de água, verificou o resto de seu corpo. A maior parte das marcas era contida entre seus ombros e joelhos. Mas não existia nenhuma dúvida que as lesões em Victoria tinha sido infligida por um profissional. Um perito brutal que tinha atingido todos os lugares certos, costelas, rins, baço, poucas chances de morte, o máximo de dor. Aranha?
Não fazia nenhum sentido. Aranha não fez parte disto. Se eles quisessem machucá-la, estaria morta. Mas se não foi Aranha, quem? Ele não podia imaginar esta mulher tendo muitos inimigos. A menos que seja a moda da polícia.
Ele franziu o cenho quando usou uma camiseta para secar seu rosto. A contusão em sua fronte já começava a enfraquecer para uma cor amarelo doentio.
O fato que ela dormiu todo o tempo em que a tocou indicou o quanto esgotada estava. Se acordasse agora, provavelmente iria derrubar o teto abaixo. Ele arrastou o pano morno acima de sua pele úmida e não pôde desviar seus olhos para longe de seus seios pequenos, cheios, perfeito.
Seus mamilos pálidos espiavam através do tecido suave de seu sutiã, e ele imediatamente decidiu que ela estava seca o suficiente. Marc a levou para a cama improvisada vários metros adiante. Ela estava tão profundamente adormecida que não se mexeu quando puxou uma camiseta limpa acima de sua cabeça. Cobrindo-a com outro cobertor, verificou se o plástico manteve o gesso seco e ficou aliviado ao ver que só um pouco de umidade entrou na parte superior. Quando esteve certo que ela estava tão confortável quanto podia, pegou uma pequena barra de sabão do pacote e foi para a fonte quente, onde se afundou até seu pescoço na água fumegante.
Tory despertou de um sonho com um sobressalto, seu coração batendo forte com o terror que ela sentiu. Mas não era o sonho dela. Ela apertou seus olhos firmemente fechados. Alex, oh, Alex, onde está você? Nós estamos aqui. Nós acharemos você. Só diga para mim onde você está.
O único som em sua cabeça foi seu coração batendo. Ela tentou abrir sua mente e se concentrar, mas com seus pensamentos amontoados não ficou ciente de nada além de seu próprio medo.
Frustrada, abriu seus olhos para um brilho estranho, azul, então inalou o cheiro de guisado o que encheu sua boca de água. Seu estômago roncou. Pelo menos havia uma parte do corpo que estava trabalhando.
Ela sentiu uma onda violenta de pânico quando percebeu que estava só. Olhou para a panela fervendo suavemente na entrada para o quarto. Marc não podia ter ido longe se havia deixado algo cozinhando. Saindo fora de seu casulo morno de cobertores, Tory percebeu que estava vestindo uma camiseta preta no comprimento de seu joelho. Seu corpo inteiro corou no pensamento de Marc a despindo. Achando sua mochila, tirou roupa íntima limpa e calça jeans seca. As atividades normais tomaram o dobro do tempo por causa de suas costelas doloridas e o braço no gesso.
Com algumas contorções, ela conseguiu subir a calça jeans debaixo da camisa. Mais confortável agora que estava decentemente coberta, Tory rondou em torno do acampamento. Viu os sinais que Marc deixou. Uma garrafa de água estava cheia e escorada contra a parede da parte de trás próximo ao que pareceu com um rádio. Ele usou uma saliência de pedra como uma estante para outros materiais. Distraidamente, ela dobrou as roupas molhadas que ele lançou na areia, fazendo uma nota mental para enxaguá-las de alguma maneira. A cama que ele adaptou era para dois. Se ele dormiu lá com ela, não lembrava disto. O último pensamento racional que teve era como a caverna era incrivelmente adorável.
Ela estava morrendo de vontade de se aventurar lá fora e dar outra boa olhada por toda a bonita extensão de água doce, e definitivamente tomar banho. Seu cabelo estava duro com sal e areia.
O cheiro saboroso do guisado a fez caminhar para a panela. Parecia tão bom quanto cheirava, ativando suas glândulas salivares e fazendo seu estômago roncar. Tory não podia esperar. Até onde sabia, Marc estaria fora por horas. Ela levantou um dos garfos e apunhalou um pedaço da carne.
Só parou de comer quando percebeu que terminou metade do guisado abaixada ao lado do pequeno fogão de propano. Ela nem se aborreceu em colocar em um prato. Obviamente a aventura estava tornando-a uma selvagem.
Não existia muito para fazer além de dobrar o cobertor térmico. Depois que isso foi feito, Tory colocou com precisão perfeita no fim da "cama." Ela não queria pensar sobre as horas deitada lá com Marc Savin, vestindo nada além de sua camisa. Ela se recostou contra a pedra fresca para esperar por ele. Olhando as horas, viu sem surpresa que seu relógio parou. Arruinado devido ao longo tempo nadando.
Quando ouviu algo no outro lado da parede de pedra congelou, então depressa fugiu para a parte inferior atrás onde as sombras eram mais escuras.
Boba. A primeira coisa que devia ter feito quando despertou era achar algum tipo de arma naquela bolsa preta. Houve outro som de raspagem na rocha. Seus olhos foram arremessados para o pacote inutilmente colocado próximo à garrafa da água a cinco metros de distancia.
Alguém estava lá fora e o cheiro de comida o atrairia direto a ela. Suas mãos começaram a suar quando ouviu o som de um passo pesado arrastando através da areia espalhando pedra longe, houve uma pausa e então os passos vieram para mais perto.
Tory avançou contra a parede em direção ao pacote preto de Marc. Estava provavelmente cheio de todos os tipos de coisas violentas. Não importou o fato de que não teria nenhuma ideia de como usar qualquer coisa que encontrasse. Esperou que fosse algo grande e perigoso ao olhar. Mantendo seus olhos firmemente fixo na luz, ela alcançou o pacote, seus dedos tocando o plástico do pacote. Segurando a respiração, sentiu a abertura no topo. O anel de metal tiniu contra a pedra. Seu sangue congelou quando os passos além de sua visão pausaram e então continuou se aproximando.
Ela sentiu algo suave e empurrou isto impacientemente de lado quando sua mão vasculhou dentro. Seus dedos encontraram algo duro. Duro, frio e misericordiosamente pesado.
Ela soube que era um tipo de arma de fogo. Mas como não tinha nenhuma ideia de como usar isto, pensou que faria uma figura melhor. Quase sufocando pelo medo, se forçou a tomar respirações fundas quando sentiu o peso em sua mão esquerda e levantou isto acima de sua cabeça.
— Eu espero como o inferno que você saiba o que fazer com esta coisa. — as palavras de Marc Savin cortaram em seu terror e seu braço soltou. — Normalmente você atira com isto, mas eu suponho que uma exceção pode ser feita no seu caso. — Ele parecia com um pirata moderno em suas calças e camisa escura, os cabelos soltos e caindo sobre seus ombros largos. Ele também estava irritantemente limpo e alerta, enquanto ela se sentia amarrotada, fora de si e coxa quando a onda de adrenalina deixou seu sistema.
Tory olhou para a arma de aparência desagradável que ainda segurava na mão. Ela estava segurando pelo cano. Empurrou sua mão longe, deixando a arma cair a seus pés.
— Você assustou-me até a morte! Por que não gritou ou algo assim?
Marc despejou o remanescente do guisado sobre seu prato.
— Eu achei que você ainda estaria dormindo. — Ele se sentou e cavou em sua comida. — Coloque no lugar a UZI e ache a cafeteira. — Ela bocejou e ele acrescentou — Por favor.
Pegando a panela com agressão, ela encheu com a água da garrafa e aumentou a chama no fogão. Ele disse onde achar o café, então debruçou seus cotovelos em seus joelhos.
— Como você está se sentindo? — ele perguntou.
- Melhor que devia — Tory admitiu, despejando o café em pó no recipiente. Quando estava pronto, encheu as duas xícaras que ele segurou então se acomodou para tomar a bebida quente. — Que horas são de qualquer maneira?
— Passa das três. Você dormiu por doze horas seguidas.
— Eu queria que você tivesse me despertado. — Tory apertou a xícara morna entre suas mãos, colocando o recipiente em seus joelhos. — Eu tive um sonho ontem à noite. — Seu cabelo negro caiu sobre seu ombro e ela colocou a xícara na areia, brincando distraidamente com os longos fios. — Alex está muito machucado, Marc. Ele está quase morto. Eu posso sentir isto. — Ela olhou por cima de seu ombro sem enfocar, engolindo em seco.
Em seu sonho, o rosto do seu irmão tinha sido golpeado várias vezes e estava quase irreconhecível. O sonho a deixou agitada e bastante assustada, com medo de que pudesse ser muito tarde.
— Eu entrarei depois de escurecer e o arrancarei fora. — Seus lábios apertados. — Eu fiz um rápido reconhecimento esta manhã em Pescarna. Se é lá onde eles estão segurando Lince, então estão fazendo um maldito bom trabalho cobrindo seus rastros. Iríamos ganhar horas de tempo se você conseguisse definir exatamente onde ele está. — Marc tragou o último gole de seu café e despejou o resto em sua xícara. — Qualquer que seja sua condição, eu o tirarei de lá. Ângelo estará esperando por meu sinal.
Ela não gostou do modo como Marc disse "Qualquer que seja sua condição"
Sua garganta estava apertada quando falou:
— Quanto tempo nós teremos que esperar até que possamos encontrá-lo?
— Você pode dar as coordenadas exatas?
Ela agitou sua cabeça.
— Que tal um local específico?
— Pescarna. Eu preciso ficar mais próxima…
— Não.
— Você me trouxe até aqui exatamente para este propósito.
— Isso era antes de eu saber que eles já conseguiriam pegar você e te bateram bastante.
— Oh. — Ela pensou que conseguiria esconder isto dele?
— Sim. Oh. Você pode fazer contato com seu irmão e conseguir um local preciso?
— Eu tentarei novamente. — Ela fechou seus olhos, usando todo fragmento de concentração para alcançar Alex. Nada. Ela tentou novamente. E novamente. Finalmente ela abriu seus olhos. — Nada. Eu sinto muito. Ele deve estar muito fraco para se conectar comigo. Eu preciso ficar mais próxima.
— Eu odeio como o inferno ter que usar você. Uma vez que o localize, eu a trarei de volta para cá. Nós temos algumas horas para matar até escurecer. — Ele lançou uma toalha e um pequeno pedaço de sabão. — Se você virar a esquerda e for mais ou menos cem metros adiante achará seu banho quente. Não se apresse. — Ele se levantou. — Eu estarei na entrada principal, mantendo vigia.
Tory deixou sua xícara próxima à borda de uma pedra.
— Para dizer a verdade, eu estaria mais excitada se você dissesse que existe um banheiro ao redor daqui. — Ela levantou as roupas molhadas dobradas, adicionando o sabão e toalha.
— Seu desejo é uma ordem. Siga-me.
A caverna era do tamanho de dois estádios de futebol, com pálidas paredes de brilho opaco. A água cor de safira era cristalina, lançando vislumbres nas paredes.
Tory caminhou ao lado de Marc quando circularam o lago no setor mais distante.
— Como todas estas plantas vivem aqui? — ela perguntou quando passaram por um arbusto coberto com flores brancas minúsculas. As samambaias e musgo cresciam direto da extremidade da água.
— Há abundancia de luz natural e água doce. — Marc arrancou uma das flores e pregou em sua trança. — Entretanto deixe-me dizer que se você quiser nadar, a água aqui tem mais de quarenta e cinco metros de profundidade. Sua claridade é enganosa.
Circulando ao redor de uma samambaia enorme que era tão alta quanto ele, voltou seu olhar para ela.
— Vê aquele redemoinho de água no fim?
Nesta luz, com o reflexo do lago, seus olhos eram cristalinos e pareceram azuis.
— O que é isto?
— Um dreno natural. — Ele apontou de volta por onde eles vieram. — A fonte quente vem lá do interior da montanha, descem pelas piscinas de água natural próximo ao acampamento e então corre para este lago. Até chegar lá já vai estar frio. A água drena por um túnel de quarenta metros diretamente para o mar abaixo. Não nade aqui a menos que eu esteja com você. Este buraco de dreno é largo o suficiente para sugar você completamente para as pedras abaixo. — Tory estremeceu. Ela já teve o suficiente de água profunda ontem quando ele a arrastou para o mar.
Ele assinalou um banheiro incrustado de cimento parecendo uma sentinela discreta em torno do canto da entrada.
— Somente o lado esquerdo ainda funciona. Ele foi colocado aqui para os turistas, mas não houve visita a esta gruta em anos.
— Por que não? A caverna é a coisa mais bonita que eu já vi.
— Lembra-se das pedras que nós subimos para chegar aqui ontem? Aquelas pedras caem abaixo nos precipícios. Não é seguro para turistas no momento. Além disso, desde que os terroristas reivindicaram Marezzo, eles desencorajaram o turismo até certo ponto. Alguns grupos de excursões têm permissão para visitarem como forma de cobertura. Mas é quase como se fosse sua a ilha. Os habitantes locais mantém uma conspiração de silêncio. Suas vidas dependem disto.
Marc puxou uma pequena pistola de suas costas e a verificou, ignorando o modo como os olhos de Victoria se arregalaram à vista da arma.
— Eu estarei lá fora se você precisar. A fonte quente volta pelo caminho de onde viemos.
A piscina tinha cerca de seis metros de largura cercada por lisas pedras rochosas. A parte no fundo era de uma areia fina. Tory desnudou-se depressa e em seguida entrou na água quente, mantendo seu braço fora e seco. O calor pareceu maravilhoso quando afundou até seu queixo, seu cabelo flutuando ao redor. Suspirando profundamente com seus músculos doloridos relaxando no calor, ela fechou seus olhos contra o vapor.
Pareceram minutos, mas era provavelmente mais de meia hora quando o som de passos foi seguido por uma voz irritada.
— O que inferno você pensa que está fazendo?
Tory gritou quando piscou seus olhos ao ver Marc Savin emergir pelo vapor. A água espirrou para o lado da piscina quando ela escorregou na vertical, sua mão em sua garganta.
— O que você está fazendo aqui? — ela ofegou. Tinha adormecido e levou um momento para seu cérebro embotado entrar na realidade . Suas bochechas incendiaram quando seus frios olhos moveram-se por seus cabelos molhados aderidos em sua pele nua.
— O que está tomando tanto o seu tempo?
Com um braço inútil por causa do gesso Tory depressa pegou a toalha das pedras e colocou em seu peito; seus joelhos dobrados como pequenas ilhas acima da água quando ela tentou cobrir o máximo de si como podia.
— Eu devo ter adormecido. Olhe, eu vou terminar aqui e…você por favor pode ir? — A mortificação fez sua voz sufocar. Ela corou de seu cabelo até a ponta dos pés.
Ele chegou mais perto. Tory lambeu seus lábios e deslizou mais sob a água com um aperto de morte de sua mão na toalha.
— Por favor. Só vá. — Ela tinha medo de piscar. Ele já estava muito perto.
Marc estava usando uma calça jeans justa. Seu tórax nu estava bronzeado, uma trilha espessa de cabelo preto encaracolado corria em um V do centro para abaixo. Agachou-se junto à piscina, os joelhos sustentando seu equilíbrio ficando assim até mais próximo. Tory rasgou longe do seu olhar que agora estava ao nível do seu. Se ela levantasse sua mão podia tocá-lo, ele estava tão perto...
Seu coração subiu para sua garganta. Não sabia onde olhar. Tory abafou um gemido.
Vapor movia-se em redemoinhos preguiçosos ao redor dele. Seu cabelo estava ainda solto, caindo em seus ombros em um tom escuro e brilhante. Ela olhou fixamente para um ponto distante no outro lado da caverna. A toalha molhada em seu peito parecendo cada vez mais pesada, forçando-a tomar respirações mais profundas. Podia sentir seu olhar como dedos, correndo em sua pele nua, ela estremeceu.
Conseguindo olha-lo fixamente, ela voltou a pedir em voz baixa:
— Por favor. Você pode simplesmente ir embora?
Marc olhou fixamente para a mulher na água. O vapor brilhava em sua pele rosada. Parecia lisa e suave. Seu cabelo molhado eficazmente cobria o corpo dela, arrastando na água como alga. Uma gota de água de sabão perfumado deslizou pelo seu ombro de seda, e caiu para flutuar em cima da água. Sabia que deveria ir. Era absolutamente louco por ter vindo procurá-la em primeiro lugar.
Até a parte do centro em seu cabelo estava rosa com o embaraço.
— Nós estaremos partindo assim que escurecer — ele disse bruscamente ficando em pé. Seu rosto ficou ainda mais vermelho quando ele virou seu olhar para ela.
— Certo. — ela disse com cautela. Ele podia ver a pulsação frenética em sua garganta. Cristo. Iria ser um inferno o tempo em que estaria com ela. Ela era um rato tão pequeno. Tremia se ele sequer olhasse para ela.
— Eu trarei para você uma toalha seca. — Ele falou olhando para o material molhado moldando seus seios enquanto ela se movia inquieta.
— Obrigada — ela disse firme.
Perversamente, Marc ficou. Ele não podia se dar ao luxo de tê-la com um pedaço de tecido molhado, quando se encontrava tão perto. Ele não podia continuar com ela toda chorosa e apavorada toda vez que dava uma ordem. Uma ordem que podia ser a diferença entre a vida ou morte de ambos. Precisava ser duro. Precisava ser louco. Ele precisava dela com coragem suficiente em sua espinha. Rápido.
Tory já o odiava por ser um sádico tirânico e isto poderia ser uma vantagem, ele pensou esquisitamente, vendo o calor se estender através de suas bochechas. Desde que estava passando um mau bocado por manter as mãos longe dela, isto funcionaria a seu favor, se ela o detestasse. Sim. Isto poderia funcionar bem.
— Você fala como uma colegial afetada — ele disse ironicamente. — Você não consegue dizer outra coisa diferente de 'Obrigada '?
Sua cabeça balançou regiamente.
— Sim. Eu posso dizer: vá embora!
— Princesa, não há nada aqui que me faça querer ficar. — O modo como ela inclinou o queixo o irritou, provocando fora dele o inferno. Queria ver até onde teria que empurrar para ela revidar de volta. Ele suspirou. Era um empenho inútil. Ela não tinha brincado quando disse que era uma covarde.
— Eu odeio você — ela disse em sua pequena voz, olhando para qualquer coisa menos ele.
— Diga isto mais alto.
Seus olhos foram para seu rosto.
— Hum...o que?
— Diga isto mais alto e com sentimento. Deixe-me ver o quanto você me odeia.
— Você é louco.
Marc deu os três passos exigidos para chegar ao seu lado novamente. Agachou-se e tomou seu queixo em sua mão. Seus olhos eram largos e assustados.
— Deixe-me ver alguns grãos friccionarem sua coluna vertebral, senhora. Eu estou tendo duvidas sobre arrastar seu traseiro para Marezzo.
— Eu disse a você, eu não queria vir.
— Sim, você disse. — ele disse bruscamente. Soltou sua mão do calor úmido de seu rosto e ergueu-se. — Eu me sentiria um pouco mais confiante se você mostrasse alguma coragem. Inferno, eu iria me conformar com o mínimo de coragem.
— Você quer coragem? — Seus olhos brilhavam. — Como é isto de coragem? — Chicoteando a toalha molhada fora de seu peito, ela jogou nele com toda sua força.
O molhado tecido desabou sem causar dano na areia. Marc manteve seu olhar em seu rosto com esforço. Seus olhos de esmeralda soltavam faíscas para ele e sua mandíbula estava rígida.
— Eu estou aqui em Marezzo com você. Eu estou aqui, mas eu não gosto disto. — Sua voz de levantou. — E eu certamente não gosto de você. — Ela lançou o sabão próximo; ele caiu atrás de uma samambaia. — Eu darei a você coragem! — Ela levantou uma pedra lisa pequena, lançando isto também.
Marc sorriu quando ela errou sua cabeça por dois centímetros.
— Menina de Atta.
— Você é um homem repugnante.
— Sim? — Marc sorriu. Existia esperança para ela ainda.
— Sim! Pare de insultar-me …e vá embora!
— Ou o que?
Victoria olhou para ele. Ele era convencido, arrogante e muito seguro de si. Ela leu sobre homens como ele. Poderia precisar dele para achar Alex, mas isso não significava que tinha que gostar dele. Olhou fixamente para seu rosto insolente. Ela precisava estabelecer agora mesmo que não iria aceitar tudo que ele queria dela. Mas como?
Ele pairava sobre dela, os pés descalços estendidos, braços cruzados sobre seu tórax nu. Ele sabia que ela estava irritada e estava se divertindo com isto. O que poderia fazer para balançar suas estruturas?
Antes de poder realmente pensar, se pôs em ação saindo da água. Mantendo um olhar fixo em um ponto à esquerda e atrás de Marc, andou sobre as pedras na beira e então se moveu ao redor dele. Água escorrendo e provocando arrepios em sua pele. Todo nervo e célula em seu corpo estava envergonhado, mas manteve suas costas retas e a cabeça erguida quando passou por ele totalmente nua, unicamente com seu cabelo longo cobrindo um pouco de sua dignidade. Seu rosto queimando, mas por nada no mundo iria o deixar ver o quão agitada estava e quanta coragem tinha sido necessário para ela sair daquela piscina nua.
Sentia-se totalmente exposta e mais vulnerável do que já se sentiu antes. Mas não iria recuar. Misturado com seu embaraço estava à realização súbita de coragem que tinha tomado.
Oh, meu Deus, ela pensou incrédula quando ouviu seu suspiro surpreendido atrás dela. Eu fiz isto! Com sua espinha rígida, forçou-se a permanecer parada e se recusou a ceder à tentação de correr e se cobrir. Não havia nenhum som detrás ela, mas estava muito nervosa para ouvir qualquer coisa alem do trovejar de seu coração. Estava a cinco passos da entrada do acampamento quando uma mão agarrou seu braço superior. Ela mordeu de volta um grito. Marc a puxou para enfrentá-lo. Existia um resplendor sórdido em seus olhos pálidos.
— O sexo não significa coisa nenhuma para mim. Entendeu isto? Portanto, não jogue com este pequeno corpo delicioso na minha frente, porque eu sou duro o suficiente para aceitar seu jogo.
Sem uma piscadela, Tory estava congelada em seu aperto. Seus lábios eram uma linha magra dura e os olhos estavam estreitados em seu rosto. Interiormente ela vacilou na frieza de sua expressão. Seu coração estava batendo duro o suficiente para fazer seu corpo tremer.
Qual era a desculpa sórdida para um ser humano como ele?
— Como você ousa! Eu não estava jogando — Ela estava tentando provar um ponto, mas fazendo isto deixou que suas ações dessem margem a interpretações. E Marc Savin sendo Marc Savin tomou isto como algo sexual em vez de um show de…independência? Não, Tory pensou com um pensamento conservador. Estúpida. Ela baixou seus olhos, lutando contra as lágrimas de embaraço. Após alguns momentos se forçou a olhar para ele.
Seu rosto era tão inescrutável quanto a Esfinge. Ela tragou.
— Eu não estava tentando… eu não quis dizer… eu… eu não gosto de ser tiranizada.
— Eu disse a você que eu queria ver um pouco da sua coragem. Não quis dizer que eu queria vê-la totalmente nua.
Ela estava friccionando seus dentes tão duro que sua mandíbula doía.
— Eu vou me vestir agora.
— Faça isto.
Marc se deu uns bons quinze minutos para conseguir ficar de bem com a merda do seu lado emocional. Inferno, tinha que ser honrado com ele mesmo, ele precisou de um minuto para se reestruturar novamente. Senhor. Que corpo! Ela era deliciosa da cabeça aos pés. E ele não esteve olhando só as contusões todo este tempo.
Victoria Jones era a irmã de seu melhor amigo, Marc lembrou a si mesmo. Fora dos limites. Fora de cogitação. Além disso, ela não era seu tipo.
Sim? Ele zombou, e todo aquele cabelo longo e sedoso? A firme pele cremosa? Aquelas pernas longas? Aqueles bonitos bicos rosados em seus seios cheios? A boca que tentaria um santo? Certo. Não era seu tipo mesmo.
Quando ele voltou ao pequeno acampamento ela estava sentada no meio da cama provisória, embalando seu braço, o cabelo molhado ensopando a camisa que ela puxou em seu corpo desnudo e úmido. Ela não estava cedendo uma polegada. Do pouco que ele conhecia dela, ficou surpreendido que tenha desterrado à coragem de puxar aquela sensação. Seus olhos estreitados em especulação.
Ele soube antes deles começarem, que ela seria uma dor no traseiro. Mas inferno, ele precisava dela para achar seu irmão. Ele não teve escolha. Por outro lado, meditou com grande aborrecimento, ele não deu a ela qualquer escolha, qualquer uma. O café na xícara de metal estava frio. Marc bebeu de qualquer maneira, irritado, quando ela deu uma fungada. Bom. Voltou para seu habitual modus operandi. Marc não reconheceu o alívio que sentiu. Com Victoria Jones, a covarde, ele podia lidar.
Ele se agachou ao lado dela. Seu sabão cheirava completamente diferente em sua pele.
— O que aconteceu? Algo está doendo? — Quando ela não respondeu, ergueu seu queixo para examinar seu rosto. — Você está doente? Seu braço dói? Você está envergonhada por que eu te vi nua? O que? — Seus olhos encheram-se de lágrimas. Grande. — Converse comigo. — Sua voz terminou um pouco mais dura do que deveria.
— Deixe-me só. — Ela olhou para ele, as lágrimas brilhando em seus olhos verdes. — Eu quebrei o pente,certo? Eu quebrei o maldito pente!
Marc olhou fixamente para ela como se ela tivesse perdido a cabeça.
— Você está chorando porque você quebrou um maldito pente? Cristo, Victoria, é um dia bom quando isto é a pior coisa que poderia acontecer com você.
Ele levantou-se impacientemente, passeou em volta da caverna e retirou o telefone por satélite. Se ela estava chorando copiosamente por um maldito pente quebrado, eles estavam em grande dificuldade.
Ele tinha sido iludido por pensar que podia conseguir fazer crescer nela algum tipo de coragem, de dureza. Ele não podia fazer dela algo que não era. Não era sua culpa, maldição.
Empurrando seu cabelo de lado ela examinou seu ombro.
— O que são…o que você fazendo?
— Chamando Ângelo. Ele pode vir e pegar você.
CAPÍTULO 5
Marc esperou Ângelo atender ao telefone. Porra de mulher boba. Ele a arrastou junto por sua viajem ao redor do mundo porque precisava dela para achar Alex. Rápido. Mais rápido do que podia fazer por si mesmo. Mas ela estava provando ser mais uma responsabilidade do que um recurso.
— Não! — Tory saltou, as lágrimas esquecidas. — Não, não faça isto. — Ela agarrou o telefone e desconectou. — Eu sou a única que pode encontrar meu irmão. Você disse disso.
— Victoria, eu devo ter estado fora de minha mente ao pensar que você seria de qualquer ajuda. — Ele tomou o telefone dela, deliberou por um segundo, então colocou no seu bolso de trás. — Olhe para você. Já está se quebrando e nós nem chegamos à parte dura ainda.
— Você não entende. — Ela mordeu seu lábio. — Não é que… Eu não posso desfazer os nós de meu cabelo. O pente quebrou e eu…O pente quebrou.
Ele a conhecia há pouco mais de uns dias e neste curto espaço de tempo ela já figurava. Ela era uma péssima mentirosa e isso até que ele gostava. Ela estava malditamente sexy sem ser consciente disto, o que ele não gostou. Marc lembrou do horrível terno marinho e os sapatos de saltos baixos que ela usava quando o encontrou. Teve uma imagem mental súbita dela endireitando o colarinho e o esforço em prender seu cabelo quando acordou em sua sala na outra noite.
Ele não podia conhecê-la bem, mas uma coisa ele sabia: ela era obsessiva sobre ser limpa e nesse momento seus pés nus estavam arenosos, a camiseta que vestia estava amassada de estar na mochila e seu cabelo estava uma confusão selvagem. Ela era uma bagunça.
Ele gostou dela deste modo. Amarrotada e desarrumada. Mas claramente ela não estava confortável.
— Venha aqui — ele disse suavemente. Com uma mão em seu ombro, a empurrou para baixo no cobertor e acomodou-se atrás dela. — Dê-me o pente.
Seus ombros esbeltos estavam rígidos sob suas mãos.
— Eu não quero que você me toque, muito obrigada.
— Eu não quero ouvir seus choramingando toda a condenada noite porque não consegue dar um jeito em seu cabelo. Dê-me o pente.
Ela deu o pedaço maior do pente quebrado por cima de seu ombro.
— Relaxe. — Ele levantou a toalha e esfregou em seu cabelo.
Sua voz soou amortizada e embaraçada.
— Minha mãe costumava fazer isto.
Ele tirou tanta da umidade quanto pode, então levantou o pente. Seu cabelo estendido no cobertor de prata entre eles, e ele levantou uma mecha e começou a passar os dentes pelos fios molhados.
— Fale-me sobre ela — ele disse suavemente. Seu cabelo parecia seda em seus dedos.
— Eu não tenho muitas memórias. Lembro que ela e meu pai eram inseparáveis. — Sua voz travou e pigarreou antes de continuar. — Meu pai era um duble e minha mãe sempre ia com ele quando viajava. Aparentemente ele estava em alta demanda, porque eles iam muitas vezes.
— E onde você estava quando eles iam ?
— Eu vivia com minha avó a maior parte do tempo.
Ela também tinha passado por uma lavagem cerebral, Marc pensou irritado.
— E onde seu irmão vivia?
— Internato…durante algum tempo. Quando nós estávamos com oito anos eles não voltaram.
Marc alisou seu cabelo através de seu joelho.
— O que aconteceu?
— Eles morreram quando papai estava filmando na Espanha. O pequeno avião caiu colidindo na aterrissagem. Minha avó cuidou de mim. Ela enviou Alex para outros cuidarem. — Seus ombros ficaram rígidos. — Nós odiamos ser separados assim.
— Que diabo? — Que tipo de pessoa separava irmãos, especialmente gêmeos?
— Ele foi de casa em casa. Não podia ser adotado por minha avó. Ela me adotou. Mas ela não pode adotar Alex.
— Por que não?
— Por causa de sua idade o Estado não permitiria que ela mantivesse aos dois, isso era o que ela queria. Era provavelmente parte da razão, mas eu penso que também era porque ela se sentiu um pouco culpada não o levando e quis manter aquela conexão tênue.
Que cadela.
— E fazendo isto o preveniu de ter qualquer casa.
— Sim — Tory inclinou a cabeça para ele continuar penteando. — Ela repugnava os homens em geral. Teve uma infância abusiva e odiou seu próprio pai. Se casou porque naqueles dias era a única coisa para uma mulher fazer, mas o casamento era de difícil convivência. Seu marido faleceu antes de minha mãe nascer.
A avó soava como uma pessoa rude. Nenhuma maravilha Tory ser tão reprimida. Também isto explicava sua roupa e atitude antiquada e o forte apego pelo seu irmão errante.
— Ela o matou? — Marc secamente perguntou.
— Eu não acho, embora eu pense que ela certamente era capaz de fazer isso.
Marc apostava que existiam alguns esqueletos no armário da vovó.
— Então por que vocês têm os sobrenomes diferentes?
— Ela voltou para seu nome de solteira depois que seu marido morreu. Era mais fácil para nós termos o mesmo nome.
Também explicava como Lince conseguiu manter uma irmã gêmea em segredo. Marc sentiu compaixão por ela, o que o aborreceu infernalmente. Ele franziu a testa. Não tinha tempo para este tipo de emoção em uma missão. Seus sentidos tinham que ficar afiados ou eles iam acabar mortos.
— Nós podíamos nos comunicar telepaticamente, não nos vimos por quase oito anos. Eu odiei isto. — ela disse ferozmente. Marc sentiu a tensão nela. Ele continuou deslizando o pente por seu cabelo. — Eu fiz tudo direito de forma que ela traria Alex para casa. Ela queria que eu fosse uma boa, quieta e limpa pequena menina. E era isso que eu era. Ela era minha única segurança e eu tive que fazer tudo perfeitamente assim ela não me mandaria embora também.
Marc ouviu as lágrimas em sua voz. Ele podia imaginá-la como uma criança pequena. Limpa, quieta e esperando que seu irmão voltasse para casa. Nenhuma maravilha ela ser tão fanaticamente limpa e arrumada. Não admira não gostar que seu quieto e pequeno mundo gire de cabeça para baixo. Ela teve suficiente daquilo quando era uma criança.
Seu cabelo estava livre do embaraço e quase seco, mas Marc continuou passando o pente quebrado.
— Quando nós tínhamos dezoito anos, Alex desapareceu. — Marc soube onde ele foi. Ele recrutou Alex Stone das ruas quando o menino tinha estado a caminho de se tornar um ladrão de carros. — Minha avó ficou doente. Cuidei dela até que morreu. Então eu peguei o dinheiro que ela me deixou e comprei um apartamento — sua voz endureceu — com dois quartos. E eu fiz uma casa para nós…Alex e eu. — Ela virou para olhar para ele. — Isso foi minha vingança. Eu podia fazer uma casa para nós usando seu dinheiro.
Mas era muito tarde para Alex Stone, Marc pensou sombriamente. Naquele momento ele já era "Lince", e isso deixou sua irmã de fora novamente. Ele separou seus cabelos em três partes e fez uma trança. Ela deu a fita acima de seu ombro quando ele terminou a trança.
— Obrigada. — Ela disse baixinho. — Você vai achar Alexander, não é Marc? — O cabelo dela tinha encharcado sua camiseta. O algodão molhado aderia amorosamente e acentuava as doces curvas cheias de seus seios.
— Não se preocupe, eu o acharei. Por esta hora amanhã vocês estarão juntos em Roma.
Seus olhos brilhavam.
— Serio?
Ele sentiu a primeira agitação de desejo por ela no barco. Nenhum grande negócio. Ele não agiu nisto. Ele a viu nua. Novamente, nenhum grande negócio. Ele certamente já viu sua parte de numerosas mulheres nuas.
— Sim.
A princípio ele pensou que a atração era por causa de seu cabelo. Ele nunca fantasiou antes sobre o cabelo de uma mulher. Mas imagens de ser enrolado nas mechas escuras e sedosas do cabelo de Tory o mantiveram quente e aborrecido. Ele quase conseguiu convencer a si mesmo, enquanto tomava banho na fonte quente, que estava em completo controle dos impulsos de seu corpo.
Grande engano. Estava mortalmente errado.
— Obrigada. — Seus lábios estavam pálidos, seus dentes muito brancos quando ela lhe deu um pequeno sorriso.
Usando os polegares, Marc enxugou longe as lágrimas que desciam por suas bochechas, então segurou seu rosto. Ele não devia fazer isto, sabia. A operação apenas começou. Ele beijou suas pálpebras úmidas e ela fez um murmúrio de protesto quando seus dedos corriam por seus cabelos, empurrando suavemente de forma que ela caiu para trás, metade no cobertor e metade na areia.
Ele só queria um pequeno gosto dela, isso era tudo. Um gosto pequeno. Ele pousou sua boca sobre a dela. Ela tinha gosto de pasta de dentes, hortelã e suavidade. Ele inclinou sua boca e seus lábios se abriram sob os seus. Só um pouco. Só o suficiente para ele deslizar sua língua entre seus dentes. Deus, era um paraíso doce.
Não devia ter sido tão bom. Quando ela cooperou, timidamente, tocando sua língua com a sua, Marc pensou que saltaria de sua pele. Forçou as mãos para ficarem em seu cabelo. Ele queria ambos nus e entrar nela com uma força que o balançou. Puxando sua boca longe da dela, se sentou, correndo seus dedos em torno da parte de trás de seu pescoço até que podia controlar sua respiração irregular. Ela lá deitada olhando pra ele com aqueles grandes olhos verdes sonolentos, seus lábios molhados e inchados de seu beijo, respirando tão instável quanto ele próprio.
— Isto foi uma má ideia, princesa. Vire-se e tente dormir um pouco antes de nós irmos.
Tory despertou na escuridão e o único brilho era do fogão de propano. Marc era uma sombra nas sombras em suas roupas escuras, a expressão fechada.
