terça-feira, 18 de janeiro de 2011 By: Fred

<> livros-loureiro <> Agora, com a palavra, os médicos espíritas (repassando)



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O 5º Congresso Nacional da Associação Médico-Espírita do Brasil foi
realizado em São Paulo
 
Com a presença 850 profissionais de saúde e 41 palestrantes,
especialistas das mais importantes instituições clínicas do Brasil
(Instituto Pazzanezzi, Hospital
das Clínicas de São Paulo, Universidade Federal do Ceará, entre
outras), o MEDNESP discutiu "A espiritualidade no cuidado do
paciente".
 
Na abertura, representantes das AMEs nacionais e internacional, entre
eles: Dr. Sérgio Felipe de Oliveira (SP), Dr. Roberto Lúcio de Oliveira (MG), Dr.
Gilson Luis Roberto (RS), Dr. Sabino Antonio de Luna (Argentina) e Dr. Nestor
Mazzoti - secretário do Conselho Espírita Internacional, falaram sobre
o compromisso do médico-espírita e os avanços da medicina que mudam os paradigmas da
ciência.
 
O diretor da associação Paulista de Medicina (APM), Nicolau
D´Amico, ressaltou que os médicos devem discutir religiosidade com seus pacientes como
uma maneira de amenizar o tratamento clínico e perceber que o
profissional de saúde acredita em Deus e também segue parâmetros religiosos.
 
A presidente da Associação Médico-Espírita Nacional e Internacional,
Dra. Marlene Nobre contou a história da AME e as conquistas
conseguidas ao longo dos
anos. "A AME completa 10 anos e durante esse tempo temos discutido o
paradigma médico espírita. Praticar a medicina que envolva a criatura
em um clima
de otimismo, certeza de que existe a realidade espiritual, pode levar
o ser humano a ter uma renovação de conduta", declarou.
 
Como palestra inaugural, o médico e cientista americano,
 Dr. Harold Koenig apresentou estudos feitos provando que a fé e a oração ajudam
nos tratamentos clínicos.
 
 Segundo pesquisa feita pelo Instituto Gallup (2001) nos
Estados Unidos, as pessoas mais velhas são mais religiosas e cerca de
95% dos entrevistados
acreditam em Deus. Dr. Harold afirmou que no Brasil os dados são muito
semelhantes, tendo em vista que somos um dos países mais religiosos do
mundo.
 
Dr. Koenig recomenda que os profissionais de saúde levem em
consideração o histórico espiritual dos pacientes; respeitem,
valorizem e apóiem as crenças
do paciente. Só orar com o paciente quando ele pede, sendo o ideal,
que o paciente inicie a oração, para não se sentir obrigado a fazê-lo.
 
A Espiritualidade dentro da Medicina
 
Com o objetivo de estudar o ser humano em uma amplitude
multidimensional e espiritual, o pioneiro curso de Medicina e
Espiritualidade da Universidade Federal
do Ceará tem tido muita aceitação dos alunos. Com duração de 20 horas,
o curso é opcional dentro da faculdade de medicina. Os alunos aprendem
a lidar com
a espiritualidade dentro da medicina e reavaliar a posição do médico
diante das dificuldades clínicas.
 
De acordo com Dra. Eliane Oliveira, coordenadora do curso Medicina e
Espiritualidade na Universidade Federal do Ceará, a perspectiva da
disciplina visa
explicar aos futuros médicos que o ser humano é biopsicosocial e que a
espiritualidade é o eixo de pensamento para o paradigma do espírito.
 
Durante a palestra, ela apresentou o conceito dos temas que são
discutidos na disciplina, entre eles: os estudos de reencarnação,
tanologia (que aborda
o ser humano como transcendente a deteriorização física), oncologia e
espiritualidade, paradigma quântico e EQM – Experiência de Quase
Morte, entre outros.
No final do curso, os alunos passam por uma avaliação e fazem uma
auto–avaliação, na qual muitos questionam o paradigma médico, a
medicina e espiritualidade.
 
