Olá, Amigos,ªs
Aqui segue mais este audio livro em voz humana,
O desencadeiar da lucidez.
Em "Perto do coração selvagem", Clarice narra a história de Joana, uma moça que logo fica órfã de pai e mãe, e que desde sempre tem o costume da introspecção. Falando-se de Lispector, e em especial este livro, a sensação que percorre as veias depois da leitura é de um mergulho tão profundo em si mesmo, profundo o suficiente para não se voltar mais à superfície como antes.
A narrativa do romance é quebrada, feita de flashbacks da memória da personagem principal, que se fundem com seu dia-a-dia, com os diálogos com os outros personagens. Diálogos que não aparecem muito durante a leitura, mas que sempre deixam a sensação de serem monólogos, devido ao fato de Clarice jamais abandonar a percepção da mente do personagem frente a palavras e meios externos.
O romance caminha em passos árduos, num silêncio branco.
Árdua é a leitura do livro, pois como foi dito, não se volta mais a supefície como antes. É um mergulho, é uma tentativa de saber a si mesmo, de perguntar-se pouco, compreender mais e entender o que for necessário. É um romance pra sentir "no estômago", e não para ser entendido. Clarice Lispector é deveras humana, a sua busca pela lucidez revela, de um outro ângulo, sua insatisfação com uma realidade moldada. Joana, a personagem do livro, entende que é eterna em seu pensamento contínuo: e chega a cansar-se várias vezes. Mas prossegue, como uma lagarta que mesmo machucada, gorda de si mesma e feia, tece um casulo em volta de si para alcançar seu outro estágio.
Em "Perto do coração selvagem", Clarice narra a história de Joana, uma moça que logo fica órfã de pai e mãe, e que desde sempre tem o costume da introspecção. Falando-se de Lispector, e em especial este livro, a sensação que percorre as veias depois da leitura é de um mergulho tão profundo em si mesmo, profundo o suficiente para não se voltar mais à superfície como antes.
A narrativa do romance é quebrada, feita de flashbacks da memória da personagem principal, que se fundem com seu dia-a-dia, com os diálogos com os outros personagens. Diálogos que não aparecem muito durante a leitura, mas que sempre deixam a sensação de serem monólogos, devido ao fato de Clarice jamais abandonar a percepção da mente do personagem frente a palavras e meios externos.
O romance caminha em passos árduos, num silêncio branco.
Árdua é a leitura do livro, pois como foi dito, não se volta mais a supefície como antes. É um mergulho, é uma tentativa de saber a si mesmo, de perguntar-se pouco, compreender mais e entender o que for necessário. É um romance pra sentir "no estômago", e não para ser entendido. Clarice Lispector é deveras humana, a sua busca pela lucidez revela, de um outro ângulo, sua insatisfação com uma realidade moldada. Joana, a personagem do livro, entende que é eterna em seu pensamento contínuo: e chega a cansar-se várias vezes. Mas prossegue, como uma lagarta que mesmo machucada, gorda de si mesma e feia, tece um casulo em volta de si para alcançar seu outro estágio.
Boas leituras
jeloy
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