— Você tem de comer antes de nós irmos.
Tory conscientemente passou a mão por seus olhos.
— Eu não estou com fome.
— Você precisa comer de qualquer maneira. — Levantou-se e dividiu a refeição, trazendo uma parte para dela. Tory puxou o cobertor sobre ela. Desejou de todo coração estar usando um sutiã.
— Mel, eu já vi tudo que você tem. Levaremos pelo menos quarenta minutos para chegar a Pescarna e já passa das onze, agora. — Ele empurrou um garfo em sua mão, seus olhos estavam deliberadamente frios. — Eu espero em Deus que você não esteja esperando uma grande declaração. Foi só um beijo. Eu não planejo analisar cada impulso do meu corpo de agora e até partirmos.
Ela olhou pra ele.
— Obrigada por colocar isto em perspectiva. — inclinou sua cabeça e sua trança escorregou por seu ombro. — Se eu soubesse que eu seria reduzida a um 'impulso do seu corpo' não teria me aborrecido correspondendo ao seu beijo. — Ela estalou. Colocando o prato de lado, jogou o cobertor fora e levantou. Sua mandíbula apertou quando ele friccionou seus dentes. Ela deve ter pegado o brilho feroz em seus olhos por que disse docemente — Tudo que você tinha que fazer era dizer não.
— Inferno, você nem sequer sabia o que estava oferecendo.
Victoria negou com a cabeça.
— Eu não me lembro de ter oferecido a você qualquer coisa.
— Como é a sensação de ser a última virgem americana, mel? — Marc perguntou sarcasticamente, querendo que ela ficasse brava e o golpeasse assim ele poderia agarrá-la e... —Você perdeu a cabeça, Fantasma. Dê um aperto em seus hormônios malditos. Isto é como um chacal provocando um gatinho.
Seu nariz avermelhou.
— Bastante confortável obrigada.
Marc pareceu levar um soco no estomago. Ela estava brincando!
— Eu pensei que a definição de um virgem era para feias adolescentes de treze anos de idade.
Victoria deu a ele um olhar sujo.
— Eu fui uma feia adolescente de treze anos de idade. Eu também sou uma realista mulher de vinte e seis anos de idade. Eu gosto de minha vida do modo que é muito obrigada. Não pedi a você para me maltratar, e eu não aprecio ser insultada só porque eu tenho princípios. Minha virgindade é meu assunto, e eu vou agradecer se você manter suas suadas mãos longe de mim.
— Princesa, sexo é um negócio suado. Eu aposto que se você se soltar um pouco poderia imaginar isso. Feche os olhos e imagine dois corpos suados esfregando-se um contra o outro…
— Por que você insiste em falar comigo assim? — os olhos de Tory brilharam. — Eu sei que não gosta de mim e o sentimento é mútuo. Você foi a pessoa que me arrastou aqui, lembra-se?
— Uau. Você está realmente me assustando muito. — disse ironicamente, perseguindo-a através da areia.
Tory permaneceu no lugar quando ele veio em sua direção. Ela puxou o Uzi para fora da mochila. Parecia ridícula em suas mãos pequenas.
Ele manteve o passo até que o frio metal encostou-se a seu peito.
— Não aponte uma arma para uma pessoa a menos que queira realmente isto — ele murmurou. Sua mão disparou e agarrou seu pulso acima.
Ela tentou empurrar seu braço longe.
— Oh, eu quero fazer isto.
Marc tomou a Uzi e a deixou em cima da mochila. Seu rosto estava pálido e vulnerável na luz escura quando se afastou dele.
— Nós vamos ter que cobrir este braço. As pessoas poderão ver isto a uma milha de distancia. Aqui. — Lançou-lhe uma camisa de mangas longas preta.
Um virgem. Aos vinte e seis anos? Nestes dias e idade? Cristo, isso era para o Guinness registrar. Marc lançou-lhe um par de sapatos pretos.
— Certifique-se de não levar qualquer coisa branca. — Ele apontou, e ela puxou a manga acima de seu gesso. Ele obteve emprestados as roupas e sapatos do filho adolescente de um de seus empregados do rancho. Elas ficaram totalmente diferentes em Tory do que quando eram usados pelo adolescente. Ele deu um bastão de tinta preta. — Use isto nas partes a mostra…Sim, aí mesmo entre seus dedos. Você pode lidar com isto?
Ela lhe devolveu o bastão de pintura.
— Eu farei o que for preciso para conseguir Alex de volta — disse severamente, dobrando a parte de trás do cabelo na camisa de moletom. — O que for preciso.
**********
A lua iluminou seu caminho para a praia. Porque era maré alta, eles se mantiveram perto da base do penhasco rochoso. A lua cheia pintava tiras prateadas na água escura e refletia na areia. A cena era como uma fotografia branca e preta dramática.
A noite estava tranquila com exceção do bater das ondas contra as pedras e o silvar quando regava as pedras em padrões espumantes na areia molhada.
— Quando nós entrarmos em Pescarna — Marc disse baixinho —, localize seu irmão e eu a devolverei para seu acampamento. Eu farei o resto. — Ele tomou sua mão para ajudá-la acima dos pedregulhos escorregadios.
Tory grunhiu. Era mais difícil do que ela imaginou. Marc era como um gato quando pulava de uma pedra para outra. Ela sabia que estava diminuindo a velocidade. Mas estava com medo de escorregar na espuma branca que se agitava de modo selvagem entre as rochas. O odor limpo, fresco do mar era arrojado no ar morno, quieto, enquanto ela continuou tropeçando depois dele.
Ele disse a ela que Pescarna estava só a quatro quilômetros da costa. Parecia muito mais distante. Quase se chocou com Marc quando ele voltou-se porque ela estava concentrada.
— O que?
Ele colocou sua mão sobre sua boca.
— Shh... — ele sussurrou. — Nós chegamos. — Seus olhos reluziam no luar. — Ligue seu…radar ao seu irmão, assim nós saberemos que caminho tomar.
Tory fechou seus olhos e forçou sua mente a ficar clara.
Alex?
Ela podia ouvir o bater das ondas atrás deles e ao longe o som lânguido de alguém cantando, de vez em quando uma névoa de espuma do oceano os alcançava, salpicando em suas roupas.
Alex? Alex. Alex. Alex.
— Eh. — Ela sentiu o braço de Marc a enlaçar. — Eh! — Ele a puxou no círculo de seus braços fortes e apertou o rosto em seu suéter úmido. Ele cheirava ao mar. — Relaxe, você está hiperventilando.
— Oh, Deus, Marc. Eu não posso sentir sua presença.
A pressão de sua mão, esfregando para cima e para baixo em suas costas, era estranhamente confortante.
— Só relaxe, mel, e abra sua mente. Se Lince está ao redor saberá que nós estamos aqui. Eu pensei que você disse que podiam se comunicar telepaticamente à vontade. Só feche seus olhos e se concentre.
Tanto quanto podia, Tory não conseguiu qualquer resposta para seus apelos mentais desesperados. Ela estremeceu, seus braços apertando ao redor da cintura de Marc.
— Não existe nada — ela disse em uma voz baixa. — Nada. — Ela olhou em seu rosto. — Talvez eu precise ficar mais próxima. Se Alex estivesse mal e muito machucado não poderá ser capaz de comunicar-se desta distância.
— Maldição. Quanto mais próxima?
Muito.
— Eu não saberei até que eu o ache.
Marc escovou os salpicos de seus olhos.
— Só não faça nada precipitado.
Tory sorriu.
— Eu sou uma covarde, lembra-se?
— Sim. Eu lembro. — Marc tomou sua mão e a puxou ao longo da próxima série de pedras. — Mais próximo então. Faça tudo que eu digo a você, e continuará colada a mim como fita adesiva. Entendeu isto?
Ela não quereria que fosse de outro modo.
— Entendi isto.
A areia deu lugar a mato e grama e as luzes de Pescarna brilhavam contra o céu noturno. Então ela sentiu a solidez tranquilizante de paralelepípedos debaixo de seus pés. Seguiu Marc pelas sombras das sacadas de ferro forjado que se estendiam a frente. O cheiro picante de gerânios penetrou o ar. A rua era estreita e as solas dos sapatos de Tory pisavam sobre os poucos paralelepípedos. Ela enlaçou sua mão a de Marc e continuou atrás, ele murmurou:
— Nós estamos indo só até você conseguir algum contato.
Casas caiadas estilo mouro se entendia de ambos os lados, não havia nenhuma pessoa nas ruas esta hora da noite, mas eles podiam ouvir vozes altas saindo pelas janelas abertas. Um canário gorjeou e pratos bateram.
Gerânios vermelhos derramavam-se sob as sacadas e o aroma de alho e tomate encheu a noite morna. A camisa de moletom era muito quente, mas ela cobria o branco de seu gesso. Concentrou todos seus pensamentos em Alex.
Uma hora passou e então outra. Subiram uma viela estreita e desceram outra, pausando frequentemente para Tory se concentrar. Nada. Ela quis chorar, mas olhar para a expressão de pedra de Marc congelou suas lágrimas.
A vila de pescadores era pequena, mas pelo tempo que tinha percorrido cada rua e beco por duas vezes, Tory estava além das lágrimas. Eles saíram do outro lado da aldeia e ficaram escondidos nas sombras de um pequeno bosque de oliveiras.
Nuvens sussurradas através da lua. Tudo estava quieto. Um cachorro latiu, então também ficou mudo. Tory descansou sua cabeça contra o tronco nodoso de uma árvore.
— Eu sinto muito.
Marc desejava conforta-la, mas também estava frustrado.
— Nós vamos voltar para o acampamento e vou chamar Ângelo para buscá-la. — Ele colocou um braço pesado ao redor de seus ombros caídos. — Vamos lá. Acho que já teve o suficiente por uma noite.
Eles circularam a aldeia, mantendo-se nas sombras na praia. O cheiro de peixe era dominante quando passavam pelas silhuetas escuras dos barcos de pesca.
De repente Tory agarrou seu braço e o puxou em uma entrada. As janelas estavam escuras na casa estreita de três andares. Tudo estava quieto.
— Alex esteve aqui! — ela sussurrou com o coração batendo forte. — Mas…Oh, Deus, Marc. Eles o levaram a outro lugar. — Ela estremeceu, sua mão segurando a sua com força. — Eles o levaram nas últimas seis ou oito horas. Não mais.
— Como você sabe quanto tempo faz? Não importa. Hora de você ir para casa, princesa. — As palavras eram meramente uma respiração no ar da noite quieta, fragrante.
— Não — Tory sussurrou.— Não até que nós o achemos.
Uma janela abriu na rua abaixo e um homem esticou sua cabeça.
— Zitto! Se vada ne!
Com o coração em sua garganta, ela congelou.
— Isso… era... Um dos bandidos?
Marc agitou sua cabeça.
— Morador local. Ele nós quer fora daqui. Vamos.
Eles se mantiveram nas sombras até que alcançaram o fim da rua. Tory parou e arrastou sua mão.
— Existe um caminho ruela abaixo. Vamos.
Ela viu os olhos de Marc suspeitosamente iluminar.
— Como você sabe que existe esse caminho?
Ela andou acima de uma pilha de lixo, ainda o arrastando junto.
— Você não quer saber.
Eles pararam debaixo de uma sacada de cimento. Marc agarrou seu ombro e a girou ao redor.
— Eu tenho certeza que quero saber. Olhe para mim. — Ele segurou seu queixo. — Existe algo fedendo e eu estou queremos saber o que é.
— É aquela pilha de... Ow!
— Comece a falar e faça isto rápido. — Um músculo contraiu-se em seu rosto quando ele a alfinetou no lugar.
—Eu... eu tive o prazer duvidoso de ser uma convidada aqui durante algum tempo.
Cristo. Ele havia se afastado dos negócios por um longo tempo, e o fato que uma mulher aparece em sua porta, contundida, espancada e quebrada, ter estado em Marezzo, não garante uma explicação imediata. Marc não tinha percebido como fodidamente apático ele se tornou.
— Quando? — ele exigiu, sabendo que estava um dia atrasado e um dólar furado no interrogatório.
— Pouco antes de ir para Brandon procurar você.
— E você só está mencionando isto agora? — Ele falou em seu habitual tom furioso. Praticamente a arrastou ruela abaixo e não parou até que estavam de volta ao pequeno olival.
— Comece do princípio e continue.
— Eu disse a você que eu vim procurar por Alex.
Seus olhos conturbados encontraram os de Marc, ele forçou-se a permanecer tranquilo. Manteve suficiente distância entre eles de forma que não era tentado a estrangulá-la. Embora sendo justo, se tivesse feito as perguntas certas no outro dia, não estaria tendo que perguntar agora. Três anos empurrando bosta de cavalo o fez esquecer que o importante era o que as pessoas escondiam. Foi o seu trabalho, maldição, saber coisas antes que o mordessem no traseiro.
— Eu passei uma semana sendo turista em Pavina. Alex não estava lá. Eu aluguei uma Vespa e vim para este lado da ilha. Sabia que ele estava próximo, então verifiquei em uma pensão. — Ela estremeceu, embora a camisa de moletom estivesse agarrando inconfortavelmente em suas costa suadas. — Eu acho que …eu acho que fiz muitas perguntas.
— Merda, Victoria!
— Pare de me xingar!
— Vamos em frente com a história.
— Dois homens vieram e me disseram que tinham algumas perguntas. Eles não eram muito corteses sobre isto e me assustaram muitíssimo. Eu tentei despistar dizendo que estava de férias, mas eles ficaram… sórdidos.
Marc rosnou baixo em sua garganta como um cão raivoso. Porra de mulher boba.
— O que eles fizeram com você?
— Eles me levaram para aquela casa rosa e perguntaram-me o que eu estava fazendo aqui fuçando ao redor. Eu continuei mentindo para eles. Não aceitaram bem. Eu desejei falar italiano fluentemente, mas só entendi algumas palavras aqui e ali. Eles estavam gritando e gritando e gesticulando com as mãos.
— Para parar a perseguição.
— Sim, bem, isso continuou durante algum tempo e então eles me trancaram em um quarto de cima e disseram que eu pensasse sobre isto. O que eu fiz. — Os olhos da Victoria ficaram fora de foco. — Eles voltaram e eu continuei com minha história e o grandalhão no terno caro me bateu…e o outro ficou louco e bateu nele. E eles estavam gritando e gritando novamente. E então um homem veio e eles…eles me amarraram…. E então eu comecei a gritar…. — Ela colheu uma azeitona do chão, fazendo careta quando a mordeu. Cuspiu nitidamente em sua mão, então enterrou os pedaços encharcados em um buraco que fez na terra.
Sua mandíbula doía de tanto cerrar seus dentes.
— Quanto tempo eles seguraram você?
— Treze dias, sete horas e dezoito minutos.
— Como você saiu?
— Eu assegurei a eles que estava dizendo a verdade. Além disso, sabiam que eu tinha que ver um doutor sobre meu braço. Foi isso que eles disseram. Não soou verdadeiro mas não me importei, estava agradecida por sair. Eles me levaram para o aeroporto e me mandaram para Nápoles.
Não fez sentido. Por que eles a manteriam por quase duas semanas e então a deixariam ir?
— Fique aqui. Eu estou voltando para verificar isto. Não se mova, Victoria. Você me entendeu? Não mova uma polegada. Se você ver alguém vindo, mova-se devagar para a cobertura das árvores. Se eu não voltar em uma hora, vá para o acampamento.
Tory o observou se misturar nas sombras da aldeia e sumiu de vista. Por favor, Deus, o deixe voltar dentro de uma hora. Ela não tinha nenhuma intenção de encontrar seu caminho através das rochas sozinha. Tragou quando lembrou daqueles dias e noites naquela casa.
A última coisa que imaginou era que ele a arrastaria como uma criação de Deus e a traria de volta aqui. Mas valia a pena, qualquer coisa valia a pena se ela pudesse achar Alex.
Eles fizeram um pouco mais que "bater nela". Quando chegou a Nápoles estava tão fraca por falta de comida e as surras que desmoronou no aeroporto. Foi levada para o hospital. Lá foi tratada com uma atitude de cavalheiros. As autoridades acreditaram que seu marido a espancou e Tory estava muito assustada para dizer a eles a verdade. Ela não queria correr o risco de piorar as coisas para Alex.
Ela descansou sua cabeça contra a árvore de azeitona e manteve seus olhos firmemente fixos naquele lugar onde Marc desapareceu. Não queria lembrar de sua provação. A dor tinha sido excruciante. O terror tinha sido pior. Ultrapassou seu pior pesadelo, porque nunca em sua imaginação mais selvagem ela concebeu que um ser humano era capaz de fazer o que eles fizeram com ela.
O que fizeram era um milhão de vezes pior, por que ela sentiu Alex. Alex soube exatamente o que eles estavam fazendo com ela e tinha estado impossibilitado de pará-los. Com lágrimas nos olhos ela friccionou seus dentes.
Faria qualquer coisa para conseguir levar seu irmão para longe deles. Tory apertou a palma de sua mão contra seus olhos, querendo as inúteis lágrimas longe.
— Alex, onde está você?
CAPÍTULO 6
— Você encontrou alguma coisa? — ela avidamente perguntou, levantando e espanando a sujeira fora de seu traseiro quando Marc retornou quase uma hora mais tarde.
— Eles o têm em Pavina.
— Bom. — Ela deu um passo ansioso para frente. — Vamos.
Ele balançou a cabeça.
— Vai amanhecer em algumas horas. Eu esperarei para entrar. Existem três homens na casa. — Marc espiou e escutou o suficiente para obter uma posição geral de Lince. E o fato que ele, ou melhor, alguém da T-FLAC, era esperado e ansiosamente aguardado. Como não tinham nenhum tipo reforço, ele deixou-os vivos. Os corpos mortos tinham a tendência de disparar alarmes.
Após um momento de hesitação, ela movimentou a cabeça e eles caladamente rodearam a cidade antes de ir para a praia. A volta era pior. Nuvens espessas tinham coberto a lua, fazendo impossível para ela ver um pé na frente do outro. Marc, por outro lado, pareceu ter vista perfeita, quando a empurrou em cima ao lado de um pedregulho enorme, então praticamente a arrastando sobre o próximo. Quando chegaram à gruta, suas pernas estavam trêmulas e sua respiração irregular. Ela não estava acostumada a tal exercício extremo. Marc não diminuiu a velocidade só porque ela estava fora de forma.
Puxando o Walther de seu cinto, ele o verificou antes de colocar próximo ao pacote.
— Nós iremos para Pavina amanhã. — Ele puxou sua camiseta preta por sua cabeça.
Tory não podia tirar seus olhos dos músculos e da pele macia, bronzeada, lustrosa e tensa. Uma seta de cabelos encaracolados descia por seu abdômen plano como sua tábua de lavar roupa para o cós de sua calça jeans. Ele começou a desabotoar seu jeans e Tory tragou audivelmente quando viu a pele mais pálida ser exposta. E então Marc, vestindo nada além de sumárias cuecas pretas, deitou confortavelmente em cima do cobertor térmico.
— Melhor dormir um pouco, princesa. Amanhã vai ser um dia longo. — Ele colocou seus braços embaixo de sua cabeça, seus olhos estreitaram quando a olhou. Tory levantou sua calça jeans descartada, dobrou, em seguida a garrafa da água e levantou sua camisa. Cheirava como ele, quente e sensual. Ela se forçou a dobrar isto nitidamente em cima da calça jeans.
— Eu dormi o dia todo. Não estou cansada. — Não existia nada mais para arrumar. Enquanto a ideia de deixar seu irmão onde quer que ele estava fazia o coração de Tory hesitar, ela tinha que confiar que Marc sabia o que estava fazendo. Mas esperar até ficar escuro para irem novamente significava um dia inteiro presa na caverna com ele. Sua avó teria dito que ela teria formigas em suas calças. Ela teria estado parcialmente certa.
A incomodava o fato de ele parecer tão relaxado enquanto ela parecia com os pulos dos ponteiros de um relógio antiquado. Desejou que ele tivesse com sua calça jeans. De má vontade, seus olhos viajaram por todo o comprimento longo de seu corpo praticamente desnudo.
— Venha cá, então — ele disse, sua voz macia na meia-luz. — Eu mostrarei a você o que nós podemos fazer em vez de dormir.
Tory agarrou a barra de sabão do pacote e levantou uma toalha úmida.
— Eu vou tomar banho.
Marc fechou seus olhos, um sorriso pequeno tocando ao redor de sua boca.
— Não me desperte quando você vier para a cama.
Ele fez isto soar tão…íntimo. Ela fechou a cara quando saiu do acampamento. Assim que viu a água emitindo fumaça quente da pequena piscina circular começou a puxar a camisa de moletom úmida acima de sua cabeça. A calça jeans em seguida. Era uma boa coisa poder usar seu braço um pouco mais agora.
Deslizando lentamente na água, descansou o gesso na borda da pedra e fechou seus olhos quando a água quente acalmou seus músculos doloridos. A água era relaxante. Ela começou a se ensaboar na frente nas zonas onde seu corpo tinha mais calor soporífero na água. Sua pele saltou quando sua mão ensaboada deslizou pelo seu corpo. Como sentiria isto se…? Ela empurrou o pensamento longe. Marc Savin era perigoso; ele a fez pensar sobre coisas que nunca imaginaria. Ele a fez querer coisas sobre o que só leu. Quanto tempo juntos seria necessário para o homem mudar seus pensamentos de racionais, para irracionais?
O pensamento de sua mão em seu seio fez um calafrio em sua pele. Oh, Deus. Tudo que podia pensar quando ele estava perto dela era seu toque em sua pele nua. O modo como suas mãos seriam acariciando seu cabelo. De alguma maneira a combinação de perigo e a proximidade de Marc eram suficientes para torná-la louca. Só uma mulher louca estaria fantasiando sobre um homem que não podia estar mais errado, mais inadequado na vida que ela escolheu para si mesma. Ela queria tranquilidade e consistência. Essas coisas de casas e família que um homem como Marc provavelmente zombava em pensamento. Correção, ele provavelmente zombava delas abertamente pois sabia que ele não era de manter sua opinião só para si mesmo.
Então, teve que ser um surto psicótico. Havia algo compulsivamente erótico sobre o perigo misturado com uma dose saudável de frustração sexual de sua parte.
Tirou isto de sua mente. Ela nunca se ajustaria em sua vida. Ele gostava de perigo. Ela viu a antecipação em seu rosto quando eles inspecionaram a cidade adormecida de Pescarna.
Ela só queria achar Alex e voltar para sua vida quieta, previsível, normal. Queria voltar para seu coordenado guarda-roupa de cores neutras. Ela queria sua segurança, seu confortável trabalho das oito a cinco na loja de autopeças.
Ela não gostava de aventuras. Era bom ler sobre isto, mas já estava doente em participar de uma. E Marc Savin a assustava acima de tudo. Não era apenas o fato que ele segurava uma arma de fogo como se fosse uma extensão natural de seu braço. Quando a beijou, ela esqueceu todas as coisas que sua avó a advertiu. E existia uma tonelada de protetoras advertências ensinadas ao longo dos anos.
Estremecendo apesar da água quente, tirou o prendedor do fim de sua trança e colocou cuidadosamente em suas roupas dobradas deixando seu cabelo espalhar ao redor ela. Ela queria xampu e condicionador, não sabão. O sabão que ela compartilhava com Marc. Impacientemente ela ensaboou seu cabelo e afundou na água para enxaguar.
Marc não era para ela. Eles eram tão diferentes como água e óleo. Quando voltasse para seu mundo real, esqueceria tudo sobre ele e seguiria sua vida. A única razão que consumia a sua mente, era a da proximidade íntima. Não tinha como ele passar despercebido. Era grande, ameaçador, intrigante, bonito... whoa! Ela não podia pensar nele nestes termos. Nada de bom podia resultar disto.
Algo tocou seu pé e escorregou ao redor do seu tornozelo. Ela deu um grito penetrante, saindo rapidamente da água, raspando sua perna nas pedras.
Não houve nenhuma pisada, mas de repente ele estava ali.
— Que diabo é agora? — Marc surgiu atrás dela, quando ela levantou estremecendo no banco. Ele segurava uma lanterna em uma mão e uma arma de fogo no outra. Focou a luz em seu rosto.
Com o coração batendo forte se esquivou da luz.
— Existe…há algo na água. — Ela estremeceu quando a água de seu cabelo molhado aderiu gotejado abaixo em suas pernas nuas.
Ele focou a luz na ondulante superfície da lagoa. Um aborrecedor pequeno sorriso tocou nos cantos de sua boca depois que ele passou o feixe de luz sob a água. Um pedaço de vinha, não mais longa do que 1,50 flutuava na superfície.
— Sim, eu posso ver como isto podia assustar você.
Tory friccionou seus dentes. Como ela poderia adivinhar? O senhor Machista manteve a lanterna com ele. Ela olhou para baixo, estava nua novamente, e a água gotejava em suas roupas nitidamente dobradas. Com um gemido levantou as roupas úmidas e abraçou-as contra seu peito.
— Vire-se — ela exigiu quente por toda parte.
Marc girou ao redor em um círculo completo. Dirigindo a força de seus olhos pálidos em sua pele nua. De cima abaixo, de baixo para cima. Ela sentiu o calor de seu olhar como uma carícia. Seu coração parou, então começo a bater o triplo quando ele apagou a lanterna, mergulhando-os no etéreo brilho de safira do lânguido lago. Iluminou os planos duros das suas maçãs do rosto. Seus olhos reluzindo perigosamente, enquanto a olhava, como se ele não pudesse se conter.
Ela podia ver seu corpo bem claramente no brilho iridescente suave da água. O que significava que ele podia vê-la claramente da mesma forma, ver a gota da água lentamente fluindo entre seus seios. Ela embreou as roupas mais apertadas para seu umbigo, até que sua mão doeu. Nunca sentira isto antes, essa intensa atração consumindo-a ao pronto de explodir. Tory sentiu outra gota da água deslizando em seu seio e viu seus olhos seguirem este caminho. Hipnotizada, ela estava absolutamente quieta, sentindo o calor do sangue ondear por todo seu corpo e seus músculos flexionados sob a pele de cetim.
— Princesa, — ele advertiu em um tom profundo que fez estremecer seus nervos. — agora seria um grande momento para virar e correr.
Ele chegou mais próximo, seus passos amortizados na relva da piscina. Ele estava tão perto que ela podia sentir o calor e poder de seu corpo duro e rígido em seu torso nu. Sua mão surgiu para empurrar seu cabelo molhado atrás de um ombro. Seu toque era gentil, mas sua voz era severa.
— Corra.
— Eu…não posso. — Mesmo se sua vida dependesse disto Tory não poderia ter se movido.
— Diga-me para parar.
— Eu não quero que você pare.
Ele metade riu, metade gemeu.
— Largue as roupas, Tory.
O pacote de roupa úmida caiu próximo a seus pés nus. Ela levantou o rosto para olhar para ele.
Seu dedo traçou seus lábios.
— Eu gosto de sua boca. Mais do que devia.
Ele retraiu uma respiração afiada quando moveu o resto de seu cabelo longo acima do outro ombro até que estava completamente exposta diante dele. Seus olhos obscuros varrendo seu corpo. Ela sentia-se estranhamente eufórica quando viu a rápida ascensão e descida do seu tórax a poucos centímetros de distancia dela.
Involuntariamente sua própria mão levantou para tocar o fio de pêlos em seu tórax. Seus dedos deslizaram em seu braço nu para segurar sua mão no lugar.
— Você sabe o que está fazendo?
Ela sentiu o batimento selvagem de seu coração embaixo de sua palma e dobrou seus dedos, passando suas juntas contra músculos e pele quente. Uma sensação elétrica arrepiou seu braço. Seus cabelos molhado agarrado em suas costas quando ela chegou mais perto.
— Eu estou esperando que você saiba o suficiente por nós dois.
Sua boca achou a sua e Tory fechou seus olhos quando sentiu em seus lábios o calor delicioso de sua língua. Uma excitação surgiu por seu corpo quando ele a beijou até que ela amoleceu, sua boca úmida e insistente, que a persuadiu a corresponder.
Marc arrastou sua boca longe de sua, então em seguida reivindicou seus lábios novamente em uma série de beijos profundos, que a teve contra a parede de seu tórax e na ponta dos pés. Ela parecia não conseguir ficar perto o suficiente.
Tomando um punhado de seus cabelos molhados, ele tirou-os com lentidão enlouquecedora através de seus seios.
— Se você tivesse alguma idéia… — Sua voz era espessa quando alisou as mechas sob seus seios, através da curva da cintura pela sua barriga e abaixo. Seus cabelos eram frescos contra sua pele nua, mas podia sentir o calor dos dedos de Marc pelas mechas molhadas. Sua pele estava ultra-sensível, quando suas mãos incrivelmente inventivas arrastavam seus cabelos. Seus calosos dedos imergiram no cruzamento entre suas coxas. Tory pensou que ela poderia voar fora de sua pele. — Se você soubesse as fantasias que eu tive sobre seus cabelos… — ele sussurrou.
Sua mão deslizou em suas estreitas costelas e cobriu seu seio úmido. Seu mamilo estava tão duro que realmente machucava, exigindo atenção. Seu corpo balançou em direção a ele quando alisou com ambas as mãos os cumes doloridos. Sua cabeça estava insuportavelmente pesada e ela descansou contra seu tórax. Quando abriu sua boca contra sua garganta, sua pele quente estava ligeiramente salgada, e ela podia sentir o trovejar da batida do seu coração.
— Tory — disse ele com voz rouca, de advertência. Ela beijou sua garganta novamente, apaixonadamente.
— Faça amor comigo. — ela sussurrou contra sua pele. — Por favor, Marc, faça amor comigo. — Suas mãos frescas deslizaram rapidamente em suas costas quando ela tentou o puxar mais próximo.
Ele quis argumentar que isto não era nem o tempo nem o lugar. Desafiando toda lógica, ela se sentia incrivelmente maravilhosa contra ele, seu seio ajustava perfeitamente em sua mão, sua pele de cetim parecia favorecer seu toque. Ela era tão perfeita.
Perfeitamente errada para ele em todos os sentidos.
Ele friccionou seus dentes quando sua mão deslizou em seu estômago.
— Parece como se nenhum de nós sabe o que está fazendo — Marc murmurou, sua voz áspera.
Tory sentiu os músculos debaixo de sua mão apertarem quando ele hesitou. Ela se sentiu poderosa. Invencível. Gloriosamente destemida. Deslizou a mão até a cintura de sua cueca.
Ele agarrou seu pulso e segurou longe, descendo sua boca na dela, roubando outro beijo. Tory puxou seu braço e embrulhou ao redor dos macios músculos de suas costas. Seu corpo estava duro e pesado quando ele a abaixou sobre a cama fresca de musgo.
Sua boca fixa na sua, era avara, devoradora. Ele pareceu querer a absorver. Ardente e insistentemente a beijou, e ela devolveu, degustando o seu sabor escuro.
Ele baixou sua boca para provar um seio e Tory estremeceu quando seus cabelos tocaram sua pele. O toque de sua boca quente e molhada em seu seio era eletrizante.
Sentiu a lima de seus dentes em seu mamilo e arqueou as costas quando o comprimento duro de sua estimulação apertou na conjunção de suas coxas. Gemendo, ela avidamente correu sua boca por qualquer parte dele que podia alcançar. Ele tinha um gosto tão bom, não podia conseguir o suficiente dele. Sua pele era como cetim quente aqui, áspera ali. Ela saboreou toda a nova textura.
Com as mãos, seguida por sua boca aberta, ele acariciou toda sua parte exposta, primeiro suas coxas, então no comprimento abaixo de suas pernas, até que ela moveu ondulante contra ele.
Os olhos de Tory se abriram quando ele se moveu para se desnudar. Ele estava completamente, magnificamente, erguido. Ajoelhou entre suas pernas, seus olhos negros, seu tórax movendo rapidamente quando ele sugou o ar muito necessário. Victoria estremeceu no calor de seu olhar quando ele lentamente moveu suas mãos para a junção de suas coxas, sua concentração frustrante e completa. Ela quis que se apressasse, mas ele movia-se com precisão metódica para desenredar seu traçado ninho de cachos pequenos no ápice de suas coxas. Então, colocou os braços acima de sua cabeça de forma que ela ficou suplicante e exposta ante ele.
— Você é perfeita. — O calor de seus olhos pálidos era como uma carícia física quando ele a escrutinou. Mas ela queria mais. O cobertor de cabelos molhados estava aderido a sua pele, estimulando os nervos que gritavam por seu toque.
Ela lambeu os lábios, gemendo quando ele agarrou ambos os seios em suas mãos. Seus mamilos doloridos foram momentaneamente acalmados quando ele tomou cada broto duro entre seus dedos, girando-os. Um momento mais tarde, ele colocou sua boca em um bico, desenhando-o, arreliando-o dolorosamente com sua língua. Quando sua mão arrastou abaixo de seu quadril e passou pela intima umidade de seus cachos, ela ofegou.
Ele a abriu com seus dedos e ela sentiu seu primeiro toque íntimo. Seu corpo arqueou reflexivelmente. Ela clamou quando dois dedos deslizaram dentro dela. Sua vista ficou borrada e agarrou um punhado da grama acima de sua cabeça.
— Marc? — ela sussurrou.
Ele olhou fixamente em seus olhos, os tendões em seu pescoço rígido quando ele gemeu entre seus dentes.
— Deus, você está maravilhosamente sensível. — Novamente seus dedos moveram dentro dela, criando uma tensão que manteve seu movimento inquieto, com fome, contra sua mão.
Ela mordeu seu lábio quando ele moveu suas mãos ao redor dela para puxá-la mais firmemente contra ele. Sua mão emaranhada em seu cabelo. Sentiu-se muito suave sobre seus largos ombros bronzeados. Uma emoção intensa se apoderou dela. Queria o absorver totalmente. Separando seus lábios, ela retraiu uma respiração irregular.
Marc balançou seus quadris contra ela. Seu corpo estava inchado e pronto para estourar enquanto ele manteve o ritmo constante.
— Por favor… — Ela apertou os dedos em seus cabelos. — Oh, por favor. Eu…preciso de você…do lado de dentro.
Ele moveu sua ereção dura contra seu osso pélvico novamente.
— Você não está pronta.
Não estou pronta? Ela não tinha nenhum controle sob seu corpo. Seu grito, quando ela atingiu o clímax, ricocheteou contra as paredes de caverna e ecoaram profundamente dentro dela.
Vagamente ela ouviu Marc sussurrar seu nome quando a penetrou. A dor era sumária, sua necessidade maior. Tory embrulhou suas pernas ao redor de sua cintura, pensando que morreria de prazer. Ela subia e descia com ele quando ele moveu dentro e fora em um ritmo enlouquecedor gemendo seu nome.
Com sua boca aberta, selvagem para seus beijos, Tory cavou suas unhas em suas costas. As mãos de Marc desceram para a parte inferior de suas nádegas, erguendo-a assim ele podia empurrar mais profundamente dentro dela. Tory pegou a extremidade da onda, seus quadris contra o seu até que ele endureceu e com um impulso final, levou ambos a inaceitáveis ondas no clímax do gozo final.
Tory embrulhou seu braço em torno de suas costas molhadas de suor e sentiu os músculos tensos quando o segurou. Ela deu boas-vindas ao peso espreguiçado em cima dela quando lutou para regular sua respiração. Ela podia ouvir a água gotejando em algum lugar na caverna, a respiração dele ao lado de seu pescoço, esfriando sua pele quente.
Um nó formou-se em sua garganta quando ela acariciou sua pele, explorando primeiro cume de cicatrizes, então outro. Ela tentou acalmar aqueles machucados feitos há muito tempo. Emocionalmente esgotada quando seu peso a apertou na areia suave, ela fechou seus olhos, fingindo estar adormecida para evitar o frio olhar que ele daria uma vez que percebesse o que fez.
Dormiu com a irmã de Alex.
Marc estava lívido. Que coisa idiota para ele ter feito. Ele levantou, olhando para ela, esparramada sedutoramente contra a cobertura do chão de areia e esmeralda.
Esfregou seus olhos e então soltou sua mão quando ele a cheirou.
— Maldição.