Segundo a Dra. Eliane, a espiritualidade ultrapassa as ciências,
requer atitude aberta, tolerância, diálogo e auto-superação. "A fé
ajuda nos trabalhos
clínicos como na conciliação com o paciente, no tratamento do estresse
e aceitação de tratamentos".
Como exemplo, a Dra. Eliane contou que na cidade de Macaé (CE) um
rezador de 77 anos trabalha em conjunto com os médicos, dentro de um
posto de saúde do Sistema Único de Saúde. Após união da medicina tradicional e o
rezador, os pacientes dizem que se os médicos acreditam em suas
crenças e fica mais fácilo tratamento. "A vida é um bem indisponível", conclui.
 
Espiritualidade: a medicina do futuro
 
O impacto da reencarnação na mudança de paradigma foi o tema do
especialista do aparelho digestivo e atual vice-presidente da
Associação Médico Espírita
de Santos - Dr. Décio Iandoli Jr., que explicou a diferença entre
dogmas e paradigmas, afirmando que a espiritualidade está suplantando
o materialismo.
Para provar essa informação, em 1999, no site Medline (um dos mais
importantes sobe artigos científicos), havia quatro milhões de
artigos, mas apenas 300sobre espiritualidade.
Em 2003, esse número cresceu para mais de 33 mil artigos.
 
O médico acredita que a reencarnação é o fator primordial para levar a
espiritualidade de vez para a medicina. "É preciso vencer o
preconceito para aceitar
a reencarnação", afirma Dr. Décio. Durante a palestra, ele destacou a
importância da espiritualidade nas decisões médicas, explicando que a
espiritualidade
ajudará em casos como a eutanásia, que deixará de ser aceita na
medicina do futuro.
 
"A medicina do futuro, a medicina do Cristo, já está sendo aplicada
pelos médicos que acreditam na espiritualidade. A mudança depende de
cada um e o evangelho
ensina como mudar pensamentos, para que tudo se harmonize e que exista
o equilíbrio entre corpo e mente", finalizou Dr. Décio Iandoli Jr.
 
Atualidades em Biofísica
 
O presidente da AME-SP e neurologista, dr. Sérgio Felipe de Oliveira
defendeu um aprofundamento em pesquisas que envolvam os aspectos da
Biofísica transpessoal,
a espiritualidade como ponto de vista factual. "No futuro, teremos um
aparelho para ver o mundo espiritual como hoje temos o microscópio
para enxergar
microorganismos", garante. O médico conseguiu mobilizar a platéia de
profissionais de saúde, mostrando que os estudos de física quântica
comprovam: Existe
vida após a morte – isso é um fato. Nas pesquisas bioneurológicas, a
linha de pesquisa com a espiritualidade – como fato – segue num
universo paralelo
onde as informações são fixadas no tálamo – centro do cérebro – assim
é a capacidade de captar o mundo espiritual. Essas descargas elétricas
cerebrais
são constatadas em imagens de ressonância.
Sérgio Felipe recomenda que o médico-espírita examine o paciente sob a
ótica da biofísica transpessoal. "O exame físico é normal, mas como
analisar o duplo
etério (sustentação do corpo biológico) da pessoa que deve ser
analisado na biofísica transpessoal? O eletrocardiograma é a avaliação
do duplo etério,
assim como a ressonância nuclear magnética e o eletroencefalograma.
Outra forma de avaliar o duplo etério da pessoa é através da análise
do brilho dos
olhos – mais puro retrato do duplo etério.
 
É o espírito do paciente  que comanda o corpo, então é preciso trabalhar o corpo.
A mente voltada ao passado,ligada ao passado, armazena as informações e culpas
 e projeta no corpo físico presente as doenças. É preciso projetar a mente no futuro.
O paciente não
pode se achar vítima, não pode se desesperar. Ele deve liberar sua
cabeça da culpa. Nossa história está escrita nas nossas células, como
se fosse um campo
magnético. O médico na biofísica transpessoal deve usar a mentalização
no tratamento do paciente".
 
