sábado, 5 de março de 2011 By: Fred

<> livros-loureiro <> Dois livros da série Goth de Katie Maxwell.

1 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


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2 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


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Feito por:

Édila Lima
Revisado por:

Érica CG

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3 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Sinopse:

Francesca Getti de dezesseis anos quer ter uma vida normal, onde ela é uma na multidão
misturando-se nela, então ninguém saberia o quanto esquisita ela é. Arrastada pela Europa pela
sua mãe para se juntar a Feira Gótica, um grupo viajante de psíquicos, mágicos, e uma variedade
de outras esquisitices, Fran tem que lidar não só com a angústia normal de sempre ser um peixe
fora d'água, mas também com o fato de ela ser uma vidente.


Entra um Moravian Dark One (conhecido pela maioria das pessoas como vampiro) chamado
Benedikt que afirma que Fran é a chave para a redenção de sua alma, um cavalo misterioso que
parecer ter um passado envolvido, uma amiga imortal que lembra de como Mozart era, e um
demonologista que pensa que é Elvis, e você pode entender por que Fran se desespera tentando
se encaixar.


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4 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Capítulo 1
O que você quer fazer primeiro ­ ter sua aura fotografada ou ir à bruxa e ela lançar um feitiço? "A
garota perguntou."

Você sabe aquele garoto medroso que via pessoas mortas em Sexto Sentido? Ele é o Norman P.
Normal comparado a mim.

Um cara usando uma mochila respondeu a pergunta da garota. "Eu quero ver o demonologista.
Eu tenho tido má sorte ultimamente; isso pode ser devido a demônios. Ele pode me dizer se eu
fui demonizado."

Ok, então o garoto podia ver fantasmas, eu podia dar isso a ele, mas sua mãe era uma bruxa de
boa fé?

"Eu não sei que demônios dariam a você má sorte, John," a garota disse, franzindo a
sobrancelha. "Isso soa como uma maldição. Talvez nós devêssemos ver a bruxa primeiro e
checar você por maldições."

Ele passa seus dias viajando pela Europa com um grupo de pessoas que sabem mais sobre
fantasmas, demônios, e vários tipos de coisas estranhas do que coisas como caixas eletrônicos e
celulares e a última gostosa no American Idol?

A voz da garota cortou através do meu desvario mental "Eu ouvi que eles têm um vampiro que
bebe sangue de um voluntário cada noite! Eu amaria ver isso!"

Ah, sim, eu esqueci os vampiros. Não que a Feira Gótica tenha algum, mas ainda, o que eu
estava pensando?

"Hey, Lindsay, dá uma olhada naquela garota. Ela parece estranha. Você acha que ela faz parte
do show?"

Eu aposto que o garoto do Sexto Sentido tinha que viver em uma casa normal, com uma mãe
normal, e ir para uma escola normal com as outras crianças normais. Eu estaria de coração
disposta a me exibir com um pouco de "Eu vejo gente morta" em ordem para ter todo aquele
normal ao redor de mim.

"Shhh, ela pode ouvir você."

Os dois pararam em frente a mim, uma garota e um cara provavelmente uns poucos anos mais
velhos do que eu, aproveitando a oportunidade para me dar mais uma olhada. Eu tentei parecer
como se não houvesse nada de anormal em estar em frente a uma tenda com uma grande mão
vermelha pintada de um lado, afundando minhas próprias mãos em meus bolsos só para ter
certeza que eu não toquei em nada. Não tocar, não diga que essa não é minha política.

"Tudo bem, ela provavelmente nem mesmo fala inglês. Ela com certeza não parece normal, não
com toda aquela pele branca e cabelo preto. Talvez ela seja uma dos Góticos?"

Ou talvez só acontece que eu tenho um pai italiano e uma branquela mãe escandinava? Você
pensa?

A garota riu. Eu mandei uma pequena oração para a deusa que Imogen colocaria seu traseiro em

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marcha e voltaria para seu estande então eu não teria que ficar aqui e deixar os ignorantes de
bica aberta por mim.

Ignorante ­ que é uma daquelas palavras que você suportava quando você viaja com um show
de horrores. Isso significa as não legais, pessoas sem estrutura para o estilo da Feira.

"Talvez ela seja um dos vampiros! Parece-se com um, você não acha? Eu posso vê-la bebendo
o seu sangue."

Eu virei minhas costas para que eles não vissem meus olhos rolarem. Podia ser raro encontrar
americanos tão longe na Hungria, mas eu não estava tão desesperada para ver meus
compatriotas quererem que eu bebesse seu sangue. Além do mais, todo mundo sabia que só
caras eram vampiros.

"Francesca, eu lamento tanto!" Imogem apressada passando o casal, seu longo cabelo loiro
ondulando atrás dela enquanto esquivava-se atrás de uma mesa e agarrava a placa e o cavalete
que mostravam que ela estava disponível para ler palmas e pedras de runas. Ela ignorou o casal
observando enquanto colocava o cavalete no canto da tenda, atirando a placa sobre ela enquanto
tagarelava no seu estilo registrado Imogen ­ suave sotaque aspirado que era parte britânico,
parte alguma coisa que eu não podia por meu dedo nele, não que eu estivesse na Europa tempo
suficiente para aprender como dizer alguma coisa mais do que: oi, tchau, obrigado, quanto é isso,
e eu não deixaria meu cachorro usar esse vaso; onde está o limpo? Em três diferentes línguas
(alemão, francês e húngaro, para aqueles de vocês que estão se doendo para saber).

"Muito obrigada por olhar minhas coisas. Absinthe insistiu em me ver ­ evidentemente houve
outro roubo. Ah, abençoada seja, você não tocou em nada. Você sabe que eu não gosto que
ninguém toque nas pedras, e Elvis estava atrás de mim para ajudá-lo a montar, o que é ridículo,
por que você sabe que ele tem uma aura laranja, e pessoas com auras laranja estão
absolutamente mortas para mim antes que eu suponha ler. Mas eu tenho algo excitante para
contar a você! Meu irmão está vindo me ver!"

Eu me endireitei do meu perpétuo desengonçado e dei ao casal um grande, sorriso cheio de
dentes para mostrar a eles que eu não tinha presas. Eu era tão alta quanto o cara (um metro e
oitenta e dois), e tão grande quanto, ou maior do que ele. Ele pareceu um pouco preocupado com
o fato. A garota corou um pouco e agarrou o braço do namorado, arrastando ele em direção a
larga tenda, aquela onde a banda tocava depois dos shows de mágica.

A ironia de eu tentando provar que eu era normal não me fugia. Eu sou assim. Eu vejo ironia
demais. Você sabe o que. É uma dor no traseiro. "Eles pensavam que eu era um vampiro," eu
disse a Imogen enquanto ela sacudia seu pano azul estirando. Ela ergueu uma sobrancelha
dourada. "Você? Você é uma mulher."

Eu reiniciei meu desleixo que me fazia parecer menos com um jogador de futebol musculoso, e
puxei minha camiseta em uma tentativa de me fazer parecer menor, mais bonita, mais fina... Você
sabe, como uma garota. "Sim. Acho que eles não sabem das regras."

Ela murmurou alguma coisa que soou como peões, e arrumou as três tigelas de cerâmica de
pedras de runa ao longo de um lado do pano estirado. "Absinthe disse que a banda fugiu a noite
com a última entrada da semana, mas Peter disse que eles não, que só ele e Absinthe têm a
combinação para o cofre, e que ele não foi forçado. Ela foi para a Alemanha para encontrar uma
nova banda.

Eu mordi a pele rachada do meu lábio inferior. Esse era o terceiro roubo nos últimos dez dias.
Embora eu odiasse concordar com Absinthe, se a banda escapou durante a noite, isso soava
como eles fossem culpados.
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"O que eles vão fazer sobre hoje à noite?"

"Peter esta contratando uma banda local. Eu espero que eles sejam bons; as últimas bandas que
ele contratou tem sido do abismo além do ponto de vista."

Eu inclinei minha cabeça para o lado, enfiando meu cabelo atrás de minha orelha, desejando pela
milionésima vez que ele fosse qualquer coisa exceto liso, liso, liso. Outras pessoas tinham cabelo
cacheado ­ mesmo minha própria mãe tinha cabelo cacheado. Por que eu não posso? "Você é a
única pessoa que eu conheço que escutou Mozart tocar em pessoa, e ainda pensa que bandas
góticas são as melhores."

Imogen me deu um de seus sorrisos matreiros "Mozart era um pirralho. Talentoso, mas ainda um
pirralho. Mas The Cure ­ agora isso é música!"

Vê sobre o que eu estou falando? É normal que sua melhor amiga seja uma imortal de
quatrocentos anos de idade?

"Qual o problema, Fran? Você de repente parece chateada com alguma coisa. Elvis tem te
incomodado de novo? Você gostaria que eu..."

Eu balancei minha cabeça. "Você sabe que ele não vê ninguém além de você. E além do mais,
eu sou maior do que ele. Eu acho que ele tem medo que eu o espanque se ele tentar mexer
comigo."

Imogen se afastou das luzes perfumadas, inclinando sua cabeça enquanto me olhava. O inclinar
de sua cabeça era muito melhor do que o meu, desde que ela tinha longo, cabelo cacheado,
enquanto o meu era curto, do comprimento do queixo, cheio de cabelo preto liso que recusava
tanto bobes ou química de permanente para dar a ele corpo. "Estou vendo. Você está se sentindo
deslocada de novo."

Eu não podia me impedir de rir com aquilo. Legal, por que eu gosto de Imogen, mas ainda assim,
eu tinha que rir. "De novo. Sim, como quando eu sempre sou a deslocada?"

"Eu acho que a pergunta é, de preferência, por que você se sente que é?"

Eu olhei ao redor para ter certeza que ninguém estivesse perto para nos escutar ­ não que
algumas pessoas ligadas a Feira Gótica1 tivesse que estar por perto para escutar (eu apostaria
com você toda minha mesada do verão que o garoto do Sexto Sentido não tinha leitores de
mente escutando os pensamentos dele). "Você quer uma lista? Você vai ter! Primeiro, eu sou
aproximadamente do tamanho e da forma do seu linebacker2 comum da escola.

"Não seja boa; você não é. Você é uma garota adorável, alta e escultural. Os homens vão estar
caindo aos seus pés em poucos anos."

"Sim, caindo de susto," eu disse, então rapidamente me movi antes que ela fosse forçada a dizer
outras coisas legais sobre mim. Você só tinha que olhar para mim e ver que eu sou grande,
monstruosamente imensa. Eu não precisava da minúscula, pequena, delicada pena vinda da
minúscula, pequena, delicada Imogen. "Segundo, meu pai se casou novamente com uma garota
que é só um par de anos mais velha do que eu, e me disse que ele precisa de seis meses
sozinho com ela para se assentar, o que significa que quando minha mãe conseguiu um emprego
em uma feira européia, eu tinha que ir com ela."

1
GothFaire ­ feira com roupas de época (inspirada em povos germânicos) e também há o estilo gótico.
2
Linebacker ­ uma posição no futebol americano. Os jogadores que fazem linha de frente para barrarem os oponentes.
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"Eu lamento por seu pai," ela disse, sua testa toda franzida, com se aquilo realmente importasse
para ela. Esta é uma das coisas que eu gosto tanto em Imogen ­ é honesta. Se ela gosta de
você, ela realmente gosta de você, tudo em você, e se levantava por você contra quem - ou o que
quer que estivesse fazendo de sua vida um pesadelo vivo. "É errado dele, banir você de sua vida.
Ele devia saber melhor."

Eu fiz a cara que minha mãe chamava de uma tromba. "Mamãe disse que ele está tendo uma
crise de meia idade, e que é o porquê ele ter comprado um carro esporte e arranjado para si uma
esposa troféu. Tudo bem. Eu realmente não gostava de ficar muito com ele." Bzzzt! Grande e
enorme mentira. Eu esperava que o detector de mentiras de Imogen não me pegasse com essa.
Eu me apressei para a próxima queixa em caso dele ter feito.

"Terceiro, a feira não é uma feira normal, do tipo com pipoca e algodão doce e falsos cantores
country. Ah, não, esta feira está repleta de pessoas que podem falar com os mortos, fazer mágica
de verdade, ler mentes, e outras coisas esquisitas como isso. Um minuto eu tinha uma vida
relativamente normal com amigos normais e uma escola normal, vivendo com uma quase normal
mãe em Oregon, e no outro eu sou Fran a Rainha Esquisita, passando o verão saindo com
pessoas que dariam a maioria das pessoas um caso de calafrios que duraria para uma vida. Se
isso não é algo para se parecer chateado, eu não sei o que é."

"As pessoas daqui não são esquisitas, Fran. Você tem estado com a gente tempo suficiente para
ver isso. Elas são dotadas com raros talentos, assim como você é."

Eu mergulhei minhas mãos mais profundamente em meus bolsos, a suave seda das luvas de
látex roçando contra as pontas de meus dedos.

Meu "talento" era algo que eu não gostava de falar. Para ninguém, não que alguém além de
Imogen e minha mãe soubessem sobre isso. Eu acho que Absinthe suspeitava, mas ela não
podia fazer nada sobre isso. Ela tinha medo do que minha mãe faria com ela se tentasse mexer
comigo.

Ok, às vezes era bom ter uma bruxa como mãe. A maior parte do tempo, porém isso apenas
enchia. O que eu daria por uma mãe que fosse uma secretária e soubesse como assar
biscoitos...

"Você não acha que eu sou uma aberração, acha?" Os olhos azuis de Imogen ficaram pretos.
Essa era uma das espécies de coisas que podia fazer, ela me disse. Seus olhos mudavam as
cores com fortes emoções.

"Não, não você, você não podia impedir que seu pai fosse um vampiro."

"Dark One," ela corrigiu, agitando as velas. Elas eram as especiais que minha mãe fez, velas de
encantamento, ligadas com feitiços e ervas para melhorar a clareza da mente e a comunicação
com a deusa.

Eu acenei. Uma das primeiras coisas que Imogen tinha me dito sobre os vampiros era que eles
gostavam de ser referidos por seus nomes apropriados: Moravian Dark Ones. Só os caras eram
Dark Ones, no entanto; as mulheres eram só chamadas de Moravian. "Você não é uma aberração
só por que seu pai foi amaldiçoado por algum lorde demônio. Não é como se você bebesse
sangue ou qualquer coisa."

Imogen deu de ombros. "Eu tenho. Não é muito bom. Eu prefiro Frankovka." Esse era o vinho
preferido de Imogen, a única coisa que ela bebia. Ela tinha estojos das coisas que transportava

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com ela de cidade em cidade. Ela dizia que isso a lembrava de sua casa na República Tcheca.
"Eu acho, querida Francesca, que o que você mais precisa é de um amigo."

Eu chutei um torrão na grama, e observei pelo canto de meu olho enquanto ela fazia uns
símbolos no ar. Barreiras, ela as chamava, artifícios de proteção com um feitiço que você tinha
que desenhar no ar. Todos os vampiros ­ desculpe ­ Moravians ­ podiam desenhar barreiras.
Mamãe tinha estado perturbando Imogen para ensiná-la a como fazê-las, mas por alguma razão
ela tinha recusado. "Eu tenho amigos, muitos amigos."

Essa era outra mentira, eu não tinha amigos de verdade em casa, mas eu percebia que eu não
precisava fazer a mim mesma soar mais patética do que eu já tinha.

"Não em Oregon, aqui. Você precisa de amigos aqui." Ela não olhou acima enquanto traçava
outro símbolo no pano estendido.

"Eu tenho amigos aqui também. Há você."

Ela sorriu e me acenou em direção a ela. Eu me inclinei para frente, à parte de trás do meu
pescoço formigando enquanto seus dedos dançavam no ar a algumas moléculas de distância da
minha testa. Ela tinha desenhado uma barreira de proteção para mim uma vez antes, quando
cheguei pela primeira vez e Elvis ­ o mestre paquerador residente ­ tentou me acertar. Ter uma
barreira de proteção em você era uma sensação estranha, como se o ar ao seu redor fosse
espesso e pesado, como em um casulo. Eu nunca tinha visto uma barreira verdadeiramente
funcionar (mamãe tinha umas poucas palavras para Elvis, palavras como "murchando a virilidade
e diminuindo se você encostar um dedo nela."), mas ainda assim, era um gesto legal da parte de
Imogen utilizar um pouco de seu poder sobre mim. "Estou lisonjeada, Fran, Você é, deveras, um
de meus melhores amigos."

Eu tentei não sorrir. Imogen falou algo como vindo de um antigo filme inglês ­ muito rico em
vogais, toda apropriada e perfeita gramática, com um monte de palavras grandes como um
professor que namorava mamãe costumava, mas misturado no que era um punhado de gíria que
soava estranho em comparação. Ela não sabia disso, entretanto, e eu não queria ferir seus
sentimentos. "E eu gosto de Peter também. Ele é legal, quando ele não está se rastejando ao
redor de Absinthe."

"Sim, ele é. Eles são o par mais estranho..." ela colocou uma caixinha onde mantinha seu dinheiro
debaixo da mesa, e retirou a poeira da cadeira. "Sabia que eles são gêmeos?"

Eu balancei minha cabeça. Eles não se parecem com gêmeos. Absinthe tinha cabelo rosa,
sobrancelhas finas de lápis e um frágil sorriso, enquanto Peter era pequeno, careca e tinha bons
e gentis olhos, eu tinha ouvido que eles tinham comprado a Feira de um grupo de pessoas que
costumavam trabalhar aqui, um grupo que se dispensou quando expulsou os anteriores
proprietários que eram assassinos psicóticos que tinham assassinado um monte de mulheres por
toda a Europa.

Você se surpreende que eu queira ir para casa?

"Eles são, apesar de eles não se parecerem um com o outro. É quase como se um tem todas as
boas qualidades, e o outro as lamentáveis."

Eu sorri depois de uma rápida checagem para ter certeza que nenhum estava próximo (você não
é muito cuidadoso quando Absinthe está relacionada). "E então há Soren. Ele é um amigo,
também."

"Sim, tem o Soren," ela disse enquanto se sentava, endireitando sua camiseta de renda franzida
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da Stevie Nicks retrô anos setenta. Eu podia dizer que ela estava tentando não parecia toda
entendida, do jeito que os adultos fazem quando você fala sobre um cara de sua própria idade. A
coisa é Imogen parecia como se fosse uns poucos anos mais velha do que eu, cerca de vinte,
então algumas vezes eu esquecia que ela tinha vivido tanto quanto ela é fazendo-a mais adulta
do que qualquer adulto que eu conhecia. "Ele é um garoto muito doce."

"Ele é legal," eu disse, realmente indiferente. Eu não precisava de Imogen dizendo a todos que eu
tinha uma queda por Soren. Eu não, no caso de você estar pensando. Soren tinha quinze (um
ano mais novo do que eu), tinha cabelos cor de areia e um rosto cheio de sardas, e era sete
centímetros e meio mais baixo e provavelmente 20 quilos mais magro. Ele era, entretanto, a única
outra pessoa na Feira que era perto da minha idade, então nós andávamos juntos.

"Eu acho que talvez..." Imogen olhou para cima e sorriu brilhantemente para três jovens mulheres
que se aproximavam de sua mesa. Elas perguntaram-na algo em húngaro, e depois me dando
um desculpado olhar, ela respondeu e acenou para as cadeiras no lado oposto da mesa.
Clientes. Eu estava uma pouco solitária e teria gostado de ficar e papear com Imogen, mas uma
das primeiras coisas que eu tinha aprendido quando minha mãe me arrastou para aqui há um
mês era que clientes pagantes vinham primeiro. Eu dei a Imogen um pequeno aceno e sai para
ver o que Soren estava fazendo.

A Feira Gótica é geralmente posta em uma básica forma em U, com uma grande tenda no fundo
do U, e duas longas asas contendo as barracas individuais, com todo "talento" ao longo de um
lado, e as barracas de venda ao longo da outra. As barracas não eram barracas de camping; elas
eram feitas de lona pesada, pintadas em cores selvagens com selvagens padrões, todas elas
abertas na frente, algumas com painéis de madeira para reforçar. A maioria podia ser
rapidamente montada e desmontada, e embalada em sacos grandes de lona. Soren
principalmente ajudava com a parte do monta e desmonta, mas ele também fazia estranhos
trabalhos, coisas que seu pai (Peter) tinha que supostamente fazer, mas nunca tinha tempo para
terminar.

Eu perambulei nas linhas das barracas, tecendo o ir e vir dos freqüentadores da feira, escutando,
mas não entendendo, as diferentes línguas ao meu redor. As grandes luzes alinhadas nos
corredores tinham sido ligadas, desde que o sol tinha apenas baixado, lançando misteriosas
sombras nas pequenas depressões e buracos do campo gramado que marcava a feira.
Sedutores aromas picantes vinham das barracas de venda de comida, misturada com o leve
cheiro prolongado da terra aquecida pelo sol embaixo de minhas sandálias. Eu acenei para
mamãe enquanto ela aconselhava alguém com um feitiço. Davide, seu gato, sentado parecendo
um bolinho preto de carne sobre a mesa dela, suas patas da frente debaixo de seu peito, seus
bigodes brancos retorcendo enquanto ele me observava caminhar. Davide realmente não gostava
de mim, mas eu o relevava a maior parte por que eu gosto de gatos, mas também porque minha
mãe disse que ele era muito sábio.

Um gato. Sábio. Tanto faz.

Achei Soren com um monte de caras em jaquetas combinadas jeans, descarregando caixas e
equipamentos de som, vindas de um velho caminhão batido.

"Hei," eu disse.

"Hei," Soren disse de volta. Nós somos legais desse jeito.

"Do que a banda se chama?" Eu perguntei enquanto ele lutava com um amplificador que era
quase tão alto quanto ele era. Eu levantei um lado daquilo sobre meu ombro e ajudei-o a tirar do
caminhão e para um carrinho de mão.

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"Crying Ores. Eles parecem ótimos, não é?" Ambos olhamos os caras agrupados ao redor de
uma mesa de som.

Eu dei de ombros. "Eles parecem como todas as outras bandas." Eu morreria antes de admitir,
mas gótico não era realmente meu estilo. Eu era uma garota de balada. Eu gostava de Loreena
Mckennitt e Sarah McLachlan, mulheres como elas. Caras cantando sobre querer retalhar os
pulsos de alguém e observar seu sangue gotejar para sempre só me deixava gelada.

"Eu os ouvi noite passada. Eles são bons. Você vai gostar deles." Eu dei de ombros de novo.
"Leve isso para mim, por favor. Dê isso para Stefan; ele é o homem com uma orelha."

Soren atirou uma pesada bobina de cabo em meus braços. Eu resmunguei um pouco enquanto
ele o fazia. A maldita coisa pesava uma tonelada. Eu cuidadosamente me enfiei em torno dos
amplificadores, pilhas de equipamento de som, e caixas sortidas, e caminhei para dentro do beco
entre o caminhão e a barraca. Direto no caminho de uma motocicleta.


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Capítulo 2

"Narng."

A escuridão girou através da minha cabeça, mas ela não era a escuridão familiar no interior de
minhas pálpebras, ou mesmo o dobro da escuridão experimentada na anestesia, mas uma
realmente negra escuridão que era preenchida com tristeza...e preocupação.

Você está ferida? Alguma coisa dói?

"Gark," eu disse. Finalmente eu acho que essa era eu, senti meus lábios se movendo e tudo
mais, mas eu não acho que já disse a palavra "gark" antes em minha vida, então realmente, por
que estaria dizendo ela agora, para essa triste escuridão que falava diretamente em minha
cabeça?

Gark. Eu não estou familiarizada com essa palavra. Ela é algo novo?

"Mmrfm" Yep, essa era eu falando, eu reconheci o 'mmrfm'. Eu dizia isso a cada manhã quando o
rádio-relógio disparava. Eu sou uma pesada dorminhoca. Eu odeio ser acordada.

Você não parece ferida. Você bateu sua cabeça?

A motocicleta! Eu tinha sido atropelada. Eu estava provavelmente morta. Ou morrendo. Ou
delirando.

Você andou diretamente em frente a mim. Eu não tive tempo de evitá-la. Você realmente devia
aprender a olhar antes de sair por de trás de caminhões.

Você não devia estar dirigindo numa rapidez louca , eu pensei de volta para a voz que deslizava
como suave veludo contra meu cérebro, não que no mínimo surpreendesse ou chocasse ou
mesmo estranhasse que alguém pudesse falar comigo sem utilizar palavras. Eu tinha estado com
a Feira Gótica por um mês inteiro. Eu tenho visto coisas estranhas.

A voz sorriu. Eu sei que isso soa estúpido, por que como pode uma voz sorrir, mas ela sorriu. Eu
senti o sorriso em minha cabeça tanto quanto claramente eu senti as mãos correndo abaixo em
meus braços, obviamente me checando por algum ferimento.

Eeek! Alguém estava me tocando! No segundo que minhas mãos fossem tocadas...

Meu cérebro foi preenchido com imagens, como um show de slides de estranhos momentos
desconectados no tempo. Havia um homem em um daqueles longos, bordados, ornamentados
casacos como os caras revolucionários vestiam. Este cara estava acenando seus braços ao redor
e parecendo realmente orgulhoso com alguma coisa, mas apenas tão logo eu dei uma boa olhada
nele, ele se dissolveu em lama e chuva, e sangue gotejando nas roupas de um cara morto na 1º
Guerra Mundial. Ele estava estirado para trás em uma vala, seus olhos abertos, sem ver
enquanto a chuva escorria abaixo de suas bochechas e em seus cabelos. Era noite, e o ar estava
cheio do cheiro de enxofre e urina e outras coisas que eu não queria identificar. Aquilo se
dissolveu também (graças a deusa), dessa vez uma lady com uma enorme, e quero dizer enorme
como uma cerca alta, peruca branca polvilhada e um gigante vestido armado com seus seios
quase pulando fora dele. Ela estava levantando a parte inferior da saia, deslizando isso para trás


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lentamente, expondo sua perna como se isso fosse alguma coisa especial (ela não era), dizendo
algo em francês sobre prazer.

Eu empurrei minha mão para afastar o homem me tocando ao mesmo tempo que eu abri meus
olhos.

Vampiro. Moravian. Nosferatu. Dark One. Chame ele do que você quiser; esse homem era um
sanguessuga.

Seus olhos se encontraram com os meus e eu suguei minha respiração.

Ele era também o cara mais gato que eu tinha visto em toda a minha vida inteira. Nós estamos
falando de abra-sua-boca-e-deixe-a-baba-cair gracinha. Nós estamos falando de quente. O maior
gostoso. O mais gostoso de todos os gostosos. Ele não tinha só boa aparência; ele era de cair no
chão morto de lindo. Ele tinha cabelo castanho escuro puxado para trás em um rabo de cavalo,
olhos pretos com sobrancelha tão longas que nele pareciam como se ele usasse rímel, um
moderno monte de pelos masculinos, e ele era jovem, ou pelo menos parecia jovem, talvez
dezenove. Vinte no máximo. Brincos em ambas as orelhas. Jaqueta preta de couro. Camiseta
preta. Corrente prata com uma cruz céltica ornamentada pendurada em seu peito. Ah, sim, esse
era um cara merecedor de se babar, curvando-se sobre mim, e só para minha sorte, ele era um
dos mortos-vivos.

"Alguns dias eu apenas não posso vencer," eu disse, me empurrando para uma posição sentada.

"Alguns dias eu nem mesmo tento," ele respondeu, sua voz a mesma da que tinha roçado em
minha mente. Ela era ligeiramente estrangeira, não alemã, como Soren e Peter, mas algo mais,
eslava talvez? Eu não tinha estado na Europa Oriental a tempo suficiente de ser capaz de
discernir os sotaques muito bem, e desde que todo mundo na feira falava inglês, eu não tinha
realmente que aprender tanto. "Você está ilesa."

"Isso foi uma pergunta ou um comentário?" Eu perguntei ignorando a sua mão enquanto ficava
em meus pés, limpando meus jeans e testando minhas pernas para qualquer possível fratura
exposta ou desmembramento ou alguma coisa como isso.

"Ambos." Ele se levantou e retirou a sujeira e grama de minhas costas.

"Ah, sorte minha, eu fui atropelada por um comediante," eu rosnei. "Hei! Mãos para si mesmo,
imbecil!"

Suas mãos, no ato de limpar a grama de minhas pernas, pausaram. Ambas as sobrancelha dele,
levantaram. "Minhas desculpas."

Eu puxei para baixo minha camiseta e dei a ele um olhar para deixá-lo saber que ele poderia ser
um vampiro, mas eu estava acima dele. Que foi quando isso me ocorreu que eu tinha olhar para
ele. Como em... Acima. "Você é mais alto do que eu."

"Estou feliz em ver que você não está sofrendo de nenhum dano cerebral. Qual é o seu nome?"

"Fran. Uh... Francesca. Os pais de meu pai eram italianos. Eu fui chamada por minha avó. Ela
está na Itália."

Deus, eu podia soar ainda mais estúpida? Balbuciando, eu estava positivamente balbuciando
como uma idiota, para um homem que em algum momento em sua vida teve uma topetuda garota
da revolução francesa desnudando suas pernas para ele. Ah, brilhante, Fran. Faça-o pensar que
você é uma lunática delirante.
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13 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"Este é um nome muito bonito. Eu gosto dele." Ele sorriu quando disse aquilo por último,
mostrando os dentes muito brancos.

Dentes sem pontas. Como em sem presas. Eu queria perguntar a ele o que tinha acontecido com
suas presas, mas Soren e alguns dos caras da banda tinham nos notado em pé com o cabo
esparramado por toda parte, e a motocicleta caída de lado.

"Fran, você está bem?" Soren perguntou, pulando do caminhão e avançando com dificuldade em
direção a mim. Uma perna era mais curta do que a outra, mas ele é realmente muito sensível
sobre ser coxo, então nós não falávamos nada sobre isso.

O vampiro olhou para Soren, então de volta para mim. "Namorado?"

Eu bufei, e então desejei não ter feito. Quero dizer, o quanto é chato bufar em frente a um
vampiro? "Não! Ele é mais novo do que eu."

"Algum problema, Fran?" Soren disse, mancando realmente rápido, dando ao cara de cabelo
escuro um olhar como se ele estivesse tentando pegar seu brinquedo favorito. Para te dizer a
verdade, eu estava tipo tocada pelo olhar franzido suspeito que Soren estava dando para o cara.

"Está tudo bem, eu só fui atropelada. Embora o cabo não esteja ferido."

"Atropelada?" Dois caras da banda se apressaram ao redor de Soren e agarraram o cabo,
examinando as extremidades dele.

"Brincadeira, Soren. Eu não estou ferida. Este é o irmão de Imogen."

O vampiro de cabelo escuro me deu um curioso olhar antes de estender sua mão para Soren. Ele
não podia negar aquilo, então eu percebi que meu palpite estava correto. Era sem surpresa,
entretanto. Quero dizer, quantos autênticos Dark Ones estavam vindo perambular em torno da
feira na mesma noite que Imogen estava esperando por seu irmão?

"Benedikt Czerny."

"Chairnee?" Eu perguntei.

"Soletrado é C-Z-E-R-N-Y. É Czerch."

"Ah. Está certo, Imogen disse que ela vinha da CR. Como é que o sobrenome dela é Slovik?"

"Mulheres na minha família tem o sobrenome de suas mães," Benedikt disse suavemente, então
puxou sua moto para cima.

Ele estava falando sobre os Moravians. Eu me perguntei se alguém mais sabia o que ele
realmente era. Imogen disse que só Absinthe sabia sobre ela ­ eu tinha descoberto isso por
acidente uma noite quando ambas alcançamos o mesmo pedaço de berry cobbler3 e minha mão
roçou a dela.

"Eu sou Soren Sauber. Meu pai e minha tia são donos da feira Gótica."

Soren tinha se enchido, seus normalmente agradáveis olhos azuis totalmente duros enquanto ele


3
Berry cobbler ­ é uma sobremesa. Um bolo recheado com amoras silvestres.
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14 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

encarava Benedikt. Eu nunca tinha visto ele daquele jeito; geralmente ele era todo sorriso e
amigável, tipo um gigante filhote loiro que quer ficar junto.

"É um prazer conhecer você," Benedikt disse polidamente. Ele se virou para mim e me ofereceu
sua mão.

Eu puxei a minha para minhas costas. "Desculpe, eu tenho essa coisa sobre tocar as pessoas.
É... uh... um problema de pele." Um problema de pele. Um problema de pele! Ótimo, agora ele vai
pensar que eu tinha lepra ou algo assim.

Sua sobrancelha esquerda sacudiu por um momento antes dela se abaixar. Ele olhou de volta
para Soren. "Tem algum lugar onde eu possa estacionar...? Sim, estou vendo. Obrigado." seus
olhos negros piscaram sobre mim. Eu suguei minhas bochechas e tentei parecer como se eu não
fosse o tipo de despedaçada por lepra balbuciando idiota que cruzava os braços em frente a
motocicletas. "Eu espero ver vocês novamente."

"Wow," Eu disse enquanto ele encaminhava sua moto para onde um trailer de cavalos estava
estacionado próximo ao ônibus de Peter e Soren. "Será que ele é muito legal, ou o quê?"

"Muito legal?" Soren olhou para Benedikt. O cara tinha realmente um caminhar legal. Quero
dizer, leeeeegal. Claro sua estreita calças jeans não machucava nada. "Eu suponho que sim."

Eu abracei meus olhos ao redor das minhas costelas, vagamente surpresa que elas não doíam
apesar eu ter sido lançada no chão. Nada em mim doía. Para dizer a verdade, eu sentia uma
espécie de... Formigamento.

"Você deve ficar longe dele," Soren disse. Eu cavei as luvas de látex para fora de meus bolsos e
coloquei-as, então puxei as rendadas luvas pretas de meus bolsos de trás. Eu tinha comprado-as
de um dos vendedores porque elas pareciam apropriadamente Goth. Ninguém olharia duas vezes
para alguém usando luvas pretas de renda, mas a experiência me ensinou que se você sai por ai
usando roupas de látex de médico, as pessoas começam a dar a você estranhos olhares. Soren
me observou por as luvas sem dizer nada. Eu disse a ele que eu tinha pele hipersensível (não
terrivelmente longe da verdade) no primeiro dia que nos conhecemos, e ele nunca disse nada
sobre minhas luvas desde então. Eu acho que com seu coxear, ele percebeu que não era
autêntico comentar sobre minhas luvas.

"Por quê? Ele pareceu ok para mim."

"Eu não gosto dele. Você deve ficar longe dele. Ele pode ser... perigoso."

Eu sorri e soquei-o no ombro em uma amigável maneira companheira. "Yeah, certo, eu sei a
verdade; você está com ciúmes."

Seus olhos ficaram todos assustados. "O que?"

"Sua moto. Você está com ciúmes, por que ele veio rugindo em cima de uma grande Harley, ou
seja, lá o que é, e seu pai não deixa você ter uma Vespa até que você tenha dezesseis."

Ele apenas me olhou por um segundo, então se voltou para o caminhão. "você vai ajudar a
descarregar ou não?"

"Claro." Eu sorri para mim mesma. Caras odeiam quando você os pressiona tão rapidamente. Eu
passei a hora seguinte ajudando a banda a colocar atrás da grande cortina preta que escondia a
parte de trás do palco da frente, onde os atos de mágica eram feitos. A Feira Gótica tinha dois
tipos básicos de clientes ­ pessoas comuns que ficavam excitadas por ver feiras ambulantes vir
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15 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

para a cidade (e nós íamos para algumas cidades realmente pequenas) ­ pessoas que
precisavam de ter suas palmas lidas e sortes ditas, e comprar alguns cristais e fotos de aura e
todas essas coisas sem valor ­ e os roqueiros que viajavam vindos por ai, não importasse o país
que nós estivéssemos para ouvir as bandas. A última banda que nós tivemos vinha da Holanda e
eles eram realmente populares, trazendo um monte de pessoas para os shows, mas como os
Crying Ores eram garotos locais, eu percebi que a multidão não seria tão grande para eles.

Eu perambulei por ai um pouco, observando os visitantes (eles eram muito mais interessantes do
que as pessoas que eles vinham ver), mais do que um pouco entediante. Eu pensei sobre ir ver
se Tallulah tinha manifestado algum ectoplasma interessante (ultimamente tudo o que vinha na
forma de Matt Damon ­ ela tem uma pequena queda), quando eu percebi que eram quinze para
as onze. Eu passei o tempo no lado de fora da barraca de minha mãe até seu cliente sair
segurando uma garrafa de felicidade (a poção mais popular da mamãe ­ ela realmente
funcionava também. Eu bebi um jarro grande disso quanto eu apenas aprendi a como rastejar.
Ela disse que eu ri por uma semana direto.)

"Franny, você podia olhar as coisas por alguns minutos? Eu tenho uns poucos frascos de
felicidade e sorte, mas acabou as bênçãos. Eu vou ir ao banheiro e estarei de volta em duas
balançadas de uma cauda de gato."

Eu juro que Davide rolou seus olhos. "Claro, sem problema. Hei mãe, você sabe alguma coisa
sobre o irmão de Imogen?"

"O irmão de Imogen? Eu não sabia que ela tinha um irmão. Agora, onde eu coloquei as
chaves...?" Ela se inclinou, procurando através da enorme bolsa que ela carregava, procurando
pelas chaves do nosso trailer. A primeira semana nós estávamos aqui, quanto eu tinha vindo
através do horrível choque de ter que me mudar de nossa bela casa fora de Portland para um
pequeno trailer no meio da Alemanha, ela me disse que eu podia escolher o que pintar no trailer.
Todos na feira tinham seus trailers pintados com seus próprios emblemas neles. O de Imogen era
dourado e branco, com mãos vermelhas e runas. O de Absinthe era rosa e verde (uma
combinação horrível), enquanto o ônibus de Soren e Peter tornado em uma casa sobre rodas era
um suave céu azul com um castelo e cavaleiros a cavalo estendendo-se no comprimento. Soren
me disse que a cidade na Alemanha onde ele tinha nascido tinha um grande castelo arruinado
que ele costumava adorar brincar nele.

Mamãe queria uma representação da deusa na nossa. Eu decidi por um fundo azul meia-noite
com estrelas douradas e luas crescentes nele. Ela colocou todo tipo de significado metafísico
nisso, dizendo que eu o tinha escolhido para retratar o mistério do desconhecido, yadda yadda
yadda.

Eu só pensei que era bonito.

"Maldição, eu sei que eu tinha minhas chaves quando eu sai do trailer; eu lembro de trancar
depois que eu sai. Querida?"

"Eu te dei minhas chaves dois dias atrás. Mãe. Não me diga que você perdeu aquelas também?"

"Sapos!4" Mamãe leva a sério essa coisa de bruxa. Ela não xinga, por que a maioria dos
palavrões tem suas origens em maldições, e ela não mexeria com nada escuro como uma
maldição. Ela pratica só mágica boa. É um pouco tedioso às vezes. Quero dizer, eu podia ter
realmente usado um par de maldições de qualidade durante o meu segundo ano. Ela levantou
uma mão. "Você podia?"


4
Bullfrog ­ Sapo boi, tradução literal.
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16 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

"Mãe!"

"Por favor."

"Eu não sou um clapper5. Você vai ter que encontrar suas próprias chaves."

"Eu sei, querida, mas eu tenho que usar o banheiro e eu quero trocar meu vestido de invocação.
Só dessa vez, por favor?"

Eu virei minhas costas para a abertura na barraca então ninguém poderia ver enquanto eu
retirava as luvas de renda, e então as de látex por baixo dela. "Você sabe que eu odeio fazer isso.
Faz-me sentir como uma grande e imensa aberração."

"Você não é grande ou imensa ou uma aberração; você tem sido abençoada pela deusa."

Eu respirei fundo e tentei limpar a minha mente, como ela disse que eu tinha que supostamente
fazer afim de abrir a mim mesmo todas as possibilidades. "Alguém está olhando?"

"Nem uma alma."

Eu segurei sua mão na minha, e tentei ignorar a onda de pensamentos que preencheram minha
mente. Mamãe discutindo com Absinthe sobre a banda roubar o dinheiro da feira. Suas
preocupações sobre eu não estar feliz aqui lutando com seu desejo de estar com a feira, tudo
misturado com o temor que a Feira iria se fechar se os roubos não parassem. Sua dor sobre meu
pai se casar de novo tão rapidamente depois do divórcio. O súbito pensamento que ela não
mudou a caixinha de Davide, um rosnar de fome, um sentimento de solidão que se assemelhava
tanto com o meu próprio que eu quase larguei sua mão... Eu apertei meus dentes e tentei
focalizar minha mente para escolher através da dela para encontrar o que eu queria saber.

"Você deixou elas caírem do lado de fora do trailer. Elas estão em uma moita alta de grama
debaixo de um papel de bala," eu disse, soltando sua mão com um suspiro de alivio. Mamãe era
a única pessoa que eu podia tocar que não me deixava sentir toda assustadora... Até Benedikt.
Eu pisquei com aquele pensamento, e percebia que era verdade. Tocar ele não me assustava
como quando eu tocava em alguém ­ ele era quente e macio, convidativo, um pouco misterioso,
mas estranhamente confortável, considerando que eu só tinha acabado de conhecer ele.

E, é claro, havia o fato de que ele era um vampiro.

"Você é um anjo," Mamãe disse, beijando minha testa e correndo para fora do trailer, pausando
para dizer a um grupo de pessoas se aproximando da barraca que ela estaria de volta em dez
minutos.

"Se eu sou um anjo, onde estão minhas asas?" Eu sussurrei. Era o que eu sempre dizia quando
ela me chamava de anjo, desde o momento quando eu era pequena e ela me balançava girando
e girando, e me dizia que eu era um anjo enviado para trazer o céu para a terra.

Eu olhei abaixo para minha mão. Ela não era pequena e delicada como as dela, ou longa e
graciosa como a de Imogen. Ela era grande, e meus dedos tinham pontas rudes. As mãos de um
músico, alguém tinha me dito uma vez, mas eu tinha parado as lições de piano quanto eu tinha
doze por que eu não podia estar tocando o piano da Srta. Stone. Muitas crianças o utilizavam
para suas lições semanais ­ eu ia para casa depois tremendo e próxima ás lágrimas. Foi quando
mamãe finalmente descobriu o que tinha acontecido comigo.


5
N/T:Clapper ­ é um dispositivo que é acionado para automaticamente desligar a energia quando você bate palmas.
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17 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"A quanto tempo você é uma vidente6?"

Eu me virei lentamente, me perguntando se Benedikt tinha lido minha mente. "Desde que eu tinha
doze."

Ele ficou do outro lado da mesa, uma grande forma negra bloqueando minha visão do céu se
tornando índigo e preto. "Puberdade?"

Eu acenei e tentei olhar para longe, mas não pude. Era algo nos olhos dele, brilhando com um
círculo apertado enquanto eles me observavam mexer com minhas luvas. Eu não queria falar
para ele sobre as coisas estranhas que eu podia fazer. Eu não queria que ele soubesse que eu
pertencia ao show de horrores.

Você não é uma aberração.

"Pare com isso," eu disse, dando alguns passos para trás, como se a distância pudesse manter
ele longe da minha mente.

Você está com medo de mim.

Seus olhos eram da cor de um carvalho escuro, pequenas manchas douradas contra o quente
mel castanho, manchas que eu podia ver apesar de seu rosto estar lançado em sombras.

"Por que eu deveria ter medo de você? Se alguém tem que temer, esse é você. Eu sei seu
segredo."

E eu sei o seu, ele disse em minha cabeça enquanto ele vinha na minha direção.

Eu afastei mais alguns passos, endireitando meus ombros, tentando parecer grande, rude e
malvada.

"Os seus são piores do que o meu, então se você não quer terminar no fim do negócio de uma
estaca afiada, é melhor você apenas recuar e me deixar sozinha."

Eu não quero deixar você sozinha.

"Você não sabe com quem você está mexendo... "Eu comecei a dizer, então gritei quando ele se
arremessou em direção a mim, agarrando meus braços e me puxando em direção a ele. Nós
ficamos juntos como que por um segundo, me preparei pronta para ele me morder, ele olhou para
mim com olhos que tinham mudado em uma brilhante cor de ébano.

"Eu não quero mexer com você de modo algum, Fran." Lentamente, muito lentamente, sua mão
deslizou em meu braço. Eu observei enquanto ela guiava para minha mão descoberta, minha
mão nua, minha mão que me impedia de ser feliz como qualquer outra criança.

"Não," Eu disse envergonhada disso ter vindo em um gemido.

"Confie em mim," ele disse suavemente. Seus dedos traçando ao longo das costas de minha mão
nua, então curvou por baixo, empurrando meu braço para cima então nossas palmas
descansariam juntas. Eu arfei e segurei minha respiração, esperando pela onda de imagens,
esperando por tudo que se derramaria de sua mente na minha.


6
N/T:Psychometrist : Psicometria ou psicometrista
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18 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Não houve nada. Eu estava tocando-o, mão com mão, e eu não senti nada, nada vi.

Eu olhei de nossas mãos para seu rosto. "Como você faz isso? Como você se desliga desse
jeito?"

Seus dedos entrelaçados aos meus, e tão de repente eu estava alerta era que ele era um cara e
eu era uma garota, e nós estávamos em pé juntos de mãos dadas.

"Você sabe quem eu sou."

"Eu sei o que você é, se é isso o que você quer dizer."

Ele concordou. "O que você sabe sobre nós?"

"Eu sei que você é um vampiro..." Seus dedos se apertaram nos meus. Merda. Usei a palavra
com v... "mas que vocês preferem ser chamados de Dark Ones. Eu sei que vocês bebem sangue
das pessoas para sobreviver, e você é provavelmente uns bons cem anos mais velho ­ Imogen é
sua irmã mais velha ou mais nova?"

"Mais velha."

Eu não sei por que aquilo me fez me sentir melhor, considerando que ele era provavelmente pelo
menos trezentos anos de idade, mas me fez. "E eu sei que vocês estão realmente tristes a maior
parte do tempo, mas de algum modo, você pode bloquear sua mente de mim ao mesmo tempo
em que você pode falar dentro de minha cabeça."

"Você sabe alguma coisa de como um Dark One é criado? Como ele pode ser redimido?"

"Um... você é criado... alguma coisa sobre um lorde demônio amaldiçoando você?"

Eu pensei que seus olhos eram negros antes, mas eles ficaram absolutamente negros. "Meu pai
foi amaldiçoado por um lorde demônio."

"Ah, isso mesmo, Imogen disse algo sobre os pecados do pai sendo passados para os filhos, mas
não para as filhas. Eu não sei nada sobre redenção."

Ele olhou para nossas mãos, ainda fechadas juntas. Era estranho tocá-lo, sentido seus dedos
quentes torcidos nos meus, e não ter minha cabeça preenchida com seus pensamentos e
memórias e tudo o mais que eu podia sentir quando eu tocava pessoas.

"Para cada Dark One existe uma mulher, chamada a Amada, que pode redimir sua alma, uma
mulher que pode equilibrar sua escuridão com sua luz, e fazer dele completo novamente."

"Ah," eu disse. Então esta não era a coisa mais inteligente que eu podia dizer. O cara estava
segurando minha mão ­ era difícil pensar sobre algo além de quão quente sua mão era.

"Você é minha Amada."

Eu arranquei a minha mão da sua, pulando para trás direto para as hastes de metal que
seguravam a barraca. A ponta do osso do meu pulso bateu nisso, me fazendo gritar em dor.
"Você está maluco!" eu disse enquanto esfregava meu pulso. "Você é um psicopata! Você é um
total maluco! Você é algum tipo de tarado!"

Ele andou a frente. "Eu não tenho escolha neste assunto. Dark Ones tem só uma Amada ­ muitos
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nunca a encontram. Eu quase tinha perdido a esperança de que iria encontrar a minha. Deixe-me
ver o seu pulso."

"Porque, para você poder morder ele? Não! Eu não quero que você me toque. Você é algum tipo
de vampiro pervertido excêntrico. Deixe-me em paz."

"Eu juro que não vou machucá-la, e que eu não sou um vampiro pervertido excêntrico. Deixe-me
ver seu pulso."

Ele ficou na minha frente, perto o suficiente para agarrar meu pulso, mas não me tocar, apenas
esperando que eu oferecesse meu pulso como uma boa ovelhinha.

Eu não sou tão ovelha.

Eu fiz um punho com minha mão direita ao mesmo tempo em que eu pisei em seu pé tão forte
quanto eu podia, deu uma joelhada em seu feliz saco, e enquanto ele se dobrava para agarrar
sua virilha, o golpeei no seu pomo de adão como minha mãe me mostrou em caso de algum cara
ficasse indecente comigo. Eu só não acho que ela antecipou que esse cara seria um vampiro.


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20 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Capítulo 3

Eu sei o que você está pensando. Você está pensando, Hey, eu não sabia que você podia deixar
um vampiro de joelhos chutando ele no saco7.

Bem, você pode. Quero dizer, eles podem ser morto-vivos ambulantes e tudo mais, mas eles são
só caras, sabia? Eles têm o mesmo encanamento quanto os outros caras não vampiros, e percebi
pela forma que Beneditkt se contorcia ao redor do chão, que ser acertado lá feria-o tanto quanto
isso machucaria uma cara normal. O que é provavelmente o porquê eu hesitei por alguns
segundos depois que me afastei, observando-o rolar no chão agarrado à sua virilha, claramente
em dor, mas sem dizer uma única, solitária palavra. Ele estava em absoluto silêncio.

O único outro cara que eu tinha golpeado (meu primeiro e único encontro) ficou gritando
obscenidades para mim depois que eu chutei-o, mas não Benedikt. A culpa me lavou enquanto
eu o observava, culpa e uma horrível urgência de rir. Não de Benedikt, mas de mim, de minha
vida. Tudo o que eu sempre quis foi me encaixar, ser como qualquer outro, não ser a esquisita, a
que é diferente de todas as outras crianças, e o que acontece? Eu encontro um vampiro que me
diz que eu sou a única que pode redimir sua alma. Ah, yeah, como eu aposto que acontece com
cada outra garota que vai para a Europa.

"Eu só quero uma vida normal," eu gritei para Benedikt. "É tão errado assim? Eu não sou a Buffy
a caça vampiros!"

Um pequeno gemido escapou enquanto ele ficava de joelhos. "Bom. Eu não estou interpretando
Angel se você vai me atacar com muita frequência."

Eu fiquei na frente da barraca, parte de mim se retorcendo para ficar longe dele, a outra parte
querendo se desculpar. Tudo o que ele fez foi ser legal comigo, e eu paguei a bondade chutando
ele onde isso conta. Oh, boa Fran.

"Você assiste Buffy!" minha estúpida boca perguntou. Soou como eu estivesse possessa ou algo
assim. Eu deveria ter saído correndo ou me desculpando, não em pé ali falando de TV com um
sincero-para-deusa Moravian Dark One. "Qual temporada foi a sua favorita?"

"Terceira." Ele ficou de pé, respirando pesadamente enquanto ele se dobrava, suas mãos em
seus joelhos.

"Ah. Eu gosto da quarta. Spike manda ver." Ele não disse nada, só lentamente se endireitou até
que estivesse mais ou menos normal. "Um. Você está bem?"

Ele acenou, sua mão agitando como se quisesse esfregar, mas não podia por que eu estava ali.
Eu me senti mais culpada do que nunca.

"Sinto muito."

Eu olhei para ele, piscando como uma idiota. "O que?"

"Eu disse que sinto muito."


7
N/T: Noodies ­ é aquela esfregada com o punho que se dá na cabeça de outra pessoa. A palavra pareceu fora do contexto já que Fran chutou
Bem
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21 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Eu pisquei ainda mais até que percebi o que eu estava fazendo. "Você está pedindo desculpas
para mim? Pelo o quê?"

"Ter assustado você. Eu não deveria ter despejado tudo em você tão cedo."

"Ah." Minha Fran interior, estava tão chateada que sempre me obrigava a fazer a coisa certa, me
cutucando forte. "Um. Sinto muito também. Eu não queria machucar você. Bem, eu fiz por que
você estava ficando mandão comigo, mas agora eu lamento o que você fez. Quero dizer, eu
lamento o que eu fiz. O que nos dois fizemos." Grande, agora eu soava como uma lunática. Se
ele estava com alguma dúvida que eu era a rainha esquisita de todas as aberrações antes, ele
não estaria agora. Uma aberração lunática.

Você não é uma aberração, ele disse cansado, como se fosse algo que ele dissesse muito.

"Você vai parar com isso. Ninguém entra na minha mente a menos que eu os convide."

"Desculpe-me," ele disse de novo, e esfregou seu pescoço.

Antes que eu soubesse o que estava fazendo, eu andei em frente e toquei a marca vermelha em
seu pescoço onde eu tinha acertado-o. Ele ficou imóvel, suas mãos em seus lados enquanto eu
gentilmente tocava em torno do seu pomo de adão. Sua pele era quente.

"Eu pensei que vampiros eram para estar mortos. Como você é quente?"

Ele colocou minha mão em seu peito, sobre seu coração. Eu podia sentir-lo batendo lá como o
coração de qualquer outro. "Eu pareço morto?"

"Não." Eu deixei meus dedos vaguearem na cruz de prata celta que se pendurava em seu
pescoço. "você pode usar uma cruz."

"Posso."

"Você não está morto e você pode usar uma cruz." eu dei a ele meu melhor olhar semicerrado.
"Você tem certeza que é um Dark One?"

Certeza absoluta; Ele riu na minha mente.

"Hei!"

Ele levantou sua mão e sorriu. "Desculpe. Isso não vai acontecer novamente. Não, a menos que
você me convide primeiro."

"É melhor que não." Eu dei um passo para trás e mordisquei meu lábio enquanto eu olhava para
ele. "Como você não está zangado em eu ter batido em você?"

"Eu a assustei. Eu não te culpo pelo o que você fez."

"Por que não?"

Seus olhos tinham se iluminado enquanto estávamos falando, mas eles de repente ficaram
escuros novamente. Ele não disse nada.

"Qualquer outra pessoa teria ficado chateado comigo, mas você não está. Por que? Porque você
acha que eu sou a sua salvação?"
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22 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Ele apenas ficou ali, uma mão no bolso de seu jeans, a outra aberta e relaxada, seus olhos
cintilaram como aquelas brilhantes pedras pretas que minha mãe as vezes utilizava ­ hematita,
elas são chamadas.

"Eu tenho dezesseis, Ben."

Suas sobrancelhas se levantaram. "Ben?"

"Benedikt é tipo boca cheia."

Ele sorriu. "Eu sei quantos anos você tem."

"Eu nem mesmo quero um namorado, muito menos me casar com você ou seja lá o que é que
vocês Moravians fazem para ter suas almas de volta. Eu só quero ser deixada em paz. Eu só
quero atravessar esse verão, então eu posso ir viver com meu pai no outono, ir para a escola e
não ter que viajar por toda a Europa com minha mãe me ensinando, como ela está ameaçando
fazer. Além do mais, você....você..." Eu parei. Eu preferia morrer a dizer que ele era tão
deslumbrante que ele provavelmente tinha que tocar as garotas pra fora dele com uma trave8,
enquanto eu era... Eu. Ok, as pessoas realmente não vomitavam quanto elas me viam, mas eu
não era deslumbrante.

"Eu sou o quê?

"Eu dei de ombros. "Um vampiro."

Ele enfiou um lado do meu cabelo atrás de minha orelha. Foi um gesto estranhamente íntimo, e
deixou me sentindo quente, então fria, então quente de novo. "Eu não quero nada de você, Fran.
A única razão que eu disse que você era a minha amada é para você entender que você pode
confiar em mim. Um Dark One jamais pode ferir sua amada."

"Ah, sério? Então se eu tivesse uma estaca e começasse a golpeá-la em seu peito, o que você
faria?"

Ele franziu seus lábios enquanto ele pensava sobre isso. Ele parecia tão engraçado, eu não pude
me impedir de sorrir. "Depende. Onde você estaria enfiando?"

"Direto em seu coração."

"Então eu morreria."

Meu sorriso desapareceu. "Sério? O negócio da estaca funciona?"

"Sim, ela funciona. E então a decapitação."

"E você me deixaria matar você? Você apenas ficaria parado lá e me deixaria matar você?"

Ele concordou. "Se estivesse em seu coração me ver morto, sim, eu ficaria lá e deixaria você me
matar."

Wow Fale sobre viajar na maionese. Eu decidi que eu não estava pronta para pensar sobre aquilo
e empurrei isso de lado. "E sobre a luz do sol?"

8
N/T: Two-by-four ­ dois por quatro ou uma trave/viga/barra

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23 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

Ele fez uma careta. "Ela não me mataria, não a menos que eu esteja lá fora nele por várias horas,
mas eu faço o meu melhor para evitá-lo. Dá-me umas queimaduras dos infernos."

"Huh." Eu olhei para ele. Ele tinha tirado sua jaqueta de couro mais cedo e estava agora vestindo
uma camiseta preta sem mangas. Seus braços eram bronzeados. Assim como seu rosto. Ele
tinha uma tatuagem de palavras em uma elaborada escrita retorcida ao redor em um círculo
sobre seu ombro. "Então, o que, eles têm lâmpadas ultravioletas para Moravian para manter você
longe do visual branquelo?"

Ele riu. Eu gostei disso; era uma bela risada. Ela me fez querer rir também. "Algo como isso." Ele
olhou acima de meu ombro, então se abaixou para pegar as luvas que eu tinha largado
entregando elas para mim enquanto ele acrescentava, "talvez nós possamos falar sobre isso
outra hora."

"Claro. Eu prometo que não vou bater em você de novo." Eu quis dizer isso também. Parecia ser
estúpido acreditar no que ele me disse sobre não me parar se eu quisesse matá-lo (como se!),
mas eu acreditei nele quanto ele me disse que não me machucaria.

Ele veio em minha direção na direção da saída atrás de mim. Eu mastiguei meu lábio por uns
poucos segundos antes de botar para fora, "você me levaria para uma volta em sua moto?"

Ele estava bem perto de mim quando parou. Seus olhos estavam de volta ao normal cor de
carvalho escuro, as manchas douradas claramente visíveis enquanto ele olhava para mim; então
ele levantou o olhar além de mim.

"Se sua mãe disser que está tudo bem, sim."

Eu me virei para ver o que ele estava olhando. Mamãe em pé na entrada da barraca, vestida em
seu vestido de invocação branco e prata, as camadas de gaze leve flutuando ao redor atrás dela
na brisa. Ela tinha uma coroa de flores brancas no seu cabelo, fitas rastejando atrás em suas
costas. Em uma mão, sobre um pedaço de veludo escarlate, ela segurava sua tigela de prata, e
na outra havia um punhado de velas de invocação. Davide se sentou ao lado dela, sua boca
aberta em um sibilar silencioso para Ben.

Suspirei e me joguei na cadeira mais próxima. Por que eu tentaria agir normal quando tudo ao
meu redor era tão estranho?

Mamãe me grelhou sobre Ben pelo resto da noite e quase pela manhã seguinte. Quem era ele, o
que ele queria, por que eu tinha mencionado que atingi ele, yadda, yadda,yadda. Eu respondi
suas perguntas por que elas eram primeiro as típicas coisas normal que ela tinha feito desde que
eu estava na sexta série, e que garantiu que ela não precisava lançar um feitiço em Ben ( não
que eu tivesse certeza que isso iria funcionar ­ talvez os Dark Ones são resistentes a feitiços? Eu
teria que perguntar a Imogen). Então ela começou sobre as coisas que realmente me faziam
desconfortável.

Foi por volta das onze da manhã. Nós tínhamos acabado de levantar (a feira Gótica fecha as
duas da manhã durante o verão), e mamãe estava em frente ao pequenino fogão que ela as
vezes cozinhava. Quando absolutamente ela tinha. Ela podia ser uma ótima bruxa, mas ela era
uma cozinheira muito ruim. Geralmente eu fazia isso, mas esta manhã eu tinha estado muito
ocupada sendo grelhada pelo Ben.

"Eu não gosto da idéia de você estar saindo com um garoto muito mais velho do que você," ela
disse uma vez que ela começou a se abrir.

"Eu não estou saindo com ele; nós só estávamos conversando." Yeah, ok, como ele esperava
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24 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

que eu salvasse sua alma em algum ponto, mas hei isso não significa que nós estamos saindo
nem nada, certo? "Tem mais água quente?"

Mamãe balançou a chaleira elétrica e entregou-a para mim. Eu fiz outro copo de chá (Earl Grey9 -
eu posso ser uma aberração, mas eu sou uma aberração civilizada) e exprimi um quarto de um
limão nele.

"Quantos anos ele tem?"

Eu olhei por cima do topo da minha caneca. Ela estava em pé em frete ao fogão embutido,
picando algumas frutas vindas de uma cesta de arame. O trailer que nós dividíamos tinha um
quarto (dela) e uma segunda cama (onde eu dormia) que estava convertida em uma minúscula
mesa e sofá e eu estava sentada nela agora. Mamãe era um bom radar de mentira. Eu percebi
que ela estava suspeitando o suficiente sem eu dizer algo que iria deixá-la esquentada.

"Um... ele é mais novo do que Imogen."

"Ele é? Então ele deve ter dezoito ou dezenove." Dê ou tire um par de cem anos, sim.

"É ainda bastante velho para você. Eu irei ter uma conversinha com ele. O que você diz de
torrada francesa hoje de manhã."

Agora o meu radar diminuiu. Ela estava se oferecendo para me fazer o café da manhã? "Parece
bom. Você não tem que falar com o Ben, mãe. Eu não estou namorando com ele nem nada."

"Mmm. Nós temos ovos?"

"Na geladeira." Eu a observei por alguns minutos enquanto ela cantarolava uma musiquinha para
si mesma enquanto estalava um par de ovos, cheirou uma caixa de leite e decidiu que ele não
estava muito velho, adicionou uma pitada de canela, e então começou cortando grossas fatias de
pão vindas de um pão de forma que ela tinha pego uma meia hora mais cedo.

"Ok. O que você está fazendo?"

Ela se virou ao redor para olhar para mim, suas sobrancelhas fazendo um bonito trabalho de
olhar surpreso. "O que você quer dizer?"

"Você está cozinhando o café da manhã. Você nunca cozinha o café da manhã para mim."

"Eu certamente faço! Eu cozinhei o café da manhã para você a apenas o último... o último..."

"Uh-huh. Você não consegue se lembrar consegue? É que foi há muito tempo."

Ela acenou uma espátula melada de ovo para mim. "Eu lembro como se fosse ontem. Foi quando
você quebrou seu braço andando de bicicleta na escola. Eu fiz ovos benedict10. Você adorou."

Eu sorri para o meu chá. "Mãe, eu estava então na quinta série."

Ela virou de volta ao fogão com um auto-certeiro fungar. "Eu simplesmente apontei isso que eu
tenho, além da ocasião, feito para você café da manhã."

"Geralmente quando apenas você quer algo de mim, só pratos. O que você quer que eu faça? Se
isso envolve vestir-se como uma ninfa e saltitar ao redor de uma correnteza como você me fez
9
Earl Grey ­ marca de chá
10
N/T: Egg Benedict ­ ovos mexidos com vários ingredientes.
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25 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

fazer no último verão, a resposta é não. Uma rodada de poção venenosa é o suficiente para me
levar a vida toda."

Ela virou a torrada na frigideira, sem dizer nada até que ela colocou um prato e entregou-o para
mim. Para minha surpresa, ela se sentou a mesa ao invés de fazer um prato para si mesma.
"Franny, eu estou preocupada sobre a Feira. São esses furtos ­ se eles continuarem, a Feira vai
à falência, e nós teremos que ir para casa."

Casa! Ah, cara, como eu queria ir para casa! Voltar para nossa pequena casa com as minúsculas
flores do jardim, voltar para meu quarto com os dois vazamentos quando chovia forte, voltar para
tudo familiar e normal, onde eu tinha meu lugar e ninguém me incomodava nele. Casa soava
muito bem para mim. Infelizmente, mamãe não se sentia do mesmo jeito. Ela assinou um contrato
de um ano de turnê com a Feira, dispensando suas poções e feitiços enquanto ela entrava em
contato com a comunidade wicca européia. Ela tinha aguardado por este ano com uma
expectativa que eu nunca tinha visto nela antes. Por três longos meses, ela gritou sobre o quanto
entusiasmada estava por ser capaz de ver a Europa, e que educação eu teria ao ir com ela. Ela
ainda tinha o distrito escolar, convencida que seu Ph.D em educação era bom o suficiente para
me tutorar por uma ano letivo enquanto eu era arrastada por todo o leste e oeste da Europa.

Não me entendam mal; não é como se eu amasse a escola ou outra coisa, mas pelo menos eu
me encaixava nela. Relativamente. Tanto quanto eu não tocasse em ninguém. A maioria das
crianças pensava que eu era só tímida, o que estava bem para mim. Pelo menos ninguém
pensava que eu era uma esquisita.

"Eu pensei que Absinte disse que a última banda fugiu com o dinheiro. Se eles se foram, como
eles poderiam roubar mais dinheiro?"

Ela raspou sua xícara, sua colher batendo contra o lado enquanto ela a mexia mais um zilhão de
vezes. O som disso bateu meus dentes na ponta. Eu pus minha torrada francesa e espalhei
geléia de framboesa sobre ela. "Peter disse essa manhã ­ isso é estritamente confidencial, Fran;
você não pode respirar uma palavra disso para ninguém, nem mesmo para Imogen ­ que o cofre
foi vasculhado de novo algum tempo depois de Absinthe ter colocado os ganhos da noite nele.
Ele disse que ia ter que chamar a polícia, ma eu não vejo como isso vai fazer algum bem. Quem
quer que esteja roubando o dinheiro é muito inteligente. Ele ou ela não seria tão estúpido quanto
deixar sua impressão digital no cofre. Especialmente não se..."

Ela parou e olhou abaixo para seu chá enquanto ela sacudia a colher e a colocava sobre a mesa.

"Se o que?" Eu perguntei ao redor de uma boca cheia de torrada.

Seus luminosos olhos cinza se levantaram para encontrar os meus. "Se alguém está usando seus
poderes especiais para roubar o dinheiro."

Eu engoli. "Como quem?"

"Eu não sei. Absinthe não sabe. Peter não sabe. Ninguém sabe."

Eu fiz um meio dar de ombros, não querendo admitir que eu estaria perfeitamente feliz se a Feira
acabasse e nós tivéssemos que ir para casa. "A polícia provavelmente vai descobrir quem quer
que seja que é."

"Isso está além da polícia, Fran. Há só uma pessoa que pode possivelmente determinar quem é o
ladrão."

Eu não vi isso vindo. Eu não vi nada disso, que provaria de uma vez por todas que eu não tenho
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26 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

uma única solitária célula psíquica em meu corpo. Pelo menos não do tipo premonitória. Eu me
entulhei com outro pedaço de torrada em minha boca. "Quem é esse?"

"Você."

Eu engasguei, lágrimas correndo de meus olhos enquanto eu arfava, tentando conseguir ar para
os meus pulmões em torno do grande caroço de torrada que estava preso na minha garganta.

"Você é a única que pode descobrir o ladrão, Fran."

"Eu não vou ser capaz de fazer nada se eu sufocar até a morte," eu ofeguei.

Ela franziu as sobrancelhas. "Eu estou falando sério."

"Eu também!"

Ela me deu minha caneca de chá. "Franny, você tem que fazer isso. Eu sei que você não gosta
de tocar em ninguém..."

Eu limpei meus olhos escorrendo com as costas de minha mão. "Não."

"... mas isso é uma emergência."

Eu balancei minha cabeça, tossi, tomei um gole de chá, tossi de novo, e limpei o nariz escorrendo
que sempre vinha com um próximo engasgar. "Não!"

"Eu não pediria a você se isso não fosse muito importante."

"Não é problema nosso! Absinthe e Peter podem lidar com isso por si mesmos, ou a polícia
pode."

"Eles não podem, querida. Se eles pudessem, eles já teriam. Você tem que ajudá-los."

"Eu não tenho que fazer nada," eu murmurei para minha torrada meio comida.

"Por favor, Franny. Todo o nosso futuro está em jogo..."

"Isso não é nosso futuro!" Eu gritei, batendo minha mão sobre a mesa tanto que as canecas
chacoalharam. Eu estava subitamente tão zangada que eu não podia ver direito. "Casa é o nosso
futuro, não esse show de aberrações! Eu não vou deixar você me tornar um monstro como eles!
Eu só quero ser normal como todo mundo. Você pode entender normal, não pode? Isso é o que
eu não sou!"

Seus olhos se alargaram e eu percebi que ela estava indo entrar na "você não é uma aberração;
você tem sido abençoada, dotada com uma habilidade que outros desejariam" lição de moral. Eu
sabia isso bem; eu ouvi isso na média de uma vez por mês, e pelo menos nos últimos dias depois
que nós chegamos à Feira, mas eu não podia aguentar isso de novo. Não agora. Não quando eu
estava tão confusa sobre Ben e tudo o mais.

"Onde você está indo?" ela gritou enquanto eu pulava da mesa e agarrava minha bolsa.
"Pra fora."

"Francesca Marie..."

Eu bati a porta do trailer em suas palavras, pulando os degraus de metal, segurando minha bolsa
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27 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

apertada através de meu peito enquanto eu corria através do labirinto de trailers situados na
extremidade final da grande campina que mantinha a Feira. Várias das pessoas da Feira
disseram bom dia para mim, mas eu ignorei todos eles e me fixei em um galopar constante que
eu sabia que podia durar um par de milhas. Eu corri através das árvores rodeando a campina,
abaixo em uma pequena inclinação gramada, e então em uma estrada que levava a cidade de
Kapuvár.

Carros passavam em seu caminho dentro e fora da cidade, levantando poeira que lavava sobre
mim, deixando minha boca e cabelo arenosos. Eu abrandei meu galopar para um trote, então
uma caminhada, caminhando através de campo após campo de vacas, cavalos, cabras, e
algumas ovelhas. Eu reprocessei o argumento com minha mãe, transformando-o, então eu tive
todas as boas linhas, meus argumentos tão convincentes que ela tinha que se curvar perante
meu raciocínio superior e admitir que nós pertencêssemos de volta a casa, não no meio da
Hungria. Eu murmurei para mim mesmo enquanto eu passei por um caminhão grande branco
com laterais batidas de madeira, do tipo que eles usam para transportar gado. Um homem velho
que conduzia um cavalo cinza sujo estava discutindo com um cara alto e magro em sapatos
caros. O cara alto olhava ao redor dele como se ele cheirasse alguma coisa ruim.

Uma garota uns poucos anos mais nova do que eu em pé ao lado da cerca, obviamente tentando
não chorar.

Eu parei por que eu gosto de cavalos, e o velho cavalo cinza tinha adoráveis linhas, um espesso
pescoço curvado, quadril arredondado, peito profundo, e grandes, grandes olhos castanhos
cheios de sentimento.

"O que está acontecendo?" Eu perguntei a garota, esquecendo por um momento que eu não
estava de volta ao lar onde todo mundo fala inglês. Ela se virou e fungou.

"Este é Tesla, meu ópapi ­ o cavalo de vovô. Milos está levando ele embora. Você é americana?"

"Sim. Quem é Milos?"

Ela apontou para o homem alto, que estava agora segurando sua mão. O alto, cara magro estava
discutindo com ele enquanto ele distribuía forints (seus dólares). "Eu estudo inglês na escola. Nós
somos muito bons, sim? Milos, ele é um..." Ela disse alguma coisa em húngaro então.

"Um o que?" Eu perguntei.

Ela fungou novamente. "Ele pega cavalos velhos, sabe? E eles fazem deles carne para cachorro."

Eu olhei em horror para o homem velho. "Meu Deus, que horrível. Isso não é ilegal ou algo assim.
Por que é que o outro cara esta deixando ele fazer isso?"

"Ele é meu tio Tarvic. Ele disse que não tem recursos para alimentar Tesla mais, agora que ópapi
esta morto, mas isso me faz tão triste. Tesla é velho, mas ele é especial. Meu ópapi amava ele
mais do que todos os outros cavalos."

"Hei!" Eu gritei, lutando com minha bolsa com uma mão enquanto eu corria através do portão em
direção aos dois homens e o cavalo. O velho cavalo relinchou para mim, acenando sua cabeça
para cima e para baixo como se entendesse o que eu estava indo fazer. Eu esperava que ele
estivesse, por que eu não tinha certeza. "Hei, senhor, eu irei te dar... uh... eu tenho duzentos e
cinqüenta dólares. U.S. Dinheiro. Eu irei dar isso a você pelo cavalo."

A garota ficou atrás de mim, tagarelando em húngaro. Eu presumi que ela estava traduzindo para
mim, por que o homem alto se virou e fez uma careta para mim. Eu escavei minha carteira e
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acenei a pensão do ano que papai tinha me dado como um presente de despedida (ou suborno,
seja lá como você quer olhar para isso). Eu segurei o dinheiro. "Diga para seu tio que eu darei a
ele o dinheiro se ele me vender o cavalo, em vez disso. Desse modo ele não terá que pagar o
exterminador de cavalos."

"Exterminador de cavalos?"

"Milos."

Ela se virou e disse algo para seu tio. Ele olhou meu dinheiro com um ávido brilho em seus olhos,
mas o homem velho começou a gritar comigo, me empurrando para trás. Eu segurei o dinheiro
para o tio Tarvic pelas pontas da extremidade. "Diga a seu tio que eu estou com a Feira bem
abaixo da estrada, e que o cavalo irá ficar bem; ele será realmente bem tratado."

A garota hesitou. "Ele não se importa; ele não gosta de cavalos."

Eu fiz um ruído exasperado. "Olha, você pode dizer a ele o que quiser que você queira; só o faça
pegar o meu dinheiro e me dar o cavalo."

Milos o exterminador estava de volta tentando me empurrar para longe do campo, acenando suas
mão selvagemente. Tesla colocou suas orelhas para trás e resfolegou um alerta para os gestos.

"Você vai tratar ele bem? Você vai cuidar dele?"

"Eu estaria disposta a dar toda minha pensão do ano se eu estivesse indo ser má com ele?" Eu
perguntei. "Sim, eu vou tratá-lo muito bem. Eu sempre quis ter um cavalo, e desde que Peter tem
um reboque de cavalos para o cavalo que ele usa em seu show de mágica, transportar Tesla por
ai não será um problema. Por favor."

A garota acenou e se virou para seu tio, suplicando com ele. Evidentemente o sinal do meu
dinheiro era demais, por que tio Tarvic arrebatou seu dinheiro de volta de Milos, e me entregou a
guia do cavalo ao mesmo tempo em que ele agarrava o dinheiro de minha mão. Um dedo seu
roçou o meu, mas eu afastei minha mão para trás antes que eu pudesse captar alguma coisa
sobre ele.

"Köszönöm," eu disse ("obrigada" em húngaro). "Köszönöm,"

Eu dei na guia um leve puxão e o velho cavalo começou a andar a frente. Eu tentar lembrar de
que lado Soren andava quando ele levava o cavalo de seu pai, Bruno, mas Tesla evidentemente
conhecia as cordas. Ele marchou do meu lado direito, guiando pela estrada como se conhecesse
para onde ele estava indo. Milos gritou e gritou muito, mais eu só sorri enquanto eu guiava Tesla
para a estrada, voltando em direção do caminho que eu tinha acabado de vir.

"Qual é o seu nome?" a garota perguntou. Tesla parou e olhou de volta para ela.

"Fran. Qual é o seu?"

"Panna." Ela se aproximou de Tesla, colocando as mãos ao redor de seu focinho castanho. Ele
bufou em suas mãos. Seus olhos estavam todos lacrimejantes novamente, como se ela estivesse
indo chorar. "Ele será um cavalo muito bom, sim?"

"Sim, ele será um cavalo muito bom. Se você quiser, você pode vir visitá-lo enquanto nós
estamos na cidade. Nós estaremos indo ficar aqui mais três dias; então nós voltamos para
Budapeste."

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Ela me deu um sorriso choroso. "Eu vou gostar disso. Obrigada, Fran. Você é minha amiga."

"Com certeza. Bem, vamos lá, Tesla; é melhor nós voltarmos então eu posso começar a trabalhar
para mamãe."

"Trabalhar para mamãe?" Panna perguntou.

"Nada. Eu vou te ver mais tarde?"

"Tão breve quanto eu sou capaz."

"Ok. Tchau."

Eu puxei a guia e Tesla começou a andar amigável o suficiente. Eu olhei para trás uma vez.
Panna estava entrando no carro com seu tio. Milos estava ligando as engrenagens do seu
caminhão, dirigindo na direção oposta. Eu olhei para Tesla. Seus longos cílios brancos
escondendo seus olhos enquanto ele caminhava ao meu lado, periodicamente parando para
pastar um parecendo particularmente suculento pedaço de grama.

Eu tinha um cavalo. Um cavalo velho. No meio da Europa, onde eu não tinha casa, mas um
trailer, eu comprei um cavalo. Eu tentei pensar em uma razão para que mamãe não devesse
despejar um chilique no final de tudo quando ela visse Tesla, mas eu sabia que era uma causa
perdida. Eu só tinha uma coisa que eu poderia usar como poder de barganha. Eu suspirei. Tesla
cochilou enquanto nós passeávamos juntos com o calor da manhã, balançou sua cabeça e rolou
um olho para olhar para mim.