Lançando o cobertor acima de seu corpo tentador, ele despejou uma xícara da água e bebeu. Ele arrastou seu traseiro pouco disposto para achar seu irmão. Seu irmão e seu amigo. Fazer sexo com ela era contra o código amigo, o T-código de operações de T-FLAC, e seu próprio código de ética. Ela era uma civil, outro código, caramba!
Marc levantou e puxou sua cueca, mantendo seu olhar firmemente evitando a mulher que fingia estar adormecida. Ele estava morrendo por um cigarro e nem fumava.
Que diabos estava acontecendo aqui? Seu treinamento fez isto possível para ele, limpar sua mente da névoa sexual, embora para seu aborrecimento não era tão fácil.
T-FLAC esteve à procura do grupo terrorista do Aranha por mais de sete anos. Só depois que Lince entrou encoberto foi que eles descobriram que dois homens traíram a organização: Samuel Hoag e Christoph Ragno.
Hoag tinha desaparecido. Ninguém sabia nada sobre ele.
O grupo de Ragno (Aranha) estava envolvido em qualquer atividade ilegal que oferecia um lucro rápido. De Praga até Pretoria o grupo era pequeno e quase invisível.
Mas não invencível.
T-FLAC mostrou que Ragno era um psicopata inumano. Ele tinha sido um negociante de droga na América do Sul quando desapareceu vários anos atrás. Antes da primeira aposentadoria de Marc ele esteve quente na trilha do filho da puta. No curso de sua investigação ele capturou uma dúzia das pessoas chave do tango.
Ragno e T-FLAC tinha estado em um ao outro no topo da lista por anos.
Marc pensou sobre isto. Uma vez que os tangos conectaram Lince à Fantasma, eles fixaram a armadilha. Tiveram a certeza que o corpo mutilado fosse achado pelas pessoas certas.
Existiam só três pessoas que souberam quem era Fantasma. Ele mesmo, Lince e agora Victoria Jones. Ele mesmo recrutou Lince. Ele o treinou e Marc soube sem nenhuma dúvida que nada, até e inclusive a morte, fá-lo-ia entregar sua operação.
Victoria Jones, por outro lado, tinha estado na ilha por duas semanas. Ela era brilhante o suficiente para ter tomado o que seu irmão disse a ela em sua carta, e com algum pensamento inteligente, apresentar algo malditamente perto da verdade. Não teria levado muito tempo para os adeptos de Aranha a quebrarem. Se ela quis dizer ou não, existia uma boa possibilidade que Tory deu a Aranha exatamente o que eles estavam procurando... Ele.
Marc levantou a Uzi e saiu. A forte chuva despejava de um céu carvão cinza. O ar cheirava fresco e limpo. Descansando a arma sobre as pernas, ele olhou para fora, através da expansão aberta do oceano. Ele não podia lembrar da última vez que pensou com suas bolas. Ele moeu seus dentes e colocou os dedos no gatilho da Uzi.
Bravo com ele mesmo por sucumbir ao seu desejo por ela, quis pulverizar a chuva com balas. Um daqueles esforços de futilidade Alfa. Ele quis que alguém viesse arrumar briga assim poderia bater seu punho em seus ossos e sentir sua carne dividir.
O odor de Victoria Jones vazou na membrana de seu nariz, bloqueando o cheiro do ozônio. Bloqueando o bom senso. Isto não era bom, não era bom mesmo. Ele tinha que ter certeza que isto não ia acontecer novamente. Pensando que ela iria conseguir que morresse, se não começasse a usar uma parte mais racional de sua anatomia.
Quão longe ela iria para salvar seu irmão? Pergunta estúpida. Ela faria qualquer coisa para assegurar sua segurança. Só por um momento, quando olhou naqueles olhos verdes claros, antes mesmo dele se enterrar no calor de seu corpo, ele sentiu um chamejar de emoção. Que acabou de mostrar o quão idiota ele era.
O que tinha que fazer era a confrontar, não transar com ela. Eles estariam mais seguros assim. Ela já estava nervosa como o inferno ao redor ele, oh, inferno, ele fez tudo o que podia para assustá-la e manda-la de volta a Montana. Por que ela não tinha medo dele? Certo. Se ele a fizesse ficar nervosa o suficiente, ela iria voltar, se ele fizesse outro avanço…
Maldição. Ele esfregou seu rosto. Estava pondo o ônus de abstinência nos ombros da única mulher cujo corpo ele cobiçou. Ele perdeu sua maldita mente.
Ele ouviu-a antes dela falar.
— O que você está fazendo aqui fora?
Ela estava vestindo uma de suas camisetas pretas que batia na metade de suas coxas e deixavam o comprimento de suas deliciosas pernas esbeltas nua. Sabia que estava malditamente nua por baixo. Seus seios pequenos moldados sob o algodão fino. Ele pensou consigo mesmo: Chegou o momento de fazer a coisa certa ou morrer... Ele apertou a boca feia da arma de fogo entre seus seios.
Os olhos de Tory alargaram. A deleitável boca de lábios rosa pálido curvou em um sorriso tentativo.
— Eu sinto muito — ela sussurrou roucamente. — Eu não quis assustar você.
Marc endureceu seu coração e forçou o resto de seu corpo a relaxar.
— Você me assusta, mel, mas não do modo que pensa. — Ele abaixou a Uzi. Virou-se para olhar no mar revolto. Sentiu seu toque hesitante em seu braço nu e encolheu o ombro longe. — Volte pro acampamento.
— Você está vindo para a cama logo?
— Obrigado, mas não. — Sua voz era plana. — Eu já tive o meu sexo por esta noite. — Marc engatou seu pé nu na pedra atrás dele e descansou a arma de fogo em seu joelho.
Ela franziu a testa, confusa.
— Hum... por quê?
Ele podia dar uma lista longa de respostas sórdidas.
— Cuspa isto, mel. — Uma onda subiu metros no ar em uma explosão de branca espuma. — Por que o que?
— Por que você está falando comigo assim?
Marc virou seu olhar para ela. Existia uma ruga de confusão entre suas sobrancelhas e ela estava mordendo seu lábio inferior. Marc ela é boa, camarada.
—Acha que só porque eu tomei sua virgindade devia dar a você uma promessa e um anel? Começar uma vida? Senhora, sexo é sexo.
Sua mão relampejou com uma velocidade assombrosa, conectando com seu rosto. Ardeu. Ele merecia um inferno de muito mais que um bofetão dela. Ele estreitou seus olhos e deu-lhe o seu pior "tire a porra de seu corpo daqui".
— E não bata a menos que espere receber de volta. — Ele manteve seus olhos frios. — Você parece ter a falsa convicção que eu sou um cavalheiro. Eu não sou.
— Ninguém — Tory respondeu —, entenderia mal que você é qualquer coisa diferente do que você é. — Suas bochechas estavam incendiadas com fúria óbvia. — Você é duro e cruel e um…um tirano. Por que você não vai em frente e me bate de volta? Talvez faria você se sentiria mais homem.
— Não me tente. — ele firmemente disse, debruçando contra a pedra, as marcas de seus dedos uma chama em seu rosto.
— Você é desprezível. — Ele viu o modo como sua mão tremeu quando de repente percebeu que ele estava excitado. Seu olhar disparando de sua ereção até seu rosto e ficou lá, suas bochechas vermelhas.
— Desprezível? Senhora, você não viu nada ainda. — Ele riu sarcasticamente. — Diga para mim que canalha eu sou e vá embora Victoria Jones ex-virgem. Só fodidamente vá embora enquanto a ida é viável. — Seus olhos relampejavam e seus lábios, ainda ligeiramente inchados de seus beijos, estavam apertados. Ele esfregou a cicatriz de seu ombro só para se lembrar.
Então ela cometeu o engano fatal de levantar seu queixo para ele. Com uma suavidade que desmentiu sua rápida pulsação, a puxou contra ele.
— Você gostou disto. — Ele olhou abaixo em seu rosto tenso. — Então é isto, bebê? Você quer mais? — Ele arrastou sua mão para baixo do cetim úmido de seus cabelos, puxando seus quadris no berço do seu próprio com um puxão que a tirou fora de equilíbrio.
Ele beijou-a duro forçando sua boca a abrir e empurrando sua língua na sua doçura. Ela tentou fechar a boca e ele usou sua mão livre para apertar sua mandíbula. A outra mão a apertou mais firmemente contra sua excitação.
— Assim? É isto o que você quer? A excita saber que só de olhar para você, eu fico duro?
Onde diabo estava sua auto preservação? Ela lutou em seus braços.
— Deixe-me…ir!
Ele deixou-a com uma rapidez que surpreendeu a ambos. Ela esfregou seu braço acima de sua boca inchada e olhou para ele.
— Não se aproxime de mim novamente, exceto para salvar meu irmão, que era meu enfoque e a razão que você me arrastou aqui em primeiro lugar. — Sua voz era rocha dura.
O fato que ela estava se comportando exatamente como ele quis, o irritou. Cristo. Ela estava o tornando um sentimental. Marc levantou a arma que deixou cair e soltou o clipe. Ele olhou por cima de seu ombro.
— Valeu a pena perder sua virgindade para salvar seu precioso irmão? — O som metálico quando ele estalou o clipe de volta não podia sufocar o som de seu suspiro.
— Não foi por isso. — ela furiosamente disse, andando em direção a ele.
A raiva e ressentimento queimaram por ele, impressionando-o como facilmente ela conseguiu estar debaixo de sua pele e ter suas defesas destruídas.
— Eu darei a você dez segundos para levar sua bunda de volta para o acampamento. — Ele disse isto com frieza, seu olhar correndo o comprimento de suas pernas, em seguida enfocaram no levantar e queda de seus seios. — um, dois...
— Tudo que eu quero saber...
— Três.
— é por que você...
— Quatro.
— Pare de contar.
— Cinco.
— Pare de fazer isto! Diga-me o que eu...
— Sete. Oito. Nove. Vá! — Marc armou a arma e apontou em seu coração. Ela não tinha medo da maldita arma, mas seus olhos alargaram quando ela viu o que estava em seus olhos.
Simplesmente correu.
CAPÍTULO 7
Tremendo com a adrenalina a mil, Tory vestiu sutiã, calcinha e roupas com movimentos bruscos. Se ela tivesse um colete a prova de balas teria vestido também. Seus dentes estavam cerrados tão duros que sua mandíbula doía. Raiva, confusão e embaraço fizeram seu estômago revirar.
— Não grite comigo, seu… neandertal! — Ela era muito valente quando não existia ninguém escutando. Não estava acostumada que gritassem com ela. Exceto sobre o assunto de Alex, nunca houve um argumento em sua casa. Certamente nunca existiu uma voz levantada, nunca um estrondo de opinião. Uma criança tímida, quieta, ela tinha estado com tanto medo de sua avó envia-la longe como ela fez com Alex, que Tory viveu sua vida sem reclamação. Até para ela mesma.
Quanto a ser tocada, pensou com desgosto, menos ainda. Marc Savin não apenas a tocou. Foi o toque de um homem. Ele agarrou, esfregou, afagou. O homem pôs suas grandes mãos sobre ela sempre que ele sentiu desejo, e ela não gostava dele por isso. Especialmente se ele iria reagir desta forma depois.
Ela não tinha nenhum ponto como referência, mas seu amor tinha sido nada menos que espetacular. Aparentemente, só tinha sido espetacular para ela.
— Rude, irracional, idiota.
Doía-lhe o pulso. Suas costelas machucavam. Mas o dano mais desconfortável era em seu ego ferido. E ela achou que seu braço curaria antes de seu coração triturado, voltar ao normal. Ela tentou racionalizar sua raiva súbita. Depois que trinta segundos desistiu. Não fazia sentido algum. Não depois do que eles tinham compartilhado, não fazia nenhum progresso tentando interpretar a mente masculina.
Ela estava cansada de ser assustada. Cansada de se sentir fora de equilíbrio. Cansada de ser um pino redondo para ajustar em uma situação onde exigia um pino quadrado.
Ela gostava de silencio.
Ela gostava que todo dia fosse exatamente o mesmo que o anterior.
A rotina era boa.
A rotina era confortável.
Ela gostava da sua chata rotina.
Não, ela amava sua chata rotina.
Ficar em torno de Marc Savin era qualquer coisa exceto chato. Estar ao seu redor, era como ser presa em uma montanha russa sem um cinto de segurança.
— E não é como se eu quisesse vir para cá. — ela murmurou irritada quando preparou café, o suficiente para um. — Foi ele que me arrastou a torto e a direito em torno do mundo, contra meus protestos. — Ela procurou por uma caneca. — Eu disse que iria se arrepender. Eu disse a ele que não era valente. — Ela pausou. — Ele teve o sexo que queria. Então porque esta explosão irracional?
Poderia não estar no livro de etiqueta da sua avó, mas o filho da puta bem que mereceu a bofetada.
Ela devia tê-lo conhecido melhor. Ela devia ter pensado melhor. Só que fazer amor com Marc pareceu tão inevitável.
Era intencional sua raiva, tinha certeza, muita certeza. Ou talvez ele era um daqueles homens que não queriam que a mulher ficasse com "ideias" depois de sexo. Como se ela fosse. Suas vidas nunca iriam combinar. Eles nunca teriam nenhum futuro juntos.
No entanto, quando fez amor com ela tinha sido gentil e carinhoso. Ele podia ter fingido isto? Provavelmente. Mas ele fez? Tory franziu a testa. Não houve necessidade de fingir. Ela estava disposta, mais que disposta, a fazer amor com ele. Ele não precisou sussurrar palavras doces. Não precisou gastar tanto tempo nas preliminares, ela pensou corando.
Eu estou tentando romantizar o que para o homem era apenas uma coceira. Mas digamos que, apenas digamos que ele realmente quis fazer amor comigo. Não apenas um corpo, mas eu, Victoria Jones. Em seguida ele lembro-se que estava aqui por um de seus camaradas de operações. Um homem que ele considerava um amigo. Ele estava em uma missão, ou seja lá como queira chamar. Seu amigo estava em perigo. Suas mãos estavam amarradas porque ele não podia procurar nas horas de luz do dia e existiam muitas horas de luz do dia para preencher enquanto ele esperava.
O sexo era bom, mas ele não quis ter sexo com a irmã do seu amigo que muge em cima dele durante todo o tempo. Ele tinha que ter certeza que a mulher não ia ter ideias erradas. Ele sabia que ela tinha medo de sua própria sombra. Para ele não seria duro assusta-la e a manter longe de si. Desta vez seu rosto corou com embaraço em vez de aquecer com a memória de suas mãos em sua pele.
O argumento fez algum tipo de sensação satisfatória. Pelo menos ela deu alguns passos lógicos para chegar a um tipo de explicação. Teria que tentar.
O café estava pronto e ela despejou tudo em uma caneca. Ele foi rude, inexpressivo, hostil…
— Realmente, uma pessoa precisaria de uma enciclopédia. — Irracional. Um lembrete, amante maravilhosamente atencioso.
— Conversando sozinha?
Surpreendida, Tory virou.
— Sim. Uma conversa racional, inteligente.
Ele olhou a caneca de café.
— Isto é para mim?
— Nem em sonho. — ela disse intrepidamente, em seguida tomou um gole de seu café enquanto dava a ele um frio olhar sobre a borda. — Por que você é sempre tão mal-humorado? — Ele não foi nem um pouco desagradável quando tinham feito amor mais cedo. Mas talvez fosse porque sua boca tinha estado ocupada. Seu coração estremeceu e ela se concentrou em engolir.
— Bem-vinda ao mundo real. Você foi muito protegida para tocar nas grandes ligas.
— Eu gostaria de salientar que eu não quis jogar sozinha, deixou o jogo de forma muito rude. — Ela observou seu rosto, tentando não se distrair por seu físico impressionante. Ele era duro e firme e ela sabia, suave ao toque. — Você foi o arrastão. — Sua boca estava seca, mas ela não podia olhar. — Eu fui a arrastada.
Seus lábios se contraíram, mas ele despejou água e café na panela e aumentou a chama sem comentários.
Ela podia não gostar de seus métodos, mas lembrou que confiava nele para encontrar Alex, e manter todos eles seguros até os ter em casa.
— Eu posso sugerir que você coloque algumas roupas antes de queimar algo importante?
— Cristo, mulher, você pertence a outro século — ele murmurou, puxando suas roupas, pretas é claro. Vestiu e se sentou no chão arenoso para amarrar suas botas.
Era evidente que ele estava tão fora de sintonia com a sua definição do que era apropriado assinalar. Muito mal.
— Acha que encontrarei alguém menos lunático lá fora? — Falando ela se sentia importante, maravilhosa. Liberada.
Ela quase saltou fora de sua pele quando ele riu. Soou mucosa, mas foi uma risada suave, pequena.
— Eu pensei que você era uma covarde.
Tory tragou. Ela não podia acreditar no que acabou de deixar sair de sua boca. Desafiar ela própria era uma coisa, falar isto para ele era outra.
— Acredite em mim, eu sou.
— Eu sei que isto será um choque infernal — ele disse secamente, levantando para encher sua xícara. — Mas alguns dos piores terroristas de tangos costumavam se borrar com medo de mim.
Era evidente que gostaria que ela se sentisse da mesma maneira.
— Eu estou muito feliz por ouvir isto. Eu espero que muitos deles ainda estejam aqui em Marezzo, assim você vai ter que passar por eles para chegar ao Alex.
— Não esperará muito — Ele abruptamente parou, levantando uma mão para silenciá-la. Em um movimento suave ele levantou a grande arma que esteve com ele lá fora. Apontando de volta para as sombras, ele deu-lhe a Uzi. Seus olhos ficaram arregalados quando ela sentiu o peso e textura pouco conhecida da arma em sua mão. Era de difícil controle com o gesso em um braço, mas Marc posicionou isto com eficiência rápida.
— Está pronta para usar — ele disse tão baixo que ela estava pasma que o tivesse ouvido. — Atire na primeira pessoa que vem em torno deste canto. Nenhuma pergunta.
Em um piscar de olhos ele se foi.
Podia ser crianças explorando, Marc pensou, mantendo sua arma levantada. Escutou o sussurro suave de passos na areia que vinha da outra câmara da caverna. Podia ser uma das Aranhas rastejando ao redor procurando pela mosca que eles convidaram em sua casa. Ele esperou que fosse a ultima opção. Tirar alguns destes merdas da luta seria fodidamente maravilhoso.
Seu tiro saiu pela culatra. Que brilhante ideia. Esperar que ele recuperasse Lince no próximo par de horas e conseguir leva-los para a ilha principal sem problemas foi sonhar demais.
Quem fossem estes sujeitos não queriam ser ouvidos.
Não eram crianças, nem locais, nenhum deles. Estes caras sabiam como caminhar em silencio sobre as pedras arenosas. Eles não estavam conversando. Inferno, eles mal respiravam. Sentia mais que os ouvia. Sua cautela indicou uma consciência que outra pessoa, ele, estava nas cavernas.
Uma onda agradável de adrenalina lembrou a Marc do quanto ele costumava amar seu trabalho. Do quanto ele sentiu falta disto nos três anos de sua aposentadoria.
Escalando uma parede de pedra baixa, ele saltou ligeiramente de lá sobre uma borda que ele descobriu mais cedo. A borda corria por dois ou três metros fora do chão, e era inferior a trinta centímetros de largura em alguns lugares, mas ele correu por uns bons duzentos metros em torno do lado sul da caverna principal.
As ondulações inconstantes de prata refletiam no fundo da água turquesa, saltando fora da rocha e suas roupas pretas. Uma camuflagem perfeita para ele espreitar sua presa.
Não estava longe de alcançá-los
Três homens.
Desapontador.
Ele esperou pelo momento certo para tirá-los dali. Eles se separaram ao rodear o pequeno lago. Dois no lado oposto, um convenientemente, quase diretamente abaixo da borda.
Depois de colocar o Walther no coldre para livrar suas mãos, Marc caiu silenciosamente atrás do sujeito, estalando seu pescoço antes dele estar até ciente que não estava só.
Um abatido. Faltam dois.
Deixando o corpo na areia, alcançou os outros em uma área estreita não condizente para o disparo de uma arma. As balas tinham uma propensão de ricochetar. Ele retirou sua faca de caça.
Os homens tinham que ir pela única abertura. Inferno, Marc pensou quando surgiu atrás deles, isto era como um tiroteio em um barril de peixe. Ele precisava de um desafio para suas habilidades mofadas e estes caras praticamente estavam dando a si mesmos, para ele, em uma bandeja de prata.
Ele embrulhou seu antebraço em torno da garganta do homem, tirando seu equilíbrio e cravou a faca no altos de seus rins. Era uma morte rápida. E muda.
Dois abatidos. Faltava um.
Inconsciente, o homem na frente moveu-se vinte passos adiante, mas ele girou talvez para dizer algo para seu companheiro, possivelmente porque ouviu o som do corpo caindo.
— Figlio di puttana! — Depois de um segundo de choque, lembrou-se de que ele tinha uma arma em sua mão, uma Ruger 9mm, e provavelmente agora seria um grande momento para apontar.
— Fessacchione! — Um tiro e a bala podia atingir a ambos. Ele olhou os olhos do sujeito refletidos na semi-escuridão para ver se ele era realmente estúpido o suficiente para disparar.
— Baciami IL culo!
— Não é sua bunda que eu quero beijar. — Marc assegurou quando ele lançou a faca de caça. Girou a lâmina sobre o punho em um arco duro, atingindo o homem na garganta. Sangue jorrou de sua jugular. Seus olhos arregalados. O Ruger disparou quando ele caiu no chão. Marc deitou-se no chão quando o tiro foi selvagem, saltando pelas paredes como o pinball em um jogo de vídeo.
Depois do zig-zag a imprevisível bala incrustou na pedra a um centímetro do ombro esquerdo de Marc.
Três de três.
Ele arrastou cada homem para o lago, para o remoinho de água que indicava o túnel que drenava para o oceano. Eliminação de lixo na natureza, ele pensou, alimentando os corpos no vórtice. Em segundos cada corpo desapareceu.
E Marc voltava a estar só com a mulher que ele estava querendo evitar.
— Sou eu — ele disse antes de dobrar a esquina. Ele não duvidou nem por um momento que Tory atiraria como foi instruída. A Uzi não era tão distintiva. Até um ruim atirador podia atingir um eventual objetivo.
— Identifique-se.
— Você tem um marca de nascença debaixo de seu seio esquerdo.
— Seu nome teria sido suficiente. — ela disse sem se mover. Seus cílios tremularam quando ela olhou para a Uzi apoiado em seu quadril. Seus dedos estavam brancos com tensão. — Você por favor tiraria daqui esta coisa?
Marc clicou na segurança, então tomou a arma dela.
— Largue isto — ela instruiu em voz baixa. Ele lhe deu um olhar. — Agora.
Ele colocou a Uzi próximo ao pacote, pronto para ser usada se necessário. Ele apenas se endireitou, quando, sem aviso prévio, Tory se lançou em seus braços.
— Eu ouvi o tiro. Eu estava tão preocupada que você fosse ferido!
Sua bochecha estava úmida contra sua garganta. Marc sorriu quando embalou sua cabeça na palma de sua mão. Ele podia sentir a sincope de seu coração contra seu peito.
— Tão pouca fé, princesa?
Ela se afastou. O rosto pálido, correu suas mãos frias através de seu tórax e sobre seus braços.
— Você foi atingido?
Marc segurou seu rosto entre as mãos e a beijou.
Tory sufocou um soluço quando ele ajustou sua boca na sua. Ela estava apavorada. A explosão de um único tiro ainda fresco em sua mente. O mortal silêncio a assustando pelo prolongado tempo em que ela esteve ali na semi-escuridão, a arma sórdida agarrada em sua mão, seu coração batendo em suas orelhas. Escutando. Esperando. Rezando.
Ao som do tiro, ela quase gritou, mordendo sua língua para não revelar sua posição. Não podia imaginar o que estava acontecendo lá fora, mas estava certa que a qualquer segundo um homem apareceria na entrada do seu acampamento e atiraria à primeira vista. Por outro lado, um tiro teria sido uma bênção. Ela já teve um encontro com estas pessoas e não apreciou a ideia de uma repetição.
A boca de Marc era quente e selvagem na sua, e Tory não podia deixar de responder a urgência em seu beijo. Suas lágrimas fizeram o beijo salgado. Ele correu seus dedos em seu cabelo, puxando-a mais firmemente contra seu corpo. Sua boca suavizada na sua.
— Eu nunca encontrei uma mulher como você — ele disse baixinho. Com uma pequena pressão ele a puxou para baixo ao lado dele sobre a areia. Não foi difícil. Era onde ela quis estar.
Ela olhou em seu rosto pairando acima do dela. A linha dura de sua mandíbula era borrada na escuridão, sombra cerdosa do crescimento de vários dias de barba. Seus olhos pálidos reluzidos quando ele enxugou seu rosto molhado com seu dedo polegar.
— Você sabe que está fora de seu jogo aqui, certo?
— Meu jogo? Eu continuo dizendo a você que não tenho um. Mas se você estiver conversando sobre minha falta de experiência sexual, isso era uma escolha e eu me orgulho dela.
— Sim. Eu sei. Mas você não devia ter me escolhido. Tudo o que fiz foi adicionar outra coisa para minha lista de deméritos.
Seu coração disparou.
— Eu não estou mantendo um registro ativo.
— Você devia. Deus a ajude, você realmente devia.
— Esta é uma situação única. Vamos aproveitar enquanto durar. — Seu braço circulou seu pescoço enquanto sua cabeça bloqueava o brilho de safira do lago na caverna próxima.
Seu lábio tocou o dele, suavemente, muito suavemente. Tory colocou seus dedos apertados suavemente no cabelo espesso em sua nuca; como em resposta, os lábios dele se moveram mais insistentemente e sua língua invadiu sua boca. Ela fechou seus olhos quando a sensação passou por ela. Sua camiseta estava ao redor de sua garganta, seu sutiã solto e pendurado, quando seus seios foram apertados contra a parede dura de seu tórax.
Ela sentiu a batida de seu coração em ritmo perfeito com o seu próprio. Sua pele parecia viva quando ele retirou sua mão debaixo de sua cabeça e varreu seu cabelo fora do caminho. Estaria cheio de areia, mas ela não se importou.
— Você é inferno em minhas boas intenções, sabe disto, princesa? — ergueu sua cabeça para olhar nela. Ele acariciou seu lábio inferior com seu dedo polegar, seus olhos bloqueados com os dela.
Tory saboreou sua pele com a ponta da língua. Seus olhos chamejando. Ela deu um beliscão com seu dedo polegar e ele revidou a esmagando contra si, devorando sua boca até que ela ficou fraca.
Ele a beijou com uma intensidade e dedicação que teria aterrorizado-a se tivesse alguma lucidez em sua mente. Quando ele finalmente quebrou o beijo estavam ambos sem respiração. Em seguida seus lábios se moveram em sua garganta e ela sentiu o calor molhado e chocante de sua boca aberta em seu mamilo. Ela apertou a pele úmida de suas costas quando ele derramou sua atenção primeiro em um cume duro e então no outro. Tory percebeu que estava fazendo barulhos insistentes e pequenos atrás de sua garganta. Porém ele não se apressaria, com eficácia lenta sua boca moveu pelo seu corpo abaixo. Sua pele estava queimando quando seus dedos a abriu, e tão previsível quanto um amanhecer sua boca a achou. Ela não se conteve; suas pernas se moviam incansavelmente quando seus lábios e língua a levavam direto ao gozo.
Ela o queria. Agora.
— Marc…por favor, oh, por favor… — Ela tentou agarrar seu cabelo até que ele recuou em cima seu corpo e se colocou entre suas coxas. Ele a penetrou crescendo dentro dela e seu clímax veio vigorosa e imediatamente.
Ele a segurou no porto de seus braços fortes até os tremores em seu corpo diminuir. E então começou a se mover novamente como se ele nunca tivesse parado.
A cabeça de Tory movia-se na areia.
— Não…mais…eu não posso…
Mas ela percebeu com assombro que podia, quando sentiu o aperto das mãos poderosas na parte inferior e suas punhaladas fixas ficarem mais duras, mais rápidas, mais profundas.
— Venha comigo, amada. Venha comigo. — Sua voz era áspera em sua orelha, enquanto ele afundava de novo e de novo.
— Sim…Assim… — Ele inalou agudamente quando ela levantou seus quadris, então ela sentiu suas mãos deslizarem por baixo dela quando ele levantou sua parte inferior, mostrando a ela como se mover. — Deus! Sim…sim…!
Surpreendida ela sentiu seus músculos se reunirem e tencionarem, e quando ele deu uma última estocada, seu grito ecoou com o dela.
Seu corpo apertou e subiu rapidamente, então dissolveu embaixo dele quando desmoronou contra ela, sua respiração irregular contra sua garganta.
Seu cabelo tinha sido lançado sobre Marc e ele moveu uma mecha onde ficou preso em seu rosto quente, úmido.
— Você é tão bonita. — ele murmurou. Sua mão demorando em seu rosto quando olhou para ela com uma expressão um pouco confusa. — Quando eu olho para você, tudo que eu posso pensar são lençóis limpos em uma grande cama.
— Parece que fizemos direito no chão. — Tory disse timidamente, alisando o franzido entre seus olhos com um dedo.
Ele tomou sua mão de seu rosto e beijou as pontas dos dedos antes de rolar sob suas costas, levando-a com ele. Seu queixo descansado em seu tórax onde seu coração ainda batia descompassado.
Girando sua cabeça para seu tórax almofadado, Tory alisou seus músculos planos e duros, tocando os cabelos escuros e encaracolados. Ela sentiu seus lábios contra seu cabelo.
- Converse comigo — ele disse.
Perfeitamente relaxado na semi-escuridão, Tory concordou. Ela contou a ele como, quando ela era uma criança, sua avó tinha sido uma enfermeira da noite, e a casa sempre tinha que ficar fechada e escura durante o dia de forma que a mulher pudesse dormir. Ela disse a ele de sua magoa pela recusa da sua avó em adotar Alex ou permitir que ele visitasse sua irmã.
Tory falou pouco sobre seu trabalho de contabilidade e se esquivou da sua pergunta sobre quem ela multou. Sua avó se recusou a permitir as liberdades habituais concedidas a maioria dos adolescentes e quando ela morreu, Tory estava morando sozinha e se sentia dolorosamente fora de sintonia com os homens que ela conheceu.
Ela se aninhou mais próxima, muito feliz. Em algumas horas ele partiria para procurar por seu irmão. Quando o dois homens retornassem seria hora de dizer adeus. Ela iria entesourar cada segundo passado com ele.
CAPÍTULO 8
— Alguma vez esteve apaixonado? — Tory perguntou suavemente. Espreguiçando suavemente contra seu corpo ela aninhou sua boca contra o lado inferior de sua mandíbula.
Ela deu diretamente um tiro no escuro; ele poderia também dar um tiro em seus macios sapatos por esta pergunta, Marc secamente pensou. Mas ele não podia resistir em alisar suas costas sob as mechas de seu cabelo longo.
— Eu não sou o tipo que se deve esperar muito. Você deveria já ter percebido. — Como ela podia ter uma pele tão suave? Tão sensível? Como podia cheirar a baunilha ? Afinal ela tem sido privada de conforto nos últimos dias.
— Por que não? — Ela localizou um caminho ao longo do seu queixo com sua boca úmida, seus dedos em seus cabelos. Ele gostou do peso do seu corpo acima de seu próprio, apreciou sentir suas mãos esbeltas o acariciando.
— Muitas pessoas com quem me importei... — me traíram, ele pensou, e substituiu isto com — foram tiradas de mim. Eu não confio no infernal destino.
— E se eu confio o suficiente por nós dois? — Sua boca estava ao lado de sua orelha agora, e sua respiração morna o fez tremer com cada palavra suave.
Então eu te chamaria de idiota, ele pensou severamente.
— Não se iluda, não sou capaz. Eu vi coisas demais para ter a convicção ingênua que o amor conquista tudo. Qualquer emoção em excesso faz um homem fraco, seja isto amor ou ódio. Eu não posso me dar ao luxo de ficar com a guarda baixa. Minha vida e a dos meus colegas dependem de eu manter uma cabeça clara.
Ele perdeu agentes da T-FLAC em operações. Ele perdeu a vida que uma vez tinha sido seu mundo. A culpabilidade ainda comia nele quando permitiu que Alex Stone viesse para Marezzo só. Passar as horas inúteis com a irmã do seu amigo não era exatamente um movimento estelar. Outra pedra em sua mala de culpabilidade.
Ele pareceu estar compondo isto pedra por pedra.
Tory colocou suas mãos em seu rosto e escorregou sua boca acima da sua, tão delicadamente quanto asas de borboleta.
— E um coração vazio?
Sim. Provavelmente estaria vazio. Se tivesse um. Ele não tinha. A vida era um inferno e muito mais fácil de lidar desta forma. Ele balançou seu queixo de forma que seus olhos encontraram os seus, precisando dela para o entender um pouco.
— Eu quero você mais que eu já quis outra mulher, se isso significa alguma coisa. — Ele ficou chocado ao perceber que falou a verdade.
— Significa para você? — ela perguntou pensativa.
— Sim. — Sua voz foi menos que um sussurro quando respirou as palavras como uma oração. — Sim, Deus me ajude. É tudo que eu posso dar.
— Quem machucou você, Marc? Que mulher fez você perder a habilidade de amar?
— O que faz você pensar que houve uma mulher? O que faz você pensar que eu era capaz de dar ou receber amor?
Tory considerou o constante ondular do lago distante. Seus olhos eram muito verdes, muito sérios. Ela passou sua mão através de seu ombro.
— Porque eu sei que alguém te machucou muito. Porque às vezes quando você olhar para mim, eu posso ver o quanto você me quer, ai esfrega esta cicatriz aqui e o calor sai de seus olhos e você tenta fazer-me te odiar.
Marc a aliviou para baixo contra seu tórax assim ela não estava olhando para ele com seus olhos claros e límpidos e uma boca feita para seus beijos.
— Eu não devia ter que convencer você para afastar-se de mim, Tory. Eu sou um homem. Eu tomarei tudo que você ofereça. O sexo não tem que significar qualquer coisa.
— Certo. Eu entendo isto. — ela disse sem calor. — Qual era o nome dela?
— Krista Davis. — Ele esperou aquele buraco negro se abrir dentro dele. Ele esperou… Mas a escuridão que sempre vinha quando pensava sobre a risada de Krista não se materializou.
— Olhos azuis, suaves cabelos loiros. — Tory adivinhou. — Seios generosos. Uma delicada barbie que podia, provavelmente, disparar com uma arma ao seu lado o dia todo e então estar em casa a tempo de preparar um jantar gastrônomo. Provavelmente vestindo um negligee preto. A fantasia de todo homem, sorte que o homem era você.
— Já ouviu a expressão: "Seja cuidadoso com o que você deseja?"
— Minha avó dizia isso todo o tempo. Eu aprendi cedo em manter baixos os meus desejos. E realistas. — Quando ele apertou seus braços ao redor dos seus ela o acariciou com seu queixo. — Continue.
Ele olhou em seu relógio de pulso. Faltava meia hora para ficar seguro o suficiente para saírem. Seguro era um termo relativo. Seguro normalmente implicava movimento furtivo na escuridão, mas aparentemente o dom sensorial especial de Tory requeria uma quantia mínima de claridade. Meia hora de conversa de travesseiro não o mataria. Não é? E manteria sua mente fora da luz do dia e do risco à frente deles.
— Recrutei e treinei Krista eu mesmo. Ela era um dos meus melhores agentes. Deus, ela era rápida como o raio. Sabia avaliar uma situação e lidar com isto antes de algumas de minhas outras pessoas perceberem que poderia haver um problema. Ela era absolutamente destemida. Sem medo de nada.
Ponto para ela. Coragem.
— Eu não preciso saber os detalhes — Tory firmemente disse. — Só os pontos necessários.
— Nós trabalhamos junto em várias operações. Ela era um tiro excelente, eu confiei nela a minha vida. Tínhamos sido amantes por um ano. Krista estava insistindo em casar, mesmo sabendo que agentes raramente casavam, e até mais raramente casaram entre agentes da mesma categoria da T-FLAC.
Quanto mais Krista pressionava, mais Marc começou a acreditar que poderia ter isto também. Um trabalho que ele amava, e também uma esposa e família. Ele gostou da ideia de ter alguém para voltar para casa. As crianças…Isto tinha sido um tolo sonho, claro.