Influências Espirituais de Terapia por Regressão de Memória
O médico Alberto Almeida completou o primeiro dia de Mednesp
explicando que a fixação no passado faz com que percamos a consciência
no presente. "O pensamento humano está entrelaçado sempre, ao passado
e presente, projetando o
futuro. A vida tem sentido completo e único – é feito de uma
totalidade, por isso,
lidar com os pensamentos de uma pessoa é um mergulho numa dimensão
coletiva". O médico recomenda aos colegas que tentem fazer interações
no passado do paciente para curar doenças do presente.
 
RESUMO DAS PALESTRAS
 
DIA 27 DE MAIO DE 2005
 
Não existe aprendizado sem estresse
 
Com as frases "Vida é movimento" e "Viver é um constante desafio",
Marlene Nobre, presidente nacional da Associação Médico-Espírita do
Brasil (AME-Br) iniciou
o segundo dia do Mednesp 2005, apresentando a palestra Estresse sob a
ótica do paradigma médico-espírita, destacando a importância de o ser
humano ter um projeto de paz interior para que possa reagir de forma positiva aos
fatores estressantes que o acompanharão por toda a vida.
 
"Sabemos que, hoje em dia, não são mais predadores, mas homens e
mulheres que afetam nossas resistências e nos conduzem ao estresse",
disse Marlene observando
que, desde os primórdios, o homem está diante de fatores que ameaçam
sua resistência orgânica e, a despeito de toda saga evolutiva, ainda
age impulsionado
por instintos.
 
Recorrendo à teoria do médico que descobriu o estresse, Hans Seye, de
que as pessoas têm graus diferentes de energia biológica e ela
determinará se a reação
aos fatores estressantes será um processo natural ou patológico,
Marlene enumerou as contribuições do espiritismo como oração,
meditação, treino do perdão
e aproveitamento da dor, para a construção de um sólido patrimônio
moral, intelectual e espiritual. Inerente à vida humana, o estresse
pode ser natural
ou patológico, dependendo do patrimônio moral, intelectual e
espiritual do indivíduo.
 
Para a presidente da AME Brasil, não existe aprendizado sem estresse e
a fé é fundamental para que o indivíduo saiba tirar proveito dessa
experiência. Reforçando
esta premissa, Marlene citou João, capítulo 14, versículo 27: "A Paz
vos deixo, a minha paz vos dou, não vô-la dou como o mundo a dá".
 
No compasso mais acertado
 
Pesquisas buscam evidências para incorporar espiritualidade à prática
clínica no tratamento de doenças cardiovasculares principais causa de
morte no Brasil
e no mundo. Comprovar cientificamente que a religiosidade pode
contribuir de maneira positiva no tratamento de pacientes acometidos
por doença cardiovascular
é um desafio para os profissionais de medicina que apostam na vertente
espiritualista, conforme explicou o cardiologista Álvaro Avezum,
diretor da divisão
de pesquisa do Instituto Dante Pazanezzi e um dos precursores da
Medicina Baseada em Evidência no Brasil, durante a palestra
Espiritualidade e Associação
com Doença Cardiovascular.
 
Avezum apresentou alguns estudos demonstrando que a religiosidade está
diretamente ligada aos fatores de risco psicossociais, associados à
doença cardiovascular,
principal causa de morte no Brasil e no mundo. As pesquisas apontaram,
por exemplo, que, quando controlado o estresse, o índice de morte pode
ser reduzido
a 29% e há um aumento de 20% de doença cardiovascular entre pacientes
depressivos. Em uma compilação de cinco estudos com mais de 2.700
pacientes que recebem
prece intercessória, foi observada melhora em 2.123 pacientes.
 
Embora a relação entre espiritualidade e fatores de risco da doença
cardiovascular esteja cada vez mais evidente, o cardiologista acredita
que o caminho
para sua incorporação à prática clínica é longo. "Estamos, ainda, na
fase da promessa. Em ciência, temos que passar pela comprovação e
aplicabilidade",
disse Avezum com otimismo.
 