"Você vai me custar muito mais do que dinheiro, cavalo. Uma porção inteira a mais."

Nós caminhamos o resto do caminho para a Feira em silêncio. Tesla pensando os tipos de
pensamento de cavalo e prestando nenhuma atenção aos carros enquanto eles zuniam por nós,
eu temendo o negócio que eu estava indo ter que romper. Eu teria que fazer o que mamãe queria
que eu fizesse. Eu teria que descobri quem era o ladrão.


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Capítulo 4

"Hei" Soren disse e colocou um balde de água abaixo ao meu lado antes de cair subitamente no
chão.

"Hei" eu disse de volta. "Obrigada pela água. Eu tenho certeza que Tesla irá apreciá-la quando
ele encher sua cara."


Nós nos sentamos em um banco na beira distante da campina, além da área que os carros
costumavam estacionar. Tesla estava pastando feliz ao longo das sombras lançadas pelo sol
enquanto ele começava a mergulhar abaixo das árvores. Eu tinha passado a maior parte do dia
sentada ali, olhando para ele. Ele se moveu rígido e lentamente, mas eu não via nenhum sinal de
que estava mortalmente doente ou pronto para capotar a qualquer segundo, ambos o que minha
mãe tinha sugerido, uma vez que ela saiu do choque da minha chegada de volta ao trailer com
um cavalo no reboque.

"Como sua mãe reagiu?"

Eu dei de ombros e arranquei um pedaço de grama alto do banco. "Ela soltou um sibilo"

O nariz sardento de Soren se enrugou. "Um sibilo?"

"Um ataque de sibilo. Ela tinha gatos. Uma ameaça, Você sabe, ela soltou os cachorros."

"Ah, soltar os cachorros, sim, eu estou familiarizado com soltar os cachorros. Meu pai solta os
cachorros sempre."

"Yeah, bem, quando seu pai solta os cachorros, eu aposto que as flores não murcham e o leite
não azeda." Esta não foi o pior disso. Uma vez, quando ela ficou realmente brava comigo por que
eu fui a um clube que ela disse que eu não podia, cada espelho da casa estilhaçou. Eu fiquei de
castigo por um mês depois daquilo. Fale sobre os sete anos de azar.

"Não," Soren disse pensativamente. "Embora uma vez todos os pombos morreram."

Peter era um dos três mágicos que praticavam magia. Ele era o único dos três que podia fazer
mágica real, o tipo que você quase nunca vê. Seu grand finale era virar uma caixa de pombos
dentro de Bruno, seu cavalo, o que era só uma ilusão, não magia de verdade. A mágica de
verdade... Bem, ela daria a você arrepios de assistir.

"Suponho que leite azedo é melhor do que pássaros mortos."

Soren selecionou um grande pedaço de grama, dividindo ao meio para fazer uma palheta dele.
Ele assoprou. Ela soou molhada e babenta. Eu dobrei minha folha de grama cuidadosamente, a
pus em meus lábios, e enviei uma corrente de ar através da abertura estreita. Um alto, acentuado
guincho silenciou a tagarelice dos pássaros próximos por um momento. Tesla levantou sua
cabeça e olhou para mim. Eu bati o balde de água com meus dedos. Ele vagueou e mergulhou
seu focinho cinza escuro dentro dele, bebendo e resfolegando para si mesmo.

"Miranda disse a você pode mantê-lo?"
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Eu pensei na longa hora de discussão que nós tivemos uma vez que eu retornei. "Bem... ela disse
que eu teria que conseguir um emprego na Feira para pagar pela comida dele e contas do
veterinário. E ela disse que seu pai tinha dado ok para ele viajar com Bruno quando nós
estivéssemos na estrada, e que um veterinário teria que olhar ele para ter certeza que não tem
uma doença de cavalo horrível. E eu tenho que encontrar uma casa para ele quanto for à hora de
nós voltarmos para Oregon. Mas sim, ela disse que eu podia mantê-lo."

Houve, é claro, uma outra condição, a mais importante condição, a que garantiu o acordo para
mim. Eu concordei em me tornar a senhorita toque e sinta em um esforço para descobrir quem
dos empregados na Feira (se algum) estava roubando Absinthe e Peter.

Eu fiz uma careta para Tesla, tentando decidir se ele era a pior de todas as agonias que estava
indo me custar. Ele puxou seu nariz do balde, aspirou meu pé, então levantou sua cabeça e
soprou meleca de cavalo e água tudo por cima de minhas pernas.

"Você teria sido um jantar de cachorro sem mim, Tesla. É só você lembrar um pouquinho desse
fato!" eu agarrei uma mão cheia de grama, limpei a meleca e água de minha perna direita

Soren sentou descansando seus braços em seus joelhos. "Eu vi Imogen esta manhã."

Eu joguei fora meu punhado de grama e peguei outra, olhando para Tesla enquanto eu limpava
minha outra perna. "Yeah. Eu também. Ela estava pegando um bronzeado."

Soren tentou fazer um apito com outro pedaço de grama, mas ele caiu de lado. Ele o jogou para
Tesla, que prontamente o comeu. "Ela disse que seu irmão está ficando com ela por alguns dias."

Eu sabia disso. Imogen tinha mencionado isso para mim na noite anterior. Parecia que eles não
tinham visto um ao outro a um longo tempo. Eu me perguntei quantas muitas centenas de anos
"um longo tempo" era para um vampiro? Eu joguei fora minha grama e fiquei em pé, dando
tapinhas sobre o pescoço de Tesla. "Yeah, eu sei."

Soren deslizou um olhar de lado para mim. "Eu não gosto dele. Ele é tão..." Ele disse algo em
alemão.

"O que?"

Ele acenou suas mãos ao redor. "Evasivo. Escorregadio. Rápido." Eu não acho que ele é legal."

"Sério?" Eu segurei o cabresto de Tesla e alisei minha mão na curva adorável de seu peito. Ele
era espesso com músculos, mesmo para sua idade. Ele virou sua cabeça e tocou com o nariz
minha mão. Eu cocei suas orelhas por um minuto, então deslizei minha mão embaixo de sua
crina e corri para baixo de seu pescoço, curtindo a sensação de cavalo quente sob as pontas de
meus dedos. "Eu gosto dele. Ele é... O que diabos?"

Eu empurrei de lado um sujo pedaço de crina e olhei para o local onde o ombro de Tesla
encontrava seu pescoço.

Nada parecia diferente ­ era tudo crina suja de cavalo cinza ­ mas correndo meus dedos
levemente ao longo acima de seu ombro esquerdo, eu senti algo, um espessamento, como uma
grande cicatriz. "Ele deve ter machucado a si mesmo há muito tempo atrás, "eu disse para mim
mesma."

"Quem, Benedikt?"

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"Não, Tesla. Toque ele ali. O que você sente?"

Soren mancou e correu sua mão sobre o ombro do cavalo. "Cavalo."


"Tente novamente."

Soren fez uma careta, limpou sua mão em seu short. "Cavalo suado. Sobre Benedikt..."

Eu entornei a água com meu pé. Soren pulou pra trás fora do caminho da poça rastejante. Eu
despejei o balde e o entreguei para ele, juntando a guia ao cabresto de Tesla. "Vamos lá, eu
quero te dar um banho. Você pode ajudar antes do corre-corre da noite começar. O veterinário
está vindo vê-lo amanhã, então ele tem que parecer saudável."

Soren franziu a sobrancelha, mas me seguiu enquanto eu guiava Tesla através da área de
estacionamento gramada. "Você está evitando o assunto."

"Yeah, eu sei. Eu estou ficando muito boa nisso também, huh?

Ele suspirou um dos seus dramáticos suspiros que os caras que tem quinze suspiram. "Eu avisei
a você. Quando você vier chorando para mim que ele fez algo terrível com você, não me diga que
eu não a avisei."

Eu sorri e cutuquei ele com meu cotovelo. "Combinado."

Eu vou dizer isso a Soren ­ ele podia estar com ciúmes da moto muito legal de Ben (e trabalhar
para mamãe me deixar ir em uma volta nela era a próxima da minha lista), mas ele estava
disposto a ir a fim de me mostrar como cuidar de um cavalo. Bruno, o andaluz impressionante de
Peter, parecia positivamente branco cintilante comparado ao sujo cinza de Tesla, mas uma hora
depois, depois de ter ensaboado e enxaguado ele (muito para o prazer de Tesla ­ eu juro que o
cavalo positivamente gemeu de felicidade quando Soren apresentou um pente de escovar), ele
pareceu menos cinza e mais como um branco verdadeiro. Eu gastei outra meia hora penteando
sua crina e cauda, então ele estava parecendo lindamente bem apresentado no momento em que
Peter parou para checar as patas e a boca de Tesla.

"Ele é velho," Peter disse enquanto espreitava dentro da boca aberta de Tesla. "Provavelmente
vinte, vinte e cinco anos. Mas ele parece claramente em boa forma." Ele soltou os lábios do
cavalo e deu tapinha no seu pescoço. Tesla o arqueou e fez um teimoso pequeno empinar em
lugar de se mover. Peter riu. "Bom velho garoto. Ele não vai nos causar nenhum problema. Sua
mãe disse que você irá trabalhar para pagar pela alimentação dele, verdade?"

"Verdade." Eu concordei, sentindo todo calor e maciez por que Tesla estava se mostrando. O
grande desajeitado. "Eu posso fazer concessões, ou bilhetes, ou mover coisas, ou..."

Peter balançou sua cabeça. "Você irá aprender a ler palmas com Imogen. Sua mãe me disse que
você vai ser boa nisso, e Imogen deseja só ler runas. Você irá aprender com ela. Eu vou paga-la
em alimentação para Tesla enquanto você aprende; então você ira ganhar salários de verdade,
sim?"

Meu estômago torceu em uma pequena bola com o pensamento de ler a palma das pessoas. O
que significaria que eu ia ter que tocar nelas! Mãe má, má. Ela tinha tentando pelos últimos anos
me fazer leituras das pessoas. Agora ela me tinha exatamente onde me queria.

Cara, você compra um cavalo e de repente tudo em sua vida fica complicado! Dei tapinhas em
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33 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

Tesla, pensando que antes daquela manhã, tudo era claramente cristalino para mim ­ mais do
que qualquer coisa, eu queria voltar para casa. É claro, havia Ben... Mas não havia nada que o
impedisse de ir para Oregon, havia?"

Tesla, entretanto, era outro assunto. Eu tinha certeza que eu não podia levá-lo para casa comigo;
o que seria muito caro. Então o que queria dizer que eu tinha que ficar e me entregar ao plano
diabólico de minha mãe para me fazer um deles, ou eu podia ficar e apenas recusar a fazer
qualquer coisa, e ficar atrapalhada e azeda até que todo mundo ficasse cansado de mim e me
enviasse de volta para viver com meu pai (que, para ser honesta, não estava parecendo bom,
com a sua nova esposa troféu na foto), ou eu podia desistir de Tesla e fazer a melhor das coisas.

Eu olhei para Tesla. Ele olhou de volta para mim com seus grandes, olhos líquidos castanhos.
Não havia nada de errado com ele; só era velho. Ele merecia ser picado em ração para cachorro
só por que eu não queria fazer uma pequena investigação e alguma leitura estúpida de palmas?

Eu suspirei de novo (eu realmente tenho que parar; isso está ficando um mau hábito), e acenei
para Peter. "Tudo bem. Eu vou deixar Imogen me ensinar a ler palmas." Em meus próprios
termos ­ eu vou usar minhas luvas.

"Bom, bom. Soren vem comigo; eu tenho muito trabalho para você..."

Eles se apressaram para o pequeno trailer que servia como um escritório. O gerador detrás da
barraca principal zumbiu, então estalando para vida, as grandes luzes correndo abaixo de cada
lado do caminho da feira, zunindo uma após a outra.

Sombras surgiram, suas bordas irregulares e claras no brilhante branco azulado da luz que
inundou o chão, tornando a grama verde um prateado preto. Tesla relinchou, arranhando o chão
com uma pata enquanto eu corria a escova sobre ele pela última vez.

"Encontrou um novo amigo, não é?"

A voz de Ben se enrolou ao meu redor, quase como se ela estivesse tocando minha pele. E olhei
por cima das costas de Tesla. "Yep. Eu o comprei mais cedo hoje. Ele é meu."

"Você o comprou?" As sobrancelhas negras de Ben se levantaram enquanto ele se aproximava
de nós. Tesla bufou e jogou sua cabeça para cima e para baixo. Tentando se afastar de onde eu
tinha amarrado ele no pára-choque do ônibus de Peter. "Você comprou um cavalo. Um pequeno
souvenir da Hungria?"

"Algo como isso?"

Ben colocou sua mão e pegou o cabresto de Tesla murmurando coisas suaves enquanto ele
afagava a cabeça do cavalo, acalmando-o.

"Não me diga: Dark Ones tem uma habilidade especial em acalmar cavalos?"

Ele sorriu aquele contagiante sorriso que me fazia querer sorrir de volta. "Nada tão excitante. Só
acontece que eu gosto de cavalos. Qual o nome dele?"

"Tesla."

"Hmmm." Ben acariciou o pescoço de Tesla como eu tinha feito. Eu me debrucei para escovar
suas pernas, e quando eu me levantei, Ben estava franzindo as sobrancelhas para o ombro do
cavalo.

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34 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"Tem uma cicatriz lá," eu apontei para ele.

"Sim, eu notei," Ben disse. Seus dedos traçaram a letra P, dois X, e por baixo disso, uma linha
ondulada.

"O que é isso?" eu perguntei. Ben olhou acima para mim. "Os símbolos que você desenhou. São
para protegê-lo?"

Um sorriso arrumado espalhou através de seu rosto. "O que você sabe sobre proteções?"

Eu coloquei a escova de volta ao balde e me afastei de Tesla. Ele parecia muito bem, se eu
tivesse que dizer para mim mesma. "Não muito. Imogen disse que iria me mostrar como desenhá-
las uma vez, mas ela está sempre tão ocupada. Você protegeu Tesla?"

"Não," Ben disse. "Onde você o conseguiu?"

Eu expliquei minha aventura matutina, deixando de fora todas as coisas sobre mamãe e a minha
promessa de ajudar a encontrar o ladrão. Ele não ia ficar por aqui por tempo suficiente para que
isso importasse para ele.

"Você não sabe onde o avô da garota o conseguiu?"

"Nope."

"Nem mesmo seu nome?"

"O de Tesla?"

"O do avô."

Eu balancei minha cabeça. "Nope. Isso é importante? Eu deveria ter pego um recibo? Minha mãe
disse que eu deveria, que alguém pode alegar que eu o roubei, mas eu tenho Panna como
testemunha."

"Eu não acho que um recibo te diria alguma coisa," Ben disse lentamente, ainda acariciando
Tesla. Ele traçou algo sobre a bochecha do cavalo. "Se você quiser, eu posso descobrir de onde
ele se originou."

Tesla se virou e bateu em mim com sua cabeça. Eu retirei minhas luvas e cocei atrás de suas
orelhas. "Por quê?"

Ben levantou uma sobrancelha. Ele estava parecendo tão gostoso quanto na noite passada,
embora dessa vez ele estivesse em calças pretas e uma camiseta vermelho sangue que parecia
suave e reluzente, como se fosse de seda. Ele tinha dois pequenos brincos de pedra negra em
sua orelha esquerda, e um diamante em sua direita. Nós estávamos falando do muito legal aqui.

"Você sempre pergunta o porquê quando alguém oferece a você um favor?"

"Às vezes. Se eu acho que o favor vai me custar alguma coisa."

Ele sorriu de novo. "Isso vai custar a você."

Eu andei para trás de Tesla, me certificando de ficar longe de suas pernas só no caso dele virar
um coiceador.
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35 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"Quanto? Eu gastei todo o meu dinheiro com ele."

"Você pode pensar em convencer sua mãe a dar sua permissão para eu te levar em um passeio
comigo?"

Eu suguei em minha respiração. "Em sua moto?" Ele acenou, seus dedos ainda gentilmente
acariciando o pescoço de Tesla. "Este é um pagamento terrivelmente estranho. Que tal nós
apenas irmos ao passeio e não se preocupar com o ok?"

"Não." Ele balançou sua cabeça e estendeu sua mão para mim. "Você precisa conseguir a
permissão ou não haverá nenhuma volta."

Eu hesitei, mordendo meu lábio enquanto eu olhava para ela. Era só uma mão, só cinco dedos e
uma palma. Eu tinha tocado ele antes, e eu tinha ficado bem. Não havia nenhuma razão para não
confiar nele agora. Eu dei um passo mais perto dele, estendendo meu braço, minha mão pousou
sobre a dele. Eu juro que o ar entre nossas mãos ficou quente.

"Como você se desliga?" Eu perguntei.

Ele não disse nada, só olhou para mim com olhos negros como breu. Eu deixei dois dos meus
dedos afundarem e tocarem nele. Era só uma mão.

"Você nunca terá nada a temer em mim," ele disse suavemente, seu polegar esfregando as
costas de minha mão. "Se você se encontrar com problemas, eu irei ajudá-la. Sem dúvida
nenhuma."

"E tudo o que eu tenho que fazer é salvar sua alma em retorno?" Eu perguntei, puxando minha
mão para fora da dele.

Ele balançou sua cabeça. "Eu nada peço a você. Eu nunca pedirei Fran."

Eu fingi que meu braço coçou, e cocei-o para quebrar o momento. Seu olhar intenso me deixou
desconfortável, me deixando muito consciente que ele era um cara lindo em uma camisa
vermelha de seda e eu era um grande pedaço de garota em um par de jeans sujos e uma
camiseta suada.

Eu peguei o balde de ferramentas e me virei em direção ao trailer de cavalos, dizendo sobre meu
ombro.

"Eu irei perguntar a minha mãe sobre o passeio de manhã. Ela não está muito feliz comigo hoje à
noite. Pelo menos ela não vai estar se eu começar..." eu parei. Era tão fácil conversar com Ben,
eu esqueci que não precisava revelar cada pensamento que eu tinha para ele.

"Até que você comece o que?"

Ele me seguiu até a frente do trailer de cavalo, onde Soren me disse que eles mantinham os
grãos de Bruno. Eu medi a quantidade que ele mencionou, jogando-os em um balde. "Aqui, você
carrega isso."

Ben pegou o balde, observando enquanto eu franzia a testa para um fardo de feno. "Quanto é um
floco? Soren só me disse um floco. Metade, você acha?"

"Não, olhe, você pode ver as naturais divisões no fardo. Isso é um floco."

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36 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

"Como você sabe tanto sobre cavalos?"

Ele deu um meio sorriso. "Eu te disse ­ você não é a única que gosta deles."

"Ah. Você tinha um? Quero dizer, como há muito tempo atrás? Você sabe, quando todo mundo
tinha cavalos?" ele parecia tão normal (um eufemismo se já houve um) que era tão difícil de
lembrar que ele estava caminhando por ai a um par de anos atrás, antes deles terem carros,
antes deles terem eletricidade, antes de coisas como penicilina e analgésico. Eu queria perguntar
a ele um gazilhão de perguntas, mas descobri que isso teria que esperar.

"Yeah, eu tive cavalos."

"Eu acho que você teria, huh? Você mesmo cuidava deles?"

Seu meio sorriso ficou um pouco peculiar. "Não. Eu tinha cavalariços."

"Cavalariços? Como servos?"

Ele acenou

Eu só fiquei lá com minha boca aberta como uma grande garota idiota. "Você é da realeza ou
algo assim?"

Ele riu e acariciou debaixo de meu queixo, como você faz com uma criancinha. "Não, eu não sou
da realeza, Fran. Você não tem que parecer tão apavorada."

Eu me afastei, gritando para mim mesma por estar sendo tão palerma enquanto eu arrancava um
pedaço solto de cerca de quinze centímetros e carregava ele para o lado oposto do trailer onde
Bruno estava mastigando seu jantar.

Bem colocou o balde abaixo, então foi buscar em um segundo água para os dois cavalos
enquanto eu trazia Tesla e amarrava-o em uma longa guia para o trailer. "Din-dins! Bom apetite!"

"Fran? O que é que você tem que começar?"

Eu me virei e enfrentei Ben. Só o que eu precisava em minha vida, um vampiro com uma mente
obcecada. "Não é nada, ok? Só um pequeno projeto que eu tenho fazer para minha mãe. Algo
que eu tive que concordar para manter Tesla. Então você pode parar de bisbilhotar e me deixar
em paz."

Algumas vezes eu queria chutar a mim mesma. Outras vezes eu só quero sair da minha pele,
apontar para meu corpo e dizer: "eu não estou com ela." Esta era uma das vezes que eu queria
fazer ambos.

"Desculpe," Ben disse, e sem me dar nada mais do que um rápido olhar, ele se virou e se afastou.

Merda, merda, e dupla merda! Eu podia ser ainda mais estúpida? O cara mais gracinha em todo o
universo ­ ok, ele é um sanguessuga, mas ninguém é perfeito ­ e eu tenho que ser grossa com
ele até que ela saia para falar com as pequenas, baixas, garotas bonitas que ele não tem que
fingir que gosta apenas porque elas podem salvar sua alma.

"Minha vida é totalmente uma droga." Eu disse para Tesla. Ele agitou seu rabo de lado e fez côco.
"Obrigara. Eu precisava disso."

Eu limpei o côco de cavalo para fora do caminho, me certifiquei de que Tesla ia estar bem por um
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37 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

tempo, então percebi, tão logo quanto, que eu estava triste, infeliz e deprimida, eu poderia tão
bem estar realmente triste, infeliz e deprimida.

Fran Getti, a Nancy Drew11 do século 21.

Não!


11
N/T:Nancy Drew ­ uma série de livros sobre uma adolescente que investiga mistérios. O personagem aparece pela 1ª vez em 1930,e são
criados os livros a partir de 1959. Virou filme.
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Capítulo 5

"Miranda disse que você concordou em encontrar o ladrão que rouba o nosso dinheiro. Ela não
me disse como você irá fazer isso. Eu estou naturalmente curiosa. Você vai me dizer agora."

Absinte colocou sua sacola próximo ao seu trailer, e se virou para latir algo em alemão para Karl,
que tinha pego ela na estação de trem. Imogen disse que Karl é o garoto brinquedo de Absinthe,
mas eu tenho dificuldade em acreditar nisso. Não é que Absinthe seja feia, mas seu cabelo
espetado rosa não combina com seu queixo rígido e olhos pequenos.

Seu sotaque germânico era muito mais pesado do que o de Peter e o de Soren, mas mesmo
assim, quando ela virava seus desbotados olhos azuis claros em você, você fazia o que ela
queria. Ela era também uma leitora de mentes, um fato que me fazia realmente nervosa perto
dela. Tanto quanto eu não gostava de Ben marchando e vasculhando através de minha mente,
pelo menos eu confiava nele. Até certo ponto. Absinthe eu não confiava mais longe do que eu
podia cuspir. "Um... na verdade, eu não acho que direi a você. Mamãe não disse que era parte do
trato."

"Trato?" Absinthe girou ao redor e semicerrou seus olhos para mim. Era tarde da manhã, e ela
tinha acabado de retornar de sua viagem a Alemanha para encontrar uma banda substituta. A
maioria das pessoas da feira estava só acordando, mas eu percebi que tinha que começar no
meu novo papel como detetive, e iniciar a investigação... Tal qual isso era.

"Que trato é esse?"

"O trato que diz que eu posso manter meu cavalo se eu ajudar você. Eu percebi que a primeira
coisa que eu precisava fazer é falar com você sobre os roubos, e talvez ver o cofre e coisas como
isso."

Ela me deu outro olhar estreito, então se virou e entrou no trailer. Eu presumi que era suposto
que eu seguisse, e subisse após ela. Eu notei que o interior do trailer parecia como o lado de fora
(rosa e verde, lembra?) - em outras palavras, berrante mais surpreendentemente organizado.
Havia uma medonha quantidade daqueles matizes curtidas chamada cinza-claro12, mas o
pequeno sofá, duas cadeiras e a pequenina mesa que faziam a parte principal do trailer, eram de
muito bom gosto. Absinthe colocou sua sacola sobre a mesa e acenou para o banco curvado do
sofá.

"Este é o cofre. Como você pode ver, ele é um bom cofre, muito confiável, ja13? De manhã eu
acordo, abro o cofre e rito o dinheiro para a comida, mas não havia nenhum dinheiro, só jornal.
Foi aquele Josef, da banda, sabia? Verdammter Schweine-hund! Ele está tentando nos arruinar!"

Eu agachei em frente ao cofre. Ele era grande, cerca de meio metro de altura, feito de metal
pintado de branco, com a habitual coisinha de girar em frente, uma alça de metal para abrir, e
nada mais. Eu o cutuquei com meu pé. Ele provavelmente pesava uns quarenta e cinco quilos.

"Quem tem a combinação do cofre?"

"Peter e eu tenho." Ela sacudiu sua jaqueta de linho e pendurou-a no minúsculo armário.

12
N/T: Taupe ­ cinza- claro e em matizes curtidas está 'shades of tan' ­ matizes/sombras de castanho/bronzeado/marrom, enfim...
13
N/T: *ja ­ sim, em alemão. **Verdammter Schweine-hund ­ o hund significa cachorro em alemão
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39 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"Ninguém mais."

"É claro que não; você acha que nós somos tolos?"

Eu tentei pensar no que eu poderia fazer se eu quisesse abrir um cofre. "Um... quando você
normalmente o abre?"

Ela agarrou sua bolsa e passou raspando por mim, abriu a porta atrás de mim para seu quarto.
"De manhã, para desembolsar o dinheiro quando nós precisamos que Elvis e Kurt comprem
comida e qualquer coisa que nós precisamos para os shows."

Kurt era o irmão de Karl. Outro garoto brinquedo, ou assim dizia Imogen.

"E você coloca o dinheiro nele de noite?"

"Eu faço isso, ja. Eu o coloco em uma bolsa como esta, vê?" Ela segurou uma bolsa de dinheiro
preta vazia, do tipo com um zíper e uma fechadura no final. "O dinheiro vai nela uma vez e eu
conto as vendas dos bilhetes, e também depois que a feira fecha, ven14 todo o dinheiro vem dos
trabalhadores."

O contrato da Feira diz a todos os artistas para dividirem seus ganhos com Peter e Absinthe. Em
retorno eles tem suas despesas de viagem pagas, e era garantido um montante mínimo cada
mês.

"Ven eu olhei de manhã, fffft! O dinheiro sumiu, e a bolsa está cheia com jornal."

Eu mastiguei meu lábio enquanto observava Absinthe abrir sua bolsa de viagem. Eu não queria
que ela me visse tocando o cofre ­ se soubesse sobre minha pequena maldição, ela mandaria eu
ser colocada para trabalhar como a Aberração Adolescente residente. Com minhas costas para
ela, eu retirei minha luva da mão direita e alcancei a maçaneta do cofre. Com Absinthe ocupada
em acabar de guardar suas coisas a qualquer segundo, eu não teria tempo para me fortificar para
o ataque de imagens. Eu só agarrei a maçaneta e esperei pelo melhor.

Foi horrível. Pior do que eu pensei. Pelo menos sete pessoas diferentes tinham tocado no cofre
nas últimas poucas semanas: Absinthe e Peter eram os mais fortes, mas eu podia também sentir
Karl, Elvis, Soren e até mesmo Imogen e minha mãe tocaram no cofre em algum momento ou
outro. Objetos inanimados não podiam reter as memórias do modo que as pessoas, mas se
alguém estivesse sentindo uma emoção muito forte quando ele ou ela o tocasse algumas vezes
isso ficava impresso no objeto.

Indecisão e frustração estavam lá no punho do cofre, mas a esmagadora sensação, a sensação
que inundou minha mente era um frio, desespero quieto, o tipo do desespero que fazia suas
palmas picar com o suor. Uma das pessoas que tinham tocado o cofre estava emocionalmente
em um estado tão ruim que tocar a memória dele me deixou agora um pouco doente em meu
estômago.

Eu puxei minha mão, mas não tive tempo de colocar minha luva de volta antes que Absinthe
disparasse no quarto. "Eu não estou vendo como você pode nos ajudar, se você vai! Agora me
diga como trabalha. Você pode ler mentes, eh? Pode ver a culpa de alguém em sua aura? Você é
uma humana... do que vocês chamam aquilo... detector de mentiras?"

Eu dei a ela um sorriso débil e empurrei minha mão nua para trás de minhas costas, lentamente

14
N/T: Ven - não traduzi, ou é alemão ou é erro.
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40 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

voltando para o corredor estreito do trailer para que ela não pudesse vê-la. "Nada disso,
desculpe. Mamãe só acha que eu posso ajudar. Eu leio um monte de Agatha Christie."

Absinte cruzou seus braços e olhou para mim. "Eu não acho que tudo isso é diversão. Como você
irá nos ajudar agora?"

Eu alcancei a porta com minha mão enluvada, ainda mantendo minhas costas longe dela. "Eu irei
provavelmente falar com cada um e ver se alguém notou alguma coisa."

"Bah!" Ela jogou suas mãos no ar em um gesto de aborrecimento. "Inútil, isso é inútil. Eu tenho
perguntado a todos e ninguém vê nada, ninguém nota nada de errado. Isso é uma perda de meu
tempo."

Eu deixei um ombro virar em uma meia contração. "Yeah, bem, eu fiz o trato com minha mãe, e
eu vou me enfiar nisso." Não importa o quanto isso vai me destruir, eu adicionei silenciosamente.
"E vou deixar você saber se eu descobrir alguma coisa."

Absinte apertou seus lábios para mim, seus olhos brilhando cintilantemente. Eu parei com um pé
sobre o degrau, um no trailer, subitamente incapaz de me mover, presa no lugar com aquele
olhar. Meu couro cabeludo se arrepiou quando eu percebi o que ela estava fazendo. Eu podia
sentir ela se empurrando contra minha consciência, tentando descobrir um caminho para minha
mente. Eu queria gritar para ela ficar fora da minha cabeça, mas eu senti como se eu estivesse
pressa em um grande tonel de melado, como se cada coisa acontecendo ao meu redor estivesse
sendo girada em câmera lenta. Pânico, escuro e frio, me apertaram enquanto eu podia senti-la
deslizando ao meu redor, me cercando, me sufocando. Ela ia conseguir, e então ela saberia tudo
sobre mim! Eu não podia respirar; meus pulmões não podiam conseguir nenhum ar neles. Senti-
me esmagada por seu poder, sua habilidade de se empurrar ao lado da minha resistência débil e
o marchar em minha cabeça. Tudo começou a ficar cinza enquanto eu era varrida por uma onda
de tontura.

Não! Meu cérebro gritou.

Fran?

Calor me preencheu, relaxando o estrangulamento em que Absinthe me prendia, permitindo meus
pulmões se expandirem e sugarem o ar muito necessário. Eu agarrei o calor.

Ben?

Há algo errado? Ele soava sonolento, um quente, confortável sono, como se estivesse se
aconchegando em uma cama quentinha em uma manhã fria de inverno. O toque de sua mente na
minha era tranqüilizadora, afastando a tontura cinza, cobrindo-me de segurança.

Absinthe estava tentando entrar em minha mente. Ela iria descobrir sobre mim, sobre você
também.

Ela já sabe sobre mim. Não se preocupe, ela não vai entrar. Imagine-se em uma câmera selada,
sem nenhuma saída e nenhuma entrada. Só você. Imagine a si mesma nisso, e ela não será
capaz de entrar em sua mente.

Eu respirei fundo, meus olhos ainda nos de Absinthe enquanto ela fazia uma grande impulso em
minha mente. Meus joelhos quase se curvaram sob o ataque. Ben!

Pense na sala fechada, Fran. Sua voz era tão suave, tão cheia de confiança, o que ajudou a
empurrar um pouco do pânico escuro para longe. Eu imaginei uma sala feita de aço inoxidável,
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toda cercada por cantos, as laterais de cada estavam soldadas juntas. Não havia uma rachadura,
nenhum espaço em qualquer lugar que qualquer coisa pudesse entrar ou sair. Era absolutamente
impermeável, selado, e eu estava no meio dele.

A contenção de Absinte sobre mim rompeu como se eu cortasse uma corda esticada. Ela rosnou
em alemão, mas eu não esperei para ver o que mais ela tinha a dizer. Eu balbuciei algo sobre vê-
la mais tarde, e corri pela minha vida.

Ben?

Ele não respondeu. Eu não podia senti-lo, também. Eu não podia sentir nada, nem uma única
coisa. Só havia eu em meu cérebro. Ben, você está com raiva por que eu o acordei? Desculpe-
me se eu o fiz, mas eu precisava deixá-lo saber que sua idéia funcionou. Absinthe não conseguiu
entrar na minha cabeça. Está tudo bem agora. Um. A menos que você esteja zangado comigo, e
então eu acho que nem tudo está bem.

Nada. Nadica. Nem uma abençoada coisa. Ele nem mesmo pensa estar com raiva de mim, do
jeito que ele podia pensar em um sorriso.

Eu suspirei e olhei ao redor. Não havia muitos lugares para se esconder quando você estava
vivendo em uma grande, aberta, campina gramada com um monte de barracas e um grupo de
trailers. Eu não tinha idéia de onde estava indo, mas teci através dos trailers até chegar a uma
com símbolos nórdicos pintado em ouro e preto. Eu bati na porta enquanto virava a maçaneta e
deslizava através da porta, olhando por sobre meu ombro para me certificar de que ninguém me
viu entrando no trailer de Imogen.

"Imogen? Você está de pé? Eu realmente preciso falar com você."

As sombras se levantaram, a luz do sol se inclinando dentro do trailer, destacando os restos de
uma rosca sobre uma minúscula mesa, então eu deduzi que Imogen estava de pé e por perto.

"Você está se vestindo?" Eu fui para a porta fechada de seu quarto. "Escuta em tenho uma
pergunta para você ­ aimeuDeus!"

Não era Imogen no quarto; era Ben. Com o peito nu. Sentado na cama de Imogen com um
sonolento, e surpreso olhar em seu rosto.

Até que me movi e um tentáculo do sol serpenteou passando por mim dentro do quarto, caindo
sobre seu braço nu. Ele girou e empurrou o cobertor para cima, semicerrando os olhos para mim.

"Eu sinto muito!" Eu tentei mover para bloquear o raio de sol, mas mais veio ao redor de cada
lado meu.

"Geez, me desculpe, eu não posso... sol estúpido..."

"Entre e feche a porta," ele rebateu.

Eu pulei para dentro do quarto e bati a porta fechada atrás de mim.

Foi quando que eu percebi que estava em um minúsculo quarto mal iluminado, com um vampiro
nu que parecia realmente, realmente zangado.

Ele ligou a luz da cabeceira, empurrando o cobertor para baixo para olhar seu braço. A vista das
bolhas que listravam acima de seu braço eu esqueci de tudo, em estar embaraçada por ele estar
nu. "Eu fiz isso? Ah, Ben, lamento tanto. O que eu devo... gelo, que é o que você coloca em uma
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queimadura."

"Não abra aquela porta de novo!" Ele gritou justo quando eu estava indo caçar o gelo. "Eu não
preciso de nada; vai ficar tudo bem."

"Não seja estúpido; aquelas são como de terceiro... grau... wow." Ben acariciou seu braço
queimado. Cada passada da mão, as bolhas diminuíam até que tudo o que permaneceu foram
levemente irritadas marcas vermelhas em sua bronzeada pele inhame.

"Isso é maravilhoso! Você se cura!15"

"Ainda não está pronto." Ele caiu para trás contra a parede. "Eu tenho limitados poderes
regenerativos. Quanto mais fraco eu sou, menos eu sou capaz de me curar."

"Fraco?" eu estendi a mão para tocar seu braço, percebi que tinha minhas luvas postas, e
arranquei elas fora. No segundo que meus dedos tocaram sua pele eu fui preenchida com fome,
me roendo, me mordendo com afiados, golpes dolorosos, uma necessidade se construindo dentro
de mim para ter o que eu precisava, para subjugar o animal que rosnava por dentro. Eu afastei
meus dedos e olhei para Ben. "Você está com fome. É isso que você quer dizer com fraco?"

Ele correu sua mão através de seu cabelo e pareceu irritado. "Sim. Existe uma razão para você
estar aqui?"

Eu olhei para ele, incapaz de afastar o olhar. Ok, então eu estava olhando para muito de seu
peito nu, mas ainda, mesmo babando sobre aquilo, eu não podia me impedir de me perguntar
como ele podia ter tanta dor trancada dentro dele, e ainda parecer tão normal por fora. "Eu estava
procurando por Imogen."

"Ela não está aqui."

"Yeah, eu percebi isso . Como é que você está com fome? Quero dize, por que você não... você
sabe... se alimenta?"

"Eu não gosto de fast-food," ele disse. Eu pisquei. Ele suspirou. "Isso foi uma piada. Não é tão
fácil como apenas escolher uma pessoa fora da multidão e me empanturrar, Fran. Eu tenho que
ser cuidadoso com quem eu escolho."

"Ah, por causa de doenças e estas coisas? HIV?"

"Não, eu sou imune a doenças. Eu estou me referindo ao fato de que a maioria das pessoas iria
notar se sua esposa ou irmã ou filha subitamente aparecesse debilitada e sofrendo por uma
significante perda de sangue. Leva tempo para encontrar algumas pessoas que poderiam me
providenciar uma quantidade de sangue que eu preciso sem deixá-las com uma notável perda."

"Huh. Eu não tinha pensado nisso." Eu mordi meu lábio e olhei para seu braço. As marcas
vermelhas ainda pareciam como se machucassem, e eu sabia que tipo de dor ele guardava
dentro dele. E desde que eu causei a ele dor, eu achei que cabia a eu sacrificar um pouco de
sangue. Além disso, havia algo quase... Intrigante no pensamento de dar a ele meu sangue.

"Que tal eu?"

Suas sobrancelhas se levantaram. "O que?"


15
Healer ­ curador, benzedeiro, rezador, remédio, cura. Tive que adaptar. Ela disse: Você é um healer.
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43 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"Você poderia ter um lanchinho."

"Lanchinho?" ele olhou com se eu tivesse um peito brotando em minha testa.

"Yeah, você sabe, mordida. Mordiscada. Afundar a presa. Não o suficiente para me deixar
debilitada, mas o suficiente para você suportar até poder encontrar alguém mais para ..urn...
comer."

Só no caso de você estar se perguntando, isso está qualificado como a mais estranha conversa
que eu já tive.

Ben passou sua mão através de seus cabelos de novo. Eu gostava do modo como os músculos
em seu braço se moviam, mas eu tentei não o deixar me ver admirando eles. Eu não estou
realmente procurando por um namorado. Ok, a verdade é, eu não saberia o que fazer com um se
eu o tivesse, mas eu decidi que era melhor eu não me debruçar sobre isso.

"Fran, eu não posso ter o seu sangue."

"Você não pode?" Por que ele estava zangado comigo? Tão zangado que preferia sentar lá com
tanta fome que machucava do que saborear um pouco a Fran? "Não é por que eu não quero ­
não há nada que eu gostaria mais do que nos unirmos - mas isso é exatamente o que isso
significaria: nós estaríamos unidos pelo resto de nossas vidas, o que, alias, seria medido em
séculos ao invés de décadas.

Eu estava na porta, parte de mim querendo correr gritando do quarto, a outra parte querendo ficar
e falar com ele. Ele parecia tão normal..." Seria?"

Ele suspirou e puxou o cobertor para cima de seu peito. "Um Dark One que se juntar com sua
amada tirando seu sangue não pode se alimentar de ninguém mais. Eles estão unidos um ao
outro, juntos, pela eternidade, dando a cada um a sua vida."

"Ah, você quer dizer que eu teria..." eu fiz uma garra com meus dedos e gesticulei na direção do
meu pescoço com ela.

Ele acenou.

"Certo, então o lanche esta fora. Eu gosto de você e tudo mais, mas eu não acho que quero
passar a eternidade com você. Você não... uh... se importa se eu disser isso, não é? Você não
está ainda zangado comigo?"

Ele fez uma careta. Mesmo ele fazendo careta era gracinha. Talvez eu devesse repensar essa
coisa toda de não namorado. "Eu não estou zangado com você, Fran. Por que você pensou que
estaria?"

Eu acenei um mão ao redor vagamente. "Você não me respondeu mais cedo, e eu acordei você e
tudo..."

"Eu não respondi você?"

"Yeah, depois que eu deixei Absinthe. Eu fiz a coisinha esquisita psíquica funde-mente com você
para te agradecer, mas você não respondeu Eu percebi que você estava p da vida comigo."

Ele bocejou em sua mão. "Faça isso agora."

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"Huh?"

"Tente a coisinha esquisita psíquica funde-mente agora."

"Ah." Desse jeito?

Ele apenas olhou para mim.

Oiiiiiiiii? Ben? Alguém ai dentro?

"Bem?"

"Você não está respondendo. Se você não vai responder, você podia pelo menos ter um correio
de voz ou algo assim."

Um canto de sua boca levantou. "Fran, o que foi a última coisa que você fez antes de deixar
Absinthe?"

Eu dei a ele um beicinho. "Você sabe, você me disse para fazer isso! Eu imaginei que eu estava
em um quarto selado, onde nada podia entrar na minha mente."

"E nada podia sair?"

Eu pisquei para ele por um segundo, então sorri. "Ah, eu não pensei nisso. Como faço para abrir
a minha mente?"

"Você se imaginou protegida naquele quarto; apenas visualize que a proteção se foi."

Eu mastiguei meu lábio. "Eu vou ser capaz de conseguir isso de novo? Eu não acho que Absinthe
é uma das que desiste facilmente. Na verdade, eu não sei o que está a impedindo de ler a mente
de todo mundo que trabalha aqui." E, aliás, descobrir por si mesma quem roubou o dinheiro.

Ele bocejou de novo. "Você pode se proteger sempre que você precisar. Todo mundo pode;
Absinthe não pode ler a mente de ninguém que esteja protegendo ela. A primeira coisa que
alguém com habilidades psíquicas aprende é como proteger suas mentes de invasão. Sua mãe
não te ensinou isso?"

"Um... não.' Eu imaginei a mim mesma abrindo a porta da sala de aço inoxidável e andado para
fora dela. Obrigada Ben

"De nada. Mais alguma coisa?"

"Não. Desculpe-me por acordar você, duas vezes. E desculpe sobre o braço. E a coisa toda de
Amada. Eu não imagino você terrivelmente feliz sobre isso também."

Seus olhos brilharam escuramente para mim enquanto ele puxava o cobertor para cima de seu
pescoço.

"Você vai me levar para um volta hoje à noite? Mamãe disse que eu posso desde que eu esteja
de volta as dez. Eu sei que não dá a você muito tempo depois que o sol se pôe, mas..."

"Eu te vejo as nove."

Eu concordei e esperei até que ele puxasse o cobertor sobre sua cabeça antes de abrir a porta.
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Eu deixei um bilhete para Imogen sobre a sua mesa, então me apressei, sentindo-me muito bem
pelas coisas. Ben não estava zangado comigo, e tinha me mostrado como vencer Absinthe em
seu próprio jogo. Mamãe estava em um relativamente bom humor comigo depois de eu ter
concordado em fazer o que ela queria. Tesla parecia mais feliz em sua nova vida ­ o veterinário
deu a ele um atestado de saúde ­ e ele fez sua pequena dança-no-lugar engraçada quando
Soren e eu o levamos e Bruno para fora e colocamos correntes em suas patas dianteiras para
que eles pudessem pastar no gramado da campina sem sair correndo. Claro, eu ainda tinha tudo
de Nancy Drew para fazer, mas apesar de tudo, a vida estava começando a parecer boa.


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Capítulo 6

Minha vida é uma merda de sapo. Não, sinceramente, eu quero dizer isso.

Ah, ok, talvez não seja tão ruim assim. Mas se você encontra a si mesmo tendo que falar com um
cara que não só parecia com o Elvis Presley, mas soava como o Elvis Presley, mas que
realmente pensava que ele era o Elvis Presley, o seu dia não seria um pouco uma merda de
sapo? Yeah. Eu pensei que sim.

"Hei, você, pequena dama. O que o grande homem pode fazer por você, uh ­ huh?"

Vê? Merda.

"Oi, Elvis. Eu me perguntei se eu podia falar com você por alguns minutos."

Ele fez um pequeno requebrar dos quadris enquanto penteava seu grande cabelo preto em frente
ao espelho* 16que ele sempre colocava do lado de fora do seu trailer. Elvis era magro, um pouco
mais baixo do que eu, e tinha muito, e muito do espesso cabelo preto que ele ensebava em um
corte de cabelo de topete afofado dos anos cinquenta. Eu não podia acreditar que os caras
realmente usavam seus cabelos daquele jeito, mas mamãe disse que seu pai costumava o que
vai me fazer um pouco estranha com vovô quando eu o ver novamente.

"Claro que você pode." Ele fez outro remelexo de quadril. Elvis é muito bom em suas mexidas de
quadril. "Puxe uma cadeira e vamos tagarelar por enquanto."

"Eu quero que você me fale um pouquinho sobre demônios."

Ele parou no meio de uma remexida de quadril e virou ao redor para me olhar. "Demônios? Agora
o que uma mocinha como você quer com um grande demônio mau?"

Elvis era o demonologista residente. Ele alegava que não podia invocá-los (o que eu acho que é a
maior má furada), mas mamãe disse que havia algo sobre a sua aura que ela não confiava.
Tecnicamente Elvis supostamente aconselha as pessoas que pensam que estão sendo
atormentadas por um demônio, e providência talismãs de proteção contra ataques de demônios
futuramente. Eu acho que ele faz um baita sucesso com empresários...

"Bem, eu quero saber que tipo de coisas um demônio pode fazer por você Se você invocar um, é
isso."

Elvis fez uma careta e se virou para o espelho. "Sua mãe te pediu para me perguntar isso?"
"Não, ela não sabe que eu estou falando com você. Na verdade, ela estaria ficando muito
chateada se soubesse que eu estava. Ela não gosta de nada feito com os poderes das trevas."

Ele bufou e deu um passo para trás para admirar a si mesmo no espelho. "Nada errado com os
poderes das trevas desde que você saiba como lidar com eles." Ele se virou e apontou seu pente
para mim. "Demônios não são para garotinhas brincarem, no entanto. É preciso uma pessoa forte
para lidar com eles."


16
N/T: *Floor mirror ­ espelhos que tem apoios para ficarem em pé.


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Eu só pude manter longe o rolar de meus olhos para o comentário "garotinha". Eu sou sete
centímetros e meio mais alta do que ele! "Você pode fazê-los fazerem qualquer coisa que você
quiser?"

Elvis deslizou sua jaqueta de couro, apesar do fato de que estava quente lá fora. Ele fez um
truque durante o Malévolo show de mágica de Kurt e Karl, onde eles o materializavam em um
Elvis todo em vestes de gala, em uma caixa de vidro no meio do palco. Soren disse que achava
que isso é uma ilusão, não uma mágica de verdade, mas eu não consigo descobrir como eles
podem fazer, se isso não é real. "Demônios? Claro que você pode, supondo que você é forte o
suficiente. Se você não é, você será rango de demônio."

Ele fez um som de cortar como se estivesse comendo alguém.

"Há algum limite para o que você pode conseguir que um demônio faça?"

"Limites?" Ele acendeu um cigarro e ofereceu-o para mim. Eu balancei minha cabeça. "Que tipo
de limites?"

"Como... eles podem atravessar paredes? Digo, dentro da caixa que você se materializa?"

Ele tragou e soprou a fumaça pelo seu nariz (eu odeio isso). "Querida, não há nada que possa
manter um demônio fora de um lugar que ele queira entrar, exceto se você tiver desenhado um
monte de proteções. Ou se as paredes disso são feitas de aço. Eles odeiam aço. Queima-os."

"Ah. Ok. Bem, muito obrigada, Elvis. É melhor eu ir andando. Tenho que ajudar minha mãe a
arrumar."

"Você não está planejando invocar por si mesma um demônio agora, está?"

Eu levantei minha mão, no estilo de juramento. "Nope. Não saberia como, se eu quisesse."

"Bom. Demônios devem ser deixados para aqueles que sabem como lidar com eles." Ele se virou
para dar a si mesmo uma última olhada no espelho. Eu estendi minha mão esquerda (que tinha a
luva de rendas colocada, sem a de látex por baixo dela) e gentilmente toquei suas costas. Látex e
couro de animal eram as únicas coisas que podiam obstruir minha habilidade de sentir coisas
quando eu tocava as pessoas, mas eu realmente odiava o pensamento de preencher minha
mente com Elvis. Eu estava certa de que a versão apagada me diria o suficiente. Eu puxei minha
mão de volta, sorrindo selvagemente enquanto ele se virava em minha direção. "Obrigada! Vejo-
te mais tarde."

Ou nunca, se eu conseguir meu desejo. Eu tive a pior vontade de tomar um banho, de lavar para
fora da minha mente as imagens lascivas e pensamentos sobre Imogen que preenchiam a de
Elvis. Se eles tivessem um tipo de coisa como shampoo cerebral, eu estaria comprando um
caminhão dele.

"Que tarado," eu disse enquanto me dirigia para a barraca de Imogen. Eu estava indo me
certificar de dizer a ela para tomar cuidado com ele ­ as coisas que ele estava pensando sobre
ela apenas não eram saudáveis. "Mas pelo menos ele é um pervertido que não pode conseguir
que um demônio roube dinheiro para ele. Não com um cofre revestido de aço."

A barraca de Imogen estava vazia. Ela tinha estado fora todo o dia, provavelmente comprando na
cidade (ela adorava fazer compras), mas isso não era como ela estar tão perto da abertura. Eu
olho através da campina. Eu tinha movido Tesla para uma pequena sessão atrás dos banheiros
portáteis para que ele pudesse pastar longe dos freqüentadores da Feira. Soren estava
escovando Bruno, deixando-o pronto para aparecer no ato de mágica de Peter. O sol ainda
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estava um pouco visível através das árvores, longos dedos âmbares e rosa se estendendo
através do profundo céu. Em outra meia hora ele estaria escuro, e a Feira Gótica viria à vida.
Centenas de pessoas vagueariam pela Feira, rindo, gritando, tendo seus corpos perfurados,
comunicando com seus entes queridos mortos, brincando com instrumentos de tortura... Você
sabe uma noite de costume.

Eu fiz a lista mental das pessoas que tinha tocado no cofre. Elvis, meu primeiro suspeito, era um
não-vá. Imogen e mamãe, eu tinha certeza, foi apenas uma coincidência. Peter não tinha razão
para roubar a si mesmo (motivo, todos os detetives chama disso), e Soren provavelmente
também tinha uma legítima razão para colocar algo no cofre. O que deixava Karl.

Eu olhei ao longo do corredor central onde Kurt e Karl estavam mudando seus apoios para a
barraca central.

Eu parei em um dos estandes para pegar uma salsicha e um grande pretzel, devorando a
salsicha enquanto caminhava em direção a barraca central.

"Hei, Soren," eu disse, parando no trailer de cavalo. Ele estava esfregando a coisa brilhando nos
cascos de Bruno para torná-los bonitos. Eu estendi o pretzel.

"Obrigado," ele disse, enxugando suas mãos em seus shorts amarrotados antes de pega-lo.
"Você quer que eu alimente Tesla com o Bruno?"

Eu lambi o resto do sumo da salsicha de meus dedos, franzindo a testa um pouco. "Isso seria
muito legal da sua parte, mas você não precisa fazer isso."

Ele sorriu e mordeu um grande pedaço de pretzel.

Eu estava instantaneamente suspeita. "Ok, como você está sendo legal?"

Ele olhou ao redor, seus sorriso aprofundando. "Tante me disse que você está supostamente
descobrindo quem tem estado roubando o dinheiro. Eu pensei que você poderia estar no caso."

"Você assiste muita TV americana," eu disse, e puxei ambas as luvas. "Falando disso, você notou
algo suspeito sobre o cofre?"

"Suspeito?" Pequenos pedaços de migalha voaram fora enquanto ele falava com sua boca cheia
de pretzel. "O que é suspeito em um cofre?"

Eu fiz uma pequena sacudida de lado com a cabeça. "Eu não sei... alguém vadiando perto dele
que não deveria estar, alguém no trailer quando sua tia ou seu pai guarda o dinheiro, alguém que
sabe a combinação, esse tipo de coisa."

Ele olhou ao redor rapidamente, então se inclinou, batendo em seu peito. "Eu sei a combinação."

Eu levantei minhas sobrancelhas. "Você sabe?"

"Sim, papai escreveu ela em um pedaço de papel porque sempre está se esquecendo dela. Ele
deixou o papel na barraca um dia. Eu o peguei."

Minha boca caiu aberta só por um pouquinho, até que eu percebi aquilo e dei um aperto sobre
mim mesma. "Você quer dizer que seu pai deixou a combinação do cofre onde qualquer pessoa
pudesse vê-la?"

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"Não fora a vista, não. Estava na barraca umas semanas atrás, quando nós estávamos em
Stuttgart, lembra? Estava sobre a caixa de pombos com algumas notas sobre as cidades onde
estávamos indo. As únicas pessoas que poderiam ter visto isso foram..."

"Qualquer um ligado a Feira, e o que inclui a banda que fugiu a noite. Jesus Cristo, Soren,
qualquer um podia ter aberto o cofre! Você disse a Peter que você encontrou a combinação?"

Ele balançou sua cabeça e enfiou o último pedaço de pretzel dentro de sua boca. "Eu o pus de
volta na mesa, então não saberia que ele se foi. Mas eu vi o número nele. Eu me lembro."

Eu olhei para ele, realmente olhei, do jeito que mamãe diz para você olhar para as pessoas, para
ver além de suas superfícies exteriores e dentro de suas almas. Eu nunca tinha sido capaz de ver
dentro de almas, mas ela disse que é só ter paciência e prática. Eu tentei agora. Eu limpei minha
mente de todas as suspeitas e preocupações e outras coisas que estavam poluindo meus
pensamentos, e olhei para Soren.

Não vi nada. Tanto pelo que mamãe disse.

"Porcaria" eu rosnei e tirei minhas luvas, tocando seu braço. Ele olhou surpreso para isso, mas eu
não prestei atenção, eu estava muito ocupada tentando repelir toas as coisas vindas de sua
mente. Imagens de seu pai sorrindo e lutando com Peter batendo nele, dizendo a ele que não
estava tentado, que ele nunca seria nada além de um ilusionista, se ele não colocasse sua mente
no trabalho. Houve também flashes rápidos de Absinthe gritando com Peter, momentos
agradáveis no tempo quando Soren trabalhava com animais, tomando conta de Bruno,
alimentando os pombos, até mesmo acariciando Davide. O mais surpreendente de tudo, havia
imagens de mim em sua mente, imagens confusas que não faziam qualquer sentido por que elas
estavam revestidas com uma mistura de frustração e prazer. Não havia nada do desespero
silencioso que eu senti sobre o cofre, entretanto.

"Você está bem? Você parece engraçada, como se você estivesse zangada e feliz ao mesmo
tempo."

Eu puxei minha mão de seu braço e dei a ele um meio sorriso. "Yeah, eu estou bem. Só tentando
uma coisa."

Ele pareceu interessado. "Uma experiência? Uma experiência de detetive?" Seus olhos se
alargaram. "Eu sou um... um... do que eles chamam isso... um criminoso?"

"Cara, você realmente está assistindo muita TV americana." Eu ri feliz com uma chance de
sacudir o sentimento arrepiante que eu sempre tenho quando eu espio dentro da mente das
pessoas. "Não, você não é um criminoso. Você quis dizer o que você disse?"

Ele cavou através de uma sacola de lona e puxou duas maças, me oferecendo uma. Eu balancei
minha cabeça. "Sobre o que?"

"Sobre trazer Tesla para dentro para mim. Eu tenho que fazer algo às nove. Então se você não se
importa de fazer isso, eu realmente iria apreciar."

Ele se inclinou para perto e perguntou em um sussurro rouco." Você vai estar dando uns
interrogatórios em todo mundo?"

Eu envolvi ele no braço com o meu cotovelo. "Não, estúpido, eu estou... eu estou indo encontrar...
eu estou... urn..."

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Ele apenas olhou para mim enquanto eu tropeçava sobre minha língua. "Ben está indo me levar
para uma volta na motocicleta, isso é tudo. Não é nada, realmente."

Ele congelou, a maça a meio caminho de sua boca enquanto seus olhos ficavam pequenos.
"Você tem um encontro com Benedikt?"

"Não é um encontro; é só uma volta em sua motocicleta."

Soren piscou. "Miranda disse que você podia ir? Eu pensei que você disse que ela não queria
você ficando com ele?"

"Ela disse, mas mudou de idéia, e antes que você diga algo mais, você pode ir parando, por que
não é o que você pensa."

"Você não sabe o que eu estou pensando," ele disse quietamente.

"Você ficaria surpreso," eu murmurei. "Obrigada por cuidar de Tesla hoje à noite. Fico devendo.
Eu te vejo mais tarde ok?"

Eu me apressei antes que ele dissesse algo mais. E me ocorreu que, apesar de eu não estar indo
em um encontro nem nada, que eu não queria que Ben me visse na mesma camiseta e jeans
sujos que Tesla tinha babado em cima. Mamãe ainda estava no trailer, apenas se preparando
para ir para suas coisas de bruxa. Ela ficou o tempo suficiente para me dar ainda outra pagação
de sapo sobre estar saindo com Ben (ela insistia em pensar nisso como um encontro, o que isso
claramente não era, mas que parecia que ninguém percebia), pressionando seu mais poderoso
amuleto em minha mão.

"Me deixe ver você colocá-lo."

"Mãe! Eu não preciso dele. Ben não vai fazer nada comigo. Ele é legal. Ele não quer fazer nada
para me ferir."

"Ele é um garoto; é o suficiente. Coloque isso."

Eu rolei meus olhos e deslizei a corrente sobre minha cabeça. "Pronto. Está feliz agora? Eu
pareço como uma total geek."

O mais poderoso amuleto da minha mãe consistia em uma seca, curtida, parecendo nojenta
perna de uma galinha. Ela a pegou de uma amiga que era uma sacerdotisa voodoo. Mamãe disse
que ela tinha inacreditáveis poderes de proteção. Eu tinha certeza que ela tinha. Qualquer um
que desse uma boa olhada de perto no pé de galinha nojento iria fugir da pessoa que estivesse
usando-o.

"Você só tem que mantê-lo. E não se esqueça. Eu quero ver você em frente a minha tenda
pontualmente as dez."

"Eu sei, eu sei. Eu não sou mais uma criança, mãe."

"Você não é a adulta que pensa que é, também." Ela levantou Davide, então pausou na porta,
voltando para a sala para me beijar na testa. "Divirta-se. Mas não se divirta muito."

Eu dei a ela um abraço, o suficiente para mostrar que eu a amava sem qualquer uma de nós
ficarmos sentimental, dei tapinha na cabeça de Davide (que ele odeia), e me virei para as três
gavetas que mantinham minhas roupas.

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51 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

"Eu queria ter algumas roupas de garota," eu murmurei enquanto ia entre as minhas coisas. "Não
que isso seja um encontro ou algo assim, mas ainda, assim eu queria ter..."

Uma visão disparou em minha cabeça. Não o tipo de visão que você tem tocando em coisas, mas
uma memória dos primeiros dias que nós estávamos na Alemanha. Nós tínhamos acabado de
chegar, e mamãe estava tentando me animar me levando às compras. Cada uma de nós
comprou uma suave, vaporosa saia17. Mamãe em cores de pêssego, a minha em azul escuro e
roxo, junto com camisas de seda camponesa18. Ela brincou naquela hora que nós podíamos usá-
las como ciganas para o Halloween. Aquelas eram roupas de garota, e o melhor de tudo, eu não
parecia um linebacker nelas

Quinze minutos depois, direto no ponto dos nove, eu emergi do trailer, girando minha saia para
ter certeza que ela não estava arregaçada na cintura, sentindo um pouco óbvia em minhas
roupas de garota. Havia também o fato de que eu tinha uma pata de galinha debaixo da minha
camisa...

Eu dei três passos antes de alguém aparecesse fora da escuridão. Eu gritei e tirei um pé do chão.

"Sou só eu," Ben disse.

"Bem, me deu um ataque cardíaco, porque não você?" Eu engasguei, segurando meu coração.
Ele se moveu para fora da sombra, em uma piscina de luz lançada de uma das luzes próximas.
"Ah, eu estou feliz que você ache isso engraçado. Eu aposto que você não estaria rindo quando
você tivesse que explicar meu cadáver para minha mãe."

Ele sorriu largamente. "Eu não tinha visto você em um vestido antes. Você está linda."

Eu puxei o decote da minha blusa, mais do que um pouco desconfortável com o modo que ele
estava olhando para mim. Estava admirando. Não me entenda mal; eu queria ser admirada, só
que não parecia certo que um cara que parecesse como ele devesse estar dando aquele olhar
para alguém como eu. "Yeah, bem, eu sou uma garota. Às vezes eu uso coisas de garotas."

Ele estendeu sua mão. Eu hesitei só uns segundos antes de pega-la. Nós começamos a andar
em direção a área de carros. "Eu estou feliz que você tenha, mas eu espero que você não sinta
tanto frio passeando em uma saia."

Eu parei. "Oh. Eu não tinha pensado nisso. Talvez eu devesse mudar - "

Ele me puxou para frente. "Não precisa. Eu vou me certificar que você esteja quente."

Eu caminhei alguns metros, esperando até que nós passássemos um grupo de pessoas que
estavam rindo enquanto um deles empurravam uma outra em direção a cabine de bilhetes. "Uhn,
Ben? Você não está ainda... uh... com fome, está?"

Ele pausou, olhou para mim. Eu não podia ver seu rosto, desde que ele estava na sombra, mas
as luzes das lâmpadas brilharam em seu cabelo, fazendo-o negro e brilhante como ébano. Ele
tinha puxado-o em um rabo de cavalo de novo, e usava outra camisa de seda (esta verde
esmeralda) e jeans preto. Em outras palavras, ele estava lindo como sempre. Um par de garotas
que estavam rindo uma para outra, tinham parado para olhá-lo. Ele as ignorou, deslocando-se
ligeiramente até que eu pudesse ver que ele estava sorrindo para mim. "Faria você se sentir
melhor em saber que eu já tive meu jantar?"

17
N/T:Lightweight gauze broomstick skirts ­ seriam aquelas saias no estilo cigano, retas, longas ou médias de um material muito leve.
18
N/T: Peasant shirt - é uma blusa com mangas fofas , as vezes justa nos pulsos, bem feminina


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Eu sorri para ele. "Sim, faria."

"Sério?" ele perguntou, soltando minha mão para puxar a motocicleta para cima." Eu vou tomar
isso como um sinal positivo."

"Do que?"

Ele balançou uma perna sobre a motocicleta. "Nosso futuro. Suba; nós não temos muito tempo se
tenho que te trazer de volta às dez."

Decidi deixar o comentário "nosso futuro" ir e agarrar seu ombro para me equilibrar, enquanto ia
atrás dele, enfiando minha saia debaixo de minhas pernas para que ela não fosse pega nas
rodas."

"Sem capacetes?" Eu perguntei.

"Você quer um?"

"Minha mãe provavelmente teria um troço sabendo que eu sai sem um..."

Ele olhou por cima de seu ombro para mim, uma das sobrancelhas armadas em questionamento.

"Isso não é contra a lei, é?"

"Não aqui. Se você estivesse andando com qualquer um, eu diria que você deveria usar um, mas
eu vou fazer com que você não tenha nenhum dano."

Eu pesei a potencial raiva de minha mãe, e decidi que só desta vez, eu confiaria em Ben . Afinal,
eu estava usando o horrível amuleto de proteção. "Ok."

"Ponha seus braços ao meu redor," ele disse, ainda olhando por cima do ombro para mim."

"Uh..." eu disse, hesitando, me perguntando se deveria mostrar a ele o amuleto em caso de ele
ter alguma idéia engraçada.

"É mais seguro assim. Eu não quero que você caia." ele ligou a motocicleta, me dizendo para
manter meus pés para cima. Minha cabeça descansou contra seu ombro, seu cabelo bem
debaixo do meu nariz. Ele cheirava bem, do tipo picante, não como o pós barba que meu pai
usava, que me fazia espirrar, mas legal. Ele cheirava... a Ben. Eu sorri nas costas de seu
pescoço, meu cabelo chicoteando atrás enquanto nós saltávamos da grama para a estrada
suave, o motor acelerando enquanto nós zumbíamos na escuridão se abrindo na noite.


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Capítulo 7

"Você... tentar... voltar?"

O vento arrebatava as palavras de Ben antes que eu pudesse ouvi-las.

"O que?" Eu gritei em sua orelha.

Ele esperou até que estivesse em um trecho reto da estrada, então virou sua cabeça em minha
direção. "Eu perguntei se você quer tentar dirigir antes de nós termos que voltar."

"Sério? Você deixaria? Claro! Eu adoraria!"

Ben encostou-se à lateral da pista, segurando a motocicleta firmemente enquanto eu deslizava de
sua traseira. Nós tínhamos corrido em torno do campo por cerca de meia hora, abaixo, nas
estradas sinuosas, através de um par de cidades, e passado por um grande lago. Nós estávamos
no meio do campo agora, em uma área rural onde não havia iluminação e só uns poucos cavalos.
A conversa tinha sido limitada e Ben me perguntando algumas vezes se eu estava com muito frio.
E gritando o nome das cidades enquanto nós nos aproximávamos delas. Além de que nós
andávamos através da noite, me pressionando contra o calor de suas costas, o rugir do motor
abaixo de nós, e o correr do vento nos amortecendo contra o resto do mundo.

Ben deslizou para parte de trás do banco para que eu pudesse sentar a sua frente. Ele me
mostrou como usar o acelerador e a embreagem no guidom, como frear, onde a alavanca do
câmbio estava, envolvendo isso com uma rápida lição sobre física da motocicleta antes de me
permitir tomar o controle.

"Isso é muito legal," eu disse enquanto me acomodava contra seu peito. Era realmente íntimo ser
pressionada contra ele daquele jeito, com suas pernas abraçando as minhas, mas era uma
intimidade boa, não como um cara agarrando seus seios ou alguma coisa repulsiva como isso. E
franzi meus lábios enquanto olhava abaixo para mim mesma. "Não olhe."

"O que?"

"Não olhe." eu tinha dobrado minha saia debaixo de minhas pernas, mas percebi que sem Ben
bloqueando o vendo, o vaporoso material logo flutuaria ao meu redor, provavelmente pegando
nas rodas e nos matando.

Ou a mim, pelo menos. Eu me levantei, alcançando entre as minhas pernas para puxar o fundo
de trás da minha saia, puxando-a para frente e dobrando-a em minha cintura, então eu estaria
usando minha saia no estilo Gandhi. Eu puxei as pontas desgarradas firmemente debaixo de
minhas pernas e me sentei. Ben se puxou de volta contra meu corpo (e era realmente bom, mas
eu tinha que lembra a minha Fran interior duas vezes que isso não era um encontro e ela não
deveria ficar excitada sobre ele), envolvendo seus braços ao redor da minha cintura de uma
forma que me fez sentir protegida apesar de ele estar nas minhas costas. Eu gentilmente soltei a
embreagem, e nós saímos.

Eu acho que as melhores coisas que você pode dizer sobre minhas habilidades de motocicleta
são que: a) Eu não nos acidentei, e B) eu não consegui nenhum inseto em meus dentes. Eu dirigi
ao longo de uma espécie de pare-e-comece, conseguindo deixar morrer o motor uma vez, e
quase nos derrubei quanto eu sai da estrada para a terra. Houve um momento realmente
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engraçado. Nós estávamos em um trecho da estrada que passava por uma adega, uma longa
estrada reta. A lua estava nascendo, então eu podia ver que não havia carros vindo em nossa
direção.

"Eu quero ir realmente rápido," eu gritei para Ben. "Mas nós vamos sair para a terra se eu fizer
isso."

"Se incline para trás," ele disse, sua voz agradável e quente contra minha orelha fria.

Ele soltou minha cintura e agarrou o guidom, um braço em cada lado meu, seu pé escorregando
por debaixo do meu nas marchas. A moto sacudiu debaixo de nós enquanto o motor rugia num
modo supersônico. Totalmente de súbito estávamos voando pela estrada, indo tão rápido que eu
não podia respirar, quase não podia ver pelo vento ­ lágrimas chicoteando que serpenteava dos
cantos de meus olhos, o vendo moldando minha camisa na frente, como um par de mãos
acariciando minha pele. Nossas sombras dançavam escuras ao longo do acostamento da
estrada, desaparecendo num piscar de olhos. Foi mágico, como se não houvesse nada no mundo
a não ser Ben e eu e a motocicleta, e uma estrada escura infinita.

Eu joguei minhas mãos para o ar e ri com a pura alegria de ir tão rápido que o ar foi tirado de
meus pulmões. Ben riu em minha orelha, seus lábios quentes enquanto eles me roçavam,
enviando um pequeno tremular de calor em meu pescoço. Ele diminuiu enquanto vinha para uma
extensa curva no final da estrada, me deixando pegar os controles novamente. "Eu criei um
monstro, eu acho."

Minha pele ficou toda arrepiada onde ele havia me tocado, mas foi um bom arrepio, um arrepio
agradável. Eu arrastei minha mente para longe desse sentimento. Não havia sentido ir para lá.
"Não, mas eu quero uma motocicleta agora. Isso é tão divertido."

Foi também realmente frio na frente, apesar de ser uma noite quente, só depois de cerca de
quinze minutos de sendo uma motociclista, eu concordei com a sugestão de Ben de ele dirigir
novamente. Nós dirigimos de volta a Feira sem dizer qualquer outra coisa, mas eu não podia
afastar a sensação arrepiante que seu toque tinha dado em mim. Tudo que eu queria, de repente,
era dar algo de volta a ele por uma noite tão maravilhosa.

Ele estacionou a moto ao longo da beira mais distante do estacionamento, esperando que eu
desmontasse antes de desligar o motor. Eu parei ao lado da moto, olhando ao redor rapidamente.
Nós estávamos nas sombras lançadas por umas árvores nas proximidades. As pessoas
passando por nós não nos dava um segundo olhar, focadas enquanto elas estavam nas luzes
brilhantes da Feira.

Meu estômago girou em torno de si mesmo. Eu queria fazer isso, realmente queria, mas era
também um pouco assustador.

"Ben?"

"Hmm?" ele embolsou suas chaves e se virou para mim.

Meu estômago começou a dar cambalhotas. Eu dei um passo à frente, pus minhas mãos sobre
seus ombros, e rocei meus lábios contra os dele.

Ele congelou, suas mãos em seus lábios. Eu não podia ver seus olhos, mas eu presumi que eles
estavam negros como o céu acima.

"O que foi isso?"

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55 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Eu soltei sei ombros e recuei. "Isso foi um beijo."

"Foi?" Eu sabia, eu apenas sabia pelo tom de sua voz que uma das suas sobrancelhas estava
levantada em questionamento.

Eu também sabia que um cara como ele ­ tão lindo, e sem mencionar que pelo menos trezentos
anos mais velho ­ tinha provavelmente beijado umas mil mulheres, todas elas melhores em beijar
do que eu. Eu tinha certeza que a garota da revolução francesa era. Eu dei outro passo para trás,
me sentido positivamente doente de meu estômago agora. Estúpida Fran! Estúpida, horrível em
beijar Fran!

"Fran?"

Eu levantei minhas mãos e dei um passo para o lado. "Está tudo bem, você não tem que dizer.
Desculpe-me. Eu não vou fazer isso de novo."

Ele pegou minhas mãos, colocando-as em seu peito, suas palmas quentes contra as costas de
minhas mãos enquanto meu puxava gentilmente para sua frente. "Agora você me deixou triste.
Aquilo não foi um beijo, Fran."

Eu não podia olhar para ele. Mesmo se eu pudesse vê-lo, eu não queria olhar em seus olhos. Ao
invés, eu olhei para o lóbulo de sua orelha, a com o diamante nela. "Eu disse que eu sinto muito.
Você não tem que esfregar que eu sou tão má..."

"Você não é má, só inexperiente. Você gostaria que eu beijasse você?"

"Não," eu disse, me sentido toda teimosa e ainda mais estúpida do que nunca. Agora ele teve
pena de mim por que eu não sabia como beijar corretamente. Eu odiava ser alvo de pena quase
tanto quanto odiava ser chamada de esquisita.

"Tudo bem. E que tal você me beijar de novo? Dessa vez, não só roce seus lábios sobre os
meus; mantenha-os lá enquanto você diz, 'Mississipi'"

"Você está me gozando."

Ele soltou minhas mãos sobre seu peito, e deslizou as suas ao redor de minha cintura me
puxando para mais perto até que sua respiração roçasse em minha face enquanto ele falava. "Eu
posso te assegurar que a última coisa que eu quero fazer agora é rir. Beije-me, Fran. Por favor."

Foi o "por favor" que o fez. Eu parei de olhar para o lóbulo de sua orelha, levantando meu queiro
um pouco, então minha boca estava a uma pequena distância da dele. "Misissipi," eu disse meus
lábios ficando todo quente e suave ao toque do dele.

"De novo," ele sussurrou.

"Mississipi," eu respirei, desta vez permitindo que meus lábios tocassem os dele o tempo todo em
que eu dizia a palavra.

"Mais uma vez," ele disse, sua voz baixa e suave, como cetim negro.

Mississipi, eu pensei, enquanto beijava ele, realmente o beijava, meus braços deslizando em
torno de seus ombros, segurando seus cabelos. Eu puxei o fio de couro que ele usava para
amarrar seu rabo de cavalo, seus cabelos se derramando como uma fria seda sob meus dedos

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56 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

enquanto os lábios dele se moviam debaixo dos meus, sua boca se abriu um pouco, só o
suficiente para sugar o meu lábio inferior.

Eu me puxei dele, lentamente, meus lábios agarrando aos dele como se não quisessem sair
(lábios inteligentes), minhas mãos arrastando de cima de seus ombro e abaixo para seu peito até
que elas caíram ao meu lado, subitamente vazias e frias. Meu cérebro ­ o que restou dele ­
corria como um hamster em uma roda, tentando pensar em algo para dizer que não fosse, "Uau!
Você sabe como beijar!"

"Um," eu disse, então eu queria morrer. Um? Vamos lá, Fran, você pode fazer melhor do que
isso! "Você sabia que o seu cabelo é maior do que o meu?"

Ele olhou para mim por um minuto, então virou a cabeça para trás e gargalhou. Eu fiquei
vermelha brilhante, eu só sabia, por que minhas bochechas ficaram toda quente; então
subitamente ele me abraçou, muito forte, e me soltou.

O abraço me fez sentir melhor. Minhas mãos estavam em seus braços enquanto ele me
abraçava, e eu não podia sentir nenhuma sensação de gozação dele. Havia diversão e prazer, e
uma realmente quente sensação latente que eu não queria olhar de muito perto, mas não havia
nenhum sinal de que ele estava tirando sarro de mim. Eu relaxei. "Eu espero que você esteja
rindo comigo, não de mim, por que senão, você vai me traumatizar pela vida e eu nunca serei
capaz de beijar alguém novamente sem me perguntar se eu totalmente não presto nisso."

Ele pegou a minha mão e a apertou, me puxando em direção a Feira. "Você não é uma droga
beijando, Fran. Eu estava rindo por que você é uma delícia."

Uma delícia. Hmm. Eu pensei naquilo por uns minutos enquanto nós caminhávamos em direção a
barraca de minha mãe, minha mão na dele, meu interior todo quente e feliz. Alguém pensava que
eu era uma delícia. Fazia uma agradável mudança de esquisita.

Eu acenei para mamãe enquanto ela explicava um feitiço para um cliente. Ela olhou para seu
relógio, franzindo os lábios para mim.

Eu balbuciei, Desculpe! Para ela (nós estávamos dez minutos atrasados) e fingi não perceber o
olhar escandalizado que ela deu quando me viu segurando a mão de Ben.

"Eu tenho que falar com Imogen quando ela não está ocupada." Eu disse a Ben enquanto nós
vagueávamos no corredor central. Nós paramos para checar Tesla, que estava tirando uma
soneca, uma perna de trás bagunçada no canto de seus outros cascos. Eu dei tapinhas nele, e
me virei para Ben. "Obrigada pela volta e. uh... por tudo."

Ele sorriu para mim; então seus olhos mudaram-se para Tesla, que acordou o suficiente para
notar que os potenciais doadores de agrados estavam presentes, e dessa forma eles devem ser
fungados para ver se qualquer um tinha uma maça ou cenoura em suas pessoas. Nós não
tínhamos, mas eu cocei suas orelhas.

"Você notou isso?" Ben pegou minha mão, usando meu dedo indicador para traçar um formato
em L sobre a bochecha de Tesla.

"Huh," eu disse, espiando mais de perto a pele de Tesla, meus dedos sentindo novamente o
pequeno espessamento. Era um L. "O que é isso?"

"É uma marca."

Eu enruguei meu nariz. "Ew. Por que alguém iria marcá-lo na cara."
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57 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Ben apenas olhou para mim por uns segundos, então finalmente disse, "Tesla é um cavalo
especial."

"Foi isso o que Panna disse."