— Eu estava na Cidade do México. Eu tinha estado encoberto por sete meses. Tudo era jogo certo até Krista entrar em cena. 'Backup,' disse-me. Ela fez sua parte muito bem. Acreditei nela. Ela me traiu. A missão era limpa. — Não apenas a missão, mas a relação mudou em sua ausência. Como podia negar isto? Depois de tudo que viveram. Foi o que aconteceu depois que mudou tudo.
— Nem todas as mulheres são assim — Tory murmurou. Ela colocou o rosto contra o seu, então chegou mais perto, querendo absorver sua dor. Lágrimas em seus olhos.
— Krista não é mais assim, pois está morta. Mas eu nunca deixarei qualquer outra chegar perto novamente. — Sua voz estava fria.
— Você a amou?
— Foi um relacionamento. Eu disse para você não ter ideias. O sexo é tudo que eu posso oferecer a você. É pegar ou largar.
Ela encontrou seu olhar com os olhos claros tão límpidos que fez seu coração queimar como um laser.
- Eu pegarei isto.
******
— Você pode sentir Alex daqui? — Marc perguntou, desejando poder deixá-la nas cavernas. Mas tinha duas malditas boas razões para mantê-la perto. Alex e os três homens que ele matou provavelmente tinham amigos que logo viriam procurar por eles.
— Depende…
— De? — Ele verificou cada arma e pegou vários pacotes de munição.
— Do quão forte ele está. — Tory virou de costas e indicou seus cabelos. Ele penteou com seus dedos e os trançou. — E se ele estiver consciente. Eu… eu não sei. Senti que ele tinha estado naquela casa esta manhã. Mas eu não consegui um local. Entendo que você prefira que eu fique aqui. Mas se nós quisermos achar ele logo, você sabe que vou ter que sair com você novamente.
Dobrando sua trança dentro da parte de trás de sua camiseta como ele fez da última vez, Marc soube que ela estava certa. Ele não gostou disto, porra, mas Tory estava indo acompanhá-lo novamente. Merda.
— Tenha certeza que ninguém consiga olhar para este cabelo. É muito malditamente memorável. — Ele achou um boné de beisebol em um bolso lateral de sua mochila e puxou acima de seus olhos. — Isso deve ajudar.
— Pavina?
— Sim.
— Eu passei umas horas lá a última vez que eu estive aqui. Eu não senti Alex lá, assim fui diretamente para Pescarna. — Ela empurrou a aba do boné fora de seus olhos. — Deve estar a dez quilômetros se não mais para Pavina. Seguramente nós não vamos caminhar, não é?
— Se você não fosse comigo, eu iria. — Abaixando ele abriu o A.L.I.C.E. Merda. — Que diabo você esteve fazendo ao redor na minha mochila? Inferno mulher, eu não consigo achar nada!
— Tudo está onde deveria estar. Eu tive que encontrar o kit de primeiros socorros.
— Estava logo em cima. — Ele começou a puxar as coisas fora da mochila lançando-as na areia. — Não comece organizando, pelo amor de Deus.
— Eu arrumei as coisas. — ela disse, esforçando-se pela leveza. Podia ver que ele estava procurando uma briga novamente.
— Deixe minhas coisas como infernos estão.
— Você escutou a si mesmo? Por que de repente está tão bravo?
— Eu não gosto das pessoas mexendo em meus equipamentos. Eu sei onde fica tudo e é meu.
— Certo. — Tory levantou os pratos e chegou a seus pés. — Por que eu só não deixo você delirar na sua merda particular enquanto lavo as canecas de café?
Quando ela voltou, ele estava dobrando as pernas de suas calça nos topos de suas botas. Seus cabelos tinham sido amarrados de volta e ele tinha uma arma em sua mão.
— Você está planejando atirar em alguém? — Tory perguntou, dando a ele um olhar cauteloso.
Marc fechou seus olhos brevemente, em seguida ergueu sua camisa para colocar o Walther no cós da calça as suas costas. Seus olhos pálidos avaliando sua boca apertada.
— Você não pode sair por ai exibindo o gesso. As pessoas verão a uma milha de distancia e lembrarão de você.
Ele pareceu muito alto e ameaçador quando andou a passos largos através da areia em direção a ela. Ela moveu seus pés ligeiramente separados e inclinou o queixo. Ela estava ficando doente e cansada dele atirando veneno e rosnando para ela.
Ele tinha algo em sua mão, mas ela não podia ver o que era. Tory segurou-se no chão quando ele veio direto até ela. Ele parecia com um bandido com seu brinco relampejando e o restolho escuro sombreando seu rosto.
O sorriso tinha ido quando ele vivamente disse:
— Erga seus braços.
Se ele pensasse por um segundo que ela iria o beijar, podia esquecer.
— Por que eu deveria? — ela belicosamente perguntou, então recuou quando viu o que ele estava segurando. O sangue drenou até os dedos dos pés. — Eu espero que você esteja pensando em usar isto no meu cinto. — Ela viu um flash de outro homem, a correia levantou…. Seus músculos tensos. Até algumas semanas atrás ela nunca teve alguém que mostrasse qualquer forma de violência em sua direção. Ela jurou nunca mais permitir-se estar naquela situação novamente.
Ainda assim aqui estava ela. Onde tinha suportado as horas mais horríveis de sua vida. Em Marezzo. Deus a ajudasse.
Marc deu um de seus sorrisos mau, e ela esqueceu tudo no calor de seu negro olhar.
— Você já pensou sobre ser atada enquanto alguém faz amor com você, princesa? — O laço do cinto surgiu e deslizou sob seu rosto.
Ela estremeceu quando o couro liso deslizou rapidamente sob sua garganta nua.
— N... não — ela sussurrou, agitada. — Você... você sabe que eu não pensei. — O cinto de couro duro passou em seu mamilo por cima de sua camiseta e Tory quase mordeu sua língua.
Seus olhos fecharam quando ele a acariciou com o cinto. Ela não podia dizer por sua expressão se ele tinha intenção de fazer amor com ela novamente, ou se ele estava só usando isto como outro significativo insulto para ela.
— P... pare com isto! — Ela deu um passo para trás, longe da sensação estranha e altamente erótica do couro.
Marc a acalmou quando agitou sua cabeça ligeiramente.
— Só coloca isto.
Tory pegou de sua mão e colocou ao redor de sua cintura, apertando firmemente. Ele passou as mãos dos lados e arrastou a camisa para fora para cobri-lo. Satisfazendo sua vontade, pegou outra camisa negra e começou a rasgar em tiras. Então envolveu o gesso com o tecido.
— Isso deve funcionar. Eu gostaria de poder cortar esta maldita coisa.
— O que? Meu braço? — Ela combinava com seu sarcasmo, puxando a aba de seu boné mais baixo para esconder seu rosto.
— Este gesso é uma responsabilidade. — Marc terminou de embalar e arrastou a mochila nas sombras contra a parede da parte de trás, pegando tudo que se encontrava espalhado e empurrando nas sombras também.
— Eu não estou exatamente incapacitada, mas o gesso fica até o doutor dizer para tirá-lo.
— Ainda dói?
— Só quando riu. — Ela disse com um pequeno sorriso. — É suportável. Nós estamos prontos para ir? — Ela observou quando colocou uma mortal faca atrás de sua calça jeans e baixou sua camisa sobre isto. Ele olhou ao redor para ver se esqueceu qualquer coisa.
O cinto arranhava sua pele nua.
— Eu não preciso de um cinto com esta calça jeans.
— Você precisa deste cinto. Poderá salvar sua vida.
Tory suspirou.
— Você vai me pôr a par deste pequeno segredo de agente ou eu terei que improvisar quando algo acontecer? O que este cinto fará, de qualquer maneira? Tornará-me uma perita em kung fu?
— Eu a manterei informada dos conhecimentos de base.
— Eu preciso saber agora.
Marc encheu uma garrafa de água e colocou em seu cinto.
— Pronta?
— Vamos indo. Quanto mais cedo nós encontramos Alex, mais cedo eu posso voltar para minha vida. — Saíram do acampamento, com ela falando as suas costas. — Você sabe o que é vida real, não é? É onde as pessoas têm o que é chamado, conversação. É onde as pessoas civilizadas ficam de bom humor por mais que meia hora. É onde as pessoas não andam por ai sem saber o que vai enrolado em suas cinturas. — Ela impacientemente empurrou uma folhagem de samambaia da sua frente. — Acho melhor que não haja uma espécie de bomba ou qualquer coisa assim neste cinto estúpido.
Marc manteve a caminhada, movendo-se depressa à frente dela em direção à entrada da caverna.
— Com medo que eu acabe com o seu reino, princesa?
— Nada que você fizer irá me surpreender mais. — Ela piscou quando saíram na abertura, respirando fundo o ar fresco e salgado.
O céu estava tingido em lavanda pálido, o sol acima do horizonte em raios lânguido. O oceano tranquilo como um pedaço gigante de vidro veneziano, dourado pelo sol nascente.
Tory aceitou ajuda nas pedras e areia úmida mais abaixo. Desta vez, em vez de virar a direita em direção a Pescarna eles viraram a esquerda, mantendo-se perto da base do penhasco.
O pouco ingerido no café da manhã formou um nó apertado no estômago de Tory quando correu para alcançá-lo. Quando alcançaram Pavina, havia pessoas por todo lado. Tory estremeceu. Marc tinha razão. Se uma única pessoa a reconhecesse, seu disfarce cairia por terra. Nervosa ela puxou a camiseta em volta, sentindo o peso tranquilizante de sua trança contra sua pele nua.
Marc virou para vê-la escalar acima das pedras parcialmente enterrada na areia.
— Mexa-se. Eu quero chegar lá a tempo de me misturar com a multidão no mercado.
Ele diminuiu o passo o suficiente para Tory o acompanhar. O gesso em seu braço estava ficando mais pesado a cada minuto. E apesar de que ela disse a ele, seu braço doía e o gesso esfolava e coçava sua pele.
— Você vai conseguir?
Não havia nenhuma maneira dela poder caminhar mais um passo na areia molhada, onde cada passo pesava dez toneladas. Ele estava parado esperando por sua resposta. Tory balançou seu queixo.
— Claro, eu vou conseguir. Continue.
Quando eles alcançaram o fim do alto penhasco ela estava arquejante, e sua camisa presa inconfortavelmente para trás. Marc moveu-se a sombra de uma árvore solitária que ficava na ribanceira, e pegou a garrafa de água de seu cinto. Ele bebeu e deu para ela.
— Fique aqui e descanse. Eu vou ver se acho algum tipo de transporte. — Ele desapareceu acima da subida e Tory afundou, abraçando seus joelhos ao peito e descansando sua cabeça em seu braço.
Ela não era talhada para este tipo de material de capa e espada. Marc caminhou todo tempo em seu passo largo. Bom para ele. Ela queria seu irmão de volta. Queria retornar a civilização e uma cama real. Queria comida real e uma faca e garfo. Ela queria suas planilhas eletrônicas previsíveis e livros contábeis. Queria encontrar um homem bom, comum, racional.
Tory ergueu a cabeça e levantou a garrafa revestida. A água era tépida e saboreava ligeiramente a enxofre, mas sua boca estava seca e ela bebeu avidamente antes de fechar o recipiente e deixar na areia ao lado dela.
O sol era uma gloriosa bola cor de caqui acima do horizonte quando Marc voltou. Ele estava vestindo uma jaqueta de linho bege por cima de sua camiseta e calça jeans preta. A jaqueta de linho não alinhava, enrugada e ridícula, mas ele parecia que tinha acabado de sair da GQ. Ele dobrou as mangas expondo seus bronzeados antebraços musculosos e não havia absolutamente nenhuma evidência do arsenal que ele levava em seu corpo.
— Eu tive sorte. Vamos. — A puxou para seus pés e prendeu a garrafa em seu cinto. — Eu achei um fazendeiro que estava disposto a desfazer-se de sua pick-up. Nós estaremos em Pavina em aproximadamente trinta minutos.
Ele tomou sua mão para puxá-la pelo declive arenoso, deixando-a assim que alcançaram chão plano. A pick-up estava estacionada debaixo de árvores de laranjeiras. O veículo parecia que tinha sobrevivido a várias guerras. Poderia ter sido azul, ou qualquer outra cor uma vez que estava quase obliterado pela ferrugem e pálido cinza desbotado.
Tory olhou para o veículo em duvida antes de subir na cabine, afastando os escombros com seus pés. O dono devia ter comido muitos cafés da manhã, almoços e jantares a julgar pelo cheiro e restos de recipientes no chão e cadeira. Ela enrugou seu nariz quando Marc entrou. Ele teve que bater sua porta duas vezes antes de fechar.
As janelas não abriram e o cheiro de alho e vinho barato dominava tudo. O sol batia no seu lado. Marc girou a pick-up com um jato de areia e desceu a estrada de terra.
À direita ela podia ver o pico alto do Monte Tolaro, um vulcão extinto, subindo milhares de metros no céu azul claro. Marc virou em uma estrada asfaltada e foi para o oeste em direção a Pavina. Ele relaxou na cadeira de vinil, uma mão no volante a outra descansando ao lado da janela. Olhou-a pelo canto do olho. Tory manteve seu rosto virado em direção aos vinhedos que passavam perto.
— O que faremos quando encontrarmos Alex? — pegou um papel incrustado de tomate entre seus dedos e atirou atrás da cadeira enquanto virava completamente para enfrentá-lo.
— Quando nós soubermos exatamente onde ele está você volta com a pick-up para onde o peguei e vai para a gruta esperar por nós. Assim que Lince e eu voltarmos, entrarei em contato com Ângelo e nós sairemos daqui.
— Você faz isto soar tão simples. — Ela o olhou intensamente. — Mas não será. Como fará isto? — Sua garganta apertou e ela teve que esperar a ameaça das lágrimas passar. — Eles estão o segurando em algum lugar e ele está muito machucado.
Marc estendeu a mão e entrelaçou seus dedos com os seus em seu joelho.
— Ele foi treinado para tal eventualidade, Tory. Confie em mim, eu conseguirei seu irmão.
Tory cerrou seus dedos dentro do porto seguro de sua mão.
— Promete?
Marc apertou sua mão uma vez mais e colocou ambas as mãos no volante quando os pneus carecas lutaram contra os paralelepípedos.
— Prometo.
Ela acreditou nele. Deus a ajudasse, ela acreditou que ele conseguiria levar Alex para longe e em segurança.
Marc parou a velha pick-up entre um vagão aberto dos lados com pilhas de laranjas e um grande caminhão que tinha uma garrafa de vinho grosseiramente pintada na lateral. Ele pôs sua mão em seu ombro quando ela se moveu para abrir a porta.
— Lembre-se, nós somos apenas um casal de turistas interessado em passar um dia no mercado. — Ele removeu a arma e colocou abaixo da cobertura do painel rachado. Puxando a chave fora da ignição, ele deu para ela.
— Eu quero que fique tão perto de mim quanto puder. — Seus olhos esquadrinhando seu rosto pálido. — Você fará certo. No momento em que souber onde eles estão segurando Alex, só deixe-me saber. Caminhe devagar, procure. E pelo amor de Deus — ele advertiu — não olhe tão apavorada.
— Estou aterrorizada. E se…?
Ele puxou-a para si e colocando seus braços ao redor dela beijou-a duro. Era um beijo totalmente diferente de qualquer outro. Sua boca abrasou a sua, seus braços eram como um vício ao redor dela, e ela podia sentir seu coração bater em suas orelhas. O odor arrojado, familiar dele a fez relaxar sob seu beijo.
Quando ele ergueu a boca da dela, quis implorar por mais um, mas a chave cavava na carne tenra de sua palma.
Ele se debruçou de volta contra a cadeira e disse com satisfação:
— Nós estávamos sendo observados. Tive que fazer isto.
— Você… você me beijou assim porque alguém estava nos observando?
Marc ajustou sua jaqueta, verificando se suas armas não estavam a mostra.
— Chamamos isso de cobertura, princesa.
Furiosa, ela esqueceu do seu medo. Começou a pôr a chave no bolso dianteiro.
Marc arrancou a chave da mão dela e escondeu debaixo de sua cadeira.
— Deixe isto aqui no caminhão. Se por qualquer razão nos separarmos, traga sua bunda aqui e dê o fora. Entendeu?
CAPÍTULO 9
Eles estavam cercados por hordas de pessoas que se moviam através das portas enormes da cidade murada de Pavina. Nenhum tráfico de veiculo era permitido e as ruas de pedras estreitas estavam lotadas com pedestres. Tory apertou-se contra Marc quando eles permitiram o impulso da multidão os empurrar em direção a praça, onde o mercado semanal estava em pleno andamento.
O odor de laranjas, alho, corpos suados e vinho quente encheram o ar, e ela respirava tudo junto. O dia tinha se tornado bastante quente e a multidão quase a deixou claustrofóbica quando eles entraram na praça grande. Isto, Tory percebeu com surpresa, era um grito de vida longe da existência maçante segura que ela sempre levou.
Os vendedores instalavam suas mercadorias em barracas onde eram exibidas as brilhantes cores do mediterrâneo. O raio de sol amarelo claro de limões, as translúcidas verdes uvas e as brilhantes e pretas azeitonas. Algumas barracas empilhadas com frutas e legumes, outras gemiam pelo peso de peixe fresco. As mulheres locais exibiam suas artes entre as barracas de produto e os cafés nas pequenas calçadas. Ela quis absorver, tocar e sentir tudo isso.
Ninguém falava, eles gritavam. Eles gritavam seus produtos. Eles riam. As mãos e braços eram usados como pontuação e Tory amou isto. Ela se sentiu inquietantemente viva enquanto caminhava ao lado do homem que segurava sua vida e a de seu irmão nas mãos.
Marc iria encontrar Alex. O coração de Tory bateu quando apertou a mão ao redor da sua. Ela poderia nunca mais ver Marc Savin, mas ela lembraria deste dia para sempre.
Marc olhou para ela.
— Tudo bem?
Tory acenou com a cabeça, derretendo-se contra ele quando a puxou perto para evitar um agrupamento de crianças que corriam atrás de um filhote de cachorro. Ela olhou para ele quando não a soltou.
— Alguém está nós observando novamente?
— Uns cem pares de olhos. — Sua voz era rouca e cheia de diversão.
— Seria melhor você me beijar, então.
— Sim. Eu penso que seria melhor eu fazer isto. — Ele se debruçou contra uma parede e apertou sua boca contra a sua com uma doçura e ternura que a fez ficar mole.
— Você acha que eles foram agora? — Ela perguntou um pouco sem fôlego enquanto sua cabeça se afastava. Ele olhava para ela com estupefação.
Ele nem se aborreceu de olhar sobre seu ombro quando disse roucamente:
— Um beijo mais deve os despistar. — E curvou sua cabeça para a tarefa.
Eles podiam ter estados sós no planeta, Tory pensou, quando fechou seus olhos e debruçou-se nele, sentindo o calor da boca morna na sua. Quando ele parou ambos estavam ofegantes. Marc tomou sua mão quando eles se moveram para a multidão.
Pararam para ver uma mulher idosa com dedos artríticos fazer uma renda tão delicada e complicada quanto uma teia de aranha. Se ela não estivesse tão preocupada com seu irmão, teria adorado demorar-se para comprar uma parte do trabalho, mas Marc a puxou longe.
Eles andaram vários metros antes dele dizer a ela para esperar, e voltou pela multidão. Momentos mais tarde ele retornou com um cachecol de renda, comprado da mulher idosa.
Seus olhos brilharam quando ela pegou o tecido cremoso de sua mão.
— Oh, Marc. Obrigada. É absolutamente lindo.
— Coloque-o sobre seu braço — ele disse firmemente. — Ajudará a esconder o gesso.
Seu machucado, Tory escondeu sua magoa e colocou a renda acima de seu braço direito, abraçando contra seu corpo. O que ela esperava, pelo amor de Deus? Que ele ia comprar um presente como símbolo de seu amor? Ela tinha que se concentrar no que estava fazendo aqui, que era salvar seu irmão.
Alex, onde está você? Pensou desesperadamente e novamente seguiu atrás de Marc quando ele forçou a multidão.
O silêncio era sua resposta. Ela pensou que se Alex estivesse morto, teria sentido isto. Estava certa que sentiria. Ainda assim, Tory sabia que eles tinham que chegar logo.
Marc comprou um pedaço enorme de coco de um vendedor e ela comeu enquanto eles passearam longe da praça e por uma miríades de ruas laterais. Aqui as casas lançavam nas ruas estreitas uma sombra profunda, fazendo isto ligeiramente mais fresco. Tory terminou o coco e Marc esperou quando ela foi para uma fonte na parede para lavar suas mãos.
Ele notou o quão rígidas suas costas estavam e se amaldiçoou. Não pôde resistir em comprar aquele pedaço de renda. Seus olhos brilharam por um momento quando ele o deu para ela. Isto era uma operação, não umas férias. A vida de um dos melhores agentes do T-FLAC pendia por um fio. Se eles não achassem Lince logo, poderia ser muito tarde.
Tory enxugou sua mão nas pernas de suas calças e começou a caminhar em sua direção. Ela parou em seco, sua cabeça empurrou para cima, a cor fugindo de seu rosto.
Ele deu um passo em sua direção, então parou sem tocá-la.
— O que houve? — Seus olhos estavam vítreos quando ela olhou fixa e inexpressivamente acima de sua cabeça. Ele estava prestes a sacudi-la quando ele percebeu o que estava acontecendo.
Ela encontrou seu irmão.
Ela estava congelada no lugar. Ele tinha medo de tocá-la e interromper a comunicação.
Marc rapidamente esquadrinhou o beco estreito. Água espirrava na bacia verde ao lado dele, espirrando em seu braço água fresca. O barulho das centenas das pessoas aglomeradas na praça a alguns quarteirões de distancia soava abafado, a rua obscura. Graças a Deus não havia ninguém a vista.
Ele ansiava segura-la, mas suas mãos estavam fechadas em punhos apertados enquanto ela balançava ligeiramente. Ele estava em apuros.
Ela era uma distração em um momento em que ele não podia cometer quaisquer enganos.
Tory era uma civil. Ele não tinha intenção de ficar tão perto de Victoria Jones. Infelizmente ele calculou muito mal. Se tivesse sido luxúria pura, podia lidar com isto. Infelizmente, esse não era o caso.
Victoria trouxe a tona um lado tenro dele que não sabia que possuía. Existia algo sobre ela que se fixou em sua pele; algo que o empurrou para aquele lugar secreto que tinha enterrado e esquecido há muito tempo atrás.
Ele recostou-se contra a parede áspera, movendo seus olhos constantemente para ter certeza que ela estava segura. Ela era vulnerável, especialmente agora com todas as suas energias fixadas em comunicar-se com Alex.
Ele desejou com todas as suas forças que pudesse tirá-la fora do transe e a levar segura de volta a gruta. O ângulo do sol lembrou a ele que tinha passado um tempo considerável, enquanto vagaram pelo mercado.
Estendeu a mão para segura-la quando ela se sacudiu, como se despertando de um transe.
— Você está bem?
Ela apertou seus dedos as cegas e Marc a puxou contra ele, cercando-a com seus braços. Segurando-a firmemente e ela apertou seu rosto contra sua camisa. Ele podia sentir o calor de suas lágrimas molharem sua camisa; mas ela chorou caladamente, seu corpo mal se movendo.
Levantando seu rosto com seus dedos, ele esquadrinhou sua pele pálida.
— Você não tem tempo para se quebrar. Você me ouve, Victoria? Nenhum tempo, princesa. — Ele endureceu seu coração quando ela o olhou com olhos cheios de lágrimas. — Dê-me o onde e o que e você estará a caminho do acampamento. — Ela engoliu varias vezes, correndo seus dedos por seu rosto.
— Ele está preso no Palazzo Visconti. — Ela se afastou dele e imergiu sua mão na fonte para espirrar água em seu rosto. — Só um homem o está guardando agora. Mas há mais de vinte no palácio. — Sua voz era lisa e destituída de qualquer emoção.
Marc estreitou seus olhos.
— Lá em cima? Não me diga...
— Eu acho que Alex disse 'calabouço'— Tory olhou para ele. — Seguramente eu devo ter entendido mal.
— Talvez não, princesa. — Marc estava sombrio. — O Palazzo foi construído no início de 1400, completo com um fosso circundar e calabouços. — Ele franziu a testa. — Você conseguiu qualquer outra coisa?
Tory lembrou o diálogo aleatório, fragmentado em sua mente.
— Ele diz que existe uma porta secreta no parque que dá acesso ao palácio, mas existem detectores de movimento em todas as outras entradas. O público não tem permissão para visitar os apartamentos reais e ali é onde o Aranha está. — Tory fez careta. — Eu não vou perguntar. Alex diz que tem um par de costelas quebradas e o perfeito nariz que você sempre fez questão de ironizar nunca será o mesmo. Eles mudam os guardas irregularmente, eles bebem muito sempre depois das dez e parecem serem negligentes.
Ela mordeu o lábio.
— Marc, Alex disse para você ser especialmente cuidadoso. Alguém dentro quer mal a você o suficiente para ter armado esta coisa inteira. Alex disse que eles estão esperando por você mas…mas você não tem rosto. Isso faz algum sentido?
— É o que eu estava esperando — ele respondeu, num tom sombrio. — O Lince disse alguma outra coisa?
— Ele acredita que o pássaro ainda pode voar. — Ela franziu a testa quando Marc persuadiu suas costas a voltar por onde eles vieram, curvando-se para pegar o pedaço de renda que deslizou de seu braço. — Que 'pássaro '? Um helicóptero?
— Sim. — Marc sorriu. — O helicóptero Hughes 500 que Lince voou. Nós pensamos que o tínhamos perdido. O Hughes…caramba isto é ótimo! Pelo menos nós temos uma boa notícia. Talvez não precisamos esperar o retorno de Ângelo. Com o helicóptero nós podemos voar pra fora daqui.
— Onde estamos indo agora? — Tory ajustou o tecido rendilhado acima de seu gesso e caminhou mais rápido para acompanhar seus passos largos.
Ela tentou ler sua expressão, mas seu rosto de repente estava fechado quando ele perdeu o sorriso e sua mandíbula apertou.
— Eu vou levar você de volta para o caminhão. Sua parte nisto está terminada.
— Oh, mas…
Marc girou e a alfinetou no lugar com um olhar feroz.
— Você volta para a gruta, nenhum "mas" sobre isto. Entendeu? — Sua boca era dura. Ela movimentou a cabeça. — Não tente bancar a heroína, Tory. Não há necessidade. Eu conseguirei seu irmão. Por esta hora amanhã, Marezzo será só uma memória.
Ela tentou puxar seu braço fora de seu aperto.
— Você está me machucando.
— Não tanto quanto àqueles filhos da puta se pegarem você de novo. — Ele soltou a mão de seu braço, surpreendendo-a quando passou seu braço ao redor de sua cintura e a puxou próxima. — Mantenha a boca fechada, mantenha sua boca fechada e ande.
Ela não teve muita escolha. A praça estava ainda lotada e ruidosa e o braço de Marc a manteve tão próxima como gêmeos siameses.
— Eu odeio dizer isto, mas eu estou morrendo de fome.
— Eu lhe dei coco.
— Eu quero comida de verdade. — Tory olhou para ele quando tiveram que parar para deixar passar um dos vendedores, puxando um carrinho empilhado com produtos.
Assim que seu caminho ficou livre, Marc parou e comprou uma fatia de pizza. Ele esperou enquanto o vendedor enrolou em um papel e deu a ela.
— Você tem certeza que pode achar o caminho de volta?
A boca de Victoria emitia um aroma saboroso de alho e tomate.
— Sim, eu posso achar o caminho. – Ela viu o modo que ele esquadrinhou cada rosto na multidão. — De fato, eu posso até achar o caminho para o caminhão sozinha. Vá em frente. — Ela podia sentir sua impaciência quando ele apertou sua mão ao redor de sua cintura. — Não estará ajudando Alex se você tiver que perder tempo levando-me quando eu sou perfeitamente capaz de ir sozinha.
Tinham chegado ao lardo portão da entrada e Tory virou para ele.
— O caminhão está ali à direita e eu estou indo.
Por um momento ele olhou como se fosse dizer algo, mas Tory pôs seus dedos contra seus lábios.
— Eu sou uma garota grande. Vá. Seja cuidadoso. — Ela disse suavemente, ficando nas pontas dos pés para beijar sua boca séria. Antes que ele pudesse responder, ela virou e foi embora.
Podia sentir seus olhos em suas costas e soube o momento exato que ele virou e caminhou atrás das paredes altas da cidade.
Estava tão quente e o coração de Tory bateu forte quando se apressou em direção ao veículo danificado. Marc tiraria Alex. Ela sabia disto.
Não tinha visto nada até que ficou entre a pick-up e o caminhão de vinho e percebeu o homem. Ele estava debruçando contra a porta do passageiro do caminhão de vinho e ela teria que passar por ele para abrir a porta do motorista.
Ele era de uma altura mediana, com grandes músculos e olhos marrons que a inspecionaram de cima abaixo. Tory estremeceu apesar do calor. Ela tinha problemas.
Por um momento ela considerou voltar ao redor do seu veículo e subir pela porta de passageiro. O homem pegou seu cigarro com o polegar e sacudiu a cinza a seus pés. A fumaça saia em espiral de seu nariz e seus olhos estreitaram quando ela parou indecisamente.
Tory olhou por cima do ombro quando ouviu o sussurro de passos na areia atrás dela. Outro homem estava ali, impedindo seu recuo.
Ela reconheceu o segundo homem e um tremor ondulou por seu corpo. Giorgio tinha sido um dos dois homens que a seguraram em Pescarna. O metal quente do caminhão apertou em seus ombros. O homem jogou seu cigarro e moveu-se em direção a ela e Giorgio bloqueou seu caminho por detrás. A pizza que ela tinha estado segurando caiu ao chão. Tory olhou de um para o outro. Ela desesperadamente forçou o ar dentro e fora de seus pulmões.
Pense Victoria. Não fique em pânico.
— Buon giorno, Signorina Jones. — Giorgio moveu-se entre os caminhões até que esteve só a distancia de um braço longe dela.
— Você encontrou Mario. Sim? — Tory recuou do cheiro de alho em sua respiração e o fedor de suor velho que penetrou o calmo ar quente.
Dos dois, Giorgio era muito mais perigoso. Ela atirou um olhar ao outro homem, pensando que podia evocar um pouco de cavalheirismo. Ela nunca viu olhos marrons tão frios. Ok, nenhuma ajuda lá.
Ela estava presa entre os dois veículos e eficazmente encurralada por seus dois atacantes. Por um momento ela considerou se lançar na caçamba do caminhão. Os lados eram muito altos e Giorgio e Mario estavam aproximando-se.
Ela podia atacá-los se chegassem mais perto? Com o que? Ela desejou ter uma das sórdidas armas de Marc. Uma faca também serviria. Talvez até um palito, pelo amor de Deus.
Se somente…
Seu braço bateu contra a carroceria. Espere um momento, ela tinha uma arma, um tipo de arma. O gesso pesado.
O homem a sua esquerda sorriu mostrando os dentes amarelos.
— Você voltou para Giorgio, sim?
Tory, freneticamente, olhou de um lado para outro entre os dois homens. O mercado estava ainda lotado com as pessoas. Seguramente se ela protelasse com estes dois o tempo suficiente, alguém iria sair e ajuda-la.
Seu ombro doía de pressionar-se contra o caminhão. Sua trança, ainda agarrada em suas costa debaixo de sua camisa, fazia uma protuberância que esfolava sua pele. Ela podia sentir o suor escorrendo pelo seu rosto, o sal em seus olhos, mas estava muito apavorada para piscar.
— Você vem com Giorgio agora.
Victoria balançou sua cabeça.
— Não, obrigada, eu tenho que ir. Eu vou encontrar um amigo e ele ficará preocupado comigo. — Ela odiou o modo como sua voz tremeu. Ainda ninguém vinha em seu auxilio. De alguma maneira ela iria ter que se libertar destes homens e cair fora.
Com surpreendentemente força nas pernas ela se moveu em direção a Mario.
— Foi interessante encontrar você, mas eu realmente tenho que ir agora. — Tory veio próxima a ele e deu um sorriso fraco, seu coração bombeando quando se moveu passando por ele, conseguindo agarrar a maçaneta.
Senhor, eu fiz isto.
Arrancando a manivela abaixo ela puxou a porta. Travou e ela puxou mais duro. Quando a porta abriu de repente, ela sentiu uma mão agarrar seu cabelo. Seu couro cabeludo ardeu quando Giorgio agarrou o cabelo na nuca, seus dedos apertados, dolorosamente puxando os cabelos soltos. Seus olhos ardiam e o boné de beisebol caiu despercebidos para o chão.
— Signorina virá agora. — Ele puxou a trança até que esteve fora de sua camisa, torcendo ao redor seu pulso corpulento, puxando dolorosamente sua cabeça para trás. O terror borrou sua visão e Tory lutou contra seu aperto.
— Andiamo! — a respiração de alho foi para seu rosto quando ele cuspiu o comando. Ela não teve nenhuma ideia do que ele disse, mas ele a estava puxando inexoravelmente em direção à parte de trás do caminhão.
Tory o chutou; ele meramente riu, chamando por Mario em italiano quando ele a arrastou para trás. Ela conseguiu rolar sua cabeça, afundando seus dentes no pulso de Giorgio.
Rosnando um palavrão, ele apertou ainda mais seus cabelos. Tory não sentiu a dor. Sua mandíbula doía enquanto ela segurava sua preciosa vida e ele conversava furiosamente com Mario.
Um braço de aço bateu em sua garganta quando Mario a ergueu facilmente fora de seus pés. Ela oscilou sem ajuda entre os dois homens.
Sua boca permanecia fechada, apesar do braço através de sua traquéia. As luzes dançaram ante seus olhos quando o braço em sua garganta apertou mais duro. Ela quis retrair uma lufada de ar, mas sabia que se ela relaxasse eles a levariam.
Giorgio deu uma ordem em italiano para Mario, que imediatamente comprimiu seu nariz entre seus dedos fétidos. A mandíbula de Tory arquejou quando ela chupou grandes baforadas de ar por sua boca.
O gosto metálico de sangue estava em sua língua e ela cuspiu. Direto nos sapatos extravagante feitos à mão de Giorgio. Ela pendurava nos braços de Mario, seu antebraço ainda em sua garganta enquanto ela lutava para respirar.
Atordoada e lânguida, Tory forçou seu corpo a permanecer flácido. Ela estava além de apavorada. A morte era preferível para o que ela sabia que Giorgio era capaz de fazer com ela. Oh, Deus. Ela não podia passar por isto novamente. Ela simplesmente não podia
Sem aviso prévio ela atacou, jogando ambas as pernas e batendo em Giorgio no estômago, que caiu para trás com um grito. Mario, que estava ainda a segurando, pego de surpresa, puxou Tory com ele quando Giorgio cambaleava sob seus pés. Ela se empurrou de seu aperto e balançou seu braço direito. Seu gesso bateu em Giorgio através do nariz com ruído satisfatório. A dor cresceu em seu braço. Sangue jorrou do nariz quebrado do homem.
Torcendo-se em direção a Mario, ela usou seu joelho com todas suas forças e ele caiu, gritando, segurando sua virilha com ambas as mãos.
Saltando sobre seu corpo agachado, Tory correu para a porta aberta da pick up. Correndo através da cadeira ela se atrapalhou com a trava da porta e freneticamente procurou debaixo da cadeira a chave.
A porta não fecharia. Endireitando, ela usou sua mão boa para tentar forçar abaixo o botão de cromo, seu coração em sua garganta. Ela se inclinou e bateu o botão no lado do passageiro, mas o lado do motorista não fechava, não importa o quão duramente ela tentou.
Ela ainda não podia localizar a chave. Perscrutando pela janela encardida, ela viu Giorgio agitando sua cabeça, sangue ainda esporeando de seu nariz, enquanto ele se movia devagar entre os veículos em direção a ela.