As múltiplas fases da depressão
 
O psiquiatra e vice-presidente da AME Brasil, dr. Roberto Lúcio de
Souza, abordou os aspectos clínicos da depressão e o médico Jaider
Rodrigues de Paulo
analisou os aspectos espirituais. A palestra mostrou casos que a
aplicação dos ensinamentos da doutrina foram essenciais para conseguir
a cura para o paciente.
 
Aspectos Clínicos: foram analisadas as diferenças diagnósticas da
depressão: tristeza é emoção e tem função de levar o indivíduo a
buscar o entendimento
da realidade e da vivência; a depressão é tristeza estagnada e
melancolia é a depressão grave, com sintomas somáticos e
características psicóticas. É importante
ressaltar que 90% dos depressivos têm transtorno bipolar (intercalam
fases de euforia e depressão).
 
Aspectos espirituais: cada pessoa tem uma missão e um chamado
específico. A conscientização no plano espiritual motiva o indivíduo a
buscar a essência de
sua reencarnação. Nesta busca, a depressão gera culpa e desânimo, mas
a fé é imprescindível para superar a angústia. No evangelho está
escrito: "vinde
a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos
aliviarei". O deprimido precisa de tratamento espiritual aliado ao
tratamento medicamentoso.
 
Depressão e doença cardiovascular
 
O cardiologista Osvaldo Hely Moreira mostrou quais as implicações
cardiovasculares que o indivíduo deprimido tem, por isso, recomenda
que o tratamento espiritual
e o apoio familiar sejam essenciais para a recuperação da pessoa com
depressão para evitar as emoções negativas e angústias que levam a
problemas do coração
e acidente vascular cerebral (AVC).
 
Terapêutica Cognitivo-Comportamental
 
A psicóloga Juliane Peres mostrou que cognição é como enxergamos o
mundo, as coisas e como compreendemos tudo e que o modelo cognitivo –
pensamento automático
– emoção – resposta fisiológica – comportamento. Apresentou exemplos
de pensamentos de pessoas normais em comparação com pessoas
depressivas.
 
Mas, a grande preocupação da palestrante foi mostrar como deve ser a
intervenção terapêutica cognitiva comportamental sob o olhar de um
médico-espírita:
 
deve-se corrigir o pensamento do paciente, monitorar as atividades que
dêem mais prazer, ensinar a rechaçar pensamentos negativos automáticos
e promover a sensação de felicidade, que é composta de três partes: prazer,
engajamento na vida e, por conseguinte, um sentido para a vida. E o
melhor modo de fazer
isso é através da religião.
 O modelo cognitivo deve levar o paciente
depressivo para o lado positivo da vida.
 
Atualidades no Cuidado com o paciente
Atendimento a Pacientes e familiares em psico-oncologia
 
As médicas Lígia Maria Pompeu e Sônia Simões apresentaram técnicas de
atendimento aos pacientes com câncer, atuantes em quatro frentes:
1)espiritual – tratamento
no centro espírita, com passes e água fluida.
 
2) psicoterapia – os pacientes e familiares passam por seções de
psicoterapia, individualmente e em grupo.
 
3) médico – além do acompanhamento com oncologista, pode ser feito
outras intervenções, com homeopatia e acupuntura.
 
4) complementares – floral, reiki e atendimento domiciliar a esses pacientes.
 
A Obstetrícia na nova Revelação – Caminhos do Renascer
 
As médicas Andréa Rufino e Maria das Dores Teixeira mostraram que
renascer não só para o novo ser que volta a encarnar. Mas também à
mulher que aprende
e passa a trilhar novos caminhos com a chegada desse novo ser,
redescobrindo-se e renascendo.
 
É importante conceituar que a medicina da alma atinge o campo
energético e espiritual. Médicos espíritas têm que acreditar que o
conjunto mente e corpo
é importante, percebendo o paciente assim, para poder presenciar o
renascer espiritual.
 
"Os médicos não trabalham sozinhos. Precisam da ajuda da paciente.
Os
médicos devem estar atentos para perceber a inquietude na paciente.
Médicos devem estar conectados com o mais alto para receber ajuda espiritual desde o
momento da anamnese", explicam.
 
