domingo, 30 de janeiro de 2011 By: Fred

<> livros-loureiro <> COMO ENSINAR O ALUNO CEGO DENTRO DA ÓTICA INCLUSIVISTA.rtf

{\rtf1\ansi\deff0{\fonttbl{\f0\fnil\fcharset0 Courier New;}}
\viewkind4\uc1\pard\lang2070\f0\fs20 COMO ENSINAR O ALUNO CEGO DENTRO DA \'d3TICA INCLUSIVISTA?\par
Patr\'edcia Martins Andrade)\par
\par
\par
A proposta da educa\'e7\'e3o inclusiva, veio como objetivo principal:\par
atender as necessidades educacionais de educandos com necessidades\par
especiais em conjunto com aqueles que "n\'e3o os s\'e3o" (visualmente), dentro\par
de um ambiente escolar, o qual ofere\'e7a oportunidades igualit\'e1rias \'e0 toda\par
classe; mas respeitando a individualidade do aluno. Para alcan\'e7ar esta\par
meta, o professor ter\'e1 que trabalhar com um material inclusivista e n\'e3o\par
com um material excludente.\par
\par
Material inclusivo, \'e9 aquele que proporciona a classe a desenvolver\par
uma atividade conteudista ou n\'e3o em um mesmo ambiente e momento. O\par
Educador, n\'e3o ter\'e1 de confeccionar materiais diferenciados ao ter um\par
discente cego, mas sim, ter\'e1 que fazer isso de tal maneira que atenda\par
tanto a necessidade educativa do d.v (deficiente visual) e seus colegas\par
n\'e3o deficientes.\par
\par
OBSERVA\'c7\'c3O:\par
\par
Aclassifica\'e7\'e3o internacional para os dvs, vem da palavra blint\par
(cego) e divide-se e BI, BII, BIII. O BI, \'e9 aquele que nada enxerga\par
(cego) n\'e3o percebendo \'e0s vezes nem luminosidade. Este por sua vez, -\par
depende muito da explora\'e7\'e3o t\'e1til, perceptiva, olfativa e auditiva. A\par
crian\'e7a de baixa vis\'e3o, \'e9 considerada BII ou BIII. BII, enxerga a uma\par
pequena dist\'e2ncia, sendo capaz de reconhecer uma pessoa pela sua\par
fisionomia, ler textos ampliados atrav\'e9s do computador. Enxerga at\'e9 10%\par
da vis\'e3o normal. A amplia\'e7\'e3o ideal \'e9 n\'famero 20 a 48. Isto depender\'e1\par
muito do dign\'f3stico, o qual implicar\'e1 a\par
acuidadee visual do sujeito.\par
Este indiv\'edduo, necessita de estimula\'e7\'e3o visual, com intuito de n\'e3o\par
acomodar sua vis\'e3o, evitando os manerismos. Como: palpar objetos, sendo\par
que poderia olh\'e1-los. O professor, deve e pode incentiv\'e1-lo a enxergar,\par
trabalhando com materiais pedag\'f3gicos maiores, evitando letras pequenas\par
demais, com cores fortes e contrastes.\par
Estas sugest\'f5es vale tamb\'e9m para os BIII, mas estes enxergam at\'e9 20%\par
da vis\'e3o normal, visando assim, menores "cuidados" educacionais em se\par
tratando de sua defici\'eancia visual. Os termos: BI, BII e BIII, eram\par
usados apenas nas classifica\'e7\'f5es esportivas, a fim de praticar as\par
competi\'e7\'f5es. Exemplos: BI com BI; BII com BII e BIII com BIII, pois\par
assim agindo nenhum atleta teriam vantagens sobre o outro. Mas hoje\par
alguns te\'f3ricos utilizam este termo, a fim de auxiliar na classifica\'e7\'e3o\par
da acuidade visual com objetivo de facilitar o desempenho pedag\'f3gico do\par
aluno d.v de acordo com sua necessidade especial, e tamb\'e9m do professor\par
ao auxili\'e1-lo no campo educacional. Com essa informa\'e7\'e3o, o corpo docente\par
ter\'e1 condi\'e7\'f5es de preparar o material adequado a sua classe, onde est\'e1\par
inclu\'eddo o deficiente visual.\par
Neste texto, discutiremos a necessidade educacional do educando\par
cego, implicando os materiais pedag\'f3gicos inclusivistas que podem serem\par
explorados pelos alunos, d.vs e videntes (pessoas que tem vis\'e3o\par