Onde está a chave? Onde inferno estava a chave? Tory correu os dedos frenéticos debaixo da cadeira novamente. A chave tinha desaparecido. Correndo através do assento, ela conseguiu destrancar a porta e lançar-se sobre o lado do passageiro. Ela pulou e correu como louca. Eles estavam entre ela e a segurança da multidão. Ela não tinha escolha. Havia um campo aberto a sua esquerda, além um grupo de árvores que poderia oferecer alguma proteção. Se ela pudesse fazer isto.
Não olhando de volta, ela correu para o campo, sua franja presa a sua testa molhada de suor. Seu braço pulsando dolorosamente. Dentro de segundos, a força de um corpo colidiu por trás dela e a levou abaixo, ela ofegou em um bocado de sujeira quando bateu no chão.
O corpo de estava Giorgio preso no dela, quando Tory torceu e chutou, gritando por ajuda enquanto tentava escapar debaixo do joelho que ele pressionava nela.
Ela estava deitada de bruços, o peso de seu corpo segurando-a firmemente quando ela resistiu e se contorceu inutilmente. Com um aperto punitivo, ele capotou sobre ela em suas costas, seu rosto assassino se contorcendo. O gesso estava à mão para outro golpe. Infelizmente, este só conectou com o lado de sua cabeça. Ele rugiu sua ira.
Fatalisticamente, Tory viu seu cotovelo se elevar. Ela fechou seus olhos firmemente quando seu punho conectou em sua mandíbula com força brutal.
Victoria, abra seus olhos. Acorde. Agora!
Alex ? Os olhos de Victoria tremularam, mas se recusaram a abrir. Alex, você… você está bem?
Forçando a abrir seus olhos, ela olhou ao redor quando girou sua mandíbula. Doeu.
Ela podia ouvir a diversão do seu irmão em sua voz.
Querida, eu estou bem. Vamos nos concentrar em você, certo? Onde você está machucada? Você pode se mover?
Onde nós estamos?
Nas entranhas da Terra, no "hotel" Palazzo Visconti. Seu tom foi rude e amargo. Diga-me o que você vê.
O quarto era mais ou menos dez por dez. Formado por blocos de pedra do piso ao teto. A única mobília era a cama onde ela se encontrava deitada, um colchão sujo nu que estava frio e úmido com mofo e outras coisas ela não quis identificar.
Havia uma janela minúscula no alto acima da cama que permitia um pouco de escassa luz do crepúsculo. Era certamente muito alta para alcançar e muito pequena para passar por ela, mesmo se pudesse. Ela abafou um gemido.
Tory? A voz de Alex era próxima, mas ela ainda tinha que fechar seus olhos para se concentrar porque ele soava muito fraco. Você está muito ferida?
Ela moveu sua mandíbula novamente, cautelosamente. Doeu também depois do soco que ela tinha tomado do punho de Giorgio teria mesmo que doer. Seu braço quebrado pulsava debaixo do gesso. Nada muito importante. Não preocuparia desnecessariamente Alex.
Tory ouviu uma porta abrir e fechar perto. Ela olhou a porta de sua cela. Construída de madeira escura pesada, crua e manchada com centenas de anos de umidade, era unida com tiras de metal largas. Muito antiga, mas com um dispositivo moderno de câmera fechada.
Alex?
Ela virou no colchão estreito.
Alex?
Não houve nenhuma resposta.
Ela mentalmente chamou seu nome por vários momentos antes dela o sentir dentro de sua cabeça.
O que aconteceu? Ela perguntou freneticamente.
Eles estão indo em sua direção. Eles querem saber sobre seu namorado, mas é Marc quem eles querem. Você me ouve, Tory? Eles querem o Fantasma…. Não diga a eles.
Tory ouviu barulhos altos vindo pelo corredor abaixo onde ela soube que Alex estava preso e ouviu a chave na fechadura em sua porta.
Ela ficou paralisada de medo quando três homens entraram no quarto, fechando a porta atrás deles.
— Boa noite, Senhorita Jones.
Ela só tinha visto Christoph Ragno uma vez quando foi presa em Pescarna. A memória viveria com ela o resto de sua vida. Tory tragou a bílis ameaçando a sufocar.
— Por que eu fui trazida aqui? — ela exigiu em um tom que lembrou a ela de sua avó. — Eu quero ver o cônsul Americano. Você não tem nenhum direito de segurar uma cidadã americana.
— Você não tem nenhum direito aqui, Senhorita Jones. Eu pensei que tinha deixado óbvio a última vez que você visitou Marezzo.
Tory violentamente empurrou as memórias de lado, mordendo com força seu lábio inferior. Covarde ou não, ela tinha que manter sua cabeça no lugar. Alex estava por perto e Marc saberia onde eles estavam. Eventualmente. Tudo que ela tinha que fazer era se manter tão tranquila quanto possível e não incitar este homem para a violência.
A cabeça de Ragno era muito grande para seu corpo. Seus cabelos gordurosos podiam ter sido loiro e agarrava finamente em seu escalpo rosa e ele tinha orelhas como alças de açucareiro. Seu rosto estava corado e brilhante. Tory não podia controlar o tremor que correu por sua espinha quando seus olhos castanhos claro pareceram tocar sua pele.
— Você não tinha o direito para me deter da última vez e até menos agora. Você sabe que eu sou.
— Eu acredito que você já conheça Giorgio e Mario? — Seus lábios estavam estirados em um sorriso macabro acima de dentes grandes quando ele movimentou a cabeça em direção aos dois homens em pé contra a porta.
Tory lançou um olhar insensível no nariz inchado de Giorgio. Mario lançou-lhe um olhar assassino.
— O que você está fazendo de volta em Marezzo, Senhorita Jones? Eu pensei que tivesse obtido o suficiente de nossa hospitalidade da última vez que você nos visitou.
— Eu quero ver o Cônsul dos Estados Unidos. — Tory disse, esforçando-se em soar tranquila quando seu interior se agitava na ameaça em seus olhos.
— Nós temos seu amante, Senhorita Jones. — Ragno anunciou em uma voz sibilante que ralou em seus nervos.
Eles queriam dizer Marc ou Alex? Não que importasse, ela não estava em posição de perguntar para arriscar as vidas de um ou de ambos.
— Ele também diz que chegou a Marezzo para umas férias. — Ragno a avaliou, seus olhos marrons afiados. — Ele, claro, tem apreciado nossa hospitalidade há vários meses, aguardando sua chegada.
Ele estava falando sobre Alex. Ela balançou seu queixo.
— Se algum homem disse que é meu namorado, então ele mentiu para você. Eu vim aqui sozinha. Eu cheguei esta manhã de Nápoles.
Ela gritou quando ele agarrou seus cabelos e torceu sua cabeça, expondo sua garganta. Ele segurou uma pequena navalha afiada contra sua bochecha.
— Pare de mentir, puttana. Não houve nenhum vôo de Nápoles hoje.
Ela olhou fixamente para seu rosto, a centímetros do seu quando ele torceu seus cabelos em seu punho, e lágrimas arderam em seus olhos.
— Eu…vim em um barco de correio. — Oh, Deus, ela rezou para que o barco de correio estivesse chegado esta manhã. Ela estava pasma como facilmente as mentiras estalavam fora de sua boca.
Ela sentiu sua mão relaxar ligeiramente contra sua cabeça, e estremeceu quando a puxou em cima perto de seu corpo.
— Eu vou verificar isto. — Ainda prendendo os cabelos em seu punho, ele balançou a cabeça para Mario. O outro homem movimentou a cabeça e deixou o quarto.
A navalha subiu contra sua bochecha novamente. Olhava-a com olhos glaciais. Ela sentiu o suor frio banhar sua pele.
— Onde está o Fantasma, Senhorita Jones?
Tory olhou inexpressivamente para ele.
— Fantasma? Quem…
Deixando seus cabelos, ele deu-lhe um tapa. Duro.
— Diga-me onde está o Fantasma. Agora. — A saliva pulverizou em seu rosto quando ele gritou. Ela vacilou antes de sua mão levantar para bater nela novamente, arrastando-a quando ela caiu lateralmente.
Tory soluçou.
— Eu não sei o que você quer. Eu não conheço ninguém chamado Fant...—
Ele bateu novamente, segurando sua cabeça quando puxou seus cabelos em seu punho.
Sua cabeça e seu rosto pulsavam quando ela sentiu a escuridão aproximando-se. Pouco antes de ela desmaiar, ele soltou seus cabelos, agarrando a frente de sua camiseta ao invés. Segurando-a ainda ele trouxe a navalha com um golpe apavorante que cortou o tecido do pescoço até a bainha.
CAPÍTULO 10
Tory ficou vermelha e cambaleante enquanto ele segurava o instrumento afiado.
— Eu darei a você uma hora para recuperar sua memória, Senhorita Jones. Então eu deixarei Giorgio se vingar de sua pequena dança no estacionamento. Giorgio não é tão amante de senhoras como eu, não é, Gio? Ou talvez você preferiria Mario? Eu sei que ele gostaria de provar a você que ele ainda é muito homem.
Ele empurrou-a duro. Ela bateu na cama, afundando no colchão imundo e ofegando sem respiração, suas orelhas soprando.
Nos recônditos de sua mente, ela podia ouvir a voz de Alex chamando seu nome. Ela o afastou com seu último fragmento de força. Seus olhos fixos no rosto pálido de Ragno quando permaneceu acima dela.
O corpo inteiro de Tory agitou quando ele se debruçou mais próximo e arrastou a navalha para a pele nua exposta pela camisa cortada.
— Eu aprecio jogos tanto como qualquer homem, Senhorita Jones. — a voz repugnante de Ragno serpenteava através de sua pele quando se debruçou perto de seu rosto. — Obviamente, Giorgio não advertiu você o suficientemente em sua última visita. Eu posso assegurar que eu não tenho absolutamente nenhum remorso sobre os métodos que eu usarei para fazer você falar. Eu darei a você uma hora para dizer-me onde está o Fantasma.
Endireitando, ele sacudiu sua cabeça para Giorgio e os dois homens fecharam a porta atrás deles. Tory ouviu a lima da chave na fechadura e embalou sua bochecha quente em sua mão agitada.
Se sentou na cama, olhando fixamente a porta. Ela balançava tanto que não podia ficar na vertical e forçou seu corpo a deitar na cama. Enrolando em uma posição fetal, ela sentiu o curso das lágrimas em seu rosto quando soluçou incontrolavelmente.
Victoria!
Alex! Ela não podia o deixar saber. Ele iria ficar louco.
Porra, Victoria, responda-me agora.
Ela sentou-se, colocando a mão contra sua boca para parar os soluços que ela não podia evitar. E bloqueou seus pensamentos tão duro quanto podia até que estava mais tranquila.
Eu estou bem. Conseguiu dizer momentos mais tarde. A mentira segurando apenas um tremor.
O que aqueles bastardos fizeram com você?
Ragno sabe que Marc está aqui. Oh, Deus, Alex. Ele sabe.
Acalme-se. Ele não sabe nada. Você me ouve, Tory? Ele não sabe. Ele estava pescando e esperando, mas ele não sabe sobre Marc.
Eles voltarão em uma hora para me …. Alex, eu odeio isto.
Eu sei querida. A voz morna e confortante de Alex veio alta e clara. Você disse a Marc tudo que eu disse a você?
Sim.
O alívio banhou suas palavras quando ele disse calmamente.
Então ele virá por nós. Tente ficar calma. Você pode fazer isto, Tory?
Qual é a alternativa?
Essa é minha garota. Alex deu uma enferrujada e mucosa risada.
Ela estava encolhida lá uma hora mais tarde quando a porta abriu. No quarto escuro como breu, ela piscou com a luz do corredor. Seu coração afundou aos dedos do pé quando viu o esboço vultoso de Giorgio.
A fraca iluminação não podia esconder o malévolo olhar dirigido a ela sob a carne inchada de seu nariz quebrado.
— Capo solicita você. Lá em cima.
Agarrando sua camisa rasgada entre seus dedos trêmulos, Tory deu a ele um longo olhar e foi pela porta.
Ela conseguiu fechar os dois pedaços de tecido acima de seu sutiã e cingi-lo firmemente ao redor de sua cintura de forma que ficou parcialmente coberta. Ela lançou um olhar sujo quando ele olhou de soslaio na inchação exposta de seus seios quando ela passou.
— Siga — ele instruiu, caminhando atrás dela. Tory obedientemente virou a direita no corredor de pedra. Ela sentiu Alex a duas portas de distancia e chamou a força de seus pensamentos.
O ar estava abafando. Quente, úmido e pesado para respirar quando Tory tropeçou na frente de seu guarda. A lanterna dele iluminando só alguns passos na frente e ela tropeçou no chão desigual.
— Esquerda — ele indicou.
Ela girou quando Giorgio disse.
— Vire. — os passos obedeciam a seu comando e mantinha-se rígida e dolorida com suas costas eretas. Ela estava doente até a morte de homens machistas. Ela odiava homens assustadores, ameaçadores. Inferno, ela odiava sentir medo.
Existia luz adiante e Giorgio desligou sua lanterna.
— Caminhe. — Ele a empurrou à frente dele com o tubo de metal da lanterna. Tory quis quebrar seu nariz uma segunda vez só para ter a satisfação de ouvi-lo gritar novamente. Ela balançou seu queixo e manteve seus olhos fixos firmemente à frente.
A porta de mogno esculpida de dez metros de altura estava fechada ante ela. Moveu-se de lado e esperou enquanto ele abriu com uma chave, então cautelosamente entrou na sala.
Havia um tapete Persa magnífico, em tons de creme e borgonha, estirado acima de um sujo e envelhecido chão de mármore branco. Quando Giorgio marchou através do tapete, ela podia ver várias marcas de salto de sapato preto nas fibras desgastadas de cor clara.
Encimado um teto com afrescos. Nas paredes havia quadros inestimáveis, em elaboradas molduras douradas, porém, eram adornadas com teias de aranha e as pincelada delicadas silenciada pela poeira. Uma magnífica mesa dourada estava contra uma parede, onde um vaso veneziano de vidro alto ostentava o que deve ter sido um arranjo artístico de flores. Longas folhas mortas, frágeis pétalas marrons estavam em pilhas sobre a mesa coberta de poeira. O lugar inteiro cheirava a mofo.
Seus passos eram abafados pela espessura do tapete quando eles passavam por estátuas de mármore brancas e outros incríveis objetos de arte, todos os quais precisavam ser espanados. Tory conteve um espirro.
Na outra extremidade da sala, acomodados em sofás enormes de Borgonha aveludada, sentavam-se três homens. Um em cada sofá.
Giorgio cutucou-a com a base da lanterna novamente quando seus passos vacilaram. Quanto mais perto chegava, mais a apreensão de Tory crescia. Seu coração preso na garganta e seus nervos em farrapos.
Ela reconheceu Ragno, mas os outros dois homens estavam de costas para ela.
— Eccola — Giorgio disse nasal.
Ragno ficou vermelho, sua expressão escondida dos homens atrás dele. A mão dele embrulhou no braço superior de Giorgio com fúria.
— Grazie, Giorgio — ele ruidosamente disse, então continuou em uma meia-voz furiosa. — Sua contagem de tempo precisa ser melhorada. Você não viu que temos companhia inesperada? — Sua voz sibilante enviou um arrepio pela espinha de Tory. Ela estremeceu quando os dedos grossos de Ragno cavaram em seu braço nu.
Seus dedos levantados ridiculamente segurando um copo de cristal delicado. Ele tomou um gole e olhou para Giorgio por cima do ombro.
— Ela causou alguma dificuldade?
— Nessuno, signor.
— Buono. Pode ir até que eu chame você.
Tory ouviu os passos amortizados de Giorgio à medida que ele foi embora.
Os dedos em seu braço superior apertavam.
— Veja o que diz, Senhorita Jones. Se nossa visita suspeitar qualquer coisa incomum, você morrerá.
Pelo canto do olho ela viu um dos homens cruzar suas pernas. Ela manteve seus olhos cautelosamente em Christoph Ragno. Sua cabeça refletia a luz dos candelabros de lustre gigantesco.
Segurando seu braço em um gesto que parecia ser solícito, ele a levou em direção aos três sofás. A pele de Tory repugnando-se em seu toque e tentou puxar seu braço. Seus dedos apertaram em advertência.
Ela olhou para o homem acomodado no sofá.
E quase desfaleceu.
Marc.
Sua expressão era educadamente em branco quando ele inclinou sua cabeça em saudação, mas seus olhos claros brilhavam com advertência.
— Venha e sente-se, minha querida Senhorita Jones e deixe-me apresentar você aos meus companheiros.
Tory desdenhou a mão de Ragno quando a levou a um dos sofás. Ela sentou e aceitou uma taça de vinho. Estava certa que todos os três homens podiam ver a pulsação em sua garganta. Ela não ousou olhar para Marc, que se sentava em frente a ela.
— Este é Samuel Hoag. — Tory virou com o pescoço rígido e olhou para o outro homem. Ele era alto e dolorosamente magro, com cabelos negros que eram repartidos de um lado. Um bigode pequeno atravessava seu fino lábio superior, dando a ele um ar sinistro, com um olhar de vilão de filme. Ela endireitou seu copo de vinho quando deslizou em seu joelho. Havia algo repulsivamente hipnótico sobre ele.
Seus olhos, por trás de óculos sem aro, viam-se enganosamente benigno quando ele olhou para ela sem expressão. Ele tinha mãos pálidas enormes que saiam das mangas da jaqueta, como um personagem de um filme de Tim Burton. Tory estremeceu a haste do vidro apertado em sua palma.
— E este é nosso novo amigo, Senhor Ian Spenser.
Marc a brindou com seu copo de vinho, seu rosto suave.
— Encantado em conhecê-la. Senhorita Jones, não é? — Seu acento britânico era tão apetitoso quanto um pudim do Natal.
Tory tomou um gole precipitado de vinho e reprimiu uma resposta.
Ela não tinha absolutamente nenhuma ideia de onde ou como Marc obteve o terno fabuloso que usava. Era caro, de corte Italiano, em um tecido leve que lisonjeava suas pernas longas e pendurava belamente de seus ombros largos. Um relógio de ouro mal era visível embaixo do algodão egípcio do punho. O último retoque era uma gravata da velha escola conservadora.
Ele parecia absolutamente maravilhoso. Também parecia ligeiramente entediado enquanto bebia seu vinho e olhava para ela como um estranho.
Tory não queria saber o que estava passando na mente de Marc quando ele olhou para seu machucado e sua camiseta rasgada. Ela perguntou-se como Ragno iria explicar sua aparência estranha para o "Senhor Ian".
Ragno limpou sua garganta ruidosamente no silêncio.
— O senhor Ian será nosso convidado hoje à noite. Ele veio para ver seu amigo da velha escola, Príncipe Draven Visconti, que está de ferias na América este mês com sua família. Pena que vocês se desencontraram, Senhor Ian.
— Realmente, velho amigo. — Uma pena realmente, considerando que o príncipe tinha sido assassinado vários meses atrás. Marc levantou para ir ao bar. — Não é? — A perna de sua calça tocou o tornozelo de Tory quando ele passou por ela. — Mais vinho, Senhorita…Jones? — Ele levantou a garrafa, despejando em seu próprio copo antes de girar para os outros dois homens quando ela negou com sua cabeça. Ela viu o nervo pulsando em sua mandíbula quando ele voltou.
Ele estava louco como fogo e Tory não tinha que ser um leitor de mentes para saber isto. A última pessoa que ele esperava ver aqui era ela. Bem, não era só ele! Ela certamente teria preferido estar no acampamento esperando.
Samuel Hoag se sentou duro no canto de seu sofá, suas pernas longas esticadas. Ela observou seus olhos pálidos, a pele lisa de sua canela acima de suas meias.
Hoag disse:
— Não quero mais vinho — em uma voz curiosamente melíflua, enquanto Ragno aceitou, permitindo Marc reabastecer seu copo.
— A senhorita Jones teve um pequeno acidente no mercado esta tarde — Ragno disse, respondendo suavemente por sua aparência. Saboreando o vinho, ele atirou em Tory um olhar de advertência. — Sr. Hoag e eu sentimos que o melhor seria oferecer a ela nossa hospitalidade na ausência da família real.
— Eu estou certo que a princesa tem algo apropriado para você vestir para jantar, Senhorita Jones. — Ele olhou para sua camisa rasgada com desgosto. Ele chamou Giorgio.
— Leve a Senhorita Jones para o apartamento de família. — ele disse. — Certifique-se que ela esteja adequadamente vestida para o jantar.
Tory não conseguiu olhar para Marc quando foi retirada da sala. Mas podia sentir seu olhar ardente em suas costas.
Quando Giorgio abriu as portas duplas, ela notou um homem posto de sentinela, uma versão loira de Giorgio, com uma arma em seu quadril. O guarda olhou curiosamente para ela, e ela afiou seu caminho passado por ele com Giorgio a seguindo em uma escada de pedra circular estreita e ao longo de um corredor vagamente iluminado.
Quanto mais distante eles iam, mais elaborada e elegante a mobília se tornava. Eles giraram em um canto e Giorgio gesticulou em direção a uma porta dourada de marfim incrustado.
— Quarto da princesa. — Ele tomou seu braço, abriu a porta e a empurrou no quarto.
Ela olhou por cima de seu ombro quando encolheu os ombros longe de sua mão.
— Como está seu nariz? — ela perguntou com falsa doçura.
Ele voltou-se, passando os dedos ternamente na inchação grotesca e estreitou seus olhos malevolamente.
— Signore Ragno disse para se vestir. — Ele caminhou de costas para a porta, como se tivesse que ver todos os seus movimentos. — Esteja vestida — ele advertiu. — Eu virei buscar você.
— Não se apresse em voltar por minha causa. — Tory disse para a porta fechada, quando ouviu a chave virar na fechadura.
Ela fez contato mental com Alex para ele saber o que estava acontecendo, então fez um inventário rápido do quarto.
Era bastante bonito, decorado em tons de lavanda e lilás com detalhes brancos. Como a sala no andar de baixo, estava coberto com uma camada espessa de pó e as flores uma vez frescas estavam mortas e desintegrando.
Tory pegou um vislumbre de si mesma no espelho de corpo inteiro e reprimiu um gemido. Seus cabelos estavam selvagens, sua mandíbula ostentava a contusão do punho de Giorgio e suas bochechas estavam listradas com sujeira e lágrimas.
Dirigiu-se ao opulento banheiro de ouro e mármore branco. Encher a banheira enorme levaria a metade do tempo que lhe foi atribuído, mas não se importou. Dispôs sais de banho com aroma de violeta na água e voltou ao quarto para achar algo para vestir.
Quando Giorgio abriu a porta pouco tempo mais tarde, sem bater, Tory estava pronta. Ela lavou e secou seus cabelos e usou os cilindros quentes que ela achou na penteadeira. O gigantesco armário da princesa estava cheio com roupas fabulosas para todas as ocasiões.
Tinha desperdiçado momentos preciosos retirando algumas peças de roupa casual, escondendo-os para uma fuga mais tarde. Então seus dedos demoraram em vários vestidos de noite deslumbrantes.
Era irracional, ela sabia, dadas as circunstâncias, mas ela quis que Marc a visse em algo sofisticado, algo… sensual. Marc, sim. Os terroristas, absolutamente não. Ela escolheu o vestido mais conservador que podia. A princesa não teve um osso modesto em seu corpo aparentemente. O vestido que Tory escolheu era provavelmente para alguma função formal do estado. Com desculpas para a princesa ausente, Tory conseguiu se colocar no vestido e puxar o pequeno zíper um minuto antes que Giorgio entrasse.
— O jantar está pronto. — Ele vestia um terno mal-adaptado que era muito apertado para seu corpo granuloso, e olhou fixamente para ela com seus olhos inchados.
— Influenciar os signores. — Tory disse quando puxou os sapatos e levantou o lenço de seda pura que jogou na cama mais cedo, drapejando isto acima de seu braço.
Giorgio deu um olhar em branco e gesticulou para ela o preceder. Eles viraram a direita em vez de a esquerda como antes e continuaram por um corredor infinito, seus passos amortizados pelo tapete espesso.
Ela pegou um vislumbre de si mesma em um espelho enorme no topo dos degraus. O vestido de seda esmeralda enfeitado com contas agarrava em seu corpo como se tivesse sido pintado. O corte baixo do decote quadrado expôs mais de seus seios do que era sábio, e ela podia sentir seus cabelos acariciando suas costas nuas. As mangas ondulantes eram presas no pulso com elástico, escondendo eficazmente a maior parte de seu gesso encardido. Quando ela passou pelo espelho foi que ela percebeu com o coração apertado que o vestido parecia enganosamente modesto no quarto, quando ela caminhou expôs sua perna no meio da coxa.
Ela parou no topo da escadaria larga. Ela devia estar doida. O que ela tinha pensado quando selecionou este vestido em particular? Marc, isto é em quem estava pensando.
A última coisa que ela queria fazer era deixar aqueles homens a ver como isto. Tory rapidamente afastou-se da escadaria, quase chegando nariz com nariz com Giorgio, que estava logo atrás ela.
Ele puxou sua arma de sua jaqueta e nivelou isto em seu tórax.
— Giú.
— Eu tenho que me trocar. — Tory firmemente disse, engolindo, seu coração batendo forte quando ele fez um gesto escada abaixo com a mortal arma.
— Giú.
— Olhe. — Tory tentou, cansada. — Eu levarei dois segundos para encontrar qualquer outra coisa e estarei de volta. — Não havia nada menos revelador ela lembrou. Mas talvez pudesse puxar algo acima do vestido….
— Giú. Abaixo. — Ele empurrou a boca da pistola entre seus seios e Tory viu em seus olhos o quanto ele adoraria puxar o gatilho.
Ela estava da mesma altura que ele em saltos altos e esteve tentada a chamar seu blefe, mas um olhar para seus olhos escuros desencorajou aquela ideia. Ela suspirou e deu o primeiro passo abaixo nos degraus atapetados, segurando o corrimão de mármore para manter o equilíbrio.
Entre a tensão e peso de usar o vestido e os saltos altos do sapato pouco conhecido, ela estava sujeita a cair pela escadaria e quebrar seu pescoço, então fez seu caminho no saguão enorme.
Giorgio grunhiu para o homem em pé do lado de fora das portas duplas. O guarda girou a porta aberta para a sala de jantar, não se aborrecendo em esconder o rifle que descansava acima de seu braço. Tory estremeceu, sacudindo as pontas enormes do cachecol acima de seus ombros de forma que drapejou na frente, eficazmente cobrindo seu decote.
Os três homens levantaram quando Giorgio a levou pela sala. Uma pintura do tamanho de uma casa, adornava uma parede. Era um retrato de tirar o fôlego do Palazzo Visconti na frente de estradas que a civilização moderna tinha apagado da paisagem.
A mesa de jantar provavelmente acomodava mais de cinquenta pessoas. Os três homens, ainda em pé, estavam na outra extremidade. Grande. Tory retraiu uma respiração profunda, levantou seu queixo e começou a caminhar.
— Senhorita Jones, que bom que você juntou-se a nós. — Christoph Ragno retirou a cadeira ao lado dele e Tory gratificada afundou nela, olhando diretamente nos olhos de Marc através da mesa.
Por um momento ela viu calor ardente antes dele levantar a taça de Bacará canelada e tomar um gole, seu rosto suave.
— Você achou roupas satisfatórias, eu creio? — Tory odiou a sibilante voz de Ragno.
— Tudo foi bastante satisfatório. Não, obrigada. — ela falou, quando ele levantou a garrafa de vinho para colocar em seu copo.
— Você não bebe, Senhorita Jones? — Marc educadamente perguntou, aceitando um refil. Ele estava devastadoramente bonito em um terno e camisa preta e branca. O brinco de diamante estava de volta, piscando em sua orelha, e seus cabelos estavam amarrados para trás. Ele parecia exatamente o que aparentava: sofisticado, rico, britânico e ligeiramente entediado. Por um momento seu olhar descansou ardentemente em seus seios entrevistos pela seda pura.
Ela se forçou a responder.
— Não com o estômago vazio, Senhor Ian. — Ela percebeu que estava nervosamente mexendo com os talheres e colocou suas mãos em seu colo, conseguindo encolher os ombros e colocar seus cabelos acima para cobrir mais de seus seios.
— Seu rosto parece inchado, Senhorita Jones, — Marc ligeiramente disse. — Você deve ter tido um acidente desagradável e sórdido esta tarde. — Tory não levantou sua cabeça para o olhar, e perdeu o modo como seus dedos bronzeados apertavam na haste de seu copo enquanto seus lábios degustavam o vinho.
— Vamos apenas dizer que eu entrei em contato com um objeto imóvel. — Ela podia sentir o calor da mão de Ragno em advertência no joelho através da seda do vestido. Ela torceu suas pernas longe do alcance e tomou um gole da água, dando a ele um olhar furioso acima do copo.
Deus, isto nunca terminaria? Sob a fina camada de civilização à mesa, a tensão na sala podia ser cortada com uma faca. Ragno e Hoag não tinham nenhuma ideia de quem Marc realmente era, estava certa disto. Mas justamente por isso ela podia ver que ambos estavam cautelosos. Marc parecia ligeiramente chateado pela coisa inteira, a menos que se pegasse um vislumbre de seus olhos, que estavam fervendo com ira toda vez que ele olhava para ela. O que ele iria fazer? Como na Terra ele iria conseguir tirar ambos, ela e Alex, dali debaixo dos narizes destes homens?
Um garçom de uniforme branco entrou na sala e Tory sentiu o estrondo de seu estômago. Ela estava absolutamente faminta, e perguntou-se como seu corpo podia ainda funcionar como se tudo fosse normal.
A comida era bonita para olhar e absolutamente intragável. O chefe de cozinha poderia estar fazendo seu trabalho, mas estava obviamente sob coação. Enquanto ela tentou comer o que saboreava a sal puro, escutou Marc dizendo aos homens de sua amizade com o príncipe ausente. Ele conversou facilmente de seus interesses de negócios na Inglaterra e na Europa. Se ela não soubesse de nada, teria acreditado em cada palavra. Sua personificação era impecável.
Longe de encher o vazio em seu estômago, a comida insípida ou então altamente temperada que ela teve que tragar sua água, povoava como uma bola no seu nervoso estômago.
Os três homens não pareceram notar que ela se sentou caladamente sem contribuir com a conversação. Exteriormente, tudo pareceu surrealisticamente normal. A conversação fluiu, vinho era despejado, a comida servida e pratos removidos e substituídos.
Foi com alívio enorme que Tory viu o último prato sendo levado, e Ragno sugeriu café na sala de visitas.
Marc contornou a mesa e tomou seu cotovelo quando eles precederam os outros dois homens fora da sala de jantar. Os saltos do sapatos de Tory batendo no chão de mármore imundo, e ela estava incrivelmente agradecida por seu apoio quando eles entraram na sala de visitas formal. Suas pernas pareciam geléias e seu coração batia permanentemente em sua garganta.
— Que diabo induziu você a vestir isto? Pelo amor de Deus, mantenha seus cabelos onde estão cobrindo seus seios. — Marc rangeu debaixo de sua respiração enquanto a levou a um sofá branco aveludado, de costas para os outros dois. — E sorria, maldição.
Tory conseguiu dar um sorriso acreditável, seu coração em seus olhos quando ela arrumou seus cabelos de forma a cobrir seu colo, e a saia longa para cobrir seus joelhos.
Marc acomodou-se ao lado dela, beliscando os joelhos de suas calças e inclinado para atrás como se não tivesse nenhuma preocupação. Tory sentiu o suor na sua testa por baixo da sua franja.
Os outros dois homens tomaram o sofá oposto e Ragno indicou o serviço de café de prata georgiana manchada, na mesa entre eles.
— Você pode servir, Senhorita Jones?
Tory moveu-se no sofá e ela sentiu a mão de Marc em seus cabelos. Ela deu um olhar surpreendido quando ele empurrou seus cabelos para trás de seu rosto, mas deixando as ondas longas discretamente cobrindo seus seios.
— Você tem um cabelo glorioso, Senhorita Jones. Eu odiaria ver arrastando no café. — Por um momento, com seus olhos bloqueados, eles poderiam ter sido as únicas pessoas na sala.
Marc sentiu o calor familiar quando a tocou. Era um risco incrível que podia soprar sua cobertura, mas desde que ela caminhou na sala de jantar, seus dedos coçaram para tocar nos cachos escuros e brilhantes que desciam por suas costas e sobre seus tentadores seios.
Ela evitou olhar para ele quando deu sua xícara. Seu rosto estava pálido, a inchação de sua mandíbula uma obscenidade em sua pele clara, apesar da maquilagem.
Marc jurou que mataria o bastardo que a machucou.
CAPÍTULO 11
Mesmo com os olhos inchados Tory era incrivelmente bonita no aderente vestido verde, seus cabelos brilhantes e enrolados de modo selvagem por suas costas. Como inferno ele pensou que ela era simples?
Marc alargou uma respiração curta e frustrada e capturou o olhar de avaliação de Samuel Hoag através da sala. Ele encolheu os ombros como se dissesse: "Sim, eu a acho atraente."
Ele soube que estava fazendo um jogo perigoso. Ele tinha que conseguir Lince. O irmão de Tory não seria de qualquer ajuda com seu próprio salvamento. Não tão danificado. Mas quanto tempo Tory iria se segurar sem se quebrar? Ele não podia levar ambos fora daqui. Não ao mesmo tempo.
Estudando os dois homens, Marc registrou mentalmente tudo sabia sobre eles enquanto continuava sua conversação. Pelo canto do olho observou Tory murcha contra as almofadas. Depois que vários momentos ela piscou, então sentou ereta e povoou a xícara de volta em seu pires, empurrando seus cabelos fora do caminho quando endireitou sua espinha. Ele quase sorriu quando ela balançou aquele combativo pequeno queixo.
Além da dor da surra óbvia que deve ter sofrido, ela devia estar exausta e apavorada. Eles estavam em movimento desde o amanhecer. Quase não comeu no jantar e esteve no inferno hoje. Ela estava se segurando notavelmente bem, ele pensou, quando bebeu o café forte. E sentiu uma onda de orgulho.
Ela aceitou seu "Senhor Ian" bem, mas estava fora de equilíbrio e cansada. O suficiente para soprar a coisa inteira. Ele precisava tirá-la daquela sala.
Fora do palácio. Fora de Marezzo.
Tory primeiro, ele decidiu. Se ele pudesse a tirar do palácio, e contatar Ângelo para recolhê-la, ele podia voltar rapidamente para dentro e recolher Lince.
Sim. Tory primeiro.
Notando o tremor sutil em suas mãos quando ela embreou a xícara delicada, Marc ligeiramente disse:
— Parece que Senhorita Jones está para adormecer em seu café. — Ele levantou e estendeu sua mão para ela. Ela piscou, seus olhos vítreos. — Permita-me escolta-la até seu quarto, minha querida.
Tory pegou em seus dedos fortes como uma tabua de salvação.
— Obrigada… eu gostaria de ir acima agora, estou com enxaqueca.
— Giorgio a levará para cima, Senhor Ian. Não há nenhuma necessidade de você se aborrecer — Ragno suavemente disse, estalando os dedos, enquanto alfinetava Marc com um olhar de advertência.
Marc ajudou Tory a levantar e esperou até Giorgio vir ao seu lado. Ele deu um sorriso pequeno e se acomodou, olhando o balanço de seus quadris no vestido apertado quando o outro homem a levou. Seu limpo e brilhante cabelo resplandecia nas luzes dos lustres.
— Uma mulher bonita. — Marc disse, debruçando-se sob sua xícara quando a porta fechou atrás dela.
Ragno olhou para Hoag e então para Marc.
— A atração parece mútua, mas não é particularmente sábio.
— Você acha, velho amigo? Que intrigante. — Marc levantou uma sobrancelha escura com diversão. — Eu penso que terei que subir e checar a enxaqueca da Senhorita Jones.
Os olhos de Ragno ficaram gelados.
— Eu não seria muito confiante de ser bem-vindo, se eu fosse você, Senhor Ian. Apesar do modo que ela estava vestida hoje à noite, a Senhorita Jones não dá a impressão de ser uma mulher que pretende compartilhar seus favores sexuais com um homem que ela acabou de conhecer. — Ele olhou para Hoag. — Nós podíamos talvez obter uma senhora jovem da aldeia para o Senhor Ian, Samuel?