"Panna?"

"A garota cujo avô pertencia Tesla. Ela disse que ele sempre disse a ela que Tesla era um cavalo
especial."

"Ele é especial. Alguma vez você ouvir falar de uma raça chamada Lipizzan19?"

Eu balancei minha cabeça. Eu gostava de cavalos, mas eu não conhecia tanto sobre eles. "Esse
é o porquê alguém colocou um L em sua bochecha? Por que ele é um Lipizzan?"

"Algo como isso."

"E sobre aquela cicatriz de forma estranha em seu pescoço?"

"Essa é outra marca. O que você quer ir ver com Imogen?"

"Você é muito bom em mudar de assunto, não é?" Eu bati no focinho preto de Tesla e comecei a
voltar em direção ao caminho principal. "Você é rico?"

Ele levantou ambas as sobrancelhas. "Você não é tão má em mudar de assunto, também. Você
precisa de um empréstimo?"

"Não. Eu só queria saber se você tem um monte de dinheiro. Quero dizer, você mencionou que
teve servos a muito tempo atrás. Eu não sei se isso significava que você ficou sem ou se você
está bem de vida."

"Eu acho que a palavra é confortável."

"Ah." Eu sabia o que aquilo significava. Era uma palavra polida para rico. "Imogen está confortável
também?"

"Eu imagino que sim. Por que você quer saber?"

"Ela compra muito."

Ele parou, pondo sua mão em meu pulso para me parar. "Por que as perguntas, Fran?"

"Eu só queria saber se ela tinha um montão de dinheiro por ai para fazer compras, ou se ela..."

"Se ela o que?"

Eu hesitei. Eu apenas beijei o cara; eu não podia muito bem deixar escapar que eu pensava que
sua irmã poderia estar mergulhando dentro do cofre de Absinthe e Peter para financiar suas
viagens de compras. "Se ela precisava de algum."

"Eu tenho certeza de que se você perguntar a ela, ela irá lhe dizer."


19
Lipizzan ­ raça de cavalos adestrados
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58 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"Yeah, foi o que eu pensei. Eu acho melhor correr. Eu era supostamente para estar aprendendo a
como ler palmas, não que eu queira, mas mamãe disse que eu tenho que pagar por Tesla."

Ele pareceu curioso. "Você sempre faz tudo o que sua mãe diz?"

Eu ri. "Nem de perto. Mas eu tenho sobre isso, ou senão eu tenho que encontrar uma nova casa
para Tesla." Eu hesitei para dizer a ele mais, para explicar o quão confuso tudo isso era ­ parte
de mim esperando ir para casa, voltar para a vida normal que eu tinha cuidadosamente
construído; mas a outra parte de mim, a Fran que eu não sabia que existia, subitamente apareceu
e disse que ela queria manter Tesla, e ficar onde Ben tendia a estar.

Eu disse àquela Fran que tinha coisas misturadas, e que nada valeria ser a estranha delicada
garota sentimental, mas ela apontou que eu era a estranha delicada garota sentimental, não
importava aonde eu ia, então por que não devia ter um pouco de diversão?

Eu odeio quando eu brigo comigo mesma. Eu nunca ganho.

"Eu te vejo por ai, huh? Você vai ficar aqui um pouquinho mais?

Ele fez a coisa alisa-meu-cabelo-atrás-da-minha-orelha de novo. "Sim, Imogen me pediu para
estender minha visita. "Eu vou estar por aqui por um pouco mais."

"Bom." um grande peso que eu não sabia que estava me esmagando foi levantado. Eu dei a ele
um sorrisinho, decidindo que agora era uma boa hora para perguntar a ele o que eu queria saber.
"Você pode ler mentes?"

Ele nem piscou com a pergunta; ele só a respondeu. "Não, a menos que eu tenha um vínculo
com a pessoa cuja mente eu deseje unir."

"Vínculo? Ah, você quer dizer..." Eu fiz ruídos de beber de forma barulhenta.

Uma pequeno sorriso cuidadoso curvou os cantos de sua boca. "Não necessariamente. Um
vínculo de sangue às vezes pode ser forte o suficiente para que eu possa me comunicar com a
pessoa, mas as mais poderosas conexões são entre pessoas que tem o mesmo tipo de vínculo
emocional. Com confiança vem a força."

"Ah, então este é o porquê você pode falar comigo em minha cabeça?"

"Você é minha Amada. Nós somos geneticamente projetados para sermos capazes de nos
comunicar sem palavras."

"Exceto quando eu não quero isso de você." Eu pensei por um momento. "Se eu fizer a coisa de
proteger a mente, você poderia atravessar isso? Quero dizer, você forçaria seu caminho dentro
de minha mente por causa dessa conexão que nós temos?"

Ele não disse nada. Com aquele silêncio veio um súbito entendimento.

"Você não pode mentir para mim, pode? Essa é uma das regras dos Dark One, não é?"

Seus olhos não estavam negros, como eu esperava. Os pontos dourados brilhavam
intensamente. "Sim, essa é uma das regras."

"Então, você poderia forçar seu caminho em minha mente, mas você nunca o faria por que você
sabe que isso realmente me chatearia?"
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Ele parecia um pouco irritado. "É mais profundo do que isso, mas essa é a idéia básica sim."

"Wow. Isso é uma coisa bem poderosa. Você me deixaria eu te matar, você não pode mentir para
mim... tem mais alguma coisa? Quero dizer, eu tenho, como, poder absoluto sobre você?"

Ele me deu um sorriso realmente fraco, do tipo que ele não queria, mas não podia se impedir. "Há
um monte de coisas mais, e não, eu não vou dizer isso para você. Não até o momento em que
você estiver pronta para ouvir."

Eu não pude me impedir. Eu sabia que eu não deveria estar encorajando isso, ma eu só não
pude me impedir. "Quando será isso?"

"Eu não tenho idéia." Seu rosto estava imóvel, o vento despenteando seus longos cabelos em
torno de seus ombros.

"Ah." Eu queria dizer a ele que não achava que as coisas fossem funcionar entre nós, mas eu não
o fiz. Alguma parte de mim, alguma pequenina parte, queria que funcionasse. Isso me manteve
em silêncio.

"O que você vai fazer?" ele perguntou. "Que mente você quer ler? E o que isso tem haver com
Imogen e dinheiro?"

Eu estava um pouco surpresa por ele não saber que mamãe e Absinthe tinham me encurralado a
fazer. Soren sabia, e apesar de eu duvidar que alguém mais soubesse, eu tinha certeza que
mamãe ou Absinthe contariam a Imogen. Por alguma razão ­ provavelmente uma daquelas
coisas Moravian - Imogen sempre parecia saber da última fofoca. Mas aparentemente ela não
tinha dito a seu irmão sobre os roubos.

Isso era interessante.

Isso era também odioso. Eu odiava sentir suspeita de Imogen. Ela e Soren eram meus únicos
amigos aqui. E Ben. Mas ele não era realmente um amigo; ele era um Dark One que precisava de
mim para trazer luz de volta a sua vida...

"É só um pequeno projeto que estou fazendo." Eu finalmente respondi, sem esperar dizer a ele a
verdade de minhas suspeitas.

"Que tipo de projeto?"

"Nada que você precise se preocupar. Eu posso lidar com isso, sem problema."

Eu comecei a andar, passando por ele em direção a barraca de Imogen, mas ele me parou de
novo. "Fran..." Sua testa estava toda enrugada em um franzir. "Se você tiver algum problema,
qualquer problema, você sabe que eu vou ajudar você."

"Como com Absinthe? Yeah. Eu sei. E obrigada."

"Não, não só como o episódio com Absinthe. Qualquer problema ­ você sabe que eu vou ajudar
você não importa qual o problema. Você só tem que me pedir."

"O que faz você pensar que eu não posso lidar com meus próprios problemas?" Aquele quente,
sentimento feliz dentro de mim se apagou chiando em um aborrecimento. "Você acha que só por
que sou uma garota eu preciso ser resgatada de cada situação, certo? Bem, pense novamente,

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Benedikt Czerny . Este é o século vinte e um. Mulheres não precisam mais de caras fazendo tudo
para elas."

Sua careta tentou se igualar com a minha, mas eu sou a rainha das caretas. "Eu não disse que
você não podia, eu simplesmente quis dizer que há algumas coisas que é melhor deixar para
mim. Isso não diminui sua força para admitir que haja algumas coisas que você não pode fazer."

"Ah é?" Eu o cutuquei no peito, só porque eu sabia que isso o irritaria. Como ele ousava pensar
que eu não podia cuidar dos meus próprios problemas. Protegendo-me, isso era o que ele estava
fazendo, e eu odiava ser protegida quase tanto quanto odiava terem pena ou pensarem em mim
como uma aberração.. Proteção é a número três em minha lista de coisas que eu realmente,
realmente, não gostava. "Você tem aquele olhar 'eu sou tão macho, você não poderia morrer' em
sua cara, então você não está me enganando nem um pouco."

"Tudo o que eu disse foi..."

"Eu sei o que você disse, eu não sou estúpida! Você disse que se eu fosse muito mole para lidar
com minha própria vida, você viria como algum grande, bravo cavaleiro vampiro e resgataria meu
patético traseiro. Ha! Eu tenho novidades para você - meu traseiro não precisa de resgate. Eu
posso fazer qualquer coisa que eu possa. Bem... com a exceção de fazer xixi em pé. E beber
sangue. Eu não acho que eu possa fazer isso; é só que é muito nojento. E a coisa da cura. E as
coisas de proteção, mas eu poderia fazer isso se alguém me ensinasse como, então o que
realmente não deveria contar."

"Fran..."

"Boa noite, Ben."

Sem ficar para ouvir mais nada do seu machismo, me guiei para fora do corredor que estava
enchendo mais e mais com pessoas a cada minuto. Os shows de mágica eram populares, mas
eram as bandas que realmente traziam as multidões, e como Absinthe tinha trazido com ela uma
banda alemã que tinha fãs locais, a multidão estava mais espessa do que o normal. Eu cortei o
meu caminho entre eles, deslizando em torno da fila de pessoas que esperavam por Imogen, e
apresentando-me para ela, "Peter disse que você deve me mostrar como ler palmas das mãos."

Ela pareceu um pouco surpresa com aquilo, olhando para minhas mãos. Eu virei minhas costas
para as pessoas e puxei minhas luvas para fora, de onde eu tinha enfiado elas em meu bolso, as
puxando e pegando uma cadeira que Imogen me indicou. Ela estava lendo as pedras de runa
para um homem gordo, mas eu percebi que não me machucaria sentar e observar enquanto ela
fazia as leituras.

"Como foi seu passeio?" Ela perguntou entre os clientes.

"Legal. Seu irmão tem que ser sempre tão teimoso?"

"Teimoso?" Suas sobrancelhas se levantaram. "Benedikt?"

Dois caras e uma garota pegaram seus assentos através da mesa entre nós, discutindo sobre
quem queria ir primeiro.

"Não importa." eu acenei ao lado de meu comentário.

"Ah, mas eu acho que sim," ela disse, me dando um de seus sorrisos travessos antes de se virar
para o trio e perguntando o que eles queriam.

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Eu sentei com ela por quase duas horas, tirando uma pequena pausa para pegar água e dar a
minha mãe a chance de correr e se trocar para sua hora de invocação. Imogen me mostrou todos
os pontos das palmas daquelas pessoas que vieram para ter sua leitura delas, me dizendo como
interpretar os vários pedaços, linhas, saliências, e variadas outras coisas de mão. Foi legal, mas
para dizer a verdade, eu não comprava muito essa. Eu acho que era por que eu sabia que eu
podia dizer muito mais sobre a pessoa só tocando meus dedos nus em suas palmas do que
interpretando um grande monte de sonho acordado, que significa que eles eram particularmente
argumentativos.

Eu não tive chance de falar com ela sozinha até que a nova banda estava para começar. Todas
as barracas, exceto a de piercing, estavam fechadas. A maioria das pessoas da Feira entrava e
assistia a banda, se juntando na dança e tudo o mais. Peter achava que era bom para os
negócios ter todo mundo misturado, e disse que isso fazia clientes frequentes. Imogen sempre ia
ver as bandas, e quase sempre passava passavas duas horas da banda dançando com um cara
ou outro, esquivando-se de Elvis enquanto ele tentava convencê-la a dançar só com ele. Eu
normalmente passava o tempo do lado de fora, às vezes conversando com Soren, algumas vezes
com Tallulah a médium (ela odeia música de todo tipo), outras apenas ficando sozinha.

Eu esperei até que Imogen terminasse seu último cliente. Ela olhou em direção a grande barraca
enquanto o alto-falante estalava a vida quando Peter anunciou a banda.

"Aqui, pegue isso," Imogen disse, empurrando sua caixa de dinheiro para mim. Ela estava cheia
de forints e euros.

"O que é que você quer que eu faça com isso?" Eu perguntei, querendo saber se ela tinha
retirado algum do montante para suas viagens de compra, então imediatamente me senti culpada
por até mesmo ter pensado isso de alguém que era minha amiga.

"Dê a Peter para mim, por favor. Eu quero ouvir esse Picking Scabs."

Esse era o nome da Banda, Picking Scabs20, Eu sei, Está além de mim, também. Suponho que
poderia ser pior. Poderia ser Pickled Scabs21.

Eu mordisquei meu lábio um pouco. "Você não devia contá-lo e essas coisas, então você poderia
ter sua parte?"

"Você pode fazer isso para mim, não é? Por favor, Fran?" Ela enfiou suas pedras de runas em um
grande saco de couro e me deu um sorriso brilhante.

"Espere, Imogen, eu queria perguntar a você... uh..."

"Sim?" Ela ficou batendo o pé impacientemente, seus olhos observando todas as pessoas
correndo para a grande barraca enquanto o guincho de retorno ecoava por toda a Feira. A banda
estava evidentemente perto de começar.

"Você foi as compras hoje? Eu procurei por você, mas eu não te vi."

"Sim, eu fui a Sopron." Era uma cidade grande, cerca de dez quilômetros de estrada. "Era tudo o
que você queria?"

"Não. Um. O que você comprou?"


20
N/T: Picking Scabs ­ Casca de ferida.
21
N/T: Pickled Scabs ­ Ferida em conserva.
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Ela me olhou como se minha cabeça tivesse virado em uma de macaco. "Roupas."

"Um monte? Quero dizer, você encontrou um monte de pechincha?"

Ela riu seu pequeno riso retinido que me lembrava um riacho borbulhante. "Fran, eu nunca
compro pechincha. Elas são para os camponeses."

Ela traçou uma rápida barreira acima de minha cabeça, e saiu voando em direção a grande
barraca. Eu suspirei. Tanta habilidade de detetive. Eu tinha estado questionando pessoas o dia
todo e não estava mais longe do que quando eu comecei. Exceto agora que eu sabia que
possivelmente todo mundo ligado a Feira podia ter tido um objetivo no cofre... Mas eu tinha
sentido só sete pessoas na maçaneta do cofre. Não fazia sentido. Simplesmente não fazia
sentido. Eu passei dez minutos contando os ganhos de Imogen, escrevendo a informação sobre
seu cupom e metendo ele ordenadamente dentro da caixa. Então eu fui caçar Peter.

"Hei Peter. Imogen me deu isso para dar a você. Eu contei o dinheiro e escrevi-o no cupom."

"O que?"

Peter estava na parte de trás da tenda com Teodor o cara da segurança/ leão-de-chácara que
mantinha um olho em todo mundo. A cabecinha careca de Peter estava meneando junto com a
música, que era alta, alta, e então mais alta.

O contrabaixo positivamente latejava em meus dentes de tão alto. O vocalista gritava em alemão
no microfone. Eu sempre boto meus fones de ouvido quando eu estou escutando música ­ alto é
definitivamente melhor do que suave ­ mas isso era ridículo! O som estridente vindo dos grandes
amplificadores era tão penetrante que preenchia tudo, cada espaço, ambos dentro da barraca e
dentro das pessoas. Eu senti se espalhar ao redor dos cantos do meu cérebro e soube então que
Absinthe tinha conseguido encontrar uma banda que sabia algum tipo de magia. Provavelmente
eles lançaram um feitiço para fazer o público adorá-los­ Imogen disse que isso era bastante
normal.

Eu repeti minhas palavras, gritando elas a dez centímetros de sua orelha. Era só o suficiente para
ser ouvida. Ele acenou e tirou a caixa de dinheiro, enfiando-a debaixo de seu braço para aplaudir
quando a música parou. Eu não queria tocá-lo. Eu tinha tocado mais pessoas nos últimos dias do
que eu tinha em um mês, e eu queria meu cérebro de volta para mim mesma. Eu passei alguns
segundos sendo zangada por minha mãe ter me manipulado em uma posição de ter que fazer a
coisa que eu mais odiava, mas então minha Fran interior apontou que eu tinha oferecido fazer
isso em troca de algo que queria. Eu odiava quando meu cérebro fazia esse tipo de coisa.

A próxima música começou. Eu decidi que não havia jeito de eu pudesse possivelmente ir direto e
perguntar a Peter se ele estava roubando de si mesmo por algum propósito que eu não podia
nem começar a imaginar, rangi meus dentes, e retirei a luva da minha mão esquerda, avançando
meu caminho para mais perto dele. Ele estava saltando e pulando ao redor naquele "eu sou legal
e posso dançar" jeito, que os adultos pensam que os faz parecer como se soubessem como
dançar (que eles não sabem). Eu deixei minha mão roçar contra a dele algumas vezes, virando
então minha palma que tocou seu braço. Ele nunca nem reparou que eu afastei. Eu percebi, no
entanto. Eu esbarrei em Ben.

"Oi," eu gritei, tentando ser indiferente, como eu não me importasse se ele estava lá ou não, mas
falhando quando ele sorriu para mim. Eu não podia resistir aos seus sorrisos. Eles me faziam ficar
toda quente e anuviada por dentro.

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"Quer dançar?" ele gritou de volta, e acenou sua cabeça em direção a massa de pessoas
dançando como loucas na área principal da barraca.

"Claro."

Ele agarrou minha mão, olhou para baixo, e , sem sequer me pedir, tirou as luvas e enfiou-as em
seu bolso de trás. Ele estendeu sua mão para as outras luvas. Eu as dei para ele. Ele nos
empurrou através da multidão até que nós estávamos no meio de um bloco. Deve ter havido
trezentas pessoas comprimidas dentro da barraca, todas dançando como loucas. Ben manteve
uma mão em mim enquanto nos juntávamos nela, mas estava difícil ir, desde que a cada dois
segundos o cotovelo de alguém me acertava, ou a perna me tropeçava, ou um braço batia em
minhas costas, ou cabelo chicoteava.

"Isso é como dançar em uma lata de sardinhas," eu gritei na orelha de Ben.

"Você quer sair?" ele gritou na minha.

"Não agora. Talvez daqui a pouco."

Eu juro alguém na banda estava usando mágica, por que tudo começou a ficar melhor. Ben
sorriu, e de algum modo conseguiu nos manter movendo tão fortemente que ninguém nós
golpeou. Eu mantive minhas mãos em seus braços, e dei a mim mesma o momento. A música
não parecia tão dura e irritante, e começou a fazer sentido. Junto às extremidades da área de
dança eu podia ver mamãe dançando com um sorridente Peter. Imogen tinha evidentemente
dado a Elvis o vá em frente, por que eles estavam dançando próximos a nós, Imogen parecendo
um pouco aborrecida, Elvis todo babando em cima dela, Mesmo Soren estava dançando com
uma garota! Eu sorri para ele voltando quando Ben nos virou só o bastante para evitar o longo
cabelo de Kurt enquanto ele fazia uma pequena pirueta com uma loira alta.

"Todo mundo está aqui," eu gritei feliz para Ben, sentido pela primeira vez como se eu estivesse
fazendo realmente parte de um grupo, não especial, só eu, só uma pequena engrenagem em
uma gigante roda grande.

"Eles tem que estar, o vocalista está usando glamour," ele respondeu. "Isso faz as pessoas
quererem dançar. Você pode sentir isso?"

"Yeah, mas não importa. Hei, olha, lá está Absinthe." Ele olhou onde eu apontei. Eu nunca tinha
visto Absinthe até mesmo próxima à barraca quando as bandas tocavam, mas lá estava ela, seu
espetado cabelo rosa balançando para cima e para baixo enquanto ela dançava com Karl.

"Eu estou tão feliz," eu disse, e joguei minhas mãos para cima, enquanto Ben ria comigo,
agarrando minha cintura para me girar ao redor. "Tudo é tão maravilhoso!"

Eu percebi meu erro no segundo que meus dedos foram em contato com aos corpos ao meu
redor. Imagens, pensamentos, esperanças, desejos, tristeza, doença, sofrimento... Enquanto Ben
me girava, umas centenas de pensamentos preencheram minha mente. Eu puxei meus braços
para trás, mas não antes que eu tocasse em alguém.

Alguém mau.

Alguém perverso.

Alguém que estava planejando matar o sorridente, e lindo homem que me segurava em seus
braços.
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Capítulo 8

"Você está bem?"

"Sim. Você pode soltar minha cabeça agora."

Eu me sentei lentamente, como se eu estivesse sentido tontura e estivesse prestes a desmaiar a
qualquer momento. Eu não estava menos tonta, mas eu estava muito enjoada.

Alguém quer matar Ben!

Ben se agachou próximo a cadeira em que ele tinha me deixado quando eu fingi desmaiar dentro
da barraca. Eu tomei alguns fôlegos de ar fresco, ar não poluído pela centena de corpos, e olhei
ao redor. Nós estávamos do lado de fora da barraca de Tallulah, que era o ponto mais afastado
da barraca principal. A música era um embotado pulsar na parte de trás de minha cabeça, como
uma dor de cabeça que não ia embora. Eu não me lembrei de caminhar todo o caminho até aqui,
então me perguntei se Ben tinha me carregado. Como eu não me lembraria disso?

Alguém quer matar Ben!

Eu balancei minha cabeça e fechei meus olhos de novo. Pensando que era muito difícil fazer a
música martelando em meu cérebro sair.

"Ela está melhor? Ela quer água?"

Alguém quer matar Ben!

"Cala a boca," Eu rosnei para a Fran interior.

"Ela acabou de me mandar calar a boca?"

"Eu não tenho certeza. Soou como isso."

Uma sombra caiu entre nós, no topo de minhas mãos, que estavam agarrando as de Ben, como
se eu tivesse sido afogada. Devia ser Tallulah. Ela odiava as bandas; ela sempre ficava longe da
barraca quando uma estava tocando.

"Alguém quer matar você." Eu não pensei que eu tinha dito as palavras, mas eu disse. Essa era
minha voz, e os dedos de Ben se apertaram ao redor dos meus.

"Sempre alguém quer me matar," Tallulah disse muito naturalmente. "Isso não é razão para me
dizer para calar a boca. É por que eu posso contatar aqueles que morreram, e dizer coisas da
vida que nem sempre querem que sejam públicas. Uma vez, uma senhora em Amsterdam que
tinha sufocado seu velho pai tentou me matar com um alfinete. Um alfinete! Naturalmente, eu
sabia que ela estava vindo. Sir Edward me contou." Sir Edward é o namorado de Tallulah. Ele
está morto, mas eles ainda saem juntos.

"Eu não acho que Fran esteja falando sobre você," Ben disse, sem parecer pelo menos um pouco
surpreso ou preocupado ou surtando ou qualquer das maneiras que eu me sentiria se fosse dito
que alguém me queria mais morta do que um inseto esmagado. Ele estava apenas olhando para


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mim, um pouco preocupado, é verdade, mas seus olhos estavam de volta ao carvalho mel com
manchas douradas.

Ambos me olharam. "Não me olhem assim, eu não sei o porquê. Eu nem sei quem era; havia
muitas pessoas pressionando ao nosso redor, tudo que eu senti era que alguém queria Ben...
urn... morto."

Eu sei no que você está pensando. Lá estava eu há poucas horas atrás dizendo a Ben que eu
podia lidar com meus próprios problemas sem sua assistência, muito obrigada, e o que eu faço?
Eu derramo a coisa toda. A coisa é, eu não sou estúpida. Eu sei que eu posso lidar com minhas
próprias coisas... Lidar com as exigências de mamãe, apontando a mais provável pessoa de ter
tirado o dinheiro ­ mas isso era diferente. Esta era a vida de Ben em uma estaca (Ow! Trocadilho
não intencional). Ele precisava ouvir isso então ele podia mandar pros diabos e escapar, antes
que cara da estaca o pegasse.

Minhas mãos tremiam nas suas. Eu sabia que ele as sentia tremerem, mas não disse nada. Ele
apenas deu em meus dedos um pequeno aperto, e então soltou minhas mãos e se levantou,
puxando minhas luvas para fora de seus bolsos. Eu as calcei, mentalmente jurando que eu nunca
iria tirá-las de novo.

Tá, ok, eu sabia que isso era um juramento que eu não ia cumprir, mas isso pareceu bom lá por
uns dez segundos.

"Você pode andar, ou você quer que eu te carregue de novo?"

Traidor! Ele tinha me carregado até Tallulah e eu tinha sido muito bizarra para notar isso. "Eu
posso andar. Eu estou bem, só um pouco assustada. Obrigada por me deixar sentar aqui,
Tallulah."

"Você sabe que você é sempre bem vinda, Fran." ela deu a Ben um longo olhar enquanto eu
ficava de pé. "Eu acredito que posso contatar Sir Edward e perguntar a ele o que sabe sobre
isso."

Ben fez uma graciosa reverência para ela. Ela inclinou sua cabeça, e por um momento eu podia
ver o porquê das pessoas pensarem que ela era relacionada à realeza. Eu sacudi meus dedos
nos dela e parti em direção ao nosso trailer, Ben ao meu lado. Ele não tentou segurar minha mão,
o que estava bem, exceto que eu meio que queria que ele o fizesse.

"Você vai me dizer o que aconteceu? O que realmente aconteceu, não à versão para Tallulah,
tudo, desde a hora que você entrou na barraca para quando você se sentiu doente."

Eu mordi meu lábio, decidindo sobre uma pequena edição prudente. "Eu não senti nada diferente
do glamour, e eu nem senti aquilo primeiro. Para dizer a verdade, eu pensei que a música era
bem ruim."

Um sorriso flutuou sobre seu rosto.. "Ela era ruim. Portanto a necessidade do glamour."

Um glamour, para aqueles de vocês que não está atualizado para a última linguagem de magia, é
uma forma de mágica usada para mudar a percepção sobre alguma coisa, geralmente de uma
ruim para boa ­ em outras palavras, alguém na banda estava usando um glamour que fez todo
mundo pensar que eles eram maravilhosos, os dando o desejo irresistível de dançar sua música.
Muitas pessoas podem usar glamour - bruxas, lordes demônios, vampiros, isso é realmente uma
coisa bastante comum. Eu nunca tinha experimentado isso antes, desde que eu sempre fiquei
longe dos amigos esquisitos de minha mãe.

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66 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"Então você me pediu para dançar, e tudo começou a ficar divertido." Eu deslizei um olhar para
ele ver se ele pensava que eu estava me divertido por que eu estava dançando com ele, ao
oposto do glamour ter começado a me afetar, mas nós estamos andando atrás do trailer de Elvis,
e Ben estava na sombra. "E então a próxima coisa que eu sabia, eu estava sendo inundada pelas
mentes das pessoas. Então eu o toquei."

Ben parou. "Ele? Era um homem?"

Eu parei, também, mastigando meu lábio enquanto eu tentava lembrar (ok, então mastigar meu
lábio é um pequeno tique nervoso que eu tenho; eu nunca disse que era perfeita). Eu fechei meus
olhos e selecionei através das emoções que lembrei sentir. Com exceção da garota que estava
preocupada em pensar que estava grávida, era impossível rotular as imagens transitórias pelo
sexo da pessoa. "Desculpe; eu não posso dizer, acabou tão rapidamente, só um flash em minha
mente de alguém que estava preenchido com os pensamentos de apunhalar você. Alguém frio e
escuro e-" Eu estremeci e esfreguei meus braços - "extremamente mal por dentro. Quem quer
que seja isso, Ben, ele significa problema. Você precisa ser cuidadoso, por que esta pessoa
realmente quer você morto."

"Hmm." Ele começou a andar novamente. Eu o segui, rolando meus olhos. Ele estava de volta a
sua dura rotina de cara macho.

"Sabe, eu leio um monte de mistérios," Eu disse.

"Lê?"

"Sim, então eu sei tudo sobre alguém querendo outro alguém sendo morto, e detetives nos livros
sempre dizem que o quem não é importante; é o porquê. Se você sabe o porquê alguém quer
você morto, isso irá dizer a você quem é. Então, quem quer você na estaca?"

Ele esperou para que eu o alcançasse, então andou ao meu lado em absoluta falta de expressão
em seu rosto. "Bastantes pessoas, eu imagino."

Eu esbugalhei meus olhos para ele (algo que eu não estou orgulhosa, mas hei, tinha sido um dia
estressante). "Você está brincando. Por que alguém iria querer você morto? Você não, como,
acidentalmente matou alguém quando você está tendo seu jantar, não é?" Eu não podia imaginar
Ben fazendo nada ruim o suficiente para fazer alguém querer matá-lo. Eu tinha estado dentro de
sua mente; sabia que tipo de pessoa ele era ­ atormentado, em um monte de dor, sim, mas ele
não era mau. Ele não gostava de machucar as pessoas.

"Eu sou um Moravian Dark One. Muitas pessoas pensam que nós somos criaturas malignas da
lenda de vampiro, caçando os inocentes, modificando as pessoas de sua própria espécie,
amaldiçoando-as ao inferno eterno. A maioria dos caçadores de vampiros não se incomoda em
saber o que nós somos; eles nos confundem com demônios, canibais, e coisas assim. Essas
pessoas nos matam apenas pelo que somos, Fran. Eles não precisam de nenhum outro motivo."

"Mas isso é errado! Você não é mau; você só é um pouco diferente dos outros. Além do mais, eu
sou diferente, mas não vejo ninguém tentando dar cabo de mim."

Ele não disse nada para isso. Eu estava começando a entendê-lo ­ que ele não dizer nada era
freqüentemente tão importante quanto o que ele dizia. "Sabe, essa coisa que você não pode
mentir para mim me deixa nervosa. Você não dizer nada significa que acha que alguém está
tentando me matar?"

Ele pôs uma mão sobre meu ombro. Eu tinha apontado para minha Fran interior que isso era um
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agradável, confortante gesto, não um romântico. "Não, não acho. Mas sua mãe é uma bruxa;
você deve conhecer a história de bruxas através dos tempos."

"Yeah, eu sei sobre caça as bruxas e tudo o mais, mas as pessoas não fazem isso mais."

Seu silêncio foi preenchido pelo ar entre nós.

"Elas fazem?"

"Em alguns lugares, sim. Mas você não tem nada que se preocupar. Sua mão protege você,
como faz seu próprio desejo se misturar, e..."

"E o que?"

Ele não disse nada, mas puxou seu braço de meu ombro. Eu tinha uma idéia do que ele estava
indo dizer, e eu não queria ouvir isso. Eu nem mesmo queria pensar nisso, por que então ficaria
brava com ele e com sua atitude de macho.

Então eu não disse nada também, e ambos andamos em silêncio até que Ben o quebrou. "Você
estará bem até que sua mãe volte?"

"Claro, eu fico sozinha o tempo todo." E geralmente gostava de ser deixada sozinha, mas hoje a
noite eu queria que Ben ficasse. Eu tentei pensar em uma razão para mantê-lo comigo. "Você
esta com fome? Você gostaria de uma xícara de chá? Nós temos ­ ah." Eu sou tão estúpida!
Duh, Fran, ele é um vampiro; vocês estavam justamente falando sobre isso. "Desculpe; às vezes
eu esqueço que você é um... às vezes, eu esqueço."

Eu me apressei à frente, tentando fingir que eu não tinha uma boca tão grande quanto o
Colorado.

"Obrigado, Fran."

"Pelo que" Eu perguntei miseravelmente. "Por colocar meu pé na minha boca... de novo?"

"Por não deixar isso importar para você sobre o que eu sou."

Eu dei de ombros, mas permiti que o brilho quente de suas palavras afastasse alguns dos
sentimentos esquisitos dentro de mim. "Eu nunca entendi por que as pessoas culpam alguém por
aquilo que elas nasceram para ser. Não é como se elas tivessem uma escolha, é? Quero dizer,
eu não tenho uma escolha sendo uma psíquica, não mais do que você teve uma escolha sobre
ser um Dark One. Nós apenas somos. Então por que fazer um escarcéu por algo que nós não
podemos mudar? Minha mãe sempre diz que não importa quem você é, mas o que você faz é o
que importa."

"Belas palavras de sabedoria vindas de uma garota que pensa de si mesma como uma
aberração."

Olhei para ele para ter certeza que não estava rindo de mim. Ele não estava. "Yeah, bem, não é
tanto que penso que sou uma aberração, mas as pessoas o fazem, e, sabe, envelhece realmente
rápido ser diferente de todo mundo."

"Não me diga," ele disse, parando em frente ao nosso trailer. "Você tem vivido sendo diferente por
só quatro anos; eu tenho vivido com isso por trezentos e doze."

"Wow, você é realmente velho," eu disse, impressionada com o pensamento de se viver tanto
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tempo.

Ele sorriu, então se inclinou em frente e meu deu um pequenino beijo, provavelmente um digno
de Iowa. "Sim, eu sou velho, mas não tão velho que eu não saiba uma coisa boa quando eu vejo
uma. Entre. Eu me encontro com você amanhã à noite."

Me levou uns segundos para fechar a Fran interior (ela estava guinchando com o beijo). "Onde
você está indo? De volta a barraca principal? Você não vai voltar pra lá com o psicopata que quer
espetar você, vai?"

"Eu não tenho medo, Fran."

Eu olhei para ele, meus olhos grandes e arregalados. "Bem, você deveria! Ben, eu não estou
brincando quando disse que a pessoa que quer você morto é má, realmente má, nota A do mal,
na verdade. Você não quer se meter com ele ou ela, seja lá quem é. Acredite-me, esses
pensamentos dessa pessoa são carinhosamente enfatizados na alegria de observar você morrer
uma horrível e dolorosa morte."

Ele enfiou uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha. "Vá para dentro, Fran. Eu vou ficar
bem."

"Argh!" Eu gritei, querendo estrangulá-lo, e chacoalhá-lo, e beijá-lo tudo de uma vez. "Você é o
cara mais frustrante do mundo inteiro!"

Eu marchei às escadas, batendo a porta do trailer atrás de mim; Davide olhou para cima
enquanto eu jogava minha bolsa sobre a cadeira e enfurecia pelo corredor estreito. "Ben estúpido,
estúpido, estúpido Ben. Ah, ele é tão fodão não, ninguém pode matá-lo. Ha! Bem, quem precisa
dele? Eu com certeza, não. Se ele quer se matar, está tudo bem para mim. Só que significa que
eu não vou ter que resgatar sua alma, não importa o que você faça. Ele não se importa comigo,
nem um pouquinho. Ele e seu cabelo comprido e seu corpo gostoso e a moto e aquele jeito
maravilhoso de beijar ­ nada disso importa! Nem um bocadinho estúpido!"

Davide fez uma cara que parecia bastante como ele se estivesse franzindo sua boca para mim.

"E você pode parar de me olhar desse jeito! Isso não é problema meu!"

Eu juro que ele levantou as sobrancelhas para mim.

Eu apontei um dedo para ele. "Nem uma palavra de você, gato. Eu tentei alertá-lo. Eu fui direta
com ele - que era estúpido de se intrometer com quem quer que queira ele morto, mas ele é todo
'eu sou um Dark One. Eu posso fazer qualquer coisa' para mim. Dark One ­ Dork22 One é mais
como isso.

Ok, isso foi injusto ­ não há nada de imbecil em Ben ­ mas eu não iria admitir isso para o gato.

Davide se levantou, arqueou suas costas em um esticar, então sentou e curvou sua cauda ao
redor de suas patas enquanto ele me dava um olhar amarelo que falava mais alto do que
palavras.

"Eu fiz tudo o que eu podia!" Eu disse arrancando a porta do armário aberta para pegar meu
travesseiro e o cobertor. "Não há mais nada que eu possa fazer!"

Ele se manteve olhando para mim. Eu arranquei minhas luvas e joguei-as no chão. "Gah!

22
Dork ­ idiota, imbecil
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Tá bem! Pare com isso! Eu vou salvar o traseiro de Ben. Você está feliz? Todo mundo vai
provavelmente descobrir sobre mim por causa disso, e então alguém vai fazer uma caça as
bruxas comigo, e eu vou terminar morta, e então quem vai dar para você um bom atum, huh?
Está sob sua cabeça agora, imbecil!"

Eu agarrei minhas chaves e marchei para fora do trailer, murmurando para mim mesma enquanto
rumava em direção ao alto pulsar da música. Nessa distância, o glamour era muito diluído para
funcionar, e minha inicial opinião sobre a banda era justificada. Eles realmente eram uma droga.

A área do lado de fora da barraca estava absolutamente desprovida de pessoas, o que era
incomum mesmo quando uma banda estava tocando. Normalmente as pessoas vagavam para
usar os banheiros portáteis, ou para fumar, mas não essa noite. Não havia uma única pessoa
para ser vista em todo o caminho do corredor principal, todas as pequenas barracas estavam
escuras e fechadas. Mesmo a de Tallulah estava fechada. Uns poucos invólucros e latas vazias
estavam jogados ao longo do solo pela brisa leve, mas fora isso, nada se movia.

Isso era realmente estranho.

Eu escorreguei para dentro na parte de trás da barraca principal, pressionando contra as paredes
de lona, tentando manter a mim mesma fora do caminho das pessoas, tão longe do poder do
glamour quanto possível. O que eu realmente precisava era um jeito de eu...

"Imogen!"

A poucos metros de distância Imogen estava se balançando com a música, Elvis e outro cara
discutiam violentamente próximos a ela.

Essa era uma vista suficiente comum ­ Elvis ficando realmente enciumado quando Imogen
dançava com outro cara. Geralmente ela o ignorava. "Imogen!"

Ela se virou e sorriu para mim. Eu me movi até ela. "Você é justamente a pessoa que eu queria
ver."

"Isso tão doce em você, Fran! Por que você não está dançando?"

Eu afastei sua pergunta. Eu já podia sentir o glamour funcionando, me fazendo querer largar tudo
e me juntar a feliz multidão dançando. "Não há tempo pra isso. Existe alguma barreira que pode
me proteger do glamour?"

Ela sorriu para o cara que agora estava ameaçando um Elvis muito menor, com dois punhos
grandes. "Eu espero que ele o acerte; Elvis tem sido tão persistente hoje à noite. Sim, é claro que
há uma barreira; há uma barreira de proteção para tudo."

"Você pode me mostrar como fazer isso? Se não for um segredo Moravian, que seja. Algo que eu
pudesse usar especificamente contra este glamour?" Meus dedos começar a tamborilar contra
minha vontade. Minhas pernas queriam me mergulhar na multidão.

Ela se virou para mim num ligeiro franzir entre suas sobrancelhas. "Por que você iria querer ser
protegida contra esse glamour? Não é um prejudicial, e a banda soa muito melhor com ele."

"Por favor Imogen, eu não tenho tempo para explicar. Você poderia apenas me mostrar a
barreira?"

Ela me deu um olhar curioso, então se virou para que seu corpo estivesse bloqueando a visão de
todos que pudessem olhar nosso jeito. Eu tive dificuldade em prestar atenção em suas instruções;
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a música era tão persuasiva que tudo em mim gritava para ir dançar, para me divertir, para deixar
ela me preencher e limpar todas as preocupações.

Ela desenhou a barreira sobre mim, então me mostrou como desenhá-la. A coisa com as
barreiras não está em desenhar o símbolo corretamente; é a crença que você coloca nela. Essa é
a maneira que é em todas as mágicas ­ acredite e ela funciona. Duvide, e o poder da mágica
enfraquece. Eu não tinha dúvida em minhas próprias habilidades ­ tais como elas são ­ que me
ajudaram a desenhar a barreira. No segundo que meu dedo traçou a última curva, o símbolo
brilhou para a vida cintilante e imediatamente dissolveu. No entanto, o sentimento de proteção
permaneceu.

Eu tinha feito isso! Eu tinha desenhado uma barreira, e ela funcionou! "Ugh!" Eu gritei, e bati
minhas mãos sobre meus ouvidos. "Cara, eles são péssimos!"

Imogen riu e se virou para a música, estendendo suas mãos para o cara que estava sobre a
forma dobrada de Elvis. Evidentemente o cara tinha escutado o desejo de Imogen, por que ele
esfregou seus dedos, antes de tomar as mãos de Imogen e dançar com ela. Eu fui lá e cutuquei
Elvis com meus dedos do pé, mas ele não se moveu. Seu peito subia e descia, então eu sabia
que ele não estava morto, só nocauteado. "Desculpe, eu tenho coisas mais importantes a fazer,"
eu disse a ele enquanto me virava em direção a multidão dançante, contornando ao longo das
beiras enquanto procurava por Ben. Por um momento minha barreira reluziu a vida, um preto feio,
mas tão rapidamente a imagem dela se dissolveu. Eu imaginei que quem estava fazendo o
glamour tinha adicionado um pouco de poder nela, mas tanto quanto minha barreira segurava
isso não me preocupou.

Eu hesitei enquanto observava todos dançando, odiando o que eu tinha que fazer, minha mente
correndo freneticamente para outra opção, mas não havia nenhuma. Ben pensava que ele podia
dar conta da pessoa que o queria morto, mas eu sabia a verdade. Quem quer que fosse, homem
ou mulher, era frio com o desespero, comprometido de corpo e alma em ver Ben morto. Você não
tem esse tipo de determinação em seu caçador de vampiros normal. Pelo menos, eu não acho
que você teria.

"Sem sacrifício, não há recompensa," eu disse para mim mesma e, tomando um profundo fôlego,
mergulhei na multidão. Eu deixei minhas mãos tocarem todos, sem tentar guiá-las, apenas
permitindo a mim mesma ser empurrada aleatoriamente. Pessoas, imagens, objetos, emoções,
momentos, pensamentos, desejos, temores ­ tudo que as pessoas carregavam em seus
subconscientes preencheram meu cérebro até que eu pensei que minha cabeça ia estourar, a dor
lancetou através de todo meu corpo com o esforço de manter tudo. Eu não podia respirar; havia
tantas pessoas me pressionando, me preenchendo, tantos deles que me empurraram de lado e
assumiam o comando. Não havia nada deixado de mim, nem mesmo um pouquinho; era todos
eles. Com isso eu tive certeza que minha mente esta fraturando, no exato momento quando eu
sabia que estava pisando fora da linha da sanidade para loucura, a escuridão me preencheu, uma
suave, quente, macia escuridão. Eu calei as vozes, as imagens, as pessoas que me
preencheram. A escuridão me cobriu, me protegendo em um suave casulo, lentamente me
separando da multidão até que eu deslizei para uma longa, escura, piscina que parecia me
saudar com um abraço caloroso e um sussurro que tudo ficaria bem.


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Capítulo 9

"Hei," Soren disse.

"Hei. Aaah, croissants de amêndoa?"

Ele acenou e sentou ao meu lado, esperando pacientemente para eu devolver o pacote que
arrebatei de suas mãos. Havia duas coisas que eu realmente gostava sobre estar na Europa ­
castelos (muito legal), e o modo que todo mundo ia para padaria local todas as manhãs e
conseguia pães frescos. O pão era bom, mas os croissants de amêndoas...

"Mmm" eu disse saboreando, permitindo que os flocos do leve croissant se derretessem em
minha língua. "Isso provavelmente dá um gazilhão de calorias, mas cara, isso é bom."

Soren arrancou um dos braços curvos de um croissant e atirou-o em sua boca, mastigando
enquanto ele franzia seus olhos para o sol. Bruno e Tesla pastavam em frente a nós, jogando
alongadas e tremulantes sombras enquanto eles se moviam lentamente através da beira da
campina, mastigando alegremente a grama, suas caudas mantendo um ritmo preguiçoso,
enquanto elas abanavam as moscas. Eu amava essa hora da manhã. Ela não era tarde o
suficiente para estar realmente quente, mas estava quente o suficiente para fazer seu espírito
subir até as nuvens. Um casal de libélulas deslizava sobre a superfície da grama, então se
dirigiram para as árvores, onde um córrego estreito escorria.

"Como você se sente?" Soren perguntou finalmente.

Eu terminei meu croissant antes de responder, envolvendo meus braços ao redor de minhas
pernas e colocando meu queixo sobre meus joelhos, enquanto eu sugava último pedaço doce de
amêndoa do croissant de meus dentes. "Eu estou bem; por que a pergunta?"

"Por que eu pergunto? Você teve um tipo de ataque de pânico e teve que ser carregada para fora
da barraca. Você não faz isso normalmente. Eu pensei que você pudesse estar doente ou algo
assim."

"Carregada?" Eu descansei minha bochecha sobre meu joelho e olhei para Soren. Seu nariz
estava descascando do bronzeado que ele tinha pegado alguns dias atrás. "Quem me carregou?"

Ele arrancou a grama, jogando uma mão cheia para os cavalos. "Benedikt."

Merda com sapos em cima. Duas vezes Ben tinha me carregado, e ambas às vezes eu tinha
estado fora do ar para perceber. Eu olhei de volta para os cavalos. "Dr. Bitner disse que eu podia
andar em Tesla se eu quisesse, contanto que não o levasse para fora na estrada, por que ele não
tem ferraduras, e eu não deveria forçá-lo tão longe. Ele disse que eu deveria começar devagar, e
aumentando sua resistência, mas que ele era tão velho que nunca seria capaz de cavalgar
muito."

Soren deslizou um longo olhar atravessado. "Por que você mudou de assunto?"

"É o que as pessoas fazem quando elas não querem falar sobre algo."

Ele pensou sobre aquilo por um minuto, então perguntou (do jeito que eu sabia que ele faria),
"Por que você não quer falar sobre o que aconteceu noite passada?"
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Eu colhi uma flor e segurei-a debaixo do queixo dele. Ele bateu nela. "Se eu te dizer o que
aconteceu na noite passada, você me mostra como cavalgar?"

Ele olhou para Tesla. "Sem sela?"

"Eu não tenho uma sela."

"Você não tem nem uma rédea."

Eu dei de ombros. "Eu não posso levar a corda de nylon e seu cabresto?"

Ele deu de ombros, também. "Eu não vou ter um... como vocês chamam isso..." Ele fez um gesto
através de sua boca.

"Freio?"

"Sim, freio23. Mas eu vou mostrar a você, se você me contar o que aconteceu."

"Se eu te contar, você tem que jurar não dizer a ninguém. Nem a seu pai, nem ninguém.
Entendeu?"

Seus olhos se arregalaram. "É algo haver com o roubo?"

"Não. Sim. Não, não realmente. É algo haver comigo. Você jura?"

"Ich schwöre." Ele cuspiu em sua mão e estendeu ela para mim em um aperto. Eww. Eu agarrei
as pontinhas de seus dedos e sacudi-as. "O que aconteceu?"

"Você não vai acreditar se eu só disser. O que você tem em seus bolsos?"

Ele pareceu surpreso, um pequeno arquear confuso puxando suas sobrancelhas juntas, mas ele
enfiou uma mão dentro do bolso de seu short e puxou seu conteúdo.

Era um pente azul pequeno de plástico, algumas moedas, um fio, um curativo usado, um conjunto
de chaves, e um tubo de cacau, eu retirei minhas luvas e arranquei as chaves de sua mão.

"Você nunca me mostrou essas chaves antes, não é?"

Ele balançou sua cabeça.

"Certo." Eu separei uma chave do resto e segurei-a acima, permitindo que as imagens da chave
transmitissem o que me diria sobre seu uso. "Esta chave é para um grande baú de madeira que
seu pai guarda seus suportes neles. Os grandes suportes."

Os olhos de Soren se alargaram enquanto ele olhava para a chave; então acenou. Eu peguei a
segunda chave. "Trailer." Seus olhos estavam ainda mais arregalados. Eu segurei uma chave
minúscula. "Esta é para o estojo do violino. Eu não sabia que você tocava violino."

Seu queixo caiu. "Ninguém sabe exceto papai e tante24. Como você faz isso"

23
Bit ­ parte metálica que atravessa a boca do cavalo.
24
Tante: tia/titia em alemão
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Eu segurei outra chave. "Esta destranca uma grande grade onde você guarda os pombos. Com é
que é chamada - pombal? Tanto faz, está chave é nova. Você não a tem há muito tempo."

Eu pensei que os olhos dele iriam pular de sua cabeça, então eu embrulhei meu show, colocando
as chaves gentilmente dentro de sua mão. "Não é nada especial, Soren. Eu posso sentir as
coisas pelo toque; isso é tudo."

"Isso é tudo? Isso é bastante especial; isso é muito especial!" Ele olhou abaixo as minhas mãos
como elas fossem pintadas de roxo ou algo assim. Eu puxei minhas luvas de volta. O sol estava
ainda brilhando, mas de repente eu me senti como se uma nuvem tivesse passado por cima. "Eu
não acredito que você possa fazer isso. É o porquê de você usar luvas? Você pode fazer isso
com pessoas também? Você pode ler minha mente se você me tocar? Você pode dizer tudo o
que eu estou pensando?"

Eu me levantei e caminhei até Tesla, que não prestava absolutamente nenhuma atenção em
mim, tendo me checado mais cedo por maças (eu tinha cenouras, que ele aceitou
graciosamente). Tesla e Ben pareciam ser os únicos que não se importavam com minha
maldição. O quanto isso é triste? "Se eu tocasse você com minha mão nua, sim, eu poderia dizer
o que você está pensando. Tipo assim. Mais como emoções fortes que você está sentindo no
momento."

Soren sugou em sua respiração, olhando para mim como se eu estivesse dançando nua. De cima
a baixo. Eu joguei meus braços para fora, chateada que ele entre todas as pessoas fizesse uma
grande coisa por uma pequena diferença. "Eu ainda continuo sendo a mesma pessoa que eu era
há uns poucos minutos atrás Soren! Você então não pensava que eu era estranha!"

"Eu não disse que eu acho que você é estranha," ele disse lentamente.

"Você não tem que dizer, esse olhar diz tudo. Eu já o vi antes, sabe. Todo mundo que descobre
sobre isso tem esse mesmo olhar, a "Fran é uma aberração" olhar. Eu pensei que você
entenderia o que era nascer com algo que você não pode fazer nada a respeito. Não é nada
diferente de você nascendo com uma perna mais curta do que a outra."

Seu rosto ficou vermelho enquanto ele olhava para sua perna. "Minha perna não pode me dizer o
que eu estou pensando."

"E minhas mãos podem, sim, e daí? Eu não posso desligá-la, Soren. Eu só tenho que viver com
isso. Eu pensei que você entenderia. Agora eu lamento ter contado a você."

Eu me afastei dele, encostando sobre o lado de Tesla, traçando meus dedos sobre a cicatriz
sobre seu ombro, piscando furiosamente para Soren não me ver chorar.

"Fran?"

Eu torcia as pontas da crina de Tesla em uma traça, doente por eu ter arruinado minha amizade
com Soren. "O que?"

"Eu não acho você esquisita. Eu acho... eu acho que é legal."

"Isso não é legal; é uma maldição," eu murmurei para minhas mãos. A crina branca de Tesla
enrolada entre meus dedos. Era o que minha vida tinha se tornado, um rolo. Eu estava enrolada
com minha mãe e a Feira, enrolada com Ben, enrolada com Soren e Imogen, enrolada com
Tesla.

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74 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

"Eu acho que não." Soren veio do outro lado ao redor de Tesla. "Eu realmente acho que é legal.
Desculpe-me se eu fiz você se sentir mal."

Eu contrai meu ombro. "Eu estou acostumada a isso."

Ele olhou abaixo para minhas mãos. "Você pode fazer isso com animais?"

"Dizer o que eles estão sentindo? Não. Eu acho que é porque eles pensam diferente. As únicas
coisas que eu posso captar são emoções humanas e coisas como isso."

"Ah." Ele pareceu pensativo por alguns minutos. "Mesmo assim, eu aposto que podia ser útil."

"Útil!" Eu bufei. "Sim, se você quer que todo mundo pule para trás toda hora que você se
aproximar delas, por que elas estão com medo de deixar você tocá-las, então isso é útil. Por outro
lado é uma maldição, como eu disse."

"Esse é o porquê Miranda quis que você encontrasse quem está roubando nosso dinheiro, não é?
Ela quer que você toque todo mundo e veja quem é o ladrão?"

Eu penteei através da crina de Tesla com meus dedos. "Algo assim, é."

Seus olhos se alargaram de novo. "Você me tocou no outro dia. Eu me lembro! Você me tocou
com sua mão descoberta. Você estava me lendo?"

Eu mordisquei meu lábio e tentei pensar uma forma educada de dizer a ele que foi por pouco
tempo quando eu pensei que ele poderia ser um suspeito. "Bem... eu tinha que eliminar todo
mundo que tocou no cofre..."

"Eu era um suspeito? Você pensou que eu era um suspeito? Legal!"

Eu rolei meus olhos, me curvando para verificar se aquele mancar em Tesla está correto. As
amarras de couro ao redor de seus pés não estavam apertados, e a corrente que conectava eles
era longa o suficiente para o deixar pastar sem dar a ele todo o alcance de seu passo normal.
"Você é a única pessoa que acha que é legal ser um suspeito."

"Eu nunca tinha sido um suspeito antes," ele explicou, mancando atrás de mim enquanto eu
caminhava em direção a Feira. "Eu queria que você tivesse me dito. Eu teria gostado de escrever
isso em meu diário."

"Você pode escrever isso nele agora."

"Eu ainda sou um suspeito?"

Eu parei e esperei ele me alcançar. "Não, é claro que não. Você está limpo."

"Eu estou limpo," ele disse em um terror preenchendo a voz. "Isso é legal, também."

"Tanto faz."

Nós caminhamos o longo percurso para a Feira, andorinhas girando e mergulhando acima de
nós, enquanto elas faziam seus atos acrobáticos entre as barracas. "O que aconteceu depois que
Ben carregou você para casa?"

"Eu não sei."

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75 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Ele franziu os lábios. "Você não sabe?"

"Nope. Eu estava fora do ar. Eu não me lembro de nada exceto de acordar essa manhã."

"O que Miranda disse?"

"Zzzzzzzzz"

"O quê?" Soren parou para olhar embasbacado para mim.

Eu sorri. "Ela estava dormindo quando eu me levantei esta manhã. Eu presumo que Ben me
arrastou de volta ao trailer, e minha mãe me enfiou para dentro. Só isso."

"Ah." Ele pareceu um pouco desapontado por aquilo e evidentemente decidiu continuar em algo
mais promissor.

"Quem é o suspeito? Quem você acha que roubou o dinheiro?"

Eu parei na faixa entre a Feira e os trailers. Era ainda muito cedo para a maioria das pessoas
estarem de pé, mas umas poucas pessoas com olhos turvos cambaleavam para fora de seus
carros com copos de café e sacolas de pão apertadas em suas mãos, rumando para seus trailers.
"Eu não sei. Sete pessoas tocaram no cofre, e das sete, quase todos eles limpos."

"Quase todos?"

"Eu não falei com as últimas pessoas."

"Ah." Ele sugou o interior de suas bochechas enquanto nós víamos Absinthe, um lenço rosa que
contrastava com seu cabelo amarrado em volta de sua cabeça, e um par de óculos escuros
escondendo seus olhos, escorregando para fora da porta do trailer de Kurt e Karl. Ela foi direto
para seu trailer.

"Isso foi interessante." eu disse.

Ele fez uma careta. "Não, na verdade. Então, noite passada, quando você teve seu ataque - "

"Eu não tive um ataque," eu interrompi. Quer dizer, eca, eu me sentia estranha o suficiente; não
precisava das pessoas pensando que eu tinha ataques também!

"Ok, quando seja lá o que aconteceu com você aconteceu, foi por causa..." seu nariz enrugou.
"Porque aquilo aconteceu?"

Eu chutei uma pedra, mantendo ela fora do gramado para que eu pudesse atirá-la na lata de lixo
próxima. "Eu acho que foi sobrecarga. Eu nunca toquei mais do que umas poucas pessoas num
dia, e lá, eu estava tocando centenas. Eu apenas me senti como se estivesse sendo esmagada
por elas, como se eu fosse uma concha vazia. Foi horrível."

"Ben tocou você."

"Sim."

Soren virou seus olhos azuis cheios de acusação para mim. "Ele sabe, não é? Você disse a ele,
mas você não me disse."

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76 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Eu tentei um sorriso solidário. Eu não achei que consegui. "Eu disse a você agora; que é o que
conta para alguma coisa."

"Você não confiou em mim, e você confiou nele. Você acabou de conhecê-lo!"

"Vamos lá," eu disse, puxando-o em direção ao trailer que Absinthe tinha acabado de sair.

"Você gosta dele mais do que de mim, não é?"

"Ah, pelo amor de Peter..." Eu parei e o sacudi. "Isso não é um concurso, ok? Ben sabe por que...
por que... ele apenas sabe! Eu não disse a ele; ele calculou por si mesmo."

"Você não disse a ele?" Os olhos de Soren estavam estreitos; ele estava suspeito apesar de
obviamente querer acreditar em mim.

"Eu não disse a ele; ele adivinhou. Se sente melhor? Agora, vamos lá; eu preciso de ajuda."

"Ajuda com que?"

"Eu preciso tocar Karl."

Os olhos de Soren esbugalharam de novo. Eu o esmurrei no braço.

"Não esse tipo de toque, estúpido! Eu preciso tocar ele. Ele é uma das pessoas que usaram o
cofre. Eu preciso ver se ele sente frio e desespero interior."

Frio. Desespero. Como a pessoa que queria Ben morto. Eu suguei em um fôlego e pensei sobre
aquele momento. Poderia ser? Poderia o ladrão ser a mesma pessoa que queria Ben
apunhalado? Por quê?

"Fran? Você está bem? Você não esta tendo outro ataque, está?"

Eu fiz um olhar mordaz para ele. "Eu não tenho ataques!"

"Ok, mas você está me assustando. Seus olhos ficaram engraçados. Qual é o problema?"

"Nada. Eu só preciso pensar por um minuto." Eu olhei ao redor, então agarrei a mão de Soren,
arrastando-o para um par de engradados de plásticos que estavam colocados atrás do trailer de
Elvis, fora do sinal do resto dos trailers. "Senta."

Ele se sentou. Ele também me observou enquanto eu marchava para frente e para trás, tentando
decifrar tudo. "Eu vou fazer isso da maneira que os detetives fazem nos livros."

Soren escavou uma pequena caderneta imunda fora de seu bolso. "Eu serei seu fiel aliado."

Eu parei de andar para dar a ele um olhar.

"O que? Isso não está certo?"

"Nós não estamos em um western, Soren. Isso é sério."

"Você é quem manda." Ele pareceu assustado. Senti-me irritada.

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77 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"Ponto um," eu disse, retomando meu ritmo e assinalando cada item com meu dedo. "Alguém
roubou o dinheiro da Feira, não só uma vez. mas três vezes nos últimos dez dias."

"Sim." Soren se debruçou sobre sua caderneta, sua língua do lado de fora enquanto ele escrevia
com um lápis quebrado.

"Ponto dois: Sete pessoas tocaram o cofre ­ seu pai e sua tia, Imogen, minha mãe, Elvis e Karl.

"Hei!" Soren olhou para cima. "Elvis! Eu aposto que é ele."

"Você está se adiantando. Fieis aliados nunca se adiantam."

Seus lábios fizeram um O. "Desculpe."

Ponto três: não faz sentido que Absinthe ou Peter roubem de si mesmos e façam um grande
escândalo por causa disso."

"Grande escândalo," Soren repetiu enquanto ele escrevia.

"Ponto quatro: Elvis é um demonologista. Demônios podem entrar em qualquer coisa, se eles são
ordenados."

"Sim," Soren disse, seus olhos se iluminando.

"Exceto coisas feitas de aço," eu adicionei. Seu rosto caiu.

"Ah. O cofre é feito de aço."

"Exatamente. Então, infelizmente, embora eu gostasse que o suspeito fosse Elvis, eu só não vejo
como ele poderia utilizar um demônio para trocar o dinheiro por pedaços de jornal que sua tia
encontrou."

Ele suspirou ruidosamente. "Eu não posso também."

"Ponto cinco: Seu pai deixou a combinação do cofre largada onde qualquer um podia ver, mas só
sete pessoas tocaram o cofre, então o que eliminam os outros."

Soren pareceu pensativo, sugando na ponta do lápis quebrado. "Isso deixa Imogen, Miranda e
Karl."

"Exatamente." E desde que Ben diz que Imogen não precisa de dinheiro, e eu sei que minha mãe
não roubou nada, isso deixa - "

"Karl!"

"Alguém está tomando meu nome em vão?"

Soren pulou e eu girei para ver Karl vestido em uma camiseta, shorts de corrida e tênis. Karl não
falava inglês tão bem quanto o resto das pessoas na Feira, mas eu dou a ele crédito, ele fala
melhor do que eu alemão.

"Ah, oi, Karl. Uh..." Eu deslizei minhas luvas fora de minha mão e segurei-as atrás de minhas
costas. Soren que estava atrás de mim, subitamente se apressou a frente.

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78 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"Karl, eu estou tentando mostrar a Fran o truque que você faz com a moeda - sabe, aquele onde
você faz tirando do nariz de alguém? Eu não posso fazer isso tão bem quanto você. Você poderia
mostrar a ela?"

Eu pisquei por um segundo, então acenei minha cabeça. "Sim, você poderia, por favor? Eu
adoraria aprender mágica."

Karl não pareceu como se tivesse acreditado em nenhum de nós dois, mas ele gentilmente tirou
uma moeda da orelha de Soren, da minha sobrancelha, e de seu próprio cotovelo.

"Wow, isso é muito legal; posso tentar?" Eu perguntei, estendendo minha mão descoberta.

Karl me deu a moeda, seus dedos tocando minha mão enquanto ele soltava-a em minha palma.
"Não é um truque difícil, mas é preciso muita prática."

Eu fiz alguns passes atrapalhados com a moeda, então desisti com uma risada, entregando-a de
volta para ele. "Acho que eu não estou habilitada para ser um mágico. Obrigada de qualquer
forma. Boa corrida." Eu deixei meus dedos tocarem sua mão por um segundo a mais do que era
necessário, então acenei enquanto ele corria em direção a estrada.

"Bem?" Soren perguntou tão logo Karl estava longe da escuta.

Eu sentei sobre a grade. "Nós podemos cortá-lo. Ele não se sente culpado."

Soren olhou para cima quando seu pai o chamou. "Eu tenho que ir."

Eu acenei para ele. "Tudo bem, eu tenho que fazer algumas coisas para minha mãe. Te vejo mais
tarde."

"Sim, mas tarde. Eu vou mostrar a você como cavalgar, não se esqueça." Ele enfiou sua
caderneta em seu bolso. "E nós iremos trabalhar nisso também; nós vamos levantar outros
pontos; não se preocupe."

Eu o deixei correr sem dizer a ele que eu não estava preocupada pelo menos. Eu já sabia de
mais um.

Ponto seis: Alguém que estava na pista de dança na noite passada teria dado a sua alma para
ver Ben morto, e meu instinto me dizia que aquela pessoa e o ladrão eram uma e a mesma... E
havia só dois nomes deixados em minha lista de suspeitos.

Imogen e minha mãe.


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79 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Capítulo 10

Este foi o nosso último dia em Kapuvár. Na manhã seguinte nós arrumaríamos tudo, e
seguiríamos para Budapeste, onde ficaríamos por dez dias. Embora minha mãe e eu tivéssemos
estado na Feira há um mês, eu tinha concluído que gostava de me divertir nas cidades pequenas
mais do que nas grandes. Nas pequenas eu tinha mais liberdade para perambular por ali,
explorando a cidade e o campo. Nas grandes cidades como Stuttgart e Cologne, mamãe ficava
uma pouco estranha sobre mim vagando sozinha, o que significaria que eu não podia ver nenhum
castelo ou outras coisas legais (museus de tortura ­ adequados eu diria) sem esperar por ela
para ter tempo para me levar.

Havia também muito mais pessoas nas grandes cidades do que nas pequenas. Você acharia que
um monte de pessoas seria um bom lugar para se desaparecer nela, mas eu descobri que
mesmo em um praça muito ocupada em Frankfurt ou Cologne, cercada de centenas de pessoas
andando, rindo, conversando, se beijando ­ mesmo mergulhada no meio disso, eu ainda me
sentia diferente. Eu não era um deles. Eu não me misturava.

"Sapos com grandes verrugas gordas," eu praguejei enquanto eu chutava o engradado de
plástico atrás de trailer de Elvis, então fui para ver se Imogen estava de pé.

Eu bati na porta de alumínio e enfiei minha cabeça lá dentro. "Você está de pé?"

"Fran! Sim, eu estou de pé. Como você está se sentindo?"

Eu subi alguns degraus para o trailer e sentei na cadeira de rodinhas em torno da pequena mesa
dela. Ela estava bebendo um café com leite e brincando com os restos de um pão pegajoso.

"Bem." Eu olhei para a porta fechada de seu quarto. "Mamãe não estava acordada esta manhã,
mas Soren me disse que Ben me arrastou para fora da barraca principal noite passada?"

Ela tomou um gole de seu café com leite, seu rosto suave e ilegível. "Sim, ele o fez."

Eu acenei. Pensei na escuridão envolvente que tinha me ocultado de todos os outros, tinha Ben
de algum modo sentido nela. "Você se divertiu noite passada? Você parecia como se o glamour
estivesse funcionando em hora extra com você."

Ela suspirou contentemente. "Foi tão maravilhoso, não foi? E Jan ­ ele era o com todos aqueles
músculos maravilhosos ­ ele era uma delícia. Ele tem muitas boas qualidades. Nós fomos a um
clube na cidade depois que a banda terminou."

Eu não pude impedir o sorriso para o olhar travesso em seus olhos. "Soa como se você tivesse
mais diversão do que imaginei. Eu estou feliz que você e Jan tiveram um momento legal. Eu meio
que pensei que você teria depois que ele golpeou Elvis."

Ela gargalhou. "Aquilo não foi terrível? Eu lamentaria sobre aquilo, mas eu não me pude sentir
mais satisfeita que Jan tenha acertado-o. Elvis é como uma praga sobre eu estar com outra
pessoa, e ele tem ficado pior nas últimas semanas."

"Ele está apaaaixoonadooo," Eu me demorei fazendo um grande apaixonado ­ piscando meus
olhos para ela.


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80 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"É mais como cobiça isso. Eu não acho que ele saiba o significado da palavra 'amor'." Imogen
colocou sua xícara abaixo e me deu um sorriso encorajador. "Já chega para mim. Você quer me
dizer o que aconteceu?"

"Noite passada?" Eu mordi meu lábio inferior, tentando pensar em um jeito de tocá-la sem ela
perceber o que eu estava fazendo, logo em seguida ficando zangada por que ela estava
oficialmente no topo da minha lista de suspeitos.

"Um." ela colocou uma mão no meu pulso e deu nela um pequeno aperto amigável. "Fran, você
não tem que me dizer se você não quiser. Amigos não forçam seus amigos a divulgarem
segredos."

Amigos não colocariam seus amigos no topo de uma lista de roubos suspeitos. Eu me contorci na
cadeira.

"É só que eu estou preocupada. Benedikt estava muito preocupado noite passada; ele disse que
você estava em um estado de fuga, e que tinha tido algum tipo de trauma psíquico. Eu só quero
que você saiba que eu estou aqui para você, se você quiser. Nós dois estamos. Benedikt se
importa muito com você, sabe.

"Sim, bem, do jeito que ele é, eu sendo sua Amada e tudo mais," eu disse, totalmente e
completamente triste. Como eu podia pensar que o ladrão era Imogen? Ela era minha amiga! Eu
gostava dela. Eu confiava nela. Eu acreditava nela.

"A noite passada teve algo haver com sua investigação?"

Eu fiz outra daquelas caras de tromba. "Eu imaginei que você ouviria sobre isso."

Suas sobrancelhas se levantaram levemente. "É claro que eu ouvi sobre isso; eu ouço sobre
tudo. É verdade que você concordou em encontrar quem é ladrão?"

Eu acenei, brincando com os dedos de minhas luvas.

"E você estava lendo as intenções das pessoas quando você as toca?"

"Algumas pessoas," Eu admiti para meus dedos. Eu odiava isso, mas eu estava contra a parede.
A única outra pessoa em minha lista era minha mãe, e eu sabia, eu sabia que ela não era uma
ladra. Além do fato que ela nunca roubaria, ela queria que a Feira tivesse sucesso tão fortemente
que não faria nada para a colocar em perigo.

"Quantos?"

"Sete. Sete pessoas tocaram o cofre." Eu olhei para cima, tentando arrancar minha coragem
vindo de onde ela tinha engatinhado atrás de meu estômago. "Sete pessoas... incluindo você."

"Eu?" Suas sobrancelhas realmente se levantaram com aquilo. Ela pareceu completamente
surpresa. "Eu não posso imaginar quando ­ ah, sim. Eu pedi a Peter para colocar uma coisa no
cofre para mim há algumas semanas, e ele me deixou."

Eu pisquei algumas vezes, Isso soava plausível, mas ao mesmo tempo, isso soava terrivelmente
conveniente. "O que ele? O que... Uh... O que era...?

Ela sorriu "Era meu testamento."

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"Seu o que?"

"Meu testamento. Uma distribuição dos meus bens materiais."

"Eu sei o que um testamento é, mas geez, Imogen, você é imortal! Você não vai morrer."

"Eu posso ser morta," ela disse, o fraco sorriso que tinha estado se prolongando em torno de seus
lábios desapareceu, enquanto ela traçava com um dedo ao redor da borda da grande caneca de
café com leite.

"Você quer dizer que alguém quer matar você também?"

Ok, as palavras escaparam sem meu pensamento estar nelas, mas tão logo eu as disse, um peso
foi erguido de meus ombros. Assim, todos os que sabiam sobre minha maldição ­ Ben, mamãe,
Imogen e Soren ­ sabiam que eu tinha voltado a barraca na noite passada para encontrar o
ladrão, mas a verdade era, eu tinha ido especificamente para encontrar a pessoa que queria Ben
morto. Era um palpite que as duas pessoas fossem uma e a mesma.

"Também? O que você quer dizer, 'também'?"

Eu olhei para a porta fechada atrás dela. Ela congelou seus olhos ficando negros. "Benedikt," ela
sussurrou.

"Sim. Era isso que eu estava fazendo na noite passada. Mais cedo, quando eu e Ben estávamos
dançando, eu senti alguém. Alguém que estava pensando no quanto, ele ou ela, iria se alegrar
enfiando uma estaca nele. Alguém realmente mau."

"Quem?" Ela perguntou, sua voz profunda e rouca. Os olhos dela tinham ficado absolutamente
negros agora, um brilhante e total preto.

"Eu não sei," eu respondi, tirando uma de minhas luvas. "Eu queria saber, eu realmente queria,
porque quem quer que seja, é uma pessoa doente."

Ela olhou para a luva descartada sobre sua mesa, então levantou seus olhos para mim. A dor nos
seus eram tão grande, que ela maculava o ar entre nós. "Você quer me tocar. Você acredita que
eu sou culpada."

"Não em querer Ben morto, não. E não como o ladrão; é só que... ah, sapos! Eu não sei o que é
mais, Imogen. Tanto quanto eu possa dizer, ninguém tem roubado o dinheiro, mas eu acredito
que Absinthe e Peter ­ eles não fariam isso. O que significa que alguém o tirou, de qualquer
forma um ladrão normal teria, ou por..."

"Meios psíquicos," ela terminou, fechando seus olhos por um momento. Ela estendeu sua mão.
"eu entendo. Você tem que fazer isso, se só para sua própria satisfação."

"Eu realmente lamento," eu disse, odiando por escutar seus pensamentos. "Eu serei rápida."

Meus dedos descansaram sobre o ponto da pulsação em seu pulso. Instantaneamente eu fui
inundada pelo medo ­ medo por Ben, medo pelos antigos temores terem começado novamente,
medo que ela teria que fazer outra vida para si mesma, medo que ela seria deixada sozinha.
Misturado com a preocupação em eu não aceitar quem ela era, e o papel que eu tinha que
desempenhar na vida de Ben.

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82 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Eu puxei meus dedos de volta, mas mais do que uma pequena sacudida, pela espiada dentro de
sua mente. "Me desculpe," eu disse de novo.

Ela meu deu um sorriso, um de verdade, um cheio com compreensão e perdão, tão brilhante que
fez o interior do trailer se iluminar. "Está esquecido. Agora me diga tudo sobre essa pessoa que
você tocou. Não deixe nada de fora."

Eu não deixei. Eu me abri por uma boa meia hora, dizendo a ela tudo, de Absinthe tentando
arrombar minha mente, a cada um que eu toquei a dança com Ben... Era como se ela usasse
uma daquelas drogas da verdade em mim, só que eu queria dizer a ela tudo.

"E é isso," eu disse, envolvendo tudo com meus poucos minutos passados com Karl. "Estes são
todos que estão na minha lista. Eu toquei todos eles, e nenhum deles é o ladrão. Se eu não
posso nem mesmo encontrar um ladrão miserável, como eu posso encontrar um potencial
assassino?"

"Você não tocou todos na lista," Imogen disse, seus olhos firmes sobre os meus. Eles estavam de
volta ao seu original azul, que era tão azul quando o céu lá fora. "Há uma pessoa que você não
leu."

"Minha mãe? Eu toque ela; eu a toquei há alguns dias atrás para encontrar suas chaves. Eu
saberia se ela estivesse pensando em tirar dinheiro..."

"Não sua mãe... Absinthe."

Eu fiz uma careta. "Sim, bem, eu a eliminei por que não fazia nenhum sentido em ela ter feito um
bafafá sobre o dinheiro perdido. Peter não faz a contabilidade; ela faz então ele nunca teria
sabido se algum estava desaparecido, se ela não tivesse dito algo. Além do mais, eu não acho
que seria uma boa idéia tocá-la. Ela quase entrou na minha cabeça... se eu estivesse tocando-a
enquanto ela tentasse isso, eu não acho que poderia mantê-la do lado de fora."

"Há maneiras," ela murmurou.

"Sério? Ela tentou isso com você?" Eu não pude me impedir em ficar curiosa. Imogen sempre
pareceu tão sob controle, tão forte, era com um espécie de surpresa saber que Absinthe tinha
tentado seus truques sobre ela também.

"Ela tenta pelo menos uma vez por mês." Ela riu.

"Sério? Mas... você disse que ela já sabe sobre você. Por que ela iria querer entrar em sua
cabeça?"

"Eu não tenho idéia, provavelmente poder. Ela sabe quem eu sou, sim, mas com isso vem o
conhecimento que ela deve ter raiva de mim, eu tenho meios de trazer sua destruição."

"Você pode fazer isso?" Eu sentei, com uma boca aberta de surpresa." Então porque... porque..."

"Porque eu trabalho para a Feira, ao invés de viver em um apartamento luxuoso cercada de
lindas pessoas, e roupas e coisas, e montes de dinheiro?"

Eu acenei. Se alguém me estende a vida em uma bandeja de prata, eu com certeza me atiraria
se soubesse o que eu faria com ela.

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83 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

"Eu vivi essa vida, Fran. É divertido por uns dez minutos; então a artificialidade disso mancha
tudo. Eu encontrei essa vida real, vida cercada de mortais, é a única coisa que me traz satisfação.
E ela me trouxe bons amigos como você, afinal, e eu não trocaria sua amizade pelos mais caros
estilos de vida."

"Geez, Imogen," eu disse, fazendo careta para meus dedos, piscando realmente rápido para que
ela não visse as lágrimas. "Só me faça chorar, por que você não! E depois que eu te tratei como
uma suspeita e tudo..."

"Você fez o seu trabalho, não se culpe por isso. Agora vamos, vamos por nossas cabeças juntas
sobre este animal que deseja ver Benedikt morto. Diga-me de novo o que você sentiu quando
você tocou a pessoa."

Nós passamos os próximos vinte minutos falando sobre tudo que eu achava sobre a pessoa (não
muito) e tudo que eu senti no breve momento do contato (menos ainda). Uma idéia estava
crescendo atrás de minha mente, só um pequeno detalhinho de uma idéia, mas quanto mais eu
tentei olhar para ele, mais ele deslizava para longe de mim. Eu desisti disso e virei minha atenção
para coisas que eu podia lidar. Nós discutimos o problema de Absinthe, Imogen insistindo que eu
teria que tocá-la, eu jurando pelos altos céus que eu preferia morrer do quer deixá-la saber a
verdade sobre mim.

"Ela não pode feri-la se sua mãe e eu defendermos você - "

"Ela pode, muito! Minha mãe faria qualquer coisa para ficar na Feira, o que inclui me vender em
um contrato de escravidão. Eu não confio em Absinthe nem um pouco ­ se ela descobrir sobre
mim, ela me terá fazendo o ato Fran, Toque Esquisito, tão rápido que sua cabeça vai girar."

Imogen se levantou. "Vamos lá acordar Benedikt, ele terá algumas idéias, e já que você disse que
o alertou sobre o atentado contra sua vida, ele pode ter descoberto algo noite passada que possa
ajudar você."