"normal". Darei aqui, algumas sugest\'f5es de v\'e1rias que j\'e1 possuimos, por\par
educadores que praticam em suas escolas aulas inclusivistas e\par
excludentes.\par
Vale lembrar que o professor n\'e3o deve privar o indiv\'edduo vidente de\par
cores, justificando-se, que h\'e1 um d.v em sua classe. Ele ter\'e1 de\par
explorar sua criatividade, de tal forma que n\'e3o permita que seus alunos\par
videntes, v\'eaem o seu colega cego como uma desvantagem em t\'ea-lo em sua\par
turma, mas ao contr\'e1rio, \'e9 algo prazeroso e todos obter\'e3o a mesma\par
oportunidade de lazer e de ensino-aprendizagem.\par
Materiais concretos \'e9 a op\'e7\'e3o ideal, para se desenvolver uma aula\par
inclusivista. Ao trabalhar a adi\'e7\'e3o, o professor entregar\'e1 um quadro\par
posicional e pauzinhos de picol\'e9 de cores variadas a cada aluno. Para o\par
educando cego identificar que os pauzinhos t\'eam cores diferenciadas,\par
deve-se encapar cada um deles com pap\'e9is de texturas diferentes e\par
conseq\'fcentemente estas texturas ter\'e3o tamb\'e9m cores diversas. Por\par
exemplo: papel camur\'e7a vermelho, crepom verde, seda branca, celofane\par
azul, etc. Agindo como tal sugest\'e3o, estar\'e1 acontecendo uma estimula\'e7\'e3o\par
visual, e o discente cego ter\'e1 uma estimula\'e7\'e3o t\'e1til, j\'e1 que\par
identificar\'e1 as diferen\'e7as dos pauzinhos gra\'e7as a textura. Ao mesmo\par
tempo todos ir\'e3o ter a chance de aprenderem em conjunto, e o alunado\par
vidente ter\'e1 uma oportunidade rec\'edproca de estimular seu tato. Esta\par
pr\'e1tica beneficiar\'e1 o sujeto "normal", pois estar\'e1 sendo estimulado\par
visualmente, e tamb\'e9m seu tato. A inclus\'e3o do cego, dentro desta \'f3tica\par
veio como algo positivo. \'c9 muito importante o educador sempre que\par
poss\'edvel, mostrar de uma forma l\'fadica e tranq\'fcila estes pontos aos pais,\par
aos alunos e funcion\'e1rios da escola.\par
O professor, pode pedir \'e0 classe para separar os pauzinhos de papel\par
camur\'e7a vermelho, os de papel crepom verde, caso queira trabalhar com as\par
unidades com os pauzinhos verdes e as dezenas com os pauzinhos\par
vermelhos. Coloca-se em seguida um quadro posicional em seu\par
quadro-negro, desenvolvendo sua aula de acordo com seu planejamento.\par
\'c9 importante lembrar que o educador ao explicar uma unidade, dever\'e1\par
evitar-se, os adv\'e9rbios: aqui, ali, pois isso dificultar\'e1 a compreens\'e3o\par
do cego. Estas explica\'e7\'f5es de (apontar) sem dizer o que \'e9, ter\'e1 o mesmo\par
valor de quando apontamos para algu\'e9m a qual estamos conversando ao\par
telefone, a fim de mostr\'e1-la algo\par
Caso n\'e3o tenha o quadro de valor de lugar, trabalha-se com copinhos\par
de pl\'e1stico. \'c9 bom ao estar trabalhando com materiais concretos, sempre\par
dar aos alunos uma bandeja grande, para que eles n\'e3o esparramem estes, e\par
o d.v, se beneficiar\'e1 com tal atitude, pois evitar\'e1 o constrangimento de\par
ficar deixando material cai sobre o ch\'e3o.\par
Tampinhas \'e9 outra sugest\'e3o de material alternativo. Vale lembrar que\par
encapar as tampinhas s\'e3o necess\'e1rio, visto que o discente cego ter\'e1 o\par
prazer de manipular o material e o indiv\'edduo vidente n\'e3o ir\'e1 ver as\par
propagandas nelas mostradas. Ao trabalhar com essas tampinhas conjuntos,\par
o limite destes podem ser argolas de pl\'e1sticos ou metal de tamanhos\par
variados.\par
O educador com tal postura atitudinal, ter\'e1 um aluno inclu\'eddo e n\'e3o\par
integrado, Pois seria integrado, caso, o educando cego tivesse materiais\par
