| O 5º Congresso Nacional da Associação Médico-Espírita do Brasil foi realizado em São Paulo Com a presença 850 profissionais de saúde e 41 palestrantes, especialistas das mais importantes instituições clínicas do Brasil (Instituto Pazzanezzi, Hospital das Clínicas de São Paulo, Universidade Federal do Ceará, entre outras), o MEDNESP discutiu "A espiritualidade no cuidado do paciente". Na abertura, representantes das AMEs nacionais e internacional, entre eles: Dr. Sérgio Felipe de Oliveira (SP), Dr. Roberto Lúcio de Oliveira (MG), Dr. Gilson Luis Roberto (RS), Dr. Sabino Antonio de Luna (Argentina) e Dr. Nestor Mazzoti - secretário do Conselho Espírita Internacional, falaram sobre o compromisso do médico-espírita e os avanços da medicina que mudam os paradigmas da ciência. O diretor da associação Paulista de Medicina (APM), Nicolau D´Amico, ressaltou que os médicos devem discutir religiosidade com seus pacientes como uma maneira de amenizar o tratamento clínico e perceber que o profissional de saúde acredita em Deus e também segue parâmetros religiosos. A presidente da Associação Médico-Espírita Nacional e Internacional, Dra. Marlene Nobre contou a história da AME e as conquistas conseguidas ao longo dos anos. "A AME completa 10 anos e durante esse tempo temos discutido o paradigma médico espírita. Praticar a medicina que envolva a criatura em um clima de otimismo, certeza de que existe a realidade espiritual, pode levar o ser humano a ter uma renovação de conduta", declarou. Como palestra inaugural, o médico e cientista americano, Dr. Harold Koenig apresentou estudos feitos provando que a fé e a oração ajudam nos tratamentos clínicos. Estados Unidos, as pessoas mais velhas são mais religiosas e cerca de 95% dos entrevistados acreditam em Deus. Dr. Harold afirmou que no Brasil os dados são muito semelhantes, tendo em vista que somos um dos países mais religiosos do mundo. Dr. Koenig recomenda que os profissionais de saúde levem em consideração o histórico espiritual dos pacientes; respeitem, valorizem e apóiem as crenças do paciente. Só orar com o paciente quando ele pede, sendo o ideal, que o paciente inicie a oração, para não se sentir obrigado a fazê-lo. A Espiritualidade dentro da Medicina Com o objetivo de estudar o ser humano em uma amplitude multidimensional e espiritual, o pioneiro curso de Medicina e Espiritualidade da Universidade Federal do Ceará tem tido muita aceitação dos alunos. Com duração de 20 horas, o curso é opcional dentro da faculdade de medicina. Os alunos aprendem a lidar com a espiritualidade dentro da medicina e reavaliar a posição do médico diante das dificuldades clínicas. De acordo com Dra. Eliane Oliveira, coordenadora do curso Medicina e Espiritualidade na Universidade Federal do Ceará, a perspectiva da disciplina visa explicar aos futuros médicos que o ser humano é biopsicosocial e que a espiritualidade é o eixo de pensamento para o paradigma do espírito. discutidos na disciplina, entre eles: os estudos de reencarnação, tanologia (que aborda o ser humano como transcendente a deteriorização física), oncologia e espiritualidade, paradigma quântico e EQM – Experiência de Quase Morte, entre outros. No final do curso, os alunos passam por uma avaliação e fazem uma auto–avaliação, na qual muitos questionam o paradigma médico, a medicina e espiritualidade. Segundo a Dra. Eliane, a espiritualidade ultrapassa as ciências, requer atitude aberta, tolerância, diálogo e auto-superação. "A fé ajuda nos trabalhos clínicos como na conciliação com o paciente, no tratamento do estresse e aceitação de tratamentos". Como exemplo, a Dra. Eliane contou que na cidade de Macaé (CE) um rezador de 77 anos trabalha em conjunto com os médicos, dentro de um posto de saúde do Sistema Único de Saúde. Após união da medicina tradicional e o rezador, os pacientes dizem que se os médicos acreditam em suas crenças e fica mais fácilo tratamento. "A vida é um bem indisponível", conclui. Espiritualidade: a medicina do futuro O impacto da reencarnação na mudança de paradigma foi o tema do especialista do aparelho digestivo e atual vice-presidente da Associação Médico Espírita de Santos - Dr. Décio Iandoli Jr., que explicou a diferença entre dogmas e paradigmas, afirmando que a espiritualidade