"Fran?"

"Sabe, ele provavelmente precisa do seu sono de beleza, depois de ontem à noite. E falando
nisso, eu tenho que correr. Já que é a nossa última noite aqui, mamãe está organizando um
círculo, e eu tenho que ajudá-la cuidar disso. Ela provavelmente está de pé agora."

"Mas Fran ­ e sobre a investigação? E sobre Benedikt?"

Eu parei na porta. "Eu não vou esquecer; não se preocupe. Eu gosto de Ben; eu não quero ver
ele empalado. Eu acho..." Eu parei o que eu ia dizer. Não havia jeito de colocar em palavras o
pensamento pulando dentro da minha cabeça, quando eu não podia nem mesmo dar uma boa
olhada nele. "Eu vou pensar nisso um pouco, ok? Você também. Se você chegar a alguma coisa,
me deixe saber. Eu te vejo mais tarde."

"Você irá me ver daqui a meia hora, ou você se esqueceu do show para as crianças?"

"Merda," Eu xinguei. Eu tinha esquecido. Peter fez um trato que no final de cada temporada, nas
cidades com um hospital, alguns do pessoal da Feira passariam algumas horas fazendo mágica e
ilusões para crianças doentes.

Ele disse que era um bom modo de promover a caridade e tudo o mais, mas a verdade era que
Peter era um velho de bom coração, e ele gostava de alegrar as crianças doentes. "Você
realmente precisa de mim? Você pode ler palmas por si..."

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84 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"Você é minha aprendiz," ela apontou. "O que significa que você tem que vir comigo. Será só por
algumas horas, Fran, e nós poderemos aprender algo. Todos na sua lista estarão lá."

Havia isso. Eu nunca tinha estado em uma das visitas a hospital, já que a idéia de pessoas
doentes me dava calafrios, mas mamãe tinha ido todas às vezes. "Ok. Eu estarei pronta. Te vejo
depois."

A próxima hora passou muito rápido. Eu ajudei a minha mãe a desenhar o círculo no chão na sua
barraca, colocando as flores e velas de invocação, evitando suas perguntas sobre o que
aconteceu na noite passada. Ela não perguntou muito, o que me fez acreditar que ela e Ben
tinham tido uma pequena conversa sobre mim enquanto eu estava desmaiada, algo que fez me
sentir quente e desconfortável quando pensava sobre isso, então não o fiz.

Mamãe e Imogen e eu andamos juntas para a cidade, seguindo os outros carros para o grande e
feio hospital verde. Eu mantive minhas mãos para mim mesma, com medo do que poderia se
infiltrar através da proteção das minhas luvas se eu tocasse em algo.

O show para as crianças na verdade foi muito divertido. Era tudo ilusão, com apenas um pouco
do notável toque de mágica que absolutamente parou o show. As crianças, enfermeiras e
médicos preenchiam cada uma das grandes alas, crianças em cadeiras de rodas, em cadeiras
regulares, apoiadas em camas, até mesmo algumas sentadas no chão sobre grandes almofadas.
Eu imaginei que todos estariam se lamentando e gemendo e próximas a morte, mas a ala era
pintada de azul e amarelo, com brilhantes borboletas coloridas espalhadas pela sala. As crianças
por si mesmas pareciam bastante alegres, algumas usando bonés para cobrir suas cabeças
carecas, outras usando máscaras, algumas com estranhas engenhocas, quase todas com soro
ligado a elas, mas cada uma delas tinha um sorriso quando o show começou. Eu comecei a ver
por que todo mundo aguardava com interesse as viagens de Peter ao hospital.

Karl e Kurt fizeram algumas ilusões impressionantes que fizeram as crianças arfarem ­ coisas
como gaiolas canários virando em um grande coelho rosa (o nome da coelha era Gertrude, no
caso de vocês estarem se perguntando), fazendo chuvas de confetes voarem dos mais
improváveis lugares, derramando leite dentro de alguns bonés das crianças, só para exibi-los de
dentro para fora, e mostrar a eles que estavam secos, esse tipo de coisa. Mamãe ensinou a todo
mundo feitiços de crescimento de flores, e distribuiu fraquinhos de felicidade. Elvis fez alguns
truques de cartas, incluindo um em que ele foi colocado em uma camisa de força, para que ele
não pudesse manipular as cartas, e ele ainda conseguia criar as cartas que três voluntários
tinham escondido. Eu me senti um pouco mal por não ter ajudado Elvis na última noite depois de
vê-lo fazer os truques de cartas ­ ele tinha um enorme hematoma embaixo de um olho, onde Jan
tinha o socado. Para dizer a verdade, eu estava um pouco surpresa que ele fosse parte do show,
já que eu não sabia que ele fazia mágica, mas o olhar adorador que ele jogava para Imogen
explicava muito. Não havia dúvidas que ele estava ali para impressioná-la.

Imogen e eu lemos algumas palmas, eu com minhas luvas vestidas, tentando fazendo meu
melhor para soar otimista e positiva sobre crianças que provavelmente não teriam uma vida longa
a frente para elas. Imogen fez um trabalho muito melhor para mim ­ as crianças que ela leu
estavam rindo no momento que tinha terminado com elas.

O ato de Peter e Soren foi o final do show, e embora a maioria disso fosse ilusão, o último que
Peter fazia era o meu favorito exemplo de pura e não adulterada mágica. Cada vez que eu o via,
ele me dava arrepios, levantando os cabelos das costas de meu pescoço com sua simplicidade.

"O que eu tenho aqui?" Peter perguntou, segurando acima dois ovos, traduzindo suas palavras
para o húngaro.

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"Tojások!" As crianças gritaram. "Ovos!"

"Quem quer escrever seus nomes sobre os ovos?"

Duas dúzias de mãos se levantaram. Soren e Peter andaram ao redor, deixando algumas das
crianças assinalarem os ovos com diferentes marcadores coloridos.

"E o que acontece quando eu quebro os ovos em uma tigela?" Peter quebrou ambos os ovos em
uma tigela de vidro transparente, cuidadosamente colocando as cascas de lado. Ele segurou a
tigela acima para que todos pudessem vê-la, caminhando ao longo da fileira da frente, permitindo
as pessoas olhar.

"Agora, eu tenho aqui um garfo mágico! Ele é mágico por que ele pode virar tanto para frente" ­
ele fez um círculo horário com o garfo - "e para trás."

O garfo fez um círculo anti-horário.

"Quando eu coloco o garfo mágico dentro dos ovos, ele os mistura!"

Eu esfreguei meus braços, sentindo os arrepios começarem. As crianças assistiam enquanto
Peter movimentava os ovos com o garfo, fazendo seu balbuciar padrão sobre como a mágica
vinha de cada um de nós, um poder que todos têm, mas que poucos sabiam como liberar. A
maioria das crianças assistia com olhares extasiados em seus rostos; umas poucas rolaram seus
olhos como se soubessem o que iria acontecer.

Eu sorri para mim mesma. Elas não tinham idéia.

Peter bateu os ovos em uma espuma amarela, então deu a tigela para Soren passar ao redor. "O
que você consegue quando você bate ovos?" Ele perguntou a multidão.

"Ovos mexidos!" As crianças gritaram de volta.

"Isso mesmo. Todo mundo viu? Sim? Os ovos estão batidos?

"Sim," todos gritaram, até mesmo os médicos e as enfermeiras.

Eu sorri para Soren. Ele sorriu para mim.

"Ah, mas vocês se esqueceram, este é um garfo mágico! Ele pode funcionar para frente... E para
trás."

Peter colocou o garfo na tigela e começou a bater os ovos de novo... Na direção oposta. Eu
esfreguei os arrepios em meus braços, observando os olhos das crianças crescerem mais e mais
enquanto os ovos começavam a se colocarem em ordem. Isso era mágica, pura e simples, e ela
era maravilhosa. Eu entendia agora por que os mágicos faziam o que faziam ­ o espanto sobre o
rosto da audiência era uma coisa maravilhosa de se ver.

Peter puxou seu garfo da tigela, segurando-a acima, então todos poderiam ver os dois ovos
perfeitamente inteiros nela. "E agora eu dou nos ovos um toque mágico com o garfo mágico..."

Usando as duas cascas, ele recolheu um ovo inteiro, bateu nele com o garfo, e o estendeu para
uma criança que ele acenou a frente. A criança olhou para o ovo com olhos enormes enquanto
Peter recolocava na casca o segundo ovo, passando aquele ao redor, também. Eu sabia que
todos que examinaram os ovos encontrariam ­ dois ovos perfeitamente inteiros, assinado com os
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nomes do público. Não havia nenhum truque, nenhuma ilusão, nenhuma troca dos ovos
quebrados pelos inteiros ­ eles eram os mesmo ovos, os exatos mesmos ovos, quebrados,
mexidos, reordenados, feitos inteiros novamente.

Mágica, huh? Sim. Ela é bem legal

Ela é também um grand finale dos diabos. Todo mundo estava falando animadamente quando
nos preparávamos para partir. Eu sei que as crianças se divertiram, mas o que me surpreendeu
foi o quanto de diversão eu tive. Nós estávamos cercados por um bando de crianças que eram
tão diferentes quanto eu era, só que elas estavam morrendo por causa de suas diferenças, e
mesmo assim nenhum deles pediu para alguém usar mágica para fazê-las melhorarem; nenhuma
delas pediu para mamãe fazer a dor ir embora, ou o câncer desaparecer, ou suas células
sanguíneas voltarem a ser o que elas deveriam ser. Elas apenas riram e se divertiram, e
aceitaram tudo o que lhes foi oferecido.

Mamãe e Imogen tagarelaram no caminho de volta a Feira. Eu as deixei, tentando descobri o que
era que estava agitando ao redor das costas de meu cérebro. Era alguma coisa importante,
alguma coisa que eu vi, mas perdi vendo, se você sabe o que eu quero dizer. Algo haver com o
que estava acontecendo, mas eu não podia imaginar como, ou a quem ela se relacionava, ou até
mesmo por que isso importava. Ela apenas... Era.


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Capítulo 11

Eu tentei localizar a idéia mais tarde naquele dia, mas o último dia é sempre um tempo corrido,
geralmente a noite mais atarefada de nossa estadia.

"Hei!" Soren me chamou logo depois do almoço. Ele segurava uma rédea. "Quer cavalgar?"

Eu olhei para minha mãe. Ela estava fazendo amuletos de boa sorte. "Você precisa de mim?"

"Não, vá se divertir. Você trabalhou duro esta manhã."

Eu dei um pulo. Ela me parou com uma mão sobre meu pulso. "Franny, eu quero...eu quero te
agradecer."

"Pelo que?"

"Por se juntar. Por fazer parte de Feira. Eu sei que você gosta de se manter afastada de todos,
mas sua participação em nossa nova vida significou muito para mim. "Então...obrigada."

Eu resmunguei alguma coisa e escapei, perguntando como ela poderia ser uma bruxa inteligente
e ainda tão sem noção sobre mim. "Eu fui chantageada para me juntar," eu destilei azeda
enquanto eu corria para onde Soren tinha colocado uma rédea em Bruno. "Não é como se eu
tivesse uma escolha, nem nada."

"Um escolha sobre o que?" Ele perguntou enquanto eu pegava a rédea que ele colocou próximo a
Tesla.

"Nada, não importa. Como essa coisa funciona."

Ele me mostrou como colocar a rédea. Tesla não estava particularmente interessado na idéia
toda, mas Soren me mostrou como encontrar o ponto na mandíbula de Tesla que eu poderia
pressionar para fazer ele abrir sua boca e então eu pudesse deslizar o freio dentro. Nós
ajustamos as tiras até que a rédea se encaixou; então eu pulei em uma rocha e subi nas costas
de Tesla enquanto Soren segurava ele firme.

"Whoa, cavalo grande," eu disse, minha rígida musculatura interna imediatamente gritando em um
protesto por sentar escancarada atrás em suas costas largas. As rédeas saíram de minhas
mãos, deslizando de seu pescoço para suas orelhas enquanto ele abaixava a cabeça para o
chão. Eu me inclinei a frente para pegá-las, e imediatamente cai.

Tesla me ignorou.

"Você!" Eu apontei para Soren, que estava sentado confortavelmente nas costas de Bruno. "Pare
de rir. Você!" Eu apontei para Tesla. "Prepare para ser cavalgado. Isso é uma guerra, cavalo."

Eu fiz três tentativas, mas na última eu me assentei nas costas de Tesla. Ele não estava
terrivelmente feliz sobre deixar toda aquela grama adorável esperando para ser comida, mas com
algumas instruções gritadas por Soren, nós logo estávamos trotando ao redor da grande área
aberta da campina, onde mais tarde os carros iriam estacionar.

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"Isto...ow...isto é...ow...isto é um pouco difícil nos...ow...dentes," eu disse, uma vez que me senti
segura o suficiente para parar de agarrar a crina de Tesla." Isso é um...ow!...pouco mais difícil
sobre as coxas, também."

"Este é o porquê você precisa de uma sela," Soren disse, apesar de eu perceber que ele não
estava fazendo caretas como eu estava. "Então você pode se posicionar.

"Pode posicionar o que?"

"Pode posicionar ­ é a maneira que você se move para o cavalo trotar. Faz isso mais fácil para
seu traseiro."

"Ah. Deus. Meu traseiro podia aproveitar mais facilmente." Eu me mexi um pouco ao redor das
costas de Tesla, tentando achar uma posição confortável, minhas pernas apertadas sobre ele,
enquanto eu tentava mudar de lugar em sua espinha dura. De repente sua cabeça veio para cima
e seu pescoço se arqueou enquanto ele mudava para outra marcha. Eu sei, cavalos não tem
marcha, mas ele foi se movendo como se estivesse em uma estrada cheia de buracos para uma
que foi recentemente asfaltada. Seu trote suavizou então eu mal estava abalada, enquanto ele
meio que flutuava ao longo do terreno com longas e envolventes passadas. Eu mantive minhas
pernas apertadas contra seus lados, insegura sobre o que tinha acontecido, mas apreciando a
nova marcha.

"O que você está fazendo?" Soren gritou. Eu olhei para trás. Ele tinha parado, sua boca
pendurada aberta em surpresa.

"O inferno que eu sei," eu gritei de volta, e afrouxei sobre as rédeas. "Seja lá o que for, eu gosto!"

Tesla fez um suave, e fluido trote em um largo circulo ao redor de Soren e Bruno. Então tropeçou,
recuperou seu passo, e veio para uma abrupta parada como ele fazia.

Eu, é claro, imediatamente cai de novo.

"Como você fez isso?" Soren perguntou enquanto ele se aproximava. Eu me levantei, esfregando
meu traseiro. Por sorte ­ eu tinha caído sobre uma rocha. "Como você fez ele se mover daquele
jeito?"

Eu agarrei as rédeas e comecei a caminhar de volta em direção a pequena área onde os cavalos
pastavam. "Eu te disse, eu não sei. É algo que Tesla fez por sí mesmo."

"Eu já vi isso antes," Soren disse, mais para si mesmo do que para mim. "Na TV. Testes para
cavalos. Adestramento, como é chamado."

"Tanto faz. Eu acho que eu tive o suficiente por ­ ah, ei, olhe, é Panna! Essa é a garota que o avô
possuiu Tesla," Eu expliquei para Soren.

Eu levei Tesla para Panna, que cumprimentou ele com olhos marejados (sem surpresa aí; eu
tinha seu número agora. Ela era uma chorona ­ o tipo que chorava por qualquer coisa). "Oi,
Panna. Eu estava começando a pensar que você não seria capaz de vir."

"Oi, Fran. Oi, Tesla. Você está cavalgando ele."

"Você nos viu? Sim, nós estávamos trotando. O veterinário disse que um pouco de exercício é
bom para ele, desde que eu não o force muito. Este é meu amigo Soren."

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Soren disse oi, então levou Bruno para ser preparado para o show da noite. Panna deu tapinhas
em Tesla, deu a ele uma maça, e conversou alegremente sobre como seu avô costumava deixar
ela cavalgar nele quando ela era uma garotinha.

"Você quer cavalgar ele um pouco? Eu não acho que ele vai se importar. Nós não fomos muito."

Ela alisou seu bonito vestido azul e branco. "Não, obrigada. Eu não estou vestida para cavalgar."

Eu olhei abaixo para meu imundo short mal recortado e a desbotada camiseta roxa com baba de
cavalo nela, e decidi que era melhor se eu não dissesse nada.

"Tesla parece feliz, não parece?" Ela se moveu ao redor para tocar seu nariz macio aveludado,
gargalhando quando seus bigodes fizeram cócegas em suas mãos. "Eu estou tão feliz que você
comprou ele. Ele será feliz com você."

"Eu acho que sim. Eu espero que sim. Ele está comendo o suficiente, e o veterinário disse que
ele está em boa forma. Hei, enquanto eu estava pensando nisso, o que seu avô disse sobre
Tesla?'

Ela acariciou a longa curva de seu pescoço. Tesla, eu tinha vindo a perceber, era um grande
canastrão que aceitava atenção como aquela. Ele acenava sua cabeça sempre que alguém
parava de acariciar ele, observando você com aqueles grandes,e imensos olhos castanhos que
sempre pareciam estar secretamente rindo. "O que meu avô me disse? Nada demais do que
Tesla era muito especial, muito especial."

Eu arranquei um pedaço de grama de sua crina. "Especial, como? Especial, inteligente? Especial,
rápido como um cavalo de corrida?"

Seus ombros se levantaram e caíram em um encolher. "Vovô não disse nada. Ele só disse
alkalmi. Especial."

"Huh," Eu tracei o L na bochecha de Tesla. "Você sabe o que um Lipizzan é?

Ela balançou sua cabeça.

"Hmm. Eu não sei nada sobre eles, também, além de que um amigo meu acha que Tesla é um.
Acho que eu vou ter que perguntar a ele o que um é."

Panna papeou um pouco mais, então nos despedimos quando uma garota um pouco mais velha
do que eu, chamou por ela.

"Esta é minha irmã, Jolan. Ela está vindo a Feira hoje a noite, mas disse que eu não posso por
que eu sou muito nova. Eu não acho que eu sou tão nova, você acha?"

"Quantos anos você tem?"

"Treze."

"Um..." eu pensei na barraca de piercing, na sala do calabouço, nas pessoas amontoadas juntas,
dançando sob a influência do glamour. Eu podia ter só dezesseis, mas eu com certeza me sentia
um gazilhão de anos mais velha do que ela. "Sabe, poderia ser melhor se você esperasse até que
nós voltemos no próximo ano."

Ela fez uma pequena careta, mas não teve tempo para discutir. Em vez disso ela pressionou um
pedaço de papel em minha mão."
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"Este é o meu endereço. Você vai me escrever. Eu gostaria de trocar correspondência com você."

"Com certeza," eu disse. "vou deixar você saber como Tesla está indo, ok?"

"Ok," ela disse; então seus olhos se encheram de lágrimas (de novo) e ela abraçou Tesla, me
abraçou e correu, enxugando seus olhos.

Eu passei a próxima hora cuidando de Tesla, comendo um rápido jantar com minha mãe, Peter,
Soren, e Imogen, então coloquei minha roupa cigana para a noite. Imogen disse que eu parecia
muito misteriosa na blusa e saia, e que as pessoas que me deixariam ler suas palmas estariam
mais inclinadas a acreditar em mim se eu parecesse um membro.

"Isso é estúpido," eu reclamei, enquanto eu aceitava o livro de quiromancia que ela tinha forçado
em mim. "Eu podia fazer uma absolutamente perfeita leitura usando meus pijamas e meu roupão
tanto quanto, se eu estivesse tocando elas, mas ninguém vai acreditar em mim a menos que eu
me pareça como Esmeralda a Malvada Cigana?"

"Não Esmeralda," Imogen disse enquanto ela se inclinava sua cabeça e olhava, quando eu
apresentei meu vestido cigano para sua inspeção. "Francesca a enigmática. Com seu adorável
cabelo e olhos escuros, você se parecesse muito como um membro. Os clientes vão adorar
você."

"Sim, certo," eu disse, sem acreditar em uma palavra. Eu dei uma olhada em direção às janelas.
O sol estava baixando, o céu riscado com o familiar pêssego, laranja e vermelho brilhante.
"Então....urn...quando Ben se levanta?"

Ela sorriu um 'você gosta do meu irmão, não é?' sorriso para mim. "Se nós fechássemos as
cortinas, ele poderia sair do quarto agora. Você gostaria que eu visse se ele está acordado?"

"Naw," eu disse. "Não é importante. Talvez eu o veja mais tarde."

"Não se esqueça do livro!"

Eu fiz uma careta mas agarrei ele, acenando enquanto eu cambaleava para a porta. Mamãe
queria me apresentar a algumas de suas amigas wiccas, então eu fiz uma breve aparição em
nosso trailer, onde todas estavam reunidas para um lanchinho pré-ciclo. Mamãe organizava
círculos uma vez ao mês e muitas vezes na última noite que nós estávamos em uma cidade.
Quando ela soube que lá estariam um monte de bruxas para formar um círculo poderoso o
suficiente para ter um efeito.

Ok, a palavra para vocês que estão neste momento surtando ­ só que como tudo neste mundo,
há bruxas boas e as más. Alguns as chamam de Wiccas; alguns as chamam de sacerdotisas da
deusa. Elas são todas basicamente o mesmo ­ bruxas. Minha mãe, é claro, praticava boa mágica
da terra, eles chamam assim. Pagão são muito bons em todo tipo de coisa. Quando ela e suas
companheiras bruxas/ wiccas/ ou tanto faz o que conseguem juntas, elas organizam círculos para
praticar suas magias. Uma bruxa por si mesma pode fazer mágica limitada, mas um círculo...bem,
me deixe apenas dizer que você não vai querer ir contra um círculo se você tiver feito algo mau.
Houve um cara em Oregon, um desses religiosos ­ certos caras que pensam que todas as bruxas
são más e deveriam ser colocadas na cadeia ( ou pior), que começou a agredir fisicamente as
bruxas locais. Mamãe e sua gangue formaram um círculo e cuidaram dele rapidamente.

Eu ouvi dizer que ele ainda está andando de costas, sete meses depois.

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Então eu fiz a coisa encontrar-e-dar oi, sorri para todas as bruxas húngaras, e me mandei antes
que todas elas começassem a fazer bênçãos em mim. (o grupo de mamãe era muito bom em
bênçãos). Enquanto eu estava saindo, umas das bruxas ­ uma idosa com cachos minúsculos
cinza, e uma realmente grande, e volumosa jóia ­ subitamente ficou tensa e cheirou o ar como
um daqueles cachorros de caça faz quando vêem um pássaro.

Ela disse rapidamente algo para minha mãe, que pareceu confusa. Zizi, a amiga de minha mãe,
que tinha vindo da Alemanha, traduziu para ela. "Ela disse que ela cheira a algo horrível."

"Deve ser Davide. Ele tem gases quando ele come muito peixe." Eu disse.

Davide me atirou um olhar que mataria uma pessoa normal.

Todos ignoraram minha piadinha. A mulher da grande jóia disse algo mais. Os olhos de Zizi
ficaram grandes enquanto todas no trailer caiam em silêncio. "Bella disse que ela cheira a
sujeira."

Sujeira? Eu não acho que ela esteja falando de alguém que perdeu sua ducha da manhã. Eu
olhei para minha mãe. Ela estava muito preocupada. "Suja como, Zizi? Suja com em impura, ou
suja como em - " Mamãe acenou sua mão ao redor - "amaldiçoada?"

Bela fez um show de cheiração no ar de novo. "Kárhozott," ela disse.

Todas arfaram.

"Amaldiçoada." Zizi sussurrou.

"Erp," eu disse. E significa isso.

"O que você está fazendo?"

Eu parei de cheirar o ar e me virei. Ben estava inclinado contra um dos postes que mantinham a
barraca em pé.

"Tentando encontrar alguma coisa amaldiçoada. Você parece maravilhoso, como sempre. Você
provavelmente nunca teve um dia de cabelo desgrenhado em toda sua vida, teve? Eu aposto que
você nunca teve nem mesmo espinhas. Você é lindo demais para espinhas, que provavelmente
tem medo de se aproximar de você."

Uma sobrancelha de ébano zarpou para cima. "Obrigado. Eu acho. Você parece...bem."

Eu cruzei meus braços. Eu parecia tão boa quanto eu era, e nós dois sabíamos disso. "Bem? Só
bem? Eu estava linda a outra noite."

"Sim, você estava, mas eu nunca tinha visto você em 'coisas de garota' antes, e agora eu vi."

Minhas narinas ­ por vontade própria, eu vou deixar você saber, queimou com a raiva. "Bem, que
pena, tão triste; isso é, até onde vai, a minha coisa de garota."

Ele sorriu um de seus sorrisos maldosos, aquele que me fazia esquecer que eu não queria um
namorado, especialmente um que pensa em relacionamento em termos de séculos. "Eu tenho
uma coisa para você."

Eu olhei para o que ele estendeu para mim. "É um anel."

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"É."

"É bonito."

"Eu gosto dele. Eu espero que você também."

Eu dei um passo a frente e espreitei dentro de sua mão. "Que tipo de pedra é essa?"

"Um rubi."

"Ah. Estas sãos das tipos caras, não são?"Sua mão nunca vacilou. O anel assentado sobre sua
palma brilhou um quente vermelho para mim. A pedra era colocada em uma faixa de ouro escuro,
palavras em uma escrita pomposa envolviam em torno dele.

"Está e a mesma tatuagem que você tem."

"Sim, é. Você vai pegar ele?"

Eu mantive meus braços cruzados e considerei-o. "Isso depende. Ele parece antigo. Ele
pertenceu a mais alguém?"

"Sim. A minha mãe. Eu quero que você o tenha, Fran. O anel não vai causar a você nenhuma
dor. Eu te prometo."

Por sua própria vontade, minha mão se estendeu e o pegou. Ele era pesado e quente, um calor
reconfortante. Um rosto de uma mulher passou perante meus olhos, seu cabelo escuro como o
de Ben, uma mulher sorridente, uma mulher feliz.

"Sua mãe era bonita."

"Eu acho que ela era."

Eu mantive meus olhos nos dele, o anel pulsava com a lembrança da vida em minha mão. "Ela
amava muito seu pai."

Ele nada disse, apenas me olhava.

"Mas ela morreu. Eu pensei que Moravians fossem imortais."

"Eles são. Minha mãe não era uma Moravian."

Eu olhei abaixo, para o anel. Eu gostei dele. Ele era legal. Ele estava certo: tocar ele não me
trouxe nenhuma dor. "Ela não era a Amada de seu pai?"

"Se ela fosse, eu não seria o que sou."

"Huh?"

Ele deu um passo a frente, pegando o anel de minha mão esquerda, deslizando ele sobre meu
polegar, e então sobre meu indicador, em seguida sobre meu dedo do meio, onde ele o deixou. O
anel esquentou por um segundo, então se apertou ao redor do meu dedo até que ele se ajustou
seguramente. "Agora você parece encantadora. Dark Ones que encontram suas Amadas são
redimidos. Seus filhos não nascem carregando o pecado de seus pais."

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"Ah, eu vejo. Mas sua mãe amava seu pai. Como ela podia fazer isso se ela não era sua
Amada?"

Um flash de dor escureceu seus olhos por um segundo. "Wu não posso dizer a você o porquê, eu
só sei o que foi. Ela o amava. E ela era feliz com ele. Ela iria gostar que você tivesse esse anel."

Eu olhei abaixo para minha mão, onde o anel se assentava. Ele parecia correto, como se
significasse que devesse estar ali. "Isso não significa que nós estamos noivos ou algo assim,
certo? Que a coisa estranha do dedo que você fez não é alguma cerimônia estranha Moravian, é?
Por que se é isso, eu não posso ficar com ele."

"Não, isso não significa que nós estamos noivos."

Você notou que ele não respondeu a minha segunda pergunta. Eu notei, também. "Isso não
significa que nós estamos namorando?"

"Nem namoro."

"Um anel da amizade, é tudo que ele é, certo?"

Ele enfiou meu cabelo atrás de minha orelha. Eu decidi não avançar o ponto. Ele se inclinou a
frente, só um minúsculo inclinar a frente.

"Você vai me beijar?" eu perguntei, incapaz de manter minha boca de botar pra fora tudo que eu
pensava.

"Você quer que eu o faça?" ele perguntou, sua respiração soprando em meu rosto.

Minha Fran interior começou a virar cambalhotas de alegria. Eu disse a ela para tomar um
Valium25 e me chamar de manhã."

"Sim. Não. Eu não tenho certeza. Qual era a pergunta?" ele se inclinou a frente mais outra fração.
A Fran interior caiu na festa, completa com balões de bichinhos e sundae de sorvete.

Seus lábios eram quentes e suaves sobre os meus, me provocando, me implorando para aceitar
eles, para acariciá-los, para ceder a sua paixão sedutora. Ele me beijou até que minha cabeça
começou a flutuar; então quando ele tinha terminado de me beijar, ele me segurou enquanto eu
tentava fazer minhas pernas me sustentarem.

"Garoto, você com certeza aprendeu um bocado sobre beijos em trezentos e doze anos." Eu
disse, uma vez que eu tive o meu fôlego de volta.

Ele sorriu. Era um daqueles sorrisos presunçosos masculinos, mas eu deixei ele se sair bem
dessa. Qualquer cara que beijava como ele, merecia ser um pouquinho presunçoso.

"O que acontece com suas presas?" Eu perguntei. "Ah, geez, eu não disse isso alto, disse?"

Seus lábios ondularam. "Sim, você disse."

"Me desculpe. Eu estou uma idiota hoje. Você vai ter que me desculpar. Eu não sou normalmente
tão palerma." Eu olhei acima para ele. "Um. O que acontece com elas?"

"O que acontece com elas quando?"

25
N/T: Valium ­ marca de um calmante forte.
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"Você sabe, quando você não está usando elas. Elas se encolhem como os de uma cobra? Elas
reaparecem em suas gengivas? Elas crescem quando você precisa delas?"

"Isso realmente importa?"

"Não. Eu acho que não. Eu só tipo me perguntei."

"Quando eu preciso delas, elas estão lá. Isso responde sua pergunta?"

"Não de verdade, não, mas eu acho que seria rude eu forçar nisso, huh?"

Seu olhar disse que seria. "Eu tenho uma pergunta para você: o que você estava tentando
executar noite passada?"

"No meio da multidão, você quer dizer?" Ele acenou. Eu dei alguns passos para trás, só por que a
Fran interior ficava toda bamba quando ela está tão perto dele. "Ah. Eu meio que sabia que você
perguntaria sobre isso. Você tem alguns minutos?"

"Tantos quantos você precisar."

Eu disse a ele sobre o trato que eu tinha feito com minha mãe e Absinthe. Eu não, entretanto,
disse explicitamente a ele que eu estava caçando o ladrão na barraca principal. Eu decidi que se
ele não podia mentir para mim, não era bom para mim mentir para ele. Então, eu só insinuei que
eu estava caçando o ladrão.

Infelizmente, Ben não era burro. "Você estava procurando pelo ladrão quando você retornou a
barraca principal noite passada?"

Eu tentei sua política de silêncio para ver como isso funcionava.

"Fran, o que você estava fazendo na barraca na noite passada?"

Suponho que eu não fiz isso do jeito certo. Eu dei um pequeno suspiro. "Eu acho que o ladrão e a
pessoa que quer matar você, é a mesma pessoa. Eu estava procurando por ele. Ou ela. Quem
quer que seja."

Seus olhos ficaram absolutamente negros ­ não um negro brilhante como quando ele me beija,
mas um principalmente irritado, pau da vida, tão-negro-que-nenhuma-luz-vinha-deles negro.
"Você está tentando encontrar a pessoa que me quer morto."

Eu virei minhas costas para ele e caminhei uns poucos passos, olhando acima para as estrelas
como seu não tivesse um vampiro realmente p da vida atrás de mim. "Talvez."

O vampiro p da vida estava em frente a mim de repente, movendo-se tão rápido que eu não pude
ver ele, suas mãos fortes em meus braços. "Não é para você me proteger, Fran. Esse é o meu
dever."

Eu me afastei de seu aperto. "Olha, você pode pensar que há algo entre nós, mas não há. E se
houvesse eu não concordaria com isso, entendeu? Então você pode cortar fora toda essa
macheza sobre quão grande e forte você é protegendo a fraca e pequena eu. No caso de você
não ter notado, eu não sou pequena nem fraca. Eu posso resolver meus próprios problemas. Eu
posso tomar conta de mim mesma."

"Você não sabe do que você está falando -" ele começou a dizer.
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95 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Eu o interrompi. "Ah, então agora eu sou burra assim como eu sou fraca? Obrigada Ben. Não,
realmente, obrigada aos montes."

Eu virei e caminhei em outra direção. Sua voz me ferroando as costas como um chicote, me
fazendo parar. "Você é fraca, Fran, fraca quando isso se trata dos poderes das trevas e aqueles
que se utilizam deles. Você não tem noção de quão perigosa é essa pessoa. Se você vai ou não
gostar disso, nós estamos ligados, e eu vou proteger você o melhor que eu posso, e isso inclui
fazer você parar essa investigação sobre o roubo."

"Ha!" Eu marchei de volta para onde ele estava todo rígido e carrancudo. Uma parte da minha
mente ­ a Fran interior ­ estava desmoronando em si mesma sobre quão poderoso e mortal ele
parecia; a outro parte ­ a parte sã ­ comentou para si mesma que era estranho que não
importava o quanto ameaçador Ben estava, eu me sentia perfeitamente segura com ele. "Você
não pode me fazer parar, garoto presa! Eu fiz um trato com minha mãe e Absinthe pela
investigação, e é isso que eu estou indo fazer."

"Você vai se matar...ou pior."

"Não há nada pior do que a morte, exceto talvez tendo que repetir o 2º ano de novo."

Ele nem mesmo bateu uma pestana com minha piada. Homens!

"Você não tem idéia dos perigos neste mundo, Fran. Você não tem nem mesmo a mais básica, e
rudimentar habilidade de defesa, defesas que sua mãe deveria ter ensinado a você."

Eu dei de ombros. Ele não se mexeu, nem um centímetro. Era como se ele fosse feito de pedra
ou algo assim. "Ninguém mexe com minha mãe além de mim, entendeu? Ela não fez nada de
errado."

Seus olhos por pouco cuspiram negro para mim. "Ela nem mesmo ensinou você como proteger
sua mente contra os outros! Está e a mais básica das habilidades, e ainda assim você não a
sabe. Você sabe que sem nenhuma barreira de proteção, não há maneiras para manter a si
mesmo longe de danos quando enfrentar alguém mais poderoso do que você - "

"Mamãe não sabe como fazer barreiras! Ela perguntou a Imogen sobre elas, mas sua irmã não
disse a ela como fazer isso. Como ela pode me ensinar sobre algo que ela não sabe?" Agora ele
realmente estava me deixando p da vida. Eu admito que eu estava curiosa sobre minha mãe não
ter me dito como proteger minha mente, mas ela provavelmente não sabia que havia esse tipo de
coisa.

"Então eu vou mostrar a você!" Ele gritou para mim.

"Ótimo!" eu aumentei o tom de volta para ele.

Nós dois ficamos parados lá, encarando um ao outro, respirando com um pouco de dificuldade
por causa da nossa briga.

Ele fechou seus olhos por um segundo, então abriu eles. Não estava tão negros quanto eles
estavam antes. Ele tocou minha bochecha, só um pequeno toque de borboleta, mas eu o senti no
caminho até meus pés. "Eu não posso perder você, Fran. Se alguma coisa acontecer a você -"

Eu dei um tapa em sua mão. "Qual é a barreira, cara durão?"

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96 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

Ele me mostrou. Quando você desenha uma barreira, você segue um padrão básico, mas cada
pessoa faz uma pequena mudança nela, algo único que só ele ou ela sabe. Ben me observou
desenhar uma barreira básica, então me disse para adicionar algo mais, outra coisinha que fosse
só minha. Eu tentei algumas curvas, alguns mergulhos extras no meio. Ele me fez fazer a barreira
personalizada mais e mais de novo, até que eu a tinha memorizada.

Minha Fran interior apontou que o pedacinho personalizado era o nome dele, escrito em letra
cursiva. Eu disse para ela tomar conta da sua vida.

"Tente ela de novo," Ele rebateu, ainda obviamente irritado comigo. Isso estava bom para mim,
por que eu estava ainda chateada com sua atitude de Sr. Protetor. "Você ainda não estava
fazendo ela certo."

"Eu estou sim! Eu a desenhei exatamente do mesmo jeito!"

"Você tem que acreditar no poder da barreira, em sua habilidade de desenhar ela. Sem que você
esteja apenas acenando seu dedo no ar."

Eu senti como se gritando com ele. Deusa acima existe alguém tão chato quanto um vampiro
intrometido? "Eu estou tentando, ok! Sai de cima de mim!"

"Faz ela de novo!" Ele rosnou.

"Tudo bem, eu vou. E então quer saber o que? Eu estou deixando você! Eu nunca mais quero ver
você de novo, entendeu isso? Nunca!" Eu joguei tudo que eu tinha na barreira, todas as minhas
emoções, todos os meus pensamentos, toda a minha vontade, cada último pedaço de desejo que
eu sentia de ir para casa e rastejar atrás dos meus belo, e seguro mundo pequeno. Então eu
tracei o último símbolo, a última curva, a barreira chamejou para vida no ar entre nós, um
intrincado padrão em ouro que lentamente se dissolveu, partícula por partícula até o nada.

A barreira estava desenhada. Eu estava protegida.

"Feliz?" Eu rebati.

"Nem mesmo remotamente." Ele rugiu.

"Dane-se." Eu disse entre meus dentes, e me afastei.

"Onde você está indo?" ele gritou atrás de mim.

"Para meu trabalho!" Eu gritei de volta, e voando em direção as luzes brilhantes da Feira.


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Capítulo 12

Sim, ok, então você viu o meu grande ato. A verdade era, eu estava com tanta raiva de Ben e sua
atitude 'você vai parar essa investigação por que você é uma garota e eu sou um vampiro' , que
eu corri sem pedir sua ajuda, que eu tinha finalmente decidido que eu faria por que,
honestamente, o que tem de bom em ter um vampiro mansinho ao redor, a menos que você
coloque ele em uso de vez em quando?

Então lá estava eu, marchando de volta em direção a Feira, parecendo realmente segura e tudo
mais, quando por dentro eu estava me perguntando que diabos eu estava indo enfrentar Absinthe
sem um pouco de ajuda de meus amigos (ou seja, Ben.) Eu estava tão focada em gritar para mim
mesma ­ e pensando na s últimas boas respostas para os comentários sarcásticos de Ben ­ que
eu corri direto para Imogen antes que eu a visse.

"Fran, me desculpe; eu não vi você." Evidentemente eu não era a única que estava andando por
ai toda introspectiva.

Imogen parecia zangada o suficiente para matar, seus olhos azuis cintilavam com a raiva. Ela
segurava um pedaço amassado de papel na mão. "Você viu Benedikt?"

"Sim, a poucos minutos atrás, sobre a barraca principal. Qual o problema? Você parece de saco
cheio com alguma coisa."

"Eu estou de saco cheio; eu estou tão de saco cheio que você poderia me chamar de Gouda26."
Ela empurrou o papel para dentro de minhas mãos.

"Leia isso. Você já leu alguma coisa tão ridícula em sua vida? Que coragem a dele!"

Eu desamassei o papel e li o curto bilhete impresso.Minha amada Imogen, eu comecei. Eu olhei
abaixo para ver a assinatura dele (Elvis), então olhei acima. "Um...você quer que eu realmente
leia sua carta de amor?"

"Isso não é uma carta de amor," ela disse, rangendo seus dentes nas palavras.

Ouch! Eu li a carta alto. 'Minha amada Imogen, a tempo eu tenho esperado que você perceba
que eu sou o homem cuja vida está predestinada a você, mas vez e outra você insiste em
ostentar sua infidelidade perante mim. Isso vai acabar, esta noite, de uma vez por todas. Você vai
me encontrar na parada de ônibus para Kapuvár à meia-noite.' Na parada de ônibus? Ah, aquela
na estrada para cá. Isso é perto de onde eu encontrei Tesla. 'De lá nós iremos a cidade e
estaremos casados de uma vez por todas. Você é minha, Imogen, e eu não pretendo dividir seus
encantos. Seu devotado Elvis.' Menino, que imbecil. O que é que há com esses caras e seus
jeitos mandões?"

"Ele é maluco, isso é o que ele é, maluco! Eu não sou dele. e ele não é o homem destinado a
mim, e eu terei Benedikt dizendo a ele de uma maneira que vai garantir que Elvis não vá me
incomodar novamente."

Eu olhei abaixo para o papel em minha mão descoberta. A carta estava impressa, então eu não
podia absorver as emoções que em uma que estivesse escrita teria, mas mesmo assim eu podia

26
N/T: Gouda ­ um tipo de queijo. Também uma cidade neo-zelandesa.
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sentir a determinação de Elvis em ter Imogen. Eu a dei de volta para ela. "Sim, bem, eu acho que
Ben pode por o temor pela deusa em Elvis."

"Não é a deusa que Elvis deve temer quando Benedikt terminar com ele," Imogen disse
dramaticamente, agitando para trás sua juba de cabelo loiro. Ela parecia diferente, de alguma
forma, mais intensa, mais...apenas mais. Eu aposto que era por que eu nunca tinha visto ela
verdadeiramente com raiva antes, que eu estava impressionada com sua fúria. "Eu vou enviar
ele para este pequeno encontro. Meu irmão é muito protetor com aqueles que ele ama. Elvis vai
em breve aprender o quão insensato é cruzar com um Moravian."

Eu franzi meus lábios enquanto ela me agradecia, e saia corredor abaixo, seus cabelo ondulando
atrás dela, uma firme indignação derramando dela em ondas. Eu quase senti pena de
Elvis...quase.

"Como você tem alguma simpatia para distribuir por qualquer um, quando você tem a mãe de
todos leitores de mente para encarar? Eu perguntei a mim mesma, então relutantemente virei em
direção ao pequeno quiosque onde eu sabia que Absinthe estaria arrumando para venda de
bilhetes.

Eu encontrei ela deixando o quiosque, dando a Tess, a garota da bilheteria, algumas últimas
instruções. Eu a observei por um minuto, tentando enrijecer meus nervos para tocar ela. Eu pus
minhas luvas de renda sobre minhas mãos descobertas, então ela não notaria nada de diferente
em mim, lembrando a mim mesma que eu estava protegida por minha barreira e podia manter
Absinthe fora da minha cabeça (eu esperava), se ela tentasse entrar nela. Eu tinha fé na barreira
­ eu sabia que Ben não me levaria a sair do caminho com isso ­ mas eu também não estou muito
envergonhada em admitir que minha fé em meu sinal mental de Não Ultrapasse estava um pouco
abalado quando eu fui para estar fisicamente em contato com Absinthe.

"Você pode fazer isso Fran," eu sussurrei para mim mesma saindo da sombra, então Absinthe
poderia me ver quando ela se virasse. "É só uma pessoa, uma última pessoa. Ela não pode
machucar você."

Absinthe virou e veio em minha direção. A Fran interior gritou e me pediu para fugir. A Fran
exterior forçou um sorriso e tentou parecer como se ela não estivesse indo vomitar. "Oí, Absinthe.
Eu tenho uma pergunta rápida para você, se você tiver um mo!"

"Um mo?" Ela parou, franzindo as sobrancelhas enquanto ela escaneava além de mim. Ela
normalmente fazia as rondas antes que a Feira abrisse para ter certeza de que todos estavam
onde deviam estar.

"Momento."

Ah. Você não está ajudando Imogen com a leitura das palmas? Por que é que você não está
na barraca dela?"

"Ainda tem quinze minutos." Eu mastiguei meu lábio por um segundo, medindo Absinthe.
Realmente, ela era uma coisa minúscula, menor que Imogen, mas você esquecia isso por que a
personalidade dela era tão grande, se você sabe o que eu quero dizer. Seu cabelo rosa espetado
ajudava também. Além do mais, não havia nada do que o conhecimento que alguém pode trazer
você aos seus joelhos com apenas um flexionar de seus poderes psíquicos, para te fazer você
respeitar elas. Eu tentei uma vez mais identificar o sentimento fugaz que eu tinha visto hoje que
era importante alguma coisa que eu deveria ter notado alguma coisa que alguém disse ou fez,
mas que era também um muito vago "alguma coisa" para ser de alguma ajuda. Eu dei uma
respirada profunda. "É sobre o cofre. Você disse que na manhã depois que ele foi roubado a
porta estava fechada? Você tem certeza que ela não estava encostada?"
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99 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


"Não, estava fechada. Que tipo de idiota você está pensando que eu sou?"

"Desculpe, eu não quis insinuar nada; eu só achei que seria melhor checar."

"Você não encontrou nada, ja?" Ela fez tsc, e começou a passar por mim. "Isso é por que foi
aquele Josef que é o ladrão. Eu vou encontrar ele, ele vai ver, e quando eu fizer -"

Desesperada para tocar nela antes que ela se afastasse, eu disse alto. "Ah, tem um besouro
enorme em você." enquanto eu passava minha mão através de seu ombro.

Ela parou e girou ao redor, seus olhos arregalados e quase brilhando. "Você." Ela engasgou. Eu
arranquei a minha mão de volta, mentalmente batendo as portas de metal aço inoxidável de meu
quarto fechado, quase mal fechando minha mente antes que ela entrasse. Eu podia sentir ela
acotovelando ao redor dos cantos, empurrando as paredes, tentando encontrar um caminho para
entrar, mas eu mantive a imagem mental de meu sólido quarto fechado, e graças a deusa,
ambos, ele e a barreira funcionaram.

Ela oscilou por um momento, como se ela estivesse subitamente fraca; então seu queixo foi para
cima e ela nivelou seu olhar azul pálido em mim que me fez dar alguns passos para trás. "Eu não
terminei com você," ela assobiou, virando em seus calcanhares pisando forte.

"Santa mãe," eu aspirei, esfregando meus braços. Eles estavam todo arrepiados, como se eles
tornassem mágica de verdade, só que esses não eram arrepios por diversão. Eles estavam
assustados ­ arrepios idiotas.

Imogen passou correndo, parou para ter uma palavra com Absinthe, então acenou para mim em
direção a sua barraca. Eu segui mais lentamente, tentando encaixar junto tudo o que eu sabia.
Absinte não era o ladrão. Ela tinha mais poder do que eu tinha imaginado, mas ela não era o
ladrão. Ela honestamente pensava que Josef, o líder guitarrista, tinha tomado ele. O que
significava que eu tinha sete suspeitos, todos eles não eram o ladrão. Em outras palavras, eu
estava de volta a estaca zero.

Nós ficamos ocupados pelas próximas três horas, como eu sabia que nós estaríamos. As últimas
noites eram sempre apertadas, desde que a Feira vinha só de ano em ano e meio. Eu mais ou
menos lidei com as leituras das palmas (com ambas as luvas colocadas, no caso de você estar
se perguntando) enquanto Imogen lia as runas. Eu não tive nem mesmo tempo para perguntar a
Imogen se ela tinha encontrado Ben,e o que ele achou da carta de Elvis, muito menos tentar
descobrir o que eu estava fazendo sobre minha investigação falha.

Pouco antes da meia-noite começou a chover sapos boi. E não, eu não estou falando
metaforicamente.

"O que....Isso é um sapo," Imogen disse enquanto um grande e enverrugado sapo verde e
amarelo pulou em sua mesa, piscou para ela algumas vezes, então pulou fora.

"Não apenas um sapo, um sapo boi." Eu disse, então me levantei e corri em direção a barraca
enquanto eu ouvia gritos. Pessoas estavam gritando e segurando coisas sobre suas cabeças
enquanto elas corriam para se proteger. "Sapos boi não são bons. Eu estou indo checar com
minha mãe. Eu estarei de volta em um minuto."

Eu corri em direção a barraca, tentando evitar em esbarrar em pessoas ou pisar nos sapos que
estavam caindo do céu. Felizmente os sapos eram muito rápidos em seus pés, por que eu não vi
nenhum deles esmagado enquanto as pessoas corriam através deles. Eu vi um monte deles

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saltarem quando eles acertavam o chão, embora, eu tenha que dizer, eles pareciam tão
surpresos em me ver quanto eu estava em ver eles.

"Mãe? Está chovendo sapos boi!" Eu gritei enquanto eu me empurrava através das pessoas que
estavam se escondendo debaixo da abertura da barraca. Por causa do círculo, o restante da
barraca tinha sido esvaziado de suas costumeiras mesas e cadeiras, etc. Minha mãe e o resto
das bruxas estavam fechadas no círculo e todas em pé com seus olhos fechado balançando
ligeiramente, enquanto alguém cantava a invocação para a deusa...coisas padrão de círculo. Eu
sabia que melhor do que cruzar dentro do circulo (eu tinha feito isso uma vez ­ levou três
semanas antes que minhas sobrancelhas crescesse de volta), então eu escapei em torno do
círculo até que eu pudesse puxar a parte de trás do vestido de mamãe.

"Sapos boi." Eu sussurrei. Ela abriu um olho e deixou ele me encarar.

"Não, sério, está chovendo sapos boi. Lá fora."

"É uma praga." a mulher em pé ao lado dela disse sem abrir seus olhos.

"É?"

"Eu sei sobre sapos, Fran." Mamãe sussurrou, me enxotando. "Agora vá, nós estamos tentando
focar nossas energias para identificar o não sagrado que tem trazidos eles para cá."

Maravilha. Alguma coisa não sagrada estava causando os sapos boi chovendo sobre a Feira.
Minha vida podia ficar mais estranha?

Um homem em um macacão azul e vermelho enfeitado de lantejoulas com uma capa dourada
cobrindo os ombros caminhou, parando para fazer um gingado de quadris quando meu viu.

Bem, eu acho que isso respondeu minha pergunta.

"Hei, você, mocinha. Você está parecendo poderosamente ótima para o Rei, sim , você está.
Você está procurando alguém para dançar? "

"Um...não, não realmente. Você...uh...notou os sapos, Elvis?"

Ele olhou ao seu redor. "Agora que você mencionou isso, tem um monte horrível desses
pequenos insetos. Coisas barulhentas. Não gosto deles, uh ­ huh."

Evidentemente a chuva de sapos boi estava terminando, porque só um ou dois mais caíram.
Os últimos no chão saltavam ao redor com ruidosos coaxar, se guiando em direção a escuridão.
Eu esperava que todos encontrassem o rio antes que eles fossem esmagados pelos carros.

"Certo. Bem, se você me desculpar." Eu comecei passando por Elvis em direção a barraca de
Imogem, então parei, girando o anel que Ben tinha dado a mim, algo fazendo a Fran interior se
levantar e gritar.

"Cuide-se," Elvis disse, então ele foi em direção a barraca principal. Eu olhei para o meu relógio.
Eram duas para meia noite. Como Elvis poderia estar aqui se ele pretendia encontrar Imogen em
dois minutos na parada de ônibus a quase um quilômetro na estrada? E onde estava Ben?

"Hei, Elvis?" Eu corri atrás dele, tomando cuidado para não o tocar quando ele gingou ao redor
em minha direção. "Você está indo para ver a banda?"

"Claro que estou, mocinha. Você quer dançar comigo afinal?"
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"Não, eu não posso. Eu tenho algo a fazer. Eu só pensei...uh...eu pensei que Imogen disse que ia
se encontrar com você em algum lugar. Em outro lugar." Pouco convincente, sim, mas era o
melhor que eu podia fazer, dada as circunstâncias.

Ele pareceu confuso, e coçou seu grande, topete preto feito. "Encontrar Imogen? Nope, não tenho
planos para ir para outro lugar, só para a barraca principal. Eu vou vê-la lá. Você tem certeza que
não quer dançar com o Rei?" Ele fez uns movimentos girados de quadril. "Eu sou muito bom!"

"Não, obrigado, eu tenho algo a fazer. Te vejo por ai."

Exceto as coisas psicométricas, eu nunca tinha sido psíquica ­ nunca, nada, nadinha. Mas de
repente, enquanto Elvis ia para a barraca principal, eu sabia que algo estava terrivelmente,
horrivelmente, massivamente errado. Pequenos pedaços minúsculos começaram a se juntar em
meu cérebro, como um quebra-cabeça.

Elvis escreveu aquela nota para Imogen; eu sabia disso, eu senti isso.

Elvis era obcecado por ela; todo mundo sabia disso. Eu tinha sentido isso também.

Elvis provavelmente não gostaria de um irmão que tinha o poder de fazer que ele deixasse
Imogen em paz. Ele poderia mesmo ir tão longe quanto ferir aquele irmão.

Elvis era um demonologista. Demônios eram péssimas notícias, seres impuros, não sagrados.
Amaldiçoado. Seu aparecimento era geralmente anunciado por uma manifestação física. Algo
como....

"Sapos boi!" Corri em direção a cabine de Imogen. Ela estava colocando tudo em sua sacola,
conversando casualmente com um cliente persistente.

"Onde Ben está?" Eu gritei tão logo eu cheguei a distância de um grito.

"Benedkt?" Imogen olhou em direção ao cara que estava conversando com ela. "Ele se foi para
tomar conta daquele probleminha que eu mencionei mais cedo."

"É uma armadilha," eu gritei, e me desviei para a esquerda. "Elvis está aqui, mas está chovendo
sapos boi."

Ela franziu a sobrancelha enquanto eu me lançava nela. "Fran, do que você está falando - "

"Demônio!" Eu gritei por cima do meu ombro, e corri ao redor do trailer próximo onde Tesla e
Bruno estavam amarrados. Tesla cheirou minha cabeça enquanto eu me debruçava sobre suas
patas. Eu arranquei minhas luvas, arrancando as amarras de couro até que elas se soltassem.

"Vamos lá, velho garoto, nós temos que ir alertar Ben que isso é uma armadilha. "Eu bati a corda
da guia no cabresto de Tesla, balançando ela por cima do seu pescoço para amarrá-lo em uma
espécie de freio. Levei ele ao longo de um engradado, investindo em suas costas. "Vamos lá,
vamos lá, vamos lá," eu insisti, batendo meus calcanhares como Soren tinha me ensinado.

Tesla trotou através dos trailers, tecendo através das longas sombras negras lançadas pela luz
das grandes lâmpadas, então de repente nós estávamos na extremidade da Feira. Um longo e
inclinado terreno se alongava em direção a estrada. Eu enrolei a crina de Tesla ao redor de
minhas mãos e cravei meus calcanhares, gritando um encorajamento. Ele decolou, sua
velocidade me surpreendendo. Eu aposto que ele não era tão velho como todos pensavam.

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A cavalgada até a parada de ônibus é um pedaço de um pesadelo em minha memória ­ embora
a lua estivesse alta, não havia muita luz para ver, os carros estavam guiando em direção a Feira,
não para fora dela, então seus faróis nos cegava. Eu me lembro que o veterinário disse que eu
não podia cavalgar em Tesla sobre uma pista até que ele tivesse ferraduras, então eu mantive ele
na grama suave. Mesmo assim, ele tropeçou no escuro algumas vezes. Eu me debrucei mais
baixa sobre seu pescoço, ambas as mãos emaranhadas em sua crina enquanto ele galopava,
sua respiração cada vez mais e mais alta até que combinou com o refrão de Por favor, esteja
tudo bem, por favor, esteja tudo bem, que estava cantando em minha cabeça. Nós tomamos
alguns atalhos através da frente de alguns quintais, mas eu não acho que nós pisamos em muitos
canteiros de flores. Nós corremos passando carros, cachorros, casas, outros cavalos...tudo isso
era um borrão enquanto as pernas de Tesla batiam no chão em um ritmo que era gravado em
meu cérebro. Por favor, esteja tudo bem, por favor, esteja tudo bem,

Até o momento em que nós contornamos a esquina a uma curta distancia da parada, Tesla
estava soando como um trem de carga, sua respiração um rugido com a falta de ar. Minhas mãos
estavam apertadas por se aderir a sua corda e a crina, minhas pernas tremendo com medo e
tensão enquanto elas se agarravam a seus lados que se elevavam. Logo a frente a estrada,
próximo a um grande pasto aberto, uma solitária luz da rua iluminava um sinal de madeira
marcado com um A ( para ônibus).

"Ben?" eu gritei, puxando para trás as rédeas improvisadas. Tesla diminuiu para um doloroso
trotar, então parou, sua cabeça abaixando. "Ben? Você está aí?"

Não havia nada a ser visto, nem Ben, nem carros, nem mesmo casas. Só um solitário trecho de
estrada com uma parada de ônibus. Talvez eu estivesse errada; talvez eu entendi tudo errado.
Talvez Elvis não era quem queria Ben morto-

Tesla deu um relincho feio, um som que eu espero nunca ouvir de novo, sua dianteira levantando
na clássica pose cavalo-em-pé-nas-patas-de-trás que você vê em estátuas. Eu gritei e agarrei
seu pescoço, envolvendo minhas mãos em torno dele enquanto suas pernas da frente desciam,
porém eu perdi minha contenção e acabei indo para o lado, fora de Tesla e indo para o chão,
próxima a ele.

Em frente a nós, uma negra, e horrível sombra, reuniu-se em si mesma, então se formou em um
homem. É isso, ele parecia como um homem ­ isso tinha dois olhos, duas orelhas, um nariz e
boca, tudo isso ­ mas eu tive que piscar algumas vezes enquanto ficava de pé para ter certeza de
que eu estava vendo o que eu pensava que estava vendo. Tão logo o cheiro me acertou, eu sabia
o que era.

Demônio.

"Caramba," Eu respirei, então pulei em atenção enquanto o demônio se virava em nossa direção.
Minha barreira de repente brilhou para vida, mas não dourada como quando eu desenhei ela;
dessa vez ela era negra, um pesado, e sinistro negro que parecia gritar na noite,

O demônio gritou e pulou para trás como se ele tivesse sido picado. Dois sapos bois caíram do
céu. O demônio rosnou algo que parecia mal, e virou seus olhos para Tesla, que estava
resfolegando como louco, alternando as patadas no chão e se levantando para cortar o ar com as
patas da frente. O demônio não pareceu gostar de Tesla tão pouco, e foi para trás mais alguns
passos.

Ok, agora aqui está a coisa ­ eu nada sei sobre demônios, nem uma coisinha. Exceto que eles
são péssimas notícias. Mas aqui estava eu que tinha um em pé lá, olhando mais ou menos em
meu rosto, e eu não tinha a mínima idéia do que fazer para parar ele, ou como fazer ele me dizer
o que ele tinha feito a Ben, ou mesmo como destruir ele. Eu era inútil, sem idéias, e pela primeira
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vez em minha vida eu desejei ter prestado atenção quando mamãe tentou me ensinar todas
aquelas suas coisas de bruxa.

Eu quis correr gritando pela noite, mas a vida de Ben estava em risco. Eu tinha feito uma grande
coisa sobre ser capaz de cuidar de meus problemas, então eu calculei que eu faria melhor
exatamente isso. "O que você fez com o Dark One?" Eu gritei para o demônio.

Ele riu para mim, um nojento, assobiado tipo de riso que fez mais dois sapos e uma parecendo
surpresa cobra, caírem do céu. "Você não tem poder sobre mim, mortal."

Sua voz era horrível, como um arranhar amplificado de unhas em um quadro negro. Tesla se
levantou novamente, seus cascos da frente cortando através do ar. O demônio pulou para trás.
Na dúvida, enlouqueça-os. Eu joguei minha mão esquerda no ar como mamãe faz quando ela
esta chamando os espíritos. "Eu sou Francesca. Eu exerço um poder muito maior do que você
jamais saberá, demônio. Responda-me ­ o que você fez ao Dark One a quem você foi enviado
para destruir?"

Ele riu de novo (mais cobras e um par do que eu achei que eram enguias caíram no chão atrás
dele), lentamente caminhando em um círculo ao redor de mim e de Tesla. Minha barreira reluziu
em preto novamente, e eu me virei para manter ela entre mim e o demônio. "Você não exerce
nenhum poder, mortal. Eu não tenho medo de você. Aquele que você está procurando está além
de sua ajuda. " ele acenou sua cabeça em direção ao campo atrás de mim. "Vá e encontre ele se
você quiser; meu trabalho está terminado."

Enquanto ele estava falando eu estava alerta de que dois faróis vindos de um carro vindo da
Feira cresciam mais e mais brilhantes. O demônio estava de costas para o carro, porém, e
evidentemente ele estava muito ocupado me insultando para ouvir o motor, até que fosse tarde
demais.

Quando as luzes dianteiras finalmente acertaram ele, ele girou ao redor. O carro nem mesmo
desacelerou; ele apenas passou por cima do demônio. Eu pulei para o pasto, puxando Tesla pelo
ombro. Embora eu ouvisse o guinchar do carro, eu não hesitei. Eu corri para a escuridão do
campo, guiada por uma horrível dor em meu coração para onde eu sabia que Ben estava morto.

Eu tinha matado ele. Se eu tivesse percebido o que estava acontecendo antes, isso seria tarde
demais... mas eu não tinha, e agora ele estava morto. Morto. Eu nunca iria vê-lo novamente.

Eu quase pisei nele por que eu não podia ver através das lágrimas. Seus corpo estava dobrado
ao lado de um arbusto pequeno, metade de sua jaqueta fora, um enorme, sangrento buraco em
seu peito. "Ah, deusa, não!" Eu gritei, e agarrei a cabeça de Ben, segurando ele com um braço
enquanto eu tentava diminuir o sangramento em seu peito. "Por favor,não, oh, Ben, não!"

O demônio gritou de novo, um grito zangado, um que prometia dor e retribuição e todo tipo de
vingança que eu não podia nem imaginar. Eu o ignorei. "Ben, por favor não morra. Por favor. Eu
lamento o que eu disse. Eu não vou deixar você; eu juro."

Um formato branco embaçou o canto de minha visão. Eu olhei acima, esperando ver Tesla, mas
era Imogen.

Lágrimas turvaram meus olhos enquanto eu prendia o corpo sem vida de Ben. "Ele está morto,
Imogen. O demônio matou ele e é tudo minha culpa. Eu deveria saber que era Elvis. Eu deveria
saber o que iria acontecer. Ele está morto por minha causa."

"Ele não está morto." Imogen disse, se ajoelhando ao nosso lado. "Eu saberia se ele estivesse
morto, e ele não está." Ela colocou suas mãos sobre o enorme buraco no peito dele, o sangue
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estava ainda pingando lentamente fora dele. "Você tem que ajudar ele, Fran. Eu não posso curar
ele e segurá-lo ao mesmo tempo. Você tem que ajudar."

"Ajudar ele? Ajudar ele como? Eu não sei o que fazer sobre um demônio-"

"Não se preocupe com isso; eu quebrei suas pernas e perfurei seu coração com prata. Ele não irá
muito longe."

Eu olhei para minhas mãos, que estavam cobertas com o sangue de Ben, ouvindo as palavras,
mas não entendendo elas. "Como...como eu ajudo Ben?"

"Você é sua Amada; você é a única que pode alcançar ele. Una-se a ele, junte sua mente com a
dele, traga ele de volta para nós. Não deixe ele ir."

"Eu não sei como me unir a ele! Eu nunca fiz nada como isso! Eu não sei o que fazer."

"Só você pode fazer isso, Fran. Só você." Lágrimas desciam do rosto dela enquanto ela fechava
seus olhos, murmurando palavras para ele em uma linguagem que eu não entendia. Eu olhei
abaixo para o rosto de Ben, aquele lindo e maravilhoso rosto, e soube que se eu fizesse o que
Imogen queria, isso me ligaria a Ben de um modo que nunca me libertaria dele. Eu não seria só a
Fran esquisita que podia dizer coisas por tocar elas. Eu seria Fran a Amada, e se eu pensava que
eu teria um tempo difícil me ajustando nisso antes, eu imagino sendo a namorada imortal de um
vampiro, o que faria misturar na multidão impossível. Era Ben ou eu, a decisão era tão simples.

Eu coloquei minhas mãos em ambos os lados de seu rosto e mentalmente abri a porta do meu
quarto seguro.

Ben? Você está ai? Sou eu, Fran. Imogen está aqui, também. Ela está tentando consertar o
buraco em seu peito então você não morrerá. Eu não quero que você morra, Ben. Você pode me
ouvir?

Houve silêncio. Nenhuma sensação dele preencheu minha cabeça. Era como se ele não
estivesse lá.

"Ele não está respondendo," Eu disse, sem me importar com as lágrimas que rolavam pelo meu
rosto, também. "Ele não está lá."

"Ele está lá; você só tem que encontrar ele," Imogen disse, levantando sua cabeça. Seus olhos
estavam preenchidos com tanta dor que machucava olhar para ela. "Por favor, Fran. Por favor
salve meu irmão."

Eu não posso, minha Fran interior gritou. Sou só eu; eu não posso fazer nada disso. Eu não tenho
nenhum poder, não de verdade, nada útil. Eu não posso salvar ele!

Você já salvou,uma voz suave ecoou em minha cabeça.

Eu solucei seu nome alto. Você não está morto? Por favor Ben, me diga que você não está morto.

Eu não estou morto, Fran. Eu não vou deixar você, não agora, nem nunca. Nós pertencemos um
ao outro.

Eu solucei enquanto seu peito levantava, seus pulmões ofegando enquanto ele tragava o ar para
eles. Lá vai você de novo, ficando todo controlador comigo. Eu não disse que eu quero você,
muito menos pertencer a você. Eu enxuguei meus olhos em minha manga enquanto eu me
inclinava sobre seu rosto. Seus lábios torceram.
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105 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Ah, Fran, o que é que eu faria sem você?"

Provavelmente sairia com um monte de realmente lindas garotas com nenhum cérebro que oohh
e aahh em cima de sua maravilhosa pessoal e muito legal moto, e não apreciaria você e toda sua
habilidade de ter um buraco perfurado através de seu peito e ainda ser capaz de fazer todo tipo
de comentários do tipo he-man27.

Provavelmente. Eu acho que é bom ter você.

"Eu acho que é," eu disse, e pressionei um pequeno beijo em seus lábios.


27
N/T: He-man ­ Desenho animado antigo onde o personagem He-man gritava: eu tenho a força!
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106 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Capítulo 13

"Isso tudo é culpa sua."

Whump!

"Certamente a maioria não é!"

Thud!

"Sim, é. Você é a irmã mais velha; se você não tivesse deixado ele lavar seu cérebro pensando
que você não podia fazer coisas por si mesma ­ Whack! Screech -"ele não seria tão o Sr. 'Eu sou
o Dark One; eu vou consertar tudo' com todo mundo, e nós não estaríamos aqui agora, tendo
que surrar em um demônio."

Slam!

"Isso é totalmente injustificado!" Imogen baixou a placa que ela estava usando para bater na
cabeça do demônio e olhou para mim. "Eu nunca disse que eu não podia fazer as coisas por mim
mesma; só que é mais fácil ter Benedikt tomando conta delas para mim. Ele sabe perfeitamente
bem que eu poderia cuidar de Elvis se eu quisesse."

O demônio começou a rosnar uma maldição que amaldiçoaria nós duas ao inferno enquanto ele
se arremessava em Imogen, suas mãos pingando de onde ele tinha atacado Ben. Eu o espanquei
nas costas com a chave de ferro que eu tinha puxado da caminhonete de Imogen. "Ah, sim, certo,
eu não estou tão convicta disso."

O demônio se virou e pulou em mim, uma faca perigosa subitamente apareceu em sua mão. Eu
dei a mim mesma uma rápida leitura mental sobre não prestar atenção e pulei fora do caminho
bem quando ele balançou a faca em minha direção. Imogen fez um fabuloso chute de artes
marciais que enviou a faca girando irremediavelmente para longe. O demônio gritou de novo. "Eu
poderia ter! Eu só pensei que era mais conveniente ter Benedikt a fazer isso. Ele gosta de fazer
esses tipos de coisas."

"Conveniente?" O demônio empurrou a chave de ferro para fora de minhas mãos, me atirando
para o carro estacionado próximo. Eu sacudi as estrelas dos meus olhos enquanto ele se atirava
em Imogen. Sem esperar pelo senso comum de chutar, eu me atirei em suas costas, e bati
minhas mãos sobre seus olhos. Ele atirou maldições para mim, invocando o nome de seu lorde
demônio enquanto Imogen evitava a ponta pontiaguda da chave. Ela socou ele entre seus
joelhos com uma placa, gritando para eu sair do caminho. O demônio se dobrou em uma
pequena bola. "Como é conveniente para seu irmão estar largado lá em um campo com mais de
metade de seu sangue drenado de seu corpo?"

"Correção," uma voz cansada disse atrás de mim. Ben mancou para o círculo de luz lançado pela
lâmpada da rua, uma mão sobre seu peito. O ferimento já não derramava sangue, mas ele
parecia horrível. "Eu não estou mais deitado em um campo. Eu estou aqui para dar um sumiço no
demônio. Fiquem de lado vocês duas."

Eu fiz um biquinho para Imogen. Ela levantou sua sobrancelha para mim. "Ah, muito bem, eu
tomarei uma modesta quantidade da culpa pelo modo de ser que ele é, mas não" ­ ela cutucou o
demônio com seu pedaço de madeira, conectando com seus ombros. Ele gritou e tentou cortar
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107 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

ela com um pedaço de vidro quebrado que ele pegou da lateral da estrada. Eu chutei o vidro de
suas mãos, meu corpo inteiro doendo da luta. O demônio finalmente devia ter tido o suficiente de
qualquer forma, porque ele apenas deitou-se lá sobre o chão, uma tiritante, massa fedida de más
intenções e poder demoníaco - "não em tudo. Dark Ones são naturalmente arrogantes. Você só
vai tem que lidar com essa característica em particular o melhor que você pode."

"Imogen! Fran!" Ben rosnou, ou tentou rosnar Veio de uma espécie de um realmente significante
lamento. "Vocês tem que sair, vocês duas. Eu vou lidar com essa situação."

Eu parei de olhar para o demônio, tempo suficiente para empurrar Ben contra o capô do carro de
Imogen. "Sente-se antes que você desmaie."

"Eu não vou permitir que você ..."

"Será que você pode nos deixar tomar conta disso, por favor?" eu acenei em direção a Imogen
que estava pulando para cima e para baixo para evitar um último ataque do demônio. "Se você
notar, nós estamos fazendo um belo trabalho cuidando de nós mesmos ­ e de você."

"Fran tem um ponto, irmãozinho. Nós somos perfeitamente capazes de cuidar desse diabólico,
embora eu aprecie seu desejo de nos proteger." Ela socou o demônio em cima da cabeça com a
placa. Ele caiu, gemendo e contraindo algumas vezes antes que ele finalmente desistisse de
tentar nos matar.

"Fran não sabe do que ela está falando," Ben disse, empurrando-se para fora do carro. "Ela
nunca tinha visto um demônio antes, muito menos sabe como lutar com um."

"Eu sei agora," eu disse, colocando abaixo a chave que eu tinha recuperado para tirar os
elementos sobre meus dedos. "Eu sei que demônios não gostam de aço. Queimam eles."

"Aço?" Imogen desenhou uma barreira sobre o demônio que fez ele arquear para trás, gritando
duas vezes, então desaparecendo em uma nuvem de fumaça preta de fedor realmente
desagradável. Ela limpou a poeira de suas mãos e caminhou em direção a nós."Não aço, prata."

"Mas Elvis me disse... ah. Ele mentiu."

Ela afastou seu cabelo para trás de seu ombro e sorriu para nós dois. Ela não parecia de modo
algum como alguém que tinha acabado de espancar um demônio para até uma papa. "Eu
suspeito que ele mentiu sobre um grande número de coisas."

"Hmm. Eu aposto que significa que ele é o ladrão também." Algo cutucou minha mente, um
pensamento que queria atenção, mas eu tinha algo mais importante a fazer.

"Continue, Fran. Eu acho que Benedikt precisa ouvir o quanto você aprendeu."

"Ah." Eu sorri para ela. "Bem, deixe-me ver... há também o fato de que quando o demônio toma
uma forma humana, ele é ligado pela força e fraqueza daquela forma, então se você pode
atropelar com um carro e quebrar suas pernas..."

"E enfiar um punhal de prata pura através de seu coração... eu temo que isso fez mais dano que
um carro, Fran."

"...e enfiar uma adaga de prata pura através de seu coração, você vai desabilitar o demônio o
suficiente para permitir que você espanque ele."

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108 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

"Mesmo então você tem que enfraquecer o corpo significativamente então o demônio é forçado a
deixar ele e retornar para o buraco ardente de onde ele veio."

"Certo." eu acenei e virei para enfrentar Ben,"Então, viu? Nós não precisamos de você. Nós
derrotamos o demônio por nós mesmas. Nós salvamos você."

"Isso não é como deveria funcionar," ele disse, fazendo uma careta para mim."

"É 2005, não 1705," eu disse, dando um tapinha sobre o ombro dele. "Aprenda a lidar com isso."

Nós não voltamos à feira por outra meia hora. Ben tinha que repor um pouco do sangue que ele
tinha perdido. Eu me preocupei de que ele precisasse de mim para brincar de doadora de sangue
­ e eu não tinha certeza de como eu ia explicar para ele que, embora eu não quisesse que ele
morresse, eu não tinha certeza se eu queria estar ligada a ele por toda a eternidade tão pouco,
mas felizmente Imogen ofereceu a ele seu pulso. Foi a primeira vez que eu vi Ben... bebendo.

Seus dentes cintilaram quando ele mordeu o pulso dela, dando-me uma breve e momentânea
visão de dois longos dentes caninos antes que sua boca se fechasse sobre a carne dela.

"Wow," eu disse, observando ele, me sentindo como uma intrusa em algo privado, e ainda
incapaz de desviar o olhar. "Isso é muito selvagem. Isso..uh...dói?"

"Não," Imogen disse, acariciando o cabelo de Ben com sua mão livre. Ela beijou o topo de sua
cabeça. "Me traz prazer dar a ele vida. Assim isso será para você um dia."

Uh...não chega a tanto.

Enquanto Ben sugava o tão necessitado sangue, eu fui lá fora me reunir a Tesla, que estava
contentemente pastando agora que o demônio se foi. "Você foi bastante impressionante lá para
um cara velho," Eu disse, batendo em seu pescoço. Ele caminhou em silêncio, aninhando-se a
mim e de novo como se ele esperasse que uma maça pudesse magicamente aparecer. " Você
pode ter duas quanto nós voltarmos para casa." Eu prometo.

Nós tivemos um breve conflito quando Ben, parecendo um pouco melhor, insistiu para eu tomar
uma carona de volta com Imogen em seu carro enquanto ele levava Tesla, mas no fim eu resolvi
o problema arrastando para as costas de Tesla e cutucando ele em direção a Feira, enquanto
Ben ainda estava atirando ordens.

Ele me alcançou depois de alguns metros. O carro de Imogen saiu voando passando por nós, me
dando luz o suficiente para ver a carranca furiosa no rosto de Ben. "Talvez você deva cavalgar e
eu deva caminhar. Você é quem foi ferido."

Suas mãos mão seguraram minha perna. "Fique onde você está. Eu posso andar."

Ele estava se movendo com mais facilidade agora, não mais arqueando como seu peito estivesse
machucando ele. Eu me lembrei do quão rápido ele se curou de suas queimaduras, mas ainda
assim, o tamanho do buraco que tinha sido perfurado nele era terrivelmente grande. Eu deixei
Tesla trotar em um ritmo lento, olhando abaixo o homem que caminhava em silêncio ao meu lado.

"Eu posso ver suas presas?"

"Não."

Ele nem mesmo olhou para mim quando ele disse isso. Que merda. "Como saem?"

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109 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

"Você não tem necessidade de vê-las."

"Eu salvei sua vida; isso deveria contar para alguma coisa. Eu quero ver suas presas."

"Eu não precisava que você me salvasse. Eu teria me recobrado por mim mesmo. Eu teria
derrotado o demônio."

Eu bufei. "Não é isso o que Imogen disse."

Ele caminhou, carrancudo, mas em silêncio.

"Eu aposto que Imogen viu suas presas."

Tesla baixou sua cabeça para pastar. Eu deslizei de suas costas e toquei o braço de Ben. "Eu
aposto que todas as suas outras namoradas viram suas presas."

"Elas não viram." Ben se virou para mim, suas sobrancelhas negras puxadas juntas. Seu cabelo
estava solto, uma cortina negra de seda ao redor de seu rosto, seus olhos um lindo carvalho com
minúsculos pedaços de dourado faiscante. "Eu não faço disso um hábito em mostrar...outras
namoradas?"

Eu sorri e deslizei meus braços sobre seus ombros, no comprimento frio de seu cabelo. "Eu
pensei talvez que desde que eu salvei sua vida e tudo mais, nós podíamos tentar essa coisa de
namorado/namorada um pouco. Só para ver como isso fica."

Seus braços foram em torno de minhas costas, me puxando em direção a ele. Eu me inclinei
contra ele muito, muito gentilmente, não querendo prejudicar sua cura do ferimento. "Você vai me
deixar louco, não vai? Você vai me atormentar por anos enquanto você tenta decidir se você
quer ou não cumprir seu destino comigo."

"Talvez," eu disse, sorrindo contra seus lábios. "Você vai me mostrar suas presas?"