diferenciados de seus colegas "normais"e se este aluno cego, procurasse\par
os seus pr\'f3prios recursos pedag\'f3gicos sem apoio da escola a qual est\'e1\par
inserido. Integra\'e7\'e3o de um deficiente, \'e9 quando este n\'e3o tem apoio e tem\par
que se adaptar aos seus colegas e professores. A inclus\'e3o veio contrapor\par
com a integra\'e7\'e3o ao justificar que uma educa\'e7\'e3o igualit\'e1ria n\'e3o permite\par
formas diferenciadas de aprendizagem, mas sim adapta\'e7\'f5es para que todos\par
os discentes tenham a mesma oportunidade de ensino-aprendizagem. Ao\par
desenhar algo em auto relevo todo o alunado ter\'e1 a mesma oportunidade de\par
explor\'e1-lo -- educa\'e7\'e3o inclusiva. N\'e3o em relevo -- educa\'e7\'e3o integrada,\par
visto que o d.v, ter\'e1 que procurar os seus pr\'f3prios recursos a fim de\par
entender tal desenho. Mesmo que algum indiv\'edduo, prop\'f5e em explic\'e1-lo,\par
mesmo assim estar\'e1 tendo um aprendizado diferenciada de seus colegas;\par
al\'e9m do constrangimento que poder\'e1 ser evitado, caso o professor tenha\par
uma criatividade de confeccionar ou n\'e3o, um material inclusivo. A\par
manipula\'e7\'e3o de um cego ao conhecer tal objeto, n\'e3o significa que ele\par
est\'e1 aprendendo de forma diferente dos seus colegas, mas, ao contr\'e1rio,\par
isto implica ao respeito de cada sujeito enquanto pessoa, da qual\par
aprende explorando outro sentido, no caso o tato, mas aprende tamb\'e9m.\par
Este aprendizado, se d\'e1 do particular para o todo. Exemplos: ao ler,\par
passa o dedo em letra por letra, a fim de assimilar a palavra, j\'e1 o\par
vidente enxerga esta num todo. O mesmo acontece ao manipular qualquer\par
objeto, etc.\par
\'c9 muito importante, que nos materiais concretos, sempre tenham\par
escrito em Braille e a tinta o nome destes objetos. Quando o discente\par
tanto vidente ou cego, perceber que tem algo escrito, ir\'e1 assimilar esta\par
escrita com o objeto explorado. Isto contribuir\'e1 com sua alfabetiza\'e7\'e3o.\par
O sorob\'e3, \'e9 outro recurso pedag\'f3gico, do qual \'e9 inclusivista, pois\par
tanto vidente e o cego podem fazer uso deste.\par
\par
O sistema Braille n\'e3o \'e9 excludente, pois o que se muda \'e9 o sistema\par
de escrita e n\'e3o a l\'edngua. Basta que o educador seja criativo e\par
proponha-se em aprender este, o qual n\'e3o ha nenhum segredo.\par
\par
"O Braille \'e9 um sistema de leitura t\'e1til que consta do arranjo de\par
seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de tr\'eas pontos. Os seis\par
pontos formam o que se convencionou "Cela Braille". A cela de seis\par
pontos pode fornecer sessenta e tr\'eas combina\'e7\'f5es diferentes que s\'e3o\par
os s\'edmbolos Braille, os sinais de pontua\'e7\'e3o, vogais acentuadas e sinais\par
usados na matem\'e1tica. O Braille oferece ao cego, livros liter\'e1rios e\par
acad\'eamicos".\par
\par
Mas caso, ele n\'e3o saiba, o aluno ter\'e1 outros recurso como: explorar\par
o oral, estimular a leitura do educando em voz alta para ele e toda\par
classe e a tecnologia.\par
Materiais excludentes: s\'e3o aqueles dos quais permitem apenas um\par
determinado grupo ou pessoa, ter acesso a uma atividade acad\'eamica ou\par
n\'e3o.\par
Por exemplo: quando o educador utiliza o quadro negro apenas ao\par
explicar uma certa mat\'e9ria, que exige desenhos, gr\'e1ficos e, nesta classe\par
h\'e1 um dv, este por sua vez n\'e3o tem o material concreto em suas m\'e3os;\par
ent\'e3o este recurso pedag\'f3gico est\'e1 atendendo apenas aos alunos videntes,\par
