As Veias Abertas da América Latina
O autor neste livro quebra a cronologia linear da historiografia oficial para desnudar o saque ao continente que persiste desde o descobrimento. Analisando os mecanismos de poder, os modos de produção e os sistemas de expropriação, Eduardo Galeano reescreve a história da América Latina e expõe os quinhentos anos de exploração econômica e miséria social.
Capítulos de História Colonial - Capistrano de Abreu
A quase totalidade do Brasil demora no hemisfério meridional, e entre o Equador e o
trópico de Capricórnio alcança o país as maiores dimensões.
Cercam-no ao Sul, a Sudoeste, Oeste e Noroeste as nações castelhanas do
continente, exceto o Chile, por se interpor a Bolívia, e o Panamá por se interpor a
Colômbia. Se confrontará algum dia com o Equador hão de decidir negociações
ainda ilíquidas. Desde o alto rio Branco até beira-mar seguem-se colônias de
Inglaterra, Holanda e França, ao Norte.
Banha-o ao Oriente o oceano Atlântico, numa extensão pouco mais ou menos de
oito mil quilômetros. Como o cabo de Orange, limite com a Guiana Francesa, dista
37 graus do Chuí, limite com o Uruguai, salta logo aos olhos a insignificância da
periferia marítima; repete-se o espetáculo observado na África e na Austrália: nem o
mar invade, nem a terra avança; faltam mediterrâneos, penínsulas, golfos, ilhas
consideráveis; os dois elementos coexistem quase sem transições e sem
penetração; com recursos próprios o homem não pôde ir além da pescaria em
jangadas.
Histórias e Tradições da Província de Minas Gerais - Bernardo Guimarães
A cinco ou seis léguas ao norte da cidade de Uberaba na província de Minas Gerais se via ainda há alguns anos uma capelinha isolada ou ermida no alto de um espigão, domi nando por todos os lados um largo e risonho horizonte como atalaia imóvel olhando em derredor as solidões. Era uma pequenina e tosca construção de madeira com quatro paredes, coberta de telha e coroada por uma cruz, como se encontram muitas disseminadas por esses vastos sertões.
Essas capelinhas têm de ordinário junto a si um cercado de pedra ou de madeira, que serve de cemitério aos fazendei ros vizinhos. Quando se diz – vizinho – naquelas paragens, e principalmente em eras mais remotas, entende-se moradores de cinco, seis, sete e mais léguas em redor.
A capelinha, a que nos referimos, tinha também junto a si o seu terreno sagrado, cercado de muro de pedra, e com uma cruz no meio, e era ali, que os fazendeiros daqueles con tornos mandavam enterrar os seus defuntos, para se forrarem ao trabalho de mandá-los viajar dezenas de léguas levando-os aos povoados onde houvesse cemitérios sagrados. Esta, porém, não foi erigida especialmente para esse fim, como se verá pelo decurso desta história.
Do alto da capelinha enxergava-se em distância de cerca de meia légua em um aprazível vargedo a fachada denegrida arruinada de uma grande fazenda, com seus vastos currais, sen zalas, moinho e engenho de cana, mas tudo a desmoronar-se, tudo abafado entre o matagal, que começava a tomar conta do terreno com a vigorosa e luxuriante vegetação, que há naquelas regiões. A fazenda achava-se situada ao pé de um lançante entre duas vertentes orladas de filas de coqueiros chamados buritis, cujas linhas se perdiam na imensidade dos horizontes como fileira de guerreiros selvagens postados em ordem de batalha ao longo dos chapadões. As terras de cultura ou matos de plantio eram mais longe, nas escuras matas, que acompanham as margens de um ribeirão, que vai desaguar no Rio das Velhas.
Os Escândalos de Carlota Joaquina - Francisco de Assis Cintra
O Gulf-Stream – Peixes-voadores – Resoluções aclamadas a bordo do
Colorado – Estrada de Ferro D. Pedro II – Permanência dos traços
característicos nas diferentes espécies humanas – Itinerário das explorações
isoladas feitas por diversos membros da expedição – "Nota sobre a
geologia do Amazonas" – Trechos da correspondência de Agassiz sobre
a sua viagem ao Brasil.
No inverno de 1864-1865, senti a saúde tão abalada
que os médicos me aconselharam abandonar todo o trabalho e mudar
de clima. Houve quem lembrasse uma viagem à Europa; mas o
interesse que deveria sentir um naturalista em se achar de novo no
meio do ativo movimento científico do Velho Mundo constituía
justamente um obstáculo. Não era aí que eu deveria procurar repouso
para o espírito.
Viagem na América Meridional descendo o Rio das Amazonas
A medição da Terra e o seu achatamento – Outros trabalhos acadêmicos – Viagens particulares – As pirâmides e suas inscrições. Projeto de retorno pelo rio das Amazonas – Viagem de Orellana – Diversos nomes do rio das Amazonas – Viagem de Úrsua – Outras tentativas – Viagem de Teixeira – Viagem do P. d'Acuña – Carta do rio das Amazonas, por Sanson – Carta do P. Fritz – Curso do Maranhão – Caminhos de Quito ao Maranhão: Archidona, Cañelos, Jaén. Partida de Tarqui – Zaruma e suas minas de ouro; grande calor – Pontes de cipó – Loja – A quinquina – De Loja a Jaén – Loyola e Valladolid ...
Viagens pelo Amazonas e Rio Negro
Alfred Russel Wallace
Começou a estudar a história natural, ao mesmo tempo que lia relatos de
viagens. Apaixonou-se desde logo por esses assuntos. Transferindo-se
em 1844 para Leicester, onde lecionou num colégio público, relacionou-
se imediatamente com Henry Walter Bates (1825-1892), entomologista
de renome, ali nascido e residente. Não tardou a tornar-se presa do
ardente desejo de visitar as regiões tropicais, a fim de estudar-lhes a fauna
e a flora, pelo que propôs ele a Bates organizarem uma expedição ao
Amazonas, na qual, além de fazerem coleções de tudo quanto interessasse
à história natural, pudessem também reunir fatos, ...Torres – Índios pri sioneiros em pregados na cons trução do for te – Itapeva
– Estância do Meio – Sítio do Inácio – Tramandaí – Firmiano mor dido por
uma cobra – Fazenda do Arroio – Cultura da mandioca e do trigo – Pi -
tangueiras – Diá logo com a hos pedeira à por ta da casa – Lagoa dos Barros –
Boa Vista – Curtume de José EgídioLições de História do Brasil - Joaquim Manuel de Macedo
Apresentamos hoje ao público este compêndio que intitulamos lições de História do brasil para uso das escolas de instrução primaria, e pedimos licença para dizer sobre ele algumas breves palavaras.
Uma obra escrita para servir ao estudo de meninos não deve ser longa, e o nosso compêndio á primeira vista desagradará pela sua aparente extensão; afrigura-se-nos porém que um rápido exame do livre demonstrará que este só avulta pelas explicações, pelos quadros synopticos e pelas perguntas que seguem ás lições com o fim de facilital-as, e de graval-as na memória dos discipulos.
Boa leitura
Abraços
M. Loureiro
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