Alguns momentos são cruciais para acionar na paciente a
espiritualidade: iniciação sexual, no desenvolvimento da sexualidade,
no pré-natal e no planejamento
familiar.
 
É preciso sempre lembrar que o sexo pode gerar uma energia espiritual
criativa e potente, capaz de construir e transformar-se em amor. Por
isso mesmo o
sexo não deve e não pode ser banalizado. É preciso uma iniciação
sexual responsável. Essa visão é essencial para as adolescentes.
 
Na gestação, a mãe deve saber que é muito importante sua relação com o
feto, pois para estar grávida houve um acordo prévio resultado numa
simbiose profunda.
A vida tem um significado e um valor inestimável. O pai e a mãe têm
uma responsabilidade muito grande, pois são os primeiros educadores.
Um tema delicado é o aborto praticado; "as mulheres sentem que
romperam um acordo feito com o filho que renasceria e com Deus. Esse
sentimento acaba gerando
distúrbios físicos e mentais. Para ajudar uma paciente assim é preciso
levá-la ao auto-perdão, para depois buscar o perdão do filho que
viria".
 
O médico diante da morte
 
"As universidades não ensinam a medicina corretamente. Para começar,
iniciam o curso com uma apresentação de cadáver, passando depois a
necropsia, dissecação
de animais e por fim, o contato com o paciente. Tudo isso sem saber se
o universitário está preparado", essa a conclusão do Dr. Ricardo
Sallum, que apresentou
a visão do médico-espírita diante da morte.
 
E como se portar frente ao paciente terminal? O médico deve falar
sempre a verdade, estabelecer uma conexão alma a alma, ouvir seu
paciente sempre, até
o fim, estar com ele nos momentos finais, enfim, estar presente.
 
"É necessário mudar o conceito de morte, pois atualmente a morte
significa a perda da guerra, significa que o médico fez algo de errado
e não conseguiu
manter o paciente vivo", conclui.
 
Atendendo a pessoa gravemente enferma
 
O médico José Roberto Pereira dos Santos, que há 20 anos trabalha em
UTI, apresentou como deve ser a conduta do médico espírita junto aos
pacientes? Para
ele, há a necessidade de profissionais médicos espíritas nos ambientes
das UTIs do Brasil – faltam profissionais qualificados.
 
Mas, por que trabalhar em uma Unidade de Terapia Intensiva? "Por
vocação. Por princípios da bioética, deve-se observar: autonomia (está
acima dos outros
princípios), beneficência (conversar com o paciente, ouvir suas
angústias), justiça e não maleficência (o médico não pode causar ou
desejar o mal do paciente).
Deve-se ter respeito à autonomia do paciente, explicar a ele tudo o
que acontece, mantê-lo informado sobre seu estado e sobre os
tratamentos. Isso mesmo
que o paciente esteja em coma".
 
Crescimento espiritual do médico
 
A médica Ana Catarina Tavares Loureiro defendeu que ser espírita é
mais importante do que ser médico. O espírita médico é uma escolha
profissional é uma
condição encarnatória. Ser espírita é mais importante. O homem poderia
ser um mal médico se não fosse espírita.
 
"A morte é a única certeza que todos nós temos, mas que mesmo assim é
vista como uma derrota dos médicos. Ela deve ser encarada de forma
natural – não deve
ser antecipada nem prolongada com sofrimento. A vida tem sua finitude", conclui.
 
Ressaltou a importância da medicina nos cuidados do paciente até o
fim. O médico tem que saber que deverá cuidar do paciente até o fim.
Ele vai curar algumas
vezes, aliviar mais vezes e consolar sempre, pois os médicos espíritas
devem ser mensageiros do amor divino.
 
DIA 28 DE MAIO DE 2005
 
A Espiritualidade nos processos terapêuticos
 
Para discutir a psicologia transpessoal e o espiritismo, a Dra.Kátia
Marabuco, Prof. Dra. adjunta de Cirurgia da Universidade Federal do
Piauí, explicou
que durante dos dez anos da AME, se vem buscado o elo de ligação na
ciência entre o corpo espiritual e o físico, e apresentou a
contribuição do espiritismo
nas escolhas das abordagens terapêuticas (o trabalho compartilhado
entre as equipes médicas e espirituais na sintonia utilizada por eles
nos tratamentos
clínicos), que irá de encontro com as necessidades do paciente.
 