excluindo o indiv\'edduo cego.\par
\par
Para inlustrar colocarei a baixo, parte do manual: Cegueira Trocada\par
em Mi\'fado de Helena Melo, o qual h\'e1 informa\'e7\'f5es, que ajudar\'e1 o corpo\par
docente a lhe dar melhor com o portador de defici\'eancia visual no\par
cotidiano escolar.\par
\par
\par
1) "DO PRATO A BOCA, SEMPRE SE PERDE A SOPA" -- N\'e3o pense que a pessoa\par
cega, seja t\'e3o dependente a ponto de precisar que voc\'ea lhe d\'ea de comer,\par
ou que tenha que ser orientada para encontrar a comida no prato.\par
Ela pode falhar algumas vezes, mais se arranjar\'e1 sozinha. Fique\par
certo de que ela lhe agradecer\'e1, se voc\'ea descrever os alimentos servidos\par
ou fizer o prato para ela.\par
\par
2) CEGUEIRA N\'c3O \'c9 O FIM DO MUNDO -- Procure n\'e3o encarar a cegueira como\par
desgra\'e7a, nem pensar que a pessoa cega seja in\'fatil e incapaz.\par
Saiba que a educa\'e7\'e3o especial e a reabilita\'e7\'e3o, possibilitam a\par
supera\'e7\'e3o de muitas de suas dificuldades. N\'e3o sinta pena dela. Ela n\'e3o\par
necessita de piedade, mas, sim, de oportunidades.\par
\par
3 CEGUEIRA N\'c3O PEGA -- Algumas pessoas, hesitam em tocar o cego, com\par
medo de serem contagiadas pela "doen\'e7a". A cegueira \'e9 uma defici\'eancia\par
sensorial, n\'e3o \'e9 uma enfermidade. E defici\'eancia n\'e3o passa de uma pessoa\par
para outra. Voc\'ea j\'e1 viu algu\'e9m "pegar" surdez?\par
\par
4) N\'c3O FA\'c7A AOS OUTROS O QUE N\'c3O GOSTARIA QUE FIZESSEM COM VOC\'ca -- N\'e3o\par
chame nem se refira \'e0s pessoas cegas, salientando sua defici\'eancia\par
f\'edsica. Chamar um deficiente visual de "cego" ou "ceguinho" \'e9 de extrema\par
indelicadeza e, ainda que a pessoa n\'e3o o demonstre, sentir-se-\'e1 magoada.\par
Ningu\'e9m gosta de ser rotulado e classificado. Voc\'ea gostaria de ser\par
chamado por seu defeito mais aparente?\par
\par
5) OS CEGOS N\'c3O S\'c3O SURDOS -- Se a pessoa cega, estiver acompanhada, n\'e3o\par
se dirija ao seu companheiro quando quiser falar com ela.\par
Dirija-se diretamente a ela, identifique-se e fa\'e7a um contato\par
f\'edsico, toque ligeiramente seu bra\'e7o ou seu ombro, para que ela saiba\par
que \'e9 com ela que est\'e3o falando. O fato de ela n\'e3o retribuir seu olhar,\par
n\'e3o significa que ela n\'e3o possa manter uma conversa\'e7\'e3o normal.\par
\par
6) N\'c3O EXISTEM PALAVRAS "TABU" -- Algumas pessoas, n\'e3o se atrevem a\par
pronunciar palavras como "ver", "olhar", "cego" ou "cegueira". Voc\'ea n\'e3o\par
precisa modificar sua linguagem para evitar dizer estas palavras e\par
substitui-las por: "ouvir", "problema", etc. Para a pessoa cega, a\par
palavra "ver" significa perceber, tocar, tatear, apalpar, sentir.\par
Conversando com quem n\'e3o v\'ea, use a palavra"cego", sem problemas. N\'e3o\par
diga: "Meu av\'f4, tamb\'e9m tinha isso", mas sim, "meu av\'f4, tamb\'e9m era cego".\par
\par
7) N\'c3O FALE COM AS M\'c3OS -- N\'e3o gesticule, indicando dire\'e7\'f5es com o dedo:\par
ali, l\'e1, etc. Estas orienta\'e7\'f5es, n\'e3o tem nenhuma utilidade para os\par
cegos. Diga por exemplo: "o cinzeiro est\'e1 \'e0 sua frente, ao alcance da\par
m\'e3o", ou "a entrada do metr\'f4 est\'e1 a mais ou menos quinze metros \'e0 sua\par
direita". Preste aten\'e7\'e3o ao indicar dire\'e7\'f5es: tome como refer\'eancia a\par
posi\'e7\'e3o deles e n\'e3o a sua!\par
\par
8) TINTIM POR TINTIM -- Em ambientes desconhecidos ou em situa\'e7\'f5es novas\par
e inusitadas, ofere\'e7a ao deficiente visual, o maior n\'famero poss\'edvel de\par