"Não," ele disse, sua respiração quente contra minha boca. "Eu vou deixar você sentir elas."

Seus lábios se moveram sobre os meus, me encorajando a investigar. Eu fiz, hesitantemente,
incerta se eu realmente queria ou não o que ele oferecia, mas no final eu permiti a provocação
dele, o provando. A ponta da minha língua deslizou sobre seus dentes da frente, curvando
debaixo da sensação das pontas de dois longos, e muito afiados dentes caninos.

Elvis desapareceu. Quando Ben e eu levamos Tesla de volta a Feira, ela estava funcionando
como sempre, com a exceção de mamãe e sua gangue correndo ao redor tentando forçar
amuletos em todo mundo. Nós arrastamos Absinthe e Peter (e Soren) da barraca da banda,
reunindo todos na barraca de mamãe para dar uma atualização do que aconteceu.

"Eu acho que Elvis é o seu ladrão," eu disse a Absinthe e Peter. "Eu não tenho certeza, mas eu
acho que ele fez isso como um modo de conseguir Imogen."

Imogen franziu a testa. "O que na terra ele pensaria que atirando a Feira no chão, ganharia
minha preferência?"

"Bem..." eu mordi meu lábio e olhei para Ben. Ele se sentou nas sombras, uma longa e escura
forma que estranhamente transpirava conforto e apoio. Ele tinha fé em mim, mesmo quando eu
não tinha. Isso deu a meu processo mental um pouco de impulso. "Eu acho que seu plano era
empurrar a Feira a uma situação de desespero, então se oferecer para comprar ela com o
dinheiro que ele tinha roubado."
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110 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!


Imogen acenou

"Eu sei,isso não faz sentido para mim, ainda assim, mas ele estava desesperado em ter você. Eu
acho que ele sentiu, em alguma forma estranha, que se ele fosse o dono da Feira, ele seria o
seu dono também."

"Mas como ele conseguiu o dinheiro, heim? Como ele entrou no cofre sem meu conhecimento?
Absinthe perguntou.

Eu tomei um profundo fôlego. Mamãe e as outras bruxas estavam sentadas no chão, segurando
seus amuletos. Mamãe me deu um sorriso encorajador. Era meio estranho ser o foco da atenção
de tantas pessoas, mas ao mesmo tempo, isso era bom. Como se eles me aceitassem, como se
valorizassem o que eu tinha a dizer. Não era o mesmo de quando eu tentei me misturar na
escola, mas isso estava... certo. Até mesmo, bom.

"Ele não entrou em seu cofre," eu disse, as últimas peças do quebra-cabeça deslizando em seu
lugar. A coisa que tinha estado me incomodando o dia todo finalmente entrou em foco.

Eu me virei para Peter. "Você deve saber que Elvis conhecia mágica, certo?"

"Ele sabia truques de mão." Peter encolheu os ombros. "Mágica ilusionista, sim. Truques com
cartas."

"Substituindo uma coisa por outra como parte de um truque, certo? Que foi o que ele fez hoje no
hospital."

"Sim, é isso o que um truque de mão é."

Eu virei para Absinthe. "Como você guarda o dinheiro da noite? Isso é, o que você faz antes que
coloca ele dentro do cofre?"

Os olhos de Absinthe se estreitaram. Ela ainda olhava para mim desconfiada, mesmo desde que
eu vim andando de volta a Feira com o braço de Ben ao meu redor, ela me deu uma ampla
posição. "Eu pego o dinheiro de Peter e conto ele, registrando ele em frente aos bilhetes vindos
de cada empregado."

"Onde você conta ele?"

"Em meu trailer."

Eu olhei para Ben. Ele sorriu.

"Enquanto você faz isso, você está sozinha?"

Sua careta ficou ainda mais negra. "Não, as vezes Karl ajuda, as vezes..."

"Elvis?" Eu perguntei quando ela parou.

Ela disse algo que até mesmo em alemão eu entendi. "Aquele porco! Eu vou assar suas
entranhas! Eu vou arrancar seu coração fora e comer ele! Ele me roubou!"

"Truques de mão," eu disse para Soren, que parecia perplexo. "Elvis era um mestre em pegar um
item e trocar isso por outro. Eu aposto que ele tinha alguns desses malotes de dinheiro feitos com

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111 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

jornal, então tudo o que ele tinha que fazer era trocar eles quando Absinthe estivesse olhando
para outro lado. Então ela o enfiaria no cofre, nunca sabendo que ela tinha sido roubada."

Foi a vez de Peter xingar. Todos saíram poucos minutos depois disso. Absinthe prometendo uma
terrível vingança com as entranhas de Elvis. Peter murmurando algo sobre chamar a polícia.
Mamãe e sua gangue para manter outro círculo de emergência para ver se elas podiam trazer
Elvis de volta ou pelo menos ressecar ele em fervura ou em uma realmente desagradável
erupção.

Soren me deu um olhar pesaroso antes dele seguir seu pai para fora da barraca. "Você deveria
ter me deixado ajudar a encontrar quem era o ladrão. Eu sou seu aliado."

"Desculpe, apenas aconteceu. Na próxima vez você pode ser o detetive e eu serei o fiel aliado."

Ele olhou para Ben, então deu de ombros e saiu mancando atrás de Peter.

"Amanhã nós estaremos a caminho de Budapeste onde eu poderei ser capaz de fazer compras
até cair." Imogen saiu da mesa em que ela estava sentada, se esticou, e soprou um beijo para
Ben. "Eu vou precisar de uma nova adaga de prata. Eu vou comprar uma para você também,
Fran. Obrigada pelo que você fez. Eu acredito que eu vá ver se Jan ainda está por aqui. Ele tem
muitas qualidades que eu ainda não investiguei."

Ela saiu. Eu olhei para Ben, mordendo meu lábio. Eu tinha beijado um vampiro, sobrevivido a
tentativa de Absinthe de entrar em minha mente, e tinha ajudado a bater em um demônio, com
certeza eu podia fazer isso também. "Então, urn...você está...uh...você sabe, vai estar ficando
com a gente em Budapeste, ou você tem que fazer outras coisas em algum lugar?"

Ele se levantou e segurou meu queixo em suas mãos pressionando seus lábios em minha testa.
Mamãe engasgou no fundo. "Eu devo ir caçar Elvis, mas uma vez que eu o tenha encontrado, eu
vou voltar." Ele olhou dentro de meus olhos por um segundo, então saiu. Apenas andou lá e saiu.
Eu fiquei lá com meu queiro pendurado em meus joelhos por um momento, então percebi o que
ele tinha feito.

Aquele traidor!

Eu corri para fora da barraca, agarrando as costas de sua camisa enquanto ele caminhava no
corredor central. Ele ignorou o meu puxão e marchou adiante.

"Hei! Nós não acabamos de falar sobre você sendo todo machão e sentindo como você tivesse
que salvar Imogen e eu o tempo todo? Ninguém disse que você precisa caçar o Elvis; Peter vai
chamar a policia..."

"Eu sou um Dark One. Ele é uma ameaça a Imogen, e agora que você identificou ele como o
ladrão, ele é uma ameaça pra você. Eu não posso tolerar essa ameaça."

"Você sabe o que você é? Você é só um enorme, e grande porco chauvinista; isso é o que você
é. Minha mãe me falou de caras como você."

"Você não vai discutir comigo sobre isso..."

"Eu vou discutir sobre isso, e não me diga o que fazer. Eu estou no comando da minha vida, não
você..."

"Você vai ficar com sua mãe e Imogen, e você não vai se por em perigo de novo.;."

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112 Katie Maxwell ­ Goth Series 01­ Got Fangs!

"Eu nunca estive em perigo. Era você quem estava deitado em um campo com suas entranhas
espalhadas por toda..."

"Eu sou um Dark One. Você é minha amada. É o meu dever proteger você..."

"'Eu sou um Dark One; eu sou um Dark One...' De todas as besteiras! Você é tão cheio disso.
Quer saber? Meu próximo namorado vai pensar que eu posso fazer qualquer coisa. Ele vai adorar
o chão que eu piso."

"Eu adoro seu..."

"Ha!"

"Eu adoro!"

"Duas vezes ha com sapos em cima!"

Sabe, eu tenho que admitir, eu estou tipo ansiosa pelo resto do verão. Eu poderia continuar a ser
Fran, a Rainha Esquisita, e poderia não me ajustar a lugar nenhum, mas com um bando de
companheiros esquisitos, mas de alguma forma isso não parece tão ruim quanto costumava ser.

Quem sabe, eu poderia sobreviver a este ano depois de tudo. Coisas estranhas têm acontecido.


**Fim**

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3 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Sinopse:

Continuação de Got Fangs!...

Fran se adaptou à vida na Europa, muito bonito, e o fato de que ela é a Amada de Ben. Isso não
significa exatamente um namorado adolescente; Ben é um vampiro, e a amada é a mulher mortal.
Neste caso, menina, que é sua alma gêmea. O vínculo é essencial para o vampiro, mas tem um
grande potencial para a inconveniência para o Amado.

Ter uma mãe que é mais do que um pouco preocupada com seu relacionamento
e um conselheiro de viagens que gostaria de roubar o namorado não é
útil. No entanto, todo o drama em torno de Ben não é o primeiro problema de Fran no
momento. Um cara estranho quer pagar-lhe mil dólares por seu cavalo e, Tesla.

Primeiramente, Fran ama o seu cavalo, em segundo lugar, ela tem uma vibração estranha
do cara (ela é um pouco psíquica) e, portanto, não faz negócio. Então, Tesla
desaparece. Essa é apenas a ponta do iceberg. De alguma forma, Fran consegue
conjurar uma banda de Viking fantasmas que acham que ela é uma deusa e inteiramente
cansada de conselhos de namoro. Além disso, eles são carinhosos, e estão muito dispostos a ir
para a guerra com Loki por ela, o que é bom porque Freya, a deusa, é mais interessada em
festas do que ajudar Fran a cuidar dos Vikings e Loki.

Em algum lugar, Fran realmente gostaria de ir em seu primeiro encontro com Ben, logo após ela
cuida de sua guerra santa.


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4 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Capítulo 1
"Bom dia, Fran."

"Dia, Tallulah. Como está Sir Edward?"

Tallulah sorriu um sorriso triste. "Ainda morto, infelizmente."

Eu acenei, de modo algum surpresa com sua resposta. De acordo com que Tallulah, uma
médium de descendência cigana, tinha me contado a alguns meses antes. Sir Edward tinha
estado a algumas centenas de anos. Isso não tinha impedido ele de ser seu namorado, mas eu
não tinha coragem de perguntar que tipo de relacionamento era possível com um fantasma.

Eu vaguei pela linha de trailers que abrigava os membros da Feira Goth, meditando no fato que
em um curto espaço de tempo, eu tinha ido muito longe.

"Guten Morgen1, Francesca."

"Bom dia, Kurt." Era difícil de acreditar, mas há apenas dois meses atrás mamãe tinha me
arrastado, chutando e gritando para a Europa para passar os próximos meses com ela, enquanto
meu pai tinha tempo para "conhecer" sua nova esposa troféu. O que era mais difícil de acreditar
era que eu encontraria um estranho senso de companheirismo com os membros da Feira
Gótica... um estranho grupo de pessoas que eu não podia imaginar.

"Ah, Fran. É você." Uma mulher franzina com cabelo rosa espetado apareceu na porta de entrada
do trailer atrás do grande e louro Kurt (de acordo com a fofoca da Feira, ambos, Kurt e seu irmão
Karl, tinha uma coisa com Absinthe)

"Claro. Bom dia, Absinthe." Eu dei a ela um sorriso amigável que eu não queria realmente
demonstrar, e apressei em meu caminho antes que ela pudesse dizer algo mais.

"Espere um momento! Eu quero falar com você..."

"Desculpe, eu tenho que alimentar Tesla. Talvez mais tarde!" Eu gritei sobre meu ombro,
silenciosamente xingando para a careta infeliz que ela jogou para mim. A última coisa que eu
precisava era aborrecer a mulher que gerenciava a Feira, mas de jeito nenhum eu ia deixá-la me
encurralar de novo. Desde que ela tinha descoberto sobre meu poder especial, ela tinha estado
atrás de mim para fazer uma atuação de leitura de mente... Algo que eu tencionava evitar como
uma praga.

"Hej.god morgon." Eu respondi polidamente. Eu achei que desde que nós estávamos na Suíça,
eu deveria, pelo menos, aprender um pouco da língua. Tibolt foi para o lado de fora do seu trailer
em uma camiseta sem mangas e uma calça de corrida e fez alguns alongamentos antes de sua
corrida matinal. Eu parei incapaz de manter meus pés se movendo. "Um... hur mar Du? Alt veil?"

Tibolt sorriu, e eu juro, os pássaros começaram a cantar mais alto. Atrás de mim, eu ouvi um arfar
alto, então o som de pés correndo em direção a nós. "Eu estou bem, tudo está ótimo, e seu sueco
está melhorando muito."

"Tack2," eu agradeci a ele, tentando parar a Fran interior dos esguichos que ela sempre fazia a
visão de Tibolt. "O que vocês estão planejando para o show de hoje à noite?"

1
N/T: Bom dia (alemão)
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5 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Ao me lado, Imogen veio em uma parada brusca, seu cabelo desalinhado, seu rosto sem uma
gota de maquiagem, um copo de café com leite em sua mão.

"Bom dia, Fran," ela disse apressadamente sem nem mesmo me olhar. Desde que ela era minha
melhor amiga, próxima a Soren e a Ben, eu não me importei com isso. Além do mais, eu sabia
que ela não podia impedir isso. Todas as mulheres da Feira Goth pareciam estar sob o feitiço de
Tibolt, Imogen incluída. "Bom dia, Tibolt. Não está um dia adorável?" Ela ronronou.

"Sim, parece que a chuva se foi finalmente. Nós deveremos ter um bom público hoje à noite." Ele
se virou para mim, adicionando, "Nós vamos engolir espadas, eu acredito."

"Oooh," Imogen disse em uma respiração pesada, como se ela estivesse suspirando de
felicidade.

"Falando nisso..." A cabeça de Tibolt se inclinou para o lado por um momento, enquanto ele me
considerava por uns segundos antes de acenar. "Você vai para o círculo de sua mãe hoje a noite,
não vai?"

"Sim, ela gosta que eu esteja lá. Por quê?"

"Ah. Bom." Ele olhou para além de nós, distraído por um momento pela visão de um dos
voluntários que trabalhavam na escavação arqueológica do outro lado da ilha. "O que está
acontecendo lá?"

Imogen não se incomodou de tirar os olhos de Tibolt. "Os escavadores encontraram um túmulo
antigo no início desta manhã, de acordo com Peter. Eu disse a você o quanto eu admiro muito
sua habilidade em engolir espada?"

"Hmm?" ele franziu a testa enquanto ele olhava através da grande campina e parte da praia que a
Feira Gótica e o Circo dos Amaldiçoados alugaram para os shows. Nós estávamos próximos a
trilha que conectava a ilha ao continente, o que tornava fácil para as pessoas estarem presentes
na Feira. "Eu me pergunto se ele está próximo. Eu sinto sua presença..."

"Presença de quem?" Eu perguntei, esfregando os leves arrepios que tinha subitamente
aparecido em meus braços.

"Ninguém importante." Ele sorriu melancolicamente. "Eu peço desculpas, senhoras. Eu estava
pensando alto. Fran, se você não se importa, eu tenho um favor a te pedir."

"Favor? Claro." Eu fiquei lisonjeada por ele me pedir. Ao meu lado, Imogen ficou tensa.

"Eu teria o maior prazer em ajudá-lo de qualquer forma," ela disse, parecendo esperançosa.

Tibolt lançou um sorriso para ela que chegou perto de fazê-la cair em um desmaio profundo. "Eu
agradeço, mas só Fran pode me ajudar com isso." Ele derramou um pouco do sorriso sobre mim,
e meus joelhos quase fraquejaram.

"Isso ficará seguro com você. Você não é próxima ao Vikingahärta."

Eu enrijeci meus joelhos e fiz uma cara confusa. "O o quê?"

2
N/T: Tack ­ obrigado (sueco)
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6 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

Tibolt puxou uma corrente de ouro escura por debaixo de sua camisa. Sobre ela se pendurava
um pingente parecendo antigo, feito de três triângulos entrelaçados. "O Vikingarhärt. Que significa
,,coração do Viking e é o nome deste valknut3."

"Um valknut Vikingahärta?" eu me perguntei se era algum tipo de trava língua sueco.

Ele acenou e deslizou o colar sobre minha cabeça. O pingente se pendurou abaixo de meu peito,
quente no calor de meu corpo. Eu tive um pouco de uma estranha emoção que era parte vinda do
pingente, e em parte vinda de Tibolt estar tão próximo a mim. "É o que é exatamente. Um valknut
é o elo do morto, um símbolo da eternidade e da vida futura. Você vê as nove pontas nele?"

Eu toquei os três triângulos. O pingente parecia legal, meio formigante, como se ele zunisse com
o poder dele mesmo. "Sim."

"Eles representam as três Norns4, as tecelãs do destino."

"Tecelãs do destino. Ok. Um... por que você está me dando isso?"

Ele sorriu. Imogen sugou em sua respiração de novo. "Eu preciso dele mantido seguro para mim
hoje à noite. Você pode usá-lo debaixo de sua camisa enquanto você lê palmas. Ele não vai
interferir em sua leitura. Na verdade, ele pode até mesmo ajudar você."

Eu toquei o pingente de novo. Imogen fez uma espécie de ruído invejoso, então eu o segurei
acima para ela tocar, também.

"É adorável," ela disse, acariciando uma das pontas. "é antigo?"

"Muito. Era de meu avô, e seu antes dele por muitas gerações tanto quanto minha família tem
existido. E agora, eu devo estar em minha corrida matinal, ou eu não vou ter tempo de preparar o
solo sagrado para o sacrifício5" Ele esticou ambos os braços acima de sua cabeça. Imogen
congelou, segurando meu braço, seus olhos enormes enquanto ela o observava.

"Você vai preparar um sacrifício" eu perguntei, olhando para Imogen. Sua boca pendurada um
pouco aberta. Eu a acotovelei até que ela a fechasse.

"Sim. Um sacrifício é um ritual de sacrifício que nós os Asatru fazemos como uma oferta aos
deuses." Tibolt fez dois alongamentos das pernas que deixou Imogen gorgolejando, e eu me
segurando na lateral do trailer.

"Um." Eu disse desesperada para distrair a mim mesma dele. Eu sabia que a religião Asatru
honrava os antigos deuses nórdicos. Mas eu nunca ouvi sobre um sacrifício. "Rituais de sacrifício
não envolvem em matar doces e pequenos inocentes animais?"

"Antigamente, eles o faziam," ele disse, acenando enquanto alongava a panturrilha. "Mas agora
nós utilizamos hidromel ao invés de sangue. É muito melhor desse jeito. Vejo vocês depois." Ele
saiu antes que nós pudéssemos perguntar a ele como você ritualiza o sacrifício com um copo de
vinho com mel.

Imogen e eu ficamos juntas, nossos olhos grudados na figura do loiro gostoso, enquanto ele


3
N/T: Valknut ­ é um símbolo nórdico, encontrado em antigas esculturas funerárias, composto de três triângulos entrelaçados.
4
N/T: Norns ­ parte da mitologia, são três deusas virgens do destino, que predestinam as vidas dos deuses e dos homens.
5
N/T:Blot ­ nome sueco para sacrifício. Em inglês significa borrão, mancha.


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7 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

corria ao redor da linha dos trailers e se guiava para o outro lado da ilha, em direção as ruínas de
uma fortaleza viking.

"Ele é a criatura mais gostosa que eu já vi," Imogen disse em uma voz estremecida.

Eu arrastei meus olhos da figura desaparecendo de Tibolt (o que não era fácil) para olhar para
Imogen, e sorri para o olhar esbugalhado de total enlouquecimento no rosto dela, embora
pensasse que eu tinha uma horrível suspeita que eu usasse a mesma expressão. "Sim, ele é
lindo e tudo o mais, e um saco de batatas, mas como Soren diz, ele é só um cara, sabia?"

"Soren?" Imogen disse, fazendo um bufar refinado. Tudo em Imogen era refinado. Mesmo agora,
tendo acabado de se levantar e aceitado um café com leite que Peter, pai de Soren, tinha trazido
para ela, ela parecia linda. Longos cabelos loiros cacheados, um senso de moda que me fazia
sentir como se eu estivesse sempre vestindo um saco de lixo, e delicadas e lindas feições que
provavelmente seriam o suficiente para me fazer odiá-la à vista se ela tivesse sido uma pessoa
normal, mas Imogen era tudo menos normal.

O que mais ou menos descrevia a todos aqui na Feira.

"Yeah, eu sei, ele é só um garoto, mas às vezes ele vê as coisas melhor do que outras pessoas."

Ela soltou meu pulso, sorriu, e me deu um tapinha no ombro. "Soren é só um ano mais novo do
que você, Fran. O que dificilmente faz dele um garotinho."

Eu levantei meu queixo e dei a ela o meu "eu sou confiante" sorriso que eu tinha estado
praticando quando eu estava sozinha em nosso trailer. "Sim, mas há uma grande diferença entre
quinze e dezesseis. Eu matei um demônio, e descobri quem era um ladrão internacional. Sem
mencionar aquele negócio todo de vampiro."

"Dark One," ela corrigiu automaticamente, tomando um gole de café com leite enquanto se virava
em direção ao seu trailer.

"Desculpe, Dark One. De qualquer modo eu duvido que eu pudesse ter feito tudo aquilo no ultimo
ano, sem ter tido um enorme ataque de pânico. Quinze pode ser tão, você sabe... quinze."

"Mmm." Ela não pareceu impressionada. Na verdade, ela mudou de assunto. "Falando em
Benedikt, ele deve estar aqui em breve."

Eu tinha começado a ir em direção ao campo além do trailer de cavalos, onde Bruno, o cavalo
que Peter usava em seu ato de mágica, e Tesla, meu cavalo velho comprado-em-um-capricho.
Mas com as palavras de Imogen eu girei ao redor. "O que? Você ouviu sobre ele? Onde ele está?
O que aconteceu com ele? Por que ele saiu tão rapidamente, sem nenhuma explicação, só um
bilhete dizendo que havia algo importante que ele tinha que fazer, e ele não sabia quando ia
voltar? E por que ele não disse a uma de nós onde ele tinha ido?"

Imogen deu de ombros e se manteve andando. "Eu não ouvi sobre ele diretamente, mas eu
posso sentir que ele está próximo. Eu tenho certeza de que ele irá responder todas as suas
perguntas uma vez que retornar." Ela me deu um olhar divertido por sobre seu ombro. "Você é,
afinal, sua amada. Ele não pode mentir para você."

"Hrmph," eu respondi para ninguém em particular, voltando para onde os cavalos pastavam,
parando o suficiente para arrebatar a guia de nylon. "Eu estou começando a acreditar que toda
essa coisa de amada é mais problema do que vale a pena. Se Ben realmente pensasse que eu
sou a única pessoa na face da terra que pode salvar sua alma, você pensaria que ele seria um a

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8 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

pouco mais tagarela sobre onde ele tinha estado pelas últimas três semanas, e o que ele tinha
estado fazendo, e por que ele não liga ou manda uma carta ou alguma coisa."

Tesla tracejou suavemente e empurrou seu grande focinho de cavalo contra meu estômago
enquanto eu me aproximava, procurando por um agrado. Eu desfiz a amarra de couro que
conectava suas pernas da frente e impediam-no de vaguear. Não que eu pensasse seriamente
que ele fugiria. Eu tinha resgatado-o de um comerciante de carne de cavalos enquanto nós
estávamos na Hungria, e embora eu não soubesse muito sobre sua história, eu sabia que ele era
muito velho para ir longe. Mas Peter insistiu que os cavalos estivessem amarrados enquanto eles
estavam pastando a noite.

"Yeah, yeah, espere um momento, você quer? Aqui. Maça. Isso é o melhor que eu posso fazer."

Os bigodes cinza de Tesla fizeram cócegas na minha palma enquanto ele fungava a maça que
estava deitada em minha mão. Ele decidiu aceitar a oferta, cuidadosamente colhendo ela de
minha mão, mastigando feliz enquanto eu batia a guia sobre seu cabresto, e guiava-o em direção
ao trailer. Enquanto nós andávamos, eu deslizei minha mão embaixo de sua crina e toquei a
marca elevada sobre seu pescoço. Ben tinha dito que ela era uma marca e que todos os
Lipizzans, uma raça muito especial de cavalo, as tinham. Ben tinha vivido mais do que trezentos
anos, e aprendeu muito sobre cavalos durante esse tempo, eu percebi que ele tinha que saber do
que ele estava falando. "Embora isso não signifique que ele não é o cara mais irritante no
mundo," eu disse a Tesla enquanto nós parávamos atrás do trailer de cavalos. "Saindo sem
nenhuma palavra para ninguém assim..."

"Falando consigo mesma?" Soren mancou em torno do trailer, dois baldes de grãos em suas
mãos. Eu amarrei Tesla próximo a Bruno, o brilhantemente branco Andaluz, e fiz ainda outra
promessa mental de dar a Tesla um banho. Não que Tesla fosse sujo, mas próximo ao brilhante
pêlo de Bruno, ele parecia mais de uma cor cinza do que branco puro.

"Não, eu estou falando com Tesla."

As sobrancelhas de Soren uniram-se enquanto ele me estendia um balde. "Mesma coisa. Eu
aposto que você estava falando sobre ele de novo."

Eu alimentei e dei água a Tesla, esperando até que Soren tivesse terminado de mimar Bruno
antes de agarrar sua manga e puxá-lo em direção ao trailer azul e dourado que eu dividia com
minha mãe. "Vamos lá, minha mãe está cozinhando o café da manhã."

"Sério, ela está cozinhando?"

"Sim, eu sei, um milagre, huh? Acha que eu deveria chamar os jornais ou algo assim?"

Soren abafou o riso. Ambos acenamos para Mikaela e Ramon enquanto eles emergiam de seu
trailer6 do Circo dos Malditos parecendo sonolentos.

"Por que ela está cozinhando?" Soren perguntou. "Você não lançou uma dos próprios feitiços
sobre ela, lançou?"

Eu ri. "Mamãe é a bruxa, não eu. Eu sou só..." Eu segurei acima minhas mãos enluvadas, as
luvas pretas de renda escondendo o fato de que por baixo delas eu usava uma fina, e cor de pele
par de luvas de látex. "Ela está fazendo o café como uma penitência."

"Ah," ele disse, acenando sua cabeça sabiamente. Eu lutei para manter um sorriso de curvar em

6
RT: Runaway Vacations é uma casa sobre rodas ­ um trailer
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9 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

meus lábios. Soren era o único próximo a minha idade em toda a Feira Goth, então nós
tendíamos a sair muito juntos. Além do mais, ele era meu amigo. Ele me ajudava com Tesla, e
tentava me ensinar truques de mágica que ele estava aprendendo com seu pai, embora eu não
parecia ter seu dom para isso. "Ela perdeu suas chaves de novo?"

"Celular," eu respondi."O novo que ela tinha acabado de comprar para cobrir toda a Europa."

"Ah," ele disse de novo, e dessa vez eu sorri. Eu pensei que ele sorriria de volta, mas ao invés ele
me atirou um sério olhar meio desconfiado por baixo de seu espesso cacho de cabelo castanho
que se pendurava em sua testa. "O que você disse a Tesla?"

"O que eu disse... ah. Agorinha? Nada importante."

Soren sugou seu lábio inferior por um momento, antes de dizer rapidamente. "Você estava
falando sobre ele, não estava?"

"Ele quem?" eu perguntei, sabendo exatamente de quem ele estava falando.

"Benedikt." Ele rolou seus olhos enquanto se apressava ao meu lado. Eu diminui um pouquinho,
lembrando que ele não podia caminhar tão rápido quanto eu podia. "Ele é o único que faz você ter
esse olhar em seu rosto."

"Que olhar?" eu toquei as pontas dos dedos enluvadas em meu rosto.

Suas sobrancelhas puxaram juntas em um franzir. "O que você tem à volta de Benedikt ­ meio
sonhadora, meio irritada."

Eu ri alto. Eu não pude me impedir ­ a descrição de Soren de minha expressão se ajustava
perfeitamente descrita a minha reação a Ben, o vampiro de meus sonhos. Ou então ele queria
ser. Eu ainda não tinha certeza sobre toda coisa de namorada de um Moravian Dark One. "Eu
queria que você diminuísse o peso sobre Ben, Soren. Ele não é realmente tão mal quanto
parece."

"Ele tem uma motocicleta e cabelo longo," Soren disse sombriamente, seu sardento rosto bonito
ficando vermelho com o embaraço. Ele se recusou a encontrar meus olhos enquanto eu socava
ele gentilmente em seu braço. "E brincos e tatuagens. E ele faz você ficar zangada algumas
vezes."

"Um monte de pessoas tem cabelo comprido, motos, brincos e me fazem zangada." Eu disse
pega pelo desejo de ler em Soren a verdade sobre Ben, e a urgência de dizer a ele que não havia
nada entre nós. Por causa desse defeito físico (uma perna era alguns centímetros mais curta do
que a outra), Soren tencionava ser um pouco sensível às vezes, especialmente concernente a
Ben. Eu não sabia bem por que ele tinha tomado tal instante de desgosto por Ben, mas eu fiz
meu melhor em mantê-lo de ficar muito propenso. "Só acontece de ele ser um deles. E antes que
você diga, eu sei que ele é perigoso, que você não confia nele, e ele só significa problema para
mim. Eu já ouvi isso antes, tenho a camiseta, Soren."

Ele fez um zangado ruído de fungada enquanto nós rodeávamos ao longo do trailer de metal que
mamãe tinha me deixado pintar quando nós chegamos a Feira Gótica dois meses antes. Os
trailers de todos eram customizados para refletir suas personalidades, e o nosso era, eu pensei,
um arranjo particularmente legal de estrelas douradas e luas em um fundo de céu noturno.

Eu o admirei por um momento antes de perceber que Soren não estava dizendo nada.

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Eu suspirei para mim mesma, sabendo que tinha inadvertidamente o ofendido. "Desculpe-me,
Soren. Eu não quis te deixar com raiva. Eu aprecio toda sua preocupação sobre Ben, mas
honestamente, não há razão para estar. Nós só somos amigos. E ele não vai fazer nada para me
machucar. Ele não pode, ele é..." Eu fechei minha boca sobre as palavras que espirrariam o
segredo de Ben. Tanto quanto eu sabia, só duas pessoas na feira Goth, além de Imogen e eu,
sabiam o que ela e Ben realmente eram. Eu não estava indo fofocar para todos os outros que
eles eram parte de uma raça imortal que a maioria das pessoas considerava como vampiros.

"Eu não estou bravo." Ele disse firmemente. "Eu não me importo com o que você faz."

Eu parei Soren enquanto ele estava passando pela porta do nosso trailer, minha mão em seu
braço. Ele olhou abaixo para minhas luvas, seus olhos tempestuosos. Eu cerrei meus dentes por
um momento, então puxei ambas, a de renda preta e a de látex, gentilmente tocando minhas
pontas dos dedos em seu pulso. Instantaneamente minha cabeça estava preenchida com suas
emoções, raiva rolando com frustração, um pouquinho de inveja, e algo suave e quente, um
suave sentimento de... Eu arfei e empurrei minha mão de volta. As bochechas de Soren
avermelharam mais vermelhas do que elas tinha se tornado com uns poucos dias no forte sol
sueco, mas seus olhos não deixaram os meus, quase belicosamente, ousando-me a que dizer o
que eu senti dentro dele.

"Ah. Eu... uh..." eu balbuciei, sem saber o que dizer. Eu deslizei minhas luvas de volta acenando
em direção a porta do trailer. "Melhor nos apressamos para o café enquanto mamãe está no
humor de cozinhar.

Ele se enrijeceu por um minuto, e eu pensei que ia dizer algo, mas ao invés ele deu um
acentuado pequeno acenar e balançou a porta aberta para o trailer.

Eu soprei uma respiração que não tinha percebido que eu tinha estado segurando e segui-o, me
perguntando com é que era que a apenas dois meses atrás eu queria me misturar a multidão,
rezando para que ninguém percebesse que eu era diferente de todo mundo em minha escola.
Grande, desajeitada, e desconfortável ao redor das crianças em minha escola por causa do meu
estranho talento, eu tinha poucos amigos e não muito de uma vida. Agora, aqui estava eu
viajando por toda a Europa com um emprego ­ leitora de palmas em treinamento ­ um cavalo
que dependia de mim para ganhar sua alimentação e as contas do veterinário, um
magnificamente gostoso vampiro que alegava que eu era a pessoa que ele esperou por trezentos
anos, e Soren esmagadoramente como louco por mim.

A vida às vezes é muito estranha para se por em palavras.


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11 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Capítulo 2
"Ah, ai está você. Como estão as leituras indo hoje à noite, querida?"

Eu dei de ombros e deslizei por detrás de minha mãe dentro da cabine, onde ela entregava
feitiços e garrafas de boa sorte, amuletos de proteção de todas as variedades, e sua grande
venda, a poção do amor. "O de sempre, o de sempre. Grandes e pequenas linhas de marte, um
monte de linhas, um pouco de cicatrizes, e um faltando o dedo."

Ela me deu um olhar de alerta pelo canto de um olho enquanto eu catava Davide, seu gordo gato
preto e branco, e sentava na cadeira que ele tinha estado ocupando. Davide meu deu um longo
olhar, seus bigodes torcendo irritados enquanto eu acariciava suas costas. Mamãe entregou uma
garrafa de boa sorte, alertando o comprador a utilizá-la moderadamente.

"Você está usando suas luvas?" ela perguntou, uma vez que o comprador tinha saído fora.

Eu levantei meu queixo. Mamãe tinha feito um trato com Peter que eu leria palmas todas as
noites por quatro horas, em troca de alimentação para Tesla e outros incidentes. Peter disse que
uma vez que minha aprendizagem com Imogen acabasse ­ eu tinha outros dois meses deixando
isso­ ele também começaria a me pagar um salário em adicional as coisas do cavalo. "Eu fiz as
leituras da única maneira que eu sei como."

Ela balançou sua cabeça enquanto reunia suas coisas. "Franny, Franny, Franny... o deus e a
deusa deram a você um dom. Você deveria estar orgulhosa dele, orgulhosa em usar ele para
ajudar as pessoas."

"Eu não vejo como ser capaz de sentir as emoções e os pensamentos das pessoas vão ajudar a
alguém..."

"Foi lhe dado um dom por uma razão, querida," ela disse, como eu sabia que ela o faria. Nós
tínhamos essa discussão regularmente desde que eu tinha doze, quando meu "dom" (eu pensava
nele como uma maldição) se manifestou. "Se você apenas se abrisse para o caminho... ah,
sapos, eu estou atrasada para iniciar minhas coisas da invocação. Nós estamos insuficientes em
felicidade e compreensão, querida, então não permita que ninguém compre mais do que um de
cada."

Eu acenei, olhando a disposição de frascos de vidro coloridos que mamãe tinha colocado para
atrair os compradores. Ao contrário de outras pessoas que empenhavam seus produtos, as
coisas que minha mãe fazia e vendia, realmente funcionavam. Eu sei, eu tive um caso de
gargalhadas por três semanas direto no ano passado, depois que ela acidentalmente derramou
um lote de felicidade em mim.

"Ah, tem um homem procurando por você," ela chamou por cima de seu ombro enquanto se
apressava em direção ao nosso trailer. Ela acenou em direção ao fim de um fila de barracas,
onde a barraca principal que tinham os shows de mágica estava localizada. "Eu acho que ele está
em algum lugar lá embaixo."

"Um homem?" Eu perguntei, imaginando se Ben tinha voltado. Mas não. Mamãe conhecia Ben.
Mesmo se ela não o aprovasse ­ e eu senti outro sermão "você é muito jovem para ter um
namorado" vindo dela ­ ela não se referiria a ele como apenas um homem, eu me perguntei
quem poderia estar procurando por mim, e o porquê, mas não tive muito tempo para refletir sobre
a questão. O estande de mamãe era muito popular, não importava qual país nós estivéssemos,
por que ela usava só mágica positiva.
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12 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Me desculpe, mas por maldições, você terá que visitar o demonologista," eu polidamente disse a
um homem sério parecendo jovem. Ele segurava uma garrafa cor de ônix com um atraente rótulo
de interrogação. "A coisa mais desagradável que nós temos aqui é esquecimento."

O homem franziu ainda mais. "Onde é este demonologista?"

Eu apontei em direção a direita. Embora fosse quase 11 horas da noite, ainda havia luz fraca,
uma espécie de crepúsculo. Porque nós estávamos tão distantes do norte, que o sol nunca
definia completamente durante o verão. Os suecos têm algo que eles chamam de noites brancas
­ basicamente, é a luz suficiente para ler, mas não tão brilhante quanto o sol da meia noite em
áreas mais ao norte no Circulo Ártico. "Toldo listrado de preto e branco no lado esquerdo. Seu
nome é Armand. Você não vai perdê-lo ­ ele tem uma barbicha e chifres."

O homem piscou para mim.

"Os chifres são falsos," eu o tranqüilizei. "Só para dar efeito." Eu esperei antes que o cara saísse
antes de adicionar. "Pelo menos eu acho que eles são falsos."

Você realmente nunca sabia com as pessoas por aqui.

Eu vendi alguns feitiços, tive uma discussão com uma senhora que queria comprar todos os três
frascos remanescentes de beleza interior, e peguei alguém tentando fazer o roubo de um pacote
de pétalas de rosa secas (um dos ingredientes do kit faça-você-mesmo). Eu sempre disse para
mamãe que ela deveria manter alguma coisa ruim a mão, para pessoas que tentassem abusar
dela, mas ela insistia que nós retornássemos crueldade com bondade, então ao invés disso
chamei Kurt (que, além de ser mágico, também dobrava como o cara da segurança). Eu agarrei a
mão da garota e polvilhei um pouco de bondade nela, apertando meus dentes o tempo todo.

"Você viu Tib?" Mikaela perguntou quando a garota que furtava correu esfregando sua mão. Ela
parou em frente à cabine, escaneando a multidão.

"Não recentemente, mas se você procurar por um grupo de mulheres babando, você é obrigada a
achá-lo," eu respondi, sugando meus lábios, para o caso de estar babando só de pensar em
Tibolt.

Mikaela, seu marido Ramon, e Tibolt compunham o Circo dos Malditos, um grupo que se
especializou em estranhas atuações do tipo variado. C dos M7 estavam viajando conosco há
algumas semanas, algo que ele evidentemente faziam a cada ano.

Mikaela fez um som de aborrecimento, seu curto cabelo preto espetando para cima como um
porco espinho. Ela murmurou algo em sueco, então disse. "Era para ele estar verificando a
motosserra!"

"A motosserra? Ah, para sua parte de malabarismo. Sim, bem, você sabe sobre Tibolt. Aonde ele
vai então um bando inteiro de garotas vai."

Mikaela, que apenas acontecia de ser a prima de Tibolt, rolou seus olhos pintados. "Hrmp.
Quando é o círculo de sua mãe?"

"Em uma hora. Ela sempre os faz a meia noite. Algo haver com o alinhamento das estrelas e
coisas assim. Você vai assistir?"


7
N/T: C of D ­ redução dada no próprio texto ao Circo dos Malditos
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13 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Não, ela me convidou para participar."

Minhas sobrancelhas se levantaram. Mamãe era geralmente muito exigente quanto a convidar
não bruxos para participar de seu círculo. Ela normalmente aproveitava a grande rede wiccan que
espalhava através da Europa, usando as bruxas locais para formar círculos.

"Você é uma Wiccan?" eu perguntei.

Seu cabelo espetado tremeu enquanto ela balançava a cabeça. "Eu sou uma alta sacerdotisa de
Ashtar."

"Wow. Uma alta sacerdotisa que faz malabarismo com motosserras, cospe fogo, e engole
espadas. Legal!"

Ela sorriu para mim por um minuto. "Isso está na minha família. Tibolt é um mago, você sabe,
mas ele vai estar no sacrifício esta noite, depois do nosso show."

"Ele é um mago?"

Ela concordou. "Um praticante de magia. Ele é quinto nível."

Eu não pude me impedir de imaginar se ele estava fazendo algum tipo de feitiço que fazia todas
as garotas o adular. Quero dizer, sim, ele era lindo e tudo mais, mas eu tinha um cara seriamente
gostoso que acreditava que eu era a chave para sua salvação, e ainda assim eu não podia resistir
a olhar para Tibolt.

"Uh... quantos níveis de "magueza" existem?"

"Sete. Ah, ali está ele... eu vou vê-la no circulo, não é?"

Eu suspirei. "Provavelmente. Mamãe gosta que eu assista. Ela acha que é bom para meu espírito
interior ou algo assim.

Ela murmurou alguma coisa sobre aquilo ser verdade, então correu em direção ao loiro alto que
estava sendo cercado por um bando de mulheres.

Dez minutos depois eu estava dispensada do dever da cabine, e fui para assistir o final do ato de
mágica de Peter e Soren.

Normalmente os atos de mágica eram mais de 10 horas então qualquer banda Goth que estava
tocando com a gente esta semana podia montar e tocar ao vivo as onze, mas durantes as duas
semanas que o Circo dos Malditos ficou com a Feira, não havia bandas, e os atos de mágica
alternavam com os shows do C dos M, que incluía um mortal engolimento duplo de espadas final
que fazia eu prender minha respiração.

Eu deslizei para a parte de trás da barraca principal, ficando na parte de trás para evitar ficar no
caminho de alguém. Quando você esta a quase dois metros de altura e largura de um linebacker,
você tende a bloquear a visão das pessoas. Em pé em cima do palco, Peter e Soren iriam
transformar um membro do público em Bruno. Isso era uma ilusão, é claro, não a mágica real que
Peter às vezes fazia, do tipo que deixa meus braços arrepiados. Eu esfreguei meus braços
pensando sobre isso, esperando que hoje a noite ele estivesse se sentindo inspirado o suficiente
para realizar um dos seus truques mágicos projetados pela mente.

"...e com as palavras mágicas ­ quais eram elas?"
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14 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Peter esperou para que a multidão gritasse de volta as palavras mágicas, que nunca eram as
mesmas.

"Triângulo Isósceles!" O público gritou em resposta.

Eu sorri. Peter me disse a duas noites passadas que ele estava procurando por palavras
mágicas, e se eu não tinha alguma sugestão de palavras que tinham uma aliteração legal.
Evidentemente ele estava tão desesperado quanto ele disse, por que eu não achava que minha
sugestão soava particularmente mágica ou aliterativa, mas a platéia pareceu se empolgar com
aquilo.

"Eu digo as palavras mágicas ­ triângulo isósceles ­ e voilá!" Jan tinha sido transformado em um
garanhão selvagem.

Soren moveu a fina cobertura de nylon da moldura de metal que escondia Bruno da visão do
público. O cavalo lançou-se no palco, parando na ponta para se arquear em suas pernas traseiras
e patas no ar como se ele estivesse a ponto de pular direto na platéia. Pessoas gritaram e jogara
a si mesmas embaixo, algumas rindo, algumas gritando exclamações do pensamento de um
cavalo perigoso solto.

Era tudo uma atuação, é claro. Bruno era muito bem treinado, tão bem treinado que eu nunca
tinha o visto colocar um casco errado. Eu o observei jogar as patas no ar, a visão disso
desencadeando uma memória de algo que Tesla tinha feito há algumas semanas antes, quando
um demônio nos atacou.

Por que você parece tão confusa? Uma voz suave perguntou próxima a mim.

"O que Bruno está fazendo... eu acho que Tesla fez a mesma coisa. Aquele movimento onde ele
senta em sua anca e as patas no ar..."

De repente me bateu que a voz que eu tinha ouvido tinha falado diretamente em minha mente. E
só havia uma pessoa que eu sabia que podia fazer isso.

Ben?

Bem atrás de você

Eu girei ao redor para ver Ben na entrada da barraca, usando um chapéu legal do tipo Indiana
Jones, a mesma jaqueta preta de motociclista que eu tinha o visto nela antes. Seus braços
estavam cruzados sobre seu peito, um tipo de meio sorriso em seu rosto enquanto ele me
observava. Meu estômago fez um engraçado salto enquanto eu sorria de volta para ele. Esqueci
por um minuto que eu estava brava com ele por ir embora sem me dizer, ao invés disso querendo
só olhar para ele.

Tesla é um Lipizzan. Eu disse isso a você.

Huh? Eu estava um pouco confusa do porque ele estava falando sobre Tesla por um momento.
Ah, sim, você viu? Então.

O movimento de Bruno fez é chamado de levade.

Um le o quê?

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15 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Levade8; é um dos ares acima do chão.

Eu caminhei até onde Ben se inclinava contra a batente da porta. "Oi. O que é um ar acima do
chão?"

"Uma série de movimentos dos quais os Lipizzans são conhecidos."

"Ok. Mas Bruno não é um Lipizzan."

"Não, ele não é, mas ele é ligado a eles. Andaluzes são ocasionalmente treinados em ares acima
do chão também."

"Huh." Eu disse, então soquei ele no ombro. Forte. "Onde sapos boi chifrados você tem andado?
E por que você não ligou? Ou me mandou um e-mail ou uma carta ou algo assim? Por que você
desapareceu desse jeito, sem uma palavra para ninguém? Eu pensei que você queria fazer a
coisa de namorado comigo?"

"Que coisa de namorado seria essa?" ele perguntou, olhando para minha boca. Meu estômago
deu três cambalhotas em seqüência. "Você está falando sobre beijar? Você quer praticar um
pouco mais em mim?"

Se meu estômago tivesse estado nas Olimpíadas, ele teria ganho uma medalha em ginástica. Eu
olhei para boca de Ben, sentindo incrivelmente lerda, mas ao mesmo tempo eu não podia olhar
para longe. Ben era o cara que melhor beijava no mundo ­ ele tinha mais do que trezentos anos
de prática, então isso não era nenhuma surpresa - mas o que era uma surpresa era o quanto eu
adorava suas lições.

Não me entenda errado. Eu nunca tive nada contra caras. Eles são, você sabe, caras. Legais às
vezes, às vezes não. Mas eu nunca tinha realmente desejado beijar um deles do modo que eu
queria beijar Ben.

"Fran? Você quer me beijar?"

"Sim." Eu respondi, então me lembrei do episódio de Rick Lace que disse que os caras gostam
quando você faz jogo difícil. Alguma coisa sobre a emoção da perseguição. "Eu quero dizer, não.
Talvez. Er... qual era a pergunta?"

Ele riu e me puxou para fora da barraca, na sombra da bilheteria, suas mãos quentes ao redor de
minha cintura. Eu prefiro você entusiasmada e disposta ao invés de difícil. Diga Mississippi.

"Eu tenho um melhor nome de lugar. Eu sussurrei contra seus lábios. "É o nome de uma cidade
em Wales."

E esta seria...?

"Llanfairpwllgwyntyllogerychwyrndrobwyllllantysili-ogogogoch," eu murmurei, meus lábios contra
os seus de um modo que fazia tudo por dentro de mim se derreter em uma grande poça.

Ele riu em minha cabeça.

O que, eu disse algo errado? Eu memorize a pronúncia de um site.


8
N/T: Não tem uma tradução, mas se corresponde a um empinar do cavalo. Patas dianteiras no ar e as detrás arqueadas, quase sentado.
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16 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Eu não sei se a pronúncia está correta ou não; tudo o que eu sei é que eu gosto de como você a
diz.

Eu deixei ele me beijar então, realmente me beijar, por que... bem, ele era bom nisso. E mesmo
embora eu estivesse aborrecida com ele, eu não estava tão chateada que não quisesse beijá-lo,
então eu mantive sussurrando a palavra Lianfairpwyll (é mais fácil de pronunciar do que ela
parece).

"Miss Ghetti?" Uma voz suave seguida de uma tosse embaraçada forçada fez seu caminho
através do meu cérebro. "Minhas desculpas por incomodá-la, mas você é Francesca Ghetti? A
proprietária do cavalo atualmente pastando na campina perto da fortaleza?"

Ben se virou e bloqueou minha visão do homem que falava. "Quem é você?"

Eu afastei suas costas, mas ele não seu moveu, então eu cortei meu caminho ao redor dele,
corando como uma louca por alguém ter pego Ben e eu numa luta livre de lábios. "Oi, Eu sou a
Fran."

"O que você quer com ela?" Ben perguntou.

Eu belisquei o seu pulso, sorrindo para o homem em frente a mim. Ele não parecia um tarado ou
nada assim ­ ele parecia como o meu pai, alto, com um desbotado cabelo ruivo e olhos
castanhos escuros. "Posso te ajudar com alguma coisa? Você está procurando por uma leitura de
palma?"

O homem deslizou um olhar em direção a Ben antes de me responder. "Leitura de palma? Não. A
menos que... não. Eu sou Lars Laufeyiarson. O rapaz tomando conta do Andaluz castrado me
disse que o outro cavalo pertence a você, é verdade?"

"Tesla? Sim, eu acho que ele pertence a mim."

Sua testa se enrugou. "Você acha? Você não tem certeza? Você não é sua proprietária legal?"

"Sim, eu estou certa. Minha mãe me fez pegar um recibo do cara que eu comprei Tesla, antes de
nós deixarmos a Hungria. Eu sou sua proprietária legal. Por que você quer saber? Tesla não tem
estado solto, então ele não pode ter feito nada, ou entrado em algum problema..."

"Eu gostaria de comprá-lo," o homem disse abruptamente, deslizando a Ben outro olhar
desconfiado. "Eu te pagarei mil dólares americanos9 por ele."


9
N/T: Existe também o dólar canadense.
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Capítulo 3
Eu juro que minha mandíbula estava prestes a bater em meus pés quando Sr. Laufeyiarson
ofereceu uma fortuna por Tesla. Mil dólares! Por um cavalo? Meu cavalo? Algo estava
definitivamente errado.

"Você quer pagar mil dólares por Tesla?" Eu perguntei, pensando que talvez ele estivesse me
oferecendo um mil de alguma outra moeda, algo que parecia grande, mas que realmente só
significava uns dez dólares.

Sr. Laufeyiarson concordou. "Sim, mil dólares americanos."

Talvez ele quisesse o cavalo errado? Talvez ele pensasse que Bruno era Tesla? Bruno teria que
valer uma tonelada de dinheiro; ele sabia todos os tipos de movimentos e truques especiais, mas
Tesla? Tesla era só um velho cavalo que gostava de farejar as pessoas por agrados, e
ocasionalmente me permitia cavalgá-lo ao redor de um campo em um ritmo lento. "Eu não quero
soar insultante, Sr. Laufeyiarson, mas você tem certeza que está falando sobre Tesla, e não
Bruno? Ele é o Andaluz, e muito valioso..."

Ele balançou sua cabeça. "Não, o Andaluz é um cavalo castrado. Eu estou interessado no
garanhão Lipizzan."

Eu deslizei um olhar confuso para Ben. Ele parou ao meu lado, seus braços cruzados sobre seu
peito, olhando para mim com olhos de carvalho escuros com lindas centelhas douradas de
manchas. "Um...é muito legal de sua parte, Sr. Layfeyiarson, mas eu não acho que poderia
vender Tesla. Eu meio que prometi a uma garota na Hungria que eu tomaria conta dele."

"Eu entendo. Você recebeu outra oferta, sim? Eu igualarei a oferta. Quanto você quer?"

Ele puxou uma grande carteira de couro. Meus olhos esbugalharam com a quantidade de dinheiro
que ele tinha entulhado nela. "Eu trouxe mil e quinhentos em dinheiro, mas se a oferta era de
mais..."

"Não!" Eu gritei, levantando uma mão enquanto ele começava a cavar o maço de dinheiro. "Não
houve nenhuma outra oferta, sério. Eu só não quero vender Tesla."

Ele franziu a testa para mim, um tipo de olhar confuso em seus olhos que se clarearam enquanto
ele olhava para Ben. Ele disse alguma coisa em uma língua que não era inglês. Surpresa flutuou
através do rosto de Ben por um momento, e então ele respondeu na mesma língua. Uns poucos
segundos depois, Sr. Laufeyiarson me deu um longo, e considerado olhar, então inclinou sua
cabeça. "Estou vendo. Lamento que você não possa me ajudar. Se você mudar de idéia, você
pode me encontrar a qualquer hora."

Eu olhei abaixo para o cartão que ele empurrou em minha mão antes que ele se afastasse, me
deixando imaginando o que estava acontecendo, o que Ben tinha dito a ele, e por que ele pensou
que eu mudaria de idéia. Hora para algumas respostas.

"Tudo bem, o que tudo isso significa?"

"Tudo o que?" Ben não esperou pela minha resposta. Ele agarrou minha mão e me puxou em
direção a área onde os trailers estavam estacionados, parando quando nós estávamos
escondidos nas sombras.


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18 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

"Tudo aquilo em que ele olhou para você, e você olhou para ele, e vocês dois fizeram aquela
coisa de papo secreto de caras que homens fazem, e então o Sr. Layfeyiarson saiu. Hei! Você
não pode me beijar de novo!"

"Eu não posso? Por que não?" Ben me puxou para seus braços e eu fiquei por um momento, a
rainha da indecisão. Parte de mim ­ a parte garota ­ queria desmaiar contra ele e respirar aquele
cheiro maravilhoso de Ben que era parte da jaqueta de couro, parte de florestas, mas a outra
parte de mim ­ a parte perspicaz ­ lembrou ao resto de mim que ele tinha desaparecido por três
semanas sem nenhum tipo de explicação, sem nem mesmo um adeus.

"Por que você já teve seu beijo de boas vindas de volta, e agora é hora de começar a explicar
umas coisas, como onde você esteve, e por que você foi sem dizer nada para mim ou a Imogen,
e quem Sr. Laufeyiarson era, e por que alguém pagaria mil dólares por um cavalo cinza velho."

"Tesla é um Lipizzan. Eu disse a você que era valioso." Bem disse, ignorando as perguntas mais
importantes. Pele menos ele me soltou e eu pude me afastar e dar uma pequena distância dele.

"Obviamente este homem reconheceu sua linhagem, e pensa que reprodução vale o dinheiro,
apesar da idade do garanhão.

"Você não disse que Tesla era valioso," eu disse, franzindo as sobrancelhas. Reprodução?
Alguém queria Tesla para emprenhar uma égua? Meu velho e rangente Tesla que tinha que
andar por ai algumas horas para malhar a rigidez de suas articulações? Valioso? "Você acha que
ele foi, como... Ah, eu não sei, roubado ou algo assim? Talvez eu devesse escrever para minha
amiga na Hungria e perguntar a ela onde seu avô o conseguiu."

Ben deu de ombros. "Eu quis examinar o passado de Tesla enquanto eu estava na Hungria, ma
eu fui... er... Desviado."

"Pelo o que?" Eu perguntei, minha atenção imediatamente se afastando do mistério de Tesla.

Ben apenas olhou para mim. Eu fiz um som aborrecido e retirei ambas as luvas de minha mão
direita, coçando um comichão na parte das costas dela antes de colocar minha palma contra o
pedaço de pele exposta acima do decote da sua camiseta preta. Ben era uma das poucas
pessoas que poderia fechar sua mente para mim então eu não era sobrecarregada com todo tipo
de emoções. Agora tudo o que eu sentia era uma profunda, e abrasadora fome.

Eu suspirei e puxei minha mão de volta. Eu não queria realmente, mas eu sabia que se eu
continuasse em pé lá, tocando-o, eu terminaria o beijando novamente, e eu realmente queria
algumas respostas. Um pequeno ponto no lado de minha cabeça fez cócegas. Eu cocei ele e
disse, "Sabe, você não tem que desligar todas as suas emoções. Algumas seriam úteis."

Mesmo na escuridão das sombras eu podia ver seus dentes um flash branco em um rápido
sorriso. "Se você soubesse de tudo, então não haveria nenhum mistério para manter você voltada
para mim."

Meu nariz coçou. Eu o cocei enquanto eu respondia. "Mais algum mistério e eu vou começar
pensando em um aborrecimento menor que namorado é muito melhor. Então você estava na
Hungria depois que nós partimos?"

Minha bochecha coçou. Ben nada disse enquanto eu coçava minha bochecha.

"O que exatamente você estava fazendo na Hungria? Alguma coisa haver com esse trabalho que
você tem que não me irá dizer nada sobre ele?"

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A parte de trás de meu pescoço quase picava, coçando tão fortemente. Eu cocei com ambas as
mãos, mentalmente amaldiçoando o fato de que Ben não podia mentir para mim. Não que eu
quisesse que ele mentisse, mas eu descobri que era mais chato ter ele se recusando a falar do
que tentar decidir que o quer que ele estava dizendo era verdade.

"E o que aconteceu com sua cruz? Você não está a usando mais. Você não teria de repente
perdido tudo vampiresco sobre ela, perdeu? Você me disse que podia usar cruzes e ir a igrejas e
todas essas coisas ­ alguma coisa mudou?"

"Não, nada mudou," ele disse, suas sobrancelhas puxando juntas enquanto eu me alcançava
atrás com ambas as minhas mãos, puxando as costas de minha camisa, e coçando feito louca
um ponto realmente comichando em minha espinha. "Você pegou pulgas de Tesla?"

"Eu não tenho pulgas!" Eu disse, indignada, enquanto eu me inclinava contra o trailer e esfregava
minhas costas em um saliente pedaço de metal. A coceira não foi aplacada, mas percebi que ela
não podia ferir por tentar. "E nem Tesla!"

"Então por que você está saltitando ao redor como se você estivesse coberta em pó de coceira?"

"É minha mãe. Deve ser a hora para formar o circulo. Esta é sua maneira sutil de me dizer que
ela me quer."

Suas sobrancelhas negras levantaram. "Ela te atormenta quando ela quer você?"

"É só um simples feitiço de coceira," eu disse sobre meu ombro enquanto comecei em direção a
clareira além da área da Feira onde o círculo ia ser realizado. "Nada nocivo, só realmente irritante
até que ela o pare. Você quer vir ao circulo?"

Ele balançou sua cabeça. "A maioria das bruxas não se importam de ter um nascido nos poderes
das trevas diluindo sua pureza."

Eu debati dizendo a ele que mamãe não o achava mal só por que ele era um vampiro, mas
dezessete diferentes pontos em mim coçavam como louco o que significa que minha mãe estava
aumentando a voltagem em seu feitiço.

"Vamos lá, ninguém irá se importar." Eu agarrei a mão de Ben e arrastei-o atrás de mim enquanto
eu corria em direção a área plana atrás da barraca principal onde minha mãe estava organizando
seu círculo.

"Fran..." Ben cravou seus calcanhares e parou.

"O que? Ah, o sol! Desculpe. É luz suficiente para te incomodar?

"Não desde que eu permaneça coberto," ele respondeu, puxando seu chapéu então ele sombreou
seu rosto.

"Bom." Eu puxei sua mão. "Vamos lá. Por favor? Eu senti sua falta. Eu quero ouvir sobre o que
você tem feito, e dizer a você sobre todas as coisas interessantes que eu tenho feito desde que
nós saímos da Hungria."

Ele cedeu, dando em minha mão um pequeno aperto antes de deixá-la vir para envolver seu
braço ao redor de minha cintura. Eu fiquei um pouco balançada por aquilo, mas eu não tinha
tempo para analisar o que aquele sentimento significava ­ e o que eu deveria fazer sobre ele ­
antes que nós irrompêssemos no círculo.
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"Aí está você," mamãe começou a dizer, parando quando ela viu Ben comigo. Ela segurava uma
espada em sua mão, a espada que ela costumava desenhar os círculos. As outras senhoras no
círculo - havia cinco delas, incluindo dois membros da Feira Gótica ­ ofegaram em grupo, como
se elas estivessem chocadas que Ben estivesse lá.

"Eu vou sair," ele disse quietamente.

Eu reforcei meu aperto em sua mão. "Se você não é bem-vindo, então eu não vou ficar."

"Fran..." Mamãe franziu a testa por um momento, olhando onde eu segurava a mão de Ben
escondida contra minha saia, então ele não poderia ficar queimado, para seu rosto, jogado em
sombras pelo brim de seu chapéu.

Eu não quero criar problemas, Fran. É melhor eu sair.

Você acabou de chegar aqui! Se você sair, eu saio.

Mamãe suspirou. "Muito bem, você pode ficar, Benedikt. Mas, por favor, não interfira com os
procedimentos.

"Nós não diremos uma palavra," eu prometi, movendo para o lado para ficar com os outros.
Mamãe tinha evidentemente completado o desenho do primeiro circulo, o que lançava em sinal
dos deuses. Ela fez aquilo desenhando um círculo no chão com a espada.

Você já esteve em um círculo Wiccan? Eu perguntei a Ben enquanto ele patinava para trás de
mim. Eu me virei então eu bloquearia ele da fraca luz do sol que se lançava sobre o horizonte.

Não. Dark Ones são geralmente considerados maculados. O que sua mãe está fazendo?

Mamãe segurou a espada no nível da cintura e saiu dos limites do primeiro círculo que ela tinha
desenhado.

Um círculo é desenhado em três passagens ­ o primeiro é em honra dos deuses. Ela fez aquele
antes que nós chegássemos aqui. Este é para honrar a natureza. O terceiro significa o nível
espiritual do círculo.

Mamãe andou ao terceiro círculo com a espada segurada acima de sua cabeça. Interessante. Eu
tinha imaginado que haveria algum tipo de invocação ou palavras faladas.

Ah, haverá, não se preocupe. Ele irá fazer a invocação para o deus e a deusa depois que ela
saudar todos no círculo. Viu? Ela está pegando o óleo da unção agora. Algumas vezes ela utiliza
flores para saudar as pessoas no círculo, ou mel, ou até incenso, mas parece que esta noite está
indo ser a noite da testa oleosa.

Testa oleosa?

Desdemona, a conselheira de viagem no tempo da Feira Gótica, avançou para o círculo. Mamãe
ungiu ela sobre a testa com uma gota de óleo. Desdemona curvou sua cabeça como se ela
estivesse honrando minha mãe, mas eu a vi esquivar uma espreitada em Ben. Eu movi um
pouquinho para perto dele, fazendo meu melhor para convencer a mim mesma que eu não estava
com ciúme.

Eu gosto mais quando ela utiliza vinho para saudar a todos do círculo, eu disse, sorrindo para a
mente de Ben. Ele sorriu de volta enquanto eu segui Mikaela no círculo. Um rico, pungente e
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picante cheiro se enroscaram enquanto minha mãe tocava minha cabeça e murmurava algumas
palavras do que eu sabia que era uma bênção. Eu farejei alegremente. Ela estava usando óleo de
olibano e mirra, meu óleo de unção favorito. Eu tomei isso como um sinal de que coisas boas
iriam acontecer, um pensamento que se azedou um pouco quando eu percebi que Desdemona
ainda estava observando Ben.

Navy, a bonita mulher que estava muito, muito grávida (ela era a esposa de Armand o
demonologista), entrou no círculo seguinte. Ela foi se sentar próxima a Mikaela e uma das
Wiccans locais. Mamãe hesitou por um momento quando Ben, a última pessoa remanescente,
entrou no círculo. Todo mundo prendeu a respiração por um momento, mas uma vez que minha
mãe decide fazer alguma coisa, ela a faz. Ela tocou Bem na testa com óleo, dizendo a mesma
benção padrão.

Algo dentro do círculo mudou naquele momento, porém, algo que eu nunca senti antes em um
círculo. Era como se alguma coisa tivesse acordado de um longo sono. O pingente que eu usava
por baixo de minha camisa zumbiu para a vida, brilhando com um calor morno.

Fran? Qual o problema? Ben perguntou. Eu podia sentir sua preocupação me envolver como uma
manta de veludo suave.

Nada, eu disse, tentando identificar o que era que estava sentindo diferente.

Alguma coisa está incomodando você. O que é?

Fui me sentar no local que minha mãe indicou. Ben parou por um minuto quando ela apontou
para ele um local no outro lado do circulo, mas ele foi quando eu dei a ele um empurrão mental.
Nada. É só a coisa da meia-noite, eu acho. Isso sempre me distrai. É só estranho ser capaz de
ver tudo no meio da noite.

Você vai me dizer se você estiver triste com alguma coisa, ele disse em sua voz autoritária.

Eu rolei meus olhos para ele. Eu posso ter dito que eu quero fazer a coisa de namorada com
você, mas isso não dá a você o direito de me pressionar.

É claro que não. Você é minha Amada. É meu trabalho proteger você de todos os males.

Ok, eu admito ­ eu fiquei um pouco manhosa com isso. Não pela sua prepotência ­ que irritava
de me tirar do sério, e era algo que tínhamos discutido antes um monte de vezes antes que ele
desaparecesse e nós viéssemos para a Suíça ­ mas o fato que Ben realmente queria me manter
a salvo das coisas. Eu teria discutido sobre aquilo agora, mas minha mãe tirou um punhado de
ramos de lavanda seca, e começou varrendo o círculo.

Este é um ritual de limpeza, eu disse a Ben enquanto ela se movia pelo círculo, parando para
tocar cada pé das pessoas com a lavanda. Isso era para afastar do círculo as más influencias.

Por que ela esta tocando nossos pés?

Isso é para limpar você também. É tudo simbólico. Mamãe diz que muitas bruxas usam vassouras
para isso, mas ela acha que desse modo é muito estereotipado. Ao invés disso, ela gosta de
lavanda.

"Nós vamos agora começar a invocação do deus e da deusa." Minha mãe anunciou, tendo
completado a limpeza. "Normalmente eu agora chamaria os habitantes do local, mas por causa
de nossos irmãos e irmãs de Asatru estarem fazendo um sacrifício a uma curta distância, nós não

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queremos perturbar suas forças chamando sua atenção. Assim, nós vamos nos contentar
convidando a deusa e o deus para se juntarem a nosso círculo."

Aqui vem à parte da invocação, eu disse a Ben. Convidar a deusa para o círculo é chamado
"atraindo a lua." Fazendo o mesmo para o deus masculino é chamado "atraindo o sol."

Hmm. Dois deuses só?

Yup. Metade masculina e feminina, basicamente.

Minha mãe ficou no centro do círculo, seus olhos fechados, seus braços estendidos enquanto ela
falava a invocação para a deusa.

"Ar, água, terra, fogo,
Elementos das estrelas conspiram.
Deusa, mãe de todos,
venha para nós!
Dentro do círculo, bem ao lado do ônibus."

Eu pisquei em surpresa. Aquela não era a invocação normal. Evidentemente mamãe percebeu
que algo estava errado também, por que ela abriu seus olhos e olhou para um ônibus escolar na
proximidade que tinha sido convertido em um trailer por Desdemona. Ela balançou sua cabeça,
fechando seus olhos de novo, se focando.

"Nos mantenha a salvo da maldição ou da ameaça,
Assim como o desodorante nos protege do suor."

Alguém riu. Mamãe tinha seus olhos abertos de novo, franzindo a testa em branco.

Er... Isso parece uma invocação bastante incongruente, Ben observou.

Isso não está certo. Aquelas não são as palavras corretas. Por alguma razão, ela não esta
dizendo isso correto, eu respondi. Merda. Pergunto-me o que está acontecendo?

Eu não poderia dizer.

"Minhas desculpas, irmãs. Er, e irmão," mamãe disse, lançando a Ben um rápido olhar. "Eu
pareço estar um pouco... fora hoje à noite. Eu imploro sua paciência."

"É claro, você a tem," Desdemona disse. Ela se sentou perto de mim, o que era bom por um lado
(eu não gostava do modo que ela ficava atirando pequenos olhares para Ben), mas por alguma
razão, hoje a noite sua proximidade me fez sentir nervosa. Eu escapei um pouquinho para longe
dela, esperando que ninguém notasse. Wiccans eram muito boas em manter contato no círculo.

Se afastar de alguém era um insulto.

Mamãe deu uma profunda respiração e deu outro olhar.

"Do mar e montanha, deserto e árvores,
Pelo pessoal e espada e as pulgas de um cão sarnento.
Preste atenção ao nosso pedido!"

Silêncio caiu no círculo.

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"Ah, querida." Navy disse, se inclinando para falar com uma das wiccans locais. "Isso não está
certo, está?"

"Terra, Fogo, Água, Ar," mamãe disse com raiva, suas mãos em punho enquanto ela começava e
invocação para o deus.

"Elementos das estrelas conspiram,
Deus, pais de todos, venha a nós!
Não se preocupe sobre o homem, nós não faremos nenhuma confusão.
Nos guarde de todas as ameaças além
Me pergunto se sanguessugas se encontram lá no lago10?
Por varinha e copo e bola e bastão
Eu só sei que essas calças fazem minha bunda parecer gorda.
Preste atenção ao nosso pedido!"

Desdemona explodiu em risada com a invocação. Eu queria rir também, mas o olhar de horror no
rosto de minha mãe matou todos os pensamentos disso. Claramente alguma coisa estava tirando
minha mãe do eixo. Eu não podia perguntar a ela o que estava errado, porém, por que justamente
naquela hora, as coisas ficaram realmente estranhas.

"Deusa acima... isso é o que eu penso que é?" Mikaela perguntou, apontando para mim."

"Huh?" Eu perguntei, olhando abaixo para mim mesma como se eu tivesse derramado alguma
coisa em mim. Ben se levantou, olhando além de mim. Eu me virei para olhar e viu uma magra e
bela mulher com montes de cabelo longo loiro na sombra da barraca atrás de mim.

"É uma huldra11," uma das wiccans locais disse, sua voz silenciou todos com terror. Ou algo
assim.

"Isso é um rabo?" Eu perguntei enquanto a estranha curvatura se inclinava para pegar algo do
chão. Eu podia ter jurado que era uma cauda de uma vaca protuberando de debaixo de sua longa
saia.

"Sim, huldra tem caudas," Mikaela disse, também ficando de pé. "Eles são espíritos da floresta.
Um tipo de ninfa, na verdade. Eles são supostamente arautos de desastres, aparecendo
brevemente para avisar sobre a eminência de perigo, então desaparecem tão rapidamente
quanto..."

"Hei!" Eu gritei, pulando quando a mulher agarrou a bolsa que eu tinha colocado abaixo para
poder me juntar ao círculo. "Isso é meu!"

"Franny, não! Não quebre o círculo..."

Eu sabia que era ruim deixar o círculo antes dele ter sido formalmente desfeito, mas eu não podia
simplesmente deixar que a mulher ­ espírito, ninfa, seja lá o que ela era! - fugir com minha bolsa.
Ela tinha todo o meu dinheiro nela, por uma coisa ou outra, eu apenas não gosto de pessoas me
roubando. Então eu escapuli atrás dela enquanto ela corria além da barraca central, indo direto
para um pequeno grupo de árvores magricelas que demarcavam o limite da escavação
arqueológica.

10
N/T: Yonderpond - maneira arcaica de dizer ,,lá, distante, piscina lago
11
N/T: Huldra: Ser mitológico escandinavo. Ser da floresta que pode ter uma cauda de vaca ou de raposa.
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Você nunca deve correr atrás de um ser que você não conhece, Ben rebateu, sua forma escura
pulando atrás de mim, indo atrás da huldra loira.

Você é tão fofo, eu pensei para ele, aspirando só um pouco enquanto eu pulava sobre um tronco
de arvore caído. Ben era mais rápido do que eu (ele tinha pernas mais longas, além do mais,
aquela coisa toda de imortal nele), ma eu não eu não ia ficar parada e deixá-lo ser o Sr. Viril, e
pegar minha bolsa de volta. Quem quer que tivesse coragem para roubar de mim tinha que lidar
comigo, não com meu namorado. A escavação de arqueologia era na extremidade da ilha.

Ela não parecia muito com isso ­ um monte de trincheiras fundas e áreas onde blocos quadrados
de pedra tinham sido escavados e revelados, mas evidentemente havia coisas excitantes,
arqueologicamente falando. Bem no meio da escavação, em um ponto retangular irregular,
emoldurado com pedaços de pedra que Imogen tinha me dito que eram uma casa (o lugar de
morada principal dos Vikings que construíram essa área), Tibolt e sua gang estavam fazendo um
sacrifício, também em um círculo. Por que as árvores cercando a área a faziam escura, eles
acenderam algumas tochas e fincaram elas no chão, a luz lançada por elas fazendo estranhas
sombras tremeluzindo em todos, enquanto eles faziam o que quer que eles façam durante um
sacrifício.

Eu parei por um minuto para analisar a situação. Imogen estava lá, como eu sabia que ela
estaria, parecendo uma deusa em um brilhante vestido dourado e branco, enquanto ela ficava ao
lado de Tibolt. Ele estava vestido em alguma espécie de longo robe preto, eu acho que sua roupa
de mago. Eu não prestei muita atenção para o que estava acontecendo no círculo de sacrifício
por que além deles, a huldra se lançou para trás de uma árvore, e foi correndo através do local da
escavação em direção a uma área intrasponível de pedra.

Fran, me deixe pegá-la, Ben disse enquanto sua sombra tremulava dentro e fora entre as árvores.
Ele estava seguindo o caminho que a huldra fez, mas eu podia dizer que ele não iria pegá-la
antes que ela alcançasse o rochedo. Eu corri para minha direita, ao longo da beira do sacrifício,
esperando interceptá-la.

"Fran!" Tibolt gritou, me assustando por um segundo." Não, você não deve estar aqui!"

"Não se preocupe! Eu sei muito bem não me intrometer em um círculo," Eu respondi a ele, me
arremessando em frente, dificultada por um monte de terra solta que tinha sido escavada de um
dos buracos próximos. A huldra estava vindo direto para mim, muito ocupada observando Ben por
sobre seu ombro para me notar obstruindo-a.

"Não Fran, você tem que sair..."

De repente, a huldra chicoteou sua cabeça ao redor enquanto eu estava pronta para lançar e
desviou do meu bloqueio. Ao invés disso, ela pulou por cima do monte de terra comigo, minha
bolsa agarrada em uma mão, na outra estendida como se ela estivesse indo me empurrar para
trás da área desmatada. O chão debaixo de meus pés opôs-se, evidentemente tendo duas
pessoas nele, por que ele simplesmente cedeu embaixo de nós, enviando nós duas, a huldra e eu
para trás, na escavação ­ e no círculo de sacrifício.

Meu corpo rompeu o circulo e eu bati no chão duro, direto aos pés de Imogen. A huldra pousou
perto de mim. O impacto tinha tirado o ar de nós duas. Um alto barulho abalou a terra como um
terremoto. Eu o ignorei enquanto me atirava na huldra, puxando minha bolsa de sua mão. Ela
rosnou alguma coisa para mim em sueco que eu estava disposta a apostar que não era nada
educado.

"Luspudlar! " Eu atirei para ela, a pior coisa que eu tinha aprendido a falar até agora (isso significa
poodle coberto de piolho). Eu cuspi um pouco de terra, empurrando meu cabelo para trás de
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meus olhos então eu podia adicionar uma olhada que ensinaria a ela a não mexer comigo. "Não,
filha de uma aluspudel...santo sapo!"


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Capítulo 4
"É o valknut," Tibolt falou enquanto todos nós ficávamos em pé ao redor, atordoados. As pessoas
no sacrifício ­ cerca de cinco deles ­ tinham quebrado a formação em círculo e estavam agora
amontoados juntos em um grupo. Cercando todos nós estavam cerca de doze homens, todos
usando basicamente nada além de couro e perneiras12 de tecido, cada um carregando uma
espada realmente grande. Nenhum deles estava em um capacete ridículo de chifres (Mikaela me
disse mais tarde que os verdadeiros Vikings não usavam eles), mas eu sabia sem ninguém me
dizer nada que nós estávamos olhando para verdadeiros Vikings ­ ou melhor ­ verdadeiros
Vikings mortos, Vikings fantasmas, provavelmente os caras que tinham morrido nesse lugar.

Para ser honesta, eles pareciam tão surpresos em nos ver quanto nós estávamos em vê-los.

"Eu te disse que isso tinha o poder de levantar os mortos. Esse é o porquê eu o dei a você para
usar hoje a noite ­ para mantê-lo longe do poder do sacrifício.

"Ah, o pingente?" Eu puxei ele para fora de minha blusa, distraidamente notando que ele parecia
três vezes mais pesado do que o normal. "Você disse que ele tinha algo haver com os Destinos,
não que ele ia fazer um tipo de coisa como zumbi Viking."

O Viking mais próximo caminhou e espiou o pingente. Ben se moveu para ficar ao meu lado, um
gesto protetor que simultaneamente aqueceu meu coração e me chateou. "Ah.Vikingahärta," o
Viking disse, acenando, então virou para seus companheiros fantasmas e gritou algo que fez
todos eles gritarem como demônios.

"Que inferno é isso?" Eu perguntei, me impulsionando para mais perto de Ben. Ele envolveu um
braço em volta de minha cintura. Eu não fiz nenhum protesto, não com uma dúzia de fantasmas
Vikings gritando ao nosso redor.

"Eu acho que é seu grito de guerra," Ben respondeu.

"Eles estão felizes por estarem ressuscitados," Tibolt disse, finalmente olhando acima. "Eles estão
chamando Tyr, o deus da guerra. Está tudo acabado agora."