"Se o paciente precisa passar pelas dificuldades para fazer algum
resgate e crescer espiritualmente, o médico não pode interferir, seja
com regressões de
memória ou terapia. O trabalho de psicologia transpessoal inclui a
energização dos organismos e do espírito (prece, mediação, oração,
prece, meditação,
isolação, dança e música)", explicou.
 
Outro ponto defendido pela especialista é a atualização e
evangelização do terapeuta. Segundo ela, eles devem se "terapeutizar"
para que não ponha em risco
a vida e o equilíbrio do paciente. "Os terapeutas devem ter respeito
ao programa reencarnatório, não podem interferir, e os médicos
espíritas não devem
ter medo de chorar diante da dor do paciente. Ser médico espírita é
ser médico de homens e de almas", afirma Dra. Kátia.
 
A Espiritualidade no tratamento psiquiátrico
 
De acordo com pesquisas apresentadas durante a palestra do Dr. Roberto
Lúcio Vieira de Souza – vice-presidente da Associação Médico Espírita
do Brasil (AME),
a orientação mediúnica nos hospitais psiquiátricos tem auxiliado nos
procedimentos clínicos. No Hospital Espírita André Luiz de Belo
Horizonte (MG), por
exemplo, 180 voluntários participaram de atendimento espiritual
paralelo aos métodos tradicionais.
 
Após o passe mediúnico, os médiuns explicam o que viram e sentiram de
cada paciente e transmite aos especialistas, os melhores tratamentos
que incluem evangelho
no lar, água fluidificada, desobssessão, amparo fraterno, prece e
leitura específica, atividade em centros espíritas ou nas comunidades
religiosos.
 
Dr. Roberto destacou que nesses trabalhos foram evidenciados dois
fatores importantes para o corpo clínico: a relação marcante de
depressão em pessoas que
passaram por situações de abortos durante a vida passada (seja
cometendo o ato, obrigando alguém a fazê-lo ou profissionais que
executavam) e que histórias
recentes de alcoolismo e consumo de drogas são resgates (normalmente
já sofreram do problema em outras vidas e não conseguem abandonar o
vício).
 
A ajuda espiritual para o médico e o paciente
 
"O médico tem de ter uma boa estrutura psíquica para ajudar os
pacientes". Com esse mote, o mestre em Neurociência pela Universidade
São Paulo e Diretor
do Pineal Mind Instituto de Saúde, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira,
iniciou sua palestra. Ele afirma que a transferência e contra
transferência, durante
um tratamento clínico e terapêutico, é um processo delicado, já que os
médicos devem tomar cuidado para não fazer julgamentos morais.
 
 Como
exemplo, ele
citou um médico que assiste a um óbito na sala de cirurgia; muitas
vezes ele se acha responsável pela morte do paciente, o que não é
verdade. Ele abstrai a informação de que o paciente teve o respaldo
espiritual para que
isso fosse possível.
 
Dr. Sérgio foi bastante incisivo com a importância da estrutura do
especialista que decide ajudar o paciente de maneira clínica e
espiritual e embasou suas
afirmações nas histórias de vida de ícones como Freud e Santo Agostinho.
 
Ele alerta: os médicos-espíritas não podem trabalhar apenas com
informações espirituais, e sim uni-las as clínicas, ajudando no melhor
tratamento ao paciente.
"Para encontrar a verdade na natureza, você deve encontrar a verdade
dento de você. Se não conseguir, é porque não está com estrutura para
encontrá-la na natureza", explica Dr. Sérgio Felipe.
 
O estudo das memórias traumáticas na visão espiritual
 
Com início nos anos 70, a neurociência converge em pesquisas
científicas e clínicas para compreensão do funcionamento integral do
Sistema Nervoso Central.
Para explicar essa abordagem, Dr. Julio Peres, doutor em neurociência
e comportamento pela Universidade de São Paulo, apresentou sua
palestra sobre os
"Estudos Fronteiriços em neuro-imagem sobre os estados alterados de
consciência".
 