está suplantando o materialismo. Para provar essa informação, em 1999, no site Medline (um dos mais importantes sobe artigos científicos), havia quatro milhões de artigos, mas apenas 300sobre espiritualidade. Em 2003, esse número cresceu para mais de 33 mil artigos. O médico acredita que a reencarnação é o fator primordial para levar a espiritualidade de vez para a medicina. "É preciso vencer o preconceito para aceitar a reencarnação", afirma Dr. Décio. Durante a palestra, ele destacou a importância da espiritualidade nas decisões médicas, explicando que a espiritualidade ajudará em casos como a eutanásia, que deixará de ser aceita na medicina do futuro. "A medicina do futuro, a medicina do Cristo, já está sendo aplicada pelos médicos que acreditam na espiritualidade. A mudança depende de cada um e o evangelho ensina como mudar pensamentos, para que tudo se harmonize e que exista o equilíbrio entre corpo e mente", finalizou Dr. Décio Iandoli Jr. Atualidades em Biofísica O presidente da AME-SP e neurologista, dr. Sérgio Felipe de Oliveira defendeu um aprofundamento em pesquisas que envolvam os aspectos da Biofísica transpessoal, a espiritualidade como ponto de vista factual. "No futuro, teremos um aparelho para ver o mundo espiritual como hoje temos o microscópio para enxergar microorganismos", garante. O médico conseguiu mobilizar a platéia de profissionais de saúde, mostrando que os estudos de física quântica comprovam: Existe vida após a morte – isso é um fato. Nas pesquisas bioneurológicas, a linha de pesquisa com a espiritualidade – como fato – segue num universo paralelo onde as informações são fixadas no tálamo – centro do cérebro – assim é a capacidade de captar o mundo espiritual. Essas descargas elétricas cerebrais são constatadas em imagens de ressonância. Sérgio Felipe recomenda que o médico-espírita examine o paciente sob a ótica da biofísica transpessoal. "O exame físico é normal, mas como analisar o duplo etério (sustentação do corpo biológico) da pessoa que deve ser analisado na biofísica transpessoal? O eletrocardiograma é a avaliação do duplo etério, assim como a ressonância nuclear magnética e o eletroencefalograma. Outra forma de avaliar o duplo etério da pessoa é através da análise do brilho dos olhos – mais puro retrato do duplo etério. A mente voltada ao passado,ligada ao passado, armazena as informações e culpas e projeta no corpo físico presente as doenças. É preciso projetar a mente no futuro. O paciente não pode se achar vítima, não pode se desesperar. Ele deve liberar sua cabeça da culpa. Nossa história está escrita nas nossas células, como se fosse um campo magnético. O médico na biofísica transpessoal deve usar a mentalização no tratamento do paciente". Influências Espirituais de Terapia por Regressão de Memória O médico Alberto Almeida completou o primeiro dia de Mednesp explicando que a fixação no passado faz com que percamos a consciência no presente. "O pensamento humano está entrelaçado sempre, ao passado e presente, projetando o futuro. A vida tem sentido completo e único – é feito de uma totalidade, por isso, lidar com os pensamentos de uma pessoa é um mergulho numa dimensão coletiva". O médico recomenda aos colegas que tentem fazer interações no passado do paciente para curar doenças do presente. RESUMO DAS PALESTRAS DIA 27 DE MAIO DE 2005 Com as frases "Vida é movimento" e "Viver é um constante desafio", Marlene Nobre, presidente nacional da Associação Médico-Espírita do Brasil (AME-Br) iniciou o segundo dia do Mednesp 2005, apresentando a palestra Estresse sob a ótica do paradigma médico-espírita, destacando a importância de o ser humano ter um projeto de paz interior para que possa reagir de forma positiva aos fatores estressantes que o acompanharão por toda a vida. "Sabemos que, hoje em dia, não são mais predadores, mas homens e mulheres que afetam nossas resistências e nos conduzem ao estresse", disse Marlene observando que, desde os primórdios, o homem está diante de fatores que ameaçam sua resistência orgânica e, a despeito de toda saga evolutiva, ainda age impulsionado por instintos. Recorrendo à teoria do médico que descobriu o estresse, Hans Seye, de que as pessoas têm graus diferentes de energia biológica e ela determinará se a reação aos