"Tudo acabado? O que está acabado?" Imogen perguntou, parecendo preocupada. "Eu não
entendo o que foi que aconteceu aqui. Por que há fantasmas? O que o colar de Fran tem haver
com isso? E por que eles estão gritando ,,holle, holle para ela?"

Eu estava para perguntar essa última pergunta. O Viking que tinha examinado o valknut estava
de volta em frente a mim, levantando sua espada no ar enquanto insistia em um cântico.

"Holle era a deusa da morte," Tibolt disse, ficando de pé. Seus ombros vergados, como se ele
estivesse cansado, e pela primeira vez desde que eu o conheci, ele não parecia exercer a mesma
atração em mim. Eu me perguntei se seu glamour, ou seja, lá o que ele tinha estado usando tinha
se exaurido, ou se o pingente tinha algo haver com isso. "Ela é a filha de Loki. O Valknut,
combinado com o poder de invocar pelo sacrifício é que os ergueu. O que aconteceu aqui é
lamentável ­ eu esperava evitar esse resultado, já que ele estava próximo. Mas o que está feito,
está feito."

"Um, onde você está indo?" Eu perguntei enquanto ele reunia uma pequena sacola de couro e
começava a se afastar. Os outros fizeram o mesmo, embora eles também atirassem pequenos

12
N/T: Leggings ­ Perneiras são protetores de perna
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olhares confusos entre Tibolt e os Vikings. "Você vai pegar alguma coisa para colocar esses
fantasmas de volta?"

"Não," ele respondeu sem nem mesmo virar a cabeça. "Eu não tenho os meios de fazer isso."

"Quem tem?" Ben perguntou depois dele. Imogen se moveu para ficar próxima a nós, olhando
para os Vikings como se eles fossem alienígenas.

"O mestre," Tibolt disse, então ele e os outros desapareceram na floresta, deixando nós três
cercados de fantasmas Vikings.

"Mestre? Que mestre?" Imogen perguntou, franzindo a testa ligeiramente.

"Qualquer um que chama a si mesmo de mestre não pode ser bom," Ben disse, olhando os
fantasmas. "Mas este é um ponto controverso desde que ele não esta aqui, e nós estamos. Eu
acho que nós deveríamos sair também."

"E o que?" eu perguntei, acenando minha mão em direção a eles. "Apenas deixá-los aqui gritando
e tudo o mais? Ben, eles são fantasmas! A equipe de escavação vai chegar aqui de manhã e
encontrar fantasmas vagueando ao redor do local. Você acha que ninguém vai notar isso?"

Ele suspirou, sua mente um suave toque contra a minha. Isso não é da nossa conta.

Sim, é. Eu sou quem evidentemente os trouxe de volta.

"Isso não foi intencional," ele argumentou, me puxando atrás dele enquanto ele começava a sair
do local de escavação.

"Isso não importa, eu ainda..."

"Você está partindo, Holle?" uma voz perguntou atrás de nós. Nós giramos ao redor, olhando para
o grande Viking que tinha estado perto de mim. "Nós acabamos de chegar. Por que você está nos
deixando?"

"Você fala inglês?" Eu perguntei, espantada, meus pés indo em uma parada.

"É claro. Nós não tínhamos muito a fazer ao longo dos séculos mas observávamos os visitantes e
aprendíamos suas línguas." O Viking franziu a testa. "Eu sou Eirik Redblood. Estes são meus
homens, minha família, meus irmãos. Quem você deseja que nós massacremos?

"Massacre?" Eu perguntei, a palavra saindo como um esguicho. "Ninguém!"

"Desapareça, espírito," Ben disse, acenando sua mão em direção a Eirik. "Nós não precisamos de
você neste lugar."

Todos os Vikings caíram na gargalhada, um par deles se dobrando e enxugando suas lágrimas.
As sobrancelhas de Ben se puxando juntas em uma careta surpreendida enquanto ele os
observava. Ele levantou sua mão em direção a eles de novo. "Eu ordeno a vocês que partam
agora."

Isso fez os Vikings rirem ainda mais forte.

"Uh ­ oh," eu disse, espreitando Ben com o canto de meu olho. Ele não parecia feliz. Essa era a
mãozinha que faria alguma coisa?

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Sim

Oops

Eirik veio em nossa direção, levantando sua espada, então a ponta estava quase tocando o
pescoço de Ben. "Você não tem poderes sobre nos, Dark One. Não aqui, na terra que está
ensopada com nosso sangue."

"Ok. Hora de nós sairmos, eu acho," eu disse andando para trás cuidadosamente, puxando a
parte de trás da jaqueta de Ben. Ele não se moveu, é claro. "Um, Ben? Vamos."

"Eu vou ficar aqui até que você e Imogen estejam seguras longe," ele respondeu em sua voz de
cara machão. Eu quase rolei meus olhos, mas não o fiz porque não era a hora, nem o lugar para
um olho rolando e fazer isso com um grande mau fantasma Viking, segurando uma espada para o
pescoço de seu namorado não é uma delas.

Os olhos azuis de Eirik se estreitaram enquanto ele olhava para mim. "Você conhece esse Dark
One, Holle?"

"Meu nome não é Holly, é Fran, e sim, eu o conheço. Ele é... er... ele é meu..."

Seus olhos se estreitaram ainda mais. "Ele tem você prisioneira?"

"Para trás, Fran," Ben disse, se movendo ligeiramente para o lado para bloquear a visão de Eirik
em mim.

"Não," eu disse em um suspiro, respondendo ambas as perguntas de Ben e Eirik com uma
palavra enquanto eu soltava a jaqueta de Ben e ficava ao lado dele. "Não, ele não me mantém
prisioneira, e não, eu não vou me afastar. Ben é meu namorado, ok? Agora, por favor, afaste sua
espada. Ela está me deixando realmente nervosa."

Para minha surpresa, Eirik fez o que eu pedi. "Como queira, Holle. Quem nós temos que destruir,
se não é este Dark One? A mulher?"

Imogen que tinha estado observando tudo silenciosamente, arfou seus olhos prateados piscando
sobre ele. "Eu gostaria de ver você tentar!"

"Por que você fica me perguntando quem eu quero destruir?" Perguntei. "E por que você insiste
em me chamar de Holle? Eu não sou a deusa da morte, ou seja, lá o que Tibolt disse que ela era.
Meu nome é Fran, eu trabalho na Feira Goth, e Ben e Imogen são meus amigos."

"Você nós trouxe, então nós somos seus para comandar, ó poderosa deusa Fran." Eirik disse, se
curvando em um joelho. "Nós estamos ligados a você até que você chame as Valkyrias para nos
levar para Valhalla."

"Justo quando eu pensei que minha vida não podia ficar mais estranha." Eu murmurei.

"Diferente do bruto que se ofereceu para me matar, eu acho que eles são bastante charmosos,"
Imogen disse, sorrindo para um fantasma Viking semi nu. Para minha surpresa, ele sorriu de volta
para ela.

Alguma idéia sobre o que devo fazer para me livrar deles? Eu perguntei a Ben.

Nenhuma, eu temo, ele respondeu com um olhar confuso em seu rosto. Fantasmas estão fora do

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meu alcance de experiência Provavelmente a melhor coisa a se fazer é perguntar a eles. "Como
Fran pode libertar vocês?" Ele perguntou a Eirik.

As narinas de Eirik se inflaram enquanto ele olhava para Ben, dos pés a cabeça. Ben não era tão
grande e volumoso quanto Eirik, mas ele não era magrelo nem um pouquinho, também. Ao meu
lado, todos seus músculos tencionaram como se ele estivesse para se jogar à frente.

"Você está se unindo com a deusa?" O Viking perguntou.

"Sim," Ben disse sem nem mesmo um segundo de hesitação.

"Whoa! Nós não estamos unindo!" Eu disse, dando a ele um olhar. "Tudo o que eu fiz foi beijar
você!"

Os olhos de Eirik se iluminaram enquanto ele dava um passo à frente. "Você não está unida com
o Dark One? Bom. Eu sempre tive o desejo de unir com uma deusa."

"Unir?" Eu perguntei me segurando, mesmo apesar de Eirik ter dado outro passo em minha
direção, por que eu não deixaria ninguém me intimidar. O braço de Ben se apertou ao redor da
minha cintura.

"Juntar13" Eirik disse, com um sorriso que fez isso malditamente claro do que ele estava falando.

"Ah, esse unindo! Que boba eu sou! Sim, nós estamos. Ben e eu, é isso. Nós estamos unindo
tanto, todas as noites. As vezes quatro ou cinco vezes por noite," eu disse, percebendo que era
melhor com Ben que eu sabia que podia confiar ­ com Eirik eu não tinha tanta certeza.

"Eu não estou me unindo com ninguém," Imogen disse, sorrindo de novo para o Viking atrás de
Eirik.

"Imogen!" Ben rosnou. "Comporte-se. Eles são fantasmas."

"Sim, mas são gracinhas. Você é corpóreo?" Ela caminhou à frente e colocou sua mão na direção
do peito do Viking gostoso. Para minha surpresa, sua mão não chicoteou através dele. Ao invés,
ela parou e descansou sobre seu peito nu. Imogen deu um gritinho de alegria. "Você é! Que
excitante!"

Ben xingou sob sua respiração. Eu belisquei sua mão para lembrá-lo que Imogen não ficaria feliz
se ele fizesse confusão sobre quem ela se encontrava. "Você não respondeu minha pergunta,
Viking. Como Fran liberta você?"

Eirik olhou para mim. "Eu vou responder a ele por que ele se une a você, mas se você mudar de
idéia sobre ele a qualquer hora, eu ficarei feliz em..."

"Obrigada," eu disse rapidamente, imaginando que todos nós ficaríamos mais felizes se ele não
terminasse a frase. "E sobre a coisa de libertar?"

Ele deu de ombros. "Você é a deusa. Você deve saber melhor como fazer isso."

"Mas eu não sou uma deusa." Eu protestei.


13
N/T: Onde se lê unir e unindo houve um jogo de palavras muito engraçado em inglês. Mate significa entre outras coisas acasalar,procriar, unir e
rut (Eirik fala por fim) é entre outras coisas juntar e também estar no cio ! No caso a ligação é mental, não sexual como Fran pensava.
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30 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Você porta o Vikingahärta, e você nos chamou para erguermos. Só uma deusa pode fazer tal
coisa." Ele insistiu.

Ótimo. Agora o quê é que eu vou fazer? Eu não sou tão deusa.

"Você não sabe como ela pode libertar você?" Ben perguntou enquanto eu dava um rosnar
mental.

"Não" Eirik respondeu parecendo levemente aborrecido. "Nós somos guerreiros. Vikings filhos dos
deuses ­ não os próprios deuses. Tais coisas não são do nosso interesse."

Claramente a resposta descansa no pingente, Ben disse. O loiro disse mais cedo que ele era
responsável por erguer os fantasmas ­ talvez se nós soubéssemos mais sobre ele, nós
pudéssemos descobrir como utilizá-lo para libertar os fantasmas.

Boa idéia. Eu irei perguntar a Tibolt.

"Quais são seus interesses?" Imogen perguntou sua voz sedosa enquanto ela acariciava o peito
do Viking.

"Guerra!" Eirik gritou.

"Pilhagem!" Outro gritou.

"Mulheres," o fantasma que Imogen estava tocando disse em um quase ronronar. Eles sorriram
de novo um para o outro.

"Ah, pelo amor de Cristo..." Ben murmurou para si mesmo.

Você gostaria que eu tocasse seu peito desse jeito? Eu perguntei a ele, assistindo Imogen
enquanto ela murmurava no ouvido do Viking. Ele riu e se inclinou para sussurrar na orelha dela
também.

Os olhos de Ben normalmente em um delicioso castanho com dourado e manchas pretas neles,
foi para a cor de carvalho mel. Amor, isso nos levaria a ficar realmente sendo ligados. O que
significaria que nós estaríamos Unidos. E eu não acho que você está pronta para isso ainda.

Saquei. Sem toques no peito.

Um pequeno suspiro infeliz varreu através dele, mas ele o interrompeu antes que eu pudesse
dizer alguma coisa. "Vamos lá achar esse Tibolt."

"Ok." Eu disse, me virando em direção ao campo, mas Ben não me seguiu como eu esperava. Ao
invés disso ele e Eirik estavam se confrontando. "O que é agora?"

"Ele estava indo com você," Ben rosnou, fazendo a parte macho que eu estava começando a
pensar que ele realmente amava. Eu suspirei para mim mesma. Essa era uma das coisas que
nós tínhamos que superar, mas percebi bem que não era à hora para fazer isso.

"Caras você não querem ficar aqui?" Eu perguntei a Eirik, acenando minha mão para indicar o
lugar de escavação. "Você disse que este lugar era seu lar, certo?"

"Até que você nos invocou. Agora nós seguimos você." Eirik respondeu e suficientemente certo,

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que todos eles se alinharam atrás dele, o Viking de Imogen deu a ela um olhar cobiçoso enquanto
ele o fazia.

"Você não vai incomodar a Fran de modo algum," Ben disse teimando, cruzando seus braços
sobre seu peito.

Eu voltei para ele e pus uma mão sobre seu braço, dando em seu bíceps um pequeno aperto
(que eu tinha que admitir, me fez dar um gritinho interno feminino, mas ele não precisa saber
disso). "Lembre-se da regra número um - a Fran pode cuidar de si mesma. Bom. Então você pode
parar de ser másculo e coisa e me deixar preocupar comigo mesma."

Ben me atirou um olhar ultrajado que me disse muito o que ele pensava sobre a regra número
um.

"Hey, Imogen e eu surramos um demônio mês passado por nós mesmas!" Eu parei de apertar e
envolvi ele com um braço. "Nós paramos ele de matar você, também!"

"Eu tinha a situação totalmente sob meu controle," ele respondeu, sua voz baixa como se ele
estivesse murmurando por alguma razão, que apenas me fez querer beijá-lo. "Se você e Imogen
não tivessem interferido..."

"Ah, pelo amor de Deus, irmãozinho." Imogen disse enquanto ela vagava até nós. "É 2006, não
1806. Fran e eu somos bem capazes de cuidar não só de nós mesmas, mas de você também."

"Eu não preciso de ninguém cuidando de mim," Ben bradou, seus olhos ficando negros enquanto
ele encarava sua irmã.

Imogen sorriu para ele e beijou sua bochecha. Ele rosnou algo mais. "Tão típico homem
Moravian. Eu fiz o meu melhor por ele, Fran, mas claramente você terá muito trabalho pela frente.
Eu acredito que eu deva ir para a terra firme e ver o que esta acontecendo no clube noturno
local." Ela lançou um olhar por sobre seu ombro para seu amigável Viking. "Se alguém se
importar em se juntar a mim, eu ficaria feliz em ter companhia."

Ben abriu sua boca como se ele tivesse indo proibi-la, mas eu cravei minhas unhas dentro de seu
pulso, ao invés ele então apenas olhou para mim.

O Viking de Imogen olhou primeiro para Eirik, então para mim. Eu percebi com um pouco de
surpresa que ele estava esperando por permissão. "Claro," eu disse, acenando para Imogen.
"Vão em frente. Todos vocês. Eu... er... aqui lhes dou solenemente sua permissão para fazer seja
lá o que vocês quiserem fazer sem me pedir primeiro. A menos que seja algo ruim, não o faça.
Ok?"

Os Vikings se espalharam como bolas de bilhar, um par deles saindo com Imogen para a cidade
mais próxima no continente, alguns indo para a barraca principal, o resto vagueando em torno da
área da feira. Só Eirik permaneceu ficando com Ben e eu.

"Você não quer ir a cidade com Imogen e os outros?" Eu perguntei a ele, meio surpresa dele
querer ficar para trás.

"Não. Meu dever é ficar próximo a deusa em caso de ela precisar de mim," ele disse, caindo no
lugar ao meu lado esquerdo enquanto Ben ia no meu lado direito. Nós fomos em direção às luzes
e barulho da Feira, que ainda tinha algumas horas para funcionar.

"Eu vou cuidar de todas as necessidades que Fran tem," Ben disse rigorosamente.

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Nós estão estamos indo ter uma pequena conversa mais tarde, eu falei para ele.

Sim. Sim, nós vamos. E é sobre a hora que nós temos algumas coisas incompreendidas.

Eu mandei para ele uma careta mental, e decidi que ele precisava ser ignorado por um minuto ou
dois. "Então, vocês morreram todos juntos aqui?" Eu perguntei a Eirik. "Isso foi... um... ruim?
Morrer?"

"Nós lutamos e morremos com muita honra," ele disse orgulhosamente. "Havia doze de nós para
centena de noruegueses; Nós enviamos três vezes o nosso número para Valhalla antes de eles
terminarem conosco."

"Wow. Isso é bastante matança."

"Nós somos Vikings. É o que nós fazemos de melhor," ele disse modestamente. "Havia uma
sacerdotisa em seu grupo, não estava lá? Eu a vi. Ela tem cabelo da cor de um corvo, que se
levanta como moitas ingovernáveis. Se eu não posso me unir com uma deusa, uma sacerdotisa o
faria."

"Essa deve ser Mikaela, mas ela tem um marido," eu disse, deslizando um rápido olhar em
direção a Bem. "Há uma garota trabalhando na Feira que não tem um namorado, no entanto. Seu
nome é Desdemona. Ela é uma conselheira de viagem no tempo pessoal."

"Hmmm." Eirik pareceu pensativo.

"Fran? Onde você esteve... oh. Oí, Benedikt. Quem é esse?" Nós tínhamos alcançado a beira da
área da feira, mantendo-nos nas sombras tanto quanto era possível por causa de Ben. Soren
saltou fora da barraca principal e ficou com suas mãos nos quadris, olhando primeiro para Ben, e
então para Eirik. "Por que ele está vestido tão engraçado?"

"Ele é um fantasma e um Viking, e eu tenho certeza que isso não é engraçado para ele." Eu disse
fazendo um levantar de sobrancelhas alertando para Soren. "Eirik, este é Soren. Ele é filho de um
dos proprietários da Feira, e é um mágico em treinamento. Ele também está me ensinando a
cavalgar. Soren, este é Eirik Redblood, líder dos Vikings que foram mortos no local de escavação.
Ele... uh... foi chamado de volta acidentalmente.

Soren piscou duas vezes, então acenou. "Um fantasma Viking. Ok. Quanto tempo você vai ficar
aqui?"

"Er... Nós não temos certeza quanto a isso. Há outros onze, também, embora alguns saíram com
Imogen para uma casa noturna local." Eu enruguei meu nariz enquanto algo me ocorria. " O que
as pessoas na cidade vão pensar de um bando de caras vestidos em couro e perneiras?" Eu
perguntei a Ben.

Ele balançou um ombro. "Ele podem começar um novo estilo de tendência."

"Onde está a Desdemona que você falou?" Eirik me perguntou, escaneando a multidão vagando
ao redor da feira. Mesmo ele ficando a uma boa cabeça mais alta do que qualquer um, e
estivesse vestido como um antigo Viking, ninguém parecia estar prestando qualquer atenção
nele. Todos corriam de um lado para outro em torno dos vários estandes e barracas que
formavam um beco, lentamente amontoando-se por nós para dentro da barraca principal, onde o
segundo ato de mágica estava prestes a começar.

Eu apontei abaixo para a extremidade do lado direito das cabines. "Vê a grande ampulheta acima
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do toldo listrado de verde? Esse é o estande de Desdemona. O segundo show está prestes a
começar, a maioria das pessoas vai assistir isso, se você quiser falar com ela. Embora eu deva
alertá-lo ­ ela é um pouco estranha quando começa com o assunto de viagem no tempo."

Soren deu um risinho. "Você só diz isso por que ela insiste que você é a reencarnação de
Cleópatra."

Ben riu, pegando minha mão e esfregando o polegar sobre o anel que eu usava o anel que tinha
pertencido a sua mãe o que ele tinha me dado no mês passado. "Fran?"

"Ei, você não tem que dizer isso em tal tom descrente," eu disse. "Eu poderia ser Cleópatra!"

"Eu não acredito em reencarnação," ele disse, sorrindo para mim.

"Eu não sei o que essa viagem no tempo é, mas eu gosto de navegar. Eu vou tentar isso," Eirik
disse, e sem nenhuma outra palavra ele foi marchando pelo corredor abaixo em direção a cabine
de Desdemona.

"Ele é uma surpresa," eu disse, sorrindo.

"Sim. Grande surpresa." Soren olhou acima enquanto seu pai e minha mãe caminhavam até nós.

Eu vacilei. Mamãe tinha uma expressão muito infeliz em seu rosto, mas tudo o que ela disse foi,
"Eu falo com você mais tarde sobre seu comportamento no circulo."

"Soren, Bruno está pronto?" Peter perguntou, levantando uma sobrancelha para seu filho. "Não?
Então vá, o show está prestes a começar. Ah, Ben, você está de volta para nós?"

"Sim, estou," Ben disse, apertando a mão de Peter. "eu provavelmente estarei por aí por
enquanto. Eu estou com Imogen, então se houver algo que eu possa fazer para ajudar, me deixe
saber."

"Eu vou, obrigado." Peter gritou algo para um dos caras carregando uma caixa contendo seu
equipamento de ilusionismo. "Eu preciso ir agora. Eu já disse a eles centenas de vezes o quão
valioso esse equipamento é, mas eles não me escutam..."

Peter se apressou para armar o segundo show. Mamãe me deu um olhar de alerta e se foi. Ben
deslizou seu queixo enquanto ele a assistia. "Eu imagino o que estava acontecendo com as
invocações dela."

"Provavelmente aquela huldra. Ou os fantasmas. Suas invocações podem falhar se existirem
elementos instáveis na área." Eu dei de ombros e sorri. "Então, você vai ficar por aqui por um
tempo dessa vez? Sem sumir sem uma palavra para ninguém?"

Seu dedo roçou sobre minhas articulações dos dedos. Meus joelhos ficaram um pouco fracos
com o toque, mas eu disse a eles para se mandarem dessa coisa de menina. "Eu sinto muito
sobre isso. Foi inevitável, mas eu lamento não ser capaz de dizer a você que eu tive que ir antes
que fosse chamado."

"Chamado por quem?" Eu perguntei, jogando as regras gramaticais ao vento.

Ele só roçava meus dedos e não respondeu. Eu suspirei. Só por que ele não podia mentir para
mim, isso não significava que ele tinha se manter calado sempre que eu fizesse uma pergunta
que ele não queria responder. Quero dizer de verdade.

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34 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Eu não vou dizer a ninguém se você esteve fora fazendo algo, você sabe..." Eu fiz umas garras
de morder com os dedos ­ vampiresco. "Você pode confiar em mim, Ben. Eu não vou desistir de
você."

"Eu confio em você com minha vida," ele disse, puxando minha mão para cima e dando em meus
dedos um beijo. Meu estômago fez uma cambalhota. "Mas esta situação relaciona a mais
ninguém a não ser eu, e eu não estou em liberdade ainda de dizer a você sobre isso."

Eu suspirei de novo. "Ok. Mamãe disse que eu tenho que respeitar sua privacidade, embora ela
dissesse junto coisas sarcásticas sobre caras que fogem sem dar uma palavra. Mas eu confio em
você, também, então eu não vou dizer nada mais sobre isso. Por agora."

Ele sorriu e beijou meus dedos de novo, seu hálito quente sobre meus subitamente dedos
sensíveis. Quem diria que uma mão poderia ser tão sexy?

"Mas... um... o que trás a um outro assunto." Eu mordi meu lábio, um pouco envergonhada. Eu
lembrei a mim mesma que não havia nada de errado nisso, e falei sem pensar antes que eu
mudasse de idéia. "Eu sei que um cara normalmente perguntaria isso, mas eu estou em
igualdade de direitos e outras coisas, então eu estava me perguntando se você gostaria de sair
em um encontro comigo? Um encontro de verdade, não um passeio em sua moto como nós
fizemos na Hungria, mas um encontro de verdade, do tipo onde eu me produzo e tudo mais.
Talvez nós pudéssemos ir a um jantar e ver um filme ou algo assim, se nós tivermos filmes em
inglês aqui. Ou tanto faz. Se você não quiser, está tudo bem, também. Eu só pensei que talvez..."

Ele riu e me deu um rápido beijo, quase um não beijo, apenas um roçar de seus lábios. Foi o
suficiente para me parar de falar bobagem mais e mais, mas não o suficiente para fazer alguém
nos notar. "Eu adoraria sair em um encontro. Jantar e filme soam ótimo. Quando você gostaria de
ir?"

Me levou alguns segundos para me recuperar do beijo. "Que tal no domingo? Há só um show nas
noites de domingo, e nós podemos sair depois do último ato de mágica."

"Três dias a partir de agora?" ele perguntou, sorrindo.

"Sim, bem, eu estou com reservas até então." Eu disse, tentando soar sofisticada. O que eu não
disse a ele é que meu estômago estava virando cambalhotas com idéia de um verdadeiro, santa
mãe, encontro com ele. Eu precisaria daqueles três dias para me ajustar no ponto de onde eu
podia sair com ele sem passar o tempo inteiro beijando-o. Que é o que eu queria fazer agora. Só
de estar em pé próxima a ele me fazia sentir um formigamento, da mesma fora que o pingente
fazia.

"Muito bem, domingo então." Ele foi para trás do estande de demonologia, me puxando para as
sombras com ele. "Talvez nós devêssemos selar o acordo com um beijo?"

"Soa bom para mim," eu disse, me inclinando contra ele, bebendo de seu maravilhoso cheiro de
couro e picante que era puro Ben.

"Me deixe ouvir o nome daquele lugar em Welsh de novo," ele disse, seus olhos quase ficando
dourados.

Eu estava prestes a dizer a ele quando Soren saiu correndo da barraca principal, gritando meu
nome. Soren não corria muito rápido por causa de sua perna, então ele para se mover assim
tinha que significar alguma coisa. "Eu estou bem aqui... o que aconteceu?" Eu perguntei enquanto
Ben e eu íamos para o corredor.
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35 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"É Tesla," Soren disse, mancando em minha direção, uma corda na sua mão.

"Ah, não, é algo de errado com ele? Ele está doente?" Eu perguntei, começando a ir em direção a
área onde os cavalos eram mantidos.

"Eu não sei," Soren gritou atrás de mim enquanto Ben e eu corríamos em direção ao pasto. "Ele
não está lá. Ele se foi. Eu acho que ele foi roubado."


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Capítulo 5
Soren estava certo. Eu tive minhas dúvidas quando ele disse que ele pensava que Tesla tinha
sido roubado ­ quem iria querer um cavalo velho branco sujo? Mas a área onde Tesla e Bruno
tinham sido amarrados estava vazia. A corda de Tesla estava assentada próxima a uma rocha,
bem ao lado de um balde de água.

"Alguém cortou isso," Ben disse, tocando as fivelas abertas. "Ele não tiraria isso por conta
própria."

"Viu?" Soren perguntou enquanto ele arfava seu caminho até nós. "Ele foi levado, sim14."

"Olhe dessa maneira." Eu hesitei por um minuto, então despi as camadas de látex e renda das
luvas que eu usava para manter distante a leitura de tudo o que eu tocava, e estendi minha mão
para a corda. Ben a colocou através de minha mão, cuidadosamente para distanciar o toque de
minha mão. Embora ele fosse uma das poucas pessoas que eu não me importava de tocar, eu
não queria confundir minhas habilidades psicomotoras apanhando algo que ele estivesse
sentindo ao invés do que a pessoa que desamarrou a amarra.

"Bem?" Soren perguntou enquanto eu selecionava através das imagens que vinham para minha
mente tão logo meus dedos se fecharam sobre o punho de couro. "Quem o levou? Bruno está em
perigo? Eu devo dizer a meu pai que há um seqüestrador de cavalo por ai."

"Eu não acho que seja um seqüestro15," Eu disse me focando no punho.

"Quem tocou isso, Fran?" Ben perguntou, sua voz quieta mais cheia de preocupação. Ele sabia o
quanto Tesla significava para mim.

"Ben, Soren, Peter, Karl..." Estes últimos três fazem sentido. Todos eles ajudaram tomando conta
de cavalos, carregando e descarregando eles no trailer de cavalos quando nós nos mudávamos
de uma cidade para outra, então não havia surpresa que uma vez ou outra eles pegassem nas
amarras. Mas foi a quinta pessoa que tocou ela que me preocupa. "...e alguém mais. Alguém que
eu não conheço. Alguém... diferente?"

"Diferente como?" Ben perguntou. Eu estendi a ele a amarra e virei para olhar o campo aberto. Eu
não achei que Tesla estaria escondido nas sombras, mas eu tinha que olhar para longe.

"Diferente como não humano."

"O que?" Soren perguntou sua boca caindo aberta. "Não humano? Você quer dizer como um
fantasma?"

"Eu não sei o que ele é, além de que ele não tem nenhum sentimento que seja."

"Sem sentimentos?" Soren franziu a testa.

"Sim. Nenhum que seja. Todos deixam algum tipo de emoção residual para trás quanto eles
tocam algo, mesmo Ben quando ele tenta fechar suas emoções... eu posso sentir que é ele quem
tocou. Mas o cara que tocou a amarra não era normal. Não é humano."

"Ou fortemente blindado," Ben disse, parecendo pensativo.

14
N/T: Ja é o sim em alemão
15
N/T:Horsesnapper ­ o ato ou a pessoa que coloca um cavalo para dormir com o fim de roubo ou seqüestro do animal
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"Há muitas pessoas capazes de bloquear quem são completamente. Bruxos e similares."

"Magos?" Eu olhei abaixo a amarra. "Mikaela disse que Tibolt era um mago."

"Porém você saberia se foi ele quem pegou Tesla," Soren apontou, batendo em um pernilongo
sobre seu braço.

Eu balancei minha cabeça. "Eu não toquei ele com minhas mãos descobertas." Algo me ocorreu
então. "Ah, ótimo. Eu não toquei um bando de pessoas que trabalham aqui ­ o que significa que
eu vou ter que ir fazendo a coisa toca-e-sente com todo mundo. Eu odeio isso!"

"Talvez não seja necessário," Ben disse, um estranho olhar abstrato sobre seu rosto. "Há um
adivinho aqui, não há?"

"Adivinho? Não que eu conheça."

"Hmmm. Talvez haja alguém mais próximo que nós podemos pedir ajuda."

"Tanto faz." Eu disse ansiosa por achar Tesla. "Tudo isso de ficar parada e conversando não vai
encontrá-lo. Ele pode estar lá fora sozinho, ou sendo abusado ou algo assim. Ben? Podemos ir
procurá-lo, por favor?"

"Absolutamente. Eu vou pegar minha moto e apanhar você." Ele jogou a amarra próxima ao balde
e correu para pegar sua motocicleta.

"Eu ajudarei a procurar, também, mas o show está prestes a começar," Soren disse, lançando um
olhar preocupado sobre seu ombro em direção a barraca principal. "Na verdade..."

"Vá," eu disse, fazendo movimentos de enxotar com ambas as mãos. "Não se atrase com Bruno
ou seu pai vai matar você."

Ele se apressou, me deixando sozinha no campo vazio. Eu tentei me abrir para isso. Mamãe me
disse que era a forma adequada para entrar em contato com outros seres e estranhas coisas
como essa, mas eu acho faltou o gene de "abertura" ou algo assim, por que tudo o que eu senti
foi à brisa da noite e um par de manchas residuais de coceira.

"Pronta?" Ben perguntou, eu desisti e corri para o campo onde as pessoas estacionavam. Ele
estava em sua moto, ocupando-se com uma das alavancas (tinha que ser uma das coisas dos
caras ­ eu nunca ouvi nada de errado com a moto), seu longo cabelo preto puxado para trás em
um rabo de cavalo.

"Eu estou pronta, embora eu não saiba onde começar procurando. Eu acho que nós vamos ter
que olhar por cada lugar que nos pudermos ­ Urgh. Isso não!"

Eu fiz uma careta para o capacete que Ben segurava em sua mão.

"É uma regra de sua mãe," ele disse, o dando para mim. Eu olhei para ele. Eu odiava usar um
capacete, mas minha mãe tinha batido o pé depois que ela me pegou dirigindo com Ben sem um.

"Você não está usando um," Eu apontei, sabendo que era estupidez me zangar, mas me sentindo
desse jeito de qualquer forma.


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"É por que eu sou imortal." Ele fechou sua jaqueta de couro e estendeu sua mão para mim. "Se
nós batermos e eu esmagar minha cabeça, isso não fará nada demais, só me aborrecer por um
tempo. Você é um pouco mais frágil."

"Bom, você fica dizendo que eu sou sua Amada e tudo o mais. Eu pensei que elas eram imortais
como Imogen."

"Amadas são imortais tal como as mulheres Moravian, sim, mas você não é minha Amada ainda.
Pelo menos, não oficialmente. A menos que você queira fazer a troca de sangue?"

Eu pensei por um momento que ele estava seriamente me pressionando para fazer a coisa toda
"salve sua alma, me ligando a ele para sempre", mas seus olhos escuros estavam piscando por
baixo da sombra jogada pelo brim de seu chapéu.

"Outra hora, garoto vamp," Eu disse, dando a ele um murrinho em seu braço para deixá-lo saber
que eu me importava. Ele riu e se jogou um pouco a frente enquanto eu rastejava para sentar
atrás dele, grata por estar usando shorts ao invés de uma saia.

Ele olhou atrás para meus joelhos nus, movendo-se para trás até que eu estivesse pressionada
forte contra suas costas. "Eu espero que você não sinta muito frio."

"Eu calculei que você me manteria quente." Eu me inclinei em suas costas, envolvendo meus
braços ao redor dele, enquanto ele acelerava a moto e saia. Eu levei alguns minutos para tirar
minha mente do realmente delicioso cheiro da jaqueta de couro e de Ben (ele tinha que estar
usando algum tipo de pós-barba ou algo assim), mas eventualmente, eu parei de fungar em seu
pescoço e no rabo de cavalo, e comecei a procurar ao redor enquanto ele nos dirigia através do
campo.

Nós procuramos por Tesla até as duas da manhã. Por que na noite branca, nós podíamos
aumentar a procura ao redor e procurar por um cavalo sendo colocado para dormir muito
facilmente, mas infelizmente, quem quer que tenha levado Tesla, o escondeu bem. Depois de um
tempo nós voltamos a Feira, eu estava chateada, com raiva, e frustrada.

"Eu lamento, Fran!" Ben disse enquanto eu descia de sua moto. Eu queria chorar, mas eu sabia
que isso era burrice ­ Tesla não tinha sido machucado (pelo menos eu não queria pensar que ele
tinha), ele foi apenas roubado. "Eu vou continuar procurando por ele."

"Procurar onde? Nós olhamos em toda parte por um raio de duas horas. Se alguém tiver partido
direto com ele e continuado dirigindo, nós nunca seremos capazes de encontrá-lo de qualquer
maneira."

Ben saiu da moto e me puxou para um abraço. "Nós vamos achá-lo, Fran. Eu prometo a você que
nós o encontraremos," ele disse sua respiração penteando meu cabelo.

Eu me debrucei contra ele, um estranho senso se rastejando sobre mim que me distraiu por um
minuto de Tesla. Eu tinha dito a Ben no mês anterior que eu estava disposta a tentarmos a coisa
de namorada/namorado, mas eu tinha dito que era só por que eu gostava muito dele. Eu não
tinha comprado de verdade essa coisa toda de Amada ­ embora isso me desse um sentimento
caloroso ao pensar sobre isso ­ mas logo depois que nós partimos da Hungria para França, Ben
desapareceu para fazer o que quer que fosse da coisa misteriosa que ele não podia me dizer,
então nós realmente não tivemos muito tempo para estar juntos.

E agora, lá estava eu em pé em seus braços, me inclinando contra ele, sentindo calor e felicidade
apesar do fato de que eu estava doente de preocupação com Tesla. Eu não podia me impedir de
pensar que as coisas seriam muito maravilhosas porque nós estávamos juntos, e também, eu
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estava com vergonha de dizer, mas eu estava mais do que um pouco afoita por que de um milhão
de garotas vagando ao redor do mundo, Ben tinha me escolhido.

A vida é meio estranha daquele jeito.

"Fran, você está pronta para sua regressão? Ah, oi, Ben. Nós não fomos propriamente
apresentados, não é? Imogen me disse tanto sobre você, embora, eu sinta que já o conheça. Eu
sou Desdemona. Eu sou uma consultora em viagens no tempo. Você sabia que em uma vida
passada Fran era Cleópatra? Isso é muito excitante. Eu prometo devolvê-la novamente tão logo
nós pudermos conseguir mais detalhes fascinantes de sua vida no antigo Egito."

A vida só ficou inteiramente um bocado estranha.

Ben desenlaçou seus braços ao meu redor tão logo Desdemona tinha começado a falar, mas ele
não se afastou enquanto eu me virava para encará-la. Parte de mim embaraçada que alguém
tenha nos pego juntos, mas a outra parte estava chateada por que era claro pelo modo que
Desdemona estava sorrindo para Ben que ela tinha propositadamente nos interrompido.

"Oi, Des. Sobre a regressão ­ nós podemos fazer isso outra hora? Eu estou um pouco ocupada
agora."

"Siiim," ela falou lentamente, dando a Ben outro longo olhar. Seu tom me fez cerrar meus dentes.
E não ajudava que ela estivesse usando um espartilho de couro e uma saia curta que deixava
todo mundo ver bem a diferença de seu nada um metro e cinqüenta, e quarenta e cinco quilos
próprios que eram de uma marmota, de um metro e oitenta de mim. "Eu posso ver que vocês
estão."

"Não, não nós. Isso é, Ben e eu não estávamos... bem, nós estávamos, mas isso não é do que eu
estava falando."

"Fran esta arrasada com o roubo de seu cavalo," Ben disse suavemente me interrompendo. Tem
alguma chance de você estar com ciúmes?

Eu? Você está brincando certo? Eu não sou ciumenta. Embora ela definitivamente tenha atração
por você, à cadela.

Ben riu em minha cabeça.

"Ah, seu cavalo foi roubado? Eu lamento tanto. É claro que a regressão pode esperar para outra
hora." Desdemona sorriu para Ben. "Como você gostaria de uma experiência de viagem no
tempo, Ben? Parece que eu tenho uma brecha, e já que a feira está agora mesmo fechada, eu
podia levar você rapidamente."

Ah! Ela não acabou de dizer isso!

Calma, Fran. Ela é inofensiva. "Outra hora, talvez. Eu prometi para Fran continuar a procurar seu
cavalo, e eu duvido que eu tenha terminado antes do amanhecer." Ben olhou em direção onde o
sol mal se abaixava no horizonte. "Ou tão próximo do amanhecer quanto ele chega por aqui.
Obrigado de qualquer forma."

"Sem problema. Eu ficarei feliz em fazer com você a qualquer hora," ela disse, dando a nós dois
um pequeno aceno enquanto ela caminhava em direção a barraca principal. Ben observou ela
caminhar para longe de nós por um segundo antes de olhar de volta para mim.

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"Por que você está fazendo essa cara?" Ben perguntou. "Por que seus olhos se estreitaram em
fendas de ébano que parecem como se eles quisessem atirar lasers em mim?"

"Você olhou ela se afastar," Eu disse, lutando para manter minha voz livre do ciúme. Eu perdi a
luta. ,,Você deliberadamente olhou."

"Sim, eu o fiz. Eu olhei para os seios dela também, mas, apesar disso, você ainda é a única
garota no planeta para mim."

"Boa tentativa, Vlad," eu disse, escapando de seus braços quando ele tentou me puxar para outro
beijo. Eu segui em direção ao trailer que mamãe e eu dividíamos. "Meu namorado não ficaria
ciente quando há mais alguém ao redor além de mim. Já que você tem outras idéias, então até
mais. Hasta La vista. Não deixe a porta bater em você no traseiro na saída."

Ben ficou aonde eu tinha deixado-o, seus braços cruzados sobre seu peito. Eu sorri para mim
mesma onde ele não podia ver.

Fran?

Hmm?

Você está seriamente com ciúmes de Desdemona ou você está me provocando um pouco?

O que você acha?

Eu sorri ainda mais para a pausa que se seguiu com aquilo. Ele não estava cem por cento certo,
algo que me deixava perfeitamente feliz. Eu entrei para o trailer, movendo distraidamente Davide
de sobre o sofá que tinha se transformado em minha cama nas noites.

Eu acho que você sabe muito bem o quanto você significa para mim. Eu acho que você sabe que
eu faria qualquer coisa para fazer você feliz.

Eu acho que você sabe que eu não posso existir sem você, você é o céu e a terra para mim,
minha salvação, minha alegria, minha vida.

Dessa vez eu o deixei sentir meu sorriso.

O roçar de sua mente contra a minha tinha um tom decididamente descontente nela.

E eu acho que você está se divertindo a cada minuto em me manter sob tensão sobre se você vai
ser ou não a minha Amada.

Boa noite Ben, eu disse, rindo para sua cabeça. Obrigada por procurar por Tesla.

Boa noite, doce Fran, ele respondeu, e eu desisti e dei um amoroso suspiro de felicidade para
ele.

Mesmo com o problema de Tesla, a vida estava parecendo muito boa no momento. Ben estava
de volta, e tão gostoso como sempre. Eu tinha arranjado uma vida com a Feira Goth, e realmente
eu gostava de fazer a leitura de palmas. Mamãe estava feliz com seu novo grupo de amigos, a
Feira estava indo bem, e mesmo Soren estava feliz nesses dias.

"As coisas estão procurando por uma mudança," Eu disse a Davide enquanto eu desligava todas
as luzes menos uma assim mamãe podia ver seu caminho ao passar por mim quando ela
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terminasse sua noite, e arrumei minha cama improvisada. O gato grande pulou sobre mim então
ele podia dormir sobre meu quadril. Esse era seu lugar favorito, apesar do fato de que nós
realmente não gostávamos um do outro. "Nem mesmo o sumiço do pobre Tesla, e fantasmas
Vikings semi pelados correndo por ai, vão arruinar meu encontro com Ben depois de amanhã.
Esse vai ser o evento mais perfeito da minha vida, eu só sei disso."

Que só vai demonstrar que eu não sou uma vidente de jeito nenhum.


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Capítulo 6
A primeira suspeita que tinha algo de errado na manhã seguinte foi o machado de guerra
embutido na porta de madeira do meu armário.

"Hrung?" Eu perguntei em nenhuma linguagem conhecida enquanto eu entortava os olhos para a
madeira e a arma de aço que ainda vibrava levemente. A lâmina do machado, a maior parte,
enterrada na porta, estava curvada nos cantos. "O que?"

"Deusa, você viu... ah, lá está ela." O Viking que Imogen tinha estado flertando na noite passada
estava em pé na janela aberta bem ao meu lado. Eu olhei para ele, puxando o fino cobertor para
cobrir minhas pernas, sob a camiseta gigante que eu usava para dormir. "Você se importaria de
me devolver meu machado.16

"Você jogou um machado em mim?" Eu perguntei, meu cérebro ainda sonolento e portanto não
muito capaz de fazer sentido no que ele estava dizendo.

"Eu?" O Viking respondeu, apontando para si mesmo em descrença. "Eu nunca seria capaz disso!
Você é uma deusa, e eu sou um mero Finnvid, seu devotado servo e escravo por muitas
centenas de hunos.

"Então o que é que isso está fazendo aqui?" Eu apontei para o machado. Ele pareceu um pouco
embaraçado.

"Ele... er... escorregou. Eu estava mirando em uma usurpadora bronzeada, e ele foi através de
sua janela ao invés de rachar seu cérebro em dois, como era para fazer."

Foi nesse ponto que eu percebi os sons que tinham vagamente registrado em meu cérebro que
não eram da TV portátil ou do rádio de alguém. Eu distintamente reconheci a voz brusca alemã
de Absinthe, enquanto ela gritava ordens.

"Que sapos..." Um grito alto de mulher veio próximo, o que me fez saltar da cama e correr para a
porta. Davide e minha mãe tinham partido o que significava que eles provavelmente tinham saído
para fazer o ritual da manhã para o deus e a deusa com suas amigas wiccan. Desde a hora do
fechamento não era ainda às duas da manhã, a maioria das pessoas da Feira Gótica e do Circo
dos Malditos não se levantavam até depois de meio dia, mas havia uns poucos do pessoal mais
resistente de manhã cedo. Eu percebi que eram umas nove da manhã enquanto eu jogava a
porta aberta do trailer. "Merda!"

A visão que encontrou meus olhos era de ninguém eu que jamais esperava ver ­ só um bando do
pessoal da Feira levantado, mas eles estavam ativos... Muito ativos. Correndo ao redor e gritando
com vários Vikings perseguindo-os.

"É isso? O fantasma Viking chamado Finnvid, que estava em pé perto da janela aberta, olhou ao
redor, finalmente localizando uma pilha de cocô de cachorro (provavelmente feito pelo pug de
Tallulah, Wennie) "Ah, isso parece merda de cachorro para mim, mas se é santa, eu não vou
esfregar na cara de ninguém que é."17

A Feira era geralmente colocada em formato de um largo U, com a grande barraca no meio, e

16
N/T: Hanwei ­ encontrei como sendo um tipo de lâmina, ou seja, é um machado hanwei.
17
N/T: Holy shit ­ Fran diz: Holy shit! Literalmente traduzido é merda santa, esse é o porque da resposta de Finnvid, a graça perde na tradução.


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dois braços de cabines e tendas de vendas. No lado distante de um dos braços era o que minha
mãe chamava de Cidade dos Trailers ­ onde o pessoal da Feira e dos Malditos colocavam seus
trailers e RVs. No centro de um arranjo vagamente circular de trailers estavam algumas mesas de
piquenique portáteis e cadeiras, uma pequena churrasqueira, e três poltronas dobráveis que todo
mundo usava para cuidar de seus bronzeados.

As cadeiras não estavam sendo usadas para bronzeamento agora ­ uma delas estava servindo
como um trampolim para um Viking ruivo, enquanto outra foi inclinada em sua extremidade, a
rede plástica elástica sendo usada por outro Viking para catapultar pêssegos maduros em
Tallulah. Ela tinha se refugiado atrás da mesa plástica de piquenique, mas toda vez que ela
botava sua cabeça para ver se a costa estava limpa, o Viking lançava outro pêssego nela. O
trailer atrás dela era uma viscosa bagunça pegajosa, pingando manchas de pêssego que
desmoronavam em seu caminho até o chão. Peter ficaria furioso. Ele tinha comprados os
pêssegos para alimentar seu vício por frutas, e agora elas estavam espalhadas por todo lugar.

"O que em nome de tudo o que é bom e glorioso está acontecendo aqui?" Mikaela imergiu do
trailer próximo ao nosso, usando um par de jeans e um top. Ela segurava uma garrafa de água
em uma mão, e uma vela e algumas peças de lavanda na outra.

"Brutta!" Finnvid gritou, e pulou passando por mim para recolher ela.

Mikaela gritou e chamou por Ramon, seu marido, enquanto simultaneamente batia em Finnvid na
cabeça com sua garrafa de água. Atrás dela, Absinthe tinha de ido parar no topo do seu trailer,
onde ela ficou gritando o que eram sem dúvida, coisas rudes em alemão para os três Vikings
tentando escalar o trailer para pegá-la.

Ramon irrompeu de seu trailer com um pé em suas calças, pulando em um pé enquanto ele
tentava fazer com que a outra perna entrasse, ao mesmo tempo evitando os pêssegos do Viking
na catapulta.

"Fran!" Absinthe gritou, pulando para cima e para baixo enquanto ela apontava para mim. "Estes
fantasmas são seus! Controle-os!"

"Eles não são meus..." eu gritei de volta, parando por um minuto enquanto Peter emergia entre os
trailers. Ele caminhava para trás, uma tábua em suas mãos para aparar os golpes de uma longa e
pesada espada. O proprietário da espada lançou-se em direção a ele, enviando Peter caindo
sobre uma cadeira do gramado. Enquanto a atenção do Viking jogando pêssegos, estava focada
em Ramon, Tallulah correu para seu trailer. Mas ela parou na entrada para me enviar um olhar
que levantou arrepios em meus braços. Embora seus lábios não se movessem, eu juro que eu
podia ouvir sua voz no vento dizendo, "Isso é por sua causa. Conserte isso!"

"Ei!" Eu gritei, e me joguei para fora dos degraus do trailer quando eu vi que a pessoa que
estripava Peter era Eirik. "Pare com isso! Eu disse sem matança!"

Eirik parou no ato de decapitar Peter. "Não, você não disse. Você disse que você não queria
ninguém matando por você. Há uma diferença."

"Sem matança! Sem assassinar ninguém, em lugar nenhum! Está claro?" Eu me baixei em meu
joelhos e pairei protetoramente sobre Peter, que assistia com olhos esbugalhados enquanto a
ponta da espada acenava para trás e para frente em seu rosto. "E enquanto você está nisso,
chame seus companheiros para se afastarem dos meus amigos!"

Eirik fez uma careta, me dando uma encarada com os olhos azuis. "Você é uma deusa estranha.
Você não nos quer matando ninguém em seu nome, e você não permite a meus homens uma
diversãozinha... o que vem agora? Você não vai nos permitir ter uma spritfest e prostitutas e
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jogos?

"Spritfest?"

"Festa de bebidas."

"Ah. Ok. Eu não me importo sobre bebidas e... er... Seja lá o que vocês fazem quando não estão
tentando matar alguém." Eu disse, encarando-o de volta.

Eirik rosnou algo debaixo de sua respiração, mas puxou para trás a espada. "Ao seu comando,"
Ele disse em uma voz irada.

Eu pisquei várias vezes, sem ter certeza se ele estava brincando ou não, mas ele se afastou
significando o que ele disse.

"Você fala sério sobre essa coisa toda de deusa, não é?" Eu perguntei, dando tapinhas sobre o
ombro de Peter para saber se ele podia se sentar. Ele o fez, então eu fique de pé. Eu o ajudei a
limpar os pedaços de sujeira e grama seca.

Eirik deu de ombros. "Você é uma deusa. Nós estamos ligados a você até que você chame as
Valkirias para nos levar a Valhalla."

"Neste caso..." Eu parei de limpar as costas de Peter e pulei em cima da mesa próxima de
piquenique. Eu coloquei dois dedos em minha boca para fazer o assobio pelo qual meu pai era
famoso. "Vikings!" Eu berrei, e para minha surpresa, eles pararam de catapultar, lutar, escalar e
apalpar.

Mikaela chutou Finnvid na sua zona feliz. Ele se dobrou e caiu no chão.

"Certo, Eirik disse que vocês têm que me escutar e fazer o que eu disser. Então, eu estou
dizendo: Para já com isso! Não haverá ninguém matando ninguém! Nem arremessando frutas,
pêssegos ou outras coisas. Nem subindo em qualquer móvel na tentativa de aproximar-se de
alguém."

Finnvid se contorceu no chão. Mikaela esvaziou sua garrafa de água sobre ele e correu para
ajudar Ramon do acumulo de polpa de pêssego.

"Nem pegar as mulheres."

Um Viking enorme de cabelos louros deu a volta na esquina com Soren no ombro. "Na verdade,
não pegar em ninguém!"

"Salve, Ljot," Eirik chamou seu amigo. "A deusa está nos dando ordens."

"Oh?" Ljot, o Viking gigante, se virou para mim, um sorriso feliz no rosto. As pernas de Soren
chutaram enfraquecidas.

"Quem temos que matar?"

"Sheesh, o que é que há com vocês caras?" Eu perguntei, batendo minhas mãos em minhas
coxas com exasperação. "Vocês não sabem fazer outra coisa senão lutar e matar pessoas? E
coloque Soren para baixo ­ parece que ele não está respirando."

Cada um dos Vikings pareceu pensativo. Ljot o gigante amigável largou Soren em uma cadeira do
gramado. "Nós vamos a prostitutas," um deles ofereceu.
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"Aye, isso nós fazemos, Gils," Eirik concordou, e todos os Vikings concordaram (exceto Finnvid,
que estava lutando para ficar de joelhos, suas mãos cruzadas sobre sua virilha). "E nós podemos
encher a cara de qualquer um, até mesmo um Finn."

Os Vikings deram seu grito de guerra. Eu me agachei ao lado de Soren e perguntei se ele estava
bem.

"Sim, eu estou bem. Só um pouco ventoso," ele disse, esfregando suas costelas.

"Zonzo, eu acho que você quis dizer. Ventoso significa outra coisa." Me levantei novamente e
olhei para os fantasmas Vikings, minhas mãos em meus quadris. "Tudo bem, então nós
precisamos ter algumas regras..."

"Eu posso castrar garanhões com apenas uma mão." Um Viking disse. Os outros pareceram
impressionados.

"Ew!" Eu disse, dando a ele uma encarada. "Eu não sei quem você é..."

"Seu nome é Isleif," Eirik disse prestativamente, caminhando para ficar em pé ao meu lado.

" ­ mas isso é nojento. Continuando... vocês vão ter que se comportar ou então eu vou... eu
vou..."

Eirik levantou uma sobrancelha. "Você o que?"

"Eu não vou chamar as Valkirias para levar vocês a Valhalla," eu disse. "Então é melhor todo
mundo se comportar melhor, ok?"

"Do que ela está falando?" Um dos Vikings, mais baixinho, perguntou a outro.

"Temos que ser bons," o segundo Viking respondeu com um olhar enojado em seu rosto.

"Isso é uma droga," respondeu o primeiro.

Eu levantei uma sobrancelha para ele. "Droga?"

"Só por que nós estamos mortos isso não significa que nós não nos mantemos atualizados do
que está acontecendo no mundo. Deusa." Eirik respondeu. "Você gostaria de nos ver dançar
quadrilha."

"Não!" Eu estremeci para mim mesma. "Apenas... comportem-se, ok? Eu estou trabalhando em
levar vocês para Valhalla tão logo eu possa. Eu só preciso descobrir como chamar primeiro as
Valkyrias. Espero que seja antes de amanhã à noite.

Os Vikings pareceram desapontados, alguns deles fazendo beicinho, mas eles fizeram como eu
pedi.

"Amanhã à noite por quê?" Eirik perguntou enquanto seus homens começavam a limpar a
bagunça que fizeram. Peter deu a Eirik uma encarada enquanto ele ia verificar Soren.

"Isso é o quanto eu tenho..." Todo mundo, eu quero dizer todo mundo ­ de Absinthe descendo de
seu trailer a Ramon que estava ajudando a Mikaela a tirar os pêssegos pegajosos ­ pararam o
que estavam fazendo para olhar para mim. Era como um comercial de TV ou algo assim. "Er...
tem uma coisa que eu estou fazendo."
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"Uma coisa?" Eirik franziu a sobrancelhas, coçando seu queixo com o punho de sua espada.
"Que tipo de coisa?"

"Tipo um encontro," eu disse tão baixinho quanto eu podia. Eu podia viver e trabalhar com essas
pessoas ­ fora os fantasmas ­ mas eles não precisavam saber cada coisinha sobre mim.

"Um encontro?" Eirik disse em uma voz que poderia provavelmente ser ouvida em Denmark.
"Você tem um encontro? Você quer dizer com o Dark One?"

"Você vai sair com Beneditk?" Soren perguntou, mancando, uma expressão estranha em seu
rosto.

Peter foi checar sua irmã e os outros. "Um encontro de verdade? Não só saindo por ai com ele?"

Eu suspirei. "Sim, eu estou indo a um encontro, um encontro de verdade."

"Do tipo onde vocês..." ele acenou suas mãos ao redor vagamente."...fazem coisas?"

"Como é que eu vou saber? Eu nunca tinha estado em um encontro antes!" Eu disse, apenas
desejando que todo mundo me deixasse em paz. Sinceramente, é só um encontro!

"Você nunca esteve em um encontro antes?" Eirik perguntou, puxando uma cadeira. "Você
precisa de conselho." Ele disse algo no que eu presumi que era antigo Viking para os outros. Eles
pararam o que estavam fazendo e fizeram um círculo ao meu redor. "A deusa estará indo a um
encontro. Seu primeiro encontro."

"Ahh," todos os Vikings disseram, olhando para mim como se eu fosse um javali para ser assado.

"O primeiro encontro. Isso é muito importante," o chamado Isleif disse. Ele era tão alto quanto o
resto, mas realmente forte, também. Ao contrário da maioria deles, ele também tinha uma barba,
os lados que eram feitos em uma trança. Ele se largou em outra cadeira e colocou suas mãos nos
joelhos. "Eu darei a você o mesmo conselho que eu dei a minha filha Anna."

"Essa eu tenho que ouvir," Soren disse, seus braços cruzados sobre seu peito enquanto ele me
dava um olhar hostil. Eu queria dizer a ele para dar um tempo, mas eu não o fiz. Eu nunca estive
atraída antes ­ exceto por Ben, e ele não era exatamente uma atração ­ mas eu imaginei que
não era um bom sentimento se a pessoa que você estivesse atraída não sentisse do mesmo
modo por você.

"Eu aprecio a oferta do conselho, mas eu realmente não acho que eu precise..."

"Anna eu disse a ela... você entende que isso era perto de novecentos anos atrás, mas vocês
garotas nunca mudam...Anna, eu disse, ,,você tem doze agora, pronta para estar casada. Sua
pele é da cor dos mais ricos requeijões, seus dentes são fortes o suficiente para rasgar uma tira
de couro, e seus seios como duas pequenas maçãs, prontas para colher. Então eu disse a ela..."

"Doze?" Soren interrompeu, parecendo chocado.

"Ok, nada de histórias de colher," eu disse, acenando minhas mãos para Isleif parar. "Conselhos
de encontro vindo de um fantasma Viking eu posso suportar, mas nada de colher maças! Eu não
quero ouvir nada sobre os seios de sua filha."

Isleif pareceu insultado. "Eles eram muito bonitos. Altos e firmes e..." eu comecei a me afastar.
Isleif gritou para que eu parasse. "Eu não terminei! Como eu disse, eu disse a Anna que era hora
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47 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

certa para estar casada. Eu sempre pretendi que ela se casasse com o filho de Ljot, mas ele
partiu e foi morto por um javali selvagem. Ljot tinha outro filho, ma ele era um pouco avoado da
cabeça.

"Maluco." Ljot concordou. "Sem cérebro, seja lá o que for. Ele pegou isso de sua mãe."

"Anna insistiu ser capaz de procurar por ai por um marido." Islef continuou. "Mas ela não sabia
como agir com o que ela escolhesse. Então eu disse a ela ­ e esta é a sabedoria que eu estou
passando para você, à melhor maneira de segurar um marido é rasgar suas roupas e tenha seu
caminho com ele." Islef se recostou, um olhar satisfeito em seu rosto como se ele tivesse
explicado o maior mistério do universo.

"Um," eu disse, não querendo insultá-lo. Os outros Vikings estavam acenando sua concordância.

"Isso foi como a minha segunda esposa me pegou," Finnvid disse. "Ela me seguiu até o lago
numa manhã de verão, lutou comigo me jogando no chão, me deixou nu e sentou..."

"Obrigada pelo conselho," eu disse muito alto, dando a Finnvid um olhar que ele não sacou, por
que ele apenas sorriu para mim. "Eu vou... uh... levar isso em consideração."

"Você não vai realmente arrancar as roupas de Benedikt, vai?" Soren perguntou alguns segundos
depois enquanto eu estava indo de volta em direção ao meu trailer.

"É claro que não! Eu sou muito nova para essa coisa toda de namorada. Não tem como eu tentar
uma técnica tão avançada quanto rasgar roupas."

Soren me atirou um olhar questionador com o canto de seu olho. "Você está brincando, não é?"

"Sim, eu estou brincando." Eu parei nos degraus do trailer. "Honestamente, Soren, não é grande
coisa. Ben e eu estamos saindo em um encontro, só um encontro. Provavelmente jantar e um
cinema. Nada tão grande assim."

Soren não disse nada, mas seus olhos estavam perturbados. Eu não sabia o que dizer a ele, que
isso era a verdade e ainda ajudá-lo a superar a atração, então eu não disse nada. Eu o soquei em
seu ombro e disse a ele para me ajudar a procurar por Tesla.

"Pensei que você e Benedkt já tinham procurado por ele? " ele questionou me socando de volta.
"Nós procuramos. Mas eu estava pensando na noite passada ­ aqui nós temos uma feira cheia
de pessoas com todos os tipos de poderes estranhos, e eu não estou utilizando nada disso."

"Você tocou a corda," ele apontou.

"Sim, mas isso não me disse muito. Eu vou ir ver se Tallulah pode me dizer alguma coisa."

"Ela é uma médium, não uma adivinha. O que você precisa é de alguém que possa lhe dizer onde
encontrar Tesla."

"Tallulah tem o sr. Edward. Ela disse que ele pode ver tudo do plano Akashic."

"Do que?" O nariz de Soren se enrugou em confusão.

"Plano Akashic. É como uma espécie de limbo. Imogen me disse sobre isso na semana passada.
Eu vou ver Tallulah mais tarde. Você quer vir?"

"Claro, se eu tiver feito minhas tarefas."
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48 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Sem problema. Minha mãe deve estar de volta a qualquer minuto, e então eu vou passar algum
tempo lidando com o fato de deixar seu círculo noite passada. Eu estou com sorte de ela não
jogar o feitiço de coceira em mim esta manhã.

Soren saiu e usei a meia hora para me lavar e vestir, tomando alguns minutos para apreciar um
chá verde, torradas e duas maças. Eu senti uma pontada no último, desde que eu
automaticamente reservava uma para Tesla. "Pobre velho garoto. Eu espero que você esteja
bem" Eu disse enquanto a porta se abria e minha mãe entrava no trailer.

"Ah, bom, você está de pé," ela disse, um cintilar em seu olho alertando que ela estava indo me
dar um sermão completo por ter saído de seu círculo antes que ela o quebrasse. Ela jogou sua
bolsa de coisas wiccan sobre a mesa, com um familiar objeto de nylon. "Eu encontrei esse
cabresto na clareira. Eu presumi que ele era de Tesla."

Eu explodi em lágrimas Eu sei o que você está pensando, mas isso não era para tentar distrair
minha mãe do sermão ­ só a visão do cabresto que eu tinha comprado para ele antes de sairmos
da Hungria, partiu meu coração, levando direto ao ponto de que algum estranho tinha meu
cavalo. "Eu não sei onde ele está" Eu disse entre soluções, enquanto minha mãe tentava me
consolar, murmurando coisas sobre que estaria tudo bem. "Eu não sei quem está com ele, ou se
ele está com fome, ou dor, ou tendo que caminhar muito ­ você sabe que ele não era pra fazer
nada além de um pequeno exercício delicado! Ele está muito velho para uma correria por aí. Ele
pode estar morto e eu não... eu não..." Eu não podia continuar. Era muito horrível de se pensar.

"Ah, querida, eu sei que é difícil, mas você realmente não pode acreditar no pior. Se esse Lars
Laufeyarson queria Tesla o suficiente para oferecer a você tanto dinheiro por ele, ele não vai ser
abusado ou maltratado."

"Mas nós não podemos encontrar Lars Laufeyarson," eu disse, fungando em um lenço de papel.
Sim, eu era idiota por chorar, mas às vezes você só tem que desistir e ter uma boa choradeira.

"Nós checamos todos os catálogos de telefone da área. Há alguns na costa, mas Ben ligou para
eles e eles não eram o mesmo cara."

Mamãe franziu a testa. "Eu pensei que ele tinha lhe dado o seu cartão? O que aconteceu com
isso?"

"Ele desapareceu."

Ela me deu um olhar.

"Não, eu estou falando sério, ele desapareceu. Eu o coloquei em minha bolsa quando eu voltei
para o trailer naquela noite, e quando eu fui olhar noite passada, ele tinha sumido. Poof. Varrido
para o nada."

"Ou alguém o pegou." Ela disse lentamente, balançando sua cabeça tão logo ela falou. "Não,
ninguém viria ao nosso trailer e tocaria nossas coisas. Você deve ter perdido ele ou colocado por
engano em algum lugar, querida."

Mordi o meu lábio para não dizer a ela que eu lembrei distintamente de colocar ele em minha
bolsa, onde seria seguro.

Embora minha mãe fosse uma Wiccan e ter visto todo o tipo de coisas estranhas, ela nunca
acreditou que algumas delas pudessem acontecer comigo.

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"Agora, sobre você sair do círculo na noite passada..."

Eu sentei de volta e deixei-a dar o velho "por que é errado sair de um círculo" sermão, olhando
para a janela aberta quando eu pensei ouvir alguém chamar o meu nome. Não havia ninguém lá
fora, apenas um dos fantasmas Vikings varrendo os pêssegos arruinados. Eu acenei nas horas
apropriadas, balançando minha cabeça quando era chamada, olhando para fora da janela quando
eu podia jurar que alguém estava me chamando.

"...e pensar que você tinha estado elevando a honra e o respeito por nossas práticas. Eu fiquei
chocada com o seu rompante... Franny, eu estou falando com você. Eu apreciaria ter sua
atenção." Mamãe parou seu andar para lá e para cá para me encarar, suas mãos em seus
quadris.

Fran, o vento sussurou.

"Honestamente, Fran, eu não tenho idéia do que você pensou que estava fazendo..."

Eu desliguei ela tão forte quanto eu pude para poder ouvir o som indescritível.

Fran.

Ben?

Fran. Você... ajuda...

"Absolutamente," eu disse pulando em pé e me guiando para a porta. "Eu lamento muito sobre o
círculo, mãe. Nunca acontecerá de novo. Prometo. Tenho que correr agora."

"Francesca Marie Ghetti..."

"Desculpe, desculpe, desculpe," eu gritei enquanto eu voava para fora do trailer, correndo em
direção ao corredor central da Feira, parando para me centrar. Ben, onde você está?

Floresta, a respostar veio em um arfar. Meu coração pulou com o som disso ­ Ben estava com
problemas, sérios problemas se ele estava pedindo por ajuda. Parte do seu agir de mister macho
era que ele nunca, jamais pediria por ajuda a ninguém. A oeste correndo pelo corredor, ignorando
a pergunta gritada por Soren enquanto ele supervisionava Bruno, passando por Tallulah enquanto
ela levava seu pug para uma caminhada, descendo a ladeira que dava para a área de
estacionamento e dentro da escassa franja da floresta que corria como uma espinha abaixo do
centro da ilha. Ben? Onde você está? Eu não estou te vendo.

Aqui. Uma voz fraca sussurrou em minha cabeça. Esquerda.

Eu virei ao redor e corri para a floresta, afastando os galhos errantes enquanto eles batiam em
meu rosto. Eu achei que ele não estaria na beirada, onde o sol poderia pegá-lo, então eu fui para
a parte mais escura do estreito trecho de árvores. Eu não teria visto ele derrubado contra um
pinheiro gigante, se ele não tivesse se movido, mas felizmente eu peguei o movimento em minha
visão periférica. "O que há de errado? Por que você está se escondendo nas árvores? "Onde
você estava, ah, deusa! O que aconteceu com você?

Minha pele se esticou e formigou com os arrepios enquanto Ben caia no chão. Ele usava os
restos esfarrapados de sua jaqueta de couro, a camisa completamente desapareceu, mas não foi
isso que fez o meu estômago congelar em um bloco sólido de horror, o rosto, braços e torso
estavam vermelhos com o sangue como se tivessem sido mergulhados em uma banheira de
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sangue. Abaixo disso, eu pude ver um horripilante padrão cruzado de marcas retalhadas em seu
peito e braços. Eu disparei para ele, mas não pude segurá-lo enquanto ele batia no chão, sua
cabeça reclinada para trás. Toquei sua garganta, sentindo o pulso, mas não havia nada. Seu
peito não subia com a respiração. Seu coração não batia. E seu ser, o seu eu que eu estava
sempre sutilmente alerta quando ele estava ao redor, estava totalmente e completamente
desaparecido. Eu sentei no chão, apertando seu corpo sem vida em mim, minha mente gritando
em horror. Como na terra eu ia prosseguir sem Ben?


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Capítulo 7
"Eu nunca vou te perdoar por isso," eu disse, jogando um travesseiro no chão.

Um olho da cor de carvalho escuro abriu e rolou para me olhar por um segundo ou dois antes de
se fechar novamente.

"Você morreu duas vezes em meus braços. Duas! Não vai haver uma terceira vez, você
entendeu?"

O homem em forma de nó sobre a cama, grunhiu.

"Dark Ones não podem morrer a menos que sejam decapitados," Imogen disse, apressando-se
no quarto de seu trailer com outra jarra de sangue de vaca (eu sei, a maior eca, mas isso era uma
emergência). Ela parou por um momento e pareceu pensativa. "Ou queimado... eles podem ser
queimados também. E se eles perderem todo o sangue em seus corpos, que é tão bom quanto
morto já que eles estão mais ou menos em coma. Mas eles não podem morrer só por uns poucos
cortes."

Eu olhei para ela por um momento, depois olhei para onde Ben se deitava, envolto em ataduras,
apoiado em uma pirâmide de travesseiros. Ele parecia horrível, sua pele abatida e cinza como se
ele tivesse cada um único de seus trezentos e doze anos. Ele perdeu muito sangue, Imogen não
podia substituir o que ele precisava, então ela enviou Karl para a cidade para comprar sangue do
açougueiro local. Imogen sentou na ponta da cama, enfiando o cobertor ao redor dos quadris
dele. Ela estava prestes a lhe oferecer a caneca quando ela olhou para mim. "Você quer fazer
isso, Fran?"

"Desculpe, não posso," eu disse, atirando outro travesseiro ao redor. Eu peguei o jeans
manchado de sangue de Ben e o sacudi para ele. "Eu estou muito ocupada em estar furiosa com
ele para derramar sangue em sua garganta."

Ben abriu os olhos novamente e olhou para sua irmã. "Ela está pegando no meu pé."

"Bem que você merece. Eu não posso imaginar o que você estava pensando desmaiando
daquele jeito sobre a pobre Fran. Você a assustou até a morte! Você deveria ter visto o rosto dela
quando ela veio correndo de volta para cá para conseguir ajuda para você. Ela ficou arrasada,
seu rosto era a própria imagem do terror e da agonia. Eu queria chorar só de ver o desespero em
seus olhos."

Ben olhou para mim. "Você estava preocupada comigo?"

"Sim, eu estava." Eu peguei sua jaqueta sangrenta e desfiada, estreitando meus olhos para ele.
"Aquilo foi uma horrível, horrível coisa que você fez comigo! E eu vou te dizer aqui e agora
mesmo que eu nunca vou passar por aquilo de novo! Nunca mais, entendeu? Nunca mais
assustar a Fran até a morte! Duas é o suficiente, muito obrigada!"

"A primeira vez não foi minha culpa," ele protestou em uma voz fraca que apenas partiu meu
coração. "Eu não tenho culpa se um demônio tentou me matar."

"Eu acho que isso realmente não foi sua culpa no mês passado." Imogen disse, empurrando a
caneca de sangue para Ben. Ele atirou a ela um olhar estreito, mas obedientemente tragou o
sangue. Eu estava feliz por Imogen saber o que fazer por ele... Quando eu tinha cambaleado de
volta ao nosso acampamento antes, meu cérebro estava congelado, trancado no pensamento
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que ele estava morto. Eu não tinha idéia do que fazer para ajudá-lo, presumindo que ajuda fosse
possível. Mas, felizmente, Imogen se encarregou de imediato da situação, ajudando Kurt a trazer
Ben de volta, enquanto Karl ia pegar o sangue.

"Talvez não diretamente, mas ele foi cabeça dura o suficiente para se colocar em uma
emboscada."

"Cabeça dura!" Ben irrompeu em torno da caneca.

"Foi o que eu disse. Você terminou?" Perguntei quando ele empurrou na mão de Imogen,
afastando a caneca para longe.

"Sim."

Ele não parecia muito melhor, mas pelo menos ele tinha um par de pintas de sangue, e seus
ferimentos tinham parado de sangrar. "Ótimo. Agora você pode nos dizer o que aconteceu a
você."

O silêncio, o olhar imóvel que eu recebi era familiar.

"Ah, não," eu disse, as mãos nos quadris de novo (eu parecia estar fazendo isso muito
ultimamente). Você não vai me dar o tratamento de silêncio. Eu ordeno que você me fale o que
aconteceu a você."

Ben me encarou. Imogen fez uma pequena careta. "Querida Fran, uma palavra de conselho ­
nunca dê uma ordem a Benedikt. Ele não gosta delas."

"Eu não sou um de seus fantasmas, Fran." Ele disse, terminando seu olhar. "Você não pode me
obrigar a dizer onde eu estive."

"Eu não posso, huh?" Eu me sentei na cama, retirando uma luva, e pegando sua mão na minha.
Seus dedos, como sempre, me fascinaram. Eles eram longos e finos, as mãos de um músico.
Aquelas mãos tinham estado por ai a mais de trezentos anos, abotoando enfeitados coletes
vitorianos, carregando mosquetes, esperando ao lado de uma elegante e lustrosa carruagem -
tantas outras coisas. Eu não podia nem mesmo começar a imaginar. E ainda com toda aquela
história atrás delas, elas eram apenas mãos, quentes, mãos que apoiavam, que davam uma
pequena excitação de prazer cada vez que elas me tocavam. "Se eu perguntar a você que por
favor me diga o que aconteceu? Se eu lembrar a você que eu fiquei absolutamente arrasada
quando eu vi você tão fraco e ferido." Se eu deixar você ver o quanto partiu meu coração pensar
que você tinha partido?

Ele fechou seus olhos por um minuto, seus dedos apertando-se ao redor dos meus. "Eu estava
ajudando meu irmão."

Meus olhos se arregalaram em surpresa. "Você tem um irmão?"

Imogen balançou sua cabeça.

"Dafydd é meu irmão de sangue, não um parentesco de verdade. Ele salvou minha vida uma vez.
Eu sou obrigado a retornar aquela dívida." Os olhos de Ben ainda estavam fechados, mas o
polegar acariciava sobre os meus. Um pequeno brilho quente de felicidade me preencheu com
aquele toque, juntando-se com o enorme poço de alívio e gratidão por ele não ter morrido.

"Ah. No que exatamente você estava ajudando-o?"

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Ele balançou sua cabeça. "Isso eu não posso dizer. Eu fiz um juramento de segredo a ele."

"Poop. Bem, como você foi ferido? Essas marcas de talhos são profundas e irregulares, como se
alguma coisa com grandes garras pegassem você."

Seus olhos eram escuros quando eles se abriram os adoráveis pequenos pedaços de ouro
cintilante, sombrios e vazios. "Eu não posso te dizer isso também."

"O que você pode me dizer?" Eu fiz um esforço, mas consegui me segurar de estrangulá-lo. A
longa exposição à wiccans me ensinou a importância de honrar um juramento, embora isso não
fizesse nada mais fácil para mim quando eu estava morrendo para saber o que aconteceu a ele.

Ele não disse nada.

Eu contei até dez.

"Ok, e que tal isso ­ seja lá o que você estava fazendo ontem a noite tem haver com você
desaparecendo na Hungria mês passado?"

"Sim."

Não sei por que, mas isso na verdade me fez sentir um pouco melhor. Não que eu estivesse com
ciúmes ou algo assim, mas eu não seria humana se eu não admitisse que algumas vezes, o
horrível pensamento de que Ben poderia ter partido com alguém muito mais magro, baixo, e
menos toda estranha. Mas se ele estava fora ajudando seu irmão de sangue... Bem isso também
eu poderia entender. Wiccans são muito grandes com laços de sangue.

Eu suspirei. "Ok. Eu não vou perguntar nada mais sobre isso. Mas isso significa obviamente que
nosso encontro amanhã acabou."

"Encontro?" Imogen perguntou, arrumando o minúsculo quarto. Ela afofou um dos travesseiros de
Ben, enfiando o lençol ao redor mais apertando, e reajustando uma cortina para que o tentáculo
de luz que penetrava dentro fosse eliminado. Seus olhos foram de mim para Ben e voltou. "Vocês
dois estão indo a um encontro? Um de verdade?"

"Nós estaríamos. Jantar e tudo o mais." Eu dei na mão de Ben um último aperto, enquanto eu me
levantava. Ele precisava descansar e deixar seu corpo curar de todos aqueles horríveis
ferimentos, e eu sentada lá não lhe faria nenhum bem. "Mas agora vamos ter que esperar até que
ele esteja melhor."

"Eu vou estar bem até amanhã à noite," ele disse me dando um sorriso fraco.

"Uhhuh."

"Eu vou. Eu deverei estar de volta ao normal hoje à noite, na realidade."

Eu fiz uma cara que o deixou saber que eu pensava que estava pouco otimista, disse a ele para
dormir e sai do quarto de Imogen.

"Ah, Francesca," Ela me seguiu para fora do quarto, fechando cuidadosamente a porta atrás dela.
Sua testa estava enrugada com um olhar confuso. "Sobre este encontro..."

"O que foi?" Eu perguntei.

"É só que... você nunca esteve em um encontro antes, não é? Eu me lembro de você me dizendo
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isso."

"Sim, mas isso não é como se eu tivesse que passar por um teste ou qualquer coisa para fazer
isso."

Ela encontrou meu sorriso com um dos seus. "Não, mas eu pensei que você não se importaria de
um pequeno conselho."

"Claro." Eu disse, tomando um lugar na mesa semicircular. "Eu ficaria feliz de ter alguns
conselhos da rainha dos encontros. Deve ser melhor do que o que os Vikings me contaram."