Entre os temas apresentados pelo especialista, está o conceito sobre
os locais do cérebro utilizados na utilização das memórias
traumáticas, a prece, hipnose
e a meditação no cérebro humano. Ele explica que, o jeito que
interpretamos o mundo é que desperta nossa parte sensorial e para
ilustrar ele mostrou imagens
em ressonância de casos que foram avaliados em estado de prece e na hipnose.
 
Quanto às memórias traumáticas, os estudos apontam que eles ficam na
parte de trás do cérebro, são partes fragmentadas, que fazem parte de
um todo e que
devem ser estudadas dessa maneira pelos médicos. Segundo ele, essas
memórias estão ligadas a tendência de comportamento, posição crítica e
de julgamento,
o que se relaciona diretamente com os problemas psiquiátricos.
 
Brasil apresenta estudos sobre Medicina e Espiritualidade
 
A palestra apresentada pelo Dr. Harold Koenig apontou inúmeras
pesquisas feitas no campo da ciência com relação à espiritualidade.
Dr. Alexander Moreira,
doutor em psiquiatria pela USP e coordenador do NEPER (núcleo de
estudos de problemas espirituais e religiosos do Instituto de
Psiquiatria do Hospital
das Clínicas de SP), mostrou os estudos feitos no Brasil sobre o assunto.
 
De acordo com o Censo de 2000 do IBGE, cerca de 90% dos brasileiros
seguem alguma religião. Alguns estudiosos ainda não aceitam a união da
espiritualidade
na medicina e levantam questões como problemas éticos ou falta de
controle de qualidade de confusão. Mas, segundo Dr. Alexander, as
pesquisas são consistentes
e com embasamentos científicos.
 
Entre elas pode se destacar: uma pesquisa feita com 100 pacientes de
câncer. Cerca de 89% utilizavam terapia alternativa, mas não contavam
ao médico que
77% utilizavam a prece, sendo que todos que oravam, tinham uma melhora
significativa.
 
O estudo desenvolvido pelo Dr. Alexander Moreira, com 115 médiuns,
mostrou que a espiritualidade tem um público culto, diferente do que
acreditam alguns
cientistas. Os números mostram que 76% são mulheres, 46% nível
superior ou doutorado e apenas 2,7% estão desempregados. A conclusão
do estudo mostra: "Os
médiuns estudados evidenciaram alto nível sócio-educacional, baixa
prevalência de transtornos psiquiátricos menores e razoável adequação
social. A mediunidade
provavelmente se constitui numa vivência diferente do transtorno de
identidade dissociativa. A maioria teve o início de suas manifestações
mediúnicas na
infância, e estas, atualmente, se caracterizam por vivências de
influência ou alucinatórias, que não necessariamente implicam num
diagnóstico de esquizofrenia".
 
A visão espírita sobre a dor
 
"A dor não está relacionada com o sofrimento humano". Com essa
afirmação, Dr. Mario Peres, neurologista, doutorado na área de
cefaléia e pós - doutorado
na Philadelphia (EUA), falou sobre a Espiritualidade e a Dor, dando um
maior foco em cefaléia e enxaqueca.
 
Dr. Mário afirma que a dor é uma percepção e funciona baseada nos
fatores desencadeantes do meio ambiente e suscetibilidade do
indivíduo. A espiritualidade
pode auxiliar no entendimento da dor, pois a dor deve ser vista como
sinalizador e não uma punição, um ganho evolutivo, um mecanismo de
defesa do organismo
e uma adaptação do indivíduo no meio social. Sinaliza estresse,
sedentarismo, a ingestão de substâncias tóxicas, sono inadequado,
alimentação, ela reflete
a falta de equilíbrio do corpo humano, mostrando ao individuo que
alguma coisa precisa ser ajustada.
 