informa\'e7\'f5es, para que ele se localiza e se oriente, sabendo exatamente o\par
que est\'e1 acontecendo. N\'e3o permita que ele passe momentos de tens\'e3o e\par
desconforto, se voc\'ea pode evitar isso.\par
\par
9) ADIVINHE QUEM SOU EU -- N\'e3o fa\'e7a com que o deficiente visual, tenha\par
que adivinhar com quem est\'e1 falando. Ainda que voc\'ea ache que ele tem uma\par
excelente mem\'f3ria auditiva, nem sempre ele se lembrar\'e1 de todas as\par
vozes. N\'e3o permita que ele passe por esta situa\'e7\'e3o embara\'e7osa:\par
identifique-se sempre. N\'e3o deixe de apertar a m\'e3o de uma pessoa cega ao\par
encontr\'e1-la ao despedir-se: o aperto de m\'e3o substituir\'e1 seu sorriso\par
cordial.\par
\par
10) N\'c3O O DEIXE FALANDO SOZINHO -- Todas as vezes em que voc\'ea estiver\par
conversando com um deficiente visual, avise-o quando tiver que\par
ausentar-se. Ele pode n\'e3o perceber sua sa\'edda, pelo o excesso de ru\'eddo no\par
ambiente ou por distra\'e7\'e3o, e ver-se na rid\'edcula situa\'e7\'e3o de ficar\par
falando sozinho. Avise-o, tamb\'e9m, quando retornar. Apresente-lhe e\par
identifique sempre as pessoas que estejam participando de seu grupo.\par
Assim agindo, voc\'ea estar\'e1 facilitando sua inclus\'e3o\par
\par
11) UM LUGAR PARA CADA COISA, CADA COISA EM SEU LUGAR -- Nunca deixe\par
portas entreabertas onde haja alguma pessoa cega; mantenha-as sempre bem\par
abertas ou bem fechadas. Portas entreabertas, gavetas mal fechadas,\par
objetos atirados ao ch\'e3o, pisos engordurados e escorregadios,\par
constituem-se em fonte de perigo, no caminho por onde transita um\par
deficiente.\par
\par
12) PARA QUE COMPLICAR, SE PODE SIMPLIFICAR? -- N\'e3o pegue a pessoa cega,\par
pelos bra\'e7os, girando-a e empurrando-a para ajud\'e1-la a sentar-se. Basta\par
que voc\'ea coloque sua m\'e3o no encosto da cadeira. Ela saber\'e1, ent\'e3o, em\par
que posi\'e7\'e3o ela est\'e1, e se sentar\'e1 sem problema. Mas n\'e3o se esque\'e7a:\par
pergunte antes se ela deseja sentar-se!\par
\par
13) N\'c3O ASSUMA O PROBLEMA DELE -- Se na sua classe houver um colega\par
cego, n\'e3o o "assuma" fazendo tudo por ele e evitando ao m\'e1ximo que ele\par
se canse ou se machuque. A pessoa cega, n\'e3o deve ser de responsabilidade\par
exclusivamente sua, mas de toda a sociedade. E, principalmente, deve ser\par
a respons\'e1vel por ela mesma.\par
\par
14) O DESASTRADO PODE SER VOC\'ca -- Quando lhe oferecer uma bebida,\par
mencione todas que h\'e1 para escolher, para que ele possa optar. Entregue\par
copo diretamente em sua m\'e3o ou coloque-o em um lugar onde ele possa\par
peg\'e1-lo, sem problemas. Nunca lhe ofere\'e7a nada, numa bandeja cheia de\par
copos; provavelmente ao retirar o seu, derrube algum outro. Aja do mesmo\par
modo ao oferecer-lhe doces, sandu\'edches, etc.\par
\par
15) EXCENTRICIDADE OU NECESSIDADE? -- Se voc\'ea encontrar uma pessoa\par
usando uns \'f3culos esquisitos, parecendo um bin\'f3culo de um lado s\'f3, n\'e3o\par
fique espantado, pensando que, ela \'e9 uma criatura estranha. Acontece que\par
algumas pessoas, t\'eam a vis\'e3o muito fraca; ent\'e3o, utilizam este recurso,\par
que se chama telelupa, para poder ler ou para realizar tarefas que\par
exijam o uso da vis\'e3o.\par
\par
16) SEJA UM GUIA EFICIENTE -- Nunca puxe ou empurre a pessoa cega. Mas\par
sim, ofere\'e7a seu bra\'e7o, perguntando: "Quer atravessar a rua"? Voc\'ea n\'e3o\par
precisa estar avisando que vai virar \'e0 direita ou \'e0 esquerda, que vai\par
descer o meio-fio, etc. O deficiente visual, perceber\'e1 e ir\'e1\par
