A TAXAÇÃO DA "FAST-FOOD" EM TEMPO DE CRISE
O Bastonário da Ordem dos Médicos do meu país veio a público dizer uma coisa que digo desde há muitos anos, ou seja, a maior parte das doenças estão relacionados com uma má forma de alimentação e isso seria evitável se as pessoas comessem mais saudavelmente, mudando seus hábitos de vida. Ele vai mesmo ao ponto de defender uma taxação na "fast-food" como forma de financiar o SNS (Serviço Nacional de Saúde) que corre risco de insustentabilidade devido à crise que obriga a fazer cortes nas depesas hospitalares e afins que pesam no Orçamento do Estado, ou seja, no bolso de todos os portugueses.
Aplaudo por isso a ideia do Bastonário da Ordem dos Médicos que parece ter tido hoje um 'vislumbre' que certamente vai ser repudiado pelos interesses inconfessáveis dos que lucram com o número de doentes no meu país onde 90% da diabetes, 80% das doenças do coração e AVCs, 70% dos cancros no cólon, tem suas origens nos erros e excessos alimentares.
Estes números não foram inventados por mim, pois que os ouvi no dia 5-10-2011 numa entrevista na TVI24 ao Dr. José Manuel Silva que referiu esses dados estatisticos com base em estudos recentes sobre a nocividade da "fast-food" e outros alimentos consumidos em Portugal, cheios de gorduras saturadas e excesso de sal, bem como excesso de açucar e bebidas açucaradas (tipo coca-cola e outras) muito apreciadas.
Portanto, tudo isto vem corroborar minha tese que defendo há muito tempo de que os portugueses deviam reaprender a comer para saber viver. E hoje a crise vai obrigar a isso, podem crer, pois o que não se aprende duma forma aprende-se de outra.
Muita gente acha mesmo que "passar fome" é deixar de comer carne e doçarias que os jovens e crianças estão habituados a consumir todos os dias. Os pais, em grande parte são responsáveis pela saúde dos filhos e também deviam corrigir seus hábitos alimentares que não são os melhores. Hoje vejo ambos frequentarem juntos as famigeradas lojas Mcdonalds que invadiram o mundo inteiro, até a China onde as crianças asiáticas passaram a padecer dos mesmos males de Obesidade e outros problemas de saúde que eram desconhecidos ou inexistentes no seu país. É o preço da 'globalização' até na alimentação, perdendo-se para a saúde que em Portugal vai muito mal.
Seria bom, pois, que o governo pensasse e considerasse tudo isto apostando mais na prevenção, tornando as pessoas mais saudáveis, porque um país de doentes não sairá facilmente da crise que atravessa. E acho bem sim que se faça uma taxação à "fast-food" ou todos os alimentos considerados nocivos à saúde, tal como já se faz em relação ao álcool e tabaco. Do mesmo modo, devia fazer-se a mesma coisa em relação à publicidade enganosa.
De resto, sou de opinião que se devia até 'premiar' as pessoas que melhor cuidam de sua saúde, incentivando outras a fazerem o mesmo e assim aliviarem-se despesas do Orçamento que poderiam ser utilizadas para outros fins.
Abraços.
M. Loureiro
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