Marc puxou os punhos da manga enquanto ele subia, escondendo sua irritação com um sorriso arrogante.
— Não há necessidade, velho amigo. Por que procurar alguém quando eu tenho o que quero aqui? — Seu sorriso aumentou quando ele murmurou. — Eu acho que darei meu melhor tiro. Eu me pergunto, você é um homem de apostas, Ragno?
******
Tory chutou os sapatos de saltos altos assim que Giorgio partiu. Ela estava absolutamente exausta, mas o café corria por seu sistema, tornando-a nervosa e alerta. Ela andou de um lado para o outro do quarto opulento antes de puxar o zíper do vestido. Quando ela estava encolhendo os ombros e passando o vestido ouviu um golpe na porta e seu coração acelerou novamente. Seguramente não era Giorgio. Ele tinha deixado a porta só no trinco. Pausou por um momento, segurando o vestido com firmeza contra seu tremente coração.
— Senhorita Jones?
Marc. Tory tropeçou para a porta, arrastando a cadeira Rainha Anne que ela tinha colocado debaixo da manivela. Ela abriu a porta e quase caiu em seus braços.
Ela estava para dizer seu nome, mas ele põe seu dedo acima de sua boca.
— Eu achei um pouco de aspirina em meu quarto, Senhorita Jones. Isto deve ajudar com aquela enxaqueca sua. Tem copos? — Ele levantou uma garrafa e disse debaixo de sua respiração. — Convide-me, porra.
— Isso é muito… amável de sua parte. Por favor, entre. — Ele ainda vestia o terno, mas tinha tirado a gravata e soltado o colarinho. A pele escura coberta de pelo aparecia pela abertura.
Ele seguiu-a no quarto, fechando a porta atrás dele. Tory estava próxima à cama, sua mão ainda sobre o peito para segurar o vestido solto.
— Eu sei que você disse não gostar de beber, minha querida. — Ele movimentou a cabeça em aprovação pela cadeira na porta. — Mas eu penso que um bom vinho italiano deixará você nova. Você dormirá como um bebê.
— Isto é muito amável de sua parte, Senhor Ian. Vou pegar os copos. — Tory assistiu Marc inspecionar o quarto e então girou para o bar e pegou um par de copos de cristal. Ele removeu seu relógio e estava verificando o quarto para que?
— Obrigado. — Marc levou o relógio para a mesa de cabeceira. Ele levantou a luminária e movimentou a cabeça antes de despejar o vinho. — Aqui está. — Entregou-lhe um dos copos e fez uma produção ruidosa de abrir o frasco de pílula. — Dois destes devem a livrar desta enxaqueca.
— Percevejos. — ele murmurou, indicando a luminária com um puxão de seu ombro. Os olhos de Tory alargaram.
Percevejos? Havia alguém escutando cada palavra? Ela olhou para Marc com uma pergunta muda e ele assentiu serio. Ela apontou para seus olhos. Podem nós ver? Ele agitou sua cabeça, apontando para sua orelha. Eles podiam ser ouvidos, mas não vistos.
— Continue conversando. — ele disse debaixo de sua respiração, e continuou a verificar o resto do quarto. De vez em quando ela podia ver uma luz vermelha piscar de tempos em tempos. Outro percevejo. Ela esfregou seus braços tentando livrar-se do frio.
Ela não podia pensar sobre nada para dizer quando olhou fixamente para ele. Ele levantou três dedos e voltou para ela. Sua mão deslizou debaixo da cascata de seus cabelos.
Como ele podia pensar sobre sexo agora? Tory virou-se mas ele a agarrou pelo braço e a puxou de volta, de forma que ela sentiu o calor de seu corpo.
— Você tem um lindo cabelo, minha querida. Quando eu vi você no jantar hoje à noite, tudo que podia pensar era em ter isto embrulhado ao redor do meu corpo. — Sua voz era rouca, seus olhos deram uma advertência. "Diga algo encorajador."
Ela encontrou seu olhar, sua mente totalmente em branco. Como ela podia pensar e manter duas conversações de uma vez, com seus dedos afagando seu pescoço? Tory fechou seus olhos e balançou seu rosto.
— Beije-me! — ela exigiu para Marc e para sua audiência. Ela não podia começar a representar algo que soou remotamente sutil e sedutor ao mesmo tempo. Sua mente estava completamente em branco.
Por um momento ele parou então com um gemido abafado ele tomou sua boca e deu-lhe um beijo duro. Tory colocou seus braços em volta do seu pescoço, se esforçando para ficar mais próxima quando usou seus lábios e língua para deixá-la louca.
Quando ele se afastou o vestido caiu ao chão. Tory estava apenas em sua meia-calça e sutiã rendilhado quando Marc moveu-se rapidamente sobre o quarto. Sua respiração era difícil quando voltou para ela.
Ele acariciou seus seios acima do sutiã e sacudiu a cabeça.
— Você tem um corpo extraordinário, Senhorita Jones…Victoria, posso? Tão suave, tão macio… Oh sim. Assim mesmo. Isto é um convite, querida?
— Sim. — Tory respondeu fracamente quando ele a puxou para a cama.
As molas rangeram ligeiramente, levantando uma nuvem de poeira. Ela mordeu o lábio. O lençol de cetim lavanda esfriou sua pele aquecida. Ela começou a desabotoar sua camisa, desesperada para sentir sua pele nua contra a sua. Ele segurou sua mão e agitou sua cabeça.
— Vamos tirar você deste vestido, não é? — Sua pele arrepiou quando ele beijou seu pescoço ruidosamente. O vestido estava no chão do quarto e ela franziu a testa. Claro. Por um momento ela esqueceu que eles estavam fingindo.
— Onde está Alex? — Marc sussurrou contra sua orelha.
Ela fechou seus olhos e embrulhou seus braços ao redor do seu pescoço, apertando seu rosto contra sua garganta.
— No calabouço, diretamente abaixo deste quarto.
— Faça isto novamente, meu bem. — Ele mexeu de forma que as molas gemeram e usou seus dentes para beliscar em seu pescoço até que ela gemeu. Com olhos triunfantes, ele sussurrou perto de sua orelha — Continue gemendo. — Sua voz era sombria. — Cadê o cinto?
— O cinto?
Marc a agitou de forma que as molas de cama rangeram muito mais alto.
— O cinto, Tory. O cinto. Onde está ? Se concentre, amada. Gostaria que eu a beijasse aqui? — ele falou em um tom normal. — Que tal aqui, amor?
— Eu não posso me concentrar com você fazendo isto. — ela sussurrou.
Ele ergueu sua cabeça ligeiramente.
— Sua vida depende de fazer bem este som.
Ela ficou fria quando lembrou que a dois metros de distancia, sob o abajur, havia um dispositivo de escuta. Alguém no outro lado estava ouvindo tudo que falavam no quarto. Ela empurrou seu cabelo fora do rosto e balançou a cabeça, seus olhos escuros.
— Oh, sim. Beije-me aqui. — Sua voz tremia de nervosismo. — Na cadeira sob a janela — ela murmurou para ele.
Acenando para ela continuar se mexendo na cama, ele levantou caladamente e foi para a janela, revolvendo debaixo de suas roupas até que ele achou o cinto que ele insistiu para ela colocar aquela manhã. Parecia há meses atrás. Tory sentou-se, as pernas dobradas debaixo sua calcinha. De vez em quando ela saltava acima e abaixo e tentou fazer barulhos sensuais. Sentia-se absolutamente ridícula.
Marc voltou e caiu do outro lado da cama. Deslizando seus dedos por seu cabelo, ele sussurrou no lado de seu rosto.
— Você pode comunicar-se com Lince e deixa-lo saber o que estou fazendo?
Tory acenou com a cabeça. As molas de cama ecoaram quando ele moveu-se rapidamente e soltou um gemido satisfeito. Tory quase deu uma risadinha histérica, mas ele deu-lhe um olhar de advertência.
— Ah…faz isto novamente. Não. Mais duro, bem. Assim, é isto. Sim.
Ele moveu-se cautelosamente para o fim da cama, erguendo sua perna sobre o banquinho estofado, levantou a perna de sua calça, e acenou com a mão para ela se manter em movimento.
Tory escorregou ao redor na cama e fez barulhos satisfeitos quando ele puxou uma pequena pistola automática de oito tiros de seu tornozelo.
— Esta maldita cama é muito barulhenta — ele disse severamente. Puxando Tory fora do colchão, ele indicou a janela.
— Eu não me importo com o chão. — Tory obedientemente seguiu-o para a janela.
— Diga a Alex exatamente o que eu estou fazendo. — Marc apertou um dispositivo escondido na fivela de cinto e o apoiou aberto. — Deus, mulher, você vai matar-me. — Ele verificou o conteúdo, tirando uma linha fina, fixa à fivela do cinto. Então ele prendeu a arma de fogo na linha pelo laço.
— Você gosta disto, meu bem? — a voz rouca de Marc era alta no quarto quieto. Tory não podia acreditar em que ele podia soar tão sexy enquanto executava tarefas totalmente sem conexões. Era bastante difícil para ela se concentrar no que dizer a Alex. Ela fez uma careta para ele quando terminou de amarrar o cinto. — E isto? — ele disse em um tom normal. — Responda minha amada. — ele disse muito, muito suavemente.
— Sim! — Tory silvou entre os dentes. Marc abriu a janela quietamente e começou a abaixar a linha pela parede.
— Diga a Lince para ficar olhando sua janela. O cinto e a pistola estão a caminho… levante os quadris, meu bem. Assim, isto, querida. Isso parece bom?
Tory estremeceu quando o ar fresco da noite correu pela janela aberta.
— S... sim. — Ela tentou enfocar no que ela estava dizendo a Alex. Marc deu instruções sussurradas para Alex, enquanto fazia ruídos de amor quando ele cuidadosamente abaixou o cinto.
Ela não podia esquecer que alguém estava escutando cada palavra. Tory embrulhou seus braços ao redor de seu tremente corpo e o gemido que deu foi sincero e muito real, a brisa que ondulava as cortinas era glacial em sua pele nua.
— Ele pegou. — ela sussurrou quando Marc endireitou, então fechou a janela. — Ele disse que está tão pronto quanto sempre foi. Ele estará esperando por você em duas horas como instruído.
— Bom — Marc sussurrou de volta. — Agora, grite.
Tory empalideceu.
— Gritar? — ela murmurou, perplexa.
— Como em clímax.
O rosto de Tory incendiou.
— Eles querem realismo.
Marc sorriu e tocou o lado de sua mandíbula inchada.
— Isto é a idéia geral, princesa. Grite como se estivesse tendo o orgasmo de sua vida. Agora.
Tory produziu um grito mutilado. O grito acreditável fazendo Marc saltar fora das paredes. Ainda segurando seu umbigo nu, ela estremeceu.
Marc puxou seu corpo meio desnudo e embrulhou seus braços ao redor dela.
— Boa menina.
Ele a deixou ir e caminhou em direção a mesinha ao lado da cama, pegando os copos. Voltou ao seu lado e apertou um em sua mão. Tory bebeu um gole do vinho até que sentiu seu calor insinuando-se em sua circulação sanguínea.
— Agora o que?
— Agora nós tomamos banho. — A voz do Marc era espessa quando pegou o copo de sua mão e deixou em uma mesa perto.
— Um chu... chuveiro?
Ela seguiu-o ao banheiro e esperou em silencio ele fechar a porta, ligou o fluxo da água e começou a desnudar-se das roupas.
Ele soltou o fechamento dianteiro de seu sutiã e lançou isto no chão. Sua calcinha e meia-calças seguiram. Tory se sentiu hipnotizada quando ele dobrou uma toalha ao redor do gesso e empurrou seu irresistível corpo nu debaixo do chuveiro.
— Agora nós podemos falar. — ele disse com satisfação quando a água deslizou sobre seu rosto e acima de seus ombros largos.
A água colava seu cabelo contra sua pele quando ela olhou fixamente no tórax cabeludo de Marc. Como era possível ele ligar e desligar assim de repente?
Ela deu um soluço amortizado, sufocado e tentou abrir a porta de vidro claro. Marc puxou suas costas contra seu tórax. Girando ela em seus braços ele disse roucamente:
— Você foi maravilhosa, princesa.
Seus olhos se encheram de lágrimas e ela mordeu seu lábio.
— Petrificada. Eu estava absolutamente petrificada.
Os lábios de Marc beberam a água que escorreu por sua bochecha.
— Isto aqui é para nós. — Sua boca deslizou através de sua boca e Tory sufocou um soluço quando a pressão doce e insistente de sua boca abriu a sua.
O calor molhado de sua língua e a aspereza familiar de seu tórax escorregando contra seus seios molhados e nus a fez esquecer todo o resto. Desejo queimando dentro dela, e seu coração bateu irregular com seus mamilos apertados contra a aspereza familiar e os músculos duros de seu tórax.
— Mmm. — Ela não conseguia o suficiente dele quando ficou nas pontas dos pés, seus dedos embreados em seus cabelos molhados. Sua boca extasiou a sua, muito lentamente, e ela apertou seus seios contra ele, tentando ficar mais próxima.
Sua pele ultra-sensível quando sua mão viajou por seu corpo, testando a forma de seus mamilos, a curva de sua cintura, o alargamento de seus quadris. Ele a apertou contra a parede de mármore fresco.
Ela deslizou a mão por seu tórax, enrolando seus dedos no cabelo úmido encaracolados em seu tórax. Ele cheirava delicioso e ela arremessou sua língua para saboreá-lo. Sentiu seu mamilo contra a ponta de sua língua e ouviu seu gemido de prazer.
— A cama…? — ela esperançosamente perguntou.
— Nunca faríamos isto. — Ele mordiscou em seu pescoço. — Além disso — chupou sua pele em sua boca, lambendo com sua língua — a primeira vez que nós fizermos amor em uma cama, não será com Deus-sabe-quem escutando. — Sua respiração soprou seu pescoço deliciosamente. — Senhor, eu quero você.
— Você me tem. — Seu corpo queimado, a ânsia que a deixava quase incoerente. Ela sentiu a pressão convincente de suas mãos grandes em seus quadris, puxando-a mais firmemente contra sua ereção.
Tory conseguiu enganchar uma perna por trás dele, pressionando mais próximo para a junção dolorida de suas coxas, então girou seus quadris até que ele moveu suas mãos para agarrar suas nádegas.
Ele a ergueu, fixando-a contra a parede e ela embrulhou suas pernas ao redor de sua cintura. Com uma punhalada, ele entrou em sua disposta, molhada e quente vagina. Tory gemeu baixo em sua garganta quando suas punhaladas se tornaram mais intensas, o movimento de seus quadris deslizando ela entre a parede de mármore fresco e o calor ardente de seu corpo.
Ela fechou seus olhos quando o calor e pressão aumentaram. Marc esfregou seus cabelos do tórax contra seus mamilos, puxando gemidos torturados de Tory. Ela tentou apertar seus quadris mais íntimos, mas Marc diminuiu a velocidade de suas punhaladas até que ele estava apenas movendo-se.
— Lentamente, amada, lentamente. Eu quero que isto dure.
Tory estava além do limite. Usou seus calcanhares para impulsionar sua parte inferior e puxar com toda sua força, ondulando seus quadris até que os movimentos de seu corpo combinaram com o seu.
Finalmente as ondas insuportáveis de prazer cresceram. Com um grito, ela gozou. Um momento mais tarde, ele a seguiu.
Água deslizava continuamente contra suas costas, Marc lentamente a abaixou para seus pés e empurrou seus cabelos acima de seu ombro. Seu braço veio para sua cintura quando ele a ensaboou e ajudou a banha-se. Atordoada, ela debruçou sua cabeça contra seu tórax enquanto ele lavou a si mesmo.
Seus joelhos estavam fracos e seu coração batia forte, ela ainda não podia encontrar seus olhos quando ele a ajudou a sair do chuveiro e entregou-lhe uma toalha.
O vapor encheu o banheiro quando o chuveiro rugiu atrás da porta de vidro fechado. Marc tirou a toalha de sua mão e a secou depressa. Ele deslizou sua mão debaixo de seu queixo.
— Você está bem?
— Sim. — Mas ela sabia que nunca estaria bem novamente. Hoje só mostrou o quão diferente eles eram. Ela não iria nunca nem em um milhão de anos desejosos, ser capaz de se ajustar em sua vida. Ele certamente não ajustaria na sua.
Ela estava com medo em sua mente, mas sexualmente ciente dele o tempo todo. Um mero olhar, a fazia o querer. Ela amava o toque de suas mãos e boca. Amava o modo que ele brincava com seus cabelos. Amava o modo como seus olhos pálidos ficavam acesos quando ela o tocava.
Ela amava. Esse era o problema.
Marc Savin era um risco para sua saúde.
— Quando nós podemos partir? — Tory perguntou, mantendo a voz baixa sob o som da água embrulhando uma toalha em seu corpo e outra ao redor de sua cabeça.
Marc correu sua toalha em seus cabelos, usando suas mãos para puxar para trás e amarra-lo.
— Eu tenho que conseguir levar Lince para o helicóptero. — puxou suas calças e levantou sua camisa do chão. Ignorando as marcas da água, ele encolheu os ombros, a colocou e começou a abotoar. — Lembra-se? Eu tive que dizer a eles que desceria em duas horas. — Ele tomou seu relógio prendendo-o em seu pulso. — Isso dá mais ou menos quarenta minutos para você se organizar.
— Eu estou sempre organizada. — Tory disse, sentando na beirada da banheira. — O que você quer que eu faça?
— Eu vou tirar você primeiro. Entrar em contato com Ângelo para buscá-la, então volto para seu irmão.
— Alex tem que sair primeiro, Marc. Você sabe isto. Se eles continuarem o torturando, eu não sei mais quanto tempo ele pode se segurar. Por favor. Por favor leve Alex pra fora daqui primeiro. Eu ficarei até que você volte para me pegar.
Marc vestiu o casaco e olhou para ela. Seu rosto era selvagem quando ele segurou em seu rosto contundido com um toque gentil que fez seu coração doer.
— Porra, eu não vou deixar você aqui só. Agora mesmo você não é nada além de um fim para eles conseguirem um meio. O que pensa que eles farão com você quando decidirem que não é mais necessária para eles?
Muito assustada, Tory segurou seu braço.
— Eu vou com você. Eu ajudarei você com Alex…
— Tory— sua voz era gentil — você me disse que ele está muito machucado. Eu não posso cuidar dos dois ao mesmo tempo. Eu acabaria tendo todos morto. Você pode voltar para a gruta e esperar...
— Eu grudarei em você como uma cola. — ela implorou. — Eu farei tudo que você disser para eu fazer. Eu juro. Você pode me dar uma arma…
— Tory — Marc disse razoavelmente. — Eu vou ter que arrastar Alex para fora daqui em minhas costas, você sabe isto. Vai levar tudo que eu tenho para manter todos juntos e conseguir nossos rabos soprados deste inferno. Eu não posso cobrir suas costas ao mesmo tempo. Eu não sou o Super-homem, amada.
Sim, você é.
— Então leve Alex primeiro.
— Isto não está em debate. Eu não tenho tempo para discutir. Vamos.
Tanto quanto ela quis correr deste inferno, ela não podia fazer isto. Ela veio parar aqui para salvar seu irmão.
— Alex primeiro. — ela disse a ele, mantendo o tremor fora de sua voz com esforço supremo. Bílis subiu para sua garganta. — Vá. Quanto mais rápido você partir, mais rápido você voltará para me tirar daqui. Eles acham que nós acabamos de ter sexo selvagem e nós estamos dormindo. Ninguém vai entrar aqui até amanhã.
Ela rezou para ninguém entrar em seu quarto até depois dela e Marc partirem.
— Eu voltarei por você assim que Lince estiver seguro. — Ele esfregou sua mandíbula. — Se existisse qualquer outra forma, mudaria isto. Eu odeio como o inferno deixar você com aqueles animais por até cinco minutos — ele disse, sua voz sombria.
Ela teria que se contentar com isto. Ela soube que era a coisa sensata, prática. Mas estava apavorada com o que podia acontecer com ela estando ali só.
CAPÍTULO 12
Tory acordou com a luz do sol matutino fluindo pela janela. A toalha molhada deixada ao lado na cama e seus cabelos, ainda umedecido, estavam enrolado em volta dela. Depois que Marc a deixou tentou se sentar contra a cabeceira e esperar. Ela não quis adormecer, mas o quarto escuro, junto com cansaço e tensão de ontem, tomaram seu pedágio.
Alex se foi. Agradeça a Deus. Ele a deixou saber que estava seguro. O alívio que ela sentiu era como um relâmpago iluminando seu corpo e espírito. Tory não duvidou por um momento que logo Marc estaria a caminho de volta para ela.
Ela estaria pronta.
A princesa não possuía um par de calça jeans, pelo menos que Tory pudesse achar, então ela colocou um par de graciosas calças compridas de linho preto e uma camisa branca de estilo masculino ontem à noite depois que Marc se foi. Um par de sapatos de couro tinham sido chutados fora ao lado da cama e ela depressa os colocou em seus pés.
Ela quase saltou em pé quando a porta se abriu e ela girou para ver o malévolo olhar de Mario. Ele estava levando uma bandeja coberta.
— Café da manhã? Bom, eu estou morrendo de fome. — O simples pensamento de comida fez seu estômago ficar doente, mas sabia que devia parecer tão normal quanto possível. Ela pensou que tudo estava bem até que ela viu quem estava em pé atrás de Mario. Oh, Deus.
Ragno entrou e conduziu Samuel Hoag no quarto. Com um único olhar ao Aranha, Mario posou a bandeja, deixou o quarto e foi presumivelmente esperar do lado de fora.
— Você tem sido uma menina muito má, Senhorita Jones. — A voz maliciosa de Aranha viveria para sempre em seus pesadelos.
Tory sentiu o frio em seus ossos e o arrepio em seus braços quando ele moveu-se mais perto. Ele estava usando uma vez mais a loção pós-barba doce e enjoativa que fez náuseas em seu estômago. Ela engoliu a bile.
Marc se apresse.
— O que você quer dizer? — Fique calma, disse a si mesma. Basta manter a calma. Marc virá.
— Eu mencionei sua pequena escapadela com o Senhor Ian para meu outro convidado ontem à noite. — Ragno agitou sua cabeça, seu escalpo rosa brilhante debaixo de seus cabelos. — Ele não ficou contente.
Tory levantou suas sobrancelhas. Ela não estava bastante certa qual "outro" convidado ele estava se referindo. O outro homem com ele ou Alex? Ela ergueu uma sobrancelha como viu Marc fazer.
— Realmente?
Os dedos de Ragno apertaram no cano de prata da bengala que segurava em sua mão direita.
— De fato ele estava bastante furioso. — Ragno circulou o quarto, levantando o perfume empoeirado da mesa de vestir, erguendo isto para seu nariz e então derrubando.
O estribo parou seu movimento para trás. Eles estavam jogando Alex e Marc um contra o outro, pensando que eles eram ambos seus amantes. Tory não tinha a menor ideia de como se comportar. Mas desde que era claramente uma questão, ela tinha medo de piscar no caso dela perder algo.
Ela olhou para Ragno, próxima à mesa de vestir e de volta para Hoag na porta.
— Isso não me surpreende, ele é bastante…possessivo.
— Onde está ele, Senhorita Jones? — Ragno se aproximou. Ela se encolheu interiormente quando ele acariciou sua cabeça com o metal glacial do cano e abaixo por sua bochecha.
A batida do seu coração era acelerada, seus olhos secos, quando ela olhou fixamente no olhar vazio do homem.
— Onde está quem?
O cano de prata apertado contra sua maçã do rosto, duro.
— Seu antigo amante.
Desta vez ela sabia quem ele quis dizer: Alex.
— Eu não tenho absolutamente nenhuma ideia. Ele provavelmente não gostou de sua hospitalidade mais que eu. — No momento que as palavras bravas saíram de sua boca, Tory soube que cometeu um terrível engano.
Cristoph Ragno bateu o cano duro contra a maçã do seu rosto. Trouxe lágrimas aos seus olhos. Ela mordeu o interior de sua bochecha, afiando os lados.
Agarrando os cabelos amarrados em sua nuca, ele disse com voz mortal:
— Nós temos dois guardas mortos e outros três desejando estarem. — Ele a forçou o olhar e cravou fixamente em seus olhos apavorados. — Agora, onde estão eles, Senhorita Jones? — Samuel Hoag moveu-se da porta e se aproximou da cama para bloquear seu recuo. Ela tentou puxar os dedos de Ragno de seus cabelos.
— Eu… eu n... não sei.
O suor brilhava ao redor da boca de Ragno.
— Nós sabemos que ambos os homens são agentes, Senhorita Jones. Não quaisquer agentes, mas da T-FLAC, para ser preciso. Eles têm brincado com nossos negócios por anos. Enfiando seus narizes em coisas que não é nenhuma preocupação dos Estados Unidos. Eu vou pôr um fim sangrento para toda aquela organização de uma forma ou de outra.
Seus dedos cerrados em seus cabelos perto de seu escalpo em um estreito aperto.
— Eu começarei cortando a cabeça do T-FLAC. Levamos cinco anos para pegar um agente. O homem que nós seguramos todos estes meses não podia ser quebrado. Nós ainda não sabemos seu nome real. Se você não tivesse chegado naquelas semanas, nós teríamos o matado. Mas soubemos que você seria uma isca muito melhor, Senhorita Jones. Nós não tínhamos nenhuma ideia qual era a sua conexão, mas Samuel estava certo que nos teríamos alguns resultados se deixássemos você ir, e permitiu que você corresse choramingando de volta para os Estados Unidos. E Samuel estava, como sempre, bastante certo.
Oh não, ela pensou. Minha culpa.
— Tudo que você tem que fazer é dizer a nós qual é o Fantasma.
Sua boca estava seca.
— Agora, você pode fazer isto do modo fácil — ele torceu uma meada de seus cabelos ao redor seu pulso e deu um puxão excruciante — ou do modo duro. Eu posso assegurar a você, que de qualquer modo será satisfatório para mim. Agora eu devo admitir que eu sou mais, como devo colocar isto? Eu sou o mais físico de nós dois. Mas eu posso assegurar que você não apreciará os métodos de Samuel mais do que os meus. Você está me deixando sem paciência, Senhorita Jones. Considere esta sua última oportunidade para falar.
Isso era o que ela tinha medo. Tory lambeu os lábios secos.
— Eu não tenho nenhuma ideia do que você está falando. Eu não sei nada sobre espiões, pelo amor de Deus… eu juro, eu não sei do que você está falando.
Ela estava paralisada pelo terror quando percebeu que a menos que Marc estivesse atrás daquela porta fechada agora mesmo, ela estaria sozinha. Caindo aos pedaços e transformada em um trapo choramingante. Para o inferno com isto. De qualquer modo, ela iria ter que conseguir sair fora desta bagunça.
— Se você não soltar o meu cabelo neste minuto eu vou gritar até colocar esta pilha de pedra abaixo e todos os agente do governo de todos os países, de todo o planeta, virão e aniquilarão você! Existem pelo menos uma dúzia de pessoas que sabem exatamente onde eu estou e quem eu sou. Agora me deixe ir!
Ela gritou quando ele torceu seu braço atrás dela. Ele forçou seu braço mais alto e a dor era primorosa.
Tory deu coices instintivamente com seu gesso. O som do gesso conectando com seu rosto foi bloqueado fora por seu próprio grito agudo de agonia quando ele torceu sua mão impossivelmente mais alto contra suas costas. Uma gota magra de sangue escoava de seu nariz onde seu gesso conectou.
Oh, Deus. Tanta coisa para tomar iniciativa...
— Ela deve gostar de dor. — Ragno ligeiramente disse, tirando um lenço amassado e tocando de leve em seu nariz.
Ragno soltou seu braço tão de repente quanto ele agarrou. Pendurou inerte ao seu lado.
— Eu pergunto a você novamente, Senhorita Jones. Onde estão eles? E qual é o Fantasma?
Tory suspeitou que eles dariam a ela só o tempo para responder antes deles a matarem. Ela também estava certa que não seria rápido ou agradável.
— Você continua me perguntando as mesmas coisas. — ela disse, tentando soar calma. — A última vez que eu vi o Senhor Ian foi depois do jantar ontem à noite. Ele me deixou e eu não sei onde ele foi.
Seu braço chicoteou e o cano assobiou quando desceu através dela nas costas. Tory gritou.
Ela viu o braço balançar de volta novamente. Foi detida em pleno ar pela mão óssea de Samuel Hoag.
— Eu penso que a Senhorita Jones já teve o suficiente, meu amigo. Existem outros modos…. — Hoag severamente disse, olhando para ela. — Não há, minha querida?
Tory mediu a distância para a porta. Com força quase sobre-humana, ela desviou livre dos dois homens e correu para a porta. A manivela escapou de seu aperto suado quando ela sentiu uma mão atrás de sua camisa e foi arrastada fora de equilíbrio.
— Não! — Usando suas pernas, ela chutou Hoag quando ele a arrancou longe da porta e arrastou suas costas para o centro do quarto. Ele girou em torno dela e empurrando com força em seu peito, a jogou na cama.
Antes mesmo de ela bater na cama, já estava subindo para trás, parando só quando ela estava contra a cabeceira de cetim ornamentado.
— Não venha muito perto de mim.
Ela podia dizer pela ira assassina no rosto de Ragno que era um comando patético. Hoag o segurou de volta quando ele tentou bater novamente com o cano de prata. O som do cano batendo na cabeceira de cetim encheu o quarto. Pó revoou no ar iluminado pelo sol. Tory olhou fixamente para o reflexo de prata em sua cabeça quando veio mais perto e mais perto. Com sua boca seca, ela apertou sua espinha no tecido suave atrás dela, torcendo suas pernas fora de alcance. Era um total desperdiço de tempo, claro.
Marc. Ela chamou em silencio, freneticamente, quando Hoag abriu a porta e falou com Mario em rápido italiano, em seguida fechou-a, espalhando ainda mais pó no ar. Hoag sacudiu a cabeça para Ragno sair do caminho e acomodou ele mesmo no pé da cama. Tory, agora de joelhos, recuou ainda mais distante, tentando se fazer um objetivo menor.
— Meu amigo é um pouco zeloso em sua busca pela verdade, Senhorita Jones. — Sua voz era profunda e destituída de expressão. Tory tentou parar de tremer e olhar fixamente em seu rosto.
Atrás dele, Ragno impacientemente bateu o cano no tapete. Sua batida compassava com o som de seu coração.
— Existem caminhos para fazer uma prostituta como você falar, e eu a asseguro que nós usaremos todos eles até que você o faça. — Ele virou sua cabeça quando Mario voltou ao quarto, seguido por Giorgio. Hoag acenou para os dois homens. — A segure.
Quase catatônica com medo, Tory olhou de um lado para outro da cama. Ela não tinha nenhuma ideia do que eles estavam planejando, mas soube que seria ruim. Muito ruim.
Ela resistiu e chutou com toda sua força, mas eles conseguiram pega-la mesmo batendo os braços e pernas e a aplainou contra a cama, de braços abertos.
Hoag ergueu a caixa pequena que Mario trouxe para dentro na bandeja, extraindo uma seringa hipodérmica. Tory olhou fixamente com fascinação mórbida quando ele apertou a extremidade e um fio magro de líquido jorrou da ponta afiada.
Suas costas curvaram fora da cama quando veio em direção a ela. A agulha faiscava na luz solar dourada entrando pela janela.
Ela lambeu os lábios ressecados.
— Por favor. Oh por favor, não faça… — Seus olhos ficaram selvagens quando ele empurrou para cima a manga de sua camisa.
— Um pouco de fenobarbital, Senhorita Jones. Não vai doer muito. — Ela sentiu a primeira picada afiada da agulha debaixo de sua pele então um calor pungente subiu por suas veias. Sua vista nublou e seu pálpebras fecharam. Logo tudo ficou preto enquanto ela ouvia Ragno dizer:
— Porra, você deu demais, Samuel. Você deu-lhe muito...
*******
Marc sentia o pulsar na base de seu pescoço com dedos leves e teve que se manter constante. Estava muito escuro, mas ele não ousou ligar a lanterna. Sua pulsação era fraca mas estável.
— Graças a Deus. — Ele a agitou pelos ombros e ela gemeu. — Tory. Amada. — A urgência fez sua voz sair cortante como uma faca. — Acorde.
Ela não se moveu. Ele a agitou novamente. Mais duro agora, começando a entender que isto não era um sono comum. Eles tinham dez minutos, quinze, no máximo, antes dos sujos bandidos descobrirem os guardas inconscientes corredor abaixo.
Ele puxou seu corpo contra seu tórax, sua cabeça caiu para o ombro. Graças a Deus que eles a trouxeram até o calabouço. Ele conseguiu a achar depois de uma hora procurando em cima e então com a cooperação involuntária de um dos homens do Ragno a encontrou. Mas este local era certo como o inferno que se arrastava por um corredor sem fim do castelo imenso para conseguir sair.
Dali era uma rota bastante direta, em cima dos degraus da parte de trás e no corredor dianteiro. Ele queria infernalmente poder se assegurar que ela estava bem e precisava ter luz. Mais não tinha tempo para isto.
— Porra, Victoria, você me ouve? — ele exigiu ferozmente, empurrando-a em seu ombro e segurando-a em ambas as mãos. — Se você não acordar e mover seu rabo, nós estamos em sérios apuros.
Ela gemeu novamente, mexendo-se em seus braços. Sua cabeça moveu ao lado lentamente e ela choramingou, tentando se afastar.
— Marc? — Sua voz estava fraca, mas pelo menos estava consciente.
Ele a arrastou para seus pés e esperou um segundo enquanto ela conseguia equilíbrio.
— Em cima e em pé, amada. — Ela murchou contra ele. Marc a forçou a caminhar de um lado da cela pequena para o outro e então novamente, mantendo os ouvidos atentos para quaisquer barulhos lá fora.
Quando ela caminhou para trás e adiante uma dúzia de vezes, seu andar era mais fixo.
— Você sabe o que eles deram a você? — ele perguntou urgentemente quando soltou seu braço longe para ver se ela era capaz de segurar seu próprio corpo.
— Feno…
— barbital.
Ela hesitou, mas Marc manteve as mãos fora dela. Ele estava preparado e disposto a levá-la, mas se ela pudesse ir em seus próprios pés seria melhor.
— Mantenha a caminhada. Quanto tempo faz que eles deram isto para você? — Sua voz era severa na escuridão.
— Esta manhã, acho. Há quanto tempo foi isto?
— Muito tempo — Marc severamente disse. — As boas notícias são que deve estar quase fora de seu sistema agora. Mantenha a caminhada — ele vociferou, quando seus passos vacilaram. Ele ouviu o arrastar de seus pés sob as pedras quando voltou para a cama e jogou uma bolsa de lona no colchão.
— Já usou uma arma?
— Não.
— Bem, você está com sorte. Tempo para aprender uma nova habilidade. Venha aqui.
Quando ela chegou perto o suficiente, ele tomou sua mão e embrulhou isto em torno da arma com visão de laser automático. Ele apertou seus dedos acima dos seus quando ela tentou empurrar sua mão longe.
— Escute e escute bem, princesa. Nossas vidas dependem de você conseguir ajudar a si mesma. Agora, se concentre enquanto eu digo a você como usar isto.
Depois que ele estava certo que ela entendeu o básico, a puxou atrás dele e verificou o corredor. Tudo estava quieto.
Mantendo Tory em suas costas, Marc caminhou cuidadosamente em direção aos degraus. Se alguém viesse agora, eles estariam em um inferno. Não havia para onde ir. Os candeeiros de parede, espaçados a cada vinte pés, iluminava todo o comprimento do escuro corredor. Enquanto as numerosas sombras e entradas podiam escondê-los, podiam da mesma maneira esconder os homens do tango.
Ele olhou para Tory pelo canto do olho. Seu rosto estava totalmente branco e seus olhos escuros apavorados, mas ela estava em seus pés e em movimento. A automática pendurava de sua mão, longe de seu corpo como se ela pensasse que a maldita coisa a morderia.
Ele usou sua própria arma para inclinar o infravermelho para cima.