interpretar, todos estes movimentos corporais.\par
\par
17) ANTES S\'d3 QUE MAL ACOMPANHADO -- N\'e3o "siga" o deficiente visual,\par
pretendendo evitar-lhe algum problema. O cego, quando anda sozinho, est\'e1\par
alerta, com todos outros sentidos agu\'e7ados. Ele vai perceber sua\par
presen\'e7a constante, que terminar\'e1 por irrit\'e1-lo, deixando-o muito\par
nervoso. A\'ed, sim, ele pode desorientar-se.\par
\par
18) N\'c3O O DEIXE NA M\'c3O -- Quando voc\'ea estiver no ponto do \'f4nibus e se\par
acercar uma pessoa deficiente visual, pedindo-lhe para ser avisada\par
quando chegar sua condu\'e7\'e3o, n\'e3o deixe de faz\'ea-lo. Mas, se seu \'f4nibus\par
chegar antes do dela, procure avisar outra pessoa ou, caso n\'e3o haja mais\par
ningu\'e9m, ela pr\'f3pria. Lembre-se: ela confiou em voc\'ea!\par
\par
19) UM USU\'c1RIO DIFERENCIADO -- Nunca empurre ou levante a pessoa cega\par
para ajud\'e1-la a subir no \'f4nibus. Mostre-lhe onde se encontra a al\'e7a\par
externa vertical, e ela subir\'e1 sozinha.\par
Dentro do "\'f4nibus", o deficiente visual, pode n\'e3o querer sentar-se;\par
n\'e3o o force a isto. Lembre-se: ele n\'e3o \'e9 uma pessoa doente.\par
\par
20) O CEGO N\'c3O \'c9 UM DEFICIENTE F\'cdSICO -- Avise sempre ao deficiente\par
visual, quando forem subir ou descer uma escada. N\'e3o \'e9 preciso que voc\'ea\par
conte o n\'famero de degraus para ele. Ofere\'e7a-lhe o corrim\'e3o, colocando\par
sua m\'e3o sobre o mesmo ou apenas indicando verbalmente: "O corrim\'e3o est\'e1\par
\'e0 sua esquerda". Avise-o, tamb\'e9m, quando terminar a escada.\par
\par
21) DEDOS QUE VALEM OURO -- Quando voc\'ea estiver acompanhado de uma\par
pessoa cega e, for entrar ou sair de um autom\'f3vel, preste muito aten\'e7\'e3o\par
ao bater a porta do carro. S\'f3 o fa\'e7a, quando tiver certeza absoluta de\par
que n\'e3o vai lhe prender os dedos: eles s\'e3o muito preciosos!\par
\par
22) \'c9 DE PEQUENINO QUE SE TORCE O PEPINO -- Se voc\'ea conhece um beb\'ea com\par
problemas visuais, oriente sua fam\'edlia para que o levem, o mais\par
rapidamente poss\'edvel \'e0 uma cl\'ednica ou escola especializada. N\'e3o permita\par
que o deixem "esperando crescer", para receber o tratamento adequado.\par
Quanto mais cedo ele for atendido, mais chances ele ter\'e1 de superar\par
suas dificuldades.\par
\par
22) M\'daSICOS EXTRAORDIN\'c1RIOS -- N\'e3o pense que todos os deficientes\par
visuais, t\'eam dons art\'edsticos e um incr\'edvel pendor musical. A propor\'e7\'e3o\par
de m\'fasicos cegos \'e9 a mesma que a de m\'fasicos entre os videntes. Muitos\par
cegos, s\'e3o t\'e3o musicais quanto eu ou voc\'ea: apenas sabem tocar bem uma\par
campanhia!\par
\par
23) O FAMOSO SEXTO SENTIDO -- N\'e3o pense que os cegos, t\'eam um sexto\par
sentido, ou que a natureza os compensou pela falta da vis\'e3o. O que h\'e1 de\par
t\'e3o "surpreendente" nos cegos, \'e9 o simples desenvolvimento de recursos\par
latentes em todos n\'f3s. Voc\'ea: com o mesmo treinamento, ser\'e1 t\'e3o\par
"extraordin\'e1rio" quanto eles!\par
\par
24) NEM TODOS CEGOS S\'c3O VENDEDORES DE VASSOURAS -- \'c9 err\'f4neo e\par
preconceituoso supor que os cegos se dediquem somente a algumas\par
profiss\'f5es estereotipadas.\par
Atualmente os deficientes visuais, ocupam cargos de chefia nos mais\par
diversos setores, exercendo profiss\'f5es, as mais variadas, que exigem\par
forma\'e7\'e3o e treinamento, iguais aos exigidos \'e0s demais pessoas.\par
\par
I-Mail: Patriciamaran@uol.com.br\par
\par
#\par
\par
}