"Chá?" Ela correu ao redor da área da pequena cozinha.

"Só um rápido. Eu tenho que visitar Tallulah, e então dar a Tibolt seu colar de volta."

Ela parou por um momento com a menção de Tibolt, suspirou pesadamente, então balançou sua
cabeça e alcançou a chaleira elétrica que ela tinha ligado mais cedo. "Eu não me chamaria o
bastante de uma rainha dos encontros - só alguém que tem aprendido algumas boas dicas
através dos séculos. Primeiro você naturalmente quer assegurar que seu encontro seja adorável
como é seu esperado."

"Uh..." Eu pensei em Ben discutindo comigo.

"Isso não é um problema para Benedikt, você é sua Amada."

Aquilo tinha me feito rir um pouco enquanto eu bebia a xícara de Ealr Grey que ela colocou em
frente a mim. "Eu posso ser sua Amada, mas eu não acho que adorável é a palavra que eu usaria
sobre seus sentimentos. Mais como insistente e mandão, apesar de muito, muito gostoso.

"Fora isso, você deve se lembrar do que você merece. Permita a ele abrir as portas para você e
puxar sua cadeira. Além disso, apenas sorria. Se alguma coisa não lhe agradar, não estrague a
noite choramingando, apenas mantenha o sorriso e ignore o problema. E acima de tudo, não
resista se Benedikt desejar dar a você uma lembrança da noite."

Eu abri minha boca para dizer que não havia jeito de eu fazer a metade das coisas que ela disse,
mas parei porque eu sabia que ela estava tentando ser útil. "Lembrança?" Eu perguntei, ao invés.
"Que tipo de lembrança? Como uma foto ou algo assim?"

"Ah, deusa, não. Algo brilhante," ela respondeu, distraidamente girando a pulseira de safira em
seu pulso." Benedikt tem uma ótimo gosto para jóias. Você pode confiar nele para escolher algo
que vai estar na moda por muitos e muitos anos."

Eu engasguei com meu chá com a idéia de Ben me comprando jóias. Ele já tinha me dado o anel
de sua mãe, e minha mãe quase teve um piti por causa disso. Eu não podia imaginar o que ela
iria fazer se ele me desse alguma coisa cintilante. Sem mencionar que eu não era um tipo de
garota cintilante.

"Bem, obrigada por esse conselho. Ele é muito útil." Eu disse sem sorrir, colocando minha xícara
de sua minúscula pia. "Eu tenho que correr agora. Eu espero chegar a Tallulah antes que ela vá
para a cidade. Deixe-me saber se você precisar de ajuda com Ben."

"Você vai se lembrar do que eu disse?" Ela perguntou, indo a porta enquanto eu me apressava
abaixo nos degraus.

"Completamente. Brilhantemente. Sorria. Sem choradeira."
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Ela sorriu para mim. "Vai ser um belo encontro, Fran. Eu apenas sei que vai." Eu estava um
pouco menos otimista, mas eu ainda acenei alegremente para ela enquanto eu galopava em
direção ao trailer de Tallulah. Soren ainda estava muito ocupado, então eu estava por minha
conta com Tallulah.

Apesar que ela fosse mais velha do que minha mãe, Tallulah tinha uma pequena Vespa azul que
ela costumava ir por aí seja lá por qual lugar nós estivéssemos ficando, amarrando Wennie, o
pug, em uma cesta na frente da scooter, assim ele não iria cair e ser atropelado.

Eu a encontrei saindo de seu trailer, sua sacola debaixo de um braço, e seu Wennie em sua leve
jaqueta de viagem na outra.

"Bom dia," ela disse seus olhos pretos cuidadosamente passando sobre mim. "Vejo que você tem
seus fantasmas debaixo de seu controle pelo menos."

"Sim, bem, eu não sabia que eles ia causar algum problema." Eu tinha desistido de tentar fazer
todos entenderem que os fantasmas não me pertenciam. Evidentemente todo mundo, incluindo
os próprios Vikings, pensavam que sim. "Eu lamento que você tenha sido atacada com
pêssegos."

Ela olhou em silêncio para mim por um momento, então virou-se de volta e abriu a porta de seu
trailer. "Você deseja que eu conduza uma leitura."

"Sim, se você não se importa. Eu sei que você está prestes a sair, mas eu prometo que não vai
demorar muito."

"Eu estou feliz em ajudar você," ela disse precisamente, e sentou sobre um banco do sofá que
era quase idêntico ao nosso. "Você tem sido perturbada ultimamente. Eu não tenho prazer em ver
isso. Você é jovem, muito jovem para ser sobrecarregada com os cuidados que você tem."

"Como fantasmas Vikings?" Eu perguntei, pegando um assento quando ela acenou na direção
oposta ao fim do sofá. Tallulah era uma rainha cigana ­ pelo menos, era o que minha mãe dizia ­
e olhando para ela eu podia acreditar nisso. Era difícil saber exatamente quantos anos ela tinha,
apesar de ser cabelo preto de azeviche ter uma faixa de branco levemente fora do centro. Mas
não era sua aparência que sempre me fazia sentir um pouco desconfortável, como eu tinha sido
quando era chamada no escritório do diretor para descobrir que eu estava em apuros... Era a
dignidade natural e a graça que ela usava quase como uma aura e que me fazia acreditar nos
rumores que ela tinha sido uma poderosa rainha em uma tribo romena, mas que tinha abdicado
para viver uma vida tranqüila.

"Pffft," ela disse, puxando uma pequena tigela preta plana. Sua superfície era espelhada, tão
brilhante que eu podia ver os detalhes de cada linha em sua face enquanto ela a colocava a sua
frente. "Os fantasmas não são os que estão perturbando você. Suas auras estão enlameadas,
mas eu posso ver que pelo menos uma coisa está dando a você muita preocupação."

"Uma?" Eu pensei que haveria duas ­ Ben e Tesla ­ mas então eu percebi que não estava
realmente mais preocupada com Ben. Eu sabia que ele ia se recuperar bem. "Sim, eu acho que
só uma coisa. Mas ­ auras? No plural? Eu pensei que eu só tinha uma?"

"Isso é um equivoco comum. Você pode manifestar até cinco auras sob as circunstâncias
corretas, mas a maioria das pessoas só mostram três. Você nunca foi a uma cabine de fotografia
de aura?"

Eu balancei minha cabeça. "Eu nunca realmente quis saber."
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Uma de suas sobrancelhas subiu em questionamento. "Estou vendo. Bem, eu vou lhe poupar do
trabalho dizendo que agora sua aura interna é branca, indicando a pureza e a castidade, sua aura
do meio é azul, indicando a insatisfação com algo em sua vida, e sua aura exterior é um vermelho
acentuado que me diz que você tem um coração puro, está no começo de um caminho para
iluminação, mas suas energias agora estão focadas no problema que perturba você."

"Tesla," eu disse, suspirando.

"Ah, seu cavalo que foi roubado?" Ela acenou com a cabeça e inclinou a rasa tigela preta
espelhada então ela poderia olhar dentro. "Vamos consultar Sir Edward e ver o que ele tem a
dizer sobre Tesla."

Quando minha mãe, primeiro me arrastou para a Feira Goth há um mês, nos comprometendo a
viajar com eles por um ano e meio ­ eu fiz o grande erro de perguntar a Tallulah por que ela não
usava uma bola de cristal como uma médium normal. Sua resposta ainda me fazia contorcer
desconfortavelmente ­ ela tinha me alfinetado com um olhar e disse em uma voz que tinha um
fraco toque de um sotaque. "Eu não sou normal. Normal é para as pessoas sem valor."

"Sir Edward está conosco," ela disse subitamente em uma voz cantada.

"Ah, bom. Oi, Sir Edward."

Uma pequena brisa sussurrou por mim. Eu tive arrepios com aquilo, mesmo sabendo que Sir
Edward era um espírito bom.

"Ele está feliz em ver você, embora ele também perceba que você está perturbada, e está
descontente com isso."

"Lamento sobre isso. Vou tentar ser menos... er... problemática."

A brisa de Sir Edward tocou meu rosto. "Ele quer ajudar você com seus problemas. O que você
gostaria de perguntar a ele?"

"Eu quero saber onde Tesla está. Eu quero saber quem o levou, e por que, e se Tesla está bem."

A brisa acariciante se calou por um momento, quando veio chicoteando com suficiente velocidade
para despentear meu cabelo.

"Oh," Tallulah disse, seus olhos distantes e não vendo enquanto ela mantinha seu transe por
estar olhando na tigela.

"Uh... oh?"

"Sim, Sir Edward está perturbado. Ele não faz sentido. Um momento enquanto eu me comunico
com ele."

Eu sentei quietamente enquanto ela olhava dentro da tigela. O único som do trailer vinha de
Wennie enquanto ele roncava, esticado sobre sua barriga, próximo a ela.

"Ahhhh," Tallulah disse em um longo suspiro, piscando enquanto ela saia do transe. Ele colocou a
tigela abaixo e me deu um longo olhar.

Apesar das minhas melhores intenções, lágrimas picaram atrás de meus olhos. Algo estava
errado com Tesla, eu apenas sabia. "Ele está ferido?"

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57 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Ela balançou sua cabeça.

Eu engoli de volta o grande caroço em minha garganta e grasnei a próxima palavra. "Morto?"

"Não, Fran, não chore. Eu não sei como Tesla está ­ Sir Edward não pode vê-lo."

"Ele não pode?" Eu funguei e usei a palma de minha mão para secar algumas lágrimas
sorrateiras. "Por que ele não pode vê-lo? Eu pensei que Sir Edward era um sentinela ou algo
assim."

"Guia, ele é um guia espiritual, o que significa que ele existe no plano Akashic e pode ver tudo,
mas isso ele não pode adivinhar.

"Por que?" Eu me senti um pouco melhor, embora meu nível de preocupação crescesse em uma
poucas centenas de detalhes.

"Ele disse que a visão de Tesla foi bloqueada, escondida por um ser muito mais poderoso do que
ele tenha visto."

Minha pele contraiu, eu juro positivamente que meus braços contraíram. "Que tipo de ser?"

"Sir Edward não sabe. Não é um ser que ele tenha encontrado antes." O olhar que ela me deu foi
longo e cheio de alertas não ditos. "Mas ele disse que o ser parecia ter grande poder, e seria pura
loucura você persegui-lo. Temo que para todos os efeitos e propósitos que o seu cavalo está
perdido, Fran. Para tentar recuperá-lo desse ser, provavelmente resultaria em sua morte."


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58 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Capítulo 8
Não havia nada que me chateasse mais do que ser me dito que eu não podia fazer alguma coisa.
Eu não estou falando obviamente de coisas bobas como andar na frente de um caminhão em
movimento, mas coisas como "Não fique até tarde na escola a noite", "Não vá nadar depois de
acabar de comer, e a maior de todas " Não tente pegar de volta seu velho cavalo do ser esquisito
que roubou-o de você."

Ainda assim, eu não sou uma idiota. "Se Sir Edward estava com medo do Sr. Laufeyiarson ­
supondo que ele foi quem roubou Tesla, e isso provavelmente não é uma coincidência ­ então o
que significa que o Sr, Laufeyiarson não é o que parece. Então, novamente, quem está por aqui?"

Soren assentiu. Estávamos em cima de uma árvore caída, observando Bruno pastar na luz do sol
da tarde. Eu tive um pequeno momento de pena por Tesla não estar ali, mas uma coisa eu tinha
aprendido ­ chorar sobre alguma coisa quase nunca mudava isso. Então, era para eu achar Tesla
e trazê-lo de volta.

"Isso é verdade." Soren mastigou um dos sanduíches de frango ao curry que eu tinha feito para
nós dois, tirando os pedaços de aipo, que ele não gostava. "Mas se é um fantasma que está com
medo dele... bem, isso diz alguma coisa, certo?"

"Tipo assim. Isso diz que eu vou precisar de alguma ajuda para pegar Tesla de volta." Eu atirei
um par de uvas verdes em minha boca e me perguntei se Ben realmente iria estar bem o
suficiente para ir ao encontro amanhã a noite. Eu já tinha feito a geral no meu guarda-roupa ­ eu
tinha exatamente uma saia ­ e consegui implorar por um pouco mais de dinheiro de minha mãe
para uma viagem a cidade. "Mas este é um dos benefícios de se ter um vampiro como namorado.
Ben vai me ajudar a cuidar de Sr. Laufeyiarson. Eles tiveram alguma coisa mais cedo, quando ele
tentou comprar Tesla. Ben nunca me contou o que Laufeyiarson disse a ele.

"Talvez Benedikt esteja no roubo," Soren disse, seus olhos estreitando. "Talvez aquilo fosse uma
farsa."

"Por que você insiste em chamar Ben por seu nome completo?" Eu perguntei, inclinando minha
cabeça para o lado para olhar para Soren. "Imogen chama, mas ela é sua irmã, e você sabe
como é que é com família. Mas ninguém mais o chama de Benedikt. Bem, ok, minha mãe às
vezes, mas ela tem essa coisa toda de mãe. Por que você faz isso?"

Soren deu de ombros e olhou para longe. "Quando vocês vão à cidade?"

"Tão logo Imogen esteja pronta." Eu sorri para mim mesma com a rápida mudança de assunto.
"Você quer vir?"

"Eu vou dar a Bruno outro banho, mas ele teve um a três dias atrás," Soren disse, parecendo
indeciso por um momento. "Meh. Eu vou com vocês duas. Se papai ficar zangado, ele que fique.
Não é como se ele pudesse me demitir."

"Vive La resistance," Eu disse, tendo assistido um antigo filme preto e branco chamado
Casablanca outra noite com Imogen.

"Ja. O que Tibolt disse sobre o colar?"

Eu entulhei o último pedaço do sanduíche em minha boca e limpei minhas mãos antes de retirar o
pingente de onde ele descansava debaixo de minha camiseta. "Ele não disse. Eu não pude
encontrá-lo esta manhã. Ramon disse que ele estava fora, se comunicando com os deuses, que
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59 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

Mikaela sarcástica, o que significa que ele foi trabalhar em seu bronzeado. Eu não quis perturbá-
lo, então só vou encontrar ele hoje a noite.

"Sarcástica?" O rosto de Soren se enrugou enquanto ele tentava descobrir a palavra.

"Isso quer dizer sarcasmo. Você sabe tipo espertinho. Não é bem o significado, mas não é legal,
também. Sarcástica"

"Ah. Você é boa para meu vocabulário." Ele jogou algumas uvas no ar e tentou catar elas com a
sua boca. Elas saltaram em seu rosto e rolaram na grama. "Se tudo o que ele está fazendo é se
deitar no sol, você podia pedir a ele para pegar o colar de volta."

"Não, eu acho que não." Eu disse sorrindo.

"Ah? Por que não?"

"Por que evidentemente ele está trabalhando em todo o bronzeado." Soren piscou pra mim em
confusão por um momento. "Sabe, banho de sol pelado?"

"Oh!" Seus olhos ficaram grandes enquanto ele concordava." Não, você não quer perturbá-lo. Eu
estou surpreso que Imogen não esteja com ele."

"Meu sorriso virou um sorriso forçado. "Evidentemente Desdemona superou ela nisso. Imogen
tinha algumas coisas realmente interessantes a dizer sobre isso, mas no final ela decidiu ir para o
shopping ao invés de competir com Desdemona."

"Ah."

"De qualquer modo, Mikaela disse que Tibolt estaria de volta para o jantar, então eu posso vê-lo ­
oh, lá está Imogen. Vamos acabar com isso."

"Eu pensei que a maioria das garotas gostasse de fazer compras." Ele perguntou enquanto nós
seguíamos Imogen para o estacionamento.

Eu empinei meu queixo para que eu pudesse olhar por baixo do meu nariz para ele, fazendo o
meu melhor para soar como Tallulah. "Eu não sou a maioria das garotas."

Ele bufou quando nos aproximamos do carro branco de Imogen. "Você pode dizer isso de novo."

Eu o soquei no braço.

"Deusa! Onde você está indo?"

Eu parei e olhei por cima do meu ombro onde Eirik estava gritando para mim. Ele, Finnvid e Isleif
estavam de cócoras em torno de uma pequena fogueira, assando algo que parecia como um
coelho fofinho. Eu decidi que eu realmente não queria saber, então eu mantive meus olhos sobre
Eirik. "Compras com Imogen."

"Compras?" Ele enrugou a testa por um momento, então disse algo para os outros dois. Finnvid
pulou imediatamente, Isleif esperando antes que ele puxasse a coisa morta fora do espeto
improvisado antes de seguir os outros dois. "Nós vamos com você."

"Um," eu disse, não querendo ofendê-los, mas sem particularmente querer uma audiência de
Vikings enquanto eu provava vestidos. "O carro de Imogen é bem pequeno."

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"Não tão pequeno," Finnvid disse com um sorriso presumido. Eu percebi que era alguma coisa a
mais que eu não queria saber.

Imogen levantou suas sobrancelhas enquanto nós nos aproximávamos. "Todos os senhores virão
conosco?"

"Sim. Nós desejamos comprar." Eirik pegou o banco da frente. Eu acho que ele percebeu que
como chefe Viking, ele tinha que andar na frente. "Há muitas coisas que necessitamos."

"Er... eu acho que não há espaço suficiente para todos," eu disse, olhando para Soren, Finnvid,
Isleif e o banco traseiro.

"Você pode se sentar em mim," Isleif disse. "Você é grande, mas eu sou maior." Eu mordi minha
língua lutando contra o desejo de responder algo em troca sobre seu comentário ,,você é grande.

"Soren vai se sentar em Finnvid," Eirik disse, brincando com o ar condicionado. "Ele é pequeno e
Finnvid não vai se importar."

"Eu não vou me sentar em cima de ninguém!" Soren disse, se afastando enquanto Finnvid
tentava agarrá-lo.

"Você pode se sentar na frente, entre eu e Eirik," Imogen disse a ele, empurrando-o no assento
da frente.

"Ai, viu? Coube todo mundo. Vamos lá," Eirik disse. "Nós vamos ir ao McDonalds de novo
também? Noite passada Isleif comeu dez Big Macs, eu vou mostrar a ele que eu posso comer
onze."

Eu suspirei, imaginando se alguém mais ficou enfiado preso entre fantasmas Vikings que eram
viciados em Macdonalds. Eu subi no colo de Isleif, me desculpando com Finnvid quando
inadvertidamente o chutei nos joelhos. Eu não me importei em sentar em Isleif por que ele tinha
uma filha da minha idade ­ ou ele teve em um ponto ­ há várias centenas de anos atrás, mas foi
um ajustar apertado ficar entre dois grandes Vikings e eu na traseira do carro de Imogen.

"O que exatamente ­ oh, desculpe, Finnvid. Meu pé estava formigando ­ o que exatamente vocês
caras querem comprar?" Eu perguntei enquanto nós cruzávamos a trilha até o continente. A
cidade de Benlös Vesla era há poucos minutos, um local bastante agradável com algumas ruas
de lojas, subúrbios, e uma faixa de shoppings.

"Finnvid deseja visitar Kärleksgrottan," Eirik respondeu, se inclinando para trás quando o ar
condicionado soprou nele.

"Kärleksgrottan?" Eu perguntei.

"Sim, Significa Gruta do amor. Finnvid já ouviu falar de algo chamado de loção de impulso 18, e
gostaria de experimentá-lo.

Eu espiei Imogen. Ela estava levemente corada, mas manteve os olhos na estrada e não disse
nada. Eu adicionei a procura de Finnvid a minha lista de Informação Demais.

"Eu desejo um novo arco," Isleif rugiu atrás de mim. "Eu já vi fotos de arcos modernos em um
catálogo. Eu quero um com mira laser. Nenhum alce irá escapar de mim então!"

18
N/T:Lotion Motion ­ é um produto de sex shops. Um lubrificante.
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61 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Er... Eu não acho que caça é permitida agora," eu disse, cruzando os dedos, por que eu não
tinha idéia se era ou não verdade. Eu só não queria ver Isleif transportando um corpo de um alce
alguma manhã.

"Não é? Onde esse país vai parar?" isleif resmungou sob sua respiração por uns segundos. Então
eu quero uma nova faca de caça. Uma afiada, com uma bússola no punho."

Soren se virou o suficiente para levantar uma sobrancelha para mim. Eu balancei a cabeça
ligeiramente, lhe dizendo que era inútil entrar em um sermão contra caça com caras que
passaram suas vidas inteiras fazendo isso.

"E eu quero um Game Boy," Eirik disse, seus olhos ainda fechados, um olhar de felicidade sobre
seu rosto enquanto ele aproveitava o ar frio soprando na abertura da frente. "Eu tenho visto
muitos turistas com eles. Eu desejo golpear as minúsculas pessoinhas como eles fazem."

Soren abafou a risada.

"Parece que vocês vão estar ocupados por um tempo comprando todas as suas coisas."

"Comprar?" Finnvid perguntou. "Não, não compramos. Somos Vikings! Nós pilhamos!"

"Pilhagem é também proibido agora," Imogen disse, piscando um olho para Finnvid pelo
retrovisor. "Você deve comprar as coisas ou a polícia irá trancar você em um quarto muito
pequeno. Não é agradável."

"Você não tem dinheiro?" Eu perguntei a Eirik que estava sentado agora, olhando ao redor para a
cidade enquanto Imogen nos levava na rua principal.

Ele franziu a testa. "Não. Nós vamos trocar."

"Trocar o que?" Eu perguntei, mordendo meu lábio inferior. Eu não queria os fantasmas colados
em mim para sempre, mas eu não queria vê-los acabar em uma prisão por roubo.

"Nós temos ouro e prata," Finnvid disse indiferente, rolando abaixo sua janela para meter a
cabeça fora dela.

"Oh. Bem isso deve dar. Ok, então vocês caras fazem suas coisa de troca enquanto Imogen e
Soren me ajudam a escolher um vestido, e então todos nós voltamos para a Feira a tempo da
abertura.

"Um vestido?" Eirik perguntou, a cabeça girando ao redor para olhar para mim.

"Para seu encontro com o Dark One?" Finnvid perguntou.

"Yeah, mas..."

"Nós vamos ajudá-la a escolher um vestido. Este encontro é importante para você." Eirik apontou
um espaço vazio no estacionamento. "Vikings tem bom gosto, você pode confiar em nossa
opinião."

"Posso?" Eu perguntei, desdobrando as pernas para sair do carro. Meu pé esquerdo tinha


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62 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

adormecido, me fazendo fazer uma pequena dança nas pontas dos pés19."Uh... Imogen tem muito
mais experiência em escolher roupas, e ela disse que ia me ajudar primeiro, por isso é justo..."

"Bah," Eirik disse, agarrando meu braço e me apressando calçada abaixo. Eu tinha que dar as
pessoas em Benlös Vessla crédito ­ eles não tinham batido um único piscar ao sinal de três
Vikins caminhando pela cidade. Imogen estava rindo com Finnvid atrás de nós enquanto eu
marchava entre Eirik e Isleif para a loja de roupas de senhoras. Soren rolou seus olhos e nos
seguiu. "Imogen é uma mulher e logo não tem tanto bom gosto quanto nós temos. Nisso, nós
somos superiores. Nós somos Vikings!"

"Isso é o que você diz sobre matar pessoas e tudo mais," eu disse, resistindo o melhor que eu
podia mesmo que soubesse que isso não me faria nenhum bem. Eu estava certa. Isleif e Eirik
apenas me empurraram loja adentro.

"Nós somos superiores em todas as coisas," Eirik disse, olhando ao redor da loja. Soren vagueou
dentro, achando a si mesmo diretamente em frente a uma mesa amontoada com calcinhas,
observando-as com um olhar horrorizado em seu rosto e então correu para o outro lado da loja.

"Finnvid, busque a escrava..."

"Assistente de venda," eu corrigi, espiando uma senhora de meia idade na parte de trás da loja
que eu achei que seria a proprietária ou uma vendedora.

"...para cuidar da deusa. Nós vamos escolher algo para você. Você se senta até que nós
estejamos prontos."

"Eu acho que não," eu disse as suas costas, enquanto eles examinavam um rack de vestidos.
Poucos segundos depois, eu tive que me desculpar profusamente quando Finnvid carregou a
vendedora que ele tinha apanhado e carregado dos fundos da loja. "Eu lamento muito. Meus...
amigos... são um pouco entusiasmados. Você fala inglês?"

"Sim," disse a mulher em um forte sotaque, seus olhos enormes enquanto ela olhava de Finnvid
para Eirik e Isleif. Felizmente não havia ninguém mais na loja. "Eu, eu falo. Er... você deseja
comprar algo?"

"Há charmosas calcinhas de renda," Imogen disse, vindo com um punhado de roupas de baixo.
"Você tem sutiãs combinando? Eu gosto que minhas roupas de baixo combinem."

"Sim, atrás de você." Disse a mulher, se inclinando em direção a cadeira onde Soren tinha
desmoronado. Ele parecia cada vez mais horrorizado enquanto ele seguia o olhar da mulher e
virava sua cabeça para uma parede de sutiãs ao lado dele.

"Eu vou estar lá fora," ele disse rapidamente, correndo para a porta.

"Vendedora escrava! Você não tem nada com arminho20 ou esquilo?" Eirik chamou, segurando
um horrível vestido colante roxo.

"Er..." a vendedora disse sua boca ligeiramente aberta.

"Eu descobri que funciona melhor se você apenas ignorá-los." Eu disse a ela em voz baixa. "Eles
realmente tem boas intenções, mas eles podem ser um pouco demais se você se deixar pensar

19
N/T: Pins e needles ­ é literalmente alfinetes e agulhas ­ mas também pode ser aquela sensação de pontadas quando uma área do corpo está
dormente.
20
N/T: Arminho é uma pele. Imagino que a de esquilo também
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neles."

"Er..." A vendedora parecia como se quisesse fugir.

"A deusa tem um encontro com um Dark One. Ela deve estar vestida de acordo com a sua
posição." Finnvid disse segurando um par de calças capri de linho verde musgo em sua cintura
enquanto ele checava seu reflexo no espelho.

"Fran, você tem que ver esses sutiãs de renda. Eles são extremamente bem feitos. Eu tenho
certeza que se você usar um, você se sentirá mais confiante. Ohh! Tomara que caia!"

"Eu encontrei algo," Isleif disse, puxando um baby doll rosa de penas de marabu21 de um rack.
Ele acariciou as penas de marabu. "Isso é muito do tipo deusa. É curto, e ele vai mostrar seus
seios também."

"Me deixe ver isso," Eirik disse, jogando fora um vestido de tafetá de baile. Ele tateou as penas
também, para por alguns segundos colocar o baby doll contra ele mesmo, alisando ele no peito.
"Sim, este é bom. Eu gostei dele. Você tem botas de pele de urso? Umas daquelas que amarram
na coxa?"

"Erm..."

"A deusa Fran irá precisar de um machado também." Isleif disse a ela. "Um pequeno machado de
degola para mulheres com um cinturão combinando. E uma faca de esfolar para enfiar em sua
bota, para emergências."

"Bem pensado, Isleif," Eirik disse, concordando. "Ela deve estar protegida. Vendedora escrava!
Eu tenho moedas de ouro árabes. Eu irei dar duas delas por este vestido de deusa, e mais uma
pelo machado de degola e a faca de esfolar."

O que acabou por se a palha que quebrou as costas da vendedora escrava. A senhora correu
como se fosse por sua vida enquanto eu desabei na cadeira que Soren tinha tão rapidamente
deixado vaga, me perguntando se eu ia passar o resto da minha vida acompanhada por doze
fantasmas, vestida em um emplumado baby doll rosa.

Estava começando parecer que ia.


21
N/T: Marabu ­ Cegonha africana
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64 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Capítulo 9
"Ai está você," Ben disse me dando um longo olhar enquanto ele parava próximo onde Imogen
tinha estacionado seu carro. "Eu pensei que você ia estar de volta mais cedo. Sua mãe estava
procurando-a. Você tem só alguns minutos antes que a Feira abra."

A Feira Gótica era um espetáculo popular, embora ela fosse à maioria dos lugares apenas uma
vez por ano. As pessoas que vinham a ele eram em torno do campo, que é o porquê nós
tendíamos a ficar por uma semana em cidades pequenas, algumas vezes duas semanas nas
grandes. Então eu não estava surpresa de ver que a área do estacionamento já estava se
enchendo antes da feira estar oficialmente aberta, embora fosse um pouco embaraçoso ter uma
audiência enquanto todos nós nos comprimíamos no carro de Imogen.

"Isso parece com um carro de palhaços." Mikaela disse enquanto ela passava balançando duas
motosserras.

Eu tinha que admitir que ela provavelmente estava certa. Enquanto Isleif, Finnvid e eu
tentávamos espremer nosso caminho para sair da parte de trás, carregado com pacotes que não
couberam na mala de Imogen, eu só sabia que as pessoas esperando na fila da bilheteria
estavam tendo um bom show.

"Deusa, você está em cima da minha mão..."

"Desculpe. Isleif, minha camisa está presa na ponta daquele arco. Você poderia... Ow! Isso foi
minha cabeça!"

"Quem está com a batatinha?" Eirik perguntou, bisbilhotando embaixo de um monte de pacotes.
Os Vikings não se contentaram com seu sucesso na loja de roupas (embora eles fizessem
beicinho pela saia e o top que eu finalmente escolhi, alegando que estava faltando em ambos as
penas e o departamento de apresentação de seios) e tivemos que gastar outras três horas em
quase todas as lojas em Benlös Vessla. Nós poderíamos ter sido capazes de pará-los em
algumas lojas já que os lojistas não quiseram as moedas de ouro antigas, mas depois que eles
avistaram um negociante de moedas que comprou os metais preciosos, todas as apostas foram
canceladas.

"Soren, você está derramando o meu McShake. Se tiver manchas no meu terno de seda novo eu
vou esgoelar você e pendurar seus intestinos para secar no sol."

"Eu o ouvi comendo," Isleif disse atrás de mim. Ele se mexeu e abraçou o arco de caça (com mira
laser) me batendo na cabeça novamente. "Finnvid está comendo nossos Big Macs."

"Eu disse a vocês meninos, nada de comer dentro do carro," Imogen disse. Como motorista ela
sozinha não estava carregada de pacotes, mas ela tinha estado entalada bem apertado próxima a
Soren e Eirik. Ela puxou a porta do carro aberta atrás de mim, me enviando pra fora com minha
sacola contendo minha roupa de encontro (incluindo um novo par de sapatos, nylons e uma caixa
de roupas íntimas fru-fru que Imogen insistiu que eu tivesse), duas sacolas de roupas masculinas,
uma caixa contendo cinco diferentes sabores de caramelo, uma caixa de Game Boy e vários
cartuchos, e um copo de Coca-cola diet. Eu caí na grama com Isleif não muito atrás de mim.

"Aha! Eu sabia! Finnvid está comendo nossos Big Macs!" Isleif gritou enquanto ele ficava de pé.
Finnvid pareceu culpado com as batatinhas penduradas em sua boca, mas ele não esperou para
explicar o porquê ele estava devorando o jantar dos Vikings. Ele derrubou todos os pacotes
menos os sete pacotes de McDonalds, e escapuliu.
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65 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Torsvänstra tanagel!" Eirik irrompeu do carro, sacolas e caixas e pacotes se espalhando pelo
lugar enquanto ele corria atrás de Finnvid. Ele quase o alcançou quando Finnvid subitamente se
tornou invisível. Eirik gritou com ele de novo, então fez a coisa invisível. Isleif grunhiu enquanto
ele ficava de pé, desaparecendo para o nada.

A fila das pessoas esperando para entrar aplaudiram, evidentemente acreditando que os Vikings
desmaterializando era parte do show.

"Tors o quê?" Perguntei, me limpando enquanto eu ficava de pé.

"Vänstra tanagel. Significa unha do pé de Thor." Ben me entregou uma das sacolas que tinham
caído comigo.

"Oh. Obrigada. Você fala sueco?"

"Sim. Você está atrasada." Ele disse de novo.

"Nós fomos atrasadas pelos Vikings," Imogen respondeu por mim, vindo ao redor do carro com os
braços carregados (ela tinha feito tanta compra quanto os Vikings fizeram ­ é uma maravilha que
metade disso coube no carro). Ela beijou Ben na bochecha e se apressou em direção ao trailer,
chamando por Soren para trazer suas coisas rapidamente. Ele mancou passando por mim
carregando os restos das compras de Imogen, dando a Ben um olhar negro enquanto ele
passava.

"Então foi em sueco que o Sr. Laufeyiarson estava falando com você na outra noite?"

Ben pareceu surpreso por um momento. "Sim, foi. Por que?"

"Eu estou curiosa do porque ele estava falando com você quando ele sabia que eu era a
proprietária de Tesla. O que ele disse a você?"

Levou alguns segundos para ele responder. Eu sabia que por alguma razão ele não queria me
dizer, mas eu estava menos preocupada em ofendê-lo do que achar Tesla. "Ele perguntou se
você era minha Amada. Eu disse a ele que você era. Isso é tudo."

"Hmmm. Você parece melhor," eu disse a ele, me guiando para meu trailer. Eu tinha tempo o
suficiente para largar minhas coisas e colocar minhas roupas de leitora de palmas (basicamente,
uma vestimenta cigana que eu comprei na Hungria).

Ben caminhou ao meu lado, segurando-se com firmeza, como se ele ainda estivesse ferido. "Eu
te disse que eu ficaria bem."

"Isso foi antes ou depois que você morreu?"

"Fran," Ben me parou, suspirando. "Eu lamento ter assustado você, mas de todas as pessoas que
sabiam, levaria mais do que um pouco de perda de sangue para me matar. Você superestimou a
situação. Apesar da aparência, eu não estava próximo a morte."

Eu tirei seu braço e alcancei a porta do trailer. "Ah, sério? Esse é o porquê você não me
respondeu quando eu fiz a coisa da mente com você?"

Ele piscou, mas não disse nada. Eu dei a ele um olhar presumido e corri degraus acima do trailer
para mudar minhas roupas.

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66 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Durante o verão. A Feira Gótica funciona das seis da noite até as duas da manhã, o que parece
com um estranho horário para funcionar uma feira, mas dado as naturezas bizarras das atrações
­ a mais popular era o estande de piercing (não podia me aproximar nem a dez metros de
distância), fotografia de auras, e as poções e feitiços de minha mãe ­ os frequentadores
gostavam que nós ficássemos abertos até tão tarde. Eu só trabalhava por quatro horas, da
abertura da Feira até as dez. Depois eu estava livre, embora o resto da feira estivesse a pleno
vapor.

Como está indo? Uma voz me perguntou algumas horas mais tarde.

Eu olhei para cima da mão que eu estava lendo, sorrindo para Ben em pé ao lado da fila de três
pessoas que esperavam ter suas palmas lidas. Você está me checando?

Sim. Você se importa?

Eu pensei sobre isso por um momento enquanto eu explicava ao homem a minha frente o que
sua linha da vida mostrava. Isso depende. Você está me checando para ver se eu preciso de
alguma coisa ­ como um intervalo, ou uma água, ou algo como isso ­ ou você está me checando
só para ver o que eu estou fazendo?

O primeiro.

Então eu não me importo.

Você precisa de um intervalo ou uma bebida ou algo assim?

Naw. Eu só uma hora para acabar, e as coisas vão começar a diminuir em meia hora uma vez
que os shows de mágica comecem. O que você tem feito?

Você está me perguntando por que você está preocupada com meu bem estar, ou está
perguntando a respeito de como eu tenho me mantido ocupado?

Eu sorri. Eu quero saber se você está bem.

Eu estou, muito obrigado. Eu me sinto muito melhor. E desde que eu posso sentir sua
curiosidade, eu vou adicionar que eu estive dormindo desde que você e Imogen retornaram. Eu
acordei a pouco, e agora eu estou aqui para ver como posso ajudá-la. Você deseja que eu
continue procurando por Tesla?

Hmm. Eu terminei a leitura para o homem a minha frente, sorrindo quando sua namorada, que
era a próxima da fila, me disse que gostou das minhas luvas de renda. Eu acho que é uma causa
perdida, não é? Nós dois procuramos noite passada, então você procurou um pouco mais antes
que você ficasse todo misterioso e quase se matou.

Acho que Laufeyiarson escondeu a si e a Tesla muito bem, mas se isso irá fazer você feliz eu vou
continuar a procurar por ele.

Não. Eu não acho que procurá-los vai adiantar. Passei os próximos minutos lendo
simultaneamente a palma da mulher, e dizendo a Ben o que aconteceu em Tallulah.

Sir Edward não disse que tipo de ser o ladrão era? Ben perguntou enquanto eu estava
terminando.

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67 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

Não. Ele só disse que era poderoso. Talluha fez soar como se fosse péssima notícia. Eu não...
Er... Você sabe, de que tipo que ele era? Porque você é um vampiro e tudo mais?

Ben me deu um olhar. Ser um Dark One não é sinônimo de onipotência, Fran.

Eu adoro quando você fala com palavras grandes. Ok, então como nós devemos caçá-lo?

Eu vou tentar falar com Sir Edward e encontro você em uma hora, quando você terminar.

Ok. Mas eu vou encontrar Tibolt entre os shows e conseguir sua ajuda para me livrar dos
fantasmas. Eu não acho que eu possa passar outro dia como o de hoje.

Ben riu em minha cabeça e fez algo que ele nunca tinha feito antes ­ me beijou. Mentalmente. Ou
melhor, ele se lembrou da sensação dele ao me beijar. Eu arfei com a sensação que preencheu
minha cabeça do que ele sentia quando nós nos beijávamos.

"Você está bem?" a garota em frente a mim perguntou enquanto eu agarrei um folheto de
propaganda de leitura de mãos e comecei a me abanar.

"Só um pouco quente." Eu fiz uma careta para Ben, e virei minha atenção de volta para a mão da
garota. "Vamos ver, nós estávamos no monte de Vênus, não estávamos?"

Uma hora depois eu dobrei o tecido azul meia-noite de veludo que eu usava para ler as mãos das
pessoas ("Faça seu espaço você mesma," mamãe sempre dizia), contei o dinheiro, o coloquei
dentro da sacola da Feira Goth antes de colocá-la em uma caixa com chave que eu peguei em
Berlim.

Soren estava dando em Bruno uma última checagem para ter certeza que os arreios do cavalo
estavam limpos. Eu acenei para ele enquanto eu corria para deixar o dinheiro no cofre do trailer.
"Você viu Tibolt?" Eu perguntei, parando por um momento.

Ele apontou atrás de mim. "Eles acabaram de terminar seu ato."

"Obrigada!" Eu pulei dentro do trailer, armazenei minha caixa de dinheiro em seu lugar de
sempre, às pressas dando a Davide comida de gato e dizendo a ele que não, que ele não podia ir
lá fora quando a Feira estava aberta, e me apressei para encontrar Tibolt.

O pessoal do Circo dos Malditos não tinham trailers como o pessoal da Feira. Tibolt tinha uma
lustrosa RV preta com uma antena parabólica presa no topo. Ramon e Mikaela tinham uma RV
prata, e as três pessoas que trabalhavam nos bastidores para eles - eu nunca tinha certeza de
seus nomes já que eles não falavam muito inglês ­ todos dividiam a terceira RV, muito mais
usada do que as outras duas. Eu bati na porta de Tibolt, um pouco surpresa quando Mikaela
atendeu.

"Oi, Fran. Você veio ver Tib?"

"Sim, se ele não estiver ocupado."

"Claro, Tib? Fran está aqui."

Eu subi na RV, fazendo uma nota mental do que eu e mamãe precisávamos se nós fossemos
ficar com a Feira Gótica. O interior era feito em preto e vermelho, com ornamentações dourada
sobre os painéis de madeira preta. Acima, uma grande luz pendurada no teto, enquanto um sofá
preto, duas poltronas e uma TV faziam a parte da sala de estar. Tibolt estava estendido no sofá,
bebericando uma bebida enquanto Ramon se sentava a mesa debruçado sobre um mapa da
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68 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

Europa.

"Oi, pessoal," Eu disse, me sentindo um pouco fora do lugar por toda essa opulência. "Tibolt, eu
vim te devolver seu pingente, e também perguntar se você não se importaria de usar isso para
me livrar dos Vikings. Eu gosto deles e tudo mais, mas eles aborreceram Absinthe esta manhã e
causaram um pouco de inferno na cidade, então eu acho que é melhor enviá-los para Valhala."

Tibolt acenou com sua bebida para mim. "O pingente é seu agora. Eu quis dizer isso antes, mas
esqueci."

"Meu? Eu acho que não." Eu disse, puxando a corrente por cima de minha cabeça "Ele me
colocou em problemas suficientes."

"Além do mais, a Vikingahärta está morta para mim agora. Ela me abandonou por você."

"Morta?" Eu olhei para o pingente em minha mão. Ele vibrava levemente, como se ele estivesse
mudando com o poder. "Isso não parece morto. É esta como se... zumbisse."

"Sim. Deixe-me vê-lo." Ele estendeu sua mão. Eu o coloquei em sua palma. Ele fechou os olhos
por um segundo, então abriu e balançou sua cabeça, me oferecendo o pingente de novo. "Não, é
como eu pensava ­ o Vikingahärta não tem nenhum poder para mim. Ele não pode me servir para
nada agora, então você deve tê-lo."

"Eu não o quero!" Eu disse, protestando enquanto ele se levantava e o empurrava de volta para
minhas mãos. "Ele parece valioso e realmente antigo. Minha mãe ficaria louca se ela descobrir
que você o deu para mim."

Ele fez um engraçado pequeno meio sorriso. "Então sua mãe deve entender que nisso, nós não
temos escolha. O Vikingahärta não pode ser utilizado por qualquer pessoa ­ o portador deve ser
compassivo, aberto as suas habilidades. Ele escolheu você para atuar, que é o porquê eu disse
mais cedo que só você pode enviar os fantasmas para Valhalla. Eu não posso fazer nada."

"Mas ­ eu não tenho a menor idéia do que fazer para enviá-los para lá." Eu disse meu coração
afundando. "Eu nunca serei capaz de me livrar dos fantasmas sem ajuda!"

"Tib, tem que haver algo que você possa fazer." Mikaela disse enquanto ele se levantava e se
esticava. Eu estreitei meus olhos por um momento, me perguntando de novo por que a mágica de
Tibolt parecia ter perdido a força. Desde que ele tinha me dado aquele pingente... hmm.
Discretamente, eu o coloquei de volta em uma cadeira.

"Não, e eu estou cansado de você me chatear com isso. Não é o suficiente que eu estou sendo
injustamente punido pelo mestre?" Tibolt, rebateu, e virou uma cara feia para mim. Meus joelhos
quase se derreteram com a visão dele, ele era lindo, tão lindo mesmo quando ele estava bravo.
Eu quis correr e me jogar sobre ele... eek! Rapidamente eu peguei o pingente, suspirando de
alívio quando a atração por Tibolt diminuiu para o normal.

Claramente ele lançou algum tipo de glamour em si mesmo para parecer irresistível. Eu me
perguntei se um pouco daquilo tinha afetado a invocação de minha mãe, ou se isso era o Valknut
que tinha afastado-a.

"Você está sendo punido pela sua própria estupidez." Mikaela disse carrancuda tanto quanto seu
primo estava. "Você não tem que culpar ninguém além de si mesmo pelo que aconteceu, então
culpar Loki ou alguém por seus problemas é só negação.

"Eu sei disso, sua bruxa estúpida."
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Mikaela arfou. Ramon se levantou e disse. "Você não vai falar com ela desse jeito."

"Não me diga o que fazer!" Tibolt gritou enquanto ele ficava cara a cara com Ramon. "Eu vou
chamá-la do que quer que eu goste!"

"Er," eu disse, desconfortável. Eu tinha um sentimento que eu era indiretamente à fonte da
discussão ­ ou melhor, o pingente era ­ e eu estaria melhor em outro lugar. Eu tentei rodear os
dois homens, mas eles bloquearam o corredor para a porta. "Eu acho que eu provavelmente
deveria sair agora. Se vocês me deixarem passar..."

"Você tem sorte que eu seja uma sacerdotisa e não a bruxa que você alega, por que se eu fosse,
seu traseiro seria tão amaldiçoado!" Mikaela disse, cutucando Tibolt no peito e me ignorando
assim como os outros dois.

"Você não tem nenhum poder sobre mim." Tibolt respondeu, estreitando seus olhos para ela. "Eu
sou um mago de quinto nível."

"E eu sou a alta sacerdotisa de Ashtar," ela rebateu de volta, dando a ele outro cutucão no peito.
"Sua mágica não tem efeito em mim."

"Um, gente? Eu posso passar, por favor?" Eu perguntei.

"Mágica é perda de tempo sobre ignorantes." Tibolt disse enquanto ele atirava sua bebida e ia em
direção a porta. Seu insulto fez Mikaela arfar em surpresa de novo.

"Tibolt..." Ramon começou a dizer, mas parou quando Tibolt rosnou alguma coisa em sueco e
batia sua saída da RV.

"Me desculpe," eu disse quietamente, deslizando o pingente sobre minha cabeça e fugindo do
rosto fechado de Mikaela. "Eu vejo vocês mais tarde."

Mikaela murmurou umas poucas coisas em sueco, parando subitamente para me chamar de
volta. "Não, Fran, espere! Eu vou te ajudar com os fantasmas."

"Você vai?" Eu escalei de volta a RV, hesitando porque eu não queria causar mais nenhum
problema.

"Sim, eu vou. Tibolt não é o único na família com poderes, e desde que ele é o culpado pela
situação e recusa a ajudar você, eu irei." Ela olhou para Ramon, que concordou. "Eu também,
Ramon. Nós vamos ajudá-la a enviar os fantasmas para Valhalla."

"Isso é super legal da sua parte." Eu disse, tocando o valknut. "Mas como nós vamos fazer isso?"

"É muito simples," ela disse, me empurrando para sair da RV. Ramon e eu a seguimos. "Você
sabe sobre as Valkirias, sim?"

"Sim." Eu disse, mas eu estava longe de ser uma expert em mitologia nórdica. "Ben me contou
outra noite que elas eram guerreiras donzelas que desciam sobre cavalos e colhiam os guerreiros
mortos para levar para o céu que é chamado de Valhalla."

"Perto o suficiente. A rainha das Valkirias é Freya, a deusa do amor."

"Oh?" Eu fiquei imaginando o que a deusa do amor tinha a ver com Vikings mortos.

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"Sim. Portanto, essa é a nossa resposta." Ela subiu os degraus de sua RV, rapidamente
retornando com uma sacola de tapeçaria. Ela se apressou ao redor da frente do trailer, em
direção ao trecho de árvores em que eu encontrei Ben. "Vamos lá, nós não temos muito tempo
até nosso ato começar novamente."

Eu olhei para Ramon. Ele pegou meu braço e me arrastou atrás de Mikaela.

"Essa é nossa resposta? Que resposta?" Eu perguntei, tropeçando em uma raiz invisível. "Você
não quer dizer..."

"Sim," Mikaela disse, espalhando o tecido e descansando uma tigela, vela e um pequeno buquê
de flores. "Nós vamos invocar Freya e pedir sua ajuda."


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Capítulo 10
Crash!

"Eu estava em uma festa!"

Bang!

"Uma festa muito legal!"

Kerwhang!

"Em Veneza! A cidade do amor! E havia quatro homens mortais adoráveis praticamente babando
em cima de mim com desejo!"

Crack. Tinindo, tinindo, tinindo.

Eu espiei através de meus dedos que eu tinha tampado em meus olhos quando Freya, a deusa
do amor, rainha guerreira, e evidentemente uma festejadora veneziana começou seu chilique. O
som do tilintar veio de uma taça de cristal que Mikaela tinha disposto como parte do equipamento
de invocação. Freya esmagou a taça entre as mãos e aspergiu os cacos de vidro na grama aos
pés de Mikaela. Eu tive que dar crédito a Mikaela, que teve coragem de enfrentar uma deusa
realmente pau da vida. (mesmo que ela se parecesse como se pertencesse ao Canal E!, servindo
de modelo da última moda), mas Mikaela não se mexeu um centímetro quando Freya ficou com
raiva por ser invocada.

"Deusa Freya, eu lamento por perturbar você..."

"E você, sacerdotisa mortal de Ashtar, você não pensa em nada por me invocar da festa do ano?
Eu mencionei que Elton John estava lá?"

Mikaela se encolheu ligeiramente quando Freya retalhou seu pano de invocação. "Eu lamento
muito, deusa, mas isso é uma emergência."

Freya jogou fora o pano, girando ao redor para encarar Ramon, que estava em pé a uns poucos
metros longe de Mikaela. "Você! Você é um sacerdote?"

"Sim." Ramon pareceu como seu habitual implacável (e silencioso) si mesmo. Ele nem sequer
piscou quando Freya marchou até ele.

Eu estava tendo dificuldades envolvendo meu cérebro ao redor da idéia de que primeiro de tudo,
todos aqueles deuses nórdicos como Odin e Thor e Freya realmente existiam, e segundo, que
eles pareciam como modelos fashion. Então de novo, talvez fosse apenas Freya ­ linda, cabelos
negros, a elegante Freya ­ que parecia como uma modelo. Talvez o resto deles parecesse todos
insubstanciais, e tivessem grandes barbas e usassem elmos de chifre e essas coisas.

"Hrmph. Não vale o meu tempo." Freya dispensou Ramon e se virou para me considerar. Eu
pensei em apertar meus dedos juntos de novo então eu não poderia ter que ver através deles,
mas eu decidi que isso era muito covarde. Ao invés disso eu larguei minhas mãos e tentei sorrir
para a deusa irada.

"Oi, eu sou a Fran." Eu disse educadamente enquanto ela caminhava em minha direção. "Eu não
sou uma sacerdotisa ou qualquer coisa."

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72 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Seus olhos se estreitaram enquanto ela me examinava da cabeça aos pés. "Você é algo. Você é
mortal, mas você foi tocada por um ser imortal."

"Bem... meu namorado é um vampiro," eu disse a ela, rezando para que ela não chamasse
relâmpagos para nos castigar, ou nada das outras coisas divinas que eu tinha lido há alguns anos
atrás na classe de mitologia.

"Você é uma Amada? Você não se parece com uma Amada?"

"Nós não estamos nesse ponto ainda," eu disse com um sorriso amarelo. "Nós ainda nem tivemos
um encontro de verdade, embora nós vamos fazer isso amanhã."

Ela pareceu interessada. "Ah, um primeiro encontro, eu sou a deusa do amor e do romance, você
procura meu conselho naturalmente."

"Bem..."

"Deixe me ver, um primeiro encontro..." Ela bateu um dedo em seu queixo enquanto ela pensava.
"Ah, sim! Você deve procurar muitos amantes."

"Uh..." Bati minha boca fechada tão logo eu percebi que ela estava pendurada boquiaberta.
"Devo?"

"Sim. Tantos quantos você puder encontrar. De que forma você poderá saber que este Dark One
é verdadeiramente para ser sua alma gêmea? Eu cometi o erro de me casar jovem, e sem provar
tantos homens quanto eu podia. Por sorte, Od partiu e eu fui capaz de ver o que eu estava
perdendo, mas eu não teria que fazer o mesmo erro. Tentar antes de comprar é um de seus ditos
mortais, não é? Você deve tentar tantos homens quando você pode, antes de você se contentar
só com um."

Ela pareceu satisfeita consigo mesma enquanto eu ficava em um silêncio atônito, sem saber o
que eu tinha que dizer com aquilo. Evidentemente nada que era esperado porque ela foi em
direção a Mikaela, mas parou, olhando de volta para mim. "Por que eu sinto poder vindo de você?
Poder Nórdico?"

Eu mordi meu lábio por um momento antes de perceber o que era que provavelmente a
aborrecia. Eu puxei a corrente ao redor do meu pescoço, mostrando o valknut. "Talvez venha
disso?"

Ela sibilou e deu alguns passos para trás. "Vikingahärta!"

"Sim. Isso é ruim ou algo assim? Eu invoquei um grupo de fantasmas Vikings com ele, que é um
bocado aborrecido, mas ele não fez nada de mal ou nada como isso."

"Ele não é mau em si." Ela atirou sua cabeça e seu cabelo, longo, ondulado e negro, balançando
para trás para descansar em seu perfeito vestido longo prata de festa. O vestido em si era
cravejado com cristais (ou diamantes ­ eu não poderia dizer, embora eu não teria ficado surpresa
em encontrar ou descobrir que eles eram diamantes de verdade), como eram seus tornozelos
envolvidos em estiletos prata. "É a origem do que o pingente que eu preferia evitar."

"Fran inadvertidamente utilizou o Vikingahärta para invocar os doze guerreiros," Mikaela disse
cuidadosamente. "Nós desejamos que eles fossem enviados para Valhalla, mas somos incapazes
de fazê-lo. Nós esperávamos que você nos ajudasse."

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73 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Bah," Freya disse, usando a tigela de Mikaela para olhar seu reflexo.

"Er... se você não se importa, qual é a origem do colar?" eu tinha que fazer a pergunta, embora
eu estivesse um pouco preocupada de ela começar a quebrar as coisas de novo.

Evidentemente, no entanto ela trabalhava através do pior de sua raiva. Ela parou de se arrumar
em frente à tigela e atirou-a em Mikaela. "Este é o valknut de Loki. O poder vem dele. E porque
você o utilizou ao invés de um pingente feito com minha imagem, eu não posso ajudar você com
seus guerreiros."

"Mas você é a rainha das Valkirias, certo?" Eu perguntei.

Ela limpou um grão de alguma coisa em seu vestido. "Sim, e eu estou voltando para minha festa
agora, e se mesmo um daqueles deliciosos homens mortais que estavam desmaiando em cima
de mim tiver saído, eu vou deixar clara a minha fúria."

"Mas... mas eu realmente preciso de ajuda com os Vikings." Eu disse andando a frente para
bloqueá-la enquanto ela começava a passar por Mikaela. Seus olhos se alargaram como se ela
não acreditasse que eu estivesse obstruindo-a (ela não era a única ­ meu estômago estava
saltitando com o pensamento de tirá-la do sério mais uma vez). "Eu entendo que você não pode
fazer nada sobre a invocação deles já que foi com este colar de Loki, mas você é a rainha das
Valkirias, então me parece que você podia me ajudar a levar eles para Valhalla."

"Eu não faço esse tipo de coisa agora," ela disse, acenando uma mão para mim. Uma grande
baforada de ar subitamente varreu e me lançou de lado. "O mundo mortal oferece muito mais do
que um imortal ­ televisão, filmes, Hollywood, lojas de moda ­ eu passo pouco tempo em Valhalla
agora. Ninguém lá tem CSI: Miami!"

"Mas..."

"Lembre-se, procure tantos amantes quantos você puder encontrar! Você será muito mais feliz
por isso. E você ­ não me invoque de novo, sacerdotisa," ela alertou Mikaela, e sem outra
palavra, ela se foi em um clarão de luz.

"Oh, ótimo. Agora o que é que eu vou fazer?" Eu perguntei, caindo em um toco de árvore. "Eu
nem mesmo sei sobre esse Loki. Agora eu tenho que entrar em contato com ele por ajuda
também?"

"Loki?" Eirik e um par de Vikings imergiram das árvores. Eirik estava usando uma camisa preta
sem mangas, e um par de apertadas calças pretas de couro. Gils tinha uma camiseta vermelha
com a palavra SEXO feita por letras em forma de lagartos, e Ljot evidentemente queria nadar por
que ele usava sunga, um par de chinelos, óculos de natação... E mais nada. "Você vai invocar
Loki? É Freya que você quer. Ela é a rainha das Valkirias."

Eu gesticulei em direção a Mikaela e Ramon, que estavam de joelhos coletando os cacos do piti
de Freya. "Ela estava aqui. Ela disse que não vai mais a Valhala por que não tem nenhum cara
dos CSI lá, e que nós temos que pedir ajuda a Loki."

"CSI?" Ljot perguntou, ajustando seus óculos de natação.

"Série de TV."

"Por que a deusa Freya pediu para você invocar Loki? "Eirik perguntou, batendo em um mosquito.

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74 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

Eu não sei por que, mas o pensamento de um fantasma com uma mordida de mosquito me fez rir
por dentro.

"Por que isso é evidentemente seu. Ou era seu. Ou era seu poder ou algo assim." Eu respondi,
parando para mostrar a ele o valknut. "Então eu tenho que tentar pedir ajuda a ele, seja lá quem
ele for."

"Você não conhece Loki, o deus do mal?" Gils perguntou incredulidade emplastada sobre todo
seu rosto.

"Não. Eu realmente não saco tudo de deuses. Quem é ele? E por que Freya não gosta dele?"

"Isso seria por causa de Asgard. Sente-se, eu vou contar a você a história de Loki e Freya," Eirik
disse, se pondo confortável em um tronco caído próximo a mim. Ljots e Gil se sentaram sobre a
grama, colocando uma confortável cara de "ouvir histórias". Mikaela rolou seus olhos enquanto
ela despejava os cacos em uma sacola de tecido, mas ela e Ramon se sentaram aconchegando-
se sobre seu cobertor para escutar.

"Quem é Asgard?" Eu perguntei, tomando meu assento de novo na árvore caída.

"Asgard é um lugar, não uma pessoa. É onde os deuses vivem. Loki era primeiro um deus de
muita travessura, sempre fazendo piadas com os outros, utilizando seus poderes de
transformação para escapar dos problemas. Um dia, quando os deuses estavam construindo
Asgard, eles descobriram que precisavam de mais dinheiro para construir um muro ao redor dele.
Loki teve a idéia de contratar um gigante para fazer o trabalho, e considerou um plano para ter o
trabalho do gigante sem lhe pagar. Ele ofereceu ao gigante a deusa Freya se o muro fosse
concluído a tempo."

"No início, os deuses ficaram céticos, mas Loki garantiu-lhes que ele iria se certificar que o
gigante não completaria a tarefa a tempo, de modo que os deuses não teriam que lhe pagar o
trabalho."

"Que babaca" eu disse depois de perceber que eu estava falando de um deus. "Er... babaca legal,
é claro."

"Não, ele não era legal." Ljot disse sombriamente, balançando sua cabeça.

"O gigante tinha um garanhão para ajudá-lo a construir o muro. Três dias antes que ele estivesse
para ser terminado, o gigante quase tinha feito, e a deusa Freya estava fora de si com raiva de
Loki. Com os deuses apoiando-a, Loki não teve escolha e se transformou em uma égua, e atraiu
o garanhão do gigante. O gigante perdeu o prazo, e ficou furioso. Ele tentou levar Freya de
qualquer modo, mas Thor o deteve. Freya nunca perdoou Loki por usá-la de tal maneira."

"Ouch. Foi nojento dele por planejar isso, sabendo que o gigante ia fazer todo o trabalho e não
ser pago. Eu não culpo Freya por ficar irritada com ele." Eu estava prestes a adicionar que ele ia
suplicar o ying-yang se ele tentasse algo parecido com isso agora, mas lembrei a tempo de que
nós estávamos falando sobre coisas que aconteceram provavelmente a centenas de anos atrás.
Agora você vê o porquê do meu cérebro ter tal dificuldade em lidar com o fato de que todos
aqueles deuses nórdicos eram pessoas de verdade. Tanto para mitologia. "Bem, eu não vou
aguardar para ter que pedir a ele sua ajuda, mas se não há outro jeito de mandar vocês e vou ter
que me segurar e apertar meu cinto e cerrar meus dentes, e toda aquela coisa."

Fiquei de pé e me estiquei. Mesmo não sendo meia noite ainda, eu estava cansada.

"Nós vamos ajudar você," Eirik disse, ficando de pé e limpando cuidadosamente suas calças. "Já
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que você precisa da boa vontade Loki, hoje à noite nós iremos oferecer um sacrifício em nome
dele para assegurar que ele veja seu pedido de ajuda com bom grado.

"Isso seria uma boa mudança," eu disse abafando outro bocejo. "Mas de que tipo de sacrifício
você está falando? Mas do hidromel que Tibolt usa?"

"Tradicionalmente nós sacrificamos um escravo," Ljot disse, espreitando através de seus óculos
de natação como se ele esperasse que um escravo saltasse das árvores e se voluntariasse.

"Mas você decretou para nós não matarmos ninguém," Eirik disse rapidamente quando eu me
virei para gritar com ele. "Então nós iremos, ao invés, oferecer um pequeno sacrifício."

"Como o que?" Eu perguntei, suspeitando. "Vocês não vão matar outro coelho como fizeram mais
cedo?"

"O coelho estava com fiapos." Gils disse, palitando seus dentes.

"Não, sem coelhos. O sacrifício tem que ser algo de valor," Eirik disse, me enxotando para o
trailer.

Mikaela e Ramon já tinha ido para ficar prontos para seu próximo show.

"O que exatamente?" Eu perguntei. "Você pode parar de tentar me empurrar também? Eu não
vou a lugar nenhum até que você me diga o que vocês vão sacrificar."

Eirik suspirou e olhou acima para estrelas por uns segundos, como se ele estivesse tão
pressionado. "Eu espero que a próxima deusa que nos obrigue a ela seja muito mais razoável.
Você não precisa se preocupar, deusa Fran. Nós não iremos sacrificar mortais ­ só muitos Big
Macs que nós iremos oferecer em nome de Loki."

"E McNuggets," Gils acrescentou. "Mergulhados no molho"

"Sim, McNuggets também," Eirik disse com uma olhar de "você está feliz agora?" em seu rosto.

Eu sorri. "Ok. Isso parece bom. Relaxem. Eu estou um pouco cansada então eu acho que vou
encontrar Ben para lhe dizer boa noite, e então vou para cama mais cedo."

"Boa noite, deusa," eles falaram para mim enquanto eu ia para a Feira.

"Junte o resto dos homens," ouvi Eirik dizer a seus homens enquanto eu saia. "Hoje, nós
pilharemos o McDonalds!"

"Eu realmente não quero saber," eu disse para mim mesma, me apressando então eu não os
ouviria fazendo planos para tomarem os McNuggets de refém. "É melhor se eu não souber."

"O que é?"

Uma voz de homem surgiu da escuridão na cabine de regressão no tempo. A maioria dos
estandes, inclusive o de Desdêmona, tinham se fechado durante os shows de mágica.

Pelo menos eu achava que tinham se fechado. "Ben?"

"Ah, Fran!" Uma luz ligou para mostrar Ben e Desdemona em pé muito próximos do que eu teria
gostado. Droga de ciúme. Ben era meu! Como ela ousava em ficar em uma cabine escura com
ele. E como ele ousava permitir ela fazer isso! "Eu só estava mostrando a Benedikt minha pedra
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da lua. Se a luz estiver no quadrante correto, ela lançara uma luz na escuridão. Você gostaria de
ver isso também?"

O que há de errado? Ben perguntou, seus olhos me observando cuidadosamente.

Oh, como se você não soubesse.

"Não, obrigada." Eu disse educadamente. "Eu estou cansada. Estou indo para cama. Divirtam-se
com sua observação da pedra da lua, ou seja, lá o que você está fazendo."

Eu girei meus calcanhares, minhas mãos em punhos, minha mandíbula apertada. E pior de tudo,
meus olhos estavam marejando. Eu estava tão zangada. Eu não sabia se eu batia em Ben ou
chorava.

Você vai ficar com ciúme toda vez que eu estiver próximo de outra mulher?

Isso não é ciúme. Eu corri para os degraus do meu trailer. Grata, mamãe estava fora ainda
fazendo coisas. Isso é uma indignação justa. Senhor Você-é-a-Única-Mulher-para-mim-e-eu-
morreria-sem-você. Você sabe o que eu digo disso? Sapos!

Fran, Ben disse, suspirando em minha cabeça. Você é a única para mim. Eu morreria sem você.
E eu não estava fazendo nada com Desdemona apesar da manobra dela.

Davide se agachou em cima do balcão e desceu suas orelhas enquanto eu andava para cima e
para baixo no corredor estreito.

Oh, eu não estou acreditando muito... Espere. Você sabia que ela estava deliberadamente
atraindo você para sua cabine escura?

Ben riu. É claro. É claro eu não sou um idiota, querida. Eu sei quando uma mulher me deseja.
Mas isso não significa que eu me sinta do mesmo jeito em relação a ela.

Eu pensei nisso por um minuto. As orelhas de Davide se endireitaram enquanto eu parava para
pensar. Você sabia e ainda foi do mesmo jeito?

Eu não sabia até que estava lá.

Oh. No entanto uma coisa é ser tão passivo. Você só ficou lá enquanto ela botava seus lábios em
você? Você podia sair, sabia? Você podia ter dito "Não obrigado, eu não estou interessado e a
propósito, mantenha suas mãos longe ou a Fran vai ter um piti." Você podia ter dito a ela para
deixar você em paz.

Você é boba quando você está numa crise de ciúmes. Eu não decido se isso é lisonjeiro ou
irritante.

Irritante? Irritante! Eu vou te dar uma irritação, idiota!

Davide se agachou enquanto eu passava tempestuosamente por ele e escancarava a porta do
trailer. Eu pretendia correr de volta para encontrar Ben então eu poderia socar sua barriga, como
ele merecia. Ao invés disso eu parei enquanto ele subia os degraus.

"Se eu levantasse o inferno cada vez que você passa alguns minutos sozinha com Soren o que
você faria?" Ele perguntou andando na minha direção. Eu dei alguns passos para trás após
Davide, que estava nos observando com interesse. "Se eu gritasse e berrasse e te proibisse de

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passar algum tempo com qualquer homem, em qualquer lugar, seus fantasmas, Peter, Karl e
Kurt, ninguém, você se importaria?"

"Soren é uma criança. Ele não está atraído por mim."

"O inferno que ele não está. Sua paixão por você é evidente para todo mundo." Ben manteve-se
caminhando em minha direção, seu rosto inexpressivo, mas seus olhos estavam cintilando em um
rico castanho.

"Kurt e Karl estão tendo um caso com Absinthe." Eu disse, dando para trás alguns passos.

"Não importa. Eles podiam estar atraídos por você, e você da mesma forma."

"Peter é velho o suficiente para ser meu pai."

Eu bati contra a porta que dava para um minúsculo quarto no fim do trailer.

Ben colocou suas mãos de cada lado da minha cabeça e se inclinou, sua respiração roçando meu
rosto em uma suave carícia. Apesar de estar com raiva dele, meu estômago girou e ficou feliz por
que ele tinha aquele olhar em seu rosto que ele sempre tinha quando ele me beijava. "Como
qualquer homem mortal poderia resistir a uma linda, e sedutora garota com você?"

"Eu não me importo com os mortais," eu disse, minha respiração ficando curta e rápida enquanto
ele se inclinava mais perto. Eu pus minha mão em seu peito e deixe os sentimentos dele me
invadirem.

Diga-me eu não estou interessada em ninguém além de você, ele exigiu, e como uma resposta,
eu rocei meus lábios contra os dele, deslizando meus braços embaixo dele enquanto nós nos
pressionávamos fortemente juntos. Eu não podia dizer onde eu terminava e ele começava.

Eu posso ter exagerado um pouco, eu admiti enquanto a língua dele passava no canto de minha
boca, eu nunca tinha tido um beijo francês antes de Ben por que, quero dizer ­ línguas! Mas isso
não era diferente com ele. Eu estava excitada e maravilhada, e ele tinha o gosto de vinho picante
que minha mãe tinha me deixado ter um gole no último natal. Meu corpo inteiro foi as nuvens em
uma corrida de arrepios enquanto eu beijava ele de volta, com a intenção de mostrar a ele que eu
apreciava sua honestidade.

E?

Tudo bem, eu saquei seu ponto. Eu não gostaria que você ficasse com ciúmes de mim estando
com outros caras. Então eu vou tentar bem forte não me importar se Desdemona tentar te
monopolizar de novo.

Seus lábios se curvaram contra os meus em um sorriso.

Mas você poderia dizer a ela para afastar suas mãos, sabe! Não machucaria.

Ele se afastou o suficiente para rir. "Ah, Fran você nunca deixa de me deliciar."

"Esta sou eu, a boa e velha divertida Fran... oh, oi mãe."

Sobre o ombro de Ben, o rosto de minha mãe pareceu com raiva e carrancudo. Ele se afastou e
virou-se de lado para vê-la.

Ela jogou suas coisas de wiccan e parou para encarar Ben. "Eu pensei que nós tínhamos um
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acordo?"

Ben inclinou sua cabeça ligeiramente. "Minhas desculpas. Fran estava chateada comigo, e eu
estava simplesmente tentando endireitar as coisas."

"Acordo?" Eu perguntei, mordendo meu lábio inferior. Eu podia sentir o gosto de Ben nele, que fez
minhas pernas parecerem como se elas fossem feitas de gelatina. "Que acordo?"

"Se isso acontecer de novo, você não me deixará escolha," Mamãe disse em uma voz fria. Ela se
moveu de lado para que a porta aberta pudesse ser vista, seus braços cruzados sobre seu peito.

Ben se virou para mim por um momento, acariciando minha bochecha. Boa noite, doce Fran.
Durma bem.

"Hei, espere uma segundo ­ Ben! Você não tem que sair."

Ele acenou para minha mãe, disse boa noite para ela, e sem outro olhar para mim, saiu do trailer,
fechando a porta atrás dele.

"Que acordo?" Eu objetei tão frustrada que eu queria gritar.

"Eu tinha dito a você antes que ele não é permitido em nosso trailer," ela respondeu, arrancando
sua bola e passando por mim para ir a seu quarto. "Eu não quero você se colocando em uma
posição perigosa."

"Posição perigosa?" Eu disse a seguindo para seu quarto. "Com Ben? Como ele pode ser
perigoso? Eu sou sua total Amada!"

"Ele é um homem," ela rebateu, girando ao redor e marchando de volta para mim. "Eu tenho visto
o modo que ele olha para você, e eu não vou permitir que ele use você desse jeito."

Minha mãe ficou louca. Eu disse a Ben.

Ela está preocupada com você.

Ela disse que você não podia vir ao nosso trailer?

Nós temos um acordo, sim. Eu estou autorizado a continuar te vendo por tanto tempo quanto eu
respeitar os limites que ela estabeleceu para você.

"Você colocou limites em mim?" Eu gritei com tanta raiva que eu senti como se estivesse indo
estourar. "Eu não sou uma criança! Você não pode me tratar como uma."

"Você é menor de idade e minha filha, e eu vou continuar a tomar cuidado de seus interesses
tanto quanto eu precisar," ela disse, batendo suas coisas em uma gaveta. "Sim, eu coloquei
limites. Alguém tinha. Ficou claro para mim que você é muito ingênua e apaixonada o suficiente
para permitir que Ben tome qualquer liberdade."

Minha boca caiu aberta por alguns segundos. "Isso é sobre sexo, não é? Você acha que eu vou
ter sexo com Ben? Eu mal aprendi a como beijá-lo!"

"Pelo que eu vi há alguns minutos atrás, você está indo muito bem em suas lições. Eu não vou
deixar você jogar fora sua vida com um... um..."

"Dark One?" eu disse meus braços se envolvendo forte ao meu redor. Eu estava tão nervosa, tão
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machucada que minha mãe não confiava em mim nem um pouco, meu corpo estava tremendo,
meus olhos empoçando com as lágrimas de frustração.

"Vampiro," mamãe cuspiu a palavra. "Ele pode tentar envolver isso em uma roupa limpa, mas ele
é um vampiro, Fran. Nascido nos poderes das trevas, ele é um parasita sobre a vida, uma
abominação aos olhos da deusa."

Eu agarrei a maçaneta. "Você pode pegar sua deusa e enfiar ela em seu..."

"Fran!" Mamãe gritou seu rosto negro com a fúria.

"Ele não é mal. Ele não é um parasita ou uma abominação. Ele é um cara que só aconteceu de
ser um pouco diferente da maioria das pessoas. E ele é meu amigo. Não, ele é meu namorado. E
você pode fazer todos os acordos que você quiser com ele, mas eu não vou honrá-los. Você pode
não ter nenhuma confiança em mim, mas eu acredito em Ben. Ele nunca me machucaria. Nunca!"

"Você é uma tola, garota estúpida." Mamãe disse.

Eu bati a porta fechada, lágrimas correndo sobre meu rosto. Eu pensei por alguns segundo em
correr para o trailer de Imogen e exigir em ficar com eles, mas eu sabia que minha mãe me
arrastaria de volta, e eu morreria se alguém visse isso. Ao invés disso eu agarrei meu iPod,
cobertor e travesseiro, e me enrolei no sofá, ignorando minha mãe quanto ela saiu alguns minutos
depois.


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Capítulo 11
"Bom dia Fran," Imogen parou em seu caminho onde eu estava encolhida em uma das mesas.
Ela olhou ao redor da área, então olhou para mim, seus olhos se alargando. "Você parece
horrível."

"É sempre muito lisonjeiro ouvir isso," eu disse tentando chacoalhar meu mau humor para dar a
ela um sorriso. Não era culpa de Imogen que minha mãe era tão preconceituosa, que ela não
podia entender Ben e eu. "Se você está procurando por Tibolt, ele saiu para correr a meia hora
atrás. Mikaela e Ramon foram à cidade para consertar uma de suas serras. Peter está fora
comprando suprimentos para os cavalos... cavalo."

"Eu sempre achei que lisonjas não eram necessárias entre amigos," ela disse, baixando seu café
com leite e pegando um assento oposto ao meu. Imogen usava um par de shorts brancos de
linho, top branco e uma blusa de gaze branca e prata por cima. "Você deve estar de pé desde
bem cedo para ver todo mundo cuidar de seus negócios."

Eu olhei para a perna bronzeada dela se balançando perto de mim. "Por que é que as mulheres
Moravian podem pegar um bronzeado, mas os homens não podem suportar o sol?"

"Tem algo haver com a natureza da maldição original, eu acredito." Imogen disse, se encolhendo
ligeiramente enquanto ela bebia seu café com leite. "Agora, você vai me dizer por que você
parece tão horrível esta manhã ou eu terei que adivinhar?"

"Mamãe e eu tivemos uma briga sobre Ben."

"Ah," ela disse, balançando a cabeça.

Joguei um pedaço de casca de laranja do meu café da manhã no lixo das proximidades. "Você
não está surpresa?"

"Que sua mãe se sente ameaçada por Benedikt? Não. Ela não seria uma mãe amorosa se ela
não se preocupasse com você."

"Oh, você também não," eu disse esfregando a testa. "Eu tenho dezesseis anos, eu não sou mais
uma criança! Eu não preciso de alguém cuidando de mim. Eu sou perfeitamente capaz de cuidar
de mim mesma. Eu sou uma Amada, pelo amor de Deus!"

"Não, Fran, você não é." Ela disse, abaixando sua caneca e pegando minhas mãos nas delas. Eu
só recentemente tinha começado a permitir que Imogen tocasse minhas mãos. Ela tinha um
monte de emoções que eu achava que não eram da minha conta, mas eu sabia que ela amava
Ben, e gostava muito de mim, então eu não vacilei quando ela pegou minha mão, dando nela um
pequeno aperto. "Você nasceu para ser a Amada dele, sim. Mas você ainda não completou os
sete passos para se unir a ele, e até que você faça isso, você não pode compreender o que é se
ligar a um homem pela eternidade. Você não pode imaginar o que você irá sacrificar a fim de ser
sua Amada. Sua mãe entende um pouco disso, e ela só está tentando proteger você o melhor
que ela pode."

Eu fiz uma careta. "Eu duvido disso. Ela só esta sendo uma controladora fora de si e tentando me
manter debaixo de seu polegar. Ela ainda acha que eu sou uma criança, e eu não sou!"

"É claro que você não é. Você tem grandes poderes, mas o mais importante ­" Imogen desenhou
uma barreira sobre meu peito ­ "você tem um coração grande e compassivo. Você coloca as
outras pessoas antes de si mesma, e nenhuma criança faria isso. Mas você tem que dar a sua
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mãe um pouco de crédito por querer afastar você de ser machucada. Ela tem visto mais do
mundo do que você."

"Eu sei," eu suspirei, minha raiva se derretendo um pouco. "Embora ela não tenha invocado um
bando de Vikings, ou assassinado um demônio. E ela não esta namorando um vampiro."

Imogen riu. "Eu tenho um tio que ela poderia gostar ­ mas isso nem aqui nem lá. Agora, além de
sua briga com Miranda, por que você está parecendo tão deprimida?"

"Ah... tudo." Eu apertei o último pedaço do gomo de laranja no lixo. "O encontro hoje à noite. Os
Vikings que eu não posso mandar para casa. Tesla perdido, e eu impotente para encontrá-lo. Ben
mantendo segredos de mim."

"Muito bem eu ia nadar com Tibolt hoje, mas você precisa mais de minha ajuda do que ele
precisa prestar atenção em mim." Imogen colocou sua caneca abaixo.

Eu ri com a forma que ela expressou seus planos com Tibolt.

"Vamos dar um passo de cada vez. Seu encontro hoje à noite com Benedikt ­ sua mãe não te
proibiu de sair com ele?"

"Não. E é melhor que ela não." Eu disse, afinando meus lábios.

"Ótimo. Sua roupa você já cuidou. Então só falta o cenário, e isso é com Beneditk. Eu lhe dei
conselhos valiosos de como agir, então eu não vejo com que você tem que se preocupar com o
encontro."

"Bem... eu estou um pouco preocupada com os Vikings."