— Mantenha isto assim — ele disse severamente. Ela assentiu com a cabeça, segurando a arma mais firmemente entre ambas as mãos. O gesso maldito interferindo com o aperto, mas pelo menos parecia estar em um ângulo utilizável.
Os degraus adiante eram curvos e perigosos e ele fez sinal para ela ficar diretamente atrás dele quando ele continuou a subir. Se alguém decidisse descer, eles estariam em clara desvantagem.
Ele respirou de alívio quando viu a luz no nível superior.
Ainda movendo-se caladamente, acenou para ela o seguir quando se moveu contra a parede, rumando para a sala onde ele a tinha visto ontem à noite.
Finalmente alcançaram as portas duplas, abriu e acenou para ela mover-se atrás dele, então a fechou cuidadosamente. O quarto estava vazio e quieto. Moveu-se para a porta na outra extremidade.
Ele amaldiçoou. O palácio era enorme, com portas em todos os lugares e um milhão de lugares para se esconder. Infelizmente significava que existiam lugares para os sujeitos maus, também. A única saída era pela porta principal, se eles tivessem sorte o suficiente para passarem despercebidos. Ele incapacitou o detector de movimentos quando recebeu a informação de Lince, mas isso não significava que não havia algum guarda consciencioso lá fora.
Ele pensou sobre Lince no helicóptero, esperando por eles como um pato sentado. Como o filho de uma cadela pensava que ele podia voar na condição que se encontrava estava além de sua compreensão. Mas ele não partiria sem sua irmã.
Marc podia entender o sentimento.
Olhou por cima do ombro para ela. O lenço de seda que usou para amarrar seus cabelos deslizou, soltando as mechas longas, e seus olhos eram largos e assustados. Seu intestino apertou ao ver a mancha arroxeada em suas bochechas pálidas. Quando ela moveu o barril da arma de fogo em um entalhe e balançou seu queixo, ele quase sorriu.
Curvada mas não derrotada. Maldição, que mulher.
A admiração inchou seu tórax. Ele tocou a marca vermelha em sua bochecha com um dedo gentil enquanto seu coração ardia como uma brasa ardente pensando em assassinar. Ele iria apreciar matar aqueles bastardos. Apreciar todo fodido minuto disto.
— Vamos.
Era uma da manhã, a casa estava adormecida e a sala felizmente vazia. Ele ouviu o roças de seus sapatos atrás dele no mármore liso quando seus olhos esquadrinharam a vasta extensão aberta. As pesadas portas da frente estavam mais ou menos a quarenta metros à frente deles. Além estava a ponte levadiça, então os jardim formais e finalmente a liberdade.
Marc mergulhou a cabeça perto de sua orelha e sussurrou que eles iriam em diagonal para cortar uma chance através da porta. Era um risco calculado e foi até um desafio maior quando o odor de seus cabelos o distraiu por um segundo. Mantendo-se próximos as paredes daria a eles mais cobertura, mas também tomariam mais tempo e o tempo era essencial.
— Pronta para correr. — ela murmurou. Seus cabelos magníficos arrastando atrás dela, uma manga de sua camisa branca estava ainda empurrada para cima e Marc podia ver a contusão feita pela agulha. Uma névoa vermelha de fúria ameaçou cega-lo. Oh, sim. Ele iria apreciar como o inferno voltar para cuidar daqueles bastardos. Mas primeiro as coisas mais importantes.
Friccionando seus dentes, ele esquadrinhou o salão uma última vez. Agarrando o cotovelo de Tory, correu através do azulejo de mármore escorregadio. Ele a sentiu derrapar e brevemente a segurou para a equilibrar, então a arrastou atrás dele novamente. O calor emanava de seu corpo quando ela ficou mais próxima.
Eles alcançaram a porta e ele depressa deslizou seus parafusos. Eles gemeram e agitaram, mas a porta abriu. Depois que um rápido reconhecimento na noite ele foi primeiro.
Na frente deles havia um pátio imenso. Marc segurou suas costas com seu braço quando esquadrinhou o chão sombrio aberto entre eles, e o portão na parede distante.
No centro havia uma enorme fonte de três camadas. Não havia água jorrando dela e o luar brilhava fora do verde musgo e o limo das bacias. A cobertura da água corrente teria ajudado no silêncio de seu progresso, mas não era para ser.
As paredes altas rodeavam por três lados; as janelas escuras do castelo estavam em suas costas. As paredes como sombras profundas e ele tomou seu braço, puxando-a para os arbustos ao longo do castelo, mantendo-os nas sombras.
Ela seguia próxima a ele, parando quando ele parava, mantendo a mesma distância entre eles. Ele respirou mais fácil quando atravessaram o espaço desprotegido entre o castelo e a parede circundante. Seus pés aplainaram as ervas daninhas altas, fazendo um caminho pelo jardim enorme ao lado da parede. Eles estavam quase lá.
Ele não ousou tomar a chance que Ragno teve para posicionar vigia nas janelas. Tory o seguia, muda com exceção de sua respiração irregular.
Seu rosto era mortalmente pálido e listrado com sujeira, com mechas de cabelo grudados na sua umedecida pele pelo suor. Marc amaldiçoou caladamente e movimentou a cabeça em direção ao portão de pedestres ao lado da ponte levadiça que os levaria fora.
Ela ergueu a arma em suas mãos mais alto. Eles vieram para a pequena porta na parede que ele deixou destrancada quando entrou.
— Quase lá — ele disse debaixo de sua respiração, empurrando a porta e a puxando por trás dele. Era muito bom para ser verdade. Os homens do Aranha eram tão incompetente que não notaram que ela estava faltando? Marc olhou em seu relógio no luar, surpreendido que levou só dezesseis minutos para sair do calabouço, até fora das paredes.
A ponte levadiça medieval circundava o fosso, que era mais lama fedorenta que água. Persuadindo-a a mover-se mais rápido, ele acelerou através das madeiras em direção aos jardins e a cobertura das árvores.
Ele podia cheirar o podre fedor da água parada, seus pés nos pedregulho da calçada. Eles eram alvos claros fora ao ar livre. Mas não havia outra alternativa; eles tinham que fazer uma corrida por isto.
Ele parou por um momento para examinar seu ombro.
— Tory, escute aqui. Nós temos que correr duro para aquelas árvores. Se você ouvir qualquer coisa ignore e corra mais rápido. Eu estarei logo atrás de você.
— Certo. — No luar, seus olhos eram largos charcos apavorados.
Marc olhou para a arma pesada que ela segurava em seus braços. Considerou pegar de forma que ela pudesse correr mais rápido. Mas o fato era, se ela realmente tinha que usar isto ou não, se algo acontecesse com ele, ela iria pelo menos ter uma chance de se proteger. Ele empurrou a arma com lazer de visão mais firmemente em seu aperto.
— Lembra como usar isto?
Ela movimentou a cabeça
— Luz vermelha, atire.
— Vamos.
A lua, infelizmente, estava quase cheia e era tão brilhante quanto à luz do dia. Sua camisa branca era um alvo perfeito quando eles correram como o inferno em direção às árvores e os ruídos das pedras pequenas debaixo de seus pés soaram perigosamente alto. Assim que estavam debaixo de cobertura ele lhe daria sua camisa. Mas primeiros eles tinham que chegar lá.
A calçada de pedregulho que circulava o fosso era larga, sem proteção e eles tinham que a cruzar antes de poder chegar aos arbustos altos do gramado e a pequena floresta da propriedade.
Seus pés bateram na grama quando eles correram para a cobertura espessa das árvores. Um gemido agudo alertou Marc um segundo mais tarde da sua sorte acabar. A força da bala raspando sua fronte o fez cair de joelhos. A dor viria mais tarde. Ele ignorou isto.
Cambaleante em seus pés, ele sentiu o calor do sangue chocando-se com seus olhos. Tory parou, sua camisa branca ofuscante no luar à medida que ela virou.
Não. A escuridão obscureceu sua visão. Não.
— Hora de correr...
CAPÍTULO 13
Cascalhos voavam debaixo de pés correndo atrás deles. Jesus. Os sujeitos ruins estavam em seu encalço, perto de fecharem o cerco. Houve outro som quando uma bala passou zumbindo por eles e rasgou a grama.
— Consiga o inferno fora daqui! — ele gritou, quando o ar próximo a sua cabeça separou por outra bala.
Ele passou seu antebraço em seu rosto ensanguentado para limpar sua visão. Melhorou parcialmente. Olhando por cima do ombro ele viu um flash, segundos mais tarde uma barragem de fogo veio da ponte levadiça. De alguma maneira ele conseguiu arrastar Tory debaixo de um braço, metade arrastando, metade a levando, torcendo para pulverizar a área atrás deles com uma explosão violenta de sua Uzi.
Uma silhueta preta caiu sobre a ponte levadiça. O salpico abafado de um corpo batendo na água barrenta foi suprimido quando nova rodada de balas ricocheteava perto de seus pés. Grama e sujeira pulverizaram quando Marc empurrou Tory adiante, seu braço a propulsando quando revidou o fogo.
— Vá, pelo amor de Deus. — Ele a arrastou acima quando ela tropeçou na sujeira suave e empurrou-o duro.
— Eu não vou sem você.
A mulher tola voltou e esperou por ele enquanto Marc cambaleava em direção a ela, sangue gotejando em seu olho. Ele pegou em seu gesso e a arrastou tão rápido quanto podia ir.
Uma centena de metros.
Oitenta metros.
Cinquenta metros.
— Vá. Vá. Vá.
O gramado uma vez bem cuidado voava quando balas zumbiam muito próximo para seu conforto. Ele quase tropeçou em uma caixa de madeira coberta, mas continuou empurrando e puxando Tory a mantendo lado a lado.
As árvores balançavam ligeiramente na brisa, galhos escuros acenando quando ele sentiu uma picada na perna. Então, vinte metros adiante, sua perna dobrou debaixo dele e ele caiu por terra.
Maldição. Os filhos de cadelas estavam na frente como também atrás deles. Virou-se e manobrou o melhor que pode por seus cotovelos, apontou a Uzi e uma explosão de luz e disparos saiu. Houve um grito e uma pancada quando alguém mordeu o pó.
A Uzi servia para outros sessenta e quatro círculos de três tiros, com a segunda revisão soldada para a primeira, na quantidade de sujeitos ruins que estavam vindo ele estaria sem munição bem antes deles.
Novamente ele pulverizou fogo na cobertura das árvores à frente dele. Ganhou segundos preciosos para Tory quando o tiroteio parou por um momento.
Cambaleante em seus pés, Marc estava em movimento, apontando sua arma em um arco enquanto corria em zigue zague. Ele tinha que conseguir sair do alcance deles e o inferno longe daqui.
Tudo que ele podia ver de Tory adiante era sua maldita camisa branca através dos galhos. Enquanto corria ele arrastou sua camiseta preta acima de sua cabeça. O ar da noite parecia bom quando esfriou o suor em seu corpo. Ele não podia sentir o ferimento em sua perna, mas se ele era capaz de colocar seu peso nela, não estava quebrada. Isto é tudo que importava agora. Conseguir se mover.
Ele a puxou atrás da cobertura dos arbustos. O odor pesado de gardênias penetrou o ar quando ele deu sua camiseta úmida. Ele piscou longe o escurecimento de sua vista, fazendo um rápido esquadrinhar para se certificar que ela não tinha sido atingida.
— Coloque isto e faça rápido.
Sua respiração era um sussurro agitado. Ele podia ouvir os bandidos se debatendo nas árvores a cem metros de distancia. Longe, mais não o suficiente. Estava misericordiosamente escuro, as árvores altas e arbustos ornamentais escondendo-os. Mas por quanto tempo?
Tory puxou sua camiseta acima de sua cabeça, então deu a ele um horrorizado olhar.
— Você está ferido! — Sua mão fresca moveu acima de seu rosto, como se pudesse consertá-lo com as pontas dos dedos. — Oh, Deus, Marc. Você está sangrando.
— Sim, ferimentos de bala têm uma tendência a fazer isto. — Ele cavou em seu bolso e então agarrou seu pulso quando ela tentou usar a bainha da camisa para estancar o sangue. — Aqui. É a chave de ignição de uma Vespa estacionada fora da estrada principal lá em cima. Vá.
Com um empurrão de sua cabeça ele indicou a direção pelas árvores.
— A vespa está atrás do celeiro. Dirija para onde te peguei no caminhão e consiga ir para a gruta. Não há nenhum modo de nós podermos chegar ao helicóptero agora. Alex está esperando por meu sinal. Ele buscará você.
— Eu não vou sem você.
— Você vai fazer o que eu digo! Mova sua bunda fora daqui. Agora! — A queda de galhos pequenos calou suas palavras sussurradas quando homens correram perto do seu esconderijo. Marc pôs sua mão na boca de Tory quando ela começou a protestar.
Mas ela agitou sua cabeça, seus olhos enormes sob sua mão. Ela não estava partindo sem ele.
Quando o barulho se afastou, ele soltou sua mão e furiosamente disse:
— Você não é nenhuma maldita heroína. Você vai se matar se ficar.
Ela vacilou, mas respondeu de modo claro:
— Então nós vamos junto. Eu não vou. Esqueça esta ideia.
Marc pensou depressa e pôs um tom zombador em sua voz.
— Só porque eu desvirginei você, não lhe dou o direito de rondar ao meu redor como uma maldita sanguessuga. Tenha algum orgulho, Victoria. Eu só quis seu corpo, não toda uma vida de compromisso. — Ele ouviu o silvo agudo de sua respiração e empurrou mais duro. — Pelo menos Krista era treinada. Ela teria sido de alguma ajuda. — Ele desejou que ela não o olhasse assim virou seu rosto para as árvores. — Quando eu quiser uma mulher, estou certo como o inferno que não será uma tímida contadora. — Ele olhou diretamente em seus olhos. — Caia fora, princesa. Seu irmão está esperando por você e eu tenho coisas para fazer.
Ignorando os seus olhos estreitados e seu queixo inclinado, Marc afastou-se dela, rastejando mais profundo nas árvores sem olhar para trás. Deixando um caminho de potência de fogo quando começou a correr, ele estava chamando atenção para si mesmo. Longe de Tory.
Neste momento ele foi tragado pelo mato denso. Continuou tão rápido quanto sua perna permitiu até que estava certo que estava o suficiente longe dela. Ele se debruçou de volta, usando um tronco de árvore para descansar sua perna por um momento, apelando para Deus para ela descobrir onde inferno a Vespa estava.
Ele sabia que a única maneira de afastá-la das balas era chamar a atenção para si mesmo. Encontra-los. Disparou na direção do palácio, colidindo na vegetação rasteira, fazendo suficiente barulho para um homem surdo o seguir. Ele não teve que esperar muito.
Mario veio ao redor de um tronco de árvore, seus olhos correndo de um lado para o outro, um fuzil AK-47 embalado em seus braços como um bebê. Marc aproveitou sua distração e ficou em pé. A surpresa de Mario ao vê-lo na clareira deu-lhe o tempo necessário. Balançando sua perna para cima em um arco, o lado de sua bota bateu no rifle, enviando-o dando cambalhotas nos arbustos.
As mãos de Mario estavam agora livres e ele tentou aplicar um saco no rosto de Marc. Ele evitou, trazendo a coronha de sua Uzi em cima e bateu contra o rosto do homem. Mario gritou de dor, seus olhos ferozes quando ele foi novamente para cima de Marc.
O golpe caiu na testa de Marc, exatamente onde a bala o atingiu. Maldição. Marc explodiu, bloqueou os outros golpes do homem e o golpeou, deixou seu cotovelo ir para a garganta, o punho acertou seu intestino. Ele balançou em sua perna novamente, mas o ferimento de bala fez seu arco muito baixo e ele bateu no ombro de Mario.
Mario cambaleou para atrás, sangue despejando de seu nariz. Ele procurou freneticamente por ajuda. Não existia nenhuma. Marc deu a ele um empurrão com a coronha da Uzi.
— Como é parecer impotente, seu pedaço inútil de merda? — Marc o esmurrou no plexo solar. — Isto é por tocar em Tory. — Ele balançou novamente, batendo ao lado da cabeça do homem.
Finalmente ele soltou Mario com um direto maligno em sua mandíbula. O som do osso esmagado foi extremamente gratificante. Mario ficou imóvel e Marc usou de volta sua mão livre para eliminar o sangue de seus olhos. Ele estava começando a se sentir muito melhor. Sua adrenalina estava bombando, ele até não notou o sangue em seu rosto e sua perna estava entorpecida. Um abaixo e...
— Solte sua arma, Senhor Ian. Ou eu deveria dizer Fantasma?
O coração de Marc saltou na metade de uma batida, então ele obedientemente soltou a Uzi quando Ragno emergiu das árvores, flanqueado por Giorgio e outro homem. Ragno segurava uma magnum 45 semi-automática, não era páreo para a Uzi, mas ela estava no chão a seus pés. Dois capangas de Ragno seguravam AK-47 e apontavam em seu tórax nu.
Ele pensou que Tory precisava de outros dez minutos para cair fora. Trocou seu peso fora de sua perna ruim e esperou, olhando enganosamente relaxado. Quando Ragno gritou para o resto dos homens, Marc relaxou até mais. Agora mesmo, tudo que ele podia fazer era esperar.
— Você provou ser uma grande inconveniência para minha operação por muitos anos. — Ragno disse friamente. As pontas de suas orelhas sobressaindo eram rosa, e seu uniforme de serviço do Exército dos Estados Unidos ridiculamente fora de lugar em sua armação vultosa. — Eu devia atirar em você onde você está.
Bom saber que apesar de quase três anos de aposentadoria ainda sentiam falta dele. Marc encolheu os ombros.
— É isto que eu faria se a situação fosse ao contrario.
— Você é muito convencido para um homem que bem poderia sangrar até a morte. — Ragno continuou friamente. — Mova-se para lá. — Ele indicou uma árvore robusta. Marc arrastou sua perna na direção indicada.
A que distância ela tinha chegado? Ela achou a Vespa? Ela estava agora a caminho de Lince e em segurança? Cristo, ele esperou. Porque a alternativa não aguentou contemplar.
— Prenda-o. — Ragno puxou um pano fora do bolso de seu peito e passou por seu rosto enquanto assistia seus homens desapaixonadamente. — Teste os nós para ter certeza que ele não pode se soltar.
Dois homens, usando um fio fino, amarraram suas mãos e pés e permaneceram em atenção em ambos os lados dele. Marc debruçou contra a casca da arvore e testou a força de seus laços. Apertado e eficiente. Merda. Sua visão era problemática. Agora que ele estava parado o sangue escorria por seu olho e ele suspeitou que estivesse invadindo sua vista.
Maldição e maldição dupla.
— Antes de matar você lentamente, Fantasma, você dirá para mim quantos de seus agentes sabem de seu paradeiro. — Ragno moveu-se mais próximo agora que Marc estava amarrado, ainda flanqueado por seu pequeno exército.
— Agentes? — Marc zombou. — Eu não sei o que você quer dizer, velho amigo.
Em um aceno da cabeça de Ragno, um punho caiu sobre o rosto de Marc, estalando sua cabeça para trás. A dor cortou por seu estômago quando uma serie de golpes caiu sobre suas costelas um par de vezes, então em seu rosto. Sim, o sujeito era definitivamente um profissional.
— O que aconteceu com seu amigo, aquele que você levou? — Marc administrou.
— Eu farei as perguntas.
— Tenha nisto. Eu estou um pouco amarrado agora, então meu tempo é todo seu.
Os olhos de Ragno brilhavam.
— Você é um tolo insolente. Responda-me. — Ele movimentou a cabeça para o guarda a esquerda de Marc. O homem usou sua força total para esmurrá-lo no plexo solar. Nada como uma divisão equitativa de trabalho. A respiração trabalhava fora de seus pulmões e ele afundou contra a árvore.
— Eu gosto de jogos, Fantasma. Muito. — A respiração de Ragno fedia quando ele empurrou seu rosto perto de Marc. — Mas eu prefiro muito mais jogar com minhas próprias regras. Nós apreciamos brincar com sua mulher relaxada esta manhã. — Ele acariciou o lado de seu suado rosto com seu lenço e sorriu. — Ela é bastante mal-humorada, não é? — Um movimento de sua cabeça e o guarda a sua direita esmurrou Marc novamente. — Ela transará com alguém.
Com esforço, Marc manteve sua expressão suave. Ragno retornou a sua pergunta original.
— Quantos de sua equipe sabem de nosso paradeiro?
— Dizer quantas pessoas sabem e como eficazmente irão eliminar você e seu grupo? — Marc conseguiu apertar seu corpo contra a árvore, quando olhou para Ragno desdenhosamente. — Você por um momento não pensa que eu entrei só, não é?
— Nós os acharemos e eliminaremos todos.
— Você e que exército? — Marc zombou, piscando pelas lanternas em seu rosto. Onde inferno estava Tory? Segura? Ele se esforçou para ouvir o barulho da vespa. Além do vento arrepiando a respiração desigual do Aranha e das copas de árvore, a floresta estava muda.
Ragno se aproximou mais ainda e Marc enrugou seu nariz com seu fedor. Cristo, este asno nunca tomou banho?
— Eu tenho um exército — Ragno disse presunçosamente, dedilhando o colarinho de seu uniforme.
— Sim, o Exército da Salvação. Cai na real. O que você vai fazer? Conversar conosco sobre a morte?
Ragno bateu a cabeça de Marc de volta na árvore.
Escondida nas árvores, Tory estremeceu. Tudo que ela podia ver era a parte de trás da cabeça de Marc quando ele bateu de lado. Mas ela podia ver o rosto e o torso de Cristoph Ragno bem claramente.
O suor caiu em seus olhos e ela usou seu braço bom para limpar seu rosto. Os sons das vozes dos homens estavam quase obliterados pelo trovejar de seu coração. Sua mão, em torno da arma, sentia-se escorregadia e trêmula. Oh, Deus, ela podia fazer isto?
Não dando a si tempo para pensar, chegou mais perto. Algo estalou debaixo de seu pé e ela congelou, seu coração em sua boca. Ninguém pareceu notar. Estava tão perto quando ousou. Se ela estendesse seu braço podia ter tocado o ombro de Marc. A arma de repente pareceu pesar uma tonelada. O que ela sabia sobre armas, pelo amor de Deus? E se ela atirasse em Marc por engano? Os "ses" zumbiram por sua cabeça, mas só por um segundo. Krista teria feito isto sem piscar um olho.
Cuidadosamente Tory firmou a arma em sua mão esquerda, usando o gesso como equilíbrio, da mesma maneira que Marc mostrou. Ela ligou o laser e apontou. Um ponto vermelho, do tamanho de uma moeda de dez centavos, oscilou no ombro de Ragno. Então rastejou, muito, muito lentamente. Através de seu tórax, seu colarinho, sua garganta e então pausou. Tory prendeu a respiração tentando segurar a arma.
Como o homem não podia ver a luz vermelha da arma? Tory moveu a luz vermelha até o suor brilhando no pescoço de Ragno, em cima e alinhando entre seus olhos. Por um momento ela hesitou…
Então apertou o gatilho.
Um segundo mais tarde ela ouviu o pop. Então houve pandemônio. Ela se recusou a olhar quando correu para a cobertura das árvores, brandindo sua arma.
Ela ouviu de Marc:
— Maldição quente!
Mas não podia olhar para ele. De repente tranquila, ela ergueu a arma nas mãos fixas e fez um arco lento com o barril.
Marc esfregou seu rosto em seu ombro quando Victoria veio através das árvores. Os homens estavam estupefatos, assistindo a pequena mulher compassar com a arma na clareira. Seus cabelos balançavam de modo selvagem ao redor ela, as mangas da blusa de seda branca esticavam abaixo das mangas pequenas de sua camiseta preta e havia um rasgo no joelho de sua calça comprida preta.
Ela parecia magnífica.
Ela parecia furiosa.
— Soltem suas armas — ela estalou, a mudança de ponto infravermelho de um até o outro.
O coração de Marc fez um tango em seu tórax. Inferno. Eles a matariam antes dela poder puxar outra respiração. Puxando em suas amarras ele rezou mais duro que ele já rezou em sua vida. Mulher louca, que diabo ela pensou que estes sujeitos fariam? Obedecer a ela?
Claramente surpreendidos por seu aparecimento desordenado, um braço em um gesso, contusões e dilacerações em seu rosto, os homens levaram um segundo para apontar suas armas nela. O som de uma bala sendo dividido em seções soou incrivelmente alto. O homem hesitou. Provavelmente nunca atirou em uma mulher quase a queima roupa antes.
Sua vacilação custou a ele. Porque Tory não hesitou. Ela puxou o gatilho. Sua bala atingiu o homem na parte carnosa de sua coxa e ele afundou gritando, tentando deter o forte fluxo de sangue com ambas as mãos.
Todo vestígio de cor drenou do rosto de Tory, mas ela olhou fixamente aos outros.
— Joguem suas armas aqui.
— Joguem. — Marc quase engasgou.
Para seu assombro, eles obedeceram, lançando suas armas em direção de Tory sem infortúnio. Marc franziu a testa, que doía como o inferno. Para estes bandidos serem tão complacente significava que eles tinham respaldo. Em algum lugar. Seus olhos chamejaram para as árvores circundantes, mas ele não viu uma vigia na vegetação rasteira. Não significava que não existia um.
Ele se preparou para o tiro, até mesmo enquanto trabalhava em seus nós.
— Fiquem todos juntos. — Tory disse a eles, seu tom duro e sem tolices. — Bom. Agora tirem suas calças. — No caso deles não entenderem, ela acenou com sua mão livre. Depois que uns pouco segundos eles concordaram mas, homem, eles estavam infelizes. Marc mordeu de volta um sorriso.
Ele não pensou por um momento que estes sujeitos machistas iriam a deixar cair fora com isto, mas por um momento foi condenadamente engraçado ver esta mulher delicada retardando uma quadrilha de bandidos.
Os homens desafivelaram os cintos e baixaram os zíperes, então deixaram cair suas calças. Não era uma bonita visão, mas uma que serviu.
— Agora todo mundo com o rosto para baixo, exceto você. — Tory usou o cano da arma para indicar o homem mais próximo de Marc. — Agora.
Os homens caíram para o chão.
Mantendo sua atenção nos homens deitados rostos abaixo na sujeira, Tory empurrou seu queixo para o sujeito em pé ao lado dele. — Desate-o.
Quando sentiu o arame soltar, Marc trouxe as mãos na frente dele, roçando seus pulsos. O homem curvado para livrar seus pés. Assim que os laços estavam soltos, Marc o excluiu com sua perna boa. O homem se sacudiu ao lado e ficou imóvel no chão próximo a seu chefe morto.
Tory não desligou a arma e o ponto vermelho fez um alvo pequeno no tórax do homem.
— Ele está inconsciente, amada. Não se preocupe sobre este aqui.
Marc pegou um movimento fora do canto de seu olho quando alguém tentou se levantar.
— Victoria! Esquerda!
Ela levantou a arma de fogo e alfinetou o outro homem no lugar. Ele soltou a pistola.
— Se apresse. — Ela verbalizou. Marc notou o tremor em suas mãos e esperou que os homens não notassem. Ele andou acima do homem inconsciente, sua perna entorpecida, mas ele estava certo como o inferno que não iria esperar ao redor para Tory ser atacada por sete homens. Mancando, ele veio depressa para seu lado e a aliviou da arma.
— Tirem. — ele ordenou aos homens no chão. Por muito que gostaria de terminar o trabalho ele mesmo, não tinha tempo. Tinha que levar Victoria para a segurança enquanto ele ainda podia. Até agora Lince teria chamado o detalhe de lixo. Eles removeriam os prisioneiros e os interrogariam mais tarde. No momento, seu trabalho era conseguir tira-los seguros desse inferno.
Eles olharam para ele inexpressivamente.
— Fiquem desnudos, cavalheiros, e não se importem com a senhora. — Acima de seu ombro ele severamente disse — Ache a Uzi que eu soltei ali atrás. — Ele achou que sua perna maldita estava paralisada. Ele podia perceber sangue morno vazando do ferimento.
Ela voltou quando o último homem tirava sua roupa íntima. Evitou seus olhos quando Marc disse:
— Para o chão. — Eles todos caíram de rosto na sujeira — Agarre seus cintos e comece a amarrá-los.
Ele sabia que precisava fazê-la estar em movimento, para que ela não tivesse tempo para pensar sobre o que tinha acabado de fazer. Ela estava branca e seus olhos eram vítreos. Choque. Mas fez como ele disse, amarrando-os com cintos e cadarços de sapatos. Ele lhe deu nota máxima quando ela amarrou suas mãos e pés de forma que suas pernas ficaram curvadas em um ângulo antinatural, apontando em suas cabeças.
— Você está indo bem. — Ele iria desmaiar logo e resistiu com tudo que podia. Ela tinha chegado tão longe. Ele precisava pelo menos a ver em segurança na gruta.
Ele deu aos sete homens mais um olhar, avaliando suas chances de se libertar e tomou seu braço.
Depois que alguns metros ele soube que não havia nenhum modo dele sair de lá em seus próprios pés. Perdeu sangue demais, sua vista estava quase inútil e sua perna não sustentava seu peso. Ele parou para se debruçar contra uma árvore.
— Princesa, você tem que chegar à gruta e encontrar-se com Lince. Diga a ele onde eu estou e ele enviará alguém de volta para mim quando você estiver segura.
Ela não se aborreceu em falar nada; só empurrou seu ombro debaixo de seu braço e segurou firmemente a mão oscilante sobre seus seios, forçando-o a caminhar. A floresta não era espessa; era mais ornamental que selvagem. Mas a ida estava ainda áspera. O matagal espesso crescia entre as árvores e o caminho era obliterado por anos de escombros, folhas e galhos caídos.
Podiam ter sido horas, mas era provavelmente não mais do que quarenta minutos quando Victoria diminuiu a velocidade de seu passo. Eles tinham chegado à estrada.
Marc estava torturado pelo fato que ela praticamente o levou até ali. Ele podia sentir o suor lavando suas roupas em sua esbelta figura.
Tory respirou trabalhoso quando falou:
— Eu conseguirei… a Vespa. — Ela o moveu de debaixo de seu braço e o colocou contra o lado de um trator enferrujado que tinha sido abandonado no lado da estrada. — Eu já volto.
— Tory… — Mas ela não teve tempo para escutar o que ele teve que dizer. Com todos os músculos em seu corpo queimando, ela não quis pausar o tempo suficiente para pensar. Se ela pausasse por um segundo, estaria perdida. Suas pernas moveram-se mais rápido quando ela virou o celeiro e viu a vespa, parcialmente escondida.
Marc lançou sua perna boa acima da parte de trás do assento quando Victoria parou ao seu lado.
— Vá. — ele disse laconicamente, colocando suas mãos na frente dela para se agarrar a algo.
Ela foi. A vespa não foi a mais de trinta e cinco quilômetros por hora, mas estavam movendo-se na direção certa e esperava que tivesse tempo suficiente para uma fuga limpa.
Tory angulou seu corpo para fazer uma curva. Isto era suicídio e ela soube. Estava montando a vespa instável com um descuido total para sua segurança. O espelho retrovisor não mostrou nenhum farol. Mas isso podia ser tão temporário quanto a próxima curva.
— Mantenha isto estável. — Marc advertiu, suas mãos segurando firmemente em seus quadris.
O vento em seu rosto encheu seus olhos de água, mas ela se concentrou em manter eles verticais. O barulho do pequeno motor era tão alto. Ela quis olhar atrás e ver se eles estavam sendo seguidos, mas não ousou.
A lua saiu por detrás das nuvens. Era quase tão brilhante quanto a luz do dia quanto eles contornaram a parede fora de Pavina, encabeçando em direção à praia e a gruta. As rodas estreitas escorregavam nos paralelepípedos depois de sair da estrada asfaltada.
A Vespa era impossível de predizer em estradas de pedregulho áspero. A última vez que Tory tentou montar uma, foi em sua primeira visita em Marezzo. Aquele tempo ela viajou em uns tranquilos dez quilômetros por hora, ignorando os motoristas impacientes que buzinaram atrás dela. Agora ela empurrou o pequeno veiculo tão rápido quanto podia.
Ela sentiu o corpo de Marc vacilar, e estava apavorada que ele caísse. Ela quase chorou com alívio quando seus braços apertaram ao redor dela e tomou a estrada de sujeira em direção aos precipícios, pulverizando pedregulho e pó.
O veiculo parou em uma chuva de areia no momento que ela sentiu seu corpo deslizando ao lado. Ela conseguiu balançar seu braço para trás, sustentando-o enquanto ela chutou o pé abaixo.
Usando seu corpo para escorá-lo em cima ela conseguiu balançar suas pernas fora da Vespa e olhou para ele.
— Marc! Marc levante-se. Nós temos que entrar na gruta assim você pode chamar Alex. Marc? — Sua cabeça refestelada em seu tórax. Ela empurrou. — Marc, por favor. Você tem que acordar.
Olhando nervosamente por cima do ombro, ela viu as luzes de um carro descendo a estrada principal em direção a eles. Então olhou para a praia. A maré estava baixa, a areia brilhava no luar úmido e o oceano estava brilhante.
Tory esquadrinhou o horizonte em busca do helicóptero e Alex. O céu estava vazio. Ela mordeu seu lábio. Ela deveria esperar na praia? Ou Marc e Alex inventaram alguma brilhante fuga que eles esqueceram de compartilhar com ela?
— Marc, acorde!
Seus olhos abriram quando ele olhou fixamente para ela e então agitou sua cabeça.
— Perdi muito sangue. Vá!
— Oh, cale-se! — Tory mordeu seu lábio. Eles moveram-se devagar praia abaixo, seus braços debaixo dos seus quando ela o guiou por um caminho irregular abaixo na dura e encorpada areia.
Ela tinha que assumir o risco de serem descobertos ficando perto da linha da água onde a areia era mais firme. Mais próximo ao precipício estava bem seco e cheio de pedras.
Seus braços doíam, como também sua mandíbula de friccionar seus dentes, mas eles finalmente conseguiram chegar a base da gruta. Examinando seu ombro ela viu que as ondas lavaram os caminhos de pneu. Agora tudo que ela tinha que fazer era conseguir levar Marc acima do penhasco pelas pedras e pedregulho para o topo. Era só trinta metros ou mais. Ela podia fazer isto. Ela tinha que fazer.
Não foi tão ruim como ela esperava. Ele estava consciente o suficiente para ajudar, embora às vezes levava um beliscão ou palavras severas para o fazer se mover. Era lento e torturante mas eles finalmente se arrastaram na boca da caverna.
Caindo ao lado de Marc, ela lutou para conseguir ar em seus pulmões. Suor em seus olhos, mas ela não tinha tempo para isto agora.
Ela se sentou e o agitou.
— Rasteje até onde os banheiros estão. — ela instruiu. Ela nunca conseguiria o mover até o acampamento e não quis ficar presa lá se eles fossem achados. — Você me ouve Marc? Rasteje…
— Eu ouço você, General. — Marc lutou para se sentar, um sorriso inclinado para um lado clareando seu rosto branco. — Você é um inferno de uma mulher, sabe disso?
Como Krista?
— Como nós conseguiremos pegar Alex?
— Feito. Eu chamei-o de volta antes de buscar você. Se…nós não voltarmos no local combinado, ele nos procurará por aqui. — Sua voz enfraqueceu e seus olhos fecharam.
Tory o empurrou duro.
— Eu estou acordado. — Ele não soou como estivesse, mas sua voz era forte o suficiente para ela saber que ele não ia desmaiar durante algum tempo. — Precisa…conseguir…vespa…. — Ele lambeu seus lábios secos quando descansou sua cabeça contra a parede de pedra. No luar seu rosto era um doentio cinza.
— O que?
— Eles... a Vespa. Lua muito…brilhante.
Ela deu um gemido silencioso.
— Eu já volto.
O veiculo estava ao lado da base das rochas. Tory olhou para ele e para o lado do precipício e abaixo novamente, agitando sua cabeça. Tinha sido quase impossível empurrar e levar Marc em cima naquele declive íngreme. Como na Terra ela iria puxar a Vespa lá em cima?
Ela procurou para um bom lugar, mas não existia um. As pedras e pedregulhos eram grandes, mas eles eram muito fechados. Então ela arrastou o veiculo acima dos pedregulhos, arquejando e lutando em sua respiração e mentalmente usando todo os palavrões que ela ouviu Marc usar quando ela não queria fazer algo.