repassando

1 arquivo anexado:

COMO ENSINAR O ALUNO CEGO DENTRO DA ÓTICA INCLUSIVISTA.rtf

--




--
 
 
mmarceli2010@gmail.com
http://cantinhodamarceli.blogspot.com
http://retratosdavida-marceli.blogspot.com

Skype: crmarini2333


livros - loureiro
http://www.manuloureiro.blogspot.com/ 
http://www.livros-loureiro.blogspot.com/
http://www.romancesdeepoca-loureiro.blogspot.com/  
http://www.romancessobrenaturais-loureiro.blogspot.com/ 
http://www.loureiromania.blogspot.com/


"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo,
torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente,
ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se
a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela
tampouco a sociedade muda."Paulo Freire"



--
Você recebeu esta mensagem porque está inscrito no
Grupo "livros-loureiro" nos Grupos do Google.
Para postar neste grupo, envie um e-mail para
livros-loureiro@googlegroups.com
Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para
livros-loureiro+unsubscribe@googlegroups.com
Para ver mais opções, visite este grupo em
http://groups.google.com.br/group/livros-loureiro?hl=pt-BR
 
Os nossos blogs:
http://manuloureiro.blogspot.com/
http://livros-loureiro.blogspot.com/
http://romancesdeepoca-loureiro.blogspot.com/
http://romancessobrenaturais-loureiro.blogspot.com/
http://www.loureiromania.blogspot.com/

0 comentários:

Postar um comentário

Vida de bombeiro Recipes Informatica Humor Jokes Mensagens Curiosity Saude Video Games Car Blog Animals Diario das Mensagens Eletronica Rei Jesus News Noticias da TV Artesanato Esportes Noticias Atuais Games Pets Career Religion Recreation Business Education Autos Academics Style Television Programming Motosport Humor News The Games Home Downs World News Internet Car Design Entertaimment Celebrities 1001 Games Doctor Pets Net Downs World Enter Jesus Variedade Mensagensr Android Rub Letras Dialogue cosmetics Genexus Car net Só Humor Curiosity Gifs Medical Female American Health Madeira Designer PPS Divertidas Estate Travel Estate Writing Computer Matilde Ocultos Matilde futebolcomnoticias girassol lettheworldturn topdigitalnet Bem amado enjohnny produceideas foodasticos cronicasdoimaginario downloadsdegraca compactandoletras newcuriosidades blogdoarmario arrozinhoii