fatores estressantes será um processo natural ou patológico, Marlene enumerou as contribuições do espiritismo como oração, meditação, treino do perdão e aproveitamento da dor, para a construção de um sólido patrimônio moral, intelectual e espiritual. Inerente à vida humana, o estresse pode ser natural ou patológico, dependendo do patrimônio moral, intelectual e espiritual do indivíduo. Para a presidente da AME Brasil, não existe aprendizado sem estresse e a fé é fundamental para que o indivíduo saiba tirar proveito dessa experiência. Reforçando esta premissa, Marlene citou João, capítulo 14, versículo 27: "A Paz vos deixo, a minha paz vos dou, não vô-la dou como o mundo a dá". Pesquisas buscam evidências para incorporar espiritualidade à prática clínica no tratamento de doenças cardiovasculares principais causa de morte no Brasil e no mundo. Comprovar cientificamente que a religiosidade pode contribuir de maneira positiva no tratamento de pacientes acometidos por doença cardiovascular é um desafio para os profissionais de medicina que apostam na vertente espiritualista, conforme explicou o cardiologista Álvaro Avezum, diretor da divisão de pesquisa do Instituto Dante Pazanezzi e um dos precursores da Medicina Baseada em Evidência no Brasil, durante a palestra Espiritualidade e Associação com Doença Cardiovascular. Avezum apresentou alguns estudos demonstrando que a religiosidade está diretamente ligada aos fatores de risco psicossociais, associados à doença cardiovascular, principal causa de morte no Brasil e no mundo. As pesquisas apontaram, por exemplo, que, quando controlado o estresse, o índice de morte pode ser reduzido a 29% e há um aumento de 20% de doença cardiovascular entre pacientes depressivos. Em uma compilação de cinco estudos com mais de 2.700 pacientes que recebem prece intercessória, foi observada melhora em 2.123 pacientes. Embora a relação entre espiritualidade e fatores de risco da doença cardiovascular esteja cada vez mais evidente, o cardiologista acredita que o caminho para sua incorporação à prática clínica é longo. "Estamos, ainda, na fase da promessa. Em ciência, temos que passar pela comprovação e aplicabilidade", disse Avezum com otimismo. O psiquiatra e vice-presidente da AME Brasil, dr. Roberto Lúcio de Souza, abordou os aspectos clínicos da depressão e o médico Jaider Rodrigues de Paulo analisou os aspectos espirituais. A palestra mostrou casos que a aplicação dos ensinamentos da doutrina foram essenciais para conseguir a cura para o paciente. depressão: tristeza é emoção e tem função de levar o indivíduo a buscar o entendimento da realidade e da vivência; a depressão é tristeza estagnada e melancolia é a depressão grave, com sintomas somáticos e características psicóticas. É importante ressaltar que 90% dos depressivos têm transtorno bipolar (intercalam fases de euforia e depressão). específico. A conscientização no plano espiritual motiva o indivíduo a buscar a essência de sua reencarnação. Nesta busca, a depressão gera culpa e desânimo, mas a fé é imprescindível para superar a angústia. No evangelho está escrito: "vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei". O deprimido precisa de tratamento espiritual aliado ao tratamento medicamentoso. O cardiologista Osvaldo Hely Moreira mostrou quais as implicações cardiovasculares que o indivíduo deprimido tem, por isso, recomenda que o tratamento espiritual e o apoio familiar sejam essenciais para a recuperação da pessoa com depressão para evitar as emoções negativas e angústias que levam a problemas do coração e acidente vascular cerebral (AVC). A psicóloga Juliane Peres mostrou que cognição é como enxergamos o mundo, as coisas e como compreendemos tudo e que o modelo cognitivo – pensamento automático – emoção – resposta fisiológica – comportamento. Apresentou exemplos de pensamentos de pessoas normais em comparação com pessoas depressivas. Mas, a grande preocupação da palestrante foi mostrar como deve ser a intervenção terapêutica cognitiva comportamental sob o olhar de um médico-espírita: deve-se corrigir o pensamento do paciente, monitorar as atividades que dêem mais prazer, ensinar a rechaçar pensamentos negativos automáticos e promover a sensação de felicidade, que é composta de três partes: prazer, engajamento na vida e, por conseguinte, um sentido para a vida. E o melhor modo de fazer isso é através da religião. O modelo cognitivo deve levar o paciente depressivo para o lado positivo da vida. Atualidades no Cuidado com o paciente Atendimento a Pacientes e familiares em psico-oncologia As médicas Lígia Maria Pompeu e Sônia Simões apresentaram técnicas de atendimento aos pacientes com câncer, atuantes em quatro frentes: no centro espírita, com passes e água fluida. psicoterapia, individualmente e em grupo. outras intervenções, com homeopatia e acupuntura. A Obstetrícia na nova Revelação – Caminhos do Renascer As médicas Andréa Rufino e Maria das Dores Teixeira mostraram que renascer não só para o novo ser que volta a encarnar. Mas também à mulher que aprende e passa a trilhar novos caminhos com a chegada desse novo ser, redescobrindo-se e renascendo. É importante conceituar que a medicina da alma atinge o campo energético e espiritual. Médicos espíritas têm que acreditar que o conjunto mente e corpo é importante, percebendo o paciente assim, para poder presenciar o renascer espiritual. "Os médicos não trabalham sozinhos. Precisam da ajuda da paciente. Os médicos devem estar atentos para perceber a inquietude na paciente. Médicos devem estar conectados com o mais alto para receber ajuda espiritual desde o momento da anamnese", explicam. Alguns momentos são cruciais para acionar na paciente a espiritualidade: iniciação sexual, no desenvolvimento da sexualidade, no pré-natal e no planejamento familiar. É preciso sempre lembrar que o sexo pode gerar uma energia espiritual criativa e potente, capaz de construir e transformar-se em amor. Por isso mesmo o sexo não deve e não pode ser banalizado. É preciso uma iniciação sexual responsável. Essa visão é essencial para as adolescentes. Na gestação, a mãe deve saber que é muito importante sua relação com o feto, pois para estar grávida houve um acordo prévio resultado numa simbiose profunda. A vida tem um significado e um valor inestimável. O pai e a mãe têm uma responsabilidade muito grande, pois são os primeiros educadores. Um tema delicado é o aborto praticado; "as mulheres sentem que romperam um acordo feito com o filho que renasceria e com Deus. Esse sentimento acaba gerando distúrbios físicos e mentais. Para ajudar uma paciente assim é preciso levá-la ao auto-perdão, para depois buscar o perdão do filho que viria". "As universidades não ensinam a medicina corretamente. Para começar, iniciam o curso com uma apresentação de cadáver, passando depois a necropsia, dissecação de animais e por fim, o contato com o paciente. Tudo isso sem saber se o universitário está preparado", essa a conclusão do Dr. Ricardo Sallum, que apresentou a visão do médico-espírita diante da morte. E como se portar frente ao paciente terminal? O médico deve falar sempre a verdade, estabelecer uma conexão alma a alma, ouvir seu paciente sempre, até o fim, estar com ele nos momentos finais, enfim, estar presente. "É necessário mudar o conceito de morte, pois atualmente a morte significa a perda da guerra, significa que o médico fez algo de errado e não conseguiu manter o paciente vivo", conclui. Atendendo a pessoa gravemente enferma O médico José Roberto Pereira dos Santos, que há 20 anos trabalha em UTI, apresentou como deve ser a conduta do médico espírita junto aos pacientes? Para ele, há a necessidade de profissionais médicos espíritas nos ambientes das UTIs do Brasil – faltam profissionais qualificados. Mas, por que trabalhar em uma Unidade de Terapia Intensiva? "Por vocação. Por princípios da bioética, deve-se observar: autonomia (está acima dos outros princípios), beneficência (conversar com o paciente, ouvir suas angústias), justiça e não maleficência (o médico não pode causar ou desejar o mal do paciente). Deve-se ter respeito à autonomia do paciente, explicar a ele tudo o que acontece, mantê-lo informado sobre seu estado e sobre os tratamentos. Isso mesmo que o paciente esteja em coma". A médica Ana Catarina Tavares Loureiro defendeu que ser espírita é mais importante do que ser médico. O espírita médico é uma escolha profissional é uma condição encarnatória. Ser espírita é mais importante. O homem poderia ser um mal médico se não fosse espírita. "A morte é a única certeza que todos nós temos, mas que mesmo assim é vista como uma derrota dos médicos. Ela deve ser encarada de forma natural – não deve ser antecipada nem prolongada com sofrimento. A vida tem sua finitude", conclui. Ressaltou a importância da medicina nos cuidados do paciente até o fim. O médico tem que saber que deverá cuidar do paciente até o fim. Ele vai curar algumas vezes, aliviar mais vezes e consolar sempre, pois os médicos espíritas devem ser mensageiros do amor divino. DIA 28 DE MAIO DE 2005 Para discutir a psicologia transpessoal e o espiritismo, a Dra.Kátia Marabuco, Prof. Dra. adjunta de Cirurgia da Universidade Federal do Piauí, explicou que durante dos dez anos da AME, se vem buscado o elo de ligação na ciência entre o corpo espiritual e o físico, e apresentou a contribuição do espiritismo nas escolhas das abordagens terapêuticas (o trabalho compartilhado entre as equipes médicas e espirituais na sintonia utilizada por eles nos tratamentos clínicos), que irá de encontro com as necessidades do paciente. "Se o paciente precisa passar pelas dificuldades para fazer algum resgate e crescer espiritualmente, o médico não pode interferir, seja com regressões de memória ou terapia. O trabalho de psicologia transpessoal inclui a energização dos organismos e do espírito (prece, mediação, oração, prece, meditação, isolação, dança e música)", explicou. Outro ponto defendido pela especialista é a atualização e evangelização do terapeuta. Segundo ela, eles devem se "terapeutizar" para que não ponha em risco a vida e o equilíbrio do paciente. "Os terapeutas devem ter respeito ao programa reencarnatório, não podem interferir, e os médicos espíritas não devem ter medo de chorar diante da dor do paciente. Ser médico espírita é ser médico de homens e de almas", afirma Dra. Kátia. De acordo com pesquisas apresentadas durante a palestra do Dr. Roberto Lúcio Vieira de Souza – vice-presidente da Associação Médico Espírita do Brasil (AME), a orientação mediúnica nos hospitais psiquiátricos tem auxiliado nos procedimentos clínicos. No Hospital Espírita André Luiz de Belo Horizonte (MG), por exemplo, 180 voluntários participaram de atendimento espiritual paralelo aos métodos tradicionais. Após o passe mediúnico, os médiuns explicam o que viram e sentiram de cada paciente e transmite aos especialistas, os melhores tratamentos que incluem evangelho no lar, água fluidificada, desobssessão, amparo fraterno, prece e leitura específica, atividade em centros espíritas ou nas comunidades religiosos. Dr. Roberto destacou que nesses trabalhos foram evidenciados dois fatores importantes para o corpo clínico: a relação marcante de depressão em pessoas que passaram por situações de abortos durante a vida passada (seja cometendo o ato, obrigando alguém a fazê-lo ou profissionais que executavam) e que histórias recentes de alcoolismo e consumo de drogas são resgates (normalmente já sofreram do problema em outras vidas e não conseguem abandonar o vício). "O médico tem de ter uma boa estrutura psíquica para ajudar os pacientes". Com esse mote, o mestre em Neurociência pela Universidade São Paulo e Diretor do Pineal Mind Instituto de Saúde, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, iniciou sua palestra. Ele afirma que a transferência e contra transferência, durante um tratamento clínico e terapêutico, é um processo delicado, já que os médicos devem tomar cuidado para não fazer julgamentos morais. Como exemplo, ele citou um médico que assiste a um óbito na sala de cirurgia; muitas vezes ele se acha responsável pela morte do paciente, o que não é verdade. Ele abstrai a informação de que o paciente teve o respaldo espiritual para que isso fosse possível. Dr. Sérgio foi bastante incisivo com a importância da estrutura do especialista que decide ajudar o paciente de maneira clínica e espiritual e embasou suas afirmações nas histórias de vida de ícones como Freud e Santo Agostinho. Ele alerta: os médicos-espíritas não podem trabalhar apenas com informações espirituais, e sim uni-las as clínicas, ajudando no melhor tratamento ao paciente. "Para encontrar a verdade na natureza, você deve encontrar a verdade dento de você. Se não conseguir, é porque não está com estrutura para encontrá-la na natureza", explica Dr. Sérgio Felipe. Com início nos anos 70, a neurociência converge em pesquisas científicas e clínicas para compreensão do funcionamento integral do Sistema Nervoso Central. Para explicar essa abordagem, Dr. Julio Peres, doutor em neurociência e comportamento pela Universidade de São Paulo, apresentou sua palestra sobre os "Estudos Fronteiriços em neuro-imagem sobre os estados alterados de consciência". Entre os temas apresentados pelo especialista, está o conceito sobre os locais do cérebro utilizados na utilização das memórias traumáticas, a prece, hipnose e a meditação no cérebro humano. Ele explica que, o jeito que interpretamos o mundo é que desperta nossa parte sensorial e para ilustrar ele mostrou imagens em ressonância de casos que foram avaliados em estado de prece e na hipnose. Quanto às memórias traumáticas, os estudos apontam que eles ficam na parte de trás do cérebro, são partes fragmentadas, que fazem parte de um todo e que devem ser estudadas dessa maneira pelos médicos. Segundo ele, essas memórias estão ligadas a tendência de comportamento, posição crítica e de julgamento, o que se relaciona diretamente com os problemas psiquiátricos. Brasil apresenta estudos sobre Medicina e Espiritualidade A palestra apresentada pelo Dr. Harold Koenig apontou inúmeras pesquisas feitas no campo da ciência com relação à espiritualidade. Dr. Alexander Moreira, doutor em psiquiatria pela USP e coordenador do NEPER (núcleo de estudos de problemas espirituais e religiosos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de SP), mostrou os estudos feitos no Brasil sobre o assunto. De acordo com o Censo de 2000 do IBGE, cerca de 90% dos brasileiros seguem alguma religião. Alguns estudiosos ainda não aceitam a união da espiritualidade na medicina e levantam questões como problemas éticos ou falta de controle de qualidade de confusão. Mas, segundo Dr. Alexander, as pesquisas são consistentes e com embasamentos científicos. Entre elas pode se destacar: uma pesquisa feita com 100 pacientes de câncer. Cerca de 89% utilizavam terapia alternativa, mas não contavam ao médico que 77% utilizavam a prece, sendo que todos que oravam, tinham uma melhora significativa. O estudo desenvolvido pelo Dr. Alexander Moreira, com 115 médiuns, mostrou que a espiritualidade tem um público culto, diferente do que acreditam alguns cientistas. Os números mostram que 76% são mulheres, 46% nível superior ou doutorado e apenas 2,7% estão desempregados. A conclusão do estudo mostra: "Os médiuns estudados evidenciaram alto nível sócio-educacional, baixa prevalência de transtornos psiquiátricos menores e razoável adequação social. A mediunidade provavelmente se constitui numa vivência diferente do transtorno de identidade dissociativa. A maioria teve o início de suas manifestações mediúnicas na infância, e estas, atualmente, se caracterizam por vivências de influência ou alucinatórias, que não necessariamente implicam num diagnóstico de esquizofrenia". "A dor não está relacionada com o sofrimento humano". Com essa afirmação, Dr. Mario Peres, neurologista, doutorado na área de cefaléia e pós - doutorado na Philadelphia (EUA), falou sobre a Espiritualidade e a Dor, dando um maior foco em cefaléia e enxaqueca. Dr. Mário afirma que a dor é uma percepção e funciona baseada nos fatores desencadeantes do meio ambiente e suscetibilidade do indivíduo. A espiritualidade pode auxiliar no entendimento da dor, pois a dor deve ser vista como sinalizador e não uma punição, um ganho evolutivo, um mecanismo de defesa do organismo e uma adaptação do indivíduo no meio social. Sinaliza estresse, sedentarismo, a ingestão de substâncias tóxicas, sono inadequado, alimentação, ela reflete a falta de equilíbrio do corpo humano, mostrando ao individuo que alguma coisa precisa ser ajustada. A espiritualidade auxilia principalmente nos desencadeantes da dor, na aceitação do passado, na despreocupação do futuro e a melhor convivência do presente, ajudando a medicina no melhor funcionamento do relógio biológico do corpo que é o cérebro. "Deus promete a vida eterna e não a cura da dor, que é necessária para a humildade no ser humano", afirma Dr. Mario Peres. Pesquisas apontam que no ano de 2025, o Brasil será a sexta nação mais idosa do mundo elevando a média de idade de 68 para 71 anos. Com base nessas estatísticas, Dr. Fabio Nasri, explicou sobre espiritualidade e envelhecer, ressaltando o conceito de envelhecer bem e o papel do geriatra na vida do idoso e como o especialista deve lidar com a despedida, por isso a discussão da espiritualidade é muito importante. Ele afirma que o conceito de envelhecer bem era: ter a vida socialmente ativa, cuidar do corpo e da mente e diminuir do risco de doenças. Atualmente, a esse conceito inclui praticar espiritualidade. Dr. Fábio apresentou que muitos idosos passam aos religiosos por medo da morte, mas o melhor para a evolução espiritual é crescer numa família que mantém a cultura religiosa. A Dra. Marlene Nobre abordou as questões da eutanásia, aborto (intencional e do anencéfalo), pesquisas com células-tronco adultas e embrionárias. O médico espírita tem que confiar em Deus e lutar para divulgar seus conhecimentos e crenças, mostrando que não se deve pensar de forma materialista na medicina, quando se trata de definir se novas vidas surgirão ou não. O professor Dr. Francisco Cajazeiras enfatizou que o mais importante para esclarecer a opinião publica é que as células-tronco não são a cura definitiva e rápida, não existe mágica em medicina. É preciso muito cuidado e conhecimento com testes e pesquisas e animais para depois testar em pessoas. Células-tronco são células altamente replicáveis, capazes de tomar forma de células de vários lugares do organismo. As pesquisas e apostas devem ser feitas com células-tronco adultas – que podem ser encontradas no organismo em alguns órgãos, dentes de leite e no cordão umbilical. Avanços nas pesquisas, no Brasil – desde 2001, com células-tronco adultas nos casos de leucemia, AVC (acidente vascular cerebral) e cardiopatias. Porque que não se deve apostar nas células tronco embrionárias? Porque, para o médico, concepção é igual à fecundação, que é igual à fertilização, então, no momento em que o espermatozóide entra no óvulo, acontece a união do espírito com o corpo que começa a ser formado. Há um ser ligado naquelas células, e este não pode participar de pesquisas. A Dra Irvênia Santis de Prada apresentou as definições das estruturas cerebrais. O aborto do anencéfalo não pode ser praticado, pois há vida naquele corpo, mesmo que danificado. As porções importantes do cérebro estão funcionando do anencéfalo. A criança anencéfala não andará e não falará, mas pode ficar viva. O médico Carlos Roberto de Souza fez a diferenciação entre dor (causadora do sofrimento) e sofrimento (resultado da impotência). A dor psíquica chega quando o indivíduo está frente a frente com a morte. A dor social leva o indivíduo ao isolamento. A distanásia é a morte por suspensão de medicação, quando o paciente está em estado terminal, lançando mão de recursos que evitariam o sofrimento do paciente. O médico precisa saber viver sem ceder para a eutanásia e a distanásia, dando maior atenção deve ser dada ao paciente e a seus familiares, do que a doença em si. Os médicos espíritas são a favor da ortoeutanásia, que é a eutanásia correta, uma morte sem dor. Significa dar condições de vida para que o paciente morra em paz, de preferência, junto com seus familiares. -- Blog: "COMO SE VISSE O INVISÍVEL" | |||
| |
| | |
--
M. Loureiro
livros - loureiro
http://www.manuloureiro.blogspot.com/
http://www.livros-loureiro.blogspot.com/
http://www.romancesdeepoca-loureiro.blogspot.com/
http://www.romancessobrenaturais-loureiro.blogspot.com/
http://www.loureiromania.blogspot.com/
"Foi o tempo que perdestes com tua rosa que fez tua rosa tão importante".(Saint-Exupéry)
--
Você recebeu esta mensagem porque está inscrito no
Grupo "livros-loureiro" nos Grupos do Google.
Para postar neste grupo, envie um e-mail para
livros-loureiro@googlegroups.com
Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para
livros-loureiro+unsubscribe@googlegroups.com
Para ver mais opções, visite este grupo em
http://groups.google.com.br/group/livros-loureiro?hl=pt-BR
Os nossos blogs:
http://manuloureiro.blogspot.com/
http://livros-loureiro.blogspot.com/
http://romancesdeepoca-loureiro.blogspot.com/
http://romancessobrenaturais-loureiro.blogspot.com/
http://www.loureiromania.blogspot.com/

0 comentários:
Postar um comentário