A espiritualidade auxilia principalmente nos desencadeantes da dor, na
aceitação do passado, na despreocupação do futuro e a melhor
convivência do presente,
ajudando a medicina no melhor funcionamento do relógio biológico do
corpo que é o cérebro.
"Deus promete a vida eterna e não a cura da dor, que é necessária para
a humildade no ser humano", afirma Dr. Mario Peres.
 
Os idosos incluem a Espiritualidade no dia a dia
 
Pesquisas apontam que no ano de 2025, o Brasil será a sexta nação mais
idosa do mundo elevando a média de idade de 68 para 71 anos. Com base
nessas estatísticas,
Dr. Fabio Nasri, explicou sobre espiritualidade e envelhecer,
ressaltando o conceito de envelhecer bem e o papel do geriatra na vida
do idoso e como o
especialista deve lidar com a despedida, por isso a discussão da
espiritualidade é muito importante.
 
Ele afirma que o conceito de envelhecer bem era: ter a vida
socialmente ativa, cuidar do corpo e da mente e diminuir do risco de
doenças. Atualmente, a
esse conceito inclui praticar espiritualidade.
 
Dr. Fábio apresentou que muitos idosos passam aos religiosos por medo
da morte, mas o melhor para a evolução espiritual é crescer numa
família que mantém
a cultura religiosa.
 
Fundamento da Bioética e Espiritualidade
 
A Dra. Marlene Nobre abordou as questões da eutanásia, aborto
(intencional e do anencéfalo), pesquisas com células-tronco adultas e
embrionárias.
O médico espírita tem que confiar em Deus e lutar para divulgar seus
conhecimentos e crenças, mostrando que não se deve pensar de forma
materialista na
medicina, quando se trata de definir se novas vidas surgirão ou não.
 
Células Tronco e Pesquisas
 
O professor Dr. Francisco Cajazeiras enfatizou que o mais importante
para esclarecer a opinião publica é que as células-tronco não são a
cura definitiva
e rápida, não existe mágica em medicina. É preciso muito cuidado e
conhecimento com testes e pesquisas e animais para depois testar em
pessoas.
Células-tronco são células altamente replicáveis, capazes de tomar
forma de células de vários lugares do organismo.
 
As pesquisas e apostas devem ser feitas com células-tronco adultas –
que podem ser encontradas no organismo em alguns órgãos, dentes de
leite e no cordão
umbilical.
Avanços nas pesquisas, no Brasil – desde 2001, com células-tronco
adultas nos casos de leucemia, AVC (acidente vascular cerebral) e
cardiopatias.
 
Porque que não se deve apostar nas células tronco embrionárias?
Porque, para o médico, concepção é igual à fecundação, que é igual à
fertilização, então, no momento em que o espermatozóide entra no
óvulo, acontece a
união do espírito com o corpo que começa a ser formado. Há um ser
ligado naquelas células, e este não pode participar de pesquisas.
 
Aborto do Anencéfalo
 
A Dra Irvênia Santis de Prada apresentou as definições das estruturas
cerebrais. O aborto do anencéfalo não pode ser praticado, pois há vida
naquele corpo,
mesmo que danificado. As porções importantes do cérebro estão
funcionando do anencéfalo. A criança anencéfala não andará e não
falará, mas pode ficar viva.
 
Distanásia
 
O médico Carlos Roberto de Souza fez a diferenciação entre dor
(causadora do sofrimento) e sofrimento (resultado da impotência). A
dor psíquica chega quando
o indivíduo está frente a frente com a morte. A dor social leva o
indivíduo ao isolamento. A distanásia é a morte por suspensão de
medicação, quando o
paciente está em estado terminal, lançando mão de recursos que
evitariam o sofrimento do paciente.
 
O médico precisa saber viver sem ceder para a eutanásia e a
distanásia, dando maior atenção deve ser dada ao paciente e a seus
familiares, do que a doença
em si.
 
Os médicos espíritas são a favor da ortoeutanásia, que é a eutanásia
correta, uma morte sem dor. Significa dar condições de vida para que o
paciente morra
em paz, de preferência, junto com seus familiares.
 
 
 
 
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Blog: "COMO SE VISSE O INVISÍVEL"
 
  






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M. Loureiro
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