Ela puxou os últimos poucos metros e afundou para o chão, sua cabeça em seus joelhos. Teria sido bom ter um descanso, mas infelizmente não havia tempo. Marc estava lá e ela precisava verificar o ferimento em sua perna. Só Deus sabia quando a próxima ronda viria por eles.
Quando ela empurrou a Vespa abaixo no corredor rochoso em direção ao lago, rezou para Alex chegar com ajuda logo. Marc tinha acertado mais ou menos numa coisa: ela não era nenhuma heroína. Seu irmão não podia chegar rápido o bastante.
Empurrando mais rápido, ela teve as rodas da Vespa na alcova e a colocou próxima a uma saliência na rocha longe da vista da entrada.
Marc escorou contra a parede oposta ao lago.
— Senhora, eu tenho que dizer que eu teria você em meu apoio qualquer dia da semana. — Sua voz soada mais forte mas ela ignorou o elogio inútil. Se estar ao lado dele significava ele levar um tiro, ela deixaria passar, muito obrigada.
— Eu vou pegar o kit de primeiros socorros. Há qualquer outra coisa que você precise do acampamento? — Ela não gostou da cor cinza de sua pele.
Ele fechou seus olhos em seu tom militante e se debruçou contra a parede.
— Traga o pacote.
O acampamento estava exatamente como eles deixaram. Tory empacotou ambos os cobertores de sobrevivência no pacote e procurou ver se qualquer outra coisa podia ser útil. Os fósforos estavam ao lado do fogão de propano e ela os empurrou em seu bolso, então levantou o pacote pesado, atirando em seu ombro.
Marc parecia ligeiramente melhor quando ela retornou.
Ela enrugou seu nariz quando ele mastigou um par de comprimidos a seco, a garrafa da água e xícara estavam no acampamento. Sua perna estava uma bagunça; o sangue secou e colou a calça em sua pele.
— Está sangrando muito, Marc.
Os lábios de Marc estavam brancos.
— Só ponha uma bandagem com pressão para diminuir a velocidade da hemorragia… Shh!
Houve uma raspadura, como se um sapato tivesse escorregado acima na pedra. Ela e Marc congelaram, então Tory rastejou caladamente para a abertura na caverna principal. Ela olhou acima de seu ombro e levantou quatro dedos.
Quatro homens.
Marc xingou, apertando seu cinto ao redor de sua coxa e acenou para ela ficar onde estava. Ela assistiu os homens se separar circulando o lago.
Quando ela voltou, Marc estava mancando e fazendo algo no lado da vespa. Por um momento histérico ela pensou que ele iria montar a coisa precipício abaixo.
Ele puxou o cilindro de gás fora do A.L.I.C.E.
— O que você está fazendo? — ela sussurrou.
— Nós vamos despejar isto no lago. — Ele ergueu a lata de reposição e indicou o veiculo.
— Leve até a água.
Tory moveu a Vespa fora de seu lugar e abaixou tão rente quanto podia entre os arbustos e samambaias. Marc a seguia para a extremidade do lago.
Marc desparafusou o tanque e cuidadosamente despejou a gasolina na água.
— Tire suas calças e sapatos. — ele sussurrou, sua mão em sua braguilha abotoada. — Deixe a camiseta. — Sua calça jeans caiu para o chão arenoso um momento antes de a sua seguir.
A cabeça de Marc desapareceu em torno da extremidade de pedra em frente ao lago. Vendo a parte de trás de sua perna, fez a bílis subir em sua garganta. A bala passou todo o caminho. Ela evitou olhar para a bagunça ensanguentada. Abaixando por trás dele, posou sua mão em seu ombro morno, nu.
Um dos homens descobriu o acampamento. Ele chamou os outros e todos desapareceram atrás da parede. Marc acenou para mover-se devagar atrás dele em direção ao lago.
Seu rosto brilhava estranhamente na luz difusa da água quando ele deu lugar para ela entre os arbustos. A cobertura do solo era fria e úmida debaixo de seus pés nus. A umidade das samambaias gotejava em sua bochecha e ela limpou isto impacientemente. Sua perna era quente apertada contra a sua. Deus, isto devia doer.
Ela tentou segurar sua respiração por um momento para a regular.
Os quatro homens voltaram em torno da parede de pedra, dois de cada lado do lago. Ela se apertou mais íntima em Marc.
— Agora o que?
Mantendo seus olhos para frente, Marc suavemente disse:
— Agora nós esperamos até que eles cheguem perto daquela pequena árvore ali... Merda. — Ele bateu levemente em seu quadril nu. — Os fósforos estão no pacote.
Tory silenciosamente cavou em seu bolso do peito e bateu a caixa sobre o joelho nu de Marc.
Ele ficou surpreendido por um momento e então segurou seu rosto em ambas as mãos.
— Você é um amor de parceira. Confie em mim. Eu terei você fora daqui num instante. — Soltando um beijo rápido em sua boca aberta, ele voltou a assistir quando os homens ficaram mais próximos e mais próximos.
— Por que nós só não podemos fazer uma corrida para eles? — Tory desesperadamente sussurrou. Ela estava tendo um sentimento muito ruim sobre isto. A gasolina se espalhava em uma fina película oleosa sobre a água. Ela descansou sua mão no braço de Marc. — Nós podemos passar por eles, não podemos?
— Nós deixamos as armas lá atrás Tory e eles nos verão assim que nós quebramos a cobertura. Além disso, existem certamente mais deles esperando por nós lá fora. Nós temos que criar uma distração. Improvisar. — Ele pausou. — Escute.
O barulho do helicóptero era inconfundível. Todos os quatro homens pausaram por uma fração de segundos, então se moveram rápido, flanqueando o lago e movendo-se rapidamente em direção a eles e a única saída.
Ele deu a ela um cilindro pequeno e mostrou como usar o bocal de forma que ela podia respirar sob a água.
— Prepare-se. — Marc acendeu um fósforo. Lançando seu braço acima, ele lançou através da água. Ao mesmo tempo, ele gritou. — Salte!
Quando eles bateram na água a partida inflamada acendeu a gasolina. A folha de fogo rapidamente se espalhou, cobrindo pelo menos um terço do lago. A cabeça de Tory foi para cima e para baixo acima da superfície, olhos largos assistiam as chamas varrerem em direção a eles. Marc, agarrando seu braço, puxou-a inexoravelmente em direção ao remoinho de água.
Os olhos queimavam com a fumaça espessa, ela andou, sentindo o puxar do remoinho de água, então forçou um olhar quando Marc embrulhou seus braços firmemente ao redor de sua cintura. Ela podia ouvir os gritos dos homens que convergiam no banco e então passos correndo enquanto pediam reforços. O gesso estava cheio com a água, o enchimento de algodão inchado, ficando tão pesado quanto uma pedra e ameaçando a puxar para baixo. Era como ter um quarteirão de cinza em seu braço. Acima da boca pelo pequeno tubo ela assistiu quando as chamas queimavam mais íntimo e mais próximo. Ela pôs ambas as mãos ao redor dos braços de Marc. Ele chutou seus pés até que eles foram varridos no vórtice de água. O fogo estava se espalhando, varrendo a gasolina em direção a eles em uma ardente dança laranja e purpúreo.
As vozes ficavam mais próximas e mais altas. Um tiro reverberou contra as paredes da caverna, outro espirrou na água perto o suficiente para pulverizar seu ombro.
— Prenda o oxigênio! — Marc inalou profundamente, aumentando seu aperto. O movimento de sucção da água pegou suas pernas e a puxou para baixo e ela apertou seus olhos enquanto era engolida pelo turbilhão.
Por um segundo ela perguntou-se como Marc iria segurar sua respiração pelo tempo que levava para atravessar o túnel de quarenta metros até o mar aberto. Então não pode pensar em mais nada.
A descida foi rápida. As paredes de pedra lisa do túnel eram as únicas coisas segurando-os na direção certa, quando a força da água os puxou descendente em um violento espiral no oceano. Os braços de Marc foram arrancados longe de seu corpo, o bocal do oxigênio foi tirado de entre seus dentes pela força da água. Ela não tinha nenhuma ideia de que modo conseguiriam subir.
Tory começou a entrar em pânico, seus pulmões pareciam que iam estourar. Forçando seus olhos abertos, ela permitiu um pouco de ar precioso escapar por seus lábios. As bolhas subiam passando pelo seu ombro esquerdo e ela usou sua última gota de força para seguir subindo.
Assim que seu rosto subiu a superfície, ela tragou ar em seus pulmões famintos. Bem acima ela escutou o barulho das hélices do helicóptero batendo no ar. O spray de água saindo da superfície com o movimento, batendo a espuma branca em seu rosto quando ela procurou freneticamente por Marc.
O cinza pálido do céu misturava com o escuro oceano, fazendo difícil a visão. As ondas a ergueram, então a soltou abaixo em uma confusão de braços e pernas.
— Tory? — ouviu Marc rugir seu nome, entre engasgos e sufocação, ela lutou no lançar das ondas, seus cabelos cegando-a quando ela deu um tapa em seu rosto.
Ele se materializou atrás dela. Suas pernas tocaram as suas quando nadou, segurando seu rosto acima das ondas do mar.
Acima, as lâminas do helicóptero provocaram uma tempestade violenta quando pairou mais próximo a água e abaixou a cesta de salvamento. O equipamento tocou o topo de sua cabeça. Olhando para cima, ela viu o lado inferior do helicóptero só trinta metros acima deles.
Marc segurou o equipamento antes de afundar ao lado dela. Com uma compressão da coxa entre suas pernas, ele conseguiu assegurar o equipamento debaixo de seus braços e a manter flutuando ao mesmo tempo.
Um segundo mais tarde ele levantou os dedos polegares, então foi erguida de entre as ondas do mar. Assim que Alex a teve segura ele enviou a cesta abaixo para Marc. Com Marc a bordo, seu irmão fechou a porta e abriu seu caminho para frente. Alguns segundos mais tarde, Ângelo ajoelhou ao lado dela, ajudando-a a sustentar Marc quando o helicóptero girou.
— Buon giorno, Signorina Victoria. — Ângelo disse alegremente com suas mãos grandes e capazes verificando a testa de Marc. — Muitos sangue de um ferimento na cabeça, não se preocupe. Ele terá, como vocês dizem? Il mal di testa… um pouco de dor de cabeça, isto é tudo.
Tory desmoronou. Alex os tiraria fora dali. Voltar para casa. Voltar para sua vida segura, previsível. Voltar a ser uma covarde e estava orgulhosa disto.
Então por que ela não tinha nenhum prazer no pensamento?
CAPÍTULO 14
Haviam-se passado exatamente sete semanas, três dias e cinco horas desde o salvamento. E Tory ainda não tinha recomeçado sua vida do modo que tinha sido antes de Marezzo e Marc Savin. Ela soube que nunca seria a mesma novamente.
Não houve um único dia que passou que ela não pensou em Marc, ansiou por ele. De acordo com Alex, Marc se recuperou e tinha ido a outra missão.
Ele voltou ao T-FLAC.
Ela estava contente por ele. Ele claramente executaria seu trabalho.
Ela estava apavorada por ele. Ela soube o que aquele trabalho requeria.
Ficou obcecada com os noticiários. Se havia um incidente terrorista em qualquer lugar no mundo ela procurava Marc ali entre os destroços.
Ela estava bem quando recomeçou a trabalhar na loja de autopeças. Mas nas noites quietas, só em seu apartamento, ela pensava sobre ele, sonhava com dele, ansiava por ele.
Seus seios doíam e ela apertava suas pernas juntas. Não levava muito esforço trazer a memória de suas mãos calosas. Não levava muito esforço em ter um orgasmo solitário, só e só. Antes, ela tinha estado sozinha, mas nunca só.
Ela lembrou de todos os momentos com Marc e temperou seu coração contra as memórias tristes. Sua mente racional sabia que nunca teria dado certo. Porque ainda que ele a quisesse, realmente a quisesse, não poderia existir nenhum futuro para eles. Ela nunca aprovaria o que realmente ele fazia para viver.
Tory voltou para casa, para seu apartamento tranquilo e pendurou seu casaco no armário do corredor. A sala de estar estava fria, mas ela tentou oprimir o frio, pensando em conseguir o mais depressa possível outro apartamento. Talvez quando ela tivesse uma verdadeira casa novamente se sentiria mais confiante; pelo menos foi isso que continuou dizendo a si mesma. Mas sabia que não era verdade. Ligou algumas luzes para afastar a escuridão. A mobília pesada da sua avó, tirada do armazém, lotava o espaço pequeno e de repente ela odiou isto. Odiou o tamanho e peso do passado, sufocando-a.
Ela jurou que assim que tivesse condições de comprar uma casa, se livraria de todas as antiguidades e quinquilharias volumosas, toda a mobília velha e desconfortável. Ainda que tivesse que dormir no chão. Ela tinha mais ou menos seis meses para fazer isso acontecer.
Descansando sua mão ternamente em sua barriga plana ela voltou para a cozinha para começar o jantar. Ela não estava com fome, mas o bebê precisava de nutrição.
Ele era a melhor coisa de sua aventura. Tory tristemente sorriu. O bebê era a única coisa que a impediu de entrar em um declínio vitoriano e dramático.
Fez uma salada pequena e aqueceu uma lata de sopa e comeu na sala de estar. Ela não via Alex há mais ou menos um mês. Ele estava fora em uma missão, mas não sentiu qualquer agitação de medo. Desde que eles podiam se comunicar em seu próprio modo, ela soube que ele estava bem. Pelo menos fisicamente.
Ele não conversou sobre o tempo que passou em Marezzo. Talvez nunca falasse. Ele não deixou uma carta. Ela duvidou que faria isto novamente.
Ela não falou sobre o bebê, tentando o persuadir a fazer qualquer coisa. Talvez, ela pensou sem muita esperança, quando ele soubesse sobre o bebê reconsideraria seu estilo de vida perigoso.
Tory pegou um pouco de salada e agitou sua cabeça. Alex amava o que fazia da mesma maneira que Marc. Nenhum homem iria desistir de derrotar os sujeitos ruins, não por ela e nem pelo bebê.
Então ela manteria o pequeno ser em segredo, o tempo que pudesse. Então pediria a Alex segredo. Marc nunca deveria saber.
Tory estava despejando o resto da sopa na pia quando ouviu um golpe na porta. Ela gemeu. Era aquele homem do andar de cima que estava sempre vindo com um pretexto ou outro. Ele provavelmente queria emprestado açúcar novamente. Nunca entendia a indireta que ela não estava interessada em sair com ele.
Ela abriu a porta, sua expressão severa. Ia ter certeza desta vez que seu vizinho iria entender.
Não era seu vizinho.
— Eu vejo que você tirou o gesso. — Os olhos pálidos de Marc, estavam escuros quando se moveram pelo seu rosto como uma carícia. — Eu posso entrar?
— É... é …claro. — Tory recuou. Ele era todos os seus mais selvagens desejos e todos seus temores.
— Você está parecendo…bem. Como você está?
— Bem. O que você está fazendo aqui? — Ela puxou a bainha de sua jaqueta de lã lavanda. Marc viu o pulsar agitado em sua garganta acima do colarinho de renda delicado de sua blusa cor nata. Seus cabelos estavam em um coque em seu pescoço, seus brincos de pérola minúsculos rivalizando com o brilho de sua pele.
Ele fechou sua mente para as memórias que o assombraram todas estas semanas. Lembrou dolorosamente que sua pele parecia de cetim debaixo daquele afetado pequeno terno, como seus cabelos magníficos pareciam quando soltos e selvagens, e como se sentiu uma chama viva quando tocavam em seu corpo.
Suas mãos coçavam para alcançá-la e a tocar, ao invés ele empurrou-as em seus bolsos quando lembrou do peso doce de seus seios em suas mãos.
Ele não podia apagar a memória do gosto de sua língua ou o odor dela de sua mente.
Ele sentiu os olhos de Tory em suas costas quando se moveu sobre a sala, levantando um cachorro de porcelana pequena e recolocando-o no lugar novamente. Sua garganta parecia espessa quando ele lutou, pela primeira vez em sua vida, para pôr o que ele sentia em palavras. As palavras que ela entenderia. As palavras que ela acreditaria.
Tory observou-o circular pela pequena sala como uma pantera enjaulada. Seu mancar era leve, mas se fechasse seus olhos por um momento ela ainda podia ver o que aquele ferimento de tiro parecia. Ela mordeu o interior de seu lábio para não gritar.
Seu sobretudo de lã preto estava aberto, mostrando o comprimento longo de suas pernas e ela arrastou seus olhos longe da calça jeans apertada.
Marc levantou uma moldura de prata.
— Sua avó?
Tory movimentou a cabeça. O que ele estava fazendo aqui? Ela queria tocar o escuro cabelo sedoso onde encontrava com seu colarinho. Ele estava usando uma água-de-colônia sutil, muito masculina; provocando seus sentidos e ela lutou para não enterrar seu rosto contra seu pescoço.
Ela queria desesperadamente que ele a segurasse.
Acendendo a luminária ao lado dela, se sentou no sofá, puxando um travesseiro bordado em seu colo para manter suas mãos ocupadas.
O suave reflexo na metade do seu rosto nas sombras, escondendo a cor de seus olhos e delineando a linha rígida de sua boca, a boca que lhe deu tanto prazer. Ele parecia tão bem, seu corpo alto suavizado pelo casaco aberto. Mas ela lembrou com claridade dolorosa como era sua pele quente, nua contra a sua.
O modo como suas mãos estavam em seus bolsos dianteiros, puxavam sua calça jeans apertada, e ela teve que tragar duro quando arrastou o olhar acima para descansar em seu rosto.
Sua pele bronzeada no meio do inverno significava que ele tinha estado em algum lugar ensolarado.
— Você voltou para Marezzo, não é? — Ela não podia afastar a nota acusatória rastejante em sua voz, seus olhos lendo rapidamente a cicatriz branca pequena em sua fronte onde ele foi marcado pela bala. Ela teve náuseas.
— O trabalho tinha que ser terminado. — Ele circulou a sala novamente antes de vir para se sentar ao lado dela.
Ela queria correr suas mãos por seu corpo a procura de mais dano. Apertou suas mãos entre seu corpo e as almofadas no sofá. Não era assunto seu se ele quisesse levar tiros. Ela baixou seus olhos para o colo.
Começou quando ela sentiu seu dedo debaixo de seu queixo. Seus olhos largos, bebeu um último olhar no rosto amado. Havia linhas de tensão ao lado de sua boca, linhas de esgotamento e um olhar de…desejo? Que ela não tentou decifrar. Fechou seus olhos.
— Você olhará para mim, Tory?
Ela abriu seus olhos relutantemente e ele encheu sua visão por completo. Mais poderoso que qualquer memória. Doeu Senhor, como doeu. Ela mordeu seu lábio. Não queria este último olhar, por estar borrado por lágrimas.
— Deus, eu senti falta de você. — Seu tom era rouco quando ele pegou seu rosto com ambas as mãos. Ela não podia ajudar seu pescoço quando pareceu perder toda força e debruçou sua cabeça contra sua mão forte. Seu dedo polegar acariciando sua bochecha. — Eu senti falta de seu mau humor. — Seus dedos deslizaram por seu decote de renda até sua garganta. — Eu senti falta de seu sorriso doce depois que nós fazíamos amor… — Suas mãos abriram dois botões da blusa de seda. Tory usou uma mão trêmula para segurar suas mãos quietas contra o pulsar de seu coração. — Eu senti falta do modo como inclina este teimoso queixo um pouco para cima…só um pouco. — Seus olhos estavam sérios. — Eu senti falta do fogo escondido que arde em chamas só para mim.
— Não — ela disse tremendo, seu coração pulsando. Ela conhecia aquele olhar quente. Ela sonhou com aquele olhar. Mas ele não era para ela. — Não me toque. Por favor.
Ele não escutou. Abriu mais dois botões até que conseguiu o que procurava. A pele nua do vale dos seus seios, suave pele. Separando o tecido, ele reverentemente tocou o inchaço gentil de seus peitos acima de seu sutiã de algodão muito útil branco. Tory estremeceu.
— Você me ama — disse com convicção absoluta, seus olhos em seu rosto.
O sangue drenou de sua cabeça, deixando-a fraca e agitada. Não tinha sentido tentar negar isto.
— Não importa. — Ela puxou o travesseiro contra seus seios, interceptando sua mão contra sua pele. — Eu vou superar isto.
— Eu não vou.
Sua cabeça subiu rapidamente quando ela olhou para ele incrédula. Seguramente ele não estava…?
— Eu amo você, Victoria Jones.
— Desde quando? — Ela afastou suas mãos e tentou fechar os botões mas eles deslizaram entre seus dedos nervosos.
— Desde que eu vi uma mulher sonolenta, cuspindo fogo para mim, em minha biblioteca no primeiro dia. Desde que eu saboreei estes lábios doces, desde que eu toquei em você, desde… desde sempre.
— Isto é sexo, não amor.
— É isto que eu pensei a princípio, também. Case-se comigo, princesa. Case-se comigo e eu lhe mostrar o quanto te amo de tantas maneiras que você esquecerá todo o resto.
— Eu não posso. Nunca poderei esquecer o que você faz para viver. — Tory disse não mesmo querendo ceder a tentação. Ela o tocou, deslizando seus dedos suavemente através da pele áspera de sua mandíbula para tocar a cicatriz em sua fronte. — Toda vez que você for embora, eu saberei…eu não posso viver com isto…. — Ele tomou sua mão, dando um beijo duro em sua palma. Ela enrolou seus dedos dentro dos seus. Seu peito subia e descia. — Eu ficaria apavorada, especialmente sabendo o que realmente acontece em seu trabalho quando você sai em uma missão. Eu não gostaria de pedir que você mudasse por mim. E eu não acho que possa mudar o suficiente por você.
Ela estremeceu quando ele tocou em seus dedos com sua língua morna.
— Eu estou acostumada a estar segura, eu gosto de coisas previsíveis. — Ela tentou puxar a mão longe da sensação erótica de sua boca. — Eu não gosto de riscos, Marc. Assusta-me. — Seus olhos se encheram com lágrimas quando ela olhou para seu colo. — Eu sinto muito, mas eu sou covarde e velha demais para mudar agora.
Marc suavemente riu.
— Você definitivamente não é uma covarde. Você é a mulher mais valente que eu conheço.
— Não, eu não sou.
— Quantas mulheres você conhece que salvaria a vida de um homem sem um segundo pensamento? — Ele acariciou seu rosto com a parte detrás de sua mão. — Quantas mulheres você conhece que passaria por tudo que você passou e não se quebraria?
— Como você sabe que eu não fiz?
— Porque eu conheço você, Victoria Jones. Eu sei que você tem a força interior e a fortaleza sentimental para fazer o que você tem que fazer. Você não se quebrou. — Ele pousou um beijo carinhoso em sua fronte. — E só Deus sabe, você teve toda razão para vir quebrada em várias ocasiões.
Seus lábios movera-se por seu braço, para tocar a pulsação em seu pulso.
— A vida não é tão simples quanto debitar e creditar. Não há previsibilidade certa, onde todas as colunas são totalizadas e perfeitamente equilibradas, como seus livros. Se a vida fosse tão rígida quanto seus livros de contabilidade, nós estaríamos entediados até as lágrimas.
— Entediados, mas seguros — ela disse quando seus lábios passaram rapidamente por sua sobrancelha. — Eu saberia onde você estava e quando você estaria em casa.
Marc tomou seu rosto entre suas mãos.
— Eu podia ser atropelado por um caminhão, amada. Nada é sempre totalmente seguro.
— Mas a probabilidade é mais alta quando você está sendo alvo de tiros. — Sua voz tremeu e ele segurou seu rosto entre as mãos. — Eu sempre odiei o que Alex faz e era só um medo nebuloso. Agora que eu sei como é, ficou muito pior.
Ela sentiu sua respiração em seu rosto quando se debruçou para silenciá-la com sua muito eficaz boca. Ele tinha sabor de hortelã e Marc, um sabor que ela ansiou por semanas. Ele puxou seus ombros, aprofundando o beijo.
Quando eventualmente a soltou, sussurrou contra sua pele:
— Nós resolveremos tudo isto. Eu prometo.
Ela o viu furiosamente bravo, sombriamente enfocado, brincalhão, alegre e sensível, mas ela nunca tinha visto tamanha seriedade em todo o tempo que estiveram juntos. Havia até uma faísca pequena do que? Medo? Mas isso era impossível.
Marc nunca teve medo de qualquer coisa em sua vida. Não é?
— Será melhor eu dizer a você a história inteira — ele disse. — Depois de Krista… depois de Krista, fiz-me acreditar que eu era mais feliz, mais seguro sozinho.
— Oh, sim. Não vamos esquecer a perfeita Krista. Tinha que falar...
Marc suavemente colocou a mão sobre sua boca.
— Shh. Deixe-me pôr Krista para descansar de uma vez por todas. Tory, quando eu disse a você que Krista morreu, eu omiti a você um dos pontos mais importantes. Eu estava dormindo quando um assassino arrombou nosso quarto. Eu pensei que Krista estava ao meu lado quando atirei para matar. Mas o homem que abati era Krista. Eu fui a pessoa que a matou.
— Oh, Deus. Marc…
— Quando eu acendi a luz e a vi, eu estava seguro que tinha sido um engano. Eu freneticamente a levei para o hospital. Ela estava grávida, Tory. Eu...
— Não faça isso com você mesmo. Nada disso importa agora...
— Eu fui diretamente do México para o rancho. E fiquei lá por dois anos. Alex foi a pessoa que disse para mim que Krista tinha sido o assassino contratado para me matar. Ele tinha provas. — Marc puxou o laço de couro de seus cabelos, raspando-o em volta de sua fronte com ambas as mãos. — Você entende, Tory? Eu me escondi em meu rancho por dois anos me culpando, me corroendo em culpa e remorso, pensando que eu matei uma mulher inocente. Que eu matei meu filho. Por dois malditos anos me permiti ser consumido pela culpa. Eu apreciei minha miséria. E então seu irmão veio e trocou minha vida para o inferno com a verdade.
Tory tomou sua mão na sua. Ela estava cheia de dor. Sua dor.
— Quando soube que Lince estava morto, eu realmente me perdi. Pelos próximos seis meses eu não valia nada. Me recusei a voltar para o campo. Eu devia ter estado com Lince. Eu o treinei e ele veio me pedir ajuda. Eu recusei. A culpabilidade e o remorso que eu senti em sua morte me incapacitaram. Eu me quebrei. Nenhum homem devia desmoronar como um bolo folhado de nata maldita, mas foi isto que me tornei.
— E então você entrou em minha vida e perguntei-me o que diabo eu poderia oferecer a uma mulher como você. Um mercenário quebrado? Depois que eu voltei de Marezzo a segunda vez e fui para meu rancho, eu estava sentindo falta de você como o inferno e finalmente percebi que a solidão que eu tinha construído ao me redor não era nada além de uma prisão. Eu não mereço você, Tory, mas é certo como o inferno que preciso de você. Diga para mim que sentiu minha falta tanto quanto eu senti a sua.
Falta ele. Ansiava por ele, doía por ele. Sua voz era um sussurro suave.
— Sim. — Ela examinou seus olhos. — Sim, eu senti. Eu sinto muito que você tenha sido traído por alguém que você amou. Eu amo você mais que a vida. Eu nunca trairia você. Mas eu tenho que ser honrada. Seu trabalho me assusta. Eu sei como é quando você tiver que evitar as balas. — Ela tocou a cicatriz em sua fronte. — E se isto tivesse sido duas polegadas mais baixas?
— Não foi.
— Mas podia ter sido.
— Eu me aposentei — ele disse bruscamente. — Eu sou só um fazendeiro que ama você. Volte para Brandon comigo, Tory. Eu prometo a você uma vida cheia de amor e raios de sol.
— Eu não quero que você me lembre o resto de minha vida, que é por minha causa que você não mais vai estar em missão.
— Eu não estou fazendo isto só por você. Depois de pensar por um momento, eu já tive o suficiente. Eu preciso mudar para a luz com você. Eu não posso viver sem você, amada. Por favor, diga sim.
Ele não lhe deu uma chance de responder. Sua boca assaltou a sua em um beijo tão tenro e comovente que trouxe lágrimas aos olhos. O gosto familiar dele a fez doer.
Um arrepio a atravessou quando ele a puxou mais perto, arrancando os prendedores de seus cabelos. Sua boca movia em uma dança lenta através de seu rosto quando ele passou seus dedos por seu cabelo até que esteve totalmente solto por suas costas.
— Se aposentou? Realmente? — ela perguntou com ar sonhador, sentindo uma sensação deliciosa quando ele ergueu seus cabelos em sua nuca.
— Realmente — ele assegurou. — Eu estava pensando em você e então eu ficava duro e pensava comigo mesmo, 'Esqueça-a.' Mas eu não podia. — Ele alisou os cabelos longos acima de seu ombro, seus olhos quase carvão quando seguraram os seus esmeralda. — Eu estou aqui para levar você comigo. Eu não posso viver sem você, Tory. Não por outro dia. Eu quero você, preciso de você para compartilhar todas as minhas manhãs.
Tory estirou até embrulhar seus braços ao redor de seu pescoço, seus cabelos deliciosamente frescos entre seus dedos. Ele habilmente abriu os botões em sua blusa, arrastando fora do cós, à mão atrás de seu pescoço puxando-a para frente. Ele conseguiu abrir os botões da jaqueta e da blusa, e então seus dedos estavam no fecho dianteiro de seu sutiã, e ela sentiu o ar fresco em seus seios nus.
A lógica a abandonou, quando suas mãos acariciaram seus seios, pesando, arreliando até que ela chegou mais perto.
Sua boca contra sua garganta era móvel, quente, dura, a caricia da pressão de seus dentes fazendo-a estremecer deliciosamente. Ele afastou o tecido de lado quando se moveu para levar um cume dolorido na caverna de sua boca.
Ele apertou suas costas contra os travesseiros suaves, seu tórax duro a alfinetando no lugar. Seus dedos deslizaram embaixo do tecido pesado de sua saia, em cima do comprimento de sua perna, alisando a junção de suas coxas até que ele encontrou o calor úmido dela por entre sua calcinha.
Seu gemido foi amortizado pela pressão de sua boca. Ele traçou seus lábios e dentes com sua língua, sua mão deslizou por baixo do tecido sedoso para a pele lisa em sua cintura. Tory sentiu a retirada de sua saia apenas vagamente. Louca para ficar mais próxima, ela arrancou os botões de sua camisa.
Suas mãos eram desajeitadas quando lutou para deslizar ambos, camisa e casaco fora de seu caminho. Era impossível com seus corpos juntos. Inclinando seu rosto contra seu tórax, ela sentiu seu riso amortizado, frustrada.
Com um som baixo na parte de trás de sua garganta, ela ergueu seu rosto, sofrendo fome para o gosto de seus lábios novamente. Tinha sido tanto tempo desde que ela sentiu o fogo de seu toque. Ela não podia conseguir o suficiente. Ele a amou com sua boca, sua mão cobrindo seu mamilo duro, roçando e provocando até que ela se moveu inquieta nas almofadas. Ela olhou para ele.
— Marc…
— Diga o que você quer meu amor.
Ela viu o esfumaçado desejo em seu olhar, sentiu a força em seus braços quando eles embrulharam ao redor ela. Não havia duvida de seu amor. Ela baixou sua cabeça para seu tórax nu. Ele cheirava almiscarado e sensual.
— Qualquer coisa. Tudo. Você. — Ela sussurrou, seus braços deslizando ao redor de seu pescoço e o segurando contra seu coração.
Ele ergueu sua cabeça, sua mão segurando seu teimoso pequeno queixo.
— Eu amo você mais que a vida, princesa. Volte comigo. Nós vamos criar gado e bebês.
Ele enterrou seu rosto na fragrância de seus cabelos, com mais medo do que ele já sentiu em sua vida. Esperar por sua resposta era mil vezes pior que levar um tiro.
— Você é minha. — ele disse ferozmente. — Diga o que você quer de mim e se for dentro do meu poder eu terei certeza que você tenha. — Sua voz agitou e ele sentiu seus braços surgirem para cercar seus ombros.
— Você. — ela sussurrou entrecortadamente contra sua fronte. — Só você. Seguro e inteiro… para me amar. Isto é tudo que eu quero.
— Eu te darei tudo isto e muito mais. — Sua boca selou na dela o seu voto. — Nós teremos o casamento no rancho…
Ele pegou-a e a levou em direção ao quarto. Tory beijou o canto de sua boca.
— Sim…
— Eu tenho uma limusine com chofer esperando no andar de baixo e o avião está abastecido e pronto…
Seus lábios moveram por sua garganta.
— Certo.
Marc fechou seus olhos, suas mãos acariciando suas costas. Ele disse com um suspiro falso.
— Eu acho que o motorista pode esperar.
Tory olhou para os olhos cinza mornos.
— O motorista pode voltar amanhã.
— Talvez no dia seguinte.
— Amanhã — ela firmemente disse, puxando-o sobre a cama com ela. — Eu vou estar temporariamente ocupada com você até lá. Você precisará de tempo para se recuperar para o casamento.
Ele não precisou… mas ela fez o seu melhor.
Série T-FLAC
01 - O Mercenário
Disponibilização e Tradução: Safira
Revisão inicial: Safira
Revisão final: Cristina Brasil e Cris Skau
Formatação: Cris Skau
Informação da série:
Série em revisão pelo grupo Pégasus Lançamentos
Revisora inicial Safira
Vocês irão amar e odiar Marc e Victoria, um livro envolvente que prende você a cada página, em alguns momentos odiei a ambos em outros amei e dei gostosas gargalhadas, não é um livro hot, mais tem vários momentos tórridos, muita ação e aventura, vale à pena a leitura, amei...
Revisora Final Cristina Brasil
Definitivamente é um livro que é 100% ação. Eu não confiei na Victoria no começo, mas depois me apaixonei por ela. Como é o começo de uma série, tenho certeza que o que vem por ai, promete. Quanto ao livro ser hot ou não, bem, ele não é um Elloras, mas dá pra esquentar o fim de semana. Boa leitura.
Victoria Jones
Era uma péssima mentirosa. Não que a contadora sensata estivesse acostumada à mentira, ou qualquer outra coisa que teria manchado sua existência segura, enfadonha. Mas seu mundo virou de forma apavorante quando seu irmão gêmeo, Alex, um agente da T—FLAC, a força de tarefa de elite antiterrorista, desapareceu.
Agora ela fará qualquer coisa para o achar…mentir, fraudar, até se sujeitar aos avanços predatórios do parceiro de Alex no T—FLAC , Marc Savin, se ele a ajudar a trazer seu irmão a salvo para casa.
Marc Savin
Duro, sensual, tudo que ela teme em um homem. Mas ele era o homem que podia salvar seu irmão. Além disso, Marc estava em dívida, ele enviou Alex sozinho naquela missão perigosa. Por uma vez em sua vida Victoria Jones faria qualquer coisa para conseguir a ajuda de Marc. Não importava o que ele iria querer dela...
Dossiê:
Nome: Marc Savin
Codinome: Fantasma
Serviço Militar: T—FLAC 1988
Missões: URSS, Coréia do Norte, Irã, Uzbequistão, Merezzo
Missão atual: Aposentado do trabalho de campo, mas ainda treina agentes especiais em Montana, sede da T—FLAC.
Informações Pessoais:
Data de nascimento: 18 de julho de 1969
Altura: 1,90 m
Coloração: Moreno / olhos acinzentados
Sua arma preferida: as próprias mãos
Idiomas: Russo, árabe, dialetos
Habilidades especiais: Ir a qualquer lugar a qualquer hora, sempre incógnito.
Estado civil: Casado com Victoria (Tory) Jones Savin
Filhos: Jamie Savin – 1994; Alexis Savin – 1996; Shannon Savin – 1998
Citação favorita: "Nós espiões vivemos apenas para a aventura."
http://br.groups.yahoo.com/group/Amo_Romances_HOT
Link do Blog Pegasus Lançamentos
http://pegasuslancamentos.blogspot.com
Link da Lista de Revisão
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Agradecimento especial à Raficha que tem nos ajudado na verificação das listas
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