"Por quê?" Imogen perguntou. "Eu não vi nenhum deles atacando recentemente."

Timming é tudo. Naquele momento Isleif passava por perto, vestindo um par de calças listradas
de ciclismo escarlate e laranja e uma camisa roxa sem mangas. Em uma mão ele tinha um arco
de caça e na outra um livro de raças de cães. "Bom dia deusa, Imogen. Eu estou indo caçar
poodles. Vocês gostariam de se juntar a mim? Eu espero pegar o suficiente para fazer um par de
leggings22 de pêlo de poodle.

Eu olhei para Imogen.

Ela suspirou.

"Se nós cruzarmos com um bando deles, eu terei peles suficiente para fazer um par para você
também," Isleif generosamente ofereceu.

"Tem algum poodle na ilha?" Eu perguntei a Imogen por debaixo da minha respiração.

"Não que eu tenha visto. Ninguém vive aqui além dos arqueologistas, e eles só tem golden
retrievers."

"Divirta-se," eu disse para Isleif. Ele olhou com surpresa. "Um, eu quero dizer, vá em frente.
Divirta-se. Feliz... er... Caça ao poodle23."


22
N/T: Leggings ­ calças justas
23
N/T: Poodling ­ não tem tradução, mas é relativo aos poodles, em uma ação contínua.
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"Muito bem," Imogen disse enquanto ele se afastava. "Eu admito que os Vikings são um
problema, embora eu gostaria de apontar que Finnvid não tem sido nenhum problema, e tem o
mais delicioso jeito com... mas isso está fora do ponto."

"Sem mencionar que o modo é muita informação." Eu sorri.

"O próximo em sua lista é Tesla, e eu acredito que você e Benedikt tenham feito tudo que vocês
podiam. Eu queria ter algo que eu soubesse para ajudar, mas limitasse a contratar um detetive
para investigar - algo que seria vinculado ao custo de uma grande quantidade de dinheiro, e eu
estou quebrada."

Eu esfreguei minha testa de novo. A dor de cabeça que eu pensei que tinha me livrado esta
manhã estava de volta. "Yeah, eu também."

"E quanto a Benedikt mantendo segredos ­ você deve entender Fran, que ele tem compromissos
com outras pessoas além de você mesma."

"Eu sei disso. Ele me disse sobre seu irmão de sangue. Ou melhor, ele me disse que não podia
me dizer sobre ele. Algo sobre um juramento. Que eu entendo, eu realmente entendo. Mas é
ainda chato que ele tenha desaparecido por um mês e surgiu e não disse onde ele tinha estado.
Ou sair a noite e voltar quase morto!"

"Eu admito que o último me chateou também." Ela concordou. "Mas você tem que aprender a
confiar em Benedikt. Ele nunca faria nada para te prejudicar."

"Eu sei disso. É só que eu odeio que ele esteja fora fazendo provavelmente coisas tão
determinadas sem mim."

Ela sorriu. "Eu sinto que seus sentimentos por ele estão se tornando mais profundos do que
talvez você saiba."

"Não chega lá." Eu disse, suspirando de novo. Algumas vezes a vida parecia tão esmagadora.

"Tudo bem, nós não vamos chegar. Fora de seus quatro assuntos, eu acredito que só um é uma
preocupação legítima, e eu posso te ajudar com isso."

"Com os Vikings?" Eu parei de esfregar minha cabeça para olhar de lado para o sol da manhã
que tinha surgido por sobre o ombro dela.

"Sim. Você deseja enviá-los a Valhalla certo?

"Sim" Eu disse a ela o que tinha acontecido na noite passada. "Eu ia invocar esse deus Loki, mas
Mikaela saiu para concertar uma moto serra, então eu estou presa esperando até que eles
voltem."

"Tolice," Imogen disse, bebendo o resto de seu café com leite e jogando o copo de papel no lixo.
Ela ficou em pé, se limpando. "Você tem a mim."

"Eu?" Eu me levantei lentamente, sem ter certeza de onde ela queria chegar.

"Sim, você tem. Eu posso invocar o deus Loki, e você poderá colocar seu caso perante ele."

"Mas... você não é uma bruxa. Ou uma sacerdotisa, por exemplo."

"Não, eu sou uma Moravian. Que é definitivamente melhor." Ela disse sem um leve traço de
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arrogância. Eu a segui para seu trailer, e esperei enquanto ela escavava por um livro de
invocações e agarrava alguns antigos itens de uma das gavetas embaixo de seu sofá. Eu olhei
algumas vezes para a porta de seu quarto, sabendo que Ben deveria estar lá já que ele
costumava dormir na parte mais cedo do dia, quando o sol era mais forte."

"Podemos?"

Eu concordei e caminhei obedientemente perto de seus calcanhares enquanto nós fazíamos
nosso caminho através da feira que acabava de acordar, para uma pequena área arenosa que se
projetava de uma extensão rochosa de praia.

"Este é um local bom e silencioso onde nós não seremos perturbadas." Ela disse, acenando para
eu colocar meu braço carregado para baixo. Eu a ajudei a estender uma coberta, derramar um
pouco de água em um cálice de metal, espalhar algumas flores, um grande pena negra, e uma
grande garra de animal encurvada.

"Você faz muito isso?" Eu perguntei, mastigando um lábio um pouco enquanto ela consultava seu
livro.

"Não com deuses nórdicos. Mas não pode ser tão difícil se Mikaela fez. Agora, deixe-me ver...
para a água nós temos água purificada e ­ apenas pegue um punhado de terra, você pegaria?
Coloque-a naquele copo pequeno. Perfeito. Natureza está representada pelas flores, e o reino
animal pela pena e a garra de urso. Hmmm" Ela olhou para cima seus lábios franzidos. "Isso diz
que para invocar um deus nós primeiro devemos estar em uma religião que honra o deus, ou
possuir um talismã pessoal do próprio deus. Freya disse que o amuleto pertencia a Loki?"

Eu balancei minha cabeça. "Ela apenas disse que ele tinha seu poder nele."

Ela pareceu pensativa por um segundo ou dois antes de fechar o livro. "Isso soa bom o suficiente
para mim. Você terá que fazer a invocação já que o amuleto é seu."

"Um... eu não sei que invocação utilizar para ele."

Ela folheou através do livro por alguns minutos antes de fechá-lo de novo. "Acredito que nós
apenas devemos planejar alguma coisa. Como isso é sobre Loki, peça por sua ajuda, e utilize o
amuleto para alcançá-lo, isso deverá funcionar."

"Ok. Eu não sou muito boa nisso, mas qualquer coisa vale a pena para conseguir colocar os
Vikings em seu caminho."

Eu pensei por um minuto, e em seguida, me ajoelhei por atrás dos arranjos dos elementos que
nós tínhamos disposto. "Pela folha e flor, pela água e terra, pela pena e garra, eu te invoco, Loki."

"Oh, isso é muito bom." Imogen disse, parecendo impressionada.

"Obrigada. Algumas vezes eu escuto minha mãe."

Ela sorriu para minha careta, então pareceu séria. "Que tal este próximo. ­ transmorfo, viajante
do céu, deus do fogo que cavalga no céu, descei sobre suas filhas, nós te pedimos."

"Wow. Você é boa." Eu disse, então repeti as palavras para ter certeza que eu lembrava elas. O
valknut começou a brilhar aquecido sob minha camisa. Eu o puxei fora, o mostrando a Imogen.

"Ooooh, está brilhando! O que deve significar que está funcionando."

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"Eu espero. Deixe-me ver... ajude-me em minha hora de necessidade, oh Loki cujos poderes
movem o universo."

"Apelando para a vaidade dele ­ excelente escolha." Imogen disse, concordando.

"Um... qual a próxima? Está me dando branco."

"Oh, deixe-me. Eu sei algumas coisinhas sobre mitologia nórdica. Eu devo saber algo sobre Loki
que nós podemos usar... hmmm. Vamos tentar isso. "Loki Laufeyiarson, cheio de fogo, forte em
espírito, abrasando tudo com seu resplendor, concedei-me vossa presença! Em seguida repita a
primeira parte novamente. "

"Eh... você disse Laufeyiarson?" Eu perguntei, imaginando se isso era um nome comum.

"Sim. Loki é o filho de Farbauti e Laufrei, se eu me lembro da mitologia correta. Por quê?"

"É só que eu conheço alguém com esse nome... nãw. Isso seria uma coincidência. Ok. Aqui vou
eu. Vamos esperar que isso funcione."

Eu gastei alguns momentos limpando minha mente de pensamentos externos, tomei alguns
fôlegos enquanto eu apertava firme o valknut, mentalmente falando a palavra Loki em minha
cabeça para utilizá-la como uma imagem focada, e então falei a invocação completa.

"...pela folha e flor, água e terra, pena e garra. Eu te invoco agora!" Eu terminei, olhando para
minha mão onde o valknut subitamente irrompeu com uma luz ofuscante.

"Imogen?" Eu perguntei, tentando sombrear meus olhos contra a luz brilhante. Era como olhar
para um desses enormes arcos de luz que eles usam em premieres de filmes ­ ou era assim que
eu imaginava nunca tendo sido idiota o suficiente para fazer isso. "Você está bem?"

"Sim. Funcionou? Eu não posso ver nada."

"Eu acho que está apagando." Eu disse cerrando os olhos. A luz no centro da radiação mudando,
se tornando escura enquanto uma forma de homem se formava e se tornava uma pessoa.

"Quem me invocou?" a voz furiosa de um homem perguntou. Eu ainda tinha luzes em meus
olhos, mas enquanto eu as piscava para longe, eu dei um boa olhada no deus que nós tínhamos
invocado.

"Você!" Eu gritei, apertando meus dentes. "Eu quero meu cavalo de volta!"

O homem ruivo que tinha me oferecido mil dólares por Tesla pareceu aturdido por um momento,
seus olhos rapidamente se estreitando. "Eu não sei do que você está falando."

"Sim, você sabe." Eu rosnei, marchando até ele, balançando meu punho. "Eu quero Tesla de
volta! Não ouse negar que você o pegou, por que você é o único que tinha estado interessado
nele. Agora, onde ele está? O que você fez com ele? Ele está bem? Ele está comendo o
suficiente? Eu juro por tudo o que é mais sagrado que se você tiver machucado ele eu vou chutar
o seu saco tão forte, que você não vai ser capaz de andar por uma semana!"

"Fran!" Imogen gritou, correndo para o meu lado, puxando para baixo o punho que eu estava
acenando debaixo do nariz do Sr. Laufeyiarson. "Ninguém ameaça chutar um deus, quanto mais
castrar ele. Você conhece Loki?"

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"Eu nunca encontrei essa jovem psicótica e violenta antes," Loki Laufeyiarson mentiu. Ele não
parecia estar muito preocupado com minhas ameaças, mas eu não deixei que isso me parasse.

"Oh, eu conheço ele. Ele me ofereceu mil dólares por Tesla, e quando eu não o vendi, ele roubou
o pobre Tesla! Você pode ser um deus, mas você não pode sair por ai roubando os cavalos de
outras pessoas!"

Loki se esticou até que ele estava vários centímetros mais alto do que eu. Eu imaginei por um
momento como ele fez isso, então me lembrei ­ deus nórdico. Provavelmente aumentar alguns
centímetros não era uma grande coisa para ele. "Eu sou um dos antigos, mortal. Eu posso fazer
qualquer coisa que eu desejar."

"Yeah? Bem, talvez eu deva chamar Freya de volta. Eu aposto que ela pode dizer algo sobre
isso. E talvez aquele Odin também. Ele não é o deus mais importante?"

Algo pequeno piscou em seus olhos, algo como preocupação. Eu sorri para mim mesma, feliz de
ter encontrado um ponto de pressão.

"Tudo bem," ele disse, apertando seus dentes enquanto ele falava. "Desde que você me invocou
para esse propósito. Eu colocarei sua mente em descanso e admitir que eu peguei o cavalo que
você chama de Tesla. Mas eu tive uma boa razão para fazer isso."

"Sim? E o que seria?" eu perguntei, preocupada se ele ia dizer que ele usou o próprio Tesla. Um
dos problemas de conseguir um cavalo sem sua história é que você nunca está suficientemente
certo de a quem ele pertencia anteriormente.

"Ele é um descendente meu."


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Capítulo 12
Eu esbugalhei os olhos. Eu só abri a boca e deixei meus olhos saltarem em um bom e antiquado
esbugalhar. "Ele é o que?"

Loki era claramente louco.

"Ele é descendente de Sleipnir, o cavalo de oito patas que eu dei a luz e dei para Odin. Só uns
poucos cavalos existem hoje que possam ter o traço de sua herança de volta para mim - o
garanhão branco Tesla é um deles."

"Ok, ok, um intervalo aqui," eu disse, enlouquecendo um pouco. "Você é um deus, um deus
masculino, e você deu a luz a um cavalo de oito pernas?" Espere. Isso não deve ter sido quando
você tentou, com algum gigante, bagunçar com seu horário de trabalho em Asgard?"

Loki olhou por baixo de seu nariz para mim. "Os eventos em Asgard foram distorcidos fora de
proporção, mas sim, isso foi quando eu estava na forma de uma égua que eu fiquei grávido de
Sleipnir. Agora você vê por que o garanhão é valioso para mim."

"Para ser franca, não. Quero dizer, essa coisa toda de você se transformando em um animal e
dando a luz, Tesla tem que ser... a quantas centenas de gerações desde Sleipnir?"

Loki afastou esse ponto. "O fato é que ele é um descendente, e eu tenho muitos poucos deles
deixados estes dias."

"Sim, mas... você é Loki, deus da travessura, o malandro. Você faz todo o tipo de coisas para
outros deuses. É um pouco difícil de acreditar que de repente você virou um cara família."

Ele deu de ombros. "As pessoas mudam com o tempo. Eu também."

"Você é um deus," eu apontei de novo, em caso de ele ter esquecido esse ponto ou penar que eu
era tão estúpida que tinha.

"E quem disse que deuses não podem mudar de coração?" ele perguntou, um sobrancelha
subindo em questionamento.

Ele tinha um ponto ai.

"Tesla é só um cavalo velho. Ele precisa ser cuidado. Ele não precisa de algum..." Eu cortei a
frase. "de um homem velho louco que pensa que ele é um deus," eu substitui. "um que está
ocupado com outras coisas. Além disso, eu prometi que iria cuidar dele, e eu não volto atrás em
minhas promessas."

"Eu acredito que a frase ,,que pena, vem a mente," ele respondeu, examinando sua unha como se
ele precisasse de manicure. "Tesla é meu agora."

"Oh, você... gah!" Eu gritei.

"Você está sendo terrivelmente sem consideração com Fran," Imogen disse. Ela tinha o que eu
pensava um rosto altivo. Um que ela usava com os caras que tinham sido rudes com ela. "Tudo o
que ela está fazendo é pedir seu cavalo de volta e ajuda com alguns fantasmas para irem para
Valhalla. Ela tem um importante primeiro encontro com meu irmão hoje à noite, e por que você
está sendo teimoso e obstrutivo, ela não vai se divertir como deve porque ela está preocupada
com Tesla, e com o que os fantasmas estarão fazendo enquanto ela está em seu encontro."
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87 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Um encontro?" Loki perguntou, olhando de Imogen para mim. "Você tem um encontro com um
Moravian?"

"Sim, Ben é um Dark One, mas isso não é realmente importante..."

"Uma Amada em seu primeiro encontro," Loki interrompeu, coçando seu queixo enquanto ele me
dava um olhar especulativo. Eu rosnei para mim mesma. Eu conhecia aquele olhar. Eu sabia o
que estava por vir. "Como eu me lembro bem da corte com todas as minhas três esposas. Eu vou
dar a você alguns conselhos valiosos."

"Eu já aconselhei Fran com qual o melhor modo de se divertir em seu encontro," Imogen apontou.
"Informação de um homem dificilmente é necessária."

"Primeiro, teste esse Dark One para ver se ele realmente é fiel a você," Loki disse, ignorando
Imogen totalmente. "eu recomendo fazer um truque ou dois com ele para ver se seu coração é
verdadeiro, ou se ele é um cachorro mentiroso."

"Meu irmão não mente!" Imogen disse indignada.

"Em seguida, tire dele algo que ele valoriza muito. Quando à hora estiver certa, finja que você a
encontrou. E ele será grato a você eternamente."

"Oh!" Imogen engastou. "Isso está completamente fora de linha! Fran, não escute uma palavra
que este homem está dizendo!"

Loki continuou ignorando ela. Eu só esperava que o conselho terminasse logo, então eu poderia
voltar aos tópicos de Tesla e os Vikings. "Finalmente, você deve trazer a ele muitos presentes.
Algo para lhe dar valor aos olhos dele, e fazer ele te tratar como uma fonte de grande fortuna."

Eu não pude me impedir de rolar meus olhos para seu conselho. Eu posso ser ingênua, onde
encontros era o assunto, mas mesmo eu sabia que o que ele estava recomendando era
completamente estúpido.

"Você precisa de um sério aconselhamento psicológico," Imogen disse com uma fungada.

"Eu acabei." Loki disse. "Agora que eu te dei de presente o meu conselho, você pode me
agradecer e então eu vou embora."

"Obrigada pelo conselho," Não importa o quão horrível ele era. "Mas eu não estou bastante
satisfeita de falar com você sobre Tesla e os Vikings."

"Eu te disse minha resposta," ele disse começando a andar se afastando. "Não há nada a que se
discutir."

Bem na hora eu me lembrei que eu não era tão impotente quanto ele pensava. Eu peguei o
amuleto e segurei-o de modo que o sol brilhou sobre ele. "Reconhece isso?"

Seus olhos se alargaram enquanto ele dava um passo em minha direção, sua mão estendida. "O
Vikingahärta! O que você está fazendo com isso? Ele é meu!"

"Nuh uh." Eu segurei o valknut próximo a meu peito e dei a ele um sorriso vitorioso. "Que pena,
lembra-se? O Vikingahärta é meu agora."

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88 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Fran," Imogen sibilou entre seus dentes enquanto ela vinha para ficar perto de mim. "Não é sábio
provocar um deus!"

Loki disse algo em uma língua que eu não entendia, mas o tom de sua voz significava o suficiente
para me dizer que ele não estava me oferecendo uma oração pelo meu bem estar.

"Não se preocupe, eu estou no controle," eu sussurrei para Imogen antes de me virar de volta
para Loki com um sorriso agradável. "Entretanto, eu estou disposta a deixar você ter ele se você
me devolver Tesla e enviar os fantasmas Vikings que eu invoquei para Valhalla."

"Não," Loki disse, e deu um outro passo em minha direção.

"Não? Como... não?" O Vikingahärta brilhou quente em minha mão, mas se ele estava
esquentando por que eu de repente comecei a suar ou se era o aquecimento de seu próprio
poder, eu não sabia.

"Não. Não, eu não vou libertar meu descendente para sua custódia, e não, eu não vou ajudar
você com nenhum dos guerreiros. Você vai me dar o Vikingahärta para mim agora, ou você
sofrerá as conseqüências."

"Isso não é justo com Fran," Imogen disse, seu queixo seguro alto. "Você tiraria tudo dela e não
daria nada a ela em troca. Eu não posso permitir que você faça isso."

"Você não pode me permitir? Loki disse sua voz de repente ficando muito, muito profunda. Tão
alta que ecoou nas rochas atrás de nós, assustando as gaivotas acima no silêncio. "Você iria me
ameaçar, imortal?"

Imogen deu a ele um olhar que eu tinha visto fazer outros homens ficarem de joelhos. "Eu vou
proteger os interesses de minha melhor amiga de um deus mesquinho, sim."

"Bah!" Loki acenou para Imogen. Sem nenhum som, ela caiu de costas na areia, quase batendo
sua cabeça em um grande pedaço de madeira flutuando.

"Imogen," eu gritei, caindo de joelhos próxima a ela para ver o quanto ela estava ferida. Eu senti
seu pulso e vi com alívio que ele estava batendo forte e constante. Seus olhos estavam fechados,
seu rosto calmo, mas era como se ela tivesse caído no sono. "O que você fez com ela?" eu
perguntei olhando acima para Loki, pronto para pedir ajuda se ele a tivesse ferido.

"Simplesmente parei seus guinchos por uns poucos minutos. Ela é imortal. Ela não está ferida,
apenas a enviei para dormir."

"Se ela não acordar em um minuto, você vai ser um deus que se lamentará muito." Eu prometi,
lentamente ficando de pé.

Ele suspirou, seus olhos duros e brilhantes com fúria. "Mais ameaças. Muito bem, eu tenho uma
para você mortal. Se você não me devolver a Vikingahärta, eu vou te tirar o que você mais
valoriza."

O frio apertou meu coração, um número de imagens perseguindo uma a outra através do
pensamento em minha mente ­ Ben, minha mãe e pai, Tesla, Soren e Imogen... eu dava valor a
todos eles muito. "Tirar? Tirar eles para onde?" O olhar que ele me deu fez o frio em meu coração
virar gelo.

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89 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Me dê o valknut agora, mortal Fran." A voz vinda de sua boca parecia ter amplificado através de
um megafone. Era tão alta que machucou meus ouvidos.

Eu dei alguns passos para trás, balançando minha cabeça lentamente, o pingente agarrado
fortemente em minha mão. "Não, a menos que você me devolva Tesla e leve os fantasmas
Vikings para Valhalla."

Seus olhos se estreitaram. "Você sacrificaria aqueles que te são mais queridos por um pequeno e
insignificante pedaço de jóia?"

"Não, eu não o faria." Eu olhei rapidamente para Imogen, mas seu peito subia e descia
normalmente, então eu percebi que Loki estava falando a verdade e que ela estava apenas
dormindo. "Eu iria, no entanto, lutar com cada última respiração em meu corpo por eles. Se você
quer este valknut, ou você vai ter que tirar isso de mim, ou me dar o que eu quero."

Loki rosnou algo baixo e avançou para mim, mas o valknut, apesar de seu e com o poder dele
infiltrado nele, evidentemente não gostava muito dele, pois de repente deslocou uma luz dourada
avermelhada que fez Loki saltar para trás.

"Muito bem," ele rosnou, seu corpo começando a tremular. "Nós faremos a coisa do jeito mais
difícil."

Ele tremulou até o nada antes que eu pudesse dizer algo. Um segundo ele estava lá e no outro
tinha partido, uns poucos pontos cintilantes no ar para trás indicava que um deus tinha estado ali.

Imogen gemeu.

"Você está bem?" eu perguntei a ela, ajoelhando-me a seu lado. "Como você se sente?"

Ela esfregou sua cabeça. "Como se alguém tivesse me batido. O que aconteceu? Ew... eu estou
deitada em cima de algas."

Eu limpei ela e a ajudei a tirar as algas de seu longo cabelo loiro prateado, explicando o que Loki
tinha dito e feito.

"Oh! Ele não vai escapar nos ameaçando desse jeito." Ela disse seus olhos em fogo com a raiva.

"Espere só até que Benedikt ouça sobre isso!"

"Um. Yeah." Um arrepio desceu em meus braços com a memória de Loki jurando que ele tomaria
o que mais importava para mim. "Talvez nós não devêssemos contar a ele sobre isso."

"Não contar a ele?" Imogen parou no meio do recolhimento das suas coisas para a invocação de
Loki. "Fran, você não pode manter segredos de Benedikt de algo dessa importância."

"Por que não, ele não parece ter nenhum problema em manter segredos de mim." Eu entreguei
seu cálice.

Ela derrubou a água dele e franziu a testa para mim. "Isso é diferente, e você sabe disso."

Eu não via a diferença, na verdade, mas uma discussão sobre aquilo não ia fazer a nós nenhum
bem naquele momento. Eu fiquei em silêncio enquanto ela andava lentamente de volta aos
trailers. Imogen dando um sermão o tempo todo sobre ter confiança em Ben.

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90 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Fran!" Imogen disse enquanto ela parava próxima aos degraus de seu trailer. Eu lhe entreguei as
coisas que eu tinha pegado. "Você não ouviu uma coisa do que eu estava dizendo, não é?"

"Na verdade, sim."

Ela abriu a porta do seu trailer, olhando para dentro para se assegurar que Ben não estava de pé,
lançando as coisas sobre a cadeira próxima a porta. "Você não pode apenas não fazer nada
sobre isso! Ignorar isso seria fazer isso embora."

"Oh, eu sei disso. E eu não vou deixar de fazer nada."

"O que você vai fazer então?" Ela perguntou.

Finnvid e Gils estavam deitados sobre cadeiras na área central, uma caixa de som entre eles,
tomando um bronzeado enquanto escutavam música e bebendo o que parecia com uma caixa de
cerveja sueca.

"Eu vou pedir a Sir. Edward para ajudar. Agora que eu sei com quem eu estou contra, eu só
preciso descobrir um jeito de fazer Loki fazer o que eu quero."

"Loki?" Finnvid perguntou. Olhando acima da revista com mulheres em topless em todas as suas
páginas. "Você o invocou? Ele gostou do sacrifício dos muitos pequenos hambúrgueres que
fizemos em seu nome? Ele irá nos ajudar a chegar a Valhalla?"

"Sim, eu não tenho nenhuma idéia e não. Ele está sendo muito chato e eu estou indo ter uma
briga com ele." Eu disse enquanto eu marchava para além dos dois fantasmas.

"Gils, acorde," Finnvid disse, batendo em seu amigo na cabeça com a revista. "A deusa Fran está
indo fazer guerra contra Loki. Nós devemos ajudá-la!"

"Não, isso não é uma guerra..."

"Idag dörvi!" Finnvid gritou a plenos pulmões. "Nästa hallpats: Vallhall!

"Shhhh!" Eu sibilei, botando a mão sobre a boca dele. "Algumas pessoas dormem até tarde! E o
que você disse?"

"Hoje nós morreremos. Próxima parada: Valhalla," Finnvid disse por debaixo de minha mão. Eu
puxei ela de volta e deixei ele falar desde que ele não falasse mais alto. "Ah, viu? Os outros
vieram."

"Oh, ótimo, eu só disse que eu... Não, não, ponha pra baixo o arco, Isleif."

"Finnvid nos chamou." Isleif disse, arfando um pouco já que ele tinha corrido desde a costa. Atrás
dele estavam Ref e Ljot, com Eirik emergindo a pleno galope da floresta, enfiando sua blusa
dentro de suas calças de couro. "Nós vamos para batalha?"

"Não! Batalha não!"

"Sim!" Finnvid disse, acenando seu braço para os outros fantasmas Viking enquanto eles se
materializavam e emergiam de várias partes da ilha, todos atraídos por seu grito de guerra. "A
deusa Fran vai a guerra contra Loki! Será uma batalha como nenhuma outra!"

"Você pode dizer isso de novo." Eu murmurei debaixo da minha respiração.
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Capítulo 13
"Primeiro, você deve atrair Loki para dentro de uma área em que ele esteja desprotegido," Eirik
disse, chacoalhando uma caneta que não escrevia. Ele fez um som aborrecido e jogou ela fora
com bloco de papel que ele tinha tirado de meu trailer. "Gils, você está com seu laptop?"


"Sim, bem aqui," Gils disse, puxando um pequeno laptop branco. Ele o colocou abaixo em uma
das mesas de piquenique. O resto dos Vikings grudados ao redor dele para olhar por cima de seu
ombro.

"Você compraram um laptop ontem?" Eu perguntei, tendo um pouco de dificuldade em tentar dar
conta do pensamento de fantasmas de mil anos com computadores.

"Dois. O meu está recebendo um upgrade de memória e uma entrada fireware24, e deve estar
pronto hoje mais tarde." Eirik respondeu enquanto Gils acessava um programa gráfico. Ele o fez
desenhar um mapa grosseiro da área. "Nós precisamos de um bom lugar para emboscá-lo. Que
tal a barraca principal, onde as wiccans fazem seu círculo? Ela é fechada em três lados."

"Olha, eu realmente aprecio que todo mundo pense em me ajudar, mas sabe, provavelmente vai
ser mais fácil para eu fazer isso por mim mesma," eu disse a eles, mas ninguém prestou nem um
pouco de atenção em mim.

"A deusa Fran pode atrair ele para dentro da área hoje à noite, quando o sol estiver baixo, então o
poder de Loki estará fraco," Isleif explicou. "Então quando ele estiver na posição, nós atacamos."

"Eu vou cortar sua cabeça." Gils disse.

"E eu vou cortar o seu baço." Ljot brandiu uma faca de caça com grande prazer.

Os olhos de Isleif se iluminaram. "Eu irei atirar nele tantas flechas que irão perfurar todos os
órgãos principais."

"Isso é um desejo realmente doce, caras." Eu disse, tentando de novo os fazer verem o motivo.

"Mas é de um deus que nós estamos falando, lembram-se? Eu sei que vocês doze são grandes e
Vikings maus, mas o namorado de Tallulha, Sir Edward, disse que Loki não era nada que ele
tinha visto antes, e ele tem todo aquele poder. Então eu acho que vocês não vão ser capazes de
derrotar ele se vocês o emboscarem."

"A deusa Fran tem um ponto," Finnvid disse pensativamente, olhando para Eirik.

"Hmmm, talvez ela tenha. Loki ainda tem muito poder. E não pode ser ruim ter alguma ajuda.
Muito bem ­ Torir, você e Ref invoquem os Vangarians."

"Os quem?" Eu perguntei.

"Vikings, de certa forma. Eles navegaram principalmente para a Rússia," Eirik explicou. "Nós
costumávamos guerrear com eles, mas nós iremos nos juntar na batalha contra Loki. Hoje à
noite, quando o sol estiver mais baixo, a deusa Fran irá atrair Loki para nossa armadilha, e nós o
pegaremos de surpresa, matando ele de uma vez por todas."
24
N/T: Firewire card ­ cartão firewire ­ seria o equivalente a uma entrada USB, hoje tão comum em todos os computadores, mas em 2006 seria
um top de linha.
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92 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Os outros fizeram barulhos felizes de concordância. Eu queria dar uma pancada forte na cabeça
de todos eles com um pequeno machado de decapitação para mulheres. "Sheeesh! Qual parte do
,,ele é um deus, vocês não entenderam? Vocês não podem matar ele! E mesmo que vocês
pudessem eu não quero ele morto ­ eu só quero que ele me dê Tesla de volta e envie vocês para
o seu destino."

Instantaneamente doze rostos de Vikings ficaram desapontados.

"Oh, pelo amor de Deus... olha, mesmo se eu concordasse com este plano ­ e eu não vou! ­ eu
não poderia ajudar. Eu tenho um encontro com Ben hoje a noite, lembram-se?"

"O grande encontro," Gil disse, franzindo seus lábios. "A deusa não deve perder isso."

Isleif assentiu. "É importante."

Eirik andou de lá para cá por alguns segundos. "Muito bem. Vamos usar alguma outra isca que
não seja a deusa para derrubar o deus Loki. Então quando nós o tivermos..."

"Eu vou cortar fora o seu fígado, cozinhá-lo na frente dele, e farei ele o comer enquanto ele ainda
estiver esfumaçando." Disse um Ljot entusiasmado.

"Nada de cortar fígado!" Eu gritei.

"Então nós vamos mantê-lo prisioneiro enquanto a deusa termina seu encontro e possa forçar
nele a sua vontade." Eirik disse, balançando sua cabeça para Ljot. Eu podia jurar que ele
murmurou algo a Ljot sobre mais tarde eles tirarem o fígado de Loki, mas isso podia ter sido
minha imaginação paranóica.

"Tanto faz. Só não matem, nem cozinhem fígado e não mexam com ninguém da Feira Gótica. Se
eu ouvir mais uma queixa de Absinthe sobre vocês..."

Eu atirei a eles olhares significativos. Todos eles, cada um deles, tentou parecer inocentes.

"Nós não violamos, pilhamos, saqueamos ou assassinamos ninguém nesses dias." Finnvid
resmungou. "Bem... nós pilhamos a Mcdonalds noite passada para o sacrifício."

"E eu posso ver o quão bem isso fez," eu respondi, fazendo uma nota mental para descobrir se
eles tinham deixado algum dinheiro para os sacrifícios de hambúrgueres.

"Você agora vai, deusa, e fique pronta para seu encontro," Eirik disse, me enxotando quando eu
tentei ver o que Gils estava teclando tão ocupado em seu laptop. Quando ele tinha aprendido a
usar um? Sem mencionar aprendido a digitar? "Nós vamos cuidar de tudo por aqui."

"É disso que eu tenho medo."

"Nós vamos invocar os Vangarians para nos ajudar a pegar o deus Loki. Nós não vamos matar
ninguém. Nós vamos esperava você estar de volta do seu encontro antes de torturarmos ele. Viu?
Tudo sob controle. Vá e tenha seu encontro."

Eu olhei para a posição do sol no céu. "Eu tenho cinco horas antes de ficar pronta para meu
encontro. Por que ao invés disso eu não posso ajudar vocês?"

"Você é uma deusa!" Eirik disse em uma voz preenchida com um falso choque. Ele agarrou meu

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93 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

cotovelo e me empurrou para o lado oposto da direção de Gils e seu laptop. "Nós nunca
pediríamos para você se ocupar. Isso seria errado."

"Uh huh." Eu me deixei ser levada, mas só por que eu não queria pensar muito que os Vikings
podiam ferrar as coisas tanto quanto eles prometeram que ninguém seria morto ou tostado.

"Nós te veremos mais tarde, quando a armadilha estiver pronta para o deus Loki." Eirik soltou
meu braço e me deu um pequeno impulso.

Eu parei e dei a ele um pequeno olhar. "Tudo bem. Mas fique longe de problemas! Estou indo
falar com Sir Edward enquanto vocês fazem seus grandes planos. Apenas lembrem-se! Nada de
matança! Nada de mutilar! Nada de destruição total!"

"Siga seu caminho, deusa." Eirik disse com um último empurrão." Nós temos trabalho a fazer."

Eu tinha muito o que fazer, mas eu pus esse pensamento de lado e fui para o trailer de Tallulha.
Eu calculei que era muito importante falar com Sir Edward sobre o que ele sabia sobre deuses
nórdicos do que limpar meu trailer.

Minha mãe tinha outras idéias.

O que você está fazendo?

Limpando o banheiro de nosso trailer. Mamãe me pegou quando eu estava saindo de Tallulah.
Como você está se sentindo?

Bem como sempre. O que você estava falando com Tallulah?

Eu estava falando com Sir Edward sobre deuses nórdicos. Eu dei na parede do banheiro um
último esfregão com a esponja e achei que estava bom, jogando as coisas de limpeza no balde
que nós mantínhamos no armário debaixo da pia.

Ah, Imogen me disse o que aconteceu entre você e Loki esta manhã. Você deveria ter me
chamado. Eu não gostei da idéia de vocês duas enfrentando um deus.

Eu bufei enquanto eu olhava lá fora. Os Viking tinham desaparecido há um tempo. Eles partiram
quando mamãe me encontrou e me arrastou para a limpeza forçada. Eu achei que eles estavam
chamando seus amigos fantasmas para ajudá-los com Loki. Primeiro de tudo, foi cedo pela
manhã e você estava dormindo.

Fran, você pode me acordar se você precisar de mim.

Eu sei disso, mas nós não precisávamos de você. Nós estávamos com tudo sob controle.

Foi à vez de Ben bufar. É por isso que Imogen foi golpeada com uma magia para dormir?

Ela não foi ferida. Eu teria te chamado se ela tivesse sido machucada.

Apesar de tudo...

Sir Edward disse que a única maneira de um deus cumprir seus desejos é utilizar seu poder
contra ele, eu disse, interrompendo o que com certeza ia ser outro sermão machista.

Você esta mudando de assunto. A irritação ecoou em minha cabeça com as palavras.

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94 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Eu ri e fui para a minúscula cozinha do trailer. Com apenas algumas bancadas, um minúsculo
fogão, e um pequenina pia, não me levaria muito para limpar ela. Yep. Você acha que o valknut
vai ser poderoso o suficiente para utilizar contra ele?

Ben ficou em silêncio por um momento. Eu vou ver isso.

Eu fiz uma careta enquanto eu torcia um pano de limpeza. Tem alguma coisa errada? Você
parece distraído. O que você esta fazendo?

Tomando um banho.

Oh! Por alguma bizarra razão, um corar minúsculo esquentou minhas bochechas. Agora mesmo?

Sim. Por quê? Você não acredita em mim?

Claro. É só... Que é meio estranho falar com alguém enquanto ele está nu e ensaboado.

Seu sorriso lento infiltrou-se em minha mente. Você gostaria que eu provasse isso?

Provar? O que você quer dizer?

Uma sensação inundou minha cabeça, a sensação de Ben acariciando com suas mãos seu peito
molhado e ensaboado, seus longos dedos deixando uma trilha enquanto elas deslizavam abaixo
de seu externo para sua barriga. A imagem era tão forte, tão clara em minha mente, minhas
próprias pontas dos dedos vibrando como se elas estivessem tocando ele.

Oh cara. Você é... oooh.

Eu estava pensando em beijar você a alguns segundos atrás. Agora eu estou imaginando você
me tocando. Seus dedos espalhados sobre sua barriga. A combinação do que ele estava
pensando e sentindo fez meu próprio estômago virar em excitação. Mas o que eu queria muito é
que você me toque aqui.

Suas mãos deslizaram mais baixo, o sabão tornando sua pele molhada, seda escorregadia. Eu
arfei, meus olhos quase saltando quando ele começou a lavar suas partes de homem. Ok, eu não
sou uma idiota, eu sabia que ele tinha aquelas partes. Eu sabia o que elas eram, tendo sido
informada por uns bons anos sobre sexo e coisas como aquela, e eu não acho que isso era uma
grande coisa. E embora eu estivesse secretamente interessada em saber como Ben ­ tudo de
Ben ­ se parecia, eu não estava pronta para ele saber que eu queria saber.

Isso é demais para você? Ele perguntou enquanto ele se ensaboava. Se você quiser eu irei parar.

Bom... você tem que tirar o sabonete, então eu não acho que você possa parar agora mesmo. Eu
disse, minha boca aberta enquanto eu ficava lá, tentando não deixar ele ver o quanto eu estava
interessada.

Eu quis dizer parar de compartilhar a mim mesmo com você. Sua voz era quente em minha
cabeça, tranqüilizante e, ainda assim, mexendo com algo profundo dentro de mim.

Minha mãe entrou no trailer. Davide seguindo de perto. "Já terminou? Isso não levou muito
tempo."

Só porque eu não quero ter sexo com você isso não significa que eu não estou... um...

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95 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Curiosa?

Yeah.

"Fran? Você está bem? Você está com uma expressão estranha no rosto."

A sensação da água quente que descia sobre o corpo dele era tão vivida em minha mente quanto
ele. Há algumas coisas que eu não posso dividir com você, Fran. Mas todo o resto que eu tenho é
seu, incluindo meu corpo. A qualquer hora que você estiver pronta para isso.

"Querida? O que há de errado?"

Eu pisquei algumas vezes para me livrar da visão do corpo nu e molhado de Ben. Minha mãe
parada em frente a mim, olhando. "Você está bem? Você está ofegante. Se você não fechar a
boca você vai engolir mosquitos."

"Yeah. Eu só estava... uh... pensando em uma coisa."

"Hmm." Ela me deu um olhar suspeito, mas passou por mim. "Por que você não coloca aquelas
coisas pra lá. Eu quero ter uma conversa com você."

Eu afastei as últimas coisas de limpeza, e me sentei no sofá enquanto ela descarregava suas
coisas de invocação. Ela conversou como o dia do círculo tinha terminado, e as mesmas coisas
estranhas que eu tinha escutado uma centena de vezes até que eu mentalmente abaixei sua voz
em alguns decibéis.

Que tal em duas horas? Eu perguntei a Ben, tentando um tom leve e divertido, mas eu suspeitava
que ele soubesse que estava com minha língua salivando e secando para não babar.

Para nosso encontro, você quer dizer?

Sim. E nada mais. Eu não estou pronta para aquilo ainda.

Eu sei querida. E você sabe que eu não vou apressar você. Eu esperei mais de duzentos anos
por você. Eu posso esperar um pouco mais até que você esteja confortável com o pensamento de
intimidade física.

Eu nunca tinha falado com ninguém desse jeito antes, e eu tinha uma estranha sensação que eu
deveria estar embaraçada por estar falando sobre sexo, sem mencionar que mais ou menos
assisti a Ben tomar um banho, mas eu não estava. Ben era diferente de qualquer outra pessoa, e
não só por que ele era um vampiro. Ele era... Certo.

Obrigado

Huh?

Eu acho que você é a pessoa certa para mim também.

Pare de escutar escondido! Eu gritei, mortificada.

Ele riu. Eu não estava. Você estava se projetando para mim. Se você não quer que eu escute
seus pensamentos, você terá que protegê-los.

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Oh ótimo, agora eu sou uma estação de rádio. Bem, WFRAN está fora do ar agora. Eu te vejo
daqui a pouco.

"Fran? O que tem de errado com você hoje?"

Eu arrastei minha mente de Ben e percebi que mais uma vez, de novo, minha mãe estava em pé
em frente a mim, evidentemente estando esperando por minha resposta a uma pergunta que eu
não ouvi. "Desculpe. Eu só estava pensando em algumas coisas."

Seus lábios se estreitaram. "É Ben, não é? Você está pensando nele."

Eu decidi que se podia funcionar com Ben, podia funcionar para mim. Eu não disse nada, só olhei
para minha mãe.

Seus lábios se apertaram ainda mais. Eu jurei para mim mesma que não importasse o quanto ela
fizesse alarde de Ben ou de mim, eu não iria me abalar, me arrastando com ela.

As coisas entre nós tinham estado forçadas e tensas desde a nossa última briga, e embora eu
soubesse que ela estava errada sobre Ben, eu não via nenhuma maneira de convencê-la disso.
Ela só tinha que ver por si mesma o cara de confiança que ele era.

"Muito bem," ela disse se sentando do lado oposto da pequena mesa. "Agora é uma boa hora
para discutir sobre esse encontro que você vai ter hoje à noite."

Eu continuei sem dizer nada. Eu, no entanto, com certeza pensei em um monte de coisas. Eu
pensei em tantas, e pensei nelas com tanta disposição e frenesi, que eu tive que checar duas
vezes primeiro para ter certeza que eu não estava transmitindo para Ben.

Mamãe tomou um profundo fôlego e deixou-o sair lentamente. "Eu não vou dizer que lamento
pela discussão que nós tivemos na outra noite, primeiro por que eu não acredito que eu tenha
que me desculpar por tomar conta da minha filha e me preocupar com seu bem estar e
segurança, mas também por que eu posso ver pelo olhar mal humorado em seu rosto que isso
não fez nenhum bem.

Eu lutei pela urgência de tocar em meu rosto. Mal humorada? Eu? Eu não estava me sentindo
mal humorada. Cansada, sim; desconfiada, ah sim. Mas mal humorada? Nope. Não esta garota.

"Entretanto, eu acredito que uma coisa boa veio com aquela cena feia ­ eu sei agora da
profundidade de seus sentimentos por Benedikt."

Estava na ponta da minha língua dizer a ela que eu não sabia que ela sabia, por que nem mesmo
eu sabia como eu me sentia em relação a Ben, não do jeito que ela quis dizer, pelo menos. Meus
sentimentos por ele eram ainda confusos e mais ou menos em suspenso. Oh, eu gostava dele.
Eu gostei de como ele compartilhou a si mesmo no banho. Eu realmente gostava de beijar ele.
Mas qualquer coisa, além disso, era ainda território desconhecido.

"Quanto a sua acusação de que eu não confio em você ­" Mamãe parou por um minuto e franziu
a sobrancelhas para mim.

Tanto para não falar da briga.

" ­ eu queria que você soubesse que eu confio em você. Se eu não confiasse eu não permitiria
que você fosse a esse encontro."

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97 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Minhas costas se endireitaram com aquele negócio de "permitir", mas eu decidi deixar para lá.
Um briga agora só chatearia nós duas ainda mais. "Bom," eu disse finalmente, imaginando que
ela ficaria irritada se eu mantivesse a marca registrada de silêncio de Ben.

Ela deu outra respiração profunda e utilizou os nós de uma mão para esfregar suas têmporas.
"Como uma mulher e como uma mãe, entretanto, eu sei que tipo de problemas você pode
conseguir se colocando em uma posição de fraqueza com um homem ­ eu não estou falando
especificamente de Ben aqui. Sair com um homem em um encontro é uma das horas que você
está vulnerável ao ataque: sexual, físico e mental."

"Eu já te falei," eu disse, mantendo minha voz deliberadamente calma. "Ben e eu não vamos fazer
sexo. Ele não vai me atacar física ou mentalmente por que eu sou a Amada dele. Isso significa
que ele realmente não pode, mesmo se ele quisesse, o que ele não vai fazer."

Mamãe piscou para a palavra "Amada", mas não disse nada sobre isso. "Há certas coisas como
estupro, querida. Há drogas que os homens podem dar a garotas que as derrubam enquanto eles
podem estuprá-las." Eu comecei a abrir minha boca para protestar a inocência de Ben em algo
tão ridículo, mas ela levantou sua mão. "Não, me escute. Eu sei que você acha que nenhuma
dessas coisas pode acontecer com você, e a deusa sabe que eu peço que não aconteça. Mas eu
quero que você esteja preparada para qualquer tipo de ataque a você, não importa de quem."

Eu mordi meu lábio para impedir de dizer a ela que eu podia cuidar de mim mesma. Ela alcançou
algo atrás dela e agarrou uma pequena bolsa, puxando dela alguns itens.

"Isto," ela disse, segurando uma pequena caixa preta. "é spray de pimenta. Não vai causar
nenhum dano permanente, mas colocar em lentidão quem ataca você."

Eu peguei o spray de pimenta sem comentários. Eu na verdade tinha desejado algo assim antes,
mas nunca tive necessidade dele.

"Este é um amuleto Green Tara." Minah mãe segurou acima uma corrente com uma pequena
pedra de amuleto pendurada nele. Ela o deslizou por sobre minha cabeça. Eu segurei a pedra do
amuleto para que eu pudesse vê-la ­ era uma mulher que se sentava em um estilo de lótus, como
uma pequena versão do Buda. "Isso é uma barreira e significa proteção. Isso deve manter você
segura de quaisquer poderes das trevas. Mantenha-o com você o tempo todo. E finalmente..." Ela
puxou de um longo estojo de couro uma faca grande. "Se o spray de pimenta e o Green Tara não
forem suficientes para deter alguém, isso deve. Eu não tolero a violência contra os outros, como
você sabe, mas auto proteção não compreende essa regra."

"Ok," eu disse empurrando a faca para longe, quando ela a empurrou para mim. "O spray de
pimenta eu vou levar, por que é legal. A mulher buda verde eu vou levar também, por que isso
fará você feliz. Mas eu não vou sair por ai com o equivalente de uma espada para mim!"

"Fran, isso é para sua própria..."

"Eu sei." Eu disse, ficando de pé. "E eu agradeço. As duas primeiras são ótimas. Eu não vou
deixar Ben me passar nenhuma pílula, não que ele o faria. Eu não vou entrar em um beco escuro
com ninguém. E eu não irei entrar em nenhum carro de estranhos, ok? Já terminou? São quase
seis, e eu tenho que me trocar para ler as palmas, então eu posso terminar mais cedo e ficar
pronta para meu encontro."

Ela não tinha terminado é claro, mas eu não esperei para ela terminar, antes eu me vesti para
minha hora de leitura de palma. Ela continuou a me alertar até o momento que eu sai do trailer.

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98 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Mãe, é só um encontro, só um encontrinho, não o fim do mundo." Eu disse enquanto eu abria a
porta e saia pelas escadas. Ela ficou em pé na entrada me dando o mesmo olhar preocupado que
ela tinha estado me dando pela última meia hora. "Pare de se preocupar. Está tudo sobre
controle, ok? Nada de ruim vai acontecer."

"Mulheres e crianças para as colinas!" Finnvid gritou enquanto ele corria vestido em seu traje
original de Viking de couro e lã, sua enorme espada brilhando em uma mão enquanto ele corria
para a praia. "Anfall! Anfall! Todos os homens às armas, estamos sob o ataque dos Vangarians.
Para Valhalla!"

"Exceto, é claro, se os Vikings que Eirik chamou para ajudar nos ataque," Eu disse com um
sorriso fraco.

Mamãe apenas olhou.


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Capítulo 14
"O quanto é ruim?"

Eirik olhou por cima de seu ombro para mim. Ele estava meio escondido atrás de uma rocha,
gritando ordens para seus homens enquanto eles tomavam posições defensivas. "Deusa Fran,
você não deveria estar aqui. Volte para seu acampamento."

"Esses caras não eram para estar ajudando você com Loki?" Eu espreitei por cima da rocha os
cinco barcos que estavam subindo e descendo sobre as ondas, cerca de vinte metros da costa.

"Aquilo é o que chamam de navios dragão25?"

Eirik rolou seus olhos por um momento antes de pegar um walkie talkie e rosnar uma ordem nele.
"Você tem visto muito filme. Eles são grandes navios, navios tradicionais Vikings. Sim, nós
chamamos os Vangarians para nos ajudar, mas evidentemente eles estão com ciúmes quando
eles ouviram que você nos levou as compras e agora eles desejam pilhar nossas finas posses."

Uma seta passou zumbindo por nós, com um estranho barulho.

"Seta," Ljot disse prestativamente, enquanto ele passava trotando por nós, uma trombeta de
chifre em uma mão, uma arma de paint ball na outra.

Eu fechei meus olhos por um minuto. "Por favor, me diga que você não irá os deixar passarem
para a Feira."

"Não, é claro que não," Eirid disse, me atirando um olhar irritado. "Há apenas vinte cinco deles.
Nós podemos dar conta deles facilmente."

O walkie talkie voltou com um barulho de estática. Eirik escutou atentamente por um minuto, e
então respondeu em sueco.

"Bom, por que se houver mais algum incidente, eu não acho que Absinthe vai ficar muito feliz.
Merda. Eu estou atrasada, eu dou uma olhada em vocês mais tarde para ver como as coisas
estão indo."

"Divirta-se em seu encontro. Nós estaremos aqui com Loki quando você retornar." Eirik disse,
enfiando uma espada entre seus dentes enquanto ele agarrava sua espada e saltava por sobre a
rocha para correr para onde os grandes barcos estavam aportando.

Eu balancei minha cabeça e me apressei para a Feira, imaginando pela milésima vez por que as
coisas nunca pareciam vir facilmente para mim.

Uma hora depois eu estava no meio de uma explicação para uma mulher dizendo que eu não era
responsável por sua mão dizer que ela iria ter três filhos quando um homem pulou sobre minha
mesa de leitura e decepou minha cabeça.

Ou melhor, ele tentou.

"Hei!" Eu gritei enquanto a espada balançava direto para mim. Eu joguei minhas mãos para
proteger a mim mesma, só percebendo, enquanto ele começava o segundo impulso, que eu
podia ver parcialmente através dele. Eu estreitei meus olhos para o Viking. "Eu não reconheço

25
N/T: Dragon ships ­ navios vikings com decorações cerimoniais em forma de uma cabeça de dragão.
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100 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

você. Você não é um dos homens de Eirik, é? Eu aposto que você é um daqueles Vangarians
que ele chamou. Você quer parar de jogar essa espada através de mim? É irritante!"

Havia três pessoas na fila atrás da mulher assentada em minha mesa. Todas as quatro olharam
com espanto enquanto o fantasma Viking se virava em direção a eles. Ele estava vestido como
Eirik e seus homens, ele tinha o peito nu, vestia um pedaço de pele envolvido ao redor de suas
costas, e tinha calças de tecido sobre leggings de couro, mas diferente dos meus Vikings, ele era
parcialmente translúcido.

As pessoas na fila arfaram quando o fantasma Viking se atirou para fora da mesa para correr
para dentro da multidão perambulando em torno da Feira. Algumas pessoas gritaram quando ele
tentou decapitar uma pessoa, estripar outra, e cortar em pedaços um cara e uma garota góticos
com idênticos piercings faciais, embora a maioria das pessoas aplaudisse. Como quando Eirik e
seus homens noutro dia, os visitantes pensaram que os Vikings eram parte dos atores da Feira
Gótica.

"Me desculpe, vou ter que fechar mais cedo," eu disse as pessoas esperando por mim para ler
suas palmas. "Nós estamos tendo um pequeno problema com nossos... er... Vikings. Desculpe.
Eu estarei aqui de novo amanhã à noite."

Dois ainda mais estranhos Vikings correram pelo corredor, gritando o que eu presumi que eram
gritos Vikings de guerra, tentando matar com suas espadas quantas pessoas eles pudessem.

"Fabuloso efeito especial," eu ouvi um cara dizer em um sotaque inglês. "Direto de Hollywood.
Você acha que eles são hologramas?"

"Deve ser," seu amigo respondeu, observando curiosamente enquanto um dos fantasmas Vikings
apunhalava uma espada em seu corpo várias vezes. "Dos bons. Eu me pergunto onde o projetor
esta?"

"Em cima dos postes de iluminação," eu menti, apontando para o mais próximo de luzes que
iluminava o corredor.

"Ah" Ambos acenaram. Eu avistei um conhecido, e parecendo muito mais sólido Viking e corri
para interceptar ele. "Isleif o que está acontecendo? Eu pensei que vocês iam segurar seus
amigos na praia?"

"Eles não estão materializados." Ele respondeu, atirando seu arco por cima do seu ombro. "Nós
estamos. Nós não podemos impedi-los mais do que eles podem nos ferir.

"Ah, pelo amor de Deus... O que nós vamos fazer."

"Ref, Gils e eu estamos tentando cercá-los. Uma vez que eles estiverem juntos, Eirik pode dizer a
eles o nosso plano de lutar contra Loki. Eles vão gostar disso. Nós vamos invocar Loki então, e
prender ele até depois de seu encontro."

Meu encontro estava começando a parecer que nunca iria acontecer. "Como esses caras que não
podem interagir fisicamente com a gente vai nos ajudar com Loki?"

"Ele é um deus," Islei disse, gritando algo e apontando na direção dos últimos dois fantasmas
Vikings enquanto Gils corria. "Deuses tem presença em ambos os mundos espiritual e mortal. Um
fantasma não materializado pode tocá-lo."

A distância uma trombeta soou.

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101 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


"Ah, ótimo, o que é agora?" Eu perguntei, olhando para um fantasma enquanto ele parava a
tempo suficiente para tentar cortar minhas pernas.

Isleif virou sua cabeça para o lado enquanto ele escutava a explosão da trombeta diminuindo.
"Mais Vangarians."

"Mais? Não! Nós temos o suficiente!"

"É melhor eu ir ajudar Eirik," Isleif disse, girando ao redor. "As coisas podem ficar feias se todos
decidirem não cooperar."

"Tudo bem, todos vocês, parem isso," eu gritei, batendo minhas mãos juntas na esperança dos
fantasmas prestarem atenção em mim. Era inútil. "Você ai, com a pele de leopardo ­ se manda!
Pare de apunhalar as pessoas."

Desdemona irrompeu de sua cabine, em frente a mim, seus olhos selvagens. O fantasma com a
pintura de leopardo olhou para ela enquanto ela corria em direção aos trailers.

"Bem, ok, você pode apunhalar ela. Mas deixe os turistas em paz!"

O Viking sorriu e disparou atrás de Desdemona.

Ben! Eu gritei, desesperada por algum apoio.

Ele não respondeu por alguns segundos. Qual o problema, Fran? Sua mãe está te dando outro
sermão?

Ela deu um mais cedo. São os fantasmas Vikings! Eles estão enfurecidos!

Eu falarei com Eirik, ele disse.

Não, não são aqueles fantasmas... Estes são amigos deles. Ou inimigos, eu não tenho certeza.
Eles não estão materializados então eles não podem fazer nada fisicamente; mas eles estão
correndo pela Feira tentando matar todo mundo e atraindo atenção, e a qualquer minuto Absinthe
vai perceber...

"Francesca!" Uma familiar voz feminina tingida com um sotaque alemão alto. Eu girei.

Tarde demais. Onde você está? O que você está fazendo?

Eu estava jantando, ele disse ironicamente. Eu tive um momento de distração enquanto eu
percebia o que isso significava, embora sua escolha de comida não fosse à preocupação atual.
Eu estou indo ajudar você

Obrigada. Nós vamos precisar dela.

"O que está acontecendo com seus fantasmas?" Absinthe exigiu enquanto vinha em minha
direção. "Eu não disse a você para fazê-los pararem esse comportamento? Eles estão
aborrecendo os clientes!"

"Me desculpe, esses não são meus fantasmas, eles são... uh... amigos. Nós estamos tentando
refrear eles, mas..."

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102 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

Naquele momento, um bando de mulheres em motos rugentes entraram no terreno da Feira. Elas
não pararam no estacionamento; elas vieram direto através dele e para o corredor central.

"Fran!" Uma mulher na garupa da primeira moto se inclinou e acenou. Imogen usava um
capacete, mas eu a reconheci através da proteção esfumaçada. Ela arrancou o capacete e deu
um largo sorriso. "Olha o que eu encontrei para você!"

A primeira moto veio para parar bem em frente de Absinthe e eu. Uma motociclista acenou para
mim. "Pelo que eu entendi que Imogen disse, você precisa de ajuda com guerreiros perdidos?"

"Er.." Eu olhei da loira ­ cerca de dois metros de altura, mais alta até mesmo do que eu! ­ para
Imogen.

"Está é Gunn," Imogen disse, apresentando sua amiga. "Ela é uma Valkiria."

"Oh! Excelente! Eu estava me perguntando como entrar em contato com vocês."

Gunn assentiu. "Nós estávamos em um resort em San Tropez fazendo um pequeno retiro, mas
Imogen nos convenceu que isso era uma emergência. Onde estão os guerreiros?"

"Valkyiias?" Absinthe perguntou, enquanto olhava todas as outras mulheres paradas em motos.
"Você trouxe para a minha feira as Valkirias?"

Cinco vikings perseguiam, passando por nós, um grupo de turistas.

"Valkirias," Gunn disse, virando para suas companheiras. Ela apontou para os fantasmas
perseguindo os turistas. "Guerreiros!"

Eu não direi que eu nunca mais terei uma visão mais estranha do que mulheres deusas nórdicas
em jaquetas de couro e botas de salto agulha montando motos, perseguindo de igual para igual
antigos fantasmas nórdicos, mas isso era algo que eu não esqueceria por um longo tempo. As
Valkirias não tiveram nenhum problema em agarrar os fantasmas Vikings enquanto eles iam e
vinham na multidão, apanhando os fantasmas. Elas apenas estendiam suas mãos, seguram, e
davam uma pequena sacudida que dissolvia os fantasmas para o nada. A maioria dos turistas
estavam plantados juntos em grupos, observando, aplaudindo e gritando cada vez que um dos
fantasmas era acuado.

"O que elas estão fazendo?" Eu perguntei.

"Mandando eles para Valhalla." Gunn respondeu.

Imogen tinha colocado Absinthe de lado e estava explicando para ela o que estava acontecendo,
virando-se para me transmitir. "Eu não sou a pessoa mais inteligente por encontrar Gunn e as
Valkirias para tomar conta do problema? Agora você não precisa da ajuda de Loki."

Exceto, é claro. Eu queria Loki em meu poder, então eu poderia forçar ele a me dar Tesla.

"Brilhante," Eu disse, reunindo um sorriso que eu particularmente não sentia. Eu não machucaria
os sentimentos de Imogen por nada nesse mundo.

"Agora," Gunn disse, se virando para mim. "Enquanto elas estão cuidando dos Vangarians, por
que você não me leva ao grupo que Imogen me falou. Nós gostaríamos de voltar ao nosso resort
tão rapidamente quanto possível. A uma prova de camisetas molhadas que eu sei que minhas
garotas podem vencer."

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103 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Gunn olhou abaixo para seu peito com carinho por um momento.

Eu pisquei para seus seios. "Hum... sim. Meus Vikings estão na praia, tentando controlar os
outros, então eles poderiam armar uma armadilha para Loki, mas uma vez que eles tiverem feito
com que..."

"Pegar Loki numa armadilha?" Gunn gritou.

"O que eu posso fazer para ajudar?" uma profunda, suave, voz aveludada perguntou atrás de
mim.

"Ben!" Eu girei ao redor, sorrindo com alívio ao ver ele. "Nada por agora. Imogen trouxe as
Valkirias para ajudar com os fantasmas."

Ele levantou uma sobrancelha escura e olhou para sua irmã. "Eu não sabia que ela sabia como
chamá-las."

Ela sorriu de volta para ele, piscando."Você não sabe do que é capaz até que você tente. Na
verdade, Fran me deu a idéia ao invocar Freya. Eu liguei para algumas amigas na Itália, e
consegui localizá-la, e ela me deu o número do celular de Gunn. Eu liguei e disse que precisava
de sua ajuda, e voilá! Resposta instantânea!"

Eu abri minha boca para perguntar como na terra ela sabia que uma Valkiria teria um celular, mas
decidi não perguntar. Se meus Vikings podiam se viciar em Mcdonalds e utilizar um laptop para
planejar uma estratégia de batalha, por que seria tão estranho Valkirias sendo convocadas por
uma chamada telefônica ao invés de uma invocação?

"Meus Vikings estão lá, além da barraca principal, lá embaixo na praia." Eu disse, direcionando
Gunn para a área onde eu tinha visto Eirik pela última vez.

"Excelente! Vamos pegá-los." Ela disse, apoiando sua moto contra um poste de luz. Ela retirou
um par de luvas de couro e marchou, Imogen na sua cola. Absinthe piscou algumas vezes, me
lançou um olhar e correu na direção oposta.

Ben olhou para mim, "Você vai ficar bem?"

"Sim, eu vou. É só que..." Eu mordi meu lábio inferior. Ben o puxou gentilmente de entre meus
dentes com um roçar de seu polegar.

"É só o que?"

"Eu quase odeio os ver partirem. Eles são legais. E eles estavam tentando ajudar."

Ben riu e colocou sua mão em minhas costas, me dando um pequeno empurrão à frente. "Você
tem um coração mole. É uma das coisas que eu mais admiro em você."

Eu suspirei enquanto nós fazíamos nosso caminho através da multidão, em direção a praia. Eu
sabia que eu estava sendo boba ­ Eirik e seus homens queriam ir para Valhalla. Era só correto
que eles devessem ir para lá. "Eu estou feliz que você o admire, mas é chato na maior parte das
vezes. As coisas que importam tanto... ah, não, o que é agora?"

Ben e eu começamos a correr quando nós ouvimos três trombetas dispararem simultaneamente.
Só levou alguns minutos para alcançarmos a área da praia de onde eu tinha visto Eirik pela última

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104 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

vez. Assim que nós pulamos sobre um par de árvores derrubadas que estavam na orla da praia,
as Valkirias restantes rugiram atrás de nós, nos passando e vindo parar na praia.

"Oh... sapos!" Eu xinguei com a visão do número de fantasmas não materializados correndo de
um lado para o outro. O pequeno trecho de praia estava de um canto a outro com longos barcos
Vikings, e lá havia pelo menos uma centena de fantasmas não materializados perambulando ao
redor. No centro, um anel com os homens de Eirik em pé, todos olhando para um homem ruivo
que estava praguejando para uma Gunn falando pelos cotovelos.

"Eu não vou ser chamado dessa maneira! Você não tem o direito de me chamar aqui agora, e por
isso, você vai pagar!"

"Ah, dane-se," Gunn disse.

Loki ficou boquiaberto por um momento.

Gunn se virou para Imogen e disse em voz baixa. "Eu sempre quis dizer isso a ele, o bobinho
autoengrandecido."

Loki rugiu em fúria.

"Vê se te enxerga, viu?" Gunn perguntou. "Ninguém está impressionado. Eirik me pediu para
invocar você, então fica na sua e faça seja lá o que é que ele quer, então eu posso levar minhas
garotas de volta a prova da camiseta."

"Wow. Garota durona," eu disse em voz baixa para Ben.

"Elas tem que ser. Elas são guerreiras também, lembre-se."

"Sim. Eu só queria que ela não estivesse tão de saco cheio com Loki. Eu vou ter dificuldades com
ele em entregar Tesla."

Eu estou aqui com você, ele disse, me fazendo sentir quase invencível. Você gostaria que eu
lidasse com Loki por você?

Não, isso é problema meu. Tibolt me deu o valknut, então eu tenho que fazer isso, mas obrigada
por perguntar e não simplesmente indo em frente e fazendo isso.

Ele sorriu, De nada. Imogen me deu um sermão mais cedo sobre não permitir que você
crescesse. Eu estou tentando te dar o espaço que você precisa para aprender sobre seus
poderes e habilidades.

Obrigada. Eu agradeço por isso. E eu agradeço ainda mais por ter você aqui quando eu preciso.
Eu andei a frente me empurrando entre Isleif e Gils e entrando no anel de Vikings. Gunn olhou
para mim curiosamente.

Loki rosnou quando ele me viu. "Você de novo?"

"Sim, eu de novo." Eu levantei meu queixo e tentei parecer tão bruta quanto Gunn. "Eu quero meu
cavalo de volta, Loki. Eu o quero de volta agora. Em troca, eu vou te dar de volta este valknut."

Loki riu, sua voz estrondando de volta das rochas em um horrível eco. "Você mortal tola. O que te
faz pensar que pode me forçar a dar a você meu descendente?"

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105 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Eu gesticulei em direção ao anel de Vikings. "Meus amigos estão aqui para me ajudar a te
derrubar se você não cooperar."

Ele zombou deles. "Um punhado de guerreiros mortos há muito tempo. Eles não são páreo para
mim."

As Valkirias vieram à frente, se juntando ao anel Viking.

"Valkirias... bah. Um bando de mulheres brincando de serem homens." Ele bufou. Imogen agarrou
Gunn enquanto ela cuspia uma maldição e começava a ir em direção a Loki.

"Há também outros guerreiros Vikings aqui." Eu disse, acenando para o grupo de fantasmas que
Eirik tinha convencido a ajudá-lo ele. Eles agrupados em um semi-circulo ao redor de nós,
observando a tudo em silêncio. Loki enviou a eles um olhar zombeteiro. "Eu não temo o homem,
vivo ou morto. Isso é tudo o que você tem, mortal? Você está fazendo eu perder meu tempo."

Uh oh. Ele não parece estar preocupado, eu disse a Ben. Eu pensei que a vista de todos estes
Vikings faria-o mudar de idéia.

Você fez ele te escutar antes, ele respondeu. O que você fez?

Eu mostrei a ele o valknut.Mas ele pareceu furioso por que eu o tinha, do que ele o temia ou algo
assim.

Se ele o quer, isso significa que ele tem algum poder. Use-o Fran.

Usá-lo como? Eu não sei como fazer qualquer tipo de magia. Eu sou só uma psicometrista!

Ele foi dado a você por algum motivo. Ele tem o poder que você pode utilizar. Você só tem que
descobrir como acessar ele.

Eu puxei o valknut por debaixo de meu top, o segurando em minha mão por um momento. Ben
estava certo ­ ele tinha poder. Ele vibrou contra minha palma como se ele estivesse esperando
para ser usado. "Eu tenho o Vikingahärta."

O sorriso de Loki foi totalmente desagradável. "Mas você não sabe como usá-lo. Você por duas
vezes atraiu minha ira, mortal. Agora você vai sentir minha fúria." Ele levantou sua mão como se
ele fosse me ferir, ou fazer algo divino, mas Ben ficou na minha frente.

"Você vai ter que passar por mim, primeiro."

Loki riu de novo. "Como se um Dark One pudesse me parar? Prepare-se para aniquilação."

Eu pensei que você fosse me deixar fazer as coisas do meu jeito? Eu perguntei, cutucando ele no
ombro.

Há limites para minha paciência. Este é um deles.

Eu não posso fazer o que eu quero se você não me deixar tentar. Eu apontei.

E eu não posso permitir que ele fira você. Se você estiver morta, você não vai ajudar Tesla.

Ele tinha um ponto. Ok, e que tal isso ­ nós fazermos isso junto.

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106 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Ben não gostou disso, eu podia sentir a necessidade dele em me proteger, mas ele não era meu
namorado por nada. Ele se empurrou para trás aquela necessidade e simplesmente disse. Nós
vamos fazer isso junto. Você vai tentar a troca ­ se ele se recusar ou atacar, então eu vou
assumir.

Combinado.

Eu me movi para o seu lado, deixando meu braço roçar no dele por que eu gostava da sensação.
"Loki Laufeyiarson," eu disse em uma voz alta, puxando o valknut sobre minha cabeça e
descansando a corrente e o pingente sobre minha palma.

O formigamento mudou em qualidade, tornando-se mais intenso até que ele zumbiu em minha
mão como uma campainha de choque. Ele também ficou mais quente, mais quente, quase
quente demais para segurar. "Dê-me de volta meu cavalo conhecido como Tesla ou então eu irei
liberar seu próprio poder contra você."

A mão de Loki desceu da posição ameaçadora, seus olhos se estreitando.

Boa garota. Agora você ganhou sua atenção.

Yeah, mas o que eu deveria fazer para provar a ele que eu posso usar essa maldita coisa? Eu
não tenho idéia de como usar o poder. Eu não sou uma bruxa como minha mãe.

Molde-o. Ben aconselhou. O segure e o molde, fazendo-o tomar a forma que você quer, então
quando você estiver pronta, dispare ele em Loki.

Eu olhei para o pingente brilhando em minha mão, meu braço começando a aquecer com a
energia e o calor que ele liberava. Eu reuni todas as sensações que ele me deu, acrescentando
minha própria raiva e frustração e preocupação sobre Tesla e tornei ele em uma bola gigante e
cintilante.

"Eu quero meu cavalo," Eu gritei, jogando a bola de energia em Loki. Para minha surpresa, ele
cambaleou para trás, sua imagem tremulou por alguns segundos. Isso deve ter pego-o de
surpresa, também, por que o olhar que ele me atirou era um de absoluta fúria.

Excelente, Fran. Isso foi muito bem feito. O braço de Ben deslizou ao redor de minha cintura,
debaixo da borda da minha blusa, sua mão era quente e reconfortante contra minha pele.

"Me dê Tesla," eu gritei de novo, me preparando para golpear Loki com outro tranco de poder.

Ele saltou para o lado, rosnando. "Você pode acreditar que venceu mortalzinha, mas não. Você
pode ter seu cavalo de volta, mas vai ser a custa do que eu lhe avisei antes. Desfrute sua
derrota."

O ar ao lado de Loki tremulou e pareceu girar em si mesmo, formando a forma de um familiar
cavalo branco.

"Tesla!" Eu tentei correr em direção e segurá-lo, mas Ben me puxou de volta.

"Espere até que Loki parta," ele disse suavemente. "Ele é malandro. Pode não ser Tesla."

"Eu cumpri sua vontade. Me dê o Vikingahärta."

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107 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Eu não queria, mais tive que concordar e o dar a ele em troca de Tesla. Eu dei alguns passos a
frente e o estendi para ele. "Obrigada. Eu prometo que irei tomar conta de Tesla."

Loki tentou arrebatar o valknut de minha mão, mas no segundo que seus dedos o tocaram, ele
explodiu em chamas.

"Häxa!" ele gritou, saltando para trás enquanto eu o deixava cair na areia. "Você o encantou!"

Eu quero saber do que ele me chamou?

Bruxa

"Não, eu não, honestamente. Ele fez isso por sua própria conta." As chamas morreram, deixando
o valknut brilhando levemente contra a areia prateada.

"Você fez alguma coisa para me impedir de levá-lo."

"Eu não! Eu juro!" Levantei minhas mãos para mostrar que elas estavam vazias.

"Nós vamos nos encontrar de novo," Loki alertou, sua voz baixa e feia. Seu corpo começou a se
alongar, como se ele estivesse sendo esticado. "Eu não serei tão misericordioso quando nós
somos."

Ele se apagou enquanto suas últimas palavras eram ditas. Como se ele fosse uma imagem na TV
de alguém que tinha desligado. O ar ficou pesado com suas palavras, porém, deixando uma
sensação desagradável. Eu a ignorei, me apressando em direção a Tesla, não absolutamente
certa se ele não era apenas uma ilusão.

Ele não era. Tesla farejou suavemente e coçou sua cabeça em mim, procurando por maçãs. Eu
pisquei afastando algumas lágrimas de felicidade, me pendurando em seu pescoço e alisando
meu rosto em sua crina por um momento para me reassegurar que ele era real.

"Obrigada," Eu disse finalmente, me virando para olhar os Vikings, Valkirias e os fantasmas que
tinham se reunido para me ajudar. "Muito obrigada a todos vocês, significa muito para mim ter
Tesla de volta."

Meus vikings sorriram. "Nós estamos felizes em ajudar, deusa, embora tristes por não podermos
estripar Loki." Eirik disse. "Você esta tendo problema com outro deus?"

Eu balancei minha cabeça. "Não. Está tudo bem agora. Obrigada. Eu vou sentir falta de vocês
caras. Eu espero que vocês gostem de Valhalla. Gunn?"

Ela foi à frente, acenando para suas irmãs guerreiras também. "Absolutamente. Valkirias! Nós
temos guerreiros a escoltar!"

Os Vikings sorriram. Em menos tempo que se pudesse falar morgasbord26, a praia ficou vazia de
tudo, menos de um cavalo branco, Imogen, Ben e eu.

"Eu espero que eles tenham levado suas coisas com eles para Valhalla," Eu disse, acariciando o
pescoço de Tesla. Seus olhos estavam meio fechados enquanto ele se inclinava aceitando a
caricia. Ele parecia bem, não com se ele tivesse estado trabalhando ou desnutrido. Seu pêlo


26
N/T: Morgasbord: Palavra sueca ­ Refeição escandinava com múltiplos pratos de vários alimentos em uma mesa.
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108 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned

estava brilhoso e limpo, e alguém tinha feito algumas tranças em sua calda e crina. "Eu não
posso acreditar nisso, mas eu vou sentir falta deles."

"Eles ganharam a sua recompensa," Imogen disse me consolando. Ela bateu em um meu ombro
e deu uma rápida coçada na orelhas de Tesla; "Eles serão felizes. Eu sentirei muita falta de
Finnvid, mas eu estou feliz por eles. E por você também, Fran. Que teve tanta coragem,
enfrentando Loki como você fez. Eu estou muito orgulhosa de você."

"Obrigada," Eu disse, dando nela um rápido abraço. "Eu não poderia ter feito se você não tivesse
trazido as Valkirias."

"Pfff," ela disse, acenando com a mão. "Você não precisa delas. Você teria simplesmente feito
Loki enviar os Vikings primeiro. Ah, foi uma noite bem interessante." Ela enviou a Ben um
sorrisinho. "Eu tenho certeza que irá ser ainda mais interessante. Eu vejo vocês dois mais tarde."

"Você está terrivelmente quieto," Eu disse a Ben, olhando para ele por cima do pescoço de Tesla.
Ele estava em pé no mesmo lugar, sem se mover, sem dizer nada, apenas olhando para mim
com seus escuros olhos negros. "É por que eu não lhe agradeci ainda por me ajudar? Eu ia fazer
isso mais tarde, em nosso encontro."

"Não," ele disse, e por um segundo eu senti uma onda de apreensão e preocupação vinda dele.

"Qual o problema?"

"Quais foram exatamente às palavras de Loki na primeira vez que você o invocou?" Quando você
se recusou a devolver a ele o valknut?"

Eu olhei para onde o valknut descansava inocentemente sobre a areia. Ele estava frio ao toque.
Como se nada mais a ser fazer com ele a não ser deixá-lo ­ algo que eu não queria fazer ­ eu o
deslizei de volta por sobre minha cabeça, próximo ao Green Tara e pensei em alguns dias atrás.
"Ele disse que se eu não o devolvesse ele tomaria a coisa que eu mais valorizava. Mas isso é
você, e você está aqui, bem como sempre. Na verdade, tudo está bem. Os vikings foram
enviados para Valhalla. Tesla está de volta, e ainda tem tempo para nós irmos ao nosso encontro.
Eu diria que as coisas estão pedindo por uma mudança."

Ben me deu um olhar estranho. "Fran..." ele começou a dizer, mas foi interrompido por um grito
de Soren na beira da praia.

"Fran! Benedikt! Vocês têm que vir! Algo terrível está acontecendo."

Um arrepio desceu em minhas costas e braços enquanto eu agarrava Tesla e apressava o cavalo
em um trote.

"Qual o problema? Há mais vikings? Nós podemos chamar as Valkirias de volta..."

"Não, não é eles," Soren disse, se virando enquanto nós alcançávamos ele. "É o troll."

Eu estanquei meu passo. "O o quê?"

Soren agarrou minha manga querendo me arrastar para o outro lado da ilha. "Um troll. Se parece
com uma atriz de TV enrugada. Ele disse que está procurando pela deusa que enviou os vikings
para Valhala por que ele quer ser liberto também. É melhor você vir rápido antes que ele se
aborreça. Ele já esta falando sobre você levar ele as compras primeiro."

Eu tomei um profundo fôlego e atirei um olhar para Ben.
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109 Katie Maxwell ­ Goth Series 02 ­ Circus of the Darned


Ele olhou para mim sem expressão por um minuto então explodiu em uma gargalhada,
envolvendo seu braço ao meu redor e me puxando para mais perto. "Ah, Fran. Eu posso ver que
a vida com você vai ser tudo, menos monótona